… impedindo a mobilidade especial e permitindo um maior número de docentes em quadro de agrupamento?
Por muito que analise os números há uma mudança necessária na legislação de concursos que permita a melhor gestão dos recursos humanos de forma a abrir todas as vagas necessárias sem criar horários zero em determinados grupos de recrutamento e/ou quadros de zona pedagógica.
Essa mudança passa pela criação de um concurso interno isolado do concurso externo.
Nos moldes atuais em que o concurso interno e externo funciona de 4 em 4 anos (discordando eu dessa opção) devia haver um concurso apenas interno, numa fase intermédia, de forma a permitir a mudança dos docentes dos quadros de agrupamento e/ou de mudança de grupo de recrutamento.
Por muitas voltas que o MEC entenda fazer obrigando os docentes a alargar o seu concurso para escolas que distam quase 300 km da sua área de residência esse mecanismo não resolve a situação da boa gestão dos recursos porque neste caso o MEC não abre as vagas em número suficiente por receio de elas serem ocupadas por contratados e não por docentes sem componente letiva ou dos quadros de zona pedagógica.
Um concurso interno em 2015 iria permitir que se abrissem todas as vagas a concurso, permitindo que os lugares fossem todos ocupados por docentes dos quadros e assim desta forma seria desnecessário ampliar a abrangência dos atuais QZP.
E no que respeita aos contratados esta alteração até seria positiva tendo em conta que as vagas poderiam ser abertas por altura dos concursos externos sem a existência de problemas de excesso de docentes sem componente letiva.
No meu ponto de vista o concurso externo devia existir de dois em dois anos, antecedendo-lhe sempre um concurso interno para resolver questões de alterações de rede e de mobilidade dos docentes dos quadros.
Porque sinto cada vez mais que colocar um concurso interno e externo em simultâneo de quatro em quatro anos não beneficia nem uns nem outros.
Fica a ideia.




30 comentários
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Excelente ideia! Só é pena os “mongos” do ministério não pensarem e, por isso, só terem ideias tristes!
O pior é que somos nós os tramados!!! Sempre!!!!
Parece-me uma ideia interessante.
É de lembrar que para que essa gestão funcionasse era necessário ter nos cargos administrativos dos recursos humanos do MEC funcionários com conhecimento de campo, o que de facto, neste momento e noutros passados, sejamos francos, nunca existiu.
Concordo. É preciso fazer chegar essa idéia aos iluminados que estão no MEC.
Acho muito boa ideia!!!!!
Excelente ideia! Aquele q negoceiam com o MEC apresentaram-lhe esta ideia, ou isto é “falar para dentro”?
É uma excelente ideia. Esses mongos do MEC (como diz a Paula) deveriam saber desta ideia. Arlindo, tem que lhes fazer chegar esta ideia!
E a FNE e a Fenprof vão avançar com essa proposta ou outra semelhante?
Isso é que é importante saber!
Os qzp que tratem de concorrem a todos os qzp de forma a ocuparem vagas de QA (ISTO SE QUISEREM). Poderão sempre arriscar a concorrer a dacl e passar à frente de QA melhor graduados que pretendem, tal qual como eles aproximar das suas familias. O risco é cair na mbilidade especial. Azar. Sou a favor de acabar com os qzp e que todos os qzp vinculem em QA. Posteriormente, no concurso da mobilidade, o concurso deveria ser consoante a graduação. PONTO FINAL. Já senti na pele durante vários anos ver colegas 600 lugares atrás de mim serem destacados por dacl para casa (GASTANDO ZERO DE GASÓLEO) e eu e outros colegas melhor graduados (QUE TAMBÉM TEMOS FAMÍLIA) e (que temos melhor graduação) ficavamos a 50 ou 100 kms de casa. CONCURSOS POR GRADUAÇÃO E SEM PRIORIDADES (EXCETO NA MOB ESPECIAL).
Concordo plenamente. Sou do 110, grupo onde há milhares de qzp´s. Nem adianta concorrer a DAR porque nem sequer há lugar para os QZP´s e como primeiro são colocados os dacl… O que na prática se passa é que os QA estão longe e permanecem aí porque não conseguem destacamento e os QZP, concorrem a dacl, e ficam ao pé de casa. Defendo que os destacamentos (fossem dar ou dacl) deveriam ser postos “no mesmo saco” ordenados apenas pela graduação
Margarida, os QZP já não estão assim tão bem! Há QA sem horário que serão colocados primeiro. Já agora não menosprezem os QZP, são do quadro como os outros. E ainda, só um exemplo, eu não fiquei 4 anos na escola porque fiquei sem componente letiva, como sou Qzp, e estou habituada a fazer Km, concorri para escolas de outros qzp e fiquei colocada. Colegas de QA que ficaram, na mesma escola, sem horário, concorreram para a escola do lado, porque 3 km já é muito longe, e lá estão com horário zero, negando-se a colaborar no que quer que seja que implique trabalho com alunos…por isso não generalizem. Os QA também vão ter que arriscar! Isto está mau para todos!
Muito bem, Margarida! Ficaram com horário zero este ano, vamos ver se vão querer continuar… Duvido. Até porque de certeza que vão ser obrigados a abrir o seu leque de opções. Não estou contra os colegas, note-se, mas não podemos querer “pau e bola” (emprego perto de casa). Não agora. No futuro logo se verá. E Paula, estou exatamente na mesma situação. Lá vamos nós ter que pegar nas malas…
Não podia estar mais de acordo.
Ricardo, tiro-lhe o chapéu.
Os qzp que não concorram a nível nacional que depois vão parar à mobilidade.
Em resposta ao Ricardo: há muitos QA com menor graduação do que alguns QZP, sabia!
tenho verificado que h+a muita falta de formação civica e profissional na classe docente.
Então se há qzp melhor graduados que os qa não têm nada a temer… Apenas defendemos que a ordenação seja por graduação e não por prioridades.
Exatamente Francisca. Quando eu estive impedida de concorrer aos quadros por um despacho qualquer (sim, os mais novos não se lembram, mas acontecia!) entraram várias pessoas em quadro (de Zona e Escola) onde eu queria ficar, com uma média bem inferior à minha, mas continuam nos quadros para onde eu quero mudar. Portanto, graduar as pessoas como, se elas já estão a ocupar as vagas? Só se obrigassem todos a concorrer para todo o lado, coisa que nem faz sentido nenhum.
Na minha opinião todos os professores deveriam ir a concurso. Ficariam a leccionar ou passariam para a mobilidade de acordo com a sua graduação profissional e as escolhas que fizeram no concurso(s). O ebio, se calhar, é uma tentativa de se realizar isso. Acabar com os quadros de agrupamento/escola e quadros de zona pedagógica. Porque é que um colega mais graduado tem que passar para a mobilidade existindo escolas com horários ocupados por colegas menos graduados? O tempo permitido de permanência na mobilidade deveria ser, pelo menos, igual ao intervalo enre concursos.
PVS, o senhor não está bem a par do que se passa. A legislação OBRIGA os QZP a concorrer a muito mais escolas e a um perímetro inequivocamente maior, coisa que não acontece com os QA. POR ISSO é que os menos graduados, como diz, vão ocupar lugares que poderiam ser ocupados por mais graduados, por uma razão principal: não estão para se sujeitar a ir para o fundo da lista das novas escolas, gramar com horários e alunos que ninguém quer, só mesmo quem não tem escolha. Percebeu?
Concordo consigo e com a colega Margarida Ferreira. Realmente acontece isso e nada tenho contra os qzp. Apenas quero realçar que os concursos se deveriam organizar sem prioridades (exceto mob esp devida e eficazmente comprovada) e apenas através da graduação.
Quanto à falta de formação cívica e profissional, não é de agora e não é exclusivo da classe docente. Quanto a si parece-me que estamos perante um caso porque a única coisa que lhe ocorreu foi colocar-me um barrete que lhe assenta perfeitamente.
Porque e que e bom para os contratados?
Daqui a 4 anos sim, mas em 2015 se fosse feito um concurso interno quais seriam as vagas a concurso?
Seriam vagas de contratados que seriam corridos dos seus lugares para depois só dai a 2 anos poderem concorrer de novo a todos os lugares…. Ou sejam uns estariam a concorrer a 4 anos e outros apenas a 2 …. Não e justo e não atirem areia para os olhos dos contratados….
Conversa de Sindicato…. Isto e bom para os contratados a serio que e……
Se ambos forem feitos de 2 em 2 e o interno antecedendo sempre o eterno com os resultados publicados antes, para que todas as vagas fossem reais e exactas isso sim seria bom, evitando imensas injustiças…. Agora internos de 2 em 2 e externos de 4 em 4 .,,,
Absolutamente de acordo. Faz todo o sentido a mobilidade interna ser anterior à abertura de vagas. Na prática, e devido aos facto de ser “titular” estou há 8 anos sem poder concorrer. Já para não falar nos lugares de quadro de escolas que foram ocupados por professores com menor graduação, sinto-me privada de um direito de mobilidade. Também concordo que, até do ponto de vista do próprio MEC, a gestão de recursos humanos seria mais bem feita.
Desculpe a minha ignorância, mas o título e o estatuto de “titular” não acabou já?
Acabou, mas a colega ainda se sente titular…
PARA O ARLINDO:
Por que não, finalmente o que já se deveria ter feito há muito, ou seja, UMA GREVE POR TEMPO INDETERMINADO?
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Sempre seria melhor do que este tipo de “propostas” préviamente cozinhadas com o MEC; que mais não fazem do que dividir cada vez mais uma classe que insiste em se manter cada vez mais fragmentada e dividida.
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PRIMEIRO foi a utilização, durante mais de vinte anos, dos Professores contratados como moeda de troca permanente; o resultado para esses desgraçados está à vista e a responsabilidade da FNE é imensa.
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DEPOIS, agora, como os Professores contratados estão em mais de 90% desempregados, mesmo com mais de 20 anos de serviço em muitos casos, e por lá espera a FNE que permaneçam nos próximos anos, surge a hipótese de usar Professores do quadro como moeda de troca. Continuação da Vergonha…
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Assim, ARLINDO, sendo tu um dirigente da FNE volto a colocar a questão, até por que já não haverá Professores contratados que a FNE possa usar como moeda de troca nos próximos anos.
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Por que não, finalmente o que já se deveria ter feito há muito, ou seja, UMA GREVE POR TEMPO INDETERMINADO?
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(Ingénua como sou, espero sentada por uma resposta tua)
Ana, concordo perfeitamente contigo.
A FNE e o Sr. João Dias da Silva, em particular, têm muita responsabilidade na situação que se está a viver. Até parece que andam a colecionar acordos com o MEC.
Os contratados foram sempre tradatos como os filhos bastardos dos sindicatos.Não esperem que a situação se altere, pois o objetivo é acabar com os contratados. Até pode ser que este seja o último ano letivo em que há concursos; posteriormente serão as autarquias a colocar os professores. Este desenho há muito que paira nas mentes dos nossos políticos. Afinal, a divulgação das colocações de professores e o facto de ficarem milhares de fora das colocações (no desemprego), todos os anos, constitui um desgaste na imagem de qualquer governo e partido político, rotulados como impotentes para solucionar o problema.
Não esperem que sejam os sindicatos e as feredações que os englobam a solucionar os problemas dos contratados. O que se passa com estes professores sem qualquer tipo de vínculo, rapidamente se estenderá a outros grupos de docentes. Deixemos o tempo passsar para assistirmos na poltrona.
É triste e vergonhoso ver que uma classe que tem tudo para ser unida e forte estar a ser espezinhada por pessoas que são bem menos do que eles em termos de formação académica e profissional: os políticos potugueses.
Tenham um pingo de vergonha e, se restar alguma dignidade e humanidade em vós, então devem unir-se e lutar lado a lado.
Concordo Plenamente com a ideia do Arlindo. É preciso é que não passe apenas duma ideia. Para a frente com ela!!
Concordo plenamente com a ideia do Arlindo! É pena é que em tantos comentários já se lêem os colegas a discutir uns com os outros. Já se sabe que o que beneficia uns, prejudica os outros… Nenhuma solução é 100% eficaz para colmatar as necessidades do sistema e satisfazer cada um!
Sim há!
Concursos internos e externos de 2 em 2 anos, com o interno a anteceder sempre o externo, para que a vagas sejam reais e exatas.
Ambos os concursos com base na (principalmente na) graduação (salvo pequenas exeções tipo mobilidade especial, etc…)
O que é injusto nisto?
Na minha zona continua a haver pessoas a dizer que no concurso nacional vão ter de concorrer QA e QZP obrigatoriamente … não sei se será verdade, mas ai o problema ficava resolvido em termos de quem fica e quem não fica. Sinceramente temo pela vida profissional e pessoal não só minha mas de muitos de nós docentes.
Para uma boa gestão dos recursos humanos é preciso que os professores do quadro sem componente letiva, possam concorrer na mobilidade interna aos grupos para os quais têm qualificação profissional. É uma questão de justiça e resolvia o problema de muitos horários zero que, devido a um delírio cratiano, se avizinham por aí.