Julho 2019 archive

A Aplicação “Progressão 2019” não “abriu”…

 

A 2 de julho, os Diretores recebiam um email da DGAE informando-os que até ao final do mês de julho a aplicação “Progressão 2019” estaria disponível. Tal não aconteceu (até esta hora).

Informa-se V.Ex.ª de que a aplicação Progressão-2019 vai ser disponibilizada no final do corrente mês de julho de 2019 contemplando a funcionalidade da indicação da opção dos docentes pela recuperação faseada do tempo, nos termos do DL n.º 65/2019, de 20 de maio.

Está-se a ver que isto vai levar o tempo suficiente para “agradar” ao défice do trimestre ou quem sabe do semestre.

É de lembrar que o reposicionamento 2019 dos docentes que entraram na carreira a partir de 2011 já “agrada” ao dito desde o início do ano…

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CNE – Recomendação sobre qualificação e valorização de educadores e professores dos ensinos básico e secundário

 

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Educação em Números 2019

 

Menos 21.897 alunos face ao ano anterior, maior percentagem de alunos matriculados em relação ao ano letivo de 200/01. Menos crianças inscritas no ensino Pré- escolar. A taxa de retenção e desistência continua a cair.

Menos Docentes do EPE e 1.ºCiclo, mais do 2.º, 3.º e secundário, no Ensino Público. Número médio de alunos por docente volta a cair. 50,1% dos Docentes EPE têm idade superior a 50 anos.

Mais 62 docentes de EPE no Ensino Público. 51,4% têm idade igual ou superior a 50 anos e apenas 3,3% têm idade inferior a 30 anos, no Ensino Público e Privado, 5,5% com habilitações Literárias de Doutoramento ou Mestrado e apenas 13,8% com Bacharelato ou outras.

No 1.º Ciclo, Ensino Privado e Público, 1,1% de professores com idade igual ou inferior a 30 anos, 7,6% com habilitação académica de Doutoramento ou Mestrado e apenas 9,2% ainda com bacharelato. 20202 Docentes de Quadro e 4149 Docentes Contratados.

No 2.º Ciclo, 51,8% dos Docentes com idade superior a 50 anos e 1,4% com idade inferior a 30 anos, nos Ensinos Públicos e Privado. 10,8% com habilitação académica de Doutoramento ou Mestrado e apenas 7,3 com Bacharelato. 16169 Docentes de Quadro e 3246 Docentes Contratados.

No 3.º Ciclo e Secundário, 48% dos Docentes têm idade igual ou superior a 50 anos e 0,9% com idade inferior a 30 anos. 15,6% com habilitações Literárias de Doutoramento ou Mestrado e apenas 3,6% com Bacharelato ou outras. 50572 Docentes de Quadro e 13776 Docentes Contratados.

O número de pessoal não Docente na Escola Pública cai para 52337 indivíduos.

 

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Emprego científico: os vergonhosos estatutos da exclusão democrática

Emprego científico: os vergonhosos estatutos da exclusão democrática | Opinião | PÚBLICO

Nuno Peixinho

“Aquele que chega ao principado com ajuda dos grandes mantém-se com mais dificuldade do que aquele que o atinge com a ajuda do povo.”

Maquiavel, in O Príncipe

Se alguém ainda se pergunta qual a verdadeira razão pela qual o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) tudo fez para impedir a mísera passagem a contrato a prazo de alguns investigadores — ao abrigo do funesto e paliativo diploma do Estímulo ao Emprego Científico —, preferindo mantê-los a todos, e para todo o sempre, como bolseiros e nada mais do que bolseiros, eu respondo: uma questão de poder!

Se alguém ainda tem dúvidas, bastará olhar para os novos Estatutos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), de 16 de julho de 2019.

Mantém-se, como é costume, a existência de uma Assembleia de Faculdade, que elege o seu diretor, e um conselho científico que, entre mil e uma outras coisas, pratica os atos previstos na lei relativos à carreira docente e de investigação e ao recrutamento de pessoal docente e de investigação, e uma comissão científica para cada departamento que, por sua vez, elege o diretor do departamento e apresenta propostas relativas à carreira docente e de investigação e ao recrutamento de pessoal docente e de investigação. Estão todos a ver a importância do conselho científico e das comissões científicas quanto às contratações, certo!? Perceberam que quem apresenta propostas de contratação é a comissão científica e que o conselho científico apenas “pratica os atos”, certo!?

Rogo, agora, a vossa paciência para algumas linhas dos estatutos para verem quem elege e quem pode ser eleito: “A Assembleia da Faculdade é constituída por 15 membros: a) 11 docentes ou investigadores; b) três estudantes, sendo um de doutoramento; c) um trabalhador não docente e não investigador.” Logo a seguir, esclarecem: “Para os efeitos (…) consideram-se: a) docentes ou investigadores, os docentes e investigadores de carreira que exercem funções docentes e ou de investigação na faculdade […]” Perceberam a subtileza!?

Explico melhor: os investigadores contratados pela “Lei do Estímulo ao Emprego Científico” não são da carreira! Como se não bastasse terem um contrato a prazo, que em nenhuma circunstância poderá exceder os seis anos, e ganharem menos 1000 euros por mês do que os investigadores da carreira — embora realizando as mesmíssimas funções —, estão também administrativamente afastados da possibilidade de serem eleitos representantes na Assembleia, que é o órgão que nomeia o diretor. Supimpa!

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Para concorrer para Assistente Operacional, agora é preciso um “curso”

 

Dos 1067 Assistentes prometidos para setembro ainda não foi colocado nenhum!

Legislação geral
-Lei n.º 1/2005, de 12 de agosto – Constituição da República Portuguesa;
-Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, na sua atual redação – Regime jurídico das Autarquias Locais;
-Decreto-Lei n.º 4/2015 de 7 de janeiro – Código do Procedimento Administrativo;
-Lei n.º 35/2014 de 20 de junho, na sua atual redação – Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas;
-Lei n.º 66-B/2007, de 28 de dezembro, na sua atual redação – Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública;
-Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, art.º 237.º a 257.º (Férias e faltas), na sua redação atual – Código do Trabalho.
Legislação específica
-Portaria n.º 644-A/2015. D.R. n.º 164, 3º Suplemento, Série II de 2015-08-24-Define as regra a observar no funcionamento dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, bem como na oferta das atividades de animação e de apoio à família (AAAF);
-Lei n.º 85/2009, de 27/08 na sua atual redação – Estabelece o regime da escolaridade obrigatória para as crianças e jovens que se encontram em idade escolar e consagra a universalidade da educação pré-escolar para as crianças a partir dos 5 anos de idade para os 4 anos de idade;
– Manual de primeiros socorros para situações de urgência nas escolas, jardins-de-infância e campos de férias, disponível em
http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/primeirossocorros.pdf
Proc.º 22/2019 – Assistente operacional (área de infância) para a Divisão de Gestão Escolar e Recursos Educativos:
  • Participar com os docentes no acompanhamento das crianças durante o período de funcionamento da escola com vista a assegurar um bom ambiente educativo;
  • Exercer tarefas e atendimento e encaminhamento de utilizadores da escola e controlar entradas/saídas da escola; Cooperar nas atividades que visem a segurança das crianças na escola;
  • Providenciar a limpeza, arrumação, conservação e boa utilização das instalações bem como, do material e equipamento didático e informático necessário ao desenvolvimento do processo educativo;
  • Exercer tarefas de apoio aos serviços de ação social e escolar;
  • Prestar apoio e assistência em situações de primeiros socorros e em caso de necessidade, acompanhar a criança a unidades de prestação de cuidados de saúde.

 

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Nota Informativa sobre a Compensação por Caducidade de Contrato

 

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Dizem Eles que Não Há Dinheiro…

Fogo! (Ou Phosga-se!) | O Meu Quintal

E a Educação também dá muito dinheirinho para os amigos:

Mais 118.500 Euros Para Aqueles Senhores (Que, Por Acaso, Até São Conhecidos) | O Meu Quintal

Eu Nem Sabia Que Existia Um “Sistema SI-FSE Balcão 2020″… | O Meu Quintal

Tarefa (Leve Mas Útil) De Férias | O Meu Quintal

PS:

E por falar em dinheirinho (assim também eu monto empresas…):

À dúzia é mais barato. 12 Socialistas e familiares envolvidos no caso das golas inflamáveis – ECO

Giro é encomendar testes a dedo:

Teste conclui que golas antifumo não se inflamam mas ficam perfuradas – País – RTP Notícias

E não noticiar o que interessa sobre o dito teste, como o Ministro dos Negócios Estrangeiro Santos Silva e Companhia, Lda.:

(…) Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra estudou golas e revela que o material em poliéster, a 30 centímetros das chamas, não inflama mas perfura. Pano de algodão testado a 20 centímetros das chamas ficou intacto. (…)

Quando também:

Golas antifumo podem provocar crises respiratórias agudas, alerta associação

E depois fico parvo com a falta de memória (e a falta de vergonha):

Secretário de Estado da Proteção Civil admitiu há um ano que gola antifumo era inflamável – Observador

Na SIC, há mais de um ano, José Artur Neves confirmou que as golas antifumo não eram feitas com tecido não inflamável. “Devem humedecer-se”, disse no programa de Júlia Pinheiro.

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Reforçada aposta na rede Qualifica

 

Prosseguindo a aposta na educação e formação de adultos, o Governo vai reforçar a implementação do Programa Qualifica em todo o território nacional através do alargamento da rede.
Atendendo às necessidades regionais e locais, os Ministérios da Educação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social dão assim continuidade ao esforço de consolidação do sistema de aprendizagem ao longo da vida, garantindo a todos os adultos com baixas qualificações uma resposta cada vez mais próxima, acessível e relevante.
É com esse objetivo que a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) acaba de lançar um novo concurso para a criação de mais 50 Centros Qualifica.
O concurso valoriza as candidaturas de entidades que, pela sua natureza, demonstrem capacidade de abrangência territorial, desenvolvam a sua atividade em setores identificados como deficitários em termos de qualificações ou junto de públicos com baixas qualificações e/ou particularmente difíceis de mobilizar para percursos de qualificação.
O prazo para a apresentação de candidaturas à criação e funcionamento de Centros Qualifica decorre até 13 de setembro de 2019, devendo ser feitas através da página oficial da ANQEP.
O Programa Qualifica permitiu relançar a educação e formação de adultos enquanto prioridade do país, reforçando a posição de Portugal entre os países da União Europeia no que toca à qualificação de adultos em idade ativa. Neste esforço, foi alocada uma verba de mais de 200 milhões de euros para o período 2017-2020.
Em 2016 foram criados 30 novos Centros, num primeiro alargamento da rede, e mais 42 em 2017, alcançando-se a meta estabelecida de ter 300 Centros Qualifica distribuídos por todo o território continental.
Em dois anos e meio, 360 mil adultos foram acolhidos pelos Centros Qualifica, em todo o país, tendo já 215 mil sido encaminhados para ofertas de formação e mais de 80 mil para reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC).
Com estes resultados, continuam a ser superadas as metas traçadas para o Programa.

 

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Na Madeira…

Todas as escolas já têm professores colocados

A manchete deste domingo diz que 2.500 professores já colocados, e explica que “juntando aos cerca de 3 mil que pertencem aos quadros de escola, são já cerca de 5.500 os docentes que sabem onde vão leccionar no próximo ano, fruto da antecipação dos prazos de publicação das listas. Secretaria de Educação fala em “maior estabilidade”. Refira-se que as colocações preenchem todas as necessidades das escolas da Região, faltando ainda resolver os contratados que, a partir de Setembro, vão suprir as necessidades não previstas.

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Amanhã estamos em casa – João André Costa

Porque há professores que saíram do país e não voltam a Portugal por 6.500€…

Amanhã estamos em casa

É quase uma da manhã. Em Londres não há Verão, faz calor de vez em quando e depois chove. Esta noite é um desses de vez em quando.
Como está calor, não durmo. Foi assim durante 3 dias o ano passado em Agosto em Portugal, aquando da onda de calor.
Ou então são os nervos antes da partida. Afinal, daqui por 12 horas estaremos em Portugal! Parece mentira. É mentira! Já não acreditamos. Deixámos de acreditar quando o ano lectivo entrou Julho adentro e as obrigações do dia-a-dia se encarregaram de drenar o último sopro de vida destes corpos, a última vontade de viver.
Entre a rotina, o trabalho, sair de casa às 5 da manhã e voltar às 7 da tarde, cinco dias por semana mais os sábados e domingos a pé às 6 apenas porque sim, porque o corpo assim o dita e as noites pouco dormidas, mal dormidas, o fechar do ano escolar e ainda assuntos pendentes pelas supostas férias adentro, tudo contribui para que já não valha a pena descansar, ir de férias, desligar, desfrutar da família e amigos.
Já perdemos a esperança e, no entanto, amanhã quando o caminho for outro, fora da rotina e do dia-a-dia, quando nos virmos às portas do aeroporto e nas asas do avião, tudo vai fazer sentido.
Amanhã voltamos a casa, ao abraço sem fim dos nossos pais e irmãos, um abraço quente igual ao nosso, cheio de lágrimas e saudade e a promessa de não partir nunca mais.
Porque voltámos a casa e aqui nada nos pode acontecer. Aqui estamos seguros, conhecemos as ruas e os vizinhos de cor, temos tios, primos e amigos mil com quem falar, com quem estar mais os seus conselhos e ajuda quando é preciso.
Lá em Londres não temos ninguém. Minto, ter até temos, mas a cidade é imensa, já lá estamos há 12 anos e só estamos com amigos de 6 em 6 semanas, com sorte. Entretanto, temo-nos um ao outro e já temos tanta sorte que muitos não têm ninguém.
Por isso a excitação, daqui por 12 horas em Lisboa, o táxi do aeroporto para o comboio, o comboio para as ruas caiadas de branco e de sol, a cerveja portuguesa que sabe muito melhor em Portugal (lá fora metem-lhe água e servem morna), as esplanadas e cafés, a cor da praia que já esqueci.
Esqueci-me da praia ou da cor? Provavelmente das duas. O cheiro do calor, as cigarras frenéticas, só respiro bem com 35 graus à beira-mar, as subidas de bicicleta à falésia e o mar a meus pés, a minha casa onde um dia hei-de morrer, se Deus quiser, os amigos de sempre à nossa espera, uma outra vida, um outro mundo a correr em paralelo a 2 mil quilómetros de distância e que é preciso sorver por inteiro num mês de Verão.
Neste momento tudo me parece distante e estranho. Não somos ingleses e já não somos portugueses. Em Inglaterra querem mandar-nos para casa, em casa já não nos entendem, a não ser um mês por ano. Um mês chega, mais não, ao fim de um mês já queremos voltar para casa, para a outra casa. Ao fim de um mês já queremos partir. Outra vez. E outra vez. E os anos vão passando.
Vou pensar em sardinhas, pilhas de sardinhas, gordas no pão regadas com cerveja numa esplanada ao cair do dia! Vou pensar em caracóis e como o segredo está no molho! Ah, e a cerveja! Vou pensar em tremoços, um tremoceiro inteiro à chegada ao aeroporto mais uma grade de cerveja bem gelada! Não por sofrer de alcoolismo, mas sim por gostar de cerveja, entenda-se.
Vou pensar no avião a aterrar em Lisboa e as palmas no ar, nas gargalhadas dos teus pais, nas tardes ao sol. Vou pensar no primeiro mergulho do mar, 78 kg de pura elegância a correrem areia fora e em pleno voo sobre as águas até ao abraço final enquanto prometo a mim mesmo nunca mais sair da água.

 

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Crónica Diária da República das Bananas – Golas inflamáveis e kits: adjunto do secretário de Estado indicou empresas

Golas inflamáveis e kits: adjunto do secretário de Estado indicou empresas

Francisco José Ferreira, líder do PS/Arouca e adjunto do secretário de Estado da Protecção Civil, admitiu ter recomendado fornecedores para as 70 mil golas antifumo inflamáveis e para os 15 mil kits de emergência e panfletos no âmbito do programa Aldeia Segura, avança o Jornal de Notícias (JN) esta segunda-feira. Os contratos foram coordenados pela Secretaria de Estado da Protecção Civil, sob instruções de Francisco José Ferreira.

A ANEPC pagou 350 mil euros à empresa Foxtrot Aventura — cujo proprietário é o marido de uma autarca do PS de Guimarães — e à Brain One pelos materiais.

Uma consulta ao portal da contratação pública BASE revela que a Brain One tem desde 2017, ano da sua fundação, cinco adjudicações (ajustes directos e consultas prévias) da associação Geoparque de Arouca e da Câmara de Arouca, onde José Artur Neves foi autarca durante 12 anos.

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Desistência total ou parcial CI/RR

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite ao docente proceder à desistência total ou parcial de contratação inicial (CI) e da reserva de recrutamento (RR), das 10:00 horas do dia 29 de julho até às 18:00 horas do dia 31 de julho de 2019 (hora de Portugal continental).

 

SIGRHE – desistência total ou parcial CI/RR

Nota informativa – desistência total ou parcial CI/RR

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O Maior (Des)Concurso Que Me Lembro Foi em 2004

… e era Primeiro Ministro, Pedro Santana Lopes e Ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra. E a seguir a 2004 existiram outros (des)concursos também, sendo a partir daí o maior problema desses concursos precisamente a entrega dos concursos às escolas.

Nessa altura, com Pedro Santana Lopes a primeiro ministro, as listas tiveram de ser feitas à mão e só no final de setembro foram conhecidos os resultados.

Deve ser essa a última memória de PSL para no seu site ter um artigo de opinião a apelar à contratação dos professores pelas escolas.

 

O (des)concurso nacional de professores

 

Todos os anos, lá para finais de Agosto, é o dilúvio professoral. Saem as listas definitivas de colocação de professores ao concurso nacional e é sempre o descalabre.

Anualmente, o método de colocação de professores é alvo de duras críticas e erros, nomeadamente pela demora na colocação, distância com relação à escola e residência dos professores e injustiças na ordenação dos mesmos. Todos os professores sabem que o funcionamento do recrutamento de professores é extremamente complexo e esta é precisamente a razão pela qual existem tantos problemas, pois é de difícil gestão quando é necessário proceder a alterações.

Tudo se faz ao contrário neste meu país à beira mar plantado. Na maioria dos paises da Europa faz-se recurso ao recrutamente aberto para a colocação de professores, ou seja, cada escola tem a capacidade de recrutar conforme as suas necessidades.

A opinião dos professores e diretores escolares na generalidade é negativa e vista como uma grande falácia que ocorre todos os anos. Outra coisa que me parece estranha e irreal é o facto de que as zonas que mais sofrem com falta de professores é precisamente aquela que mais professores vinculam nos quadros do estado. Por outro lado, as zonas mais caras do país, como são Lisboa e o Algarve, são também as que sofrem deste cancro visto que os professores, que são maioritariamente do Norte de Portugal, se debatem com a impossibilidade de aceitarem colocações ao centro ou sul do país pois não têm como suportar a despesa da obrigação de mudança de residência.

Como sabemos Portugal e os grandes centros habitacionais estão envolvidos numa tremenda bolha imobiliária e temos atualmente professores contratados, deslocados de varíadissimas zonas do país a pagar para trabalhar. Este fenómenos diz respeito aos professores contratados, em inicio de carreira, e que precisam de trabalhar para obter mais uns dias de serviço e poder subir na lista de graduação para serem posteriormente colocados no concurso nacional do ano seguinte e ganhar a sua estabilidade profissional.

E como funciona pelo resto da Europa? Vejamos! No Reino Unido o número de professores a contratar a cada ano lectivo é precisamente o necessário porque é calculado o número de alunos existentes, o número de professores para lecionar esses mesmos alunos e também o número de professores que vai deixar ou ingressar a profissão.

Na Holanda, recrutam-se professores de forma livre e cada escola divulga as vagas que tem disponivéis. As escolas contam com a ajuda das autoridades locais que decidem de que forma se implementam anualmente procedimentos para a colocação dos professores. Assim, este processo é descentralizado e não há autoridades máximas a mandar na vida dos professores, pondo e dispondo.

Na vizinha Espanha, é feito um exame anualmente e cada província que tem a sua própria lista de candidatos ordenados pela nota desse exame. Por outro lado, os professores com contratos temporários são sempre recrutados a partir dessa lista regional e os contratos são sempre feitos de forma direta com a escola. Nada de autoridades governamentais a mexer cordelinhos novamente.

Finalmente, na Alemanha, país que conheço tão bem e onde vivi alguns anos o recrutamento dos professores é igualmente descentralizado quando não são encontrados candidatos suficientes para as vagas existentes. Quando tal acontece, cada estado, cada autoridade local, cada escola tem influência no recrutamento agilizando o processo de recrutamento. Aliás, eu enquanto professora acabadinha de chegar ao país cheguei a fazer entrega de CV diretamente aos diretores escolares das escolas da minha área.

Olhando para estes exemplo percebemos que existem condicionantes que dificultam o processo de recrutamento de professores em Portugal, quando este poderia ser agilizado. As condicionantes do concurso nacional de professores causa transtornos imensos nas escolas, nas famílias e no percurso académico de cada aluno. Com anos docência da língua inglesa, sempre tenho o cuidado de questionar os alunos que recebo e que lutam para ultrapassar graves dificuldades a esta língua. A resposta é sempre a mesma: falta de bases à língua por um percurso deficiente no estudo do inglês “porque a professora estava sempre de baixa e não vinha ninguém para a substituir”.

Este concurso nacional de professores é obsoleto e obriga a variadissímas questões que incapacitam os professores de trabalhar, os directores da escolas de poderem preencher os seus quadros e os alunos de aprenderem. Os problemas são variadíssimos desde a obrigação de mudança de área de residência, fazendo com que muitas vezes o professor fique afastado da familia ou mesmo não aceite o local que lhe foi atribuido. Quando tal acontece a falta de professores e a constante troca dos mesmos coloca em risco a aprendizagem dos alunos.

No que diz respeito à disciplina de inglês, a qual leciono, denota-se que todos os alunos com lacunas graves na aprendizagem referem a constante troca ou ausência de professor como causa da sua dificuldade à lingua. Isto tende a acontecer porque o número de vagas existentes nas escola é insuficiente com relação às necessidades da escola obrigando à posterior abertura de concurso adicional de professores o que gera turmas sem professores até dezembro, todos os anos.

Esta centralização absurda do sistema provoca vários erros, como falhas no sistema, originando casos em que um mesmo professor é colocado em várias escolas diferentes. Um professor ao preencher concurso escolhe as escolas que quer leccionar. A sua classificaçao vai permitir que seja colocado em primeiro lugar em todas as escolas que teceu prioridade. Depois do professor escolher uma escola, absurdamente, o sistema mantém as outras vagas, que não foram escolhidas por esse mesmo professor, originando que este seja colocado em várias escolas ao mesmo tempo, e não libertando as restantes vagas aos outros colegas. Isto acontece há anos!! É simplesmente irracional.

Outro preocupante problema é que alguns professores ultrapassam incorretamente outros na bolsa de contratação de escola (concurso que acontece depois do concurso nacional para ocupar vagas não distribuidos pos erros variados, que acontecem no primeiro concurso ou outros). A formula usada pelo ME para calcular esta lista gera inúmeras injusticas. O que acontece é que os professores que acabam os seus estudos com uma nota excelente ultrapassam os colegas que trabalham há largos anos.

Mas, entre a paixão e a angustia há quem não desista de ser professor e todos os anos passe horas ao computador, simplesmente à espera, na esperança de conseguir vaga numa escola. Infelizmente no panorama do ensino em Portugal não existe estabilidade seja para professores em inicio de carreira, seja para professores com largos anos de experiência. Muitos desistem, mudam de profissão e recebem salários abaixo das suas qualificações, outros, como eu em tempos, emigram. Uma coisa é certa, se o ritmo de desistência da profissão continuar a esta velocidade, haverá, num futuro próximo, necessidade de recorrer ao recrutamento fora do país e acontecer como no Reino Unido em que o governo foi obrigado a recrutar milhares de professores à India.

Entretanto, e deixando que as coisas assim funcionem, milhares de professores não têm alternativa senão aguardar pela conclusão do concurso nacional, Bolsa de Recrutamento ou Oferta de Escola e confiar na sorte.

Sandra Gonçalves Marques

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Se já estás de férias e foste avaliado…

 

… prepara-te!

O teu diretor pode chamar-te, a qualquer momento, para tomares conhecimento da tua ADD.

O fim do ciclo avaliativo não é a 31 de agosto, é quando um diretor quiser!

 

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