Portugal perdeu mais de metade das escolas públicas em 15 anos
Ensino privado conseguiu aumentar número de estabelecimentos e também de alunos. Estatísticas revelam ainda envelhecimento da classe docente.
O país perdeu mais de metade das escolas públicas nos últimos 15 anos,mostram as mais recentes estatísticas do Ministério da Educação, divulgadas nesta sexta-feira. Já os colégios privados, pelo contrário, aumentaram, ainda que ligeiramente.
“É natural, uma vez que os estabelecimentos públicos são muito mais numerosos, estando espalhados por todo o país”, observa o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, recordando que encerrar todas as escolas com menos de 21 alunos foi uma opção política com prós e contras, mas assumida nos últimos anos.
No ano lectivo de 2000/01 havia aulas em 17.141 escolas, 14.533 das quais da rede pública, enquanto na rede privada funcionavam 2608 colégios. No último ano lectivo para o qual há dados disponíveis, o de 2014/15, regista-se um decréscimo de cerca de 58% nos estabelecimentos públicos, que ficaram reduzidos a 6161 escolas.
Já o ensino particular apresenta um saldo positivo, ao subir, entre 2000/01 e o ano lectivo de 2014/15, para 2737 escolas em funcionamento. Só entre 2013/14 e o ano lectivo seguinte desapareceram 414 escolas públicas — e este nem sequer foi o valor mais elevado dos últimos anos.





5 comentários
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E com isso o país evoluiu brutalmente.
Esta “evolução” ainda vai ser mais “brutalmente” sentida daqui a 15 anos!…
Sentida em quê? Se os próprios professores só têm em média um filho, como querem que o nº de alunos aumente?
Daqui a 15 anos, certo a de 50 000 professores dos que se encontram a trabalhar já não lecionam – são aqueles que neste momento têm mais de 50 anos. Assim, vai de encontro à diminuição do nº de alunos.
Em breve chegarão milhares de refugiados de eritreus, monhés variados e outros encardidos e acabarão com o inverno demográfico.E virão professores das terrras deles igualmente encardidos e da balela da escola inclusiva teremos a escola multicultural.Voltará a escola separada; raparigas separadas dos rapazes.As senhoras professoras de só usarem saias compridas tão com sorte, podem vir a usar o chador.O Salazar é que era fascista, aporra do multiculturalismo é democracia boa.
O Salazar é que ficou com a fama de tratar mal os professores e a escola pública. Comparado com os últimos 15 anos diria que é o oposto. Destruiu-se a escola pública com grande aplauso do cidadão comum… viva Portugal que sabe viver em democracia. FRANCAMENTE não consigo entender este cantinho europeu.