Redução de 23 Para 7 QZP

… e confirmação da Mobilidade Especial.

Nesse caso achava por bem que a viagem de regresso do Ministro do Brasil não acontecesse, de forma a alargar o seu QZP de intervenção.

 

Professores com “horário zero” vão passar ao regime de mobilidade, anuncia ministério

 

O Ministério da Educação e da Ciência (MEC) anunciou que os professores com “horário zero” poderão passar, já a partir do próximo ano lectivo, ao regime de mobilidade especial. A tutela quer ainda reduzir o número de quadros de zona pedagógica (QZP) de 23 para sete, indicou o líder da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva, esta quarta-feira, à saída de uma reunião com Casanova de Almeida, secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, em Lisboa.

Segundo a lei em vigor, os funcionários públicos que estão no regime de mobilidade especial mantêm o salário por inteiro apenas nos primeiros dois meses. Depois, e durante dez meses, passam a receber 66,7% da sua remuneração. Findo este prazo, o salário é reduzido a metade. O Governo já anunciou, contudo, que vai rever esta lei. O FMI propôs no seu relatório sobre a reforma do Estado que a permanência neste regime não deverá exceder um período de dois anos, findo o qual o trabalhador pode ser despedido.

Até agora, este regime não se aplicava aos professores. O ministro da Educação, Nuno Crato, e também Casanova de Almeida garantiram, várias vezes, que não haveria professores em mobilidade especial. Esta quarta-feira, em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado considerou que o compromisso foi cumprido porque a alteração só se aplicará para o próximo ano lectivo.

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9 comentários

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    • César Israel Paulo on 20 de Março de 2013 at 18:15
    • Responder

    SÓ SE ESPERA A DEMISSÃO DESTA “GENTE” … que não se pode chamar de outra forma … UMA VERGONHA …

    • Henrique on 20 de Março de 2013 at 18:36
    • Responder

    Realmente vale tudo e mais alguma coisa!!! É de prever manifestações, vigílias, largadas de balões em protesto… FAÇAMOS greve aos EXAMES e às AVALIAÇÕES FINAIS… só assim é que se nota!

    A realidade mostra uma classe que não o é…

    • Sebastião Coelho on 20 de Março de 2013 at 18:38
    • Responder

    O que não entendo porque não se aposta na reconversão destes professores, ou não há vontade destes professores?

    Nunca entendi, o porquê destes professores, de terem concorrido tão poucos para os concursos do IEFP.

    Cumprimentos
    SC

      • Maria on 20 de Março de 2013 at 19:33
      • Responder

      Sebastião,

      Para responder à sua pergunta, conheço casos de professores que estão com horário zero há oito e nove anos, já foram abordados no sentido da reconversão profissional e negaram porque tinham que se deslocar uns quilómetros. Ora, não há dinheiro que aguente.

    • Alberto Miranda on 20 de Março de 2013 at 19:38
    • Responder

    Penso que está na altura em pensar em fazer greve aos exames nacionais…só quem for ceguinho ou pouco dado à inteligência é que não percebe que este governo está a destruir a Escola Pública…Professores, já não chega o nosso voto nas eleições temos é que lutar de uma forma mais dura

      • Teresa on 20 de Março de 2013 at 23:51
      • Responder

      Concordo plenamente com a Maria! estes professores estão há 8 anos com horario 0 porque não querem sair de casa e outros com o mesmo tempo de serviço andam 300 Km diarios.Ainda se queixam. Concordo que sejam penalizados, pois nesta profissão ninguem é mais que ninguem.O distrito com mais professores nesta situação é o de Bragança.É uma calamidade, e vergonhoso!

        • ferpin on 21 de Março de 2013 at 1:27
        • Responder

        Boa. A dividir é que o passos vai reinar.
        Não conheço nenhum professor que tenha estado 8 ou 9 anos em horário-zero e sem trabalhar. Se há, rua com ele.

        Já conheço muitos que estando de horário-zero, foram colocados noutra escola (na minha há alguns) onde dão aulas como os outros.
        Acho isso natural. Se um professor não tem horário na sua escola, mas tem numa próxima, deve mudar e ir trabalhar como os outros. Não sei porque teria um professor de mudar de profissão só porque a escola de alguidares de baixo não tem horário para ele, mas a de alguidares de cima tem.

        Quanto a não querer sair de casa, mea culpa, também prefiro dar aulas a 10, no máximo 15 km de casa, em vez de 200km. Peço desculpa, foi para isso que ia concorrendo ano após ano para aproximar.

        Haja paz, que em breve vamos andar todos à trolhada como os caranguejos num balde, a ver quem sobrevive.

          • Maria on 21 de Março de 2013 at 10:40

          Ferpin,

          Falo-lhe com conhecimento de causa, acredite. Falo-lhe de colegas que estão na casa do cinquentas,
          e entendo que, com essa idade, famílias constituídas e residência fixa não queiram deslocar-se. Eu própria estive durante 12 anos deslocada, porque ou era assim, ou não havia trabalho. E já sou do quadro há oito. Portanto, como diz a Teresa e muito bem, o QZP de Bragança é perito nisso, e os professores não vão trabalhar para outras escolas porque lá também não há lugares para eles. Resumindo: é-lhes dada a possibilidade de rentabilizarem o dinheiro que recebem (e a esmagadora maioria está no topo da carreira) e não querem deslocar-se? Pois, lamento mas não pode ser. É muito injusto para os outros que trabalham duas vezes mais e ganham metade. E o país simplesmente não aguenta esta despesa. Isto só veio agora a lume, mas há anos que acontece.
          Quem me dera a mim não ter que sair de casa. Sempre concorri para aproximar e não consigo. Como vê, não é desleixo, é mesmo impossibilidade.

    • FarinhaDoMesmoSaco on 20 de Março de 2013 at 19:50
    • Responder

    Rua com estes mentirosos!!!

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