Depois de quatro anos em quebra, há mais vagas no ensino superior
Aumento é residual, mas quebra a tendência que se registava desde 2012. Cursos de engenharia e afins, ciências empresariais e saúde são os que mais lugares abrem. Politécnicos defendem que “ajustamento entre a oferta e a procura deveria ser maior”.
Para comparar as vagas, cursos e a nota do último colocado clicar no link seguinte:
Concurso nacional de acesso ao ensino superior 2016
Quantas vagas abrem este ano em cada curso? Qual foi a nota do último colocado no ano passado? Compare a oferta de cada instituição de ensino. O prazo de candidaturas à 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arranca a 21 de Julho e vai até 10 de Agosto.
Lista completa de vagas e cursos a concurso na 1.ª fase (Excel). Documento retirado do Público on-line.






9 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Não entendo como ainda abrem mais de 1000 vagas todos os anos só no ensino público para cursos de Educação… Fora as vagas abertas pelas universidades e politécnicos privados.
Percebeu agora… é o negócio da educação superior! Depois sem sem uma formação de qualidade, apenas aprendem a dizer balelas e tretas e são aqueles que dizem que para ensinar é preciso vocação… Pudera, é a única coisa a que se podem agarrar porque o resto até mete dó!!!
Tanta gente para o desemprego!!! No meu tempo, para entrar na universidade, era penar e penar! 5 anos numa universidade, estágios integrados com a duração de 1 ano e muita exigência.
Agora é fácil… Basta uma profissionalização da treta com meia dúzia de horas e uns relatórios (a profissionalização em serviço é o maior cancro da nossa classe) ). Ou então concorre-se a um politécnico ou qualquer ESE, que têm vagas aos montes e médias de entrada ridículas e bora lá para as salas de professores falar alto e fazer de conta que são os/as maiores!!! (sorte a destes/as porque quem não consegue pouco pode falar nas caixas do hipermercado).
Chegamos ao ridículo de transformar o ensino superior num negócio e é o que se vê a partir de 2007!
Se forem ver as vagas das 6 melhores universidades do país elas até nem entraram nesta vergonha (Braga, Vila Real, Porto, Coimbra, UBI e Lisboa, as únicas que deveriam criar Licenciados no nosso pais, porque o resto é uma palhaçada).
Os professores deveriam andar com uma placa a dizer onde estudaram!!! É professores de EVT e Educação Física no 1º ciclo, é professores de tudo e mais alguma coisa na Informática, é pós graduações de 3 dias para todos os grupos, é o pessoal a fazer pós graduações de 1 mês para poder concorrer para a Educação Especial, é cursos de 3 anos, só com cadeiras pedagógicas para acabar como professores de Matemática, Biologia, Português no básico, etc, etc… É uma vergonha…
De facto, a exigência no ensino superior não é muita, mas como também não não há trabalho….
A maior parte destes cursos só existe para manter os que lá trabalham.
Está errado quando refere cursos de 3 anos só com cadeiras pedagógicas. São 5 anos de formação: licenciatura, 3 anos, onde 2/3 das disciplinas são da áreas científicas (português, matemática, humanidades/ciências, expressões) e mestrado com didáticas e estágio. Acrescento que os professores formados por Bolonha são reconhecidamente (avaliação da A3es e professores orientadoras das escolas básicas e secundárias) mais competentes do ponto de vista científico.
Não meter as pós-graduações em EE no meio disto.
As ESES só formam para o 1 e 2 ciclo, não para os restantes. O Ensino Privado nunca deveria ter tido nada a ver com a formação de professores. A profissionalização em serviço realmente foi uma vergonha, assim como o são as pos graduações na Educação Especial.
Contudo, para ser profissionalizado no 3º ciclo e secundário atuamente é necessário uma licenciatura de 3 anos + 1 mestrado de 2 anos com estágio. Não é assim tão simples. O problema é que apenas conta para concurso a classificação do mestrado, ou seja apenas as balelas pedagógicas e o estágio de 2 anos e não a formação científica da licenciatura (esta de 3 anos, em termos práticos não conta para nada). Daí as classificações de 18 e 19 que vemos na pauta e que não correspondem a nenhum saber efetivo pois se comprovarmos pela licenciatura vemos que estes professores tiveram 12 e 13. Deveria ser feita a média da licenciatura e do mestrado, isto sim correspondia ao que se passava anteriormente a Bolonha. (Nem falamos aqui da Educação Especial que se faz com uma especialização paga de 20 valores).
Fazer listas de universidades é muito redutor, especialmente para quem está fora delas há muitos anos pois a qualidade não é sempre a mesma.
Na verdade têm hoje 12 e 13 nas licenciaturas mas concorrem com os 18 e 19 dos mestrados em ensino. Isto favorece-os se comparados com os que fizeram as licenciaturas pre bolonha em que não existia divisão pois as licenciaturas de antes (de 5 anos) correspondem a licenciatura e mestrado em ensino de hoje (3+2).
E apesar de ter feito mestrado há 15 anos continuo a concorrer com a nota de licenciatura de há 30 anos. O mestrado apenas me serviu como realização pessoal e não estou arrependida mas dois pesos e duas medidas!
Se for mestrado em ensino pode concorrer com ele em vez da licenciatura mas todo o tempo de serviço antes da conclusão deste passará para antes de profissionalização na aplicação do concurso. Daí que muitos continuem a concorrer com a licenciatura.