O Paulo Guinote apresenta uma proposta do Vítor Duarte Teodoro com algumas “Ideias” para a Formação e a Carreira Profissional de Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
É importante que se faça um debate sério entre os professores sobre as mudanças necessárias para um novo Estatuto da Carreira Docente, quando já existe falta de professores e candidatos a professores por falta de atratividade da profissão.
Já em 2019 iniciei um estudo, com base em dados da altura, onde propunha algumas mudanças na carreira docente. Agora que a grande maioria dos docentes encontram-se abaixo do 4.º escalão (ao contrário do que acontecia em 2005) é urgente e necessário rever as condições da carreira para motivar quem ainda cá está e promover uma carreira mais atrativa para os alunos optarem pela via ensino e assim inverter o baixo número de alunos que querem ser “Professor”.
Fica aqui o meu “estudo da altura” que deverá já ter números diferentes, mas não muito.





10 comentários
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O atual ECD não presta, mas esta proposta consegue ser ainda pior.
Pior – vem da cabeça de um professor que ainda está a meio da carreira atual, o que ainda é mais grave, pois parece não ter noção da realidade.
Já agora, a que propósito os Diretores, Subdiretores, Adjuntos e Coordenadores de Departamento seriam avaliados por inspetores? Os atuais inspetores vivem num mundo completamente afastado da realidade, ou seja, que competência têm os inspetores para avaliar estes professores?
Cada tiro, cada melro! E cada vez pior!
Novamente se verifica que são os próprios professores a destruírem-se uns aos outros. Esta proposta é má demais para ser verdade, e o grave é que pelos vistos vem mesmo de um professor. E porque não distribuir uns cartões iguais aos das promoções de um hipermercado conhecido, um cartãozinho e a cada 20 euros leva um selo ao fim de 30 leva uma colher da sopa.
Se querem carreira ganhem coragem e motivem verdadeiramente as pessoas se não querem carreira acabem com essas brincadeiras, 8 anos, pontos, avaliações patéticas e indecentes, ganha 1 ano, ganha 2 anos… Ide dar banho ao cão…
Porque não acabam com os 6 primeiros escalões da carreira atual que já não fazem sentido.
Vamos de mal a pior. E o grave, como alguém já disse, é vir de um professor. Somos contra a burocratização, mas esta proposta com pontos e pontinhos … é para rir. Somos os nossos piores inimigos, não precisamos de Ministério de Educação.
Esta proposta é de gente pequenina que só dá tiros nos pés. Tenha juízo. Lute por uma profissão digna sem invejas.
Sim, esta proposta parece o campeonato brasileiro…:)
No entanto, seria útil que, ao invés de ridicularizar este colega, apresentasse as suas propostas.
É tão fácil criticar.
Claro que os professores do 2º ciclo que tiraram licenciaturas pré-Bolonha, e não conseguiram efetivar no 3º ciclo/Secundário, andam mortinhos para que o 2º ciclo venha comer o 7º e o 8º ano, e se possível até fundir o 2º e 3º ciclo num só. Como a maioira já tem muitos anos de serviço, ficavam em excelentes condições para lecionarem apenas turmas dos 7ºs e 8ºs/9ºs e despachavam os contratados para o 5º e 6º ano. Percebo bem o interesse desses colegas!
Duvido é que o pessoal dos Piaget’s (que, salvo erro, poderá lecionar no 2º ciclo) tenha competência para lecionar 7º e 8º ano… mas posso estar enganado, afinal, qualquer um agarra num manual e manda ler e fazer os exercícios, não é preciso muito mais (estou a ser irónico e sarcástico, bem entendido!).
Esta ideia é sopa no mel para o ME, pois era uma boa forma de combater a falta de professores e se lhe juntarmos a fusão de disciplinas que está em marcha nas escolas mais “avançadas” e “flexÍveis”, o ME bate palmas de pé e o trabalho sujo fica feito, nem precisa de sujar as mãos, os professores/Diretores encarregaram-se disso! Lindo, é um mundo perfeito este!
A maior responsabilidade da actual situação ruinosa da escola publica e do profundo mal estar dos professores e, precisamente dos Director escolares que teimam em apoiar este modelo medonho e corrupto de avaliação dos docentes, apenas por poder…De facto este modelo dá um enorme poder aos directores, avaliam como querem os professores promovendo a subserviência, o nepotismo e amiguismo e criando nas escolas um ambiente sinistro de conflitualidade, de falta de colaboração entre docentes e de enorme desmotivação…Neste contexto todos os alunos passam de ano mesmo sem saberem nos mínimos essenciais…A Escola Publica esta moribunda por culpa dos Directores Escolares, que enganam o governo dizendo que está tudo bem e escondem os problemas, dos governos do PS que desviam o financiamento da escola publica para os boys dos centros de formação e outros interesses ligados ao orçamento do Estado, dos sindicatos que apenas se beneficiam a eles mesmos e agem com objetivos de conveniência e combate politico ao serviço do PCP ou do PS…. E, é culpa dos professores que não se revoltam para rejeitar esta situação perniciosa que assola a escola publica…
Todos, ou quase, criticam mas apresentar alternativas, o tanas? Boa, má ou assim assim, o autor desta proposta tem o mérito de se expor e apresentar uma alternativa a um ECD que ninguém quer e todos querem mudar mas, “paleio”, “paleio” e propostas zero. Esta proposta lança um debate público urgente que se quer sério pois só assim podemos acreditar em mudanças positivas que valorizem os professores e a profissão. Depois de tudo o que se passou durante os últimos anos, a terraplanagem educativa do PS e o do A.Costa, não acredito em mudanças profundas com valor mas em mais cosmética televisiva para banquetear uma opinião pública norteada por um jornalismo vassálico que, com o PS, aprendeu a gostar de “malhar” nos professores!
olha podem procurar nos refugiados do Leste! cá há muita falta de ideias!
Deixe ver se percebi bem:
Depois de recuperarmos tudo e mais alguma coisa, continuamos a ter o mesmo vencimento e ainda temos de esperar 8 anos para mudar de escalão? É esta a grande valorização da carreira docente que propõe?
Conclusão: mais um socialista a fingir que sabe o que é o respeito por trabalha MUITO.