Isto Mais Parece Uma Novela Mexicana

Mário Nogueira está sentado à porta do ministro e exige ser recebido novamente

 

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) está sentado à porta do Ministério da Educação e da Ciência, no Palácio das Laranjeiras, esta sexta-feira, em Lisboa, a exigir ser novamente recebido por Nuno Crato, a quem acusa de mentir.

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9 comentários

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    • JPF on 22 de Março de 2013 at 14:58
    • Responder

    A classe docente é aquela que possui mais habilitações académicas e profissionais. Há colegas que possuindo o grau de doutoramento encontram-se em situações precárias e, mesmo no desemprego. Em qual classe se passa esta vergonha? Vemos colegas a frequentarem cursos de especializações, mestrados e doutoramentos para tentarem “fugir” às medidas avulso emanadas do MEC. Em vez de estarem unidos gastam tempo a acentuar as poucas diferenças que têm. Todos os docentes precisam da união da classe como de pão para a boca.
    Os sindicatos nunca fezeram nada de concreto para defender os professores. O seu papel tem sido de meros assessores do ministro da educação, anunciando o que já está definido, assinando acordos ruinosos, sem qualquer perspectiva de futuro, com qualidade para a Educação, onde só asseguram estabilidade para si e para os seus amigos. Os sindicatos, tal como estão, não são a resposta que os professores precisam; a sua ação tem-se resumido em digladiar-se pelo maior número de acordos que assinam com a tutela. Usam os seus associados para se pavonearem e salvaguardarem os seus interesses mesquinhos e particulares.
    Se nada fizerem, os sucessivos governos continuarão a delapidar o esforço, o desempenho, o brio profissional desta classe e a qualidade da Educação em Portugal.
    ACORDEM, os professores representam a classe que congrega mais simpatia junto da sociedade. Aproveitem a vantagem em relação à classe política, pelo facto de viverem ao lado das pessoas.
    Em vez de se atirarem uns aos outros como cães raivosos, reflitam na necessidade de se unirem. Juntos teriam mais força e não haveria governo que desrespeitasse esta classe. Portugal precisa de cada um dos professores. Precisa que estejam todos unidos e que lutem pela Educação como um bem comum que deve permanecer universal e gratuito, formando pessoas capazes de desenvolver e projetar a imagem deste país além fronteiras. Os professores não estão sozinhos; os portugueses estão convosco.
    Unam-se para fazerem valer os vossos direitos e a qualidade das vossas qualificações.
    O ideal seria realizarem uma plataforma de união (onde tivesse presença a maioria dos docentes) com o objetivo de desenvolverem um movimento político, com estratégias muito concretas para o renovar da imagem de Portugal.
    Pode parecer descabido o que aqui redijo; o único objetivo é suscitar a necessidade de se unirem. Deixem-se de querelas e miudezas. A tendência é para se acentuar as dificuldades, os despedimentos avulso, a falta de respeito para com os elementos desta classe.

    • JCP on 22 de Março de 2013 at 15:02
    • Responder

    Se o Joãozinho…o Da Silva, tivesse os tomates do Bigodes, outro galo cantaria!

    • MARTEATACA on 22 de Março de 2013 at 17:26
    • Responder

    JPF: concordo consigo.
    E mais… não é a cantar a «vila morena» que vamos lá, que melhoramos a situação, que mudamos o que está errada ou que acabamos com a Injustiça que tem arrasado a Educação.
    Uns já foram dispensados e postos na prateleira, outros para lá caminham e os que ficarem não ficam em melhores lençóis. E é por isso que estamos todos no mesmo barco. ESTAMOS, então, À ESPERA DE QUÊ??? Façamos a diferença e vamos defender a EDUCAÇÃO!!!

    Já fizemos manifestações, greves, divulgamos injustiças, histórias tristes de professores passaram na tv e nada resultou ou se alterou. Mas e se as escolas no 3º periodo estiverem de cadeado à porta? Se não houver aulas? Exames? Avaliações? Será que nos ouvirão?

    • Migas on 22 de Março de 2013 at 17:46
    • Responder

    É por posts como este que o Arlindo perde a credibilidade… é vergonhoso….

    • Paulo Dias on 22 de Março de 2013 at 17:57
    • Responder

    Caro JPF, Não resisto em comentar uma sua afirmação que, tenho a certeza absoluta, se incorporasse a visão que os professores têm dos sindicatos então, estariamos todos completamente perdidos. Refiro-me naturalmente à boutade ” Os sindicatos nunca fezeram nada de concreto para defender os professores”. Podemos criticar alguma acção concreta que uma qualquer estrutura/personagem desempenhou num momento desta já longa luta desde, pelo menos, o 25 de Abril.Mas, onde estaria a classe docente se não fora a acção dessas mesmas estruturas em prol, pelo menos, da “melhoria das condições de trabaho/dignidade” de toda a classe docente. Personalizando m pouco, caso seja professor, gostaria de saber em que índice remuneratório / escalão do ECD se encontra para, com um pouco mais de rigor, elencar o contributo sindical para o dito. Se a acção sindical, tous court , não deve ser isenta de crítica,parece óbvio. Aliás, essa constitui um pouco a essência de uma estrutura representativa, democrática – a essência é a discussão interna, constante, sobre as melhor forma de defender a “classe”, no contexto do momento.Mas daqui a passar para a visão de “não serevm para nada”, “nunca fizeram nada”…etc, é uma visão que interessa a quem? aos professores não certamente. Vivemos tempos em que o interesse da classe, além da diferença de opiniões, tem de se juntar, unir, sindicalizar-se em estruturas (se não lhe agradam as que existem, criem outras…) e negociar, defender as suas ideias. Ainda, além de reconhecer utilidade na discussão “qual o tipo de sindicalismo necessário às exigências dos tempos modernos?”, pergunta para a qual a busca de uma resposta é trabalho constante nesse mundo fora (e já agora sem resposta conclusiva, tais as diferenças e complexidades colocadas pelo mundo do trablho moderno…), no entanto, tenho a certeza que a resposta não é certamente “efraquecer” as estruturas que existem…Organizações “informais”, tipo “fora a troika”, “não pagamos, não pagamos”, podem confortar momentâneamente o êgo, servem para agitar, descarregar alguma adrenalina, dizer umas coisas mas, ultrapassadas as horas das televisões, o que fica? Quem governa, mesmo que pouco intressado, conversa com quem?
    Abr,PB

      • Inês 510 on 22 de Março de 2013 at 18:16
      • Responder

      Sou professora, com licenciatura em via de ensino com estágio integrado. Há 10 anos que trabalho (quando consigo colocação é claro!), de forma precária. Estou no índice 151 e jamais irei sair dele.
      Já fui sindicalizada, deixei de pagar as cotas porque sai mais barato comprar a agenda no hipermercado.
      Tomei esta atitude e NÂO me arrependo: O SINDICATO NUNCA FEZ NADA PELOS PROFESSORES CONTRATADOS (Tenho a certeza que muitos partilham a minha opinião).

        • Ana Guedes on 22 de Março de 2013 at 22:14
        • Responder

        Sem dúvida que partilham, Inês! E o que acho mais estranho é que ainda haja professores contratados que sejam sindicalizados! Temos sido a moeda de troca e ainda andam a pagar quotas….

        • tecas on 22 de Março de 2013 at 22:20
        • Responder

        Cara colega Inês 510,
        como a compreendo! Também sou contratada há 17 anos.
        Será que esta bonificação de um ano de serviço também se aplica aos contratados colocados a mais de 80 quilómetros? Estou a ser irónica.
        Repare para a forma empenhada como os sindicatos se estão a mexer neste momento.

    • Paulo Barata on 22 de Março de 2013 at 22:23
    • Responder

    Cara Inês, Concordo com “parte” do que afirma, mas não com a solução. De facto esse é um problema que o sindicalismo (todo ele) transporta desde a sua génese, todo ele, para o qual não se encontrou uma solução – ter como cor business (como se costuma dizer) apenas os que têm emprego. Essa e uma verdade e os sindicatos, no tal sentido mais lato, ainda não conseguiram encontrar uma forma de tornar a sua acção mais visível e útil aos que não têm emprego e/ou perderam o seu. No entanto sei de experiências e práticas em alguns sidndicatos, e na área dos professores, que, certamente empurrados pela realidade (que ainda por cima cresce…) procuram, alterar essa situação. Mantendo como associados (não pagando…) professores contratados e prestando a eles toda a assistência e ajuda que a estrutura consiga suportar. Mas é óbvio que domina o axioma inicial, isto é, “os sindicatos dizem respeito a quem tem emprego”. Mas, identificando o “problema”, certamente que ajudará a encontrar soluções trazendo para dentro dos sindicatos os problemas, as questões e a sensibilidade dos que não conseguem emprego…creio que percebe a ideia. Quanto à ideia “de que os sindicatos nunca fizeram nada pelos contratados”, essa afirmação é desmentida pela realidade, pelo menos a passada. É ver o peso (e alíneas) nos diferentes ECD’s ao longo da nossa curta história que se ocupam do tema “contratados”, e tantas outras matérias em que a intervenção sindical tornou mais “fácil” a sua actividade: horários, componente lectiva /não lectiva, distribuição de cargos e exigências relativas à avaliação, melhorias salariais etc… É curto? concordo, mas renovo o desafio de trazer propostas para o interior dos sindicatos pois assim aumentam certamente as “hipóteses” de verem os seus inegáveis “direitos” reconhecidos.
    E gostaria de terminar com algo que me ocorreu mal li uma intervenção sobre o tema aqui no blog – em género de questão pergunto a quem interessa no momento estruturas sindicais frágeis e pulverizadas..? aos docentes não certamente.

    Abr, PB

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