… para o que aí pode vir.
António Costa: “O país não pode viver capturado pelas carreiras especiais”
Aumentos dos juízes e procuradores não têm de implicar aumentos para outras carreiras, diz o primeiro-ministro, que quer chamar os professores para negociações – mas com bandeira branca na mão. Mas a prioridade na função pública é outra: chegou a hora “de olhar para as carreiras comuns”, diz em entrevista ao Expresso
O primeiro-ministro considera que “todas as carreiras especiais têm tido sempre um tratamento especial relativamente às carreiras comuns” da Administração Pública. E defende que chegou a hora “de olhar para as carreiras comuns, sobretudo para os técnicos superiores”, para garantir que estas permanecem atrativas (e qualificadas).
Numa longa entrevista ao Expresso, que será publicada na edição deste sábado, António Costa vai mesmo mais longe – quando questionado sobre se poderá negociar na próxima legislatura reivindicações que não aceitou nestes quatro anos (nomeadamente dos professores, enfermeiros, militares e forças de segurança): “O país não pode viver permanentemente capturado pelos interesses e as discussões em torno das carreiras especiais (…). Toda a gente sabe uma coisa (e quem tinha dúvidas os anos de crise eliminaram-nas): as necessidades são ilimitadas e os meios, infelizmente, são sempre limitados. O exercício da política tem sempre a ver com alocação mais eficiente dos recursos que temos.”




2 comentários
Ele que faça primeiro… Palavras, leva-as o vento… e as promessas também.
Ele está a ver se nos engana porque o PSD suicidou-se…
Que o PS não tenha a maioria, que dependam de uma coligação, é o que podemos desejar.
Os professores têm de se lembrar do “temos pena”…
Se o PS vier a ter maioria absoluta, deixarei de comentar no blogue.
Então, cada um que se desenrasque.