A saga do trabalho a tempo parcial continua…

Ainda não foram deferidos os pedidos de trabalho a tempo parcial para os professores que o requereram. Vamos sabendo, a conta gotas, o que se passa e as razões para tal…

 

Recusa de tempo parcial para docentes: ministério alega que não decidiu, apenas informou

Especialistas em Direito Administrativo consideram que posição da Direcção-Geral da Administração Escolar é “inaceitável” e “ilegal”.

 

Ministério da Educação recusa revelar quem chefia o Contencioso da Administração Escolar

Tutela recusa indicar o nome do funcionário que substituiu a actual directora-geral da Administração Escolar na chefia dos serviços de Assuntos Jurídicos e de Contencioso.

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14 comentários

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    • Paulo Anjo Santos on 12 de Agosto de 2019 at 12:17
    • Responder

    O desespero com a falta de professores começa a ser evidente e já vale tudo, até não cumprir a Lei… mas o ME já é catedrático nesta área!

      • Pardal on 12 de Agosto de 2019 at 18:36
      • Responder


      “falta de professores” !…… essa é boa!…porreiro pá.

      O estimado colega acha mesmo que há falta de professores? Mas!…acha mesmo ou foi através de artigos de opinião que ficou com essa ideia?…

      Caro colega, faça o seguinte exercício: – consulte os dados estatísticos do INE, da PORDATA ou da OCDE relativas a Portugal.

      Ainda, noutra postagem, referi que é bom lembrar que, neste momento, existe uma boa almofada de mão-de-obra disponível, isto é, cerca de 30.000 contratados e aproximadamente 10.000 docentes a exercerem outras actividades profissionais. Além desta realidade temos as ESEs, e escolas privadas a formar/despejar educadoras e professores primários aos milhares.

      Como toda a gente sabe, além dos cerca de 30.000 contratados que andam aí a “tapar buracos” , ainda temos gente (aproximadamente 10.000) com formação para o ensino em “caixas de supermercados”, em “trabalhos administrativos”, como “balconistas”…

      Como se isto não fosse ainda suficiente, temos as ESEs, os PIAGETs e “tascas afins” a despejar cá para fora “professores de aviário”.

      Portanto, o que existe não é “falta de professores”, mas sim situações pontuais, em algumas disciplinas (como por exemplo, no Ensino Secundário, o Português, a Física e Química, a Geografia…) onde ocorrem falhas no preenchimento de horários de 6, 8, 12 horas o que é perfeitamente normal.

        • Paulo Anjo Santos on 12 de Agosto de 2019 at 20:04
        • Responder

        Pardal, tu és claramente um boy deste governo que anda aqui a mandar areia para os olhos dos outros, nem sequer te dás ao trabalho de argumentar o que quer que seja nem ler com atenção os argumentos dos outros. Se o fizesses não estarias a repetir constantemente os mesmos discursos «k7 pirata» que vão sendo constantemente rebatidos mas aos quais não respondes, até porque não tens argumentos para o fazer. Já anteriormente te respondi, na escola onde estive este ano, no Algarve, a maioria dos alunos não tiveram TIC no ano inteiro (nem avaliação tiveram no final do ano), só tiveram Geografia apartir de meados de outubro, e ainda assim porque uma única «alminha» lá apareceu, tinha concluído o curso 5 dias antes. Não tiveram Inglês durante 2 ou 3 meses, conseguiu-se uma professora substituta quando a escola já tinha pouca esperança que isso viesse a acontecer porque já ia na 4 ou 5 semana de oferta de escola sem aparecer um único candidato. Não tiveram ET nos dois meses em que a professora esteve de baixa porque não apareceu um único candidato. A escola de que falo é o Agrupamente de escola Padre Martins de Oliveira em Lagoa, se quiseres liga para lá a confirmar. Mas conheço outros casos sim, tanto pela comunicação social como por colegas de outras escolas… aparentemente o colega vive no mundo do lala land e não tem conhecimento de nada… ou será que não quer ter?

        E sim, sem um pingo de vergonha na cara, este governo mantém 30/40 mil professores contratados, uma boa parte deles há mais de 20 anos, a grande maioria há mais de 10 anos. Mas quando chegamos ao fim de setembro, já nem metade lá estão. E, como já te disse, a realidade dos grupos de recrutamento não é toda igual, assim como é muito diferenciada a situação das várias regióes do país. Quem é que quer um horário, mesmo que seja de 16/18 horas letivas, em Lisboa ou no Algarve se não morar ou tiver casa lá? Num horário desses um contratado profissionalizado e com mais de 5 anos de tempo de serviço, pode ganhar 800/900 euros. E quem é que lhe paga as deslocações e o aluguer da casa?! E quem é que lhe aluga uma casa por um mês, eventualmente mais?! Sim, mais vale fazer um contrato de 6 meses renovável, e ir trabalhar para o Pingo Doce, Lidl ou outro qualquer desde que seja próximo de casa.

          • xuxu on 13 de Agosto de 2019 at 16:52

          De quantas horas eram esses horários de que fala? Anuais ou temporários?

          No Sul pode haver “falta” de professores, mas Norte … não me venham com essa conversa. E mesmo assim depende dos grupos.

          No último ano efetivou muita gente nas zonas ditas deficitárias. O problema é que a maior parte não pôs sequer lá os pés. Rumaram a Norte graças à MI e à Mobilidade por doença. Há escolas em que há tanta gente com mobilidade por doença que até se atrapalham!!!

          • Paulo Anjo Santos on 13 de Agosto de 2019 at 17:05

          Xuxu, eram obviamente horários temporários, mas todos eles com mais de 16 tempos. O de Geografia, que só teve colocação em meados de outubro era completo, o de TIC e Inglês eram de 20 horas, o de ET de 16. Eu não disse que havia falta em todas as regiões e em todos os grupos, já acho a situação atual grave, não sei como a classificarei se vierem a faltar professores em todas as zonas do país. O que disse é cada vez se nota mais a falta de professores. Só na escola onde estive este ano, cerca de 300/500 alunos não tiveram TIC o ano inteiro (7º e 8º ano), para mim isto, por si só, já é grave, mas há muitos outros casos e a tendência é para aumentarem, sobretudo no Algarve, região de Lisboa e em alguns casos em zonas do interior do país.

          • xuxu on 13 de Agosto de 2019 at 18:36

          Entendo a sua preocupação. É inacreditável que estejam tantas crianças sem professor tanto tempo.

          Conheço casos de professores de TIC com 22 turmas, multiplique isso por 28 alunos e veja quantos miudos podem ser afetados.
          Já estive num escola, em que o colega tinha 17 turmas e um horário de 18 horas!

          Mas isso só vem mostrar que as regras da MI têm que mudar. Já referi várias vezes que no ano passado entraram nos quadros dezenas de professores do 550 nos Qzps mais a sul e que a maior parte está agora no norte. Muitos deles com horários incompletos, e muito incompletos. Basta ver as listas de agosto de 2019 para comprovar.

          Alguma coisa vai ter de mudar, pois não faz qualquer sentido vincular as pessoas numa determinada zona e depois o próprio sistema permitir que essa zona continue deficitária.

          Quem pertence a 1 determinado QZP deveria ter de lá trabalhar um número minimo de anos. Caso contrário deveria deixar de pertencer ao mesmo. Ou seja, perder o lugar de vínculo.
          Há imensos colegas nossos que NUNCA trabalharam onde vincularam.

          Estas situações ajudam a que aconteçam casos como o que relata.

    • Pardal on 13 de Agosto de 2019 at 0:30
    • Responder


    “…este governo mantém 30/40 mil professores contratados, uma boa parte deles há mais de 20 anos, a grande maioria há mais de 10 anos. Mas quando chegamos ao fim de setembro, já nem metade lá estão”

    Vamos por partes:

    – é verdade o que refere. Existem 30/40 mil professores contratados, uma boa parte deles há mais de 20 anos, a grande maioria há mais de 10 anos. Esta realidade deve-se ao imperativo de suprir necessidades pontuais do Sistema Público de Educação. E falo de necessidades pontuais porque grande parte dedicam-se a substituições de professores do quadro de baixa médica. Como é sabido, temos cerca de 10% de gente de baixa médica (metade delas fraudulentas e que deviam ser alvo de uma fiscalização mais apertada). Os professores do quadro são, grosso modo aproximadamente 100.000.

    Quanto a uma suposta “falta de professores” o colega dá-me razão ao dizer “Sim, mais vale fazer um contrato de 6 meses renovável, e ir trabalhar para o Pingo Doce, Lidl ou outro qualquer desde que seja próximo de casa”….ou seja, não faltam professores por aí noutras actividades (supermercados, trabalhos administrativos, centros de explicações, camionistas, condutores de Tuki Tuk…) que só as desempenham porque são excedentários em relação ao Sistema de Educação.

      • Paulo Anjo Santos on 13 de Agosto de 2019 at 2:35
      • Responder

      Pelo menos já o consegui por a discutir alguma coisa com argumentos, já valeu a pena. Vamos por parte.

      Em relação aos contratados. Diz você que estão apenas a suprimir necessidades pontuais, e nem se apercebe do rídiculo disso, que é o mesmo que o governo finge que não vê, aliás acho que dá jeito a muita gente fingir que não vê. «Necessidades pontuais» durante 20 anos ou mais!!!!!?? Como é que isso é possível?! Pior do que isso, como é que isso é aceitável e/ou legal?! Estamos num país da UE ou no Zimbabué?!

      Em relação à falta de professores. Eu falei de ir trabalhar para o Lidl como exemplo, não faço a mínima ideia onde eles estão e isso não interessa para nada. O que estamos aqui a discutir é se há falta de professores na escola?! E há ou não??

      • on 13 de Agosto de 2019 at 13:50
      • Responder

      Pardal, és um boy do PS, estás aqui para minar as opiniões. mais sabes tu que todos os anos milhares de alunos ficam meses sem professores, cada vez mais. Pardal és um boy de estufa ou és filho de algum líder distrital?
      Vai mas é trabalhar e descansa que o tempo não pára. Mas como todos os teus líderes, grande chefes ou outros só pensam no presente e no seu umbigo, é deixar andar e quem vier que feche a porta.
      Pardal, vai conduzir um camião de combustível, vai ocupar o lugar de um motorista honesto que só quer que declarem para desconto a totalidade do dinheiro que ganham, para mais tarde ter uma reforma digna.

      • Alecrim Dourado on 13 de Agosto de 2019 at 14:43
      • Responder

      Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe. Os contratados podem escolher quantas horas querem trabalhar e não pedem licença a ninguém. Há horários para todos os gostos. E em breve a oferta será aos montes.

      Aos governos não interessam pessoas inteligentes e bem formadas, pois a esses eles não conseguem enganar. Os governos querer gente ignorante e a brutalhada para os poderem assustar e ameaçar com cadeia e processos criminais .

      Vejam o caso dos camionistas. Têm um trabalho pesadíssimo , fazem horas e horas grátis para os patrões , param a economia do País e mesmo assim vejam o que está a acontecer. Estão ver que não querem lá o Pardal Henriques a negociar . Esse é advogado e culto . Eles queriam lá um analfabeto para lhe atirarem com um osso.

      Só que hoje em dia as crianças nascem um um telemóvel na mão. E o dr . google sabe tudo. Se a escola não os ensinar eles aprenderão sozinhos.

        • Paulo Anjo Santos on 13 de Agosto de 2019 at 15:09
        • Responder

        «… Os contratados podem escolher quantas horas querem trabalhar e não pedem licença a ninguém. Há horários para todos os gostos. E em breve a oferta será aos montes.»

        Calma lá Alecrim, tu não sabes bem o que estás a dizer.
        – os contratados estão numa situação precária e na grande maioria dos casos (para não dizer todos) preferiam claramente estar nos quadros, até porque ganham pelo índice do 1º escalão, não saem dali, mesmo que tenham 20 ou 30 anos de tempo de serviço, tens noção do que isso significa?
        -Eu (e muitos outros contratados) apesar de já lecionar há mais de 25 anos, continuo a ficar desempregado todos os anos. Normalmente fico no máximo um mês, mas basta lembrarem-se de fazer mais uns cortes e corro o risco de ficar desempregado mais de um ano e meio, como aconteceu entre setembro de 2012 e março de 2014, sabes o que isso significa?!
        – Os contratados não têm direito a redução da componente letiva com a idade. Pelo ECD deviam ter mais ninguém lhes confere esse direito. Já ouvi falar que há escolas que dão, mas eu não conheço, o que sei é que nem o ME lhes dá esse direio, ou seja, nem o ME cumpre Leis. Para mim bastaria que os sindicatos colocassem dois ou três casos em tribunal e resolvia-se o assunto, mas os contratados são filhos bastardos, não interessam muito a ninguém. Sabes o que isto significa?!
        – Os contratados em horário de substituição vivem em permanente ansiedade, se o titular do cargo voltar fazem em malas e vão ao centro de emprego. Essa ansiedade é muito maior quando chegamos a maio/junho/julho, se voltarem nesta altura, vão para o desemprego e só «voltam a jogo» no próximo ano letivo. Sabes o que isto significa?!

          • Pardal on 13 de Agosto de 2019 at 17:09


          Colega Paulo Santos

          Por vezes interrogo-me com afirmações como a sua em que diz o seguinte:
          “Eu (e muitos outros contratados) apesar de já lecionar há mais de 25 anos, continuo a ficar desempregado todos os anos. Normalmente fico no máximo um mês, mas basta lembrarem-se de fazer mais uns cortes e corro o risco de ficar desempregado mais de um ano e meio, como aconteceu entre setembro de 2012 e março de 2014”

          Pergunto a mim mesmo como é que alguém no seu estado normal encara uma vida profissional desta forma. Porque não encetar outra actividade profissional com estabilidade. Será que estamos perante uma atitude masoquista?

          Não entendo.

          • Paulo Anjo Santos on 14 de Agosto de 2019 at 0:18

          Caro Pardal, em primeiro lugar registo que não respondeu ao meu post anterior, afinal há ou não falta de professores em alguns locais e grupos?!

          Em relação a este seu post, não acha que a gestão da minha vida, pessoal e profissional, só a mim me diz respeito? Era o que faltava ter de lhe justificar aqui porque é que continuo a lecionar ao fim de 25 anos contratado, mesmo ficando desempregado todos os anos (depois da troika)!? Posso-lhe dizer que de masoquismo não tem nada porque, ao contrário do que já aqui escreveu há uns dias, eu gosto de lecionar, gosto do contacto com os miúdos… mas as razões são de vária ordem, mas esta obviamente tem um peso importante, decisivo até!

    • Alecrim Dourado on 13 de Agosto de 2019 at 14:26
    • Responder

    A administração escolar não tem problema nenhum. Quando não houver professores eles põem os militares em acção. Basta chamarem-lhe TÉCNICOS.

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