“A mobilidade especial para os professores só deverá ser aplicada em questões extremas”
O ministro da Educação, Nuno Crato, disse esta tarde no Parlamento que está a estudar medidas para evitar que a mobilidade especial seja verdadeiramente aplicada na educação.
“A secretaria de Estado da Administração Pública iniciou negociações há poucos dias com os sindicatos com vista a discutir de que forma a mobilidade especial se iria aplicar a toda a Função Pública e imediatamente nós estudámos uma série de medidas, tendo em atenção que do nosso ponto de vista a mobilidade especial para os professores só deverá ser aplicada em questões extremas e nós podemos evitá-la”, disse o governante, voltando a lembrar que nunca disse que este regime não se aplicaria ao longo da legislatura.
Uma das medidas para evitar que os docentes vão para a bolsa de excedentários da Função Pública prende-se precisamente com a reconfiguração do mapa de quadros de zona pedagógica, com diminuição de 23 zonas para 10, o que se traduz num alargamento geográfico das áreas.
“Isto permitirá maior fluidez. Pretendemos que, havendo falha de professores num lado e excesso noutro, esse excesso possa colmatar as falhas do outro. Quanto mais espartilhado o sistema for e menos os professores se possam deslocar, mais difícil será que os professores com horário zero possam de forma plena cumprir com as suas funções”.
“Os horários zero devem ser reduzidos a zero”
O ministro Nuno Crato prosseguiu com o tema dos horários zero, dizendo que estes “devem ser reduzidos a zero”. Por dois motivos: por um lado os “professores querem trabalhar” e, por outro, por que “não faz sentido nenhum todos os contribuintes andarem a trabalhar para haver pessoas com horário zero”.
Mas também deixou claro que para acabar com estes horários zero, “não precisamos de criar e inventar coisas para ocupar os professores, precisamos de criar mobilidade no sistema para que os professores possam dar aulas”.
O governante deixou ainda números. Actualmente, existem 662 docentes com horário zero, num universo de 105 mil docentes do quadro. “Nós conseguimos que praticamente todos os professores do quadro estivessem neste momento a desempenhar funções”, salientou Crato, acrescentando que se se mantiver o ritmo de aposentações, na ordem das 3.000 ao ano, e se o sistema for fluido, “desaparecem estes 662 horários zero”.




17 comentários
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Só tenho pena é que com tantas perguntas que fazem ao Crato, ninguém lhe questione sobre porque não põe um calendário na página do MEC com as datas prováveis de Resultados Definitivos do Con. Extraordinário; Concurso Nacional, etc coisas que interessam a muitos professores!
Parece que Crato também se está a esquecer que são muito mais que 662, os professores com horário zero se não se criarem e inventarem coisas, tal como neste ano letivo, coisas essas que serviram para repescar muitos professores ou para não os mandar a concurso de mobilidade interna. Na minha escola aconteceu com vários professores de EVT, entre outros.
Uma pergunta ao Ministro se ele diz e passo a citar :
“Nós conseguimos que praticamente todos os professores do quadro estivessem neste momento a desempenhar funções”, salientou Crato, acrescentando que se se mantiver o ritmo de aposentações, na ordem das 3.000 ao ano, e se o sistema for fluido, “desaparecem estes 662 horários zero”. Se é assim porquê criar as 10 Regiõees. Será que esta é a melhor solução ? não seria preferível deslocar os docentes para outros ministérios onde existe falatd e profissionais ? o senhor minsitro sabe os custos directos e indirectos dessa medida ? já alguém do ministério pensou nisso ? O que sinto são medidas a vulso sem pensar nas consequências. ´ Os ordenados a descerem e o Ministério a obrigar os professores a pagarem nova habitação, a “pagarem para trabalhar”.
Isto é a morte da profissão … agradecemos o contributo do Minsitro Crato.
Cara Maria…não sei se já se deu conta, mas é isso mesmo que tem vindo a acontecer com os contratados e não há mt gente preocupada.
Às vezes revoltam-me este tipo de comentários. São diversas as vezes que os associo ao nºde profs nas ultimas duas manifestações. Só tiveram o impacto k tiveram pk mexeram no bolso dos mais velhos pk s fosse questões dos contratados ninguem queria saber.
Como dizem os miudos “tenho dito”
Muito simples, Maria: gestão de recursos humanos e financeiros. Mobilizar professores de onde não são preciso s para onde há carência. Quantos mais QZP e horários-zero, melhor. É tudo “carne para canhão”. São pagos, não são? se não conseguem ficar onde querem, estar em casa sem fazer nada a ganhar o ordenado não é uma opção. Portanto, aqui tem todas as respostas que precisa.
PARA O ARLINDO, UM DOS DIRIGENTES DA FNE:
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Greve total, imediata e por tempo totalmente indeterminado… penso ser o MÍNIMO. Os Professores contratados estão já com as suas vidas, quer pessoais, quer profissionais, completamente aniquiladas…
Agora querem fazer o mesmo aos Professores “efectivos”…
A Educação Pública está já claramente agonizante…
Foi pena não se ter feito, atempadamente, como medida preventiva, uma greve de zelo por tempo indeterminado… agora nada mais resta que uma IMEDIATA greve total por tempo totalmente indeterminado. Afinal já nada resta perder…
É agora, ou nunca. Já não há escolha possível…
O problema é a classe não ser unida… de resto concordo consigo
De acordo, Alberto. Mas só meia dúzia é que aderia, e esse é o problema. Sim, porque isto já não vai lá com manifs e tretas. É mesmo deixar o país sem escolas semanas a fio, se for preciso. Contem comigo.
Para Maria:
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É a aniquilação definitiva da Escola Pública e de quem nela trabalha.
Por consequência, é uma machadada imensa num dos pilares que sustentam um país, o da Educação.
Outro dos pilares, o das Forças Armadas, pelos vistos limita-se a escrever cartas…
Será que nem perante a aniquilação as pessoas reagem?! Será possível que este povo tenha chegado a isto?…
Para Alberto:
O povo chegou a isto por força da crise. A verdade é que estar semanas sem trabalhar implicaria que as pessoas tivessem poupanças a que recorrer, coisa que não têm neste momento…
Para Maria:
É verdade, mas também é verdade que os “sindicatos” já receberam muitos milhões de cotas… estará na altura de contribuirem com parte desses muitos largos milhões, para pagar os ordenados… Ingénuo, pois… onde já estará esse dinheiro…
Em lugar de “cotas” leia-se “quotas”.
Descobri que o Arlindo é da FNE!!!!!Que desilusão!!!!!Minha!!!!!
Concordo… e que estes colegas tenham que concorrer para onde haja horário. Acho muito simples! Trazer de onde estão para onde fazem falta… Não é isso que contratados e QZP fazem? Deslocam-se para onde são necessários.
Para Alberto:
Estou absolutamente de acordo. Garanto-lhe que se isso funcionasse assim, havia muito mais gente sindicalizada. Eu incluída.
Só queria informar a Maria que sou horario zero e nao estou em casa sem fazer nada. Trabalho 5 a 6 horas diarias a dar apoio aos alunos. Tenho 18 anos de serviço, tambem ja fui contratada. Continuamos a estar uns contra os outros. A nossa classe não é unida, nem os nossos sindicatos…
Nela, a visão que dei é a do Ministério, não é a minha, pode acreditar. Sei perfeitamente que os colegas de horário-zero trabalham e não estou contra ninguém. Espero sinceramente que tenha muita sorte.