O Resto da Entrevista Sai na Edição de Sábado

…mas aborda a estabilidade do corpo docente e a questão da monodocência. Mas parece chutar para canto a contabilização do restante tempo de serviço em falta.

 

António Costa: “O país não pode viver capturado pelas carreiras especiais”

 

 

Mesmo assim, olhando para os anos que se seguem (e no pressuposto de que vence as legislativas de outubro), o líder socialista diz querer sentar-se com os professores para renegociar aspetos das suas carreiras. Mas com bandeira branca levantada. Costa quer falar de “fatores fundamentais que são habitualmente pouco falados”. E dá dois exemplos: “A questão da estabilidade do corpo docente na escolas”, porque “nada justifica que os professores sejam a única carreira na função pública sujeita, durante uma fase muito longa da vida (de quatro em quatro anos) a um concurso que pode levar os professores a andar a mudar de residência durante várias dezenas de anos”. E, segunda questão relevante, a questão das “monodocências”: “Os educadores do primeiro ciclo não beneficiam das reduções de horários nem da carga de trabalho de que os outros professores beneficiam ao longo da vida”.

“Seria altura para nos dedicarmos mais a temas que têm a ver com a vida dos professores, melhorando a qualidade do ensino, em vez de nos consumirmos tempos infindáveis a revisitar temos sobre os quais não haverá conclusão”, afirma o primeiro-ministro, procurando captar a simpatia de uma carreira que em muitos momentos desafiou o Governo – nomeadamente com a questão da contagem integral das carreiras congeladas por mais de nove anos.

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4 comentários

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    • Sousa on 23 de Agosto de 2019 at 0:47
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    Lá está o lobo a abrir a boca para que as respetivas presas coloquem lá as cabecinhas …

    • aneker on 23 de Agosto de 2019 at 20:17
    • Responder

    O país não pode é viver capturado por uma classe política, pelos partidos e pelo sistema financeiro. Não tardará muito para que este venha a público dizer que o país não pode viver capturado pela Constituição da República. Bem à moda do Passos Coelho. Votem PS e PSD e vão ver os que vos acontece.

    • Rui Filipe on 23 de Agosto de 2019 at 22:18
    • Responder

    Principalmente, o país não pode ser capturado por carreiras especiais de políticos e banqueiros,

    • aneker on 24 de Agosto de 2019 at 13:21
    • Responder

    Rui Filipe, muito bem dito, comessem pelas carreiras dos políticos.
    No fundo o Costa está a cumprir as ordens do FMI assim como fazia o Passos Coelho. O FMI quer o dinheiro das carreiras especiais dos portugueses para continuar a espalhar o terror pelo mundo.
    Seria bom que o costa percebesse que os CINCO POSTAIS PARA O GOVERNO PASSOS COELHO do SOCIÓLOGO BOAVENTURA SOUSA SANTOS ainda são válidos e actuais.

    “O principal objectivo dos maiores partidos portugueses é, na verdade, manterem-se na esfera do poder, partilhar negócios de Estado com os grupos económicos de que são instrumento e garantir emprego aos muitos milhares de apaniguados, os militantes partidários e seus familiares.”

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