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Reflexão Sobre a Marcha de 14 de Janeiro

Estive ontem, na marcha pela educação, em Lisboa. Também estive em 2008. Tal como estive, em 2013, no Porto (contra a TROIKA).
Foi uma manifestação bonita, emocionante. Um mar de gente, de todo o país.
Enquanto íamos percorrendo a A1 percebíamos que os autocarros cheios de professores eram às centenas. Vimos também muitos automóveis com cartazes (provavelmente professores que já não conseguiram lugar nos autocarros.
Mas esta manifestação foi, efetivamente, diferente de todas as outras.
Os professores não foram agentes passivos. Fomos nós que, em cada escola, organizamos a ida a Lisboa. Contratamos os autocarros e pagamos a viagem. E foi assim em todas as escolas, em todo o país.
Esta manifestação foi organizada pela base da pirâmide. Os sindicatos tiveram de vir atrás dos professores.
Vi também vários diretores de agrupamentos na manifestação, acompanhados pelas suas equipas. Sim, porque os diretores também são professores.
Na manifestação, não se viam bandeiras de sindicatos, viam-se cartazes feitos em casa, onde se expressavam os sentimentos dos professores. Muitos bem originais: Um que dizia “sou escuteiro a sério”, outro com “Não vamos parar, habituem-se”, são só dois exemplos.
A manifestação de ontem foi o culminar da expressão do sentimento que se vive nas salas de professores das escolas. Um sentimento de indignação em relação ao que se vai passando no país, de revolta pelo desprezo com que somos tratados pela tutela. Mas, desta vez, os professores não se conformam, não se resignam.
E quanto mais o ministro riposta, mais fortes e unidos estamos.
Tinha uma enorme consideração pelo Doutor João Costa. Estive em muitas reuniões com ele enquanto secretário de estado (enquanto fui diretora de um agrupamento). Achava que ele é que devia ser o Ministro. Fiquei feliz quando passou a sê-lo. Mandei-lhe, inclusivamente, uma mensagem a congratulá-lo.
Mas, tem sido uma deceção.
Foi preciso os professores estarem em greve à quase um mês para ele marcar uma reunião.
Onde está a proximidade e a compreensão com os docentes?
No tempo da pandemia eram só agradecimentos aos professores, que revolucionaram a escola (e as suas vidas) para chegar a casa de todos os alunos e não deixar ninguém para trás. Onde está esse reconhecimento?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando manda parar os autocarros para lhes revistar as mochilas? Somos professores, não somos arruaceiros. Na bagagem levávamos o desânimo e desalento pela forma como temos sido tratados, bem como alguma esperança pela mudança… e umas sandes.
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando questiona a legalidade da greve? O 25 de abril deu-nos esse direito inquestionável. Só se fala nesse assunto agora, porque a greve dos professores está a fazer mossa.
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando na Madeira e nos Açores o tempo de serviço foi integralmente contabilizado para efeitos de progressão na carreira e no continente não foi?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores não eliminando as vagas de acesso ao 5º e 7º escalões?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores enquanto os concursos de professores não forem feitos apenas pela graduação profissional, eliminando de vez as prioridades?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores enquanto a Mobilidade por Doença for feita nos moldes em que foi este ano letivo?
A redução da dimensão dos QZP é apenas a ponta do icebergue. Estamos a lutar por muito mais do que isso. No entanto, parece que a tutela não quer ver isso. Parece estar em negação.
Deve ser assim que se sentem os condutores que vão em contramão nas autoestradas. Pela sua perceção só eles é que estão certos e todos os outros estão errados. É isto. É um erro de perceção.
A democracia começa na escola. Não há escola sem professores.
Vamos lutar pela democracia.
Escrevi mais do que o que tencionava, mas o texto foi fluindo. Há dias assim.
Sílvia Marques
Professora de Matemática

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A Ler As 3 Linhas de Acção do Ministro João Costa nO Meu Quintal

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Domingo – O Meu Quintal

 

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60% Dos Inquiridos No Barómetro Da Intercampus Dizem Compreender Os Argumentos Da Classe Docente Para A Paralisação

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Mais de metade concorda com greve de professores – Educação – Jornal de Negócios

 

 

 

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Os professores – Teresa Côrte Real

Pode ser que seja desta. Pode ser que o pais perceba que grande parte do que nos sobressalta e que impede a equidade e  crescimento presente e futuro reside aqui. No Educar.

Os professores

Ponto prévio: fui professora no ensino privado durante 22 anos e dois dos meus filhos foram alunos de duas escolas públicas. Sei o que é por isso poder escolher. Eu e eles tivemos esse privilégio. Que muitos, cada vez mais, não têm. Uma escola que seja Escola. E é também por esses ou para eles que está crónica vai.

Não me vou alongar nas reivindicações dos professores nem no que levou a esta grave. São mais do que conhecidas. Resumem-se numa palavra: dignidade. De ensinar e do aprender. Muito além do tempo de serviço, da instabilidade, do valor monetário recebido há o não reconhecimento da sociedade toda pelo esforço e empenho tantas e tantas vozes ignorado e estruturante para o bem estar e o desenvolvimento de gerações de portugueses. Porque um professor de verdade é muito mais do que o que debita dados científicos, as regras da gramática ou mostra que juntando azul e amarelo se chega ao verde com que se pinta um desenho. É quem, em conjunto com a família, tem a responsabilidade (e a maravilha) de transmitir a cada uma das crianças e jovens que por ele passa o espanto da descoberta, o porquê das coisas, a curiosidade que leva a saber mais. O querer aprender e não se ficar pelo que lhe é dado. Quem promove o salto da tal alavanca social que a Escola, no seu todo, tem que ser. Quem não deixa para trás os que, pelas circunstâncias sociais em que nasceram ou cresceram, menos hipóteses terão de aprender e de se superar. A tal promoção da excelência e de impulsionar saber, a Escola Pública que o Estado constitucionalmente está obrigado a defender. E há tantos, tão bons exemplos disso mesmo.

Só que, e ao contrário de outros países como os do Norte da Europa, este papel tem vindo a ser, década após década, mais desvalorizado e reduzido. Polarizada a questão, reduzida aos Mários Nogueiras que também a ajudaram a destruir. Sufocada por critérios programáticos carregados de ideologia e por uma infindável burocracia que afastam os vários intervenientes. Que não tem em conta a estabilidade de alunos e professores, tão essencial ao sucesso da missão. E que cada vez mais aprofunda o fosso entre uns e outros. Os que podem escolher e/ou a quem são dadas condições para exercer aquela que é muito mais do que uma profissão e quem não os tem. Não se pode pregar a inclusão e depois não investir no que está na sua base.

Pode ser que seja desta, com um protesto cada vez mais transversal que o país acorde para o que se passa há muito na Educação  Portugal. Que se sente à mesa da negociação quem de facto é Professor e não apenas quem disso faz carreira. Pode ser que o pais perceba que grande parte do que nos sobressalta e que impede a equidade e  crescimento presente e futuro reside aqui. No Educar. Pode ser

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Há muito que não se via uma manifestação de professores com tanta gente

Há muito que não se via uma manifestação de professores com tanta gente como a de este sábado. Segundo o sindicato que convocou o protesto, foram cerca de 100 mil profissionais do setor da educação contra o Governo e em defesa da escola pública. Exigem que sejam contados todos os anos da carreira e pedem a demissão do ministro da Educação.

A manifestação dos 120 mil professores foi a maior de sempre, decorria o ano de 2008. Quase 15 anos depois, não chegam a tantos, mas o Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) aponta para quase 100 mil participantes.

Saiba mais aqui

 

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As Minhas Previsões na Sexta 13

Dificilmente erro nos números e conto que amanhã o número de manifestantes ande mais perto da centena de milhar, do que da meia centena de milhar.

 

E pelos vistos aconteceu.

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Com a classe ao rubro, luta dos professores está para lavar e durar

Sondagem revela que maioria dos portugueses está com os professores. A partir desta segunda-feira, a Fenprof entra na onda de greves que tem levado ao encerramento de centenas de escolas.

Com a classe ao rubro, luta dos professores está para lavar e durar

 

 

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“Este ministro da Educação é um artista que julga que os outros são uns mentecaptos que não sabem ler nem escrever”: Santana Castilho

 

 

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O PULSAR DOCENTE – Carlos Almeida

 

Carta de Direitos/Tempos de Conquista

O pensar e o sentir dos   educadores e professores portugueses é de mágoa, revolta, reivindicação e conquista de direitos perdidos do ECD (Estatuto da Carreira Docente) e tempo de serviço que trabalhamos e descontamos para a Caixa Geral de Aposentações/Segurança Social, congelado e “roubado” para progressão pelo ME (Ministério da Educação). O consulado dos governos Sócrates e seguintes humilharam e vilipendiaram a classe docente com danos “terroristas” irreparáveis à imagem e autoridade dos professores. Dizemos não à degradação e   contínua destruição da carreira docente defraudada. O ME está em estado de   negação. O sentimento de traição da tutela lateja desde 2005, desde Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues (“Não era grave perder os professores”), passando pelo Passismo/Cratismo (“Havia professores a mais”). Tiago Brandão    Rodrigues foi uma nulidade para esquecer. João costa tem a oportunidade de, em parceria com os professores, fazermos história. Durante a Covid-19, o desempenho dos professores foi de adaptação, resiliência e excelência.  Até ao presente, o autismo, a arrogância, o autoritarismo e a prepotência, levaram à perda de confiança política e conduziu à rutura ME/Professorado. Haja memória e gratidão.              

 Obrigado professores. Bem hajam.

Carlos Calixto

Respeito!

Premeditadamente, este artigo de opinião é politicamente incorreto, é incómodo porque diz verdades que denunciam mentiras e maldades tutelares.  Queremos abanar consciências. Exigimos reconhecimento, ser valorizados e pagos de acordo com as responsabilidades que desempenhamos na formação da pessoa humana dos alunos. Muito mais que cansados e merecedores, estamos exaustos e fartos de ser tratados como “espúrios bastardos”; temos direitos e o direito legal ao que é nosso. O Estatuto da Carreira Docente tem sofrido alterações aberrantes que o desvirtuam, desfiguram e tornam uma caricatura do que já foi em tempos. Do tempo em que comecei a trabalhar e era feliz como professor.  Inn illo tempore.

Os governos não têm cumprido o “contrato”. Tenho mais de 30 anos de docência e não vou chegar ao topo da carreira, (apesar de me ter saído a lotaria com o único Excelente a que a minha escola tinha direito), assim como uma grande maioria dos colegas. O ME não se tem comportado como pessoa de bem e de boa fé. Temos trabalhado com regras de jogo sujo, viciadas, que mudam sempre para pior, consoante dá jeito aos governos. Ao longo da longa carreira vamos ser “roubados” no tempo de serviço, nas progressões, na carreira, nos ordenados e na pensão de reforma.  Empobrecimento garantido. Contrapartidas nada. É obrigatório e de justiça haver formas de compensação. Perante os últimos escândalos, é gritante a desconsideração, (vide casos TAP, indemnizações milionárias, remodelações governamentais, alegados casos de corrupção que se multiplicam, o partidarismo, o amiguismo, o nepotismo e o caciquismo), paulatinamente assistimos a um gradual ambiente de degradação política e a um lento “apodrecimento do regime democrático”.

Adensa-se a destruição da escola pública. O calvário dos professores não tem fim por causa da burocracia insane do “sucesso virtual”, medidas ad hoc e números martelados para a estatística, rácios e indicadores de um sucesso educativo “de faz de conta”, enganador para pais e alunos. Os professores   sentem-se mal por obrigados, participarem nesta “farsa”. Haja coragem política e acabe-se por Decreto com a avaliação sumativa/exames e passe a haver apenas avaliação formativa. Saia o Decreto. Façamos a assumpção de que há alunos que pura e simplesmente não querem nem tão pouco estão para aí virados, estudar. Deixe o professor de ser o bode expiatório do sistema.                  Os professores estão em sofrimento. Os pais tenham mão nos filhos.                       A tutela articule com a docência e não contra a docência. Diretores e Inspeção idem aspas. É urgente e imperativo mimar os professores.

Castigar os professores com burocracia (sonegando tempo precioso de preparação de aulas), actas Golias com mais de 40 páginas, grelhas, relatórios, testes, perfis e assinalamentos, apoios, planos de aulas de substituição, planos de recuperação, medidas de inclusão: universais, selectivas e adicionais, definidas e implementadas com base nas evidências, em função das necessidades educativas dos alunos, rumo ao sucesso educativo garantido. Mais o trabalho com a psicóloga. Mais o trabalho com a equipa da CPCJ. Mais trabalhos. Mais planificações e reuniões. E os professores dizem que a escola vai de mal a pior e que os alunos pouco aprendem. Que saudades de dar aulas.

O problema é bem mais fundo do que a informação veiculada pela comunicação social. A classe há vários anos que é desconsiderada pelo poder político, subinvestimento e desinvestimento na escola pública e no professorado. Passar, ter aproveitamento, dá menos despesa ao erário público que reter, reprovar. O preço a pagar no futuro vai ser muito superior, sendo que a escola não pode pactuar com a formação de “analfabetos funcionais”.

Donde, estudar, o estudo não se compadece com “educar para a felicidade”, (escola de Paulo Freire), facilidades, facilitismos e motivação avulsa de kahoots e quizzes. Testes de exames do IAVE, de cruzinha/escolha múltipla, (mais intuitivos o tanas).  Apetecia-me escrever português vernáculo, não posso, mas posso dizer que há alunos que já não sabem escrever à mão, articular as ideias estruturadas num texto, perde-se a escrita cursiva, a motricidade fina, o raciocínio crítico, análise, síntese, argumentação, contraditório. Ganha-se dedos bem treinados e olhos muito bem castigados pelo excesso de luz azul. Criticar o “debitar matéria” e conhecimento dos professores mais experientes e conservadores e menos modernaços é ver a Educação de “patas para o ar”. Estudar é saber, trabalho e exigência. O acto pedagógico de ensinar e educar consiste na partilha do saber professor-aluno. Nem as ferramentas telemáticas/digitais são o “Santo Graal” milagreiro, nem o papel é pecado no processo de ensino-aprendizagem. O ponto de equilíbrio q.b. de todas as ferramentas pedagógico-didácticas, (sem os fundamentalismos álcoolizantes de certas mentes), são a solução/método do critério consciente da abordagem professoral per si do sucesso educativo, na relação humana íntima e única professor-educando, no caminho da construção da pessoa humana do aluno. O caminho faz-se caminhando lado a lado na gradual autonomia, emancipação e responsabilidade pelo outro.

“As raízes da Educação são amargas, mas o fruto é doce”. Aristóteles

“Sucesso não é sobre o resultado final, é sobre o que você aprende no caminho”. Vera Wang

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. Cora Coralina

“É no problema da Educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Immanuel Kant

“Eles ensinaram-me mal, mas eu lixei-os que aprendi bem”. M.F. Patrício

Num universo paralelo, num mundo invertido, radical e moderno, com o argumentum ad nauseam do ultra/mega sucesso educativo (…) e por que não o Reiki, meditação reikiana, transferência de energia, alinhar chakras, promover o equilíbrio energético e manter o bem-estar físico e mental em harmonia. Talvez assim ajudasse a melhorar/resolver o processo/resultados de ensino-aprendizagem. O “chato da coisa” é que estudar dá trabalho (…) e o professor in extremis lá consegue o desiderato. Extenuante!

Os professores andam muito infelizes. Perdeu-se a atractividade da docência e se pudéssemos muitos de nós fugíamos da profissão. A escola hoje é angustiante, surreal e disruptiva. É ridículo e afronta o comentário da Ex. ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que há tempos mostrou surpresa e não compreender como se chegou aqui, sobre a falta de professores. Dois comentários: Falhou e estava errada quando afirmou que “não era grave perder os professores desde que ganhasse os pais e a opinião pública”. Haja vergonha na cara. Também é erro político, o facto do Governo de Passos Coelho e o ministro da Educação Nuno Crato terem feito alterações legislativas e tomado medidas de redução da carga horária disciplinar, facto que em 2013 levou ao desemprego de cerca de 30000 professores, sendo que muitos deles não voltaram, alegando que “havia professores a mais” e ter apelado à emigração dos jovens. É única a autoridade, identidade, unicidade, singularidade e condição dos professores na organização escola. O professor É!

É lamentável e miserável a posição da Confap, (Confederação Nacional das Associações de Pais), ao pedir serviços mínimos ao ME, condicionando a luta e reivindicações dos professores e o legítimo direito à greve. Não percebeu a importância de um corpo docente estabilizado e focado. A felicidade docente leva a melhor desempenho, melhores aprendizagens e melhores resultados escolares. Do imperativo de um novo paradigma na relação ME/professores/sindicatos. Da importância da sobrevivência da escola pública   e do apoio da comunidade educativa, pais e alunos, da sociedade civil. Somos pela proposição, negociação, concertação social e pela greve quando para lá do limite. Governo, ME e Ministério das Finanças têm de dar respostas cabais aos problemas reais da classe docente, (um dos maiores grupos sócio-profissionais de Portugal e da Função Pública, senão mesmo o maior, e sendo uma carreira especial). Estamos muito para além do limite (mas em tempo negocial e com tudo em aberto). Este é mesmo o momento da verdade. Xeque-mate!

Simbolicamente, invocando a “Alegoria da Caverna” de Platão, as imagens projectadas na parede, as sombras, são uma ilusão de óptica. O verdadeiro “monstro” está escondido a projectar, manipular, manietar, iludir com subtilezas, mentir, dividir e reinar. Decididamente, os “monstros” não são os professores. Somos as vítimas. De facto, assim é.

Temos direito a uma carreira que garanta a dignidade da condição docente. Temos direito à estabilidade na profissão. Temos direito à progressão na carreira e ao fim das quotas/vagas na avaliação. Temos direito a um regime de mobilidade por doença humanista e sem baixas médicas “vigiadas”. Temos direito a um regime especial de aposentação docente com 36 anos de serviço (sendo reconhecida a especificidade e desgaste da profissão docente).  Temos direito à pré-reforma docente em termos a negociar num novo ECD. Temos direito a um horário respeitador da intelectualidade docente, sem ultrapassagem dos limites do tempo de trabalho. Temos direito a um aumento da redução do horário lectivo por idade e tempo de serviço, na componente individual de trabalho (dada a complexidade e exigência, doenças profissionais, síndrome de burnout, trabalho caseiro, etc. da escola hoje). Temos direito à eliminação dos constrangimentos burocrático-administrativos asfixiantes. Temos direito a uma actualização/aumento salarial que anule a inflacção e reponha o poder de compra há muito perdido. Temos direito a turmas e programas mais reduzidos e respeitadores dos ritmos de aprendizagem dos alunos. Temos direito a inverter o ciclo de degradação das condições de trabalho docente. Temos direito a ter uma compensação por despesas varius educatio. Temos direito a ter os mesmos direitos e condições de trabalho que as regiões autónomas. (Nos Açores houve uma redução/equiparação dos horários da Educação pré-escolar e do 1º ciclo aos horários do 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, passando de 25 para 22 horas lectivas semanais). A República é a mesma. O argumento estafado da “autonomia” não colhe. Não podemos ter um país com três realidades diferentes (Continente, Açores e Madeira) para o mesmo grupo sócio-profissional. Para uns tudo. Para os outros nada. Não é sério, não é justo, não é negociável e cria acrimónia. Os professores estão muito zangados com o Ministério da Educação, António Costa e o Governo. Temos direito à indignação (Mário Soares) e a dizer não à discriminação e à “escravatura” docente. Temos o direito professoral de ser determinantes numa escola pública de massas, democrática e de qualidade. Temos o direito da palavra e da razão que não pode ser contida nem calada. A luta faz-se com todos e de todas as formas, com a força e determinação dos professores nas reivindicações, nas greves, nas negociações, nos acordos. A luta é agora. Dizemos presente.

 

 Temos o direito a Ser Professores!

 

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Professores à espera de “consequências” após protesto que levou milhares à rua

 

 

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Quem se mete com os professores… aprende.

 

Aqui estou eu– em casa. Mas a minha mente e o meu coração estão com os colegas que se dirigem à Manifestação em Lisboa, sobretudo depois de ouvir ontem, de novo, as inverdades do Ministro João Costa.

Afirmou que decorrem negociações! Pois, Sr. Ministro, forçadas por uma greve que dura há mais de um mês!!! A opinião pública, pouco atenta aos pormenores profissionais, acredita nestas afirmações distantes da verdade. O Ministro esqueceu que tinha encerrado o processo negocial e o tinha adiado para os primeiros meses do novo ano!!

Também esquece que tem que dar o primeiro passo para reiniciar esse processo, convocando os Sindicatos e que é o Senhor e o seu Ministério que têm vindo a prejudicar famílias e alunos, ao fazer de conta de que nada se está a passar nas escolas– sim, à espera que os professores se cansem de perder salário para os vencer pelo desânimoenquanto as crianças há mais de um mês vivem a situação de não saber quais as aulas de cada dia e perdem tempo precioso de aprendizagem. Durante a primeira semana de greve, o Sr. Ministro passou por professores em greve sem dizer “Bom dia”; nessa semana, a comunicação social não falou de Greve de Professores- tal o bloqueio à informação.

Quem encerrou as negociações em novembro e as prorrogou para o início de 2023? Foi o Ministério da Educação, o mesmo que afirma em Janeiro que DECORRE o PROCESSO NEGOCIAL. Um processo unilateral, em que os representantes dos professores vão receber ordens para transmitir aos seus associados? Não pode mais ser!

É com descaso e inverdades, com perseguições e pedidos de pareceres de verificação de legalidade, com desconfianças e no fundo, só AMEAÇAS que acrescentam desrespeito a quem grita “RESPEITO”por se sentir pontapeado por ‘superiores e inferiores,’ que o Governo do nosso País pretende trazer calma a pessoas tão cansadas??


Ponham-se no lugar do outro. Deixem a má vontade e as birras. Olhem para o interesse dos alunos e do país.

  SE NÃO FOR POSSÍVEL, MUDEM-SE OS ATORES.

 

Fátima Ventura Brás – 42 anos de Serviço- 8.º Escalão

 

 

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A Manifestação já está no Rossio e ainda há muitos professores no Marquês

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Marcha Pela Escola Pública a Decorrer

Está prestes a começar a Marcha pela Escola Pública que vai descer da Praça do Marquês  até ao Terreiro do Paço, tal como em 2008.

Aos leitores do blog pedimos que na rede social do Facebook deste espaço possam colocar as imagens da marcha para memória futura.

E se encontrarem quem fez este cartaz dêem-lhe os meus parabéns pela enorme criatividade do mesmo.

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O Partido Socialista Mandou a Polícia Parar os Autocarros dos Professores?

… para verificar cintos de segurança (e o conteúdo de malas e mochilas? a sério?), quando em dias de futebol “grande” deixam vandalizar estações de serviço

 

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Eu Diria “Todos os Portugueses ao lado dos Professores”

… menos os rapadores dos tachos do Governo Socialista, dos seus amigos, familiares e afins.

 

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Existem Autocarros a Ser Parados pela GNR

Muitos relatos chegam-me de autocarros a ser parados na viagem a Lisboa.

Deve ser para revistarem os sacos com os fundos de greve dos professores.

 

Braga, 6 autocarros

Porto, 10 autocarros

Barcelos, 2 autocarros


Fafe, 6 autocarros

 

E muitos outros concelhos a caminho com bastantes autocarros.

Também muita gente se desloca de carro ou de transportes públicos.

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Paulo Guinote na CNN Portugal (c/ Vídeo) – Greve dos professores. A “tempestade perfeita” que ganhou “uma dimensão que ninguém estava à espera”

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Greve dos professores. A “tempestade perfeita” que ganhou “uma dimensão que ninguém estava à espera” – CNN Portugal

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De onde vem a revolta dos professores – Três retratos do que é dar aulas hoje

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Continua aqui:

De onde vem a revolta dos professores? Três retratos do que é dar aulas hoje | PÚBLICO

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Maioria Dos Portugueses Ao Lado Dos Professores

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Continua aqui:

Maioria dos portugueses ao lado dos professores – Atualidade – Correio da Manhã

 

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A Caminho de Lisboa

Neste artigo, em especial nos comentários no Facebook podem deixar as vossas imagens da viagem com destino à “Marcha Pela Escola Pública”.

Podem dizer de que concelho se deslocam e quantos autocarros saem desse concelho.

São 278 concelhos que existem em Portugal Continental e se cada um tiver em média 4 autocarros teremos um mínimo de 50 mil pessoas na Marcha.

Se outros 45 mil  se deslocarem por meios próprios, o número chegará muito próximo dos 100 mil.

A todos os que se deslocam para se manifestarem em defesa da escola pública desejamos uma excelente viagem, com esta música a acompanhar.

 

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A Conferência Do Ministro Costa Analisada A Régua e Esquadro

A Conferência Do Ministro Costa – O Meu Quintal

Já agora:

 

A Grande (E Única?) Novidade Da Conferência De Imprensa Do Ministro Costa Foi…

… que existe uma cirurgiã em Portugal que tem o telefone do ministério ou do ministro e que vai com o telemóvel para a entrada do bloco operatório.

Se eu achasse que a história era real e que a dita médica abandonou a cirurgia por causa da greve dos professores, perguntaria em que hospital ela trabalha, para o evitar no caso de ter uma unha encravada. Ainda bem que foi completamente cilindrada pelo André Pestana e, em especial, pela Rita Garcia Pereira, num debate para o qual não tem qualquer tipo de competências.

(…)

Continua aqui:

A Grande (E Única?) Novidade Da Conferência De Imprensa Do Ministro Costa Foi… – O Meu Quintal

 

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498 Aposentados Até Fevereiro de 2023

Com a publicação do aviso n.º 226/2023 (lista mensal de aposentados em fevereiro de 2023) já são 498 os docentes que estão aposentados neste ano civil.

A média destes dois meses apontam para o número previsto de 3515 aposentados em 2023.

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Lista Colorida – RR16

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR16.

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482 contratados colocados na RR16

Foram colocados 482 contratados na Reserva de Recrutamento 16, distribuídas da seguinte forma:

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Conferência de Imprensa da equipa ministerial

 

Na conferência de Imprensa, João Costa, referiu que esta greve tem impacto mínimo para os professores e impacto máximo para as crianças e encarregados de educação.

“A forma de luta quer parecer desprezar as negociações em curso.

Esta greve não tem razão de ser, é atípica e desproporcional.

É vital tornar a carreira docente mais atrativa e valorizada.”

Ainda não há resposta aos pareceres sobre a greve dos professores.

O ministro está disposto a continuar no cargo.

Não descarta a imposição de serviços mínimos. (secretário de estado)

A execução da greve não bate certo com o que está nos pré-avisos de greve.

A imprevisibilidade da greve está a levantar duvidas ao ministério sobre a sua legalidade.

 

 

 

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Hoje, às 19 Horas

Vai ser certamente uma tentativa de esvaziar a Marcha de amanhã, com os mesmos argumentos de antigamente.

Presumo que seja para garantir que nenhuma competência na colocação dos professores passe para as autarquias.

E isso não vai desmobilizar um único professor.

 

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A DESINFORMAÇÃO DO GOVERNO. QUEM MANIPULA E ENGANA AGORA?, Luís Braga

Não sou jurista mas, hoje, à porta da escola, onde estava a explicar como funciona nela o processo de encerramento, como subdiretor e professor dela (ontem tivemos a Inspeção, a mando expresso do Governo, a perguntar, vejam lá a coincidência….), tive de responder a uma prova oral jornalística de lei da greve. Dizem-me que estava com um aspeto zangado.
Há coisas que não consigo calar. Uma delas é a repugnância de ver gente responsável numa Democracia tentar fazer os outros de burros aproveitando a falta e manipulação de informação. Titulares de órgãos de soberania a manipular o povo com a lei mexe com uma corda sensível minha.
Já tive muitos problemas porque, quando invoco uma lei digo qual é (indo à alínea, do ponto, do artigo, do decreto).
O governo diz é “ilegal” é pronto, os jornalistas nem fazem a pergunta seguinte: “diga lá qual é a lei, para eu ver com os meus olhos”.
Ontem, vi o Presidente da República a comentar a greve, que não é intermitente, como se fosse.
Não creio que, se estivesse bem informado pelo Governo, um jurista ilustríssimo como é, tivesse aquela prestação deslizante sobre o Parecer (que se devia chamar Papão, porque é assim que está a ser apresentado).
Por isso, esta manhã, estava zangado. É mais forte que eu: sou de História, que é um ramo de formação de dedicação à Verdade e não de torção de palavras.
OS FUNDOS DE GREVE SÃO ILEGAIS, ANDAM PARA AÍ A DIZER….
Qual é a norma de que lei que os proibe expressamente? Mostrem-ma e aceito conversar sobre o tema. E já perguntei, muitas vezes, e a gente sábia, e nada.
E o ministro diz que é ilegal, mas não diz qual é a norma em que se baseia.
É muito curioso que o Governo e a Fenprof concordem nesta doutrina peregrina de que não pode haver fundos de greve. Mas não digam qual é a lei ou norma que proíbe.
Uma greve, que junta trabalhadores de várias categorias (que fazem greve em simultâneo), não pode ter uma forma de ação solidária, porquê?
Porque o Senhor Ministro não gosta?
Ser ilegal, não é o ministro não gostar, é haver uma lei que o diz.
Os jornalistas deviam perguntar porque, quem diz que é legal, pode cair na chamada prova diabólica. Provar uma inexistência. E isso é injusto. Quem acusa em público deve provar em público.
AS ILEGALIDADES SÓ SOPRADAS AOS JORNALISTAS …..
E, já agora, isto vale também “para a greve ilícita”, “para o modelo por tempos”, “para as consequências” (onde estão as normas invocadas pelos titulares de poder e sindicalistas encartados do costume?).
Somos todos alfabetizados e sabemos ler. Quem é que agora está a tentar manipular, não é, senhor MInistro? Quando entra a jogar o gabinete de comunicação do Governo a coisa muda?
E, já agora, a greve começou em dezembro e, só agora, que arde forte, é que passou a ser ilícita.
Um acampamento está bem, uma greve que fecha escolas é “ilicita”, porquê?
AINDA BEM QUE FALAM COM OS PROFESSORES MAS AS PERGUNTAS SÃO PARA O GOVERNO
Não era a quem faz greve que os jornalistas deviam perguntar pela legalidade, é a quem invoca ilegalidades que não explicam e leis, que dizem muita coisa, mas não são mostradas.
É normal que um ministro, que sofre a maior greve de que há memória da Educação, ande infeliz, mas isso não lhe dá o direito de inventar Leis. Por isso, calo-me quando mostrarem a lei. Quem as invoca tem de as mostrar.
Os fundos de greve estiveram expressamente previstos na 1ª lei da greve pós-25 de abril.
Estavam expressamente previstos, no mesmo artigo que prevê os piquetes.
Essa parte foi retirada, mas sê-lo não significa proibição. Significa que deixou de ser relevante tanta regulação ou até que deixou de ser preciso regular o que não suscitava dúvidas (deixo para os juristas a longa discussão do assunto).
Já revirei, perguntei, questionei com insistência.
É PROIBIDO? ONDE ESTÁ A NORMA PROIBITIVA?
Eu sei que o senhor ministro também não é jurista e, apesar dos seus líricos discursos sobre direitos humanos e cidadania, que, estamos a ver, eram cinismo de marketing, não parece ter muito amor aos direitos fundamentais (a julgar pela forma como anda a tratar quem exerce o seu direito à greve).
Mas é ilegal, porquê? Ou está a deixar a argumentação oculta porque sabe que não há realmente base e o objetivo é tentar desmobilizar acenando com o papão? A ver se ainda vai a tempo de marcar uns pontos antes da manifestação de amanhã…..
Deixo o artigo do Piquete na lei e o sublinhado talvez ajude a responder.
Não sou jurista mas sei ler.
Artigo 533.º
Piquete de greve
A associação sindical ou a comissão de greve pode organizar piquetes para DESENVOLVEREM ATIVIDADES TENDENTES A PERSUADIR, por meios pacíficos, os trabalhadores a aderirem à greve, sem prejuízo do respeito pela liberdade de trabalho de não aderentes.

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Hoje

É véspera da Marcha pela Educação em Lisboa e muitas escolas, senão quase todas, marcarão presença amanhã no Marquês de Pombal.

Por todo o lado hoje fecharam-se escolas e outras mantiveram a presença do pessoal docente, não docente e alunos à porta das escolas no 1.º tempo.

Luís Braga, foi muito claro sobre a iniciativa do Ministro da Educação que mandou investigar os fundos de greve. Responde Luís Braga, diga lá qual é a lei, para eu ver com os meus olhos“.

Paulo Guinote ocupou mais de 10 minutos na CNNP onde foi muito claro sobre os motivos que levam os professores a fazer greve.

Na minha escola, pela primeira vez nesta greve do S.TO.P.,  encerraram todas as escolas do Agrupamento e mais de meio autocarro está pronto para rumar amanhã a Lisboa.

Dificilmente erro nos números e conto que amanhã o número de manifestantes ande mais perto da centena de milhar, do que da meia centena de milhar.

As imagens de hoje serão colocadas mais pela noite.

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Paulo Guinote na CNNP

Greve dos professores. A “tempestade perfeita” que ganhou “uma dimensão que ninguém estava à espera”

 

 

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O professor e autor do blog “O Meu Quintal”, Paulo Guinote, esteve esta sexta-feira no Novo Dia da CNN Portugal. O docente explicou a sucessão de factos que culminou na greve nas escolas a que Portugal tem estado a assistir este mês.

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Mais uma Associação de Pais em Defesa dos Professores

… daquelas que conhecem os verdadeiros problemas da sua escola e não recebem subsídios do Ministério da Educação.

Associação de Pais da Escola Secundária Alberto Sampaio, Braga

Greves dos Professores – Comunicado da Confap e demais subscritores.
Declaração de interesses: somos associados quer da Confederação Nacional das Associações de Pais, quer da FAP-Braga.
Recebemos o “Comunicado sobre a Greve dos Professores” da CONFAP e tomamos conhecimento da subscrição feita pela FAP-Braga.
A nossa posição diverge em muitos aspectos referidos neste “comunicado” e porque “no silêncio dos Justos, medram as Bestas*” importa esclarecer, repudiar e apoiar.
A APESAS já anda preocupada com o rumo da educação pública há muitos anos!
Parece que chegamos a mais uma “curva” neste longo e penoso caminho que é a escola pública em Portugal!
Há muito que repudiamos o desinvestimento, o aligeirar da avaliação, a redução de meios humanos e materiais, as cortinas de fumo da “inclusão”, a falta de democracia na gestão dos agrupamentos, o constante aviltar da figura e da autoridade do professor, a leviana alteração de programas; a incompreensível organização do acesso ao ensino superior, a paupérrima atenção dada ao ensino profissional, vocacional, recorrente ou quejandas alternativas aos programas tradicionais de ciências e humanidades; a prepotência das organizações representativas de pais, a permanente desumanização do ambiente nas comunidades educativas, em suma, ao desleixo ético e material em que caiu a escola pública e as comunidades educativas que nela gravitam!
Todos teorizam sobre o papel da escola pública, mas parece que só poucos se preocupam com as consequências do que defendem!
A falta de responsabilização grassa sem freio!
Todos queremos qualidade, mas pouco assumem que exigirá trabalho empenhado, exemplos cristalinos de quem governa, efectiva responsabilização de quem falta ao cumprimento pontual das regras, ao efectivo cumprimento das normas, ao respeito pelo estado de direito democrático e pela ética republicana!
Queremos do bom e do melhor desde que sejam os outros a pagar a jantarada!?
E isto dura há muito, muito tempo! Estava anunciado que iria estoirar e, não havendo garantias de que seja agora, tarde ou cedo teremos de mudar de atitude para mudar de ambiente na escola pública!
O governo é eleito para cobrar receita, fazer despesa e tratar do bem comum!
Na educação não o tem feito e a factura já vai longa e será sempre paga por nós que não somos “herdeiros opulentos”, “subsidiados perenes” ou “oportunistas sortudos”! É a nós e aos nossos filhos que a falta deste “elevador social” vai prejudicar! Quem exerce o poder ou gravita perto dele parece conseguir escapar a este destino!
Apoiamos a acusação ao governo: ele já devia ter tomado medidas para garantir que os encarregados de educação fossem remunerados pela assistência a crianças e jovens com necessidades especiais ou menores de 12 anos!
O governo já sabia que ia ter greves e que elas iam perturbar os “inocentes” e as suas famílias.
Quanto aos serviços mínimos: todos sabemos que eles são definidos em lei e ninguém se pode escudar no desconhecimento da mesma para urdir cenários fantasiosos ou apelar à violação da legalidade democrática.
Recorde-se que a greve na função pública ou equiparada, constitui um direito fundamental dos trabalhadores traduzido na liberdade de recusar a prestação de trabalho contratualmente devida com o objetivo de pressionar os órgãos da administração pública a atender às suas reivindicações, salvaguardados que sejam os serviços mínimos
“Serviços mínimos” é um conceito indeterminado que releva de interesses fundamentais da coletividade, dependendo em cada caso da consideração de circunstâncias específicas, segundo juízos de oportunidade.
A greve é precedida de aviso prévio e implica a obrigação da prestação de serviços mínimos no caso dos serviços que se destinem à “satisfação de necessidades sociais impreteríveis” ou os “serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e instalações”!
Confira-se o artigo 57.º da Constituição da República Portuguesa e os artigos 394.º a 399.º, com destaque para o nº2, alínea d) do artº 397 da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho e artigos 530.º a 543.º do Código do Trabalho.
Ora basta analisar o investimento e a atenção que a sociedade e os governos dão à escola pública para concluir que não se trata de “serviço que se destine à satisfação de necessidades sociais impreteríveis”, logo que exija “serviços mínimos”.
Claro que para muitos pais e algumas das nossas congéneres, quer parecer que estaremos perante um caso de “serviço necessário à segurança e manutenção do equipamento e instalações” onde se pode depositar as crianças e jovens enquanto se ganha o pão que se reparte com o governo e que se colocará na mesa! Se a escola pública é isto, então venham de lá esses “serviços mínimos”!
Já que citamos a lei convidamos todos a instruírem-se e a moderar as suspeitas que se levantam!
As greves são, felizmente, originais, mas não podemos sequer suspeitar que os tribunais, a Procuradoria Geral da República, os órgãos de investigação e demais garantes da legalidade não tenham já analisado os contornos destas! Se houvesse algo errado já teria vindo a lume!? Sugerir que assim não é merece total repúdio!
Até prova em contrário somos todos bons rapazes (…enquanto houver dinheiro, dirão alguns cínicos!?)
Todos queremos comunidades educativas serenas e onde todos os membros da comunidade educativa se desenvolvam harmoniosamente.
Todos sonhamos com comunidades educativas onde a justiça e a equidade impere, onde o estado de direito democrático e os valores inerentes à ética republicana reinem equilibradamente.
Todos desejamos as melhores condições de crescimento para as crianças e jovens!
Todos almejamos uma escola pública dotada de recursos que permitam o desenvolvimento de competências, a aquisição de saberes, a humanização de todos e um efectivo “elevador social” que permita uma equitativa oportunidade a todos independentemente das origens socioeconómicas, religiosas, étnicas, culturais, etc….
Isto faz-se com trabalho, investimento rigoroso e justiça de todos, para todos (professores, pais, alunos, assistentes, directores, chefias intermédias, municípios, governos e todos os outros membros da comunidade educativa)!
Estamos mal, sobretudo nós os mais pobres, mas só juntos é que podemos virar a página desta novela de mau gosto em que o governo e outros protagonistas nos obrigam a viver!
Apoiamos as exigências dos professores, dos educadores e dos assistentes, compreendemos e temos que aceitar algumas derivas, mas não podemos tolerar tentativas de ruptura dentro das nossas comunidades educativas, protagonizadas por aqueles que, fossem isentos, mais deveriam apoiar uma mudança consistente desta escola pública!
Claro que desejamos que o governo se sente à mesa com os professores, os educadores e os assistentes para definir uma estratégia de reposição da legalidade e de novas regras conducentes a um convívio sadio no mundo da escola pública!
Claro que isto custa dinheiro, mas o governo tem alternativa: entregue a escola pública à banca ou à TAP e porque aí o dinheiro parece nunca faltar, essa parte do problema ficará resolvida!
Aos grevistas o nosso profundo agradecimento e o nosso apoio. Enquanto aqui estivermos “as bestas não medrarão”!
“Nunca se perde tempo com aquilo que amamos” lema da E.S. de Alberto Sampaio, em Braga.
* in Reflexões; Lourenço de Abrigueiro, 1967.

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CNN Portugal (c/ Vídeo) – Jornada de contestação dos professores continua. Em Lisboa, Penafiel, Algarve e Setúbal as aulas deram lugar à luta

(…)

Continua aqui:

Jornada de contestação dos professores continua. Em Lisboa, Penafiel, Algarve e Setúbal as aulas deram lugar à luta – CNN Portugal

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RTP (C/VÍDEO) – Jurista Considera Legal Pagamento De Dias De Greve Com Dinheiro De Professores

(…)

Continua aqui: 

Jurista considera legal pagamento de dias de greve com dinheiro de professores

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Reserva de recrutamento n.º 16

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 16.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 16 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 17 de janeiro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 16

Listas – Reserva de recrutamento n.º 16

 

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Costa(s), os Professores Têm Toda a Razão!

 

Bom dia.

Sou professor e autor deste cartaz / cartoon que fiz como crítica que gostaria de partilhar convosco. Sou professor e nesta luta critico a desvalorização da nossa carreira, esperando que o Presidente da República, que é também professor, interceda por nós!
Se acharem pertinente o cartaz e quiserem dar alguma visibilidade a ele, era o objetivo, pelo que posso disponibilizá-lo e permitir a sua replicação, para as manifestações, incluindo a de Lisboa.
Obrigado pela atenção.
Boa sorte !
João Pedro Lima

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Quais os motivos que levam os técnicos a aderir à greve?

– O relato de uma psicóloga escolar –

 

Vejo a minha classe profissional a manifestar a necessidade de ter uma carreira especial desde que comecei a trabalhar como psicóloga no Ministério da Educação. Espantem-se: nós já tivemos as nossas funções, direitos e deveres regulamentados! Porém, posteriormente, fomos englobados na carreira geral da Função Pública, o que representou um retrocesso na dignificação da nossa profissão. Veja-se alguns exemplos:

– Apesar de os psicólogos escolares se orientarem por um código deontológico, algumas direções deixam claro que este fica “à entrada da escola”, manifestando uma imposição de conduta, como que se tivéssemos de responder primeiramente ao que cada agrupamento entende ser da nossa atuação profissional.

Um dia, um antigo diretor de um agrupamento onde trabalhei, com o seu lápis azul, ousou ler e modificar pedidos de encaminhamento de alunos para serviços de saúde exteriores, com o argumento que teria o dever de conhecer e controlar a informação!

Mesmo denunciando à Ordem dos Psicólogos Portugueses e ao Ministério da Educação, estas situações persistem, pelo que urge a regulamentação e o reconhecimento da autonomia técnica e científica da nossa classe.

 

– Incompreensivelmente os diplomados em Psicologia continuam sem habilitação própria para a docência, estando impossibilitados de lecionar essa disciplina.

 

– Embora a Ordem dos Psicólogos Portugueses tenha criado as especialidades profissionais e o Referencial Técnico para os Psicólogos Escolares, os quais clarificam as suas competências e os domínios de intervenção, os agrupamentos teimam frequentemente em solicitar a intervenção do psicólogo escolar como se se tratasse de um psicólogo clínico. Atrevo-me a dizer que é o mesmo que pedir ao INEM, responsável pelos primeiros socorros, que faça o mesmo que um médico cirurgião. Ambos são fundamentais na assistência médica, mas assumem funções e campos de atuação distintos.

 

–  Há anos que os psicólogos efetivos e que trabalham longe da sua residência reclamam maior facilidade na autorização da mobilidade geográfica e na sua consolidação. Este problema agravou-se seriamente com os que obtiveram vínculo contratual através do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública. Não temos direito à mobilidade por doença, a permuta ou a apoios monetários por deslocação. Esta situação é incomportável com os custos associados e impossibilita a conciliação com a vida familiar. Perante estas pessoas (sim, porque se tratam de pessoas, muitas com família e algumas com doenças crónicas), o Ministério da Educação teima em mostrar frieza e insensibilidade.

 

– Precisamos de tempo e condições para tarefas “não visíveis” como planificar atividades, construir materiais, elaborar relatórios e pareceres. Seria fundamental que todos os psicólogos escolares tivessem no seu horário definido horas de trabalho indireto porque se há diretores compreensivos a este nível, também há os que se mostram inflexíveis e ignoram todas estas necessidades.

O mesmo se aplica às pausas letivas: alguns psicólogos estão na escola e outros estão em casa (a trabalhar ou a usufruir desse período). Outros organizam-se de forma rotativa com colegas. Para uma classe que lida com questões emocionais desgastantes e que habitualmente tem excesso de trabalho – por serem poucos para muitos – é importante proteger a sua saúde mental. As pausas letivas podem e devem servir para esse propósito. Promovemos a saúde mental nas escolas, mas a escola/Ministério também deve fomentar a saúde mental dos seus trabalhadores.

 

– Há anos que os psicólogos técnicos especializados veem os seus contratos renovados sem se perspetivar a obtenção de um vínculo contratual estável.

 

Os psicólogos escolares denunciam estas situações há muito, mas tem faltado coragem política para as resolver. Porque há necessidade de regulamentar a nossa carreira e de dignificá-la, junto-me a esta greve!

 

Petições dos técnicos do Ministério da Educação:

Pelo direito de aproximação à zona de residência

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT114380

 

 

Pela não inclusão no processo de municipalização

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT114381

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A Verdade Nua e Crua – Uma Classe Política Corrupta Até ao Tutano que Tem Um Ódio Visceral aos Professores

(…)

Aqui:

E Agora, Um Espaço Para Prosa Longa – O Meu Quintal

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Quem está com um erro de perceção é João Costa

Se é verdade que o modelo de contratação foi a gota que fez transbordar o copo, também é verdade que o copo já estava cheio de injustiças, que se foram acumulando ao longo dos últimos 20 anos.

Quem está com um erro de perceção é João Costa

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Está solidário com a greve parcial por tempo indeterminado dos professores?

 

 

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DECLARAÇÃO, urbi et orbi, do Movimento de Professores do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital

Hoje, a maioria dos professores do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital fizeram greve e fecharam a escola sede e outras escolas deste grande agrupamento.
Entretanto, estes professores entregaram uma declaração à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.

 

DECLARAÇÃO, urbi et orbi, do Movimento de Professores do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, 5-01-2023

 

 Nós, educadores e professores do ensino básico e do ensino secundário do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital (AEOH), consideramos que sucessivas leis, discursos, práticas e desígnios, mais ou menos encobertos, assumidos pelo atual Governo e o seu Ministro da Educação — e que, em muitos aspetos, reproduzem o modus operandi dos últimos Governos e Ministros da Educação — desqualificaram a nossa profissão e tornaram o nosso trabalho na escola extenuante, frustrante e quase impraticável.

Por isso, exigimos mudanças nas políticas educativas.

Queremos uma legislação que combata a indisciplina nas escolas e proteja professores e alunos.

Não queremos mais ser asfixiados por burocracias inúteis, controleiras e mistificadoras, que nos esgotam e roubam tempo para pensarmos, investigarmos e planificarmos aulas.

Queremos que o nosso trabalho na sala de aula seja respeitado e encorajado.

Não queremos uma avaliação de professores assente em critérios etéreos que tendem a premiar os mais habilidosos e a penalizar os mais empenhados, assim como a bloquear ardilosamente a progressão na carreira docente.

Queremos aceder a uma formação de professores séria, que não despreze a nossa atualização científica enquanto glorifica cursos de formação, mais ou menos imprestáveis, nas áreas da capacitação digital, da avaliação pedagógica e dos mindfulness.

Não queremos ser recrutados por autarcas e diretores escolares conluiados e instigados por motivações subjetivas já tão institucionalizadas neste país de «brandos costumes», mas sim por concursos nacionais que selecionam os professores com melhores currículos académicos e profissionais. Sabemos, aliás, que as aspirações de criar um sistema educativo descentralizado num país pequeno, em termos territoriais e demográficos, foram já experimentadas por governos da Monarquia Constitucional e da I República, mas revelaram-se sempre ineficazes e dissolutas.

Queremos a devolução integral dos 9 anos e 4 meses de serviço que cumprimos e que nos foi usurpado para efeitos de aposentação e de progressão na carreira.

Enfim, desejamos que a configuração do nosso sistema educativo seja construída também com a participação dos “professores operários”, que pisam, todos os dias, o chão das salas de aula, e não exclusivamente decretada, de cima para baixo, por políticos e tecnocratas que ignoram, olimpicamente, os problemas quotidianos enfrentados por alunos, professores, assistentes operacionais e outros técnicos que trabalham nas escolas.

Basta!

Consideramos que chegámos ao limite das nossas forças. Sentimo-nos traídos e menorizados por um ministro da Educação que exige o sacrifício dos professores, estrangula muitos de nós com excesso de trabalho, com trabalho precário, com trabalho nómada, com trabalho mal pago, sem nos compensar com a mais elementar solidariedade.

Temos a convicção inamovível que estamos do lado certo da História. Que empenhamos a nossa honra, sacrifício e parcos salários em prol de uma luta difícil que visa dignificar a carreira docente e tornar a escola pública mais justa, exigente, inclusiva e fraterna, nos domínios da formação e educação cívica, científica e/ou profissional.

Por estas e outras razões que não cabem num documento como este, declaramos, à comunidade local e ao país, que a escola pública vai continuar a viver tempos de intensa instabilidade que só será superada quando este ministro da Educação demonstrar genuína disponibilidade para negociar com educadores e professores um novo presente e futuro para a educação nacional.

 

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Desafios – Correntes

120 mil Professores em Greve Num Tempo Lectivo

120 mil professores em greve a pelo menos um tempo lectivo no mesmo dia, é uma resposta adequada à legal consulta de legalidade das greves em curso. Regista-se a dispersão sindical e até um reduzido alheamento. Mas as justas causas relacionam-se com todos os professores e com o cerne da profissão no ensino público; e merecem, no mínimo, actos solidários.

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