Que país é o nosso?
Somos um grupo de professores de Coimbra, que se preocupa, interessa, empenha e que se dedica, em exclusividade, à escola pública e que não pode deixar de denunciar a seguinte situação:
– o Instituto Educativo de Lordemão, entidade privada, há anos a esta parte, oferece apenas 1º, 2º e 3º ciclos de escolaridade, em regime de associação, ainda que nos dois últimos anos publicite nas suas carrinhas ensino secundário, sem o ter nem estar previsto na distribuição da rede escolar;
– vivendo-se num período de crise de natalidade e consequente baixa no número de alunos, no sistema escolar, não se entende qualquer alargamento de rede para o próximo ou próximos anos;
– para 2013- 2014, o referido instituto pretende abrir o ensino secundário, alargando assim a rede numa cidade em que a oferta da escola pública corresponde às necessidades;
– desde o final do segundo período até ao momento, esta instituição privada, tem vindo a oferecer aos alunos e respetivos encarregados de educação de nono ano a abertura de turmas de secundário dos cursos das áreas previstas neste nível de ensino;
– aos pais é-lhes pedida uma declaração de interesse, assinada, para que possam vir a funcionar estas turmas nesse instituto;
– eventualmente, estas declarações poderão vir a funcionar como forma de pressão junto da tutela alegando que são os pais que assim o desejam.
Ora, que país é o nosso se vier a ser concedido contrato de associação a mais este nível de ensino nesta instituição privada?
Que país é o nosso se este tipo de autorização implica, neste delicado momento que vivemos, uma duplicação de despesas públicas perfeitamente desnecessária, uma vez que a oferta das escolas públicas por si só é mais do que suficiente para suprir as necessidades dos alunos?
Que país é o nosso que continua a desperdiçar recursos públicos permitindo que num raio de 2 quilómetros uma escola privada gerida com dinheiros públicos venha sobrepor a oferta já existente?
Que país é este que em tempos de contenção permite o esvaziar das escolas públicas financiando o privado, sendo que Coimbra já tem 10 % do ensino privado do país ?
Que pais é este em que a tutela publicita que o número de turmas do ensino privado não vai sofrer alterações e em que discretamente, à margem desta tutela, se oferece algo não concedido em rede?
Que país é este que continua a esvaziar os bolsos dos cidadãos com o constante aumento de impostos e os encaminham para os interesses privados?
Não será de averiguar?
Grupo de professores do quadro da escola secundária D. Dinis_ Coimbra




34 comentários
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Que país é o nosso?!
E se a situação for exatamente ao contrário? Concretizando:
Na maior localidade de um concelho, com os limites muito bem definidos, foi construída uma escola do terceiro ciclo e do secundário por uma cooperativa sem fins lucrativos, porque o estado apenas oferecia aulas para os atuais primeiro e segundo ciclos.
O estado não se importava com nada, apenas teria que suportar os custos do ensino (contrato-associação) mas em contrapartida, por lei, comprometia-se a não sobrepor a oferta num raio de 8 kms.
Vamos supor que uma escola estatal contígua (quase encostada) do primeiro e segundo ciclo decide também oferecer o terceiro ciclo, contra a própria lei existente.
Há alguma diferença?
NÃO HÁ.
Por isso hoje, em conversa com um colega lhe dizia: Eu não tenho qualquer problema que uma escola pública ou privada obrigue a fechar a outra concorrente porque os alunos a escolhem. Se isso acontece é porque essa escola presta um melhor serviço. Ficou escandalizado, pois queria defendia a escola com contrato-associação à qual pertence, no entanto, não acham que os melhores devem ser prevalecer pelo esforço suplementar que fazem ou porque são melhores professores, quer sejam públicos ou privados? E não me venham dizer que há jogos baixos…. pois por aquilo que vejo….
Não existe nenhum contrato vitalício com o setor privado para ser dono de um mercado num determinado local. Se essa escola é privada isso foi com autorização do estado que até a financiou. Quando se acabar o prazo (ou as condições), entre na concorrência pura e simplesmente.
– Se o estado não fez a sua função diretamente, fez a sua função indiretamente: contratou com uma entidade o fornecimento de um serviço que a população precisava.
– Quando o estado conseguir prestar esse serviço diretamente, deve avançar: é uma questão de ver se o prazo ou o número de alunos contratado atingiu o limite.
Portanto nada de “ai coitados dos privados que agora ficam sem a exclusividade do ensino”.
Lamentável é o estado achar que não precisa avançar para o ensino público em localidades bem grandes (caso de Fátima) e manter, artificialmente, um setor privado educativo.
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
Acho muito bem que a concorrência funcione. A escola privada com dinheiros privados e a escola pública com dinheiros públicos.
As PPP s na educação são para durar até quando? é uma renda vitalícia dos privados? então não é a lei de mercado que deve imperar? se a oferta para o setor público já não se justifica, fecha-se o público para manter a oferta privada? Ainda por ciam aaga a preços principescos, lembremo-nos que bem recentemente recebiam mais de 100.000 euros por turma!
Onde estão as escolas com contrato de associação degradas e sem equipamentos, como muitas escolas públicas?
Não brinquemos com coisas sérias. Os privados que parem de uma vez por todas de mamar nas tetas do Estado, o Estado que tanto criticam e demonizam. Sejam homenzinhos e ofereçam um ensino de qualidade pago por quem o queira frequentar.
Em relação à qualidade estamos conversados quando as armas que ambas dispõem são completamente desiguais. Alguma vez uma escola pública beneficia das verbas de que dispõem as escolas privadas?
Grande parte do orçamento das escolas públicas vai para o pagamento de ordenados, dignificando desta forma o trabalhador. Nas escolas privadas quanto pagam ao trabalhador? quantas horas o obrigam a prestar? quanto dinheiro não sobra para floreados, propaganda, atividades extra e transportes que vão buscar os alunos às suas casas?
Quem quer ensino privado, com regalias extraordinárias, que as pague. Aí veremos para onde se matriculam os alunos.
Os contratos de associação são uma obscenidade criada para dar dinheiro de mão beijada aos “donos” do país. Até quando? Até quando os portugueses e os professores portugueses vão tolerar estes roubos ao erário público?
Absolutamente de acordo. Esqueceu-se ainda o colega de referir que, ao contrário da escola pública, o privado pode, direta ou indiretamente, selecionar os alunos que frequentarão as suas escolas, e nós sabemos que isso pode fazer toda a diferença no determinar de uma escola atrativa ou a evitar.
Lei da concorrência… pois, ’tá bem…
Relembro alguns pontos:
1º – Se morasse num local onde o estado se “esqueceu” de criar as condições existentes nos grandes centros urbanos, achava que uma situação dessas teria que ser resolvida. Eu não sou da opinião que temos que esperar pacientemente pela resposta de um estado centralista, alias, se assim fosse, 90% das pessoas do local que mencionei não poderiam, há 15, 20, 25 anos atrás prosseguir os estudos (eu fui um desses casos).
2º – Nesse caso, iria esquecer que aqueles que acharam que a população também tinha direito a mais do que 6 anos de escolaridade e deixaram outros projetos de vida para se dedicarem à construção de algo necessário para uma localidade, agora são tratados como se se aproveitassem do estado?
3º – Tem a noção do que também todos nós estamos a pagar pelas obras faraónicas que foram realizadas em alguns megaagrupamentos? Obras essas com custos inimagináveis e muito superiores a tudo o que já foi gasto por qualquer escola com contrato-associação? Não será muito diferente de propaganda, floreados, atividades-extra, transportes? Porque é que essas situações não foram por si referidas? De qualquer modo, os mais de 100.000€ que se falava poderiam eventualmente ser excessivos, mas se tiver alguma noção dos custos que uma escola POUPADA TEM de ter com pessoal docente, não docente, equipamento, comunicações, manutenção, obras, indemnizações dos despedidos, etc, etc, que eu não conheço mas não sou cego para ver, e se fizer umas estimativas sérias verá certamente que se os professores não forem contratados o valor pagos nos últimos anos é insuficiente.
4º – Tem a noção que os professores das escolas com contrato associação, ao verem fechadas as suas escolas não são deslocadas para outras escolas – sejamos claros, professores do ensino público possuem sempre mais alternativas, seja lá em que ponto do país (atenção que não sou contra esse facto, antes pelo contrário), ou seja, os primeiros vão para o desemprego. Neste ponto é necessário ressalvar que considero que se vão para o desemprego é simplesmente porque não fazem um bom trabalho e os alunos preferem os professores da escola pública ao lado.
5º – Tem noção das diferenças de carreira existentes entre os professores da escolas com contrato associação e os professores do ministério da educação? Vou dar um exemplo: Um professor no último escalão continua a ser obrigado a leccionar os 22 tempos (horas?!). Alguém falava, num português que não é meu e que desaconselho, em “mamar nas tetas do estado”?!?!?! Tem uma noção do custo para a escola pública do ensino per capita quando vemos professores do quadro cada vez mais velhos!!
6º – Alguém falava, num tom que não é meu, em ser homenzinhos: Onde é que o estado esteve para se falar num ensino? Quanto mais de qualidade!
Finalmente, e para que não restem dúvidas, eu não estou a falar de escolas com contrato-associação, que foram criadas ao lado de uma escola pública sobrepondo a oferta. Essas são por mim criticadas abertamente pois correspondem a um aumento enorme na despesa global pagar pelo estado, devido quase à duplicação de custos em alguns setores (direções, secretarias, etc). Refiro-me a escolas construídas em locais esquecidos pelo estado que não criou os níveis de ensino necessários à população lá existente. Tudo o que for além disso é obviamente criticável.
Não misture as coisas: o estado contratou uma empresa privada para um serviço. Pagou por ele (e muito bem).
O estado não deve respeito nenhum a entidades privadas a quem pague!
«Nesse caso, iria esquecer que aqueles que acharam que a população também tinha direito a mais do que 6 anos de escolaridade e deixaram outros projetos de vida para se dedicarem à construção de algo necessário para uma localidade»
É a definição de empreendedorismo. Viram uma necessidade, criaram os produtos. Cobraram. Receberam o dinheiro. Avancem para outra coisa!
É muito lindo ser setor privado com dinheiro e proteção do estado!
Muito bem Paulo Pereira. Nem respeito nem fidelidade. Acaba o interesse público acaba o dinheiro público. Quem quer ter os filhos a estudar num colégio deve pagar (e bem) para isso. O dinheiro dos contribuintes, que é um bem precioso e escasso, não pode servir para pagar isto, quando há idosos a viver com reformas de 200 euros e tantos casos de pobreza extrema. É pena que não nos perguntem para onde queremos canalizar os nossos impostos…
Ahh, agora compreendi perfeitamente: o empreendedorismo existente nas escolas públicas. Ok. Estamos conversados.
A Maria percebeu que se trata de uma localidade cuja escola pública, até agora, do 1/2º ciclos se marimbou para a população, ao não oferecer os graus de ensino correspondentes ao 3º ciclo e secundário? A Maria percebe que se lá morasse, exigia que os seus filhos tivessem ensino gratuíto (como é o caso)? A Maria percebeu que esta situação foi criada devido a um estado que não quis construir uma escola para a maior localidade do município?
Por favor….
Percebi meu caro, mas mantenho exatamente tudo o que já havia dito atrás. Agora há alternativa pública, não há? Então se há, quem quer o privado paga.
Vou misturar sim:
Porque é que será que nunca vi nenhum professor contra os serviços PRIVADOS que são propostos pela ADSE? Porque é que não prescindem dela? Ou consideram que o valor que pagam mensalmente permite ter acesso a consultas PRIVADAS por 5€ ou a outros serviços de saúde por valores meramente indicativos? Sim, porque devem seguramente saber que o estado entra com uma boa parte dos custos que a ADSE paga aos privados, pois a percentagem mensal que é retirado ao vencimento é insuficiente.
A filosofia não é a mesma? Não está associado um contrato com privados para fornecerem serviços que podem ser realizados por entidades públicas?
Por favor, agradecia uma resposta do contraditório, pois pessoalmente verifico que os professores aceitam esses serviços e nunca os ouvi a dizer para acabar com esses serviços PRIVADOS. Não está aqui inerente o raciocínio da escolha do melhor serviço?
Respondo-lhe com todo o gosto, desde já para lhe dizer que bateu na porta errada com o exemplo da ADSE, por duas razões principais: 1- se o dinheiro que desconto para a ADSE não é suficiente para cobrir as despesas, a percentagem a descontar deve ser maior. Eu usufruo muito pouco, felizmente, mas se não houvesse abusos e falcatruas a rodos o que pagamos, salvo raras exceções, chegaria perfeitamente. 2 – Ainda relativamente à ADSE defendo, há muito, um plafon, e tudo o que o ultrapasse fique a cargo o beneficiário e não do Estado. A escolha do melhor serviço implica custos e, na senda do que disse atrás, acho justo que se pague mais, se for o caso.
Ok, estamos a ter pontos de entendimento (embora que concordará que não há muitas pessoas assim, repare só que os sindicatos não falam nada sobre isso) Mas tem que concordar que há pontos de ligação entre as duas situações: Em ambas são prestados serviços privados, pagos com dinheiros públicos só que no caso da saúde não há interesse pessoal para os professores por isso são casos não comentados por eles, até porque deles tem vantagens. Ou seja, situações semelhantes mas tratados pela generalidade dos professores de forma diferente. Eu concordo com a ADSE se a virmos como outro qualquer seguro de saúde, exatamente como o seu caso. E concluindo, o estado deve garantir, seja de que forma for um serviço gratuito de saúde e um serviço gratuito de ensino, a partir daí deve ser pago. A forma como o faz, quer seja por uma escola pública ou por uma escola com contrato-associação é-me indiferente desde que não haja duplicação de oferta para não existir quase a duplicação de custos em certos serviços. Se for criada uma escola com contrato-associação num local onde há escola pública sou contra. Se for criada uma escola pública num local onde já existe uma escola com contrato-associação também o sou.
Não posso nem consigo virar-me porque um único lado só porque me é mais favorável..
Pois, por não sermos muitos a pensar com honestidade é que as coisas estão como estão. Os sindicatos… Enfim, muito haveria a dizer, mas como diria alguém, “não temos tempo”… 🙂
Como vê, não apoio o lado que me é mais favorável.. Apoio o que é mais correto e justo. E com muito orgulho.
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
Há sempre excepção à regra, mas a realidade que conheço (e conheço “à séria”) do ensino particular e cooperativo não me permite o “lirismo” de considerar que “prevaleça o melhor”! Os pais/EE, infelizmente, pouco percebem e são conquistados com bibes bordados, batas brancas, festas e campos de férias, transportes e resultados de exames que, como ainda este ano se verificou, levantam suspeitas aquando das correcções pois é estranho uma mesma sala de alunos corrigir too um conjunto de respostas e…acertar!!! É estranho serem aprovadas turmas quando não existem, sequer, salas específicas que funcionem e os alunos não acedem à componente prática de determinadas disciplinas, é estranho financiarem escolas que habilmente seleccionam alunos e não têm recursos humanos para responder à população com NEEP….e muito mais poderia acrescentar. Prevaleçam os melhores quando a escola pública tiver a margem de autonomia de gestão de recursos que tem as EPCA e quando estas últimas forem devidamente fiscalizadas e obrigadas a cumprir as regras… Não posso aceitar, como cidadã a quem pedem cada vez mais impostos, esta duplicação de custos. CA apenas e só onde a oferta pública não dá resposta. Eram e são as regras estabelecidas, desde sempre, na legislação e quem decidiu investir nestas escolas sabia-o e, certamente, já ganhou o suficiente com o negócio.
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
que país é este?
é um país governado por criminosos asquerosos que se vestem de gravata.
sim, estou a falar dos nossos políticos, TODOS, e dos nossos governantes… todos a mamar nas tetas do estado.
parasitas!
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
Ques país é este que tem gente tão ignorante a comentar? Deixem de fazer o ataque pelo ataque… Mas quais regalias extraordinárias? Ah, já sei… Estão a falar de passar pelo corredor e ser cumprimentado, ser tratado pelo próprio nome, ser acompanhado ao longo do percurso escolar, ter uma relação baseada no respeito mas próxima dos professores, ter contacto diário com generosidade, caridade, …. É a isto a que se referem? Pois, têm razão… Nas escolas estatais não há direito a isto. E agora a culpa é de quem? Quando não se sabe, é dos colégios… É o mais fácil. Deixem-se de tretas! Há escolas estatais com toda a certeza que prestam um excelente serviço e há outras que são miseráveis… Há colégios que prestam um excelente serviço e há outras que são miseráveis. Se há escolas estatais miseráveis, então todas são miseráveis… Pronto! Não é isso que fazem aos colégios? Generalizar… Não falem do que não sabem…
Não misture coisas porque existem dois tipos de colégios (quanto ao financiamento).
Colégios com dinheiro do estado é bom.
Ser eu a apagar para o estado é que é mau!
Regalias extraordinárias como, por exemplo, continuar a progredir na carreira independentemente dos congelamentos e ganhar mais Um, o que lhe parece? E não me venha dizer que os professores dos colégios privados são melhores, porque já tive, ao longo dos últimos anos, colegas que vieram ao fim de 20 anos e mais de privado para o ensino público e, além de não trabalharem nem mais nem melhor do que nós, não conseguem sequer manter a disciplina na sala de aula. Duro é trabalhar com os alunos das escolas públicas meu caro, não me venha cá com tretas.
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
Não posso comparar as Escolas públicas com as privadas. Nunca lecionei nas privadas. Mas tenho as minhas ideias, como é lógico. Os rankings são um completo disparate!!! Como se pode comparar o incomparável. Sou professora no interior do país há 23 anos, tenho alunos que nem casa de banho têm em casa, que passam fome, fome mesmo….. e comparam os resultados dos exames com alunos de colégios de Lisboa???? Estes(os meus) meninos nunca viram o mar….. nunca saíram da sua aldeia. Os pais, por muito que os amem, e na maior parte dos casos nem isso têm, não podem dar o que não têm!!!!!!!
Os meninos das cidades e dos colégios têm tudo!!!!!!!!!!!! Explicações, os próprios colégios onde dizem que que tudo se passa. Mas nem vou por aí… as vivências são diferentes e cada vez mais heterogéneas!!!!!!!!!!!!!!!!!! É necessário uma tese de mestrado ou doutoramento de alguém de renome para provar o que afirmo aqui??? Nem sei se já alguém se deu a esse “trabalho”!!!
E depois as Escolas PÚBLICAS dizem : atenção não se pode gastar muito dinheiro, viagens de estudo cortem, cortem tudo!!! No meu próximo PAA, vou propor uma viagem às ilhas Selvagens, garanto que não gasto tanto como o nosso Presidente……mas estamos em crise, vem a Troika e pergunta o que vou lá fazer. Não há dinheiro.
Os filhos dos professores são melhores alunos porque prescindem de lhes oferecer um telemóvel “topo de gama” e compram livros e ensinam aos filhos como os livros são importantes, como o conhecimento é importante, mesmo que no final do seu percurso escolar não tenham trabalho.
Não vou escrever mais…mas revolta, uma enorme revolta é o que eu sinto!!!!!
“A ignorância é a felicidade do povo” “Façam o favor de ser felizes”
Parece igual, não é?????????? Pois não é!!!!!!!
Não é…….. nem parecido. É como as Escolas públicas e privadas!!!!!!!!!!!!!!!!!
Concordo plenamente! Se deixassem de se preocupar em atacar sem critério e se preocupassem com problemas realmente sérios como estes, talvez se fosse conseguindo aproximar as oportunidades. Agora, estes colégios que fala não são os colégios com contratos de associação… São colégios onde não se presta serviço público.
A estorninhos só fala do que conhece. Não fala de pequenas escolas que fazem o papel que o estado deveria ter construindo escolas e dando educação a todos. Os alunos que frequentam escolas com contrato-associação são de todas as classes pois não podem escolher simplesmente porque não existe escola pública. Entende?
Claro que não falo de esquemas que foram montados ao lado de escolas públicas com oferta já existente e que os professores (do setor público ou privado) devem contestar.
resposta ao EU
Concordo que se não existe oferta publica em determinada zona existam contratos de associação e cooperativas, mas infelizmente não é o que estamos aqui a comentar pois o que se está a falar é que as escolas publicas tem vagas e oferta diversa e existem alguns colégios como os do grupo GPS que baseados em cunhas conseguem contratos de associação baseados em despachos corruptos que dizem que por exemplo, nas Caldas da Rainha não existem vagas e assim eles podem ter lucros obscenos recebendo do estado 85 000€ por turma, isto é corrupção mais nada.
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
É um país de merda, governado por montes de merda
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
Boa noite
Acho que é importante disponibilizar o ensino privado, contudo não pode haver sobreposição da oferta. Esta situação tem de ser denunciada ao ministro da educação, provedor de justiça, inspecção geral da educação e a quem de direito. Dany37
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
Pelo que percebo não existe sobreposição de oferta. trata-se de um tipo de ensino que é + barato ao estado e que oferece é + qualidade.. sendo assim as escolas que têm turmas mais caras e com menos qualidade é que fazem esta pressão e “sobreposição de oferta” pois levam + dinheiro por menos qualidade nesta oferta que é a educação onde este “produto” deve ser de máxima qualidade. Sem falar dos gastos de milhões que estas escolhas têm com gestão disfuncional…… obras no edifício de milhões dos portugueses .. água .. luz.. etc
A informação deve ser lida para benefício e não para criar novelos de desinformação. Problema de Portugal é que ainda acredita no pai natal com inveja uns dos outros, preocupados quando alguém pretende fazer sucesso com obras que favorecem emprego em portugal… ciclo repetido onde impera apenas infelizmente a inveja que cega o portuguesinho aqui neste cantinho da europa onde a mentalidade é proporcional. um dia somos dominados pela china e aí o portuguesinho entende e dá valor a todos os que trabalham e proporcionam postos de trabalho – isto acontece porque a obra que faz tem qualidade. O portuguesinho deve é entender isto em vez de ler a “maria”