Incluindo com os professores?

Extrato da entrevista a António Costa onde se refere aos professores, no âmbito das carreiras especiais que implicam uma despesa do Estado muito pesada.

 

 

O programa do PS aponta para mudanças nas carreiras especiais, alegando que as progressões automáticas implicam uma subida da despesa do Estado muito pesada. O que pensa fazer em relação a essas carreiras especiais?

Temos de a seguir sentarmo-nos com as estruturas sindicais, visto que a Administração Pública é objeto de negociação coletiva.

Incluindo com os professores?

Com os professores há fatores fundamentais que são habitualmente pouco falados mas que, por razões familiares, conheço bem. A questão da estabilidade do corpo docente nas escolas: nada justifica que os professores sejam a única carreira na Função Pública sujeita, durante uma fase muito longa da vida (de quatro em quatro anos), a um concurso que os pode levar a mudar de residência durante várias dezenas de anos. Outra questão relevante: os educadores do primeiro ciclo, por estarem em monodocência, não beneficiam das reduções de horários nem da carga de trabalho de que os outros professores beneficiam ao longo da vida. Seria altura para nos dedicarmos mais a temas que têm a ver com a vida dos professores, melhorando a qualidade do ensino, em vez de consumirmos tempos infindáveis a revisitar temas sobre os quais não haverá uma conclusão.

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3 comentários

    • Juno on 25 de Agosto de 2019 at 10:58
    • Responder

    Pois, pois… voltaram os bandidos! Na entrevista, o Costa diz que é preciso ver os professores da monodocência… dar melhores condições de trabalho… porque os outros têm redução do horário e eles (os da mono) só têm 5 horas a partir dos 60 anos…
    O Costa é tão ignorante que pensa que os docentes sem monodocência ficam em casa nas horas de redução…
    Inacreditável !!! Um bandido!

      • Paulo on 26 de Agosto de 2019 at 13:42
      • Responder

      Olá Juno. Não vou nas conversas deste senhor, nem de nenhum politico. No entanto, o assunto que ele trouxe à baila sobre os “mono”, como tu te referes, é um facto incontornável que ao longo de uma carreira trabalham mais horas letivas por semana, por mês, por ano letivo e durante a vida que os restantes colegas de outros ciclos. 1500 min. (1.º ciclo) vs 1100 min. (restantes ciclos com reduções). Não vejo problema nenhum em resolver este problema de uma vez por todas. E contra fatos não há argumentos! Em horas letivas de 60 minutos, ainda por cima, é só fazer contas. Nas restantes horas já depende do profissionalismo de cada um. É como em todas as profissões. Só para tua informação, ao fim de uma carreira completa, um professor do 1.º ciclo trabalha mais entre 10 a 14 anos em relação ao colega dos outros ciclos. Devias estar preocupado com o teu bem e não com o mal dos outros!

    • Fui... on 26 de Agosto de 2019 at 10:43
    • Responder

    …um perigosíssimo e compulsivo traidor e MENTIROSO.
    O mesmo discurso do famigerado Sócrates, “os professores são obrigados a concorrer todos os anos” , entre outras mentiras.
    Traidor: na câmara de Lisboa, da coligação; do Seguro, com quem teve um comportamento vergonhoso; agora do BE; até do Sócrates de quem foi número 2 ( só podia conhecer as trapaças todas…) e a quem abandonou na primeira curva!
    Este povo é mesmo…

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