Petição Contra a Prova de Ingresso

Não à Prova de Ingresso na Carreira

 

 

  Esta petição destina-se a todos os professores que estão cansados de serem humilhados pelos diferentes governos. No dia 23 de julho surgiu mais uma ameaça à nossa existência e dignidade enquanto professores: a prova de ingresso. Considero que já estudei muito durante a minha formação académica, que continuei a investir na minha formação após a conclusão da licenciatura e esta dita prova só serve para me afastar do ensino. Entendo que é ao mesmo tempo um atestado de burrice a todos os professores que contribuíram para a minha formação e a todas as escolas onde fui avaliado. Para quem que sente nas mesmas condições, está contra a realização da prova e não pensa comparecer à sua realização, peço que assine a petição, pois se não estivermos unidos hoje, amanhã não haverá hipótese. Professores Contratados de Portugal, uni-vos!

 

 

Entretanto no site do Público existe uma sondagem sobre a prova de ingresso que também podem votar.

Concorda com uma prova de avaliação de conhecimentos que os professores contratados terão de fazer para poderem dar aulas?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/07/peticao-contra-a-prova-de-ingresso/

26 comentários

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    • Maria Santos on 25 de Julho de 2013 at 10:46
    • Responder

    Não há problema nenhum!… Não vou assinar petição nenhuma! Isto, nos próximos 10 anos não terá qualquer aplicação prática… Tomara os professores dos quadros não serem despedidos quanto mais provas para os contratados…


    1. Pelo seu discurso parece me que é “dos quadros”. Se assim for, deve ser mais velha do que eu. Mesmo assim deixe-me dar-lhe um conselho: nunca se esqueça que a vida é uma roda, agora estamos em cima, daqui a pouco estamos em baixo…

        • Maria Santos on 25 de Julho de 2013 at 13:10
        • Responder

        Não vale a pena lutar contra moinhos de vento! A luta não é esta! Isto é para nos entreter… A ideia da vida e da roda…tudo treta… O importante é lutarmos pelos postos de trabalho. Isso da prova não interessa nada se não houver postos de trabalho! Fica-se com a prova e durante mais 15 anos não entra ninguém… O que é que isso vale?! A seguir, privatizam os agrupamentos, fazem a cedência de exploração de agrupamentos a grupos económicos, a autarquias, etc….aumentam o número de alunos por turma, passam a 1 professora por turma…isso é que é importante estar atento, lutar pela escola pública com regras e com trabalho! A prova é uma brincadeira para estarmos aqui entretidas a discutir… Não leva a lado nenhum… Se quem fizer agora a prova e só tiver hipótese de trabalhar daqui a 10 ou 15 anos, vai fazer o quê, entretanto?! Vai emigrar?! Volta daqui a 10 ou 15 anos para concretizar o sonho de ser professora?! Claro que não!… Portanto, saibamos ver o que é importante! Deixem-nos inventar provas… Haja trabalho, escolas, alunos!


    2. Baza, baza. Vai p’ra casa, casa.

    • Rosa on 25 de Julho de 2013 at 10:49
    • Responder

    Sugiro que comecemos por avaliar os políticos! Esses sim, deviam passar por um exame bem rigoroso!


  1. porque é que esta petição é só para professores contratados? Porque não é dirigida a qualquer pessoa que se identifique com a causa e queira assinar????

    • maria on 25 de Julho de 2013 at 11:56
    • Responder

    Estes procedimentos mais não visam do que continuar a chicana contra os professores. Se vier a prova aceitem fazê-la. Eu entrei para a Faculdade sujeita a um numerus clausus e ainda continuo viva.

    • José on 25 de Julho de 2013 at 12:43
    • Responder

    Já assinei e não sou professor contratado. Mas já o fui durante muitos anos e tenho muitos amigos que ainda são contratados.
    Acho a prova uma grande injustiça.


  2. eu não sabia quo o recente insucesso nos exames nacionais se deviam aos professores contratados!…


    1. E acha que os problemas são por causa dos professores?
      Não será por causa das politicas da educação que mudam conforme o gosto de quem vai para o poleiro, os professores contratados ou não, não são o problema, no entanto se se dividirem…

    • Cláudia on 25 de Julho de 2013 at 13:18
    • Responder

    Olá, Ar Lindo.
    Num email enviado pelo SPN, recebi este texto:
    “Depois de decidir não pagar a compensação por caducidade dos contratados, de apenas colocar 3 em 45.431 candidatos e de anunciar a não realização de uma importante fase do concurso, a “contratação inicial”…”.
    Sabes se isto é verdade? Não sequer há a contratação inicial? A meio de um concurso em decurso, com fases publicadas em decreto-lei, o MEC pode simplesmente passar por cima do que já foi aprovado? (Sim, eu sei que eles não se regem pela legalidade, mas onde está publicado que a contratação inicial foi anulada? Já chegamos ao ponto de que basta anunciar?)
    Sabes como é que se processa o concurso para contratados a partir deste ponto?
    Grata.


    1. Sim Cláudia, pelos vistos não haverá contratação inicial, para haver um melhor aproveitamento dos Recursos humanos. Está num comunicado no site do Mec… Só haverá Reservas de Recrutamento e segundo consta no mesmo comunicado, nas primeiras RR o tempo conta desde 1 de Setembro UAU eles são mesmo amigos 🙂 É o regabofe total…não respeitam nada nem ninguém…nem a mãe deles devem respeitar

    • Cláudia on 25 de Julho de 2013 at 13:19
    • Responder

    E quem vai corrigir estas provas? Será como as avaliações?! E a nota dessa prova conta para alguma coisa ou é só passe para aceder ao concurso?

      • Maria Santos on 25 de Julho de 2013 at 13:44
      • Responder

      Isso é um falso problema! Façam de conta de que isso não existe! De que ter prova com sucesso e nunca mais ter trabalho?! Que é que importa quem corrige a prova? A maioria esmagadora não é abrangida pela prova e quem sonha entrar…por este andar, nunca vai entrar… Portugal tem de fazer acordos de Cooperação com os países da CPLP e colocar lá os professores e professoras (sobretudo professoras e educadoras pois cada vez há menos homens). O retorno vem com o potenciar dos laços económicos. A ida de professoras para os países de língua portuguesa potenciaria as relações económicas, seriam missões estratégicas. Persistir aqui, não dá nada. É para esquecer…


  3. Ó Maria, devia mesmo pedir à sua médica para rever a medicação, pois os efeitos secundários são por demais evidentes. Votos de rápidas melhoras.

      • Maria Santos on 25 de Julho de 2013 at 14:06
      • Responder

      Não vale a pena discutir isto…não haver mais lugar para os contratados e os do quadro…sujeitam-se a ir para o olho da rua a partir de 2015… Discutir essas questões são bizantinices…eles que ponham provas, introduzam o uso do fato e gravata, fato de saia e casaco, etc. farda para os alunos e funcionários, etc. que isso são tudo trocos, tudo matéria para nos entreter! O importante e essencial é não diminuir drasticamente o trabalho, não diminuirem, ainda mais, os vencimentos e é não despedirem as professoras e educadoras…


      1. Essa parte do vencimento é que ninguém lhe garante! Portanto guardem-no.

      • Rutra on 25 de Julho de 2013 at 15:17
      • Responder

      Do melhor. Estás aprovado.

    • Maria on 25 de Julho de 2013 at 13:59
    • Responder

    É importante referir que os contratados ficam sempre com as piores turmas! Quem geralmente fica com os anos terminais de ciclo são os professores do quadro! Porquê não fazem exames? Se querem selecionar os melhores deviam começar por eles! E já agora têm a certeza que essa prova vai selecionar os melhores? Quantos professores tivemos na universidade excelentes a nível científico, mas quando abriam a boca estragavam tudo? Não sabiam transmitir! Se querem avaliar, se querem selecionar os mehores professores têm que avaliar dentro da sala de aula! É ali que se vê um bom professor! Formem equipas sérias e rigorosas, entrem no terrene, deixem-se de papel e… assim… terão os melhores professores na sala de aula


  4. Ora, aí está mais uma ideia! A juntar à prova de acesso à carreira para docentes profissionalizados com mais de 10 anos de serviço a contrato.
    Agora vem aí a FORMAÇÃO CONTÍNUA DOCENTES.
    Será que é para continuar a farsa da ADD?! Licenciados a formar Doutores, venda de cursilhos para formadores, educadores de infância a formar docentes de áreas curriculares do ensino secundário, docentes do ensino superior a formar doutores do ensino secundário, etc. etc. etc. Pois, o ensino superior também está numa grande crise. Pois, pois… se já não há formação inicial de professores, nada mais do que obrigar, pela força bruta, os docentes do ensino básico e secundário (muitos dos quais já fizeram licenciaturas de 6 anos na Univ de Lisboa e já têm pelo menos 20 anos de serviço) aprender a ensinar. Há falta de alunos no ensino superior… e jovens para as universidades vão escasseando, por vários motivos… E, assim, continua a diabolização dos docentes do ensino básico e secundário, em todas as frentes…

    • Liliana on 25 de Julho de 2013 at 14:36
    • Responder

    Não me importo de realizar uma prova, ainda que a considere uma perfeita idiotice, perpetrada por idiotas-mor… mas se há princípio de igualdade, que tal o exame ser realizado +por todos os docentes?! Afinal existem diversas competências que aposto que os corretores da prova não têm e deveriam ter… e é mesmo esta a questão:
    “E quem vai corrigir estas provas? Será como as avaliações?! E a nota dessa prova conta para alguma coisa ou é só passe para aceder ao concurso?”…


    1. Eu perguntaria antes:

      Quem é que me garante que os critérios de correcção não são elaborados com vista a excluir logo uns 90% dos candidatos ?

      Quem são os iluminados que vão definir o que é importante ou não para se ser um bom professor?

      Quem é que me garante que a prova é corrigida por pessoas competentes e com mais qualificações/ conhecimentos do que eu?

      A ordenação dos candidatos passa a ser feita pela nota que conseguirem na prova?


  5. CONTRA a Prova de Ingresso:

    – é ilegal, pois viola o princípio de equidade;

    – depois de vários anos a dar aulas é que se faz uma prova de ingresso?!

    – a Lei refere que “a habilitação profissional é obtida através de um curso de formação inicial de professores, ministrado em escolas superiores ou em universidades, e organizado segundo os perfis de qualificação para a docência.
    Estes cursos qualificam, profissionalmente, para o grupo de docência / de recrutamento no qual foi realizado o estágio/prática pedagógica (…).
    A qualificação profissional também pode ser adquirida por diplomados possuidores de habilitação científica para a docência da respetiva área mediante a realização da profissionalização.” e não de provas, exames, testes, … à posteriori!


  6. Depois de ter lido alguns dos comentários aqui colocados, (e estando eu fora dessa classe. Não sou professor) realmente começo a perceber muitas mais coisas sobre o estado da educação que ainda não tinha percebido. Percebo agora o porquê de os governos menosprezarem tanto os professores. Afinal são os próprios a não valorizarem a sua profissão.
    Pergunto eu: Desde o 25 de abril de 1974 para cá, quantos políticos foram já avaliados sobre competências em termos de governação, ou gestão de dinheiros públicos?
    Eles não aceitariam isso, argumentando que são avaliados nas urnas…
    Mas pelo estado do pais, que se percebe ser bem pior que o da educação, merecia aí sim, que fossem avaliados, e se possível por quem tem dado provas. Talvez pelos políticos Suecos, porque sabe-se, esses dão provas de boas governações.
    Ora assim sendo, também aqueles que durante anos deram provas, não teriam que ser submetidos a nenhuma prova, a não ser que as provas dadas, sejam realmente más. Bom, aí concordo. Pois como sabemos existem muitos professores que de professores apenas têm o nome, mas isso provavelmente até acontece mais nos que já são do quadro, que nos outros, uma vez que estes pensam já nada lhes poder acontecer e não estão muito preocupados, a não ser ter um bom relacionamento com quem os vai avaliar, para terem o tal “Excelente”, e por isso nada de levantar grandes ondas. Esses sim, deveriam ser os primeiros a serem avaliados. Tive muitos professores, e muitos, muito bons, mas também os tive menos bons, e com todos aprendi, mesmo com os menos bons, com esses, aprendi que tinha de ser muito melhor que eles, mas independentemente de tudo isso, sempre lutei pela dignificação da classe a que pertenci, não esperando que outros o fizessem por mim.


    1. Ora aí está! Subscrevo na íntegra. Sou QA há 25 anos.

    • caloira910 on 30 de Julho de 2013 at 14:24
    • Responder

    Boa tarde,
    O texto e título da petição foram alterados.
    Agora pede também o nr.º de B.I..
    Quem assinou antes de pedir o B.I. deve proceder a nova assinatura para que a mesma seja válida, mas para isso irá necessitar de indicar um endereço de correio electrónico novo.
    Arlindo será que poderias publicitar novamente e alertar para estas alterações?
    Obrigada

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