Fim da BCE Também Confirmado pelo Diário de Notícias

Apenas espero que não exista vontade de voltar ao tempo das entrevistas e dos critérios manhosos para substituir a BCE.

aqui dei a minha opinião sobre este e outros concursos.

Se o Ministro da Educação quer fazer de facto algo mais rápido e eficaz então deve ter um único concurso em funcionamento, e o melhor de todos é sem dúvida alguma a Reserva de Recrutamento a funcionar durante todo o ano lectivo.

 

 

Bolsa de Contratação de Professores acaba este ano letivo

 

 

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O Ministério da Educação e da Ciência confirma que, no próximo ano letivo, já não se irão realizar os polémicos concursos que causaram enormes problemas em 2014

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, prepara-se para dar sequência a mais uma exigência unânime dos sindicatos de professores, acabando com as Bolsas de Contratação de Escola (BCE).

A notícia foi avançada esta tarde pela Antena 1, tendo já sido confirmada pelo gabinete do ministro. Em resposta enviada ao DN, o Ministério da Educação considera que “este modelo claramente não funcionou”, lembrando que “a média de espera para contratação de um professor é de 21 dias”. Assim, acrescenta, ” é necessário encontrar um modelo mais eficaz, em sede negocial, de modo a, conforme o previsto no Programa de Governo, valorizar a função docente”.

As Bolsa de Contratação de Escola (BCE) foram lançadas, em 2014, pelo então ministro Nuno Crato e – paradoxalmente – tinham como objetivo dar resposta às queixas dos representantes dos professores, que acusavam os diretores de escolas com contrato de autonomia ou estatuto de Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP) de fazerem concursos à medida dos docentes que pretendiam recrutar para os seus estabelecimentos, definindo critérios de prioridade como ter dado aulas no estabelecimento no ano anterior.

A intenção era juntar todas as vagas das escolas TEIP e com autonomia – cerca de 300 agrupamentos – numa única listagem, à qual concorriam todos os interessados. Essa lista, à qual os professores podiam concorrer a partir de julho, combinava os critérios das chamadas listas graduadas (antiguidade, nota final de curso e avaliação de desempenho), usados pelos restantes 600 agrupamentos nos concursos nacionais, com um leque de outros critérios, definidos pelo Ministério, do qual as diferentes escolas podiam escolher os que mais se adaptavam às suas necessidades.

Mas tudo correu mal no modelo. Em primeiro lugar, um erro na fórmula matemática que combinava os indicadores das listas graduadas e os critérios específicos – erro esse que o Ministério inicialmente não assumiu – adulterou as listas de colocações, com alguns docentes a ultrapassarem outros que estavam centenas de posições à sua frente. Em consequência, Nuno Crato teve de suspender as listagens, anular a colocação de professores que já estavam a dar aulas e, com o ano letivo em curso, refazer todas as contas.

Seguiu-se outro problema – este, causado não por um erro matemático mas pela própria conceção da BCE: casos de professores que chegaram a ser colocados em mais de uma centena de vagas diferentes, em escolas de todo o país; e casos de vagas que foram atribuídas a uma dezena de professores diferentes.

O resultado de tudo isto foi o atraso na colocação de centenas de professores, o que deixou largos milhares de alunos sem algumas aulas – nos casos de professores do do primeiro ciclo, sem todas – durante mais de dois meses. Nuno Crato acabou a pedir “desculpas” no Parlamento e a aceitar a demissão de um diretor-geral do Ministério.

Este ano, já sem o erro matemático e com um estratégico adiamento de duas semanas na habitual data de regresso às aulas, a BCE causou menos problemas. Mas continua a causar demasiados para ser considerada viável.

A esperança dos sindicatos é que passem a existir apenas os concursos nacionais, abrangendo todas as escolas, mantendo-se apenas, para casos residuais, as chamadas contratações de escola.

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19 comentários

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    • Mila13 on 5 de Janeiro de 2016 at 18:44
    • Responder

    Digam o que disserem, sem dúvida que o Concurso Nacional é o mais justo de todos! Quem está bem graduado tem sido muito prejudicado com esta BCE, uma vez que são ultrapassados assim às centenas. Reservas o ano inteiro é o melhor tanto para os professores como para as escolas, esta é a minha opinião!

      • Tina3 on 5 de Janeiro de 2016 at 22:55
      • Responder

      Tem razão mas qual é o critério para entrar no particular? É que aí também conta o tempo para graduação!

  1. PURO BOM SENSO:

    “um único concurso em funcionamento, e o melhor de todos é sem dúvida alguma a Reserva de Recrutamento”

    • 100% com o critério Graduação on 5 de Janeiro de 2016 at 20:21
    • Responder

    Calma. Pode vir coisa pior. Esperar para ver.

    • Juliuscaesar on 5 de Janeiro de 2016 at 20:50
    • Responder

    Foi aquela senhora muito simpáticas com os professores que acabou com os concursos anuais para castigar os malandros do quadro, que assim tem termo de identidade e residência para aqueles a quem a lotaria põe longe de casa.Desde então tudo tem sido orquestrado a favor dos contratados.Acaba a Bce?Logo a associação dos coitados através do Eleito(o Judeu-mor) com sobrenome de Imperator Romano arranja um mecanismo melhor para os contratados mais novos passarem á frente de todos.Os burros do costume vão ganhar raízes a partir de 2016, ó burrinhos do quadro onde estais onde ficais.Bem feita que é para não serem asnos…contra os horários zeros ninguém faz o muro das lamentações.Lamentações só para os amigos da associação do Judeu-mor.

      • Vanda on 5 de Janeiro de 2016 at 21:22
      • Responder

      Se é ultrapassado será mais facilmente pelos mais velhos que entram no quadro e não pelos mais novos, alguns terão mais tempo de serviço que o julio e depois de o tribunal lhe considerar o tempo de serviço (coisa que lhe tem sido negada) passam-lhe realmente à frente e não é na Mobilidade… a mobilidade é apenas uma solução temporária.

      • Pedro Pereira on 5 de Janeiro de 2016 at 21:43
      • Responder

      A tua intervenção é tão fora da realidade, que nem vale a pena responder.

    • Sofia on 5 de Janeiro de 2016 at 22:02
    • Responder

    A Reserva de Recrutamento deve ser a ÚNICA lista com os critérios de sempre, a graduação, o tempo de serviço e a prioridade até ao final do ano letivo.
    É mais justo e melhor para nós professores e também para as escolas porque somos colocados mais rapidamente e não ficarem à espera de professores um ou mais meses.
    Apelo a que lutemos por isso e que façamos alguma coisa em grupo ou individual.
    Eu já enviei uma mensagem ao Sr. Ministro da Educação com as injustiças da contratação de professores contratados Envie também, pode fazer a diferença!

    • Sílvio Miguel on 5 de Janeiro de 2016 at 22:15
    • Responder

    Então crato, mais uma que te correu bem! O fim da BCE. Encava esta também.

    Como estou feliz por mais esta decisão. As ilegalidades e irregularidades no concurso da BCE acabaram.

    E, já lá vão duas: A Requalificação e a BCE.

    Enalteço aqui as decisões tomadas, até ao momento, por esta nova equipa do Ministério da Educação.

    No entanto, alerto pela segunda vez o ME que ainda existe muita gentinha na DGAE e DGEstE a executar as diretrizes anteriormente definidas pelo MEC. Não sei como é que esse tipo de gentinha não tem remorsos pelas atrocidades que tentaram cometer aos quinzes docentes na Lista Provisória de Requalificação e nas irregularidades cometidas no concurso da RR e BCE do ano letivo anterior e quem sabe no concurso da BCE deste ano, pois nunca revelaram publicamente o Agrupamento onde esses professores foram colocados.

      • Prof on 5 de Janeiro de 2016 at 22:53
      • Responder

      E o que diz da “gentinha” que executou a divisão da carreira em titulares e não tutulares? Querem ver que são os mesmos?

        • Sílvio Miguel on 6 de Janeiro de 2016 at 0:04
        • Responder

        Prof, para mim, essa gentinha é “farinha do mesmo saco”. Também foram encavados e, ainda bem, pois julgavam-se seres superiores aos seus semelhantes. Para mim, o que valorizo são as pessoas isentas e honestas.

    • EBASICUM on 5 de Janeiro de 2016 at 22:34
    • Responder

    Mais justiceiros!

    • benvinda branquinho on 5 de Janeiro de 2016 at 23:51
    • Responder

    Esperemos que façam colocações decentes com base no ranking do concurso nacional e não pela perna das cachopas ou pelos critérios manhosos que tão bem conhecemos .
    Pessoalmente, acho que tudo fica cada vez pior. Só vendo…

    • Vítor on 6 de Janeiro de 2016 at 10:46
    • Responder

    Como é bom ver em pânico aqueles que devido a esta trapalhada da BCE ultrapassaram colegas muito melhor graduados e que nunca se importaram de ficar em TEIP, mas nunca tiveram essa oportunidade. Como é bom ver certas pessoas assustadas com o mais que previsível concurso único(salvo as raras excepções de horários inferiores a 8 horas) onde a graduação profissional é respeitada e a colocação dos docentes é rápida e não deixa dúvidas. A esses, desejo que também obtenham colocação pois não desejo mal a ninguém, mas respeitem a “ordem natural” da situação. Existiam critérios na BCE que afastavam imediatamente os melhor graduados. Que culpa tinha uma pessoa de nunca ter lecionado num curso vocacional, ou num Pief? Em certos Agrupamentos esses critérios eram sobrevalorizados ao gosto da pandilha. Sem dúvida que se a opção for um concurso universal, como defendem 90% dos contratados, esta equipa ministerial merece um forte aplauso.

      • João da Ega on 6 de Janeiro de 2016 at 13:22
      • Responder

      Não sei se será pânico… Talvez receio do que possa suceder à BCE?… E não sei se “o mais que previsível concurso único” será assim tão certo… Aguardemos, pois então.

      • Pedro Pereira on 6 de Janeiro de 2016 at 14:40
      • Responder

      Subscrevo. Mas calma… Pode vir coisa pior!

    • maria on 6 de Janeiro de 2016 at 20:15
    • Responder

    ainda falta acabar com as RENOVAÇÕES…espero que seja para breve!

      • Pedro Pereira on 6 de Janeiro de 2016 at 20:59
      • Responder

      Existem dois tipos de renovação: docentes que ficaram colocados em RR com horário completo e anual, renovações que não me chocam porque se ficaram colocados nesse horário é porque estão à minha frente e/ou concorreram para onde eu não concorri.
      Renovações de docentes colocados em TEIP e Autonomia que me chocam bastante porque poderão ser fruto do que no sabemos:cunhas. Essas, sim, deviam acabar.

      • Ironicamente on 7 de Janeiro de 2016 at 10:31
      • Responder

      Uma renovação permite que um professor estabilize numa escola e não perca tempo todos os anos a conhecer e dar-se a conhecer a alunos novos. Para os alunos, a estabilidade de professores (partindo do princípio que são bons) é um fator positivo.
      Por que razão acha que as renovações devem acabar?

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