Eu sou um desses professores… tenho colegas abaixo de mim mais de 400 lugares que foram reconduzidos em escolas para onde concorri… E eu fiquei a ver navios!
Resta-me a esperar pelas bolsas de recrutamento, cuja data, nem sequer se dignam a confirmar.
Se acabarem de uma vez por todas com as renovações de contrato de professores com muito menos graduação que os que têm 10 anos ou mais de serviço, pode ser que o número diminua… Estou farta de ver pessoas com menos graduação e sem qualquer critério pedagógico válido com o rabinho bem sentado na mesma escola/ agrupamento por 4 anos e, como este ano, renovados por diferentes agrupamentos (estou a falar do Agrupamento António Sérgio que ficou lotado por professores do quadro e a direção fez a gentileza aos professores contratados de os “passar” para o recém-agrupamento Gama Barros. Viva o tacho!!!!
Ter 10 ou mais anos não deve ser sinónimo de garantia nenhuma. Faça-se as coisas pela graduação e concurso e não pelo tempo de licenciatura… Quando ouço que tem x anos a dar aulas isso revolta-me até porque há pessoas com 5 anos que podem eventualmente ter mais graduação que essas com 10 anos ou mais. Se é por justiça esqueçam os anos de leccionar e concentrem-se na graduação
Em parte concordo com o Luis, pois as licenciaturas antigas não dão melhores professores. Há gente muito nova com melhor formação e todos os níveis. Mas temos que estar atentos a pessoas muito mal posicionadas nas listas de graduação, que vão vendo o seu contrato renovado , e outras muito melhor graduadas ficam de fora. O critério da graduação devia ser respeitado e as renovações só deveriam acontecer se não houvesse outras pessoas melhor graduadas para ocupar o lugar. Os concursos dão trabalho mas é a forma mais justa de recrutar professores.
o pior tem sido um acumular de injustiças…já não há nada a fazer.
injustiça grande é ainda a contagem de tempo de serviço ser diferente antes e depois da profissionalizaçao .,sendo o trabalho o mesmo e desempenhado pelos mesmos,isto é vergonhoso.
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ana isabel aires almeida on 7 de Setembro de 2012 at 15:55
Arlindo há previsões para a 1ª. bolsa? Por favor continue a informar-nos como tem feito sempre. Como muitas vezes disse, não há palavras suficientes para mostrar o agradecimento pelo seu trabalho desenvolvido em prol de outros.
Muito obrigada
Não esquecer também que pelo menos metade dos colocados com mais de 10 ou 15 anos de serviço terem ficado com horários de 8, 10 ou 12 horas, mesmo tendo concorrido a mais do que aos 2 qzp obrigatórios.
Conclusão: perdem tempo de serviço, perderam o direito ao subsídio de desemprego (mesmo parcial); o vencimento é inferior ao que teriam desempregados; saíram da bolsa de recrutamento e no próximo ano vão ficar no desemprego a ganhar uma miséria.
Foi opção, como dirão muitos? FOI. Tal como foi a opção de muitos estarem desempregados por não terem concorrido a esses horários. Isto é só para lembrar que muitas das colocações não são colocações dignas de quem já trabalha há anos no sistema.
colegas, peço desculpa mas porque é que concorreram a horários tão pequenos??!! isso nunca se faz…vão ganhar uma miséria, não podem pedir o subsídio parcial e vão ter dificuldade em acumular com outra escola Teria sido melhor, esperarem pelas bolsas ou candidatarem-se a poucas horas mas em OE…sempre recebiam o sub. parcial….Bem, espero que tenham sorte.
Neste momento tenho a sensação de caos por todo lado… apoio os colegas que tem mais de dez anos de serviço que devam entrar para o quadro mas por outro lado vejo, por exemplo,imensos professores do grupo 240 com horário zero ou com horários minimos praticamente em todas as escolas (lembro que muitos foram “repescados” para darem AEC).
É necessário haver um concurso em 2013 onde os professores possam concorrer de forma a ficarem colocados conforme as vagas dísponíveis.
Refiro que só volta haver mais horários quando as turmas tiverem um máximo de 22 alunos….portanto a única via é o exercício de uma forte cidadania (e a pensar em quem votar nas próximas eleições).
Eu sou do grupo 530 (Educação Tecnológica do 3º ciclo) com mais de 11 anos de serviço e também não fui colocada. Espero que os sindicatos, na negociação dos critérios de vinculação extraordinária, tenham em conta os professores dos grupos 530 e 240 que, ao fim de muitos anos de serviço, só não foram colocados devido a esta injusta revisão da estrutura curricular feita em “cima do joelho”. Vamos lutar pela suspensão desta revisão da estrutura curricular!
Não concordo com o Luís. Pois todos bem sabemos que há faculdades, institutos, politécnicos, etc e tal que inflacionam bem as classificações dos alunos.
Se forem por aí, o pessoal da Faculdade do Porto sai bem penalizado.
Já os da Universidade do Minho, Utad , Piaget e afins… são bem beneficiados. Expresso-me com conhecimento de causa.
O único fator a ter em conta deveria ser o tempo de serviço.
O tempo de serviço deve contar, os anos de experiência vão aperfeiçoando o professor sejam eles de Institutos, faculdades, politécnicos. Podem ter grandes médias mas quando chegam ao terreno não têm experiência. Já fui colega de vários profissionais formados em faculdades de “nome” e não valiam um chavo!
Caros professores, talvez esteja na hora de usar a bomba atómica!! Ir para a escola entreter criancinhas é o que já nos mandam fazer na escola. Na minha escola desapareceu a figura das aulas de substitruição, agora vamos ficar armazenados na biblioteca à espera que algum colega falte. Se tal acontecer, Temos que entreter as criancinhas, não com atividades relacionadas com as disciplinas, mas com brincadeiras, tipo auxiliar no recreio. Ficamos a ver as crianças a brincar no pátio da escola.
Sabem o que é a bomba atómica em que todos pensamos mas ninguem tem coragem de dizer? Estar na sala de aula com os alunos e não dar qualquer matéria, dia após dia. Isto sim alertaria os pais. Talvez apareça por aí alguns colegas muito preocupados com a imagem do professor, com a ética, tudo treta!! A nossa imagem nunca esteve tão desgastada e ridicularizada pelos pais e comentadores. Só assim mostraríamos a nossa força!! De que estamos á espera!! Deste modo também não nos vinham ao bolso, ao contrário das greves normais que só servem para encher os cofres do estado. Pensem nesta hipótese, é o última arma que temos!!
A acontecer, que seja pelo tempo de serviço. Pois Claro.
Vamos agora andar a levar com graduações Piaget e afins. E os meninos(as) que andam a dar aulas à cinco anos, sentem-se no direito de tirar o lugar a quem trabalha à 10, 11, ou 12? Está bonito.
A graduação que eu tenho é fruto exclusivo do meu trabalho e dedicação durante o curso.
Nada me foi dado de mão beijada, nem o curso, o qual paguei na íntegra com trabalhos em part-time, nem as notas que foram todas resultado da minha dedicação ao curso.
Se em algumas escolas superiores se “compra” o curso, isso é lá com esses que praticam esses falcatruas.
Agora tenham em conta que nem toda os colegas obtém a graduação que tem à custa dessas mesmas falcatruas.
Há quem estude e ame o que estudou e faz, independentemente do tempo de serviço que for.
Não é a atacar-nos uns aos outros que isto vai mudar, muito pelo contrário.
Por isso não se deve tomar a parte pelo todo.
Apesar de ter 5 anos de serviço não me sinto no direito de tomar o lugar de ninguém, expresso sim o meu desejo que cada um tome o lugar que lhe é devido, tendo em conta as regras do concurso.
Se estas situações acontecem é porque as regras do concurso não são claras.
Vamos continuar a atacar-nos e o ministro já se apercebeu que a contestação não vai existir por isto mesmo, porque nos estamos a contestar uns aos outros e não a este modelo de concursos que está errado não de hoje, mas sim de há anos.
O poder está no voto, nós é que ainda não nos fazemos valer desse instrumento com a força que ele realmente tem.
É por comentários como os que aqui se vêm, o meu umbigo é melhor que o umbigo do vizinho, que o MEC mantém mão de obra altamente especializada, quer por via dos diplomas obtidos, quer por via da experiência, na precariedade. E com isto me calo.
de facto ha faculdades e faculdades…todos sabemos…e há faculdades e escolas de educação e neste caso leva a que os professores respectvivos lecionem a níveis diferentes… a não ser no reboliço das renovações/prof de quadro em que se baralha tudo para se ter horário…e depois temos profeesores das ESE a dar disciplinas do 3º ciclo e professores de uma disciplina a dar outra…
enfim, so queria acrescentar uma coisa…e os maus professores que aqui andam ha mais de 10, 15, 20 anos? e os excelentes professores que sairam o ano passado da faculdade?
nunca vai ser justo o critério de vinculação, se é que algum dia isso vai acontecer, esperemos que escolham o menos mau.
26 comentários
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Eu sou um desses professores… tenho colegas abaixo de mim mais de 400 lugares que foram reconduzidos em escolas para onde concorri… E eu fiquei a ver navios!
Resta-me a esperar pelas bolsas de recrutamento, cuja data, nem sequer se dignam a confirmar.
Se acabarem de uma vez por todas com as renovações de contrato de professores com muito menos graduação que os que têm 10 anos ou mais de serviço, pode ser que o número diminua… Estou farta de ver pessoas com menos graduação e sem qualquer critério pedagógico válido com o rabinho bem sentado na mesma escola/ agrupamento por 4 anos e, como este ano, renovados por diferentes agrupamentos (estou a falar do Agrupamento António Sérgio que ficou lotado por professores do quadro e a direção fez a gentileza aos professores contratados de os “passar” para o recém-agrupamento Gama Barros. Viva o tacho!!!!
é assim a automia
gostamos de ter sorte
continuamos a olhar só para o umbigo.
não há nada a fazer…só aguentar,quem for capaz.
Ter 10 ou mais anos não deve ser sinónimo de garantia nenhuma. Faça-se as coisas pela graduação e concurso e não pelo tempo de licenciatura… Quando ouço que tem x anos a dar aulas isso revolta-me até porque há pessoas com 5 anos que podem eventualmente ter mais graduação que essas com 10 anos ou mais. Se é por justiça esqueçam os anos de leccionar e concentrem-se na graduação
Apoiado
Concordo completamente com o Luís.
Eu tenho 5 anos de serviço e 21,001 de graduação e não fiquei colocada.
apoiado
Em parte concordo com o Luis, pois as licenciaturas antigas não dão melhores professores. Há gente muito nova com melhor formação e todos os níveis. Mas temos que estar atentos a pessoas muito mal posicionadas nas listas de graduação, que vão vendo o seu contrato renovado , e outras muito melhor graduadas ficam de fora. O critério da graduação devia ser respeitado e as renovações só deveriam acontecer se não houvesse outras pessoas melhor graduadas para ocupar o lugar. Os concursos dão trabalho mas é a forma mais justa de recrutar professores.
Renovações nunca. Há grupos com muitos Dacl e com renovações. Cabe na cabeça de alguém?
o pior tem sido um acumular de injustiças…já não há nada a fazer.
injustiça grande é ainda a contagem de tempo de serviço ser diferente antes e depois da profissionalizaçao .,sendo o trabalho o mesmo e desempenhado pelos mesmos,isto é vergonhoso.
Arlindo há previsões para a 1ª. bolsa? Por favor continue a informar-nos como tem feito sempre. Como muitas vezes disse, não há palavras suficientes para mostrar o agradecimento pelo seu trabalho desenvolvido em prol de outros.
Muito obrigada
Não esquecer também que pelo menos metade dos colocados com mais de 10 ou 15 anos de serviço terem ficado com horários de 8, 10 ou 12 horas, mesmo tendo concorrido a mais do que aos 2 qzp obrigatórios.
Conclusão: perdem tempo de serviço, perderam o direito ao subsídio de desemprego (mesmo parcial); o vencimento é inferior ao que teriam desempregados; saíram da bolsa de recrutamento e no próximo ano vão ficar no desemprego a ganhar uma miséria.
Foi opção, como dirão muitos? FOI. Tal como foi a opção de muitos estarem desempregados por não terem concorrido a esses horários. Isto é só para lembrar que muitas das colocações não são colocações dignas de quem já trabalha há anos no sistema.
sandra s….acabaste de descrever o meu caso! Fiquei com 9 horas qd isto NUNCA me tinha acontecido desde o ano em que comecei 1998!
colegas, peço desculpa mas porque é que concorreram a horários tão pequenos??!! isso nunca se faz…vão ganhar uma miséria, não podem pedir o subsídio parcial e vão ter dificuldade em acumular com outra escola Teria sido melhor, esperarem pelas bolsas ou candidatarem-se a poucas horas mas em OE…sempre recebiam o sub. parcial….Bem, espero que tenham sorte.
Neste momento tenho a sensação de caos por todo lado… apoio os colegas que tem mais de dez anos de serviço que devam entrar para o quadro mas por outro lado vejo, por exemplo,imensos professores do grupo 240 com horário zero ou com horários minimos praticamente em todas as escolas (lembro que muitos foram “repescados” para darem AEC).
É necessário haver um concurso em 2013 onde os professores possam concorrer de forma a ficarem colocados conforme as vagas dísponíveis.
Refiro que só volta haver mais horários quando as turmas tiverem um máximo de 22 alunos….portanto a única via é o exercício de uma forte cidadania (e a pensar em quem votar nas próximas eleições).
Revejo-me nas suas palavras Alberto… eu sou do grupo 240 e não há colocação à vista.
Eu sou do grupo 530 (Educação Tecnológica do 3º ciclo) com mais de 11 anos de serviço e também não fui colocada. Espero que os sindicatos, na negociação dos critérios de vinculação extraordinária, tenham em conta os professores dos grupos 530 e 240 que, ao fim de muitos anos de serviço, só não foram colocados devido a esta injusta revisão da estrutura curricular feita em “cima do joelho”. Vamos lutar pela suspensão desta revisão da estrutura curricular!
Não concordo com o Luís. Pois todos bem sabemos que há faculdades, institutos, politécnicos, etc e tal que inflacionam bem as classificações dos alunos.
Se forem por aí, o pessoal da Faculdade do Porto sai bem penalizado.
Já os da Universidade do Minho, Utad , Piaget e afins… são bem beneficiados. Expresso-me com conhecimento de causa.
O único fator a ter em conta deveria ser o tempo de serviço.
O tempo de serviço deve contar, os anos de experiência vão aperfeiçoando o professor sejam eles de Institutos, faculdades, politécnicos. Podem ter grandes médias mas quando chegam ao terreno não têm experiência. Já fui colega de vários profissionais formados em faculdades de “nome” e não valiam um chavo!
Caros professores, talvez esteja na hora de usar a bomba atómica!! Ir para a escola entreter criancinhas é o que já nos mandam fazer na escola. Na minha escola desapareceu a figura das aulas de substitruição, agora vamos ficar armazenados na biblioteca à espera que algum colega falte. Se tal acontecer, Temos que entreter as criancinhas, não com atividades relacionadas com as disciplinas, mas com brincadeiras, tipo auxiliar no recreio. Ficamos a ver as crianças a brincar no pátio da escola.
Sabem o que é a bomba atómica em que todos pensamos mas ninguem tem coragem de dizer? Estar na sala de aula com os alunos e não dar qualquer matéria, dia após dia. Isto sim alertaria os pais. Talvez apareça por aí alguns colegas muito preocupados com a imagem do professor, com a ética, tudo treta!! A nossa imagem nunca esteve tão desgastada e ridicularizada pelos pais e comentadores. Só assim mostraríamos a nossa força!! De que estamos á espera!! Deste modo também não nos vinham ao bolso, ao contrário das greves normais que só servem para encher os cofres do estado. Pensem nesta hipótese, é o última arma que temos!!
A acontecer, que seja pelo tempo de serviço. Pois Claro.
Vamos agora andar a levar com graduações Piaget e afins. E os meninos(as) que andam a dar aulas à cinco anos, sentem-se no direito de tirar o lugar a quem trabalha à 10, 11, ou 12? Está bonito.
A graduação que eu tenho é fruto exclusivo do meu trabalho e dedicação durante o curso.
Nada me foi dado de mão beijada, nem o curso, o qual paguei na íntegra com trabalhos em part-time, nem as notas que foram todas resultado da minha dedicação ao curso.
Se em algumas escolas superiores se “compra” o curso, isso é lá com esses que praticam esses falcatruas.
Agora tenham em conta que nem toda os colegas obtém a graduação que tem à custa dessas mesmas falcatruas.
Há quem estude e ame o que estudou e faz, independentemente do tempo de serviço que for.
Não é a atacar-nos uns aos outros que isto vai mudar, muito pelo contrário.
Por isso não se deve tomar a parte pelo todo.
Apesar de ter 5 anos de serviço não me sinto no direito de tomar o lugar de ninguém, expresso sim o meu desejo que cada um tome o lugar que lhe é devido, tendo em conta as regras do concurso.
Se estas situações acontecem é porque as regras do concurso não são claras.
Vamos continuar a atacar-nos e o ministro já se apercebeu que a contestação não vai existir por isto mesmo, porque nos estamos a contestar uns aos outros e não a este modelo de concursos que está errado não de hoje, mas sim de há anos.
O poder está no voto, nós é que ainda não nos fazemos valer desse instrumento com a força que ele realmente tem.
É por comentários como os que aqui se vêm, o meu umbigo é melhor que o umbigo do vizinho, que o MEC mantém mão de obra altamente especializada, quer por via dos diplomas obtidos, quer por via da experiência, na precariedade. E com isto me calo.
de facto ha faculdades e faculdades…todos sabemos…e há faculdades e escolas de educação e neste caso leva a que os professores respectvivos lecionem a níveis diferentes… a não ser no reboliço das renovações/prof de quadro em que se baralha tudo para se ter horário…e depois temos profeesores das ESE a dar disciplinas do 3º ciclo e professores de uma disciplina a dar outra…
enfim, so queria acrescentar uma coisa…e os maus professores que aqui andam ha mais de 10, 15, 20 anos? e os excelentes professores que sairam o ano passado da faculdade?
nunca vai ser justo o critério de vinculação, se é que algum dia isso vai acontecer, esperemos que escolham o menos mau.
Parabéns Teresa Morais pelo seu comentário. Assertividade, precisa-se!