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194 Docentes Aposentados em Maio de 2022

Da rede pública do ME foram aposentados com efeitos ao dia 1 de maio de 2022, 194 docentes.

 

 

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Descentralização de Competências – Esclarecimentos

Sendo uma obrigação legal que todos os municípios adiram (obrigatoriamente) à transferência de competências na área da Educação, desde o dia 1 de abril, ainda existe um ou outro município que resiste a esta obrigação.

Daqui a um ou dois anos veremos que municípios conseguiram não entrar em  falência técnica devido aos escassos recursos que o ME transfere agora, que não considera as reais necessidades das escolas e as insuficiências do parque educativo.

 

Descentralização de Competências – Esclarecimentos

 

 

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Reserva de recrutamento 29

Reserva de recrutamento n.º 29

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Os funcionários públicos…

 

Os funcionários públicos…

Há funcionários públicos fantásticos, profissionais dedicados e com um sentido de missão gigantesco que são muito mal pagos pelo empenho e profissionalismo que têm, conclusão a retirar do benchmark salarial com o sector privado. E depois há os “públicos” que de “funcionários” não têm nada, pois não são profissionais e não fazem nada (pelo menos positivo), excepto queixar-se. Estes ganham o mesmo que os anteriores, logo estão muito bem pagos e ganham demais. Como no sector privado, há os “excepcionais, os bons, os maus e os vilões”. Mas no Sector privado podemos criar perfis de desempenho desejados, avaliar, remunerar de acordo com o desempenho e resultado (e não antiguidade), premiar… se não forem atingidos os objectivos há consequências e no limite fecha-se a empresa e os postos de trabalho extinguem-se. Há uma cumplicidade de objectivos que muitos sindicatos e patrões ainda não entenderam. No sector público a cumplicidade advém do profissionalismo individual e da liderança. Não advém das avaliações feitas por sectores corporativistas que se auto-avaliam, nem de avaliados que vão avaliar os avaliadores mais tarde. Sem risco de a “empresa fechar” (ou seja o estado deixar de pagar o salário baixo ou alto, consoante o desempenho de cada um). Por isso entendo que tem de de existir um compromisso de ambas as partes baseado em 2 premissas: os funcionários públicos ganham pouco e isso é óbvio; mas há muitos funcionários públicos que não fazem nada sem sofrer nenhuma consequência. Estas 2 variáveis prejudicam o modelo meritocrático que devia existir, pois desmotivam os muito bons “funcionários públicos” que existem, que se fartam de trabalhar e recebem o mesmo salário que os “públicos”. O compromisso é simples, mudem radicalmente a legislação laboral, permitam avaliações objectivas de desempenho e resultado, extingam e despeçam a percentagem de “públicos” (o problema é que muitos deles também estão nos sindicatos) e utilizem esta verba para aumentar os salários dos “funcionários públicos” que merecem salários que lhes permitam viver dignamente. Bem como digitalizar os serviços públicos, recrutando apenas os novos “funcionários públicos” que fazem falta nos serviços, mas sem aumentar a despesa pública pois já poupamos nos que saíram. No segundo trimestre de 2021, o Estado tinha 731 mil trabalhadores públicos, o valor mais alto desde 2011. Mas se usarmos os dados do Eurostat 2019, verificamos que Portugal até tem uma das % mais baixas de funcionários públicos em relação à sua força de trabalho total (abaixo dos 15%) enquanto a Europa está perto dos 19%. Obviamente de 2019 até agora, como aumentamos o número de trabalhadores, devemos ter aumentado a percentagem. Mas como os critérios podem variar, podemos avaliar de outra forma e estimar o peso destes gastos salariais vs o PIB, vendo quanto é que as remunerações da Função Pública pesam na totalidade da despesa do Estado. Neste critério,  Portugal surge a meio da tabela e acima da média comunitária. Portanto devemos já estar na média Europeia ou perto dela. Não temos de aumentar os “funcionários públicos” temos é de “renovar” os “públicos”. Com uma preocupação acrescida, “o inverno” da pirâmide etária: em 5 anos, a percentagem de trabalhadores com mais de 55 anos saltou de 19,6% para 36,5%.

Em suma, o nosso país tem uma tarefa hercúlea de digitalização e modernização administrativa e de reforma da administração pública, fundamental para o crescimento económico que o nosso país precisa

 

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Professores reformados vão voltar à escola

 

Ministro da Educação, João Costa, revelou que há muitos professores já reformados a disponibilizarem-se. Ministério está a preparar normativo para permitir enquadrar esses ex-docentes

Professores reformados vão ajudar na integração de refugiados nas escolas

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A propósito da Capacitação Docente – José M. Alho

 

Escolher sair da nossa zona de conforto é um ato de humildade. Mas é, acima de tudo, um passo para espoletar um processo predominantemente dialético e reflexivo, que requer um esforço direcionado para a alteração de práticas e culturas profissionais.

É, pois, no contexto presente do meu trabalho, integralmente dirigido para as necessidades e os interesses dos alunos, que me quero colocar em posição de poder selecionar os melhores recursos e conteúdos digitais, dando preferência àqueles que:

  • tenham relevância para os nossos alunos;
  • estejam alinhados aos objetivos de aprendizagem previstos nas Aprendizagens Essenciais;
  • tenham consistência e fidedignidade;
  • sejam simples e intuitivos, de modo que facilitem processo de aprendizagem.

 

Priorizando estes pressupostos na seleção de recursos digitais, caber-nos-á agora – indiscutivelmente mais bem apetrechados – fazer a seleção dos recursos digitais que podem ser utilizados pelas diferentes áreas do conhecimento, já que são ferramentas de produção digital, ou seja, quer professor quer aluno, podem criar os conteúdos a partir das suas funcionalidades.

O 1º Ciclo é um momento mágico na vida das crianças, um momento de experimentar e vivenciar aprendizagens diversificadas. Neste sentido, é fundamental que os professores não recusem novos ambientes escolares, que se constituam como facilitadores da aprendizagem por meio de novas abordagens pedagógicas e o seu uso deverá ser, por isso, intencional e acuradamente integrado, com o foco invariavelmente colocado na melhoria das aprendizagens.

Aliás, como (muito) bem antecipa José Moran Costas, urge sensibilizar “para as mudanças, as metodologias ativas, sala de aula invertida, rotação por estações, aprendizagem em times. Também dão ênfase à aprendizagem por projetos, problemas, por desafios, casos e maker. Os projetos começam dentro das disciplinas e se ampliam para projetos integradores, interdisciplinares. Também avançam os modelos híbridos, com integração crescente entre o digital e o presencial com apoio de tecnologias e plataformas digitais. Os modelos híbridos se combinam com as metodologias ativas e ampliam as possibilidades de escolha dos alunos (personalização) e redefinem também as formas de avaliação. Metodologias ativas e modelos híbridos exigem salas de aula mais flexíveis. Começam as escolas desenhando algumas salas mais adaptadas para trabalho em grupo e individual e, aos poucos, os espaços são modificados para que todos possam ensinar e aprender ativamente. Metodologias ativas, modelos híbridos e espaços flexíveis preparam a próxima etapa que é o redesenho do currículo, que avança dos projetos integradores para o modelo de competências e projetos. Desse modo, as instituições percorrem um rico caminho de transformações cada vez mais amplas e estruturais.

A utilização de ferramentas digitais na Educação Básica impõe-se que se inicie no 1.º Ciclo, nas disciplinas tidas por estruturantes como o Português, a Matemática e o Estudo do Meio. Mesmo antes de saberem ler e escrever, os pequenos já estão conectados ao mundo digital. No entanto, não incentivar o seu bom uso das escolas seria negar sua presença na vida das crianças – um erro crasso.

Orientar, desde a primeira infância, é fundamental para sensibilizar sobre o uso e o papel do universo digital na Educação e, por conseguinte, na vida das crianças. Nesta faixa etária, os alunos possuem muitas curiosidades e aceitam, com facilidade, a realização de diferentes atividades e desafios, evidencia que deve ser otimizada para fomentar aprendizagens significativas.

O 1º Ciclo é um momento mágico na vida das crianças, um momento de experimentar e vivenciar aprendizagens diversificadas. Neste sentido, é fundamental que os professores não recusem novos ambientes escolares, que se constituam como facilitadores da aprendizagem por meio de novas abordagens pedagógicas e o seu uso deverá ser, por isso, intencional e acuradamente integrado, com o foco invariavelmente colocado na melhoria das aprendizagens.

De resto, poder-se-ão elencar 7 motivos para defender a introdução, integrada e harmoniosa, da tecnologia digital em favor da melhoria do desempenho dos nossos alunos:

  1. A tecnologia digital desperta maior interesse e prende a atenção dos alunos.
  2. A tecnologia digital auxilia na perceção e na resolução de problemas reais.
  3. A tecnologia digital insere as crianças e os jovens no debate social e contribui para a formação do senso crítico.
  4. A tecnologia digital trabalha a responsabilidade na utilização da internet e dos recursos digitais.
  5. A tecnologia digital contribui para democratizar o acesso ao ensino.
  6. A tecnologia digital oferece feedbackimediato e constante a professores, alunos e responsáveis.
  7. Permite traçar um plano de ensino adequado a cada aluno.

Recurso(s) utilizado(s)

Visando a aplicação e a sistematização dos conhecimentos adquiridos, recorro, entre muitos outros, ao Google Sheets, ao Google Forms, à Escola Virtual, à Aula Digital, à Leya, ao Youtube, ao Canva, tendo igualmente feito uso do:

  • Padlet, uma ferramenta digital que permite a criação de um mural ou quadro virtual dinâmico e interativo para registar, guardar e partilhar conteúdos (imagens, vídeos, documentos de texto) – afinal, o dossier digital onde guardei os meus trabalhos. Disponível na web e em apps para Android, iOS e Kindle, esta plataforma permite a criação de quadros virtuais para facilitar a organização da evolução nos mais variados tipos de projetos educativos, que podem ser ajustados conforme as necessidades e, assinale-se, são compatíveis com conteúdos de diferentes formatos: texto, fotos, vídeos, links, desenhos, telas compartilhadas.
  • Nearpod. É uma plataforma online baseada em aprendizagem móvel, que possui diversas funcionalidades para tornar uma aula mais atrativa e participada.  É uma ferramenta de apresentação colaborativa, que permite que os professores se envolvam e avaliem os dados de seus alunos usando dispositivos móveis. De igual modo, os alunos podem aceder à aula em tempo real, através de dispositivos móveis, com um código de transmissão que o professor disponibiliza. Além disso, funciona como um repositório e criador de apresentações interativas. São apresentações interativas, pois o professor, dentro de um recurso em slides, pode criar atividades para que os discentes respondam e os seus desempenhos sejam, instantaneamente, disponibilizados. Em complemento, é possível incluir nas apresentações vídeos, áudios, arquivos guardados em serviços de nuvem, páginas web, entre outros.

Alguns documento(s) criado(s)

Sem egoísmos paroquiais, fruto de uma mentalidade porventura atávica, animada por irracionais lógicas de sobrevivência, motivadas por um sistema de avaliação docente que, para alguns, priorizará a máxima primo mihi, listo em baixo algumas incursões que reputo de globalmente válidas:

  • Um mural dinâmico e interativo no Padlet, disponível aqui
  • Fichas de Verificação de Conhecimentos, para as disciplinas de Estudo do Meio, Português e Matemática (no Google Forms), disponíveis aqui , aqui, aqui e aqui
  • Lição no Nearpod (Estudo do Meio), disponível aqui

 

Por fim, e porque os modelos de aprendizagem híbridos visam, no essencial, harmonizar o melhor dos diferentes mundos, destaco que aquele que melhor se adaptou para organizar e operacionalizar a maioria das minhas propostas foi o modelo de rotação em que os meus alunos alternaram entre ambientes  com atividades de aprendizagem  distintas (trabalhos de grupo ou individuais) e com trabalhos escritos em espaços analógicos e digitais, circulando entre a sala de aula e a Biblioteca da nossa Escola, bem apetrechada tecnologicamente, transformada, por isso, em laboratório de informática.

Em boa verdade, a tecnologia digital, enquanto ferramenta complementar de suporte, pode contribuir para superar o velho e gasto paradigma de um ensino transmissivo-enciclopédico, pouco ativo e gerador de injustiças várias.

 

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Validação das Candidaturas – Concurso Externo / Contratação Inicial / Reserva de Recrutamento

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 06 e as 18:00 horas de dia 12 de abril de 2022 (hora de Portugal continental), para efetuar a validação das candidaturas ao Concurso Externo/Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento.

SIGRHE – validação das candidaturas

Manual de utilizador – Validação da candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023

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Os Técnicos Superiores de Educação não são um produto de consumo

 

Os Técnicos Superiores de Educação não são um produto de consumo com curta validade de 18 meses, eles têm direito a consolidar nas escolas onde estão em mobilidade.

Os diretores de Escolas que receberam os TSE (Assistentes Sociais, Psicologos, Terapêutas da Fala, Interpretes de Linguagem Gestual, Animadores) entre outros em mobilidade querem que estes consolidem nos seus agrupamentos.
Porque eles são uma necessidade permanente e não de curta duração ou provisória.
Não só porque têm demonstrado um trabalho de desempenho excelente em tempos que atravessamos de covid, guerra na europa, a gripe A, mas também porque quando um diretor faz um pedido de consolidação de mobilidade é porque o técnico superior é uma necessidade na escola onde está em mobilidade. Se inicialmente foi dada mobilidade ao técnico superior é porque o Ministério da Educação admitiu que nesse agrupamento havia vaga para que mais tarde o TS possa consolidar a sua mobilidade.

Chega de atropelos á lei. A legislação é clara quanto ao direito de consolidar o Técnico Superior de Educação! Vejamos no art° 99 n.°3 da Lei geral do Trabalho em Funções Públicas, o acordo do serviço de origem é dispensado atendendo às alíneas a) e b) do n.° 1 do art.° 96 da referida lei, a mobilidade operou para um serviço fora das áreas metropolitanas de Lisboa ou Porto e a mobilidade apenas se concretizou após decorridos 6 meses da recusa do serviço de origem. Portanto dadas estas circunstâncias a escola de origem onde o técnico superior de educação vinculou não terá que se pronunciar, como o Ministério da Educação tem vindo a fazer, só se poderá pronunciar se a escola de origem tiver autorizado a mobilidade do TS ao 1° pedido, caso contrário se a mobilidade do TS apenas se concretizou após decorridos 6 meses da primeira recusa da mobilidade da sua escola de origem, é dispensado o parecer da escola de origem na consolidação da mobilidade do técnico.

Os Técnicos Superiores de Educação têm o direito de aproximar á sua residência para poder cuidar dos seus familiares gravemente doentes, ou cuidar de si próprios aquando doentes, mas o ministerio da educação alega que não, que isso não está comtemplado na legislação. Onde está o superior interesse do Técnico Superior da Educação, descrito na legislação?

Não façam das escolas públicas o único ministério onde esta vergonha persiste no séc. XXI!!!

TSE e Diretores de Escolas estão de mãos dadas pelo direito á consolidação das mobilidades!

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Tribunal dá razão a docentes que querem voltar para Caixa Geral de Aposentações

 

A Fenprof tem atualmente 80 ações judiciais interpostas, das quais três já transitaram em julgado com decisão favorável aos professores, revelou a federação.

Tribunal dá razão a docentes que querem voltar para Caixa Geral de Aposentações

“Reinscrição de docentes retirados indevidamente da Caixa Geral de Aposentações para a Segurança Social: Tribunais reconhecem razão aos professores”, anunciou a Fenprof num comunicado enviado esta segunda-feira para as redações.

 

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Aumentou a indisciplina nas salas de aula? – Paulo Prudêncio

 

Aumentou a indisciplina nas salas de aula?

A mediatização volta a salientar o aumento da indisciplina nas salas de aula. E se em rigor não se pode afirmar tal subida num universo inquantificável, também não se deve ignorar um assunto crucial para as aprendizagens, e para o ensino, numa fase em que à crescente falta de professores se responde com mais precariedade. Desde logo, sublinhe-se questões prévias: esta discussão é recorrente e, com frequência, confunde-se correntes da pedagogia com ideologias políticas; desde que há escolas que existem problemas disciplinares mais ou menos tolerados e há intemporalidades na sua percepção, nomeadamente as relacionadas com os conflitos de gerações e com a rebeldia na aprendizagem. Contudo, há variáveis escolares concludentes: turmas numerosas ou constituídas maioritariamente por alunos “que não querem aprender” – o desafio das democracias será sempre reduzir este grupo -. A indisciplina sobe exponencialmente se se junta essas variáveis e agrava-se se não se aplica uma regra elementar: a tolerância só é verdadeiramente educativa se estabelecer os limites do intolerável. No nosso caso, a discussão contamina-se pela desconfiança nos professores e pela ocupação do espaço de debate, e das políticas, por um antigo discurso centrado em categorias empáticas de negação de conflitos e contradições que rejeita um triângulo intemporal: os conhecimentos como ultrapassagem da relação contraditória entre professores e alunos, mesmo a que não se circunscreve às salas de aula e integra um conceito de escola como grande sala de estudo ou biblioteca a partir das turmas e das disciplinas e para lá dos seus limites físicos. São raros os estudos empíricos. No entanto, a “OCDE concluiu (2017), sem referir as causas, que, por cá, reina a pequena indisciplina nas salas de aula o que nos coloca, por exemplo, no primeiro lugar do tempo perdido para começar uma aula”. A OCDE não apurou as causas, mas parece que a adicção tecnológica, e a privação do telemóvel, será uma explicação. Além disso, estudos mais recentes da OCDE (2021) destacam-nos em primeiro lugar em domínios que influenciam a liderança dos professores: falta de reconhecimento e confiança, stress profissional, muita burocracia, exaustão e escolha de outra profissão se voltassem atrás. Ou seja, a indisciplina é um assunto entre professores e alunos que também tem, obviamente, origens concludentes na sociedade. Acima de tudo, ensinar é complexo, exige muita preparação e uma elevada energia. Requer o uso de diversos estilos de ensino, com as capacidades volitivas em inscrição optimista, para corresponder às constantes solicitações dos alunos, sabendo-se que é mais correcto falar de ignorância do que de conhecimento sobre o modo como cada um aprende. E neste mundo exigente e complexo, os professores necessitam de uma retaguarda forte e de boas condições de realização; e a carreira, a avaliação e o clima das escolas degradaram-se objectivamente. Aliás, se os professores assistem, há década e meia, à devassa mediática do seu exercício, é consequente a fuga à profissão. Até a avaliação se tornou pública. Ignorou-se que é impossível fazê-lo em escalas métricas. Há muito que se experimenta, mas se não existem casos de sucesso é porque ensinar é uma simbiose das emoções com a cognição; e não existem duas turmas iguais. As tentativas (Fundação Gates e “Obama Race to the Top”, por exemplo) que remuneraram eficazes e despediram ineficazes com base nos resultados dos alunos, obtiveram graves resultados: falta de professores e prejuízo dos alunos.  Como consequência, os professores estão no lugar cimeiro dos travões (cotas e vagas) à progressão na AP e reconhece-se as brutais injustiças da avaliação que existe. É uma farsa burocrática que se impõe pela arbitrariedade e que abre portas à parcialidade. É um recuo de décadas na consolidação democrática.  E se vem sempre a propósito nomear a democracia e a liberdade – a liberdade de ensinar e aprender é um valor precioso e inalienável -, a simbologia reforça-se no mês de Abril. E de imediato interroga-se: se governantes e demais decisores da hierarquia avaliativa reconhecem esta tragédia, por que será que não há liberdade para se pôr fim ao flagelo? A leitura de Byung-Chul Han (12:2014), em “Psicopolítica”, ajuda a explicar esta crise profunda da liberdade que parece atingir todos e beneficia os populismos autoritários: “a liberdade, que deveria ser o contrário da coação, engendra coações. Patologias como a depressão e a síndrome de burnout são a expressão de uma crise profunda da liberdade. São um indício mórbido de que hoje, através de diferentes vias, a liberdade se transforma em coação. O sujeito do rendimento, que se pretende livre, é na realidade um escravo. É um escravo absoluto. O sujeito do rendimento absolutiza a vida sem mais e trabalha.”  E se Abril é o mês do sonho, da não desistência e da objecção de consciência simbolizada pelos cravos, recomenda-se o fabuloso conto “Bartleby” que Herman Melville publicou em Novembro de 1853. O escrivão Bartleby proclamou a célebre “preferia não o fazer” (“I would prefer not do” no original), numa manifestação que elevou o confronto à infâmia das inutilidades burocráticas. Bartleby manteve-se no seu posto, mas negou qualquer registo. Se a sua lição fosse apreendida, as lideranças das salas de aula voltariam a ter mais condições democráticas para transformar, em regra, a indisciplina numa educativa dissidência com responsabilidade. A mediatização volta a salientar o aumento da indisciplina nas salas de aula. E se em rigor não se pode afirmar tal subida num universo inquantificável, também não se deve ignorar um assunto crucial para as aprendizagens, e para o ensino, numa fase em que à crescente falta de professores se responde com mais precariedade. Desde logo, sublinhe-se questões prévias: esta discussão é recorrente e, com frequência, confunde-se correntes da pedagogia com ideologias políticas; desde que há escolas que existem problemas disciplinares mais ou menos tolerados e há intemporalidades na sua percepção, nomeadamente as relacionadas com os conflitos de gerações e com a rebeldia na aprendizagem. Contudo, há variáveis escolares concludentes: turmas numerosas ou constituídas maioritariamente por alunos “que não querem aprender” – o desafio das democracias será sempre reduzir este grupo -. A indisciplina sobe exponencialmente se se junta essas variáveis e agrava-se se não se aplica uma regra elementar: a tolerância só é verdadeiramente educativa se estabelecer os limites do intolerável. No nosso caso, a discussão contamina-se pela desconfiança nos professores e pela ocupação do espaço de debate, e das políticas, por um antigo discurso centrado em categorias empáticas de negação de conflitos e contradições que rejeita um triângulo intemporal: os conhecimentos como ultrapassagem da relação contraditória entre professores e alunos, mesmo a que não se circunscreve às salas de aula e integra um conceito de escola como grande sala de estudo ou biblioteca a partir das turmas e das disciplinas e para lá dos seus limites físicos. São raros os estudos empíricos. No entanto, a “OCDE concluiu (2017), sem referir as causas, que, por cá, reina a pequena indisciplina nas salas de aula o que nos coloca, por exemplo, no primeiro lugar do tempo perdido para começar uma aula”. A OCDE não apurou as causas, mas parece que a adicção tecnológica, e a privação do telemóvel, será uma explicação. Além disso, estudos mais recentes da OCDE (2021) destacam-nos em primeiro lugar em domínios que influenciam a liderança dos professores: falta de reconhecimento e confiança, stress profissional, muita burocracia, exaustão e escolha de outra profissão se voltassem atrás. Ou seja, a indisciplina é um assunto entre professores e alunos que também tem, obviamente, origens concludentes na sociedade. Acima de tudo, ensinar é complexo, exige muita preparação e uma elevada energia. Requer o uso de diversos estilos de ensino, com as capacidades volitivas em inscrição optimista, para corresponder às constantes solicitações dos alunos, sabendo-se que é mais correcto falar de ignorância do que de conhecimento sobre o modo como cada um aprende. E neste mundo exigente e complexo, os professores necessitam de uma retaguarda forte e de boas condições de realização; e a carreira, a avaliação e o clima das escolas degradaram-se objectivamente. Aliás, se os professores assistem, há década e meia, à devassa mediática do seu exercício, é consequente a fuga à profissão. Até a avaliação se tornou pública. Ignorou-se que é impossível fazê-lo em escalas métricas. Há muito que se experimenta, mas se não existem casos de sucesso é porque ensinar é uma simbiose das emoções com a cognição; e não existem duas turmas iguais. As tentativas (Fundação Gates e “Obama Race to the Top”, por exemplo) que remuneraram eficazes e despediram ineficazes com base nos resultados dos alunos, obtiveram graves resultados: falta de professores e prejuízo dos alunos.  Como consequência, os professores estão no lugar cimeiro dos travões (cotas e vagas) à progressão na AP e reconhece-se as brutais injustiças da avaliação que existe. É uma farsa burocrática que se impõe pela arbitrariedade e que abre portas à parcialidade. É um recuo de décadas na consolidação democrática.  E se vem sempre a propósito nomear a democracia e a liberdade – a liberdade de ensinar e aprender é um valor precioso e inalienável -, a simbologia reforça-se no mês de Abril. E de imediato interroga-se: se governantes e demais decisores da hierarquia avaliativa reconhecem esta tragédia, por que será que não há liberdade para se pôr fim ao flagelo? A leitura de Byung-Chul Han (12:2014), em “Psicopolítica”, ajuda a explicar esta crise profunda da liberdade que parece atingir todos e beneficia os populismos autoritários: “a liberdade, que deveria ser o contrário da coação, engendra coações. Patologias como a depressão e a síndrome de burnout são a expressão de uma crise profunda da liberdade. São um indício mórbido de que hoje, através de diferentes vias, a liberdade se transforma em coação. O sujeito do rendimento, que se pretende livre, é na realidade um escravo. É um escravo absoluto. O sujeito do rendimento absolutiza a vida sem mais e trabalha.”  E se Abril é o mês do sonho, da não desistência e da objecção de consciência simbolizada pelos cravos, recomenda-se o fabuloso conto “Bartleby” que Herman Melville publicou em Novembro de 1853. O escrivão Bartleby proclamou a célebre “preferia não o fazer” (“I would prefer not do” no original), numa manifestação que elevou o confronto à infâmia das inutilidades burocráticas. Bartleby manteve-se no seu posto, mas negou qualquer registo. Se a sua lição fosse apreendida, as lideranças das salas de aula voltariam a ter mais condições democráticas para transformar, em regra, a indisciplina numa educativa dissidência com responsabilidade.

 

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Calendário Aproximado do Concurso 2022/2023

Tendo terminado hoje a candidatura ao concurso externo apresento no próximo quadro as eventuais datas prováveis das diversas fases do concurso de professores 2022/2023.

A Mobilidade por doença poderá ser ainda durante o mês de abril.

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«As escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz»

«As escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz»

 

O Ministro da Educação, João Costa, destacou a forma como as crianças ucranianas estão a ser recebidas nas nossas escolas, à chegada ao Conselho da União Europeia da Educação, Juventude, Cultura e Desporto (EJCD), no Luxemburgo.
A reunião foi dominada pela guerra na Ucrânia, tendo o Ministro afirmado que esta «é uma excelente oportunidade para uma reflexão conjunta sobre a forma como os sistemas educativos respondem a crises».
«Queremos que as escolas sejam laboratórios de democracia, oficinas de paz para que todos os alunos possam crescer num ambiente saudável e num ambiente que os protege», sublinhou João Costa, explicando que «em Portugal, estamos a receber crianças ucranianas integrando-as nas nossas escolas, apostando sobretudo no desenvolvimento de competências linguísticas e do seu bem-estar social e emocional».
Escola inclusiva e aberta para todos
O momento vivido atualmente na Europa coloca novos desafios, nomeadamente à Educação, como referiu o Ministro João Costa, que espera que se evidencie o que de melhor pode ser feito em termos de inclusão.
«Vivemos a pandemia, não esperávamos esta guerra terrível, bruta e injustificada na Ucrânia. Isto põe os nossos sistemas educativos à prova, mas também nos leva para a tomada de consciência da verdadeira missão dos sistemas educativos: promover inclusão, a mobilidade social, o acolhimento e a integração»,  disse o Ministro, salientando que é o momento para «mobilizarmos os nossos melhores recursos humanos e financeiros para estes desígnios, conquistando também a capacidade de monitorizar a eficácia e a eficiência dos recursos alocados.»

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Valorizar, capacitar e rejuvenescer a Administração Pública?

 

Concordo com a valorização dos trabalhadores, mas ao ler o Programa do Governo fico preocupado. A não especificação de alguns pontos e a ideia que se tira subsequentemente à sua leitura deixam-me muitas dúvidas sobre a intenção destas medidas. É só ler com alguma atenção…

O Governo propõe as seguintes medidas:

 Rever a Tabela Remuneratória Única, com vista a garantir que todas as carreiras possuem posições remuneratórias que permitam o seu normal desenvolvimento;

 Retomar a regularidade das atualizações salariais anuais;

 Valorizar as carreiras, garantindo um sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública (SIADAP) justo, proporcional, transparente e anualizado, como forma de captação de talentos para a Administração Pública, garantindo que os objetivos fixados sejam prioritariamente direcionados para a prestação de serviços ao cidadão;

 Concluir a revisão das carreiras não revistas, com uma discussão alargada e transparente para harmonizar regimes, garantir a equidade e a sustentabilidade, assegurando percursos profissionais assentes no mérito dos trabalhadores;

 Valorizar os salários e as carreiras técnicas;

 Desenvolver novos modelos de trabalho na Administração Pública, nomeadamente o teletrabalho, considerando a importância de criar redes de proximidade em todo o território, tal como exemplificado pela Rede de Espaços de Coworking/Teletrabalho no Interior;

 Estabelecer incentivos para a deslocalização de postos de trabalho para zonas do interior ou fora dos grandes centros urbanos;

 Adotar medidas de responsabilização e valorização dos dirigentes intermédios da Administração Pública, impedindo a concentração da competência para decidir nos graus mais elevados das hierarquias;

 Aprofundar e incentivar a utilização do modelo de avaliação dos serviços com distinção de mérito associada aos melhores níveis de desempenho e refletir essa distinção em benefícios para os respetivos trabalhadores, garantindo assim o alinhamento das dimensões individual e organizacional;

• Reforçar o modelo de formação aos trabalhadores em funções públicas pelo Instituto Nacional de Administração, I.P. (INA), alavancando a sua capacitação e o reforço de competências em larga escala;

 Apostar na capacitação digital dos trabalhadores, desde os níveis mais básicos e das competências digitais intermédias até à qualificação avançada em tecnologias emergentes;

 Investir em novas competências através do Programa de Capacitação em Direitos Humanos para a Administração Pública, dinamizado pelo Instituto Nacional de Administração (INA), que se destina a trabalhadores e dirigentes públicos e que visa formar para direitos humanos, dignidade e cidadania, diversidade e igualdade, bens e serviço público e acesso a novas formas de Administração;

• Aprofundar e desenvolver os centros de competências (JurisAPP, PlanAPP, TICAP, CAPE);

• Consolidar e ampliar os centros de competências, associando-lhes uma dimensão de conhecimento acessível para a Administração Pública e reforçando a capacidade crítica e a especialização dos seus trabalhadores;

• Instituir modelos de trabalho colaborativo nas áreas financeira, de gestão e de recursos humanos, para que os trabalhadores funcionem em rede e em articulação direta com as áreas governativas das finanças e da Administração Pública, quer para o apoio técnico, quer para o reforço das respetivas competências profissionais;

• Estabelecer percursos formativos que incluam capacitação para a liderança em contexto público e liderança de equipas com autonomia reforçada;

• Dar continuidade ao «Qualifica AP», de modo a assegurar o pleno envolvimento do Estado, enquanto empregador, no esforço de qualificação dos seus trabalhadores;

• Implementar políticas de gestão de pessoas, nomeadamente planeando o recrutamento em função das necessidades efetivas de cada área da Administração Pública;

 Rever o regime de acesso à Administração Pública, de forma a agilizar e simplificar os processos de recrutamento, tornando-os mais céleres, em especial para jovens recém-licenciados, respeitando sempre o princípio de igualdade no acesso;

 Potenciar o acesso às carreiras de técnico superior da Administração Pública, melhorando os níveis remuneratórios de acesso e beneficiando, também, a formação em mestrados e doutoramentos;

 Aperfeiçoar o modelo de recrutamento e seleção de dirigentes superiores, garantindo a transparência, o mérito e a igualdade de oportunidades, permitindo à CRESAP proceder à abertura oficiosa de concursos para dirigentes superiores;

• Rever a duração das comissões de serviços de dirigentes intermédios, com vista a imprimir maior dinamismo nos serviços, alargando ainda a sua base de recrutamento para além da Administração Pública, ao setor empresarial do Estado e às autoridades reguladoras.

 

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E Agora? Acomodaram-se…

Descentralização: Porto assume gestão das escolas com “défice” de dez milhões

 

Providência cautelar para travar transferência de competências não teve efeitos suspensivos. Autarquia diz que faltam pelo menos dez milhões no cheque do Governo. 925 trabalhadores e 29 escolas passaram para as mãos da câmara. E agora?

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A opinião da Mosca sobre a falta de professores

Clicar para ver e ouvir…

 

 

 

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Na educação, o exemplo vem de cima, sim!

 

Há alunos cujo exemplo que trazem de casa é tão saliente, tão audaz e claramente protegido que não há quem os consiga fazer calar.

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Um terço dos alunos diz que piorou desempenho escolar com ensino à distância

 

Investigação mostra relação entre decréscimo no aproveitamento escolar e estatuto socioeconómico dos alunos. Estudantes mais carenciados foram os mais prejudicados.

Quase um terço dos alunos diz que piorou desempenho escolar com ensino à distância

 

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Carta aberta de João Costa a João Costa, Ministro da Educação

 

Aí está, finalmente a confirmação de como um dia chegaria a algum lado na vida como professor.
E isto não é coisa pouca num país em que ser professor é ser um coitado, é ser a chacota dos amigos e dos vizinhos, o exemplo a não seguir, de todo e “tout court”, pelo resto da família, é ser um passa-fomes, é não saber fazer nada para além de dar aulas, não ter mais para onde ir, é ser o pior pretendente a um casamento e os sogros a maldizer a sorte, ao menos que trabalhasse num call-centre, pelo menos não saía do mesmo sítio.
Mas não, a vida dá muitas voltas e aí está: João Costa como Ministro da Educação!
Sim, já recebi os costumeiros parabéns de quem deixou de falar comigo há 20 anos, por razões óbvias (ninguém quer como amigo um professor e muito menos um professor desempregado), quiçá agora na esperança de alguma migalha, nunca se sabe e a vida é assim sempre a bicar de olhos postos no chão.
No entanto, já corrigi quem assim se me dirige. João Costa é de facto Ministro da Educação mas não sou eu, é o meu homónimo. E, por alguma razão, nem um abraço tenho obtido de resposta, apenas silêncio, total e completo.
Ainda enviei algumas mensagens de volta a perguntar se está tudo bem, como é que está a Patrícia, e os vossos pais, sempre escreveste um livro e nada, nem sequer viram as missivas na ausência do bonequinho de perfil ao lado da mensagem com medo de que algo aconteça no futuro e é sempre bom manter as distâncias.
É o que tenho feito, sem intenções nenhumas de regressar. E com o meu homónimo ao leme da educação, ainda menos.
Porquê? Façam uma pequena busca pelo salário de um Ministro em Portugal e rapidamente chegarão ao seguinte número: 50879.40 euros de vencimento bruto anual.
Agora procurem pelo vencimento de um simples e desgraçado professor em Londres no escalão “Upper 1”, ainda longe do topo da carreira, e o resultado é um salário bruto anual de 55754.22 euros.
Conclusão, um professor em Londres ganha mais do que o Ministro da Educação em Portugal e depois admiram-se do porquê da falta de professores.
E nestes termos, não invejo a sorte do meu homónimo, João Costa de seu nome, preso a um salário inferior, num cargo onde o próprio é o alvo a abater sempre que algo corra mal e sem saber ao certo onde estará daqui a 4 anos em termos políticos e a ter de fazer por isso se não quiser voltar a dar aulas.
Sua Excelência, Sr. Ministro da Educação, ou de um João Costa para outro João Costa, não há mal nenhum em dar aulas, são os alunos e pais que fazem de nós as pessoas de hoje, somos acarinhados e respeitados, com uma carreira em frente, responsabilidades e desafios e ainda nos pagam mais do que um Ministro por isso.
E, portanto, por conseguinte e por consequência, não podemos de modo algum voltar para um sistema de ensino a anos-luz de iguais condições e que em breve perderá mais de 30000 docentes para a aposentação.
Curiosamente, o mesmo número de docentes desempregados e em excedente aquando da formação deste que vos escreve.
E como os professores no Reino Unido nem sequer são os mais bem pagos da Europa, assim se explica o porquê da falta de atractividade pela carreira política.
Mentira, o João Costa é agora alguém e eu não sou ninguém. E ainda bem. O problema é que depois deste texto aquele bonequinho do perfil já leu a minha mensagem e está precisamente agora a escrever de volta…

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Jovem esfaqueia namorada em escola de Sintra

José, 17 anos, já tinha agredido Lara, da mesma idade, com murros na cabeça, em setembro de 2021 – um mês após a jovem ter terminado pela primeira vez o namoro, que se iniciou em agosto de 2020. O rapaz, que terça-feira a esfaqueou com gravidade, deixando-a entre a vida e a morte, numa escola em Sintra, teve esse inquérito por violência doméstica suspenso provisoriamente pelo MP, após Lara, na reavaliação de risco feita pela PSP, ter afirmado que não havia perigo e até já tinham reatado namoro, apurou o CM junto de fontes policiais.

Jovem suspeito de esfaquear ex-namorada em escola de Sintra já tinha espancado a vítima

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Informações Prova 2021/2022

Disponibilizam-se as informações relativas às provas de 2021/2022.

Consulte-as acedendo a

 

Disponibiliza-se a retificação à Informação-Prova Geral 2021/2022, decorrente da publicação do Decreto-Lei n.º 27-B/2022, de 23 de março.

Disponibilizam-se as informações relativas às provas de 2021/2022.

Consulte-as acedendo à

 

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Falta de professores – Luís S. Braga

 

O que os políticos não entendem é que a recomendação de amigos e conhecidos é a melhor referência.
Vale para restaurantes, hotéis, viagens e profissões….

Recomendaria este trabalho a alguém?
Recomendaria este trabalho a um amigo ou filho?

Li hoje vários textos sobre a falta de professores.

Desde liberais que não entendem que o mercado de trabalho é um mercado e que o salário é o preço do trabalho, até burocratas agarrados a minudências irrelevantes.

Sou professor. Há 27 anos.
Acham que, com o que pagam, e com a forma como me trataram as expetativas, recomendo este trabalho a alguém?
Será que eu próprio o escolheria, em 1995, se soubesse o futuro?

Até, aos 50 anos, às vezes, penso se não poderá valer a pena outros caminhos.

A ironia é que já os meus antepassados não recomendavam aos seus filhos e a minha mãe a mim.

As pessoas gostam de ensinar, mas será que numa sociedade individualista e hedonista alguém levará esse gosto adiante a ser explorado, havendo tanta coisa interessante para fazer que é mais bem paga?

 

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Linhas gerais do governo para a Educação

 

Se é só isto, estamos mal… embora concorde com as poucas linhas enumeradas, e não devo ser só eu, pecou pela escassez.

Linhas Gerais

  • Transição em 3 anos para a gratuidade total das creches (em 2022, o 1º ano; em 2023, o 2º ano; em 2024, o 1º, 2º e 3º anos);
  • Tornar a carreira de Professor mais atrativa nomeadamente através de novos modelos de recrutamento e de vinculação;
  • Permitir a vinculação ao quadro de escola, ao quadro de agrupamento e a zona pedagógica o mais rapidamente possível;

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Falta de professores, será que desistimos de vez dos nossos filhos?

 

A qualidade de um sistema de ensino nunca pode ser superior à qualidade dos seus professores. Então, e quando o problema é não haver ninguém que queira ser professor? O resultado são salas de aulas vazias e alunos por ensinar. É uma realidade conhecida por muitos pais e alunos já no presente ano letivo: em novembro de 2021, cerca de 30.000 alunos deram por si sem um professor na sala de aula.

Não há professores para os nossos filhos

 

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Vai ser encurtado o periodo de três anos, com horário completo, para vincular

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Lista Colorida – RR28

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR28. No final deste 2º período, 9 professores estão no seu 5º contrato

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222 Contratados na RR28

Foram colocados 222 contratados, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:

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Programa do Governo para a Educação

 

O governo apresenta no seu programa para 2022/2026 (páginas 32 a 35 e páginas 130 a 133) um conjunto de autoelogios pelos últimos 6 anos de governação e um conjunto de ideias gerais  sobre o que pretende desenvolver durante a legislatura que tem agora o seu início.

Um Pacto Social para a Educação: Educação de Qualidade para Todos 
Nos últimos seis anos promoveram-se transformações no sistema educativo que tornam Portugal uma referência a nível mundial em várias dimensões e com impactos visíveis nos resultados. Uma política assente na melhoria das aprendizagens, na inclusão e na promoção de uma cidadania ativa produziu resultados traduzidos em indicadores robustos: uma redução significativa da taxa de abandono escolar precoce (de 13,7% em 2015 para 5,9% em 2021), tendo sido superadas as metas europeias; uma melhoria notável dos resultados escolares, com uma redução de mais de 70% nas taxas de retenção e desistência no ensino básico; um aumento de 14% das conclusões do ensino secundário em 3 anos. Estes resultados permitem que tenhamos hoje o maior número de alunos a frequentar o ensino superior da nossa história.Porém, a pandemia abalou o nosso sistema educativo, tal como os sistemas educativos de todo o mundo. O Governo respondeu aos desafios colocados, garantindo proteção social aos alunos e escolas de acolhimento e lançando instrumentos nacionais de suporte, como o Apoio às Escolas, o #EstudoEmCasa e a formação para o ensino a distância. Porém, houve impactos negativos e a necessidade de responder com mais meios, mais recursos humanos e com um reforço da autonomia das escolas. O plano de recuperação das aprendizagens 21|23 Escola+, o Plano de Ação para o Desenvolvimento Digital das Escolas e as medidas inscritas no PRR são instrumentos para a necessidade de trabalhar algumas dimensões curriculares com mais intensidade, o papel das competências sociais e emocionais na aprendizagem e na recuperação, a importância dos apoios aos alunos mais vulneráveis e a urgência da transição digital (para diversificar oportunidades de aprendizagem mesmo em situações de afastamento físico forçado, durante ou após a pandemia). 33Face ao risco que representam as desigualdades agravadas pela pandemia, o país precisa de continuidade e estabilidade nas políticas públicas de educação, respondendo às novas necessidades e dando o melhor aproveitamento aos novos recursos. Para isso, o Governo propõe a construção de um “Pacto Social para a Educação: Uma Educação de Qualidade para Todos”. Para tal, quer mobilizar os profissionais, os pais e encarregados de educação, os estudantes, os parceiros sociais e as forças políticas, a academia e as comunidades. Esta construção de convergências será potenciada pela identificação de fatores estratégicos, com os quais nos comprometemos, tais como a boa governação na educação, o trabalho com os profissionais da educação, a luta pelo combate às desigualdades através da Educação, a contínua melhoria das aprendizagens e a participação dos alunos no processo educativo.
 Autonomia das escolas, descentralização e desburocratização 
O caminho, feito nos últimos seis anos, de alargamento do espaço de decisão das lideranças escolares e dos professores, tem vindo a dar frutos para o sucesso escolar. A resposta das comunidades educativas aos novos desafios que a pandemia trouxe demonstrou, mais uma vez, que a autonomia amplia a capacidade das escolas para responder adequada e atempadamente ao contexto local e à dinâmica das circunstâncias. Assim, o Governo irá:
Continuar o reforço da autonomia curricular e organizativa das escolas, aprofundando e generalizando medidas previstas no plano 21|23 Escola+, para a recuperação das aprendizagens comprometidas pelas dificuldades que se verificaram na pandemia;
Pilotar experiências de autonomia administrativa e financeira das escolas, associadas a medidas de avaliação de eficiência e eficácia na gestão;
Reforçar o modelo de autonomia, administração e gestão das escolas, perspetivando uma maior participação e integração de toda a comunidade educativa, a valorização das lideranças intermédias e o reforço da inserção da escola na comunidade (onde a autonomia reforça a escola e a descentralização reforça a proximidade e qualifica o contexto da comunidade educativa);
Acompanhar o processo de descentralização de competências para os municípios, assegurando a autonomia pedagógica plena das escolas e o cumprimento do objetivo de alívio de tarefas administrativas;
• Proceder, no âmbito do SIMPLEX, ao desenho de um modelo de interoperabilidade de sistemas e plataformas eletrónicas das estruturas orgânicas do Ministério da Educação;
Redução das tarefas burocráticas que constrangem a atividade educativa dos docentes;
• Avaliar a organização do sistema educativo e a sua adequação às necessidades presentes e futuras.
Garantir à escola pública os professores necessários à sua missão 
Nos últimos anos tem existido um investimento nos profissionais da escola pública, desde docentes a técnicos especializados, passando pelo pessoal não docente, em várias dimensões: aumento do número de profissionais nas escolas, combate à precariedade e promoção da vinculação, descongelamento das carreiras e voltando às progressões, investimento na formação contínua, devolução aos docentes de um papel mais ativo no desenvolvimento curricular.Importa continuar e ampliar esse esforço. No caso concreto dos docentes, o diagnóstico de necessidades docentes a curto e médio prazo (5 e a 10 anos) indica a necessidade de uma resposta determinada. Com o objetivo de garantir à escola pública, de forma sustentável, os professores em número, qualidade e motivação necessárias à sua missão, o Governo irá:
Alterar o regime de recrutamento, com a introdução de fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira e no desenvolvimento dos projetos pedagógicos, com a redução da mobilidade entre escolas, sempre que se justifique, com a vinculação direta em quadro de agrupamento ou quadro de escola e com a reorganização dos quadros de zona pedagógica (permitindo reduzir as respetivas áreas geográficas, quando adequado);
• Estabelecer um contrato-programa com Instituições de Ensino Superior para desenvolver um modelo de formação de professores coerente com as necessidades e que confira capacidade formativa às instituições, incluindo alterações no modelo de estágios profissionais, que voltarão a ser remunerados.
Desenvolver um programa de atração de titulares com habilitação profissional para a docência, mediante condições de estabilidade, e será revisto o regime de habilitações para a docência
.• Criar incentivos à carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes dirigidos às zonas do país onde a oferta é escassa e onde a partilha de recursos se mostre fundamental para a manutenção de oferta educativa e formativa.

Combate às Desigualdades através da Educação 

É sabido que as desigualdades socioeconómicas continuam a ser o principal preditor do insucesso escolar, mas sabemos igualmente que também aí não há determinismo e que podemos agir no sentido de tornar menos desiguais as condições de acesso e de sucesso na escola.

Importa, pois, continuar a aposta na inclusão de todos os alunos, abandonando conceções de escola centradas numa segregação dos que têm mais dificuldades.

O caminho para a escola inclusiva, que, como o Plano 21|23 Escola+ prevê, será robustecida pela capacitação das escolas e com novos programas de apoio às aprendizagens e ao desenvolvimento de competências socioemocionais, será continuado através das seguintes medidas:

Consolidar os apoios tutoriais, generalizando-os a todos os alunos com dificuldades atestadas nos instrumentos de aferição e com especial atenção aos impactos da pandemia;

Dar continuidade ao reforço das políticas de Ação Social Escolar, estabelecendo-as como ferramentas fundamentais de combate às desigualdades e ao insucesso escolar;

Reabilitar as residências escolares, instituindo a gratuitidade da sua utilização durante a escolaridade obrigatória, estudando também a possibilidade de acolher professores deslocados;

Implementar um Programa de Apoio a famílias vulneráveis, desenvolvendo redes permanentes de apoio à infância e à juventude, de base autárquica, que articulem e tornem eficaz a ação da escola, da família e da segurança social no terreno;

Concluir o processo de renovação do Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, com condições especiais de estabilização das equipas pedagógicas, reforço da abordagem comunitária à vulnerabilidade das crianças e jovens e com maior acompanhamento no desenvolvimento de projetos educativos inovadores e diversificados;

Reforçar a orientação vocacional dos alunos, garantindo que as escolhas dos percursos concorram para a promoção do sucesso escolar;

• Promover o contributo de todos os programas e medidas na área da educação para a inclusão efetiva dos alunos mais vulneráveis (Plano Nacional de Leitura, Plano Nacional das Artes, Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, entre outros);

• Continuar a produção de indicadores que elejam a mobilidade social e a promoção da equidade como um dos principais instrumentos de avaliação da qualidade das escolas.

Melhoria das Aprendizagens 

O Programa Nacional para a Promoção do Sucesso Escolar, instituído em 2016, assumiu que o êxito não se traduz apenas numa melhoria estatística dos resultados, mas fundamentalmente na avaliação da qualidade do que se aprende, pelo que se desenharam estratégias integradas assentes em princípios como a diferenciação pedagógica, a identificação de competênciaschave, inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, a melhoria qualitativa dos instrumentos de aferição, a melhoria e diversificação das estratégias de aprendizagem e, sobretudo, a ação ao primeiro sinal de dificuldade. Apostados na estabilidade e consolidação destas medidas, importa continuar o trabalho iniciado, com resultados positivos atestados, através das seguintes dimensões:

• Começar cedo:

o Concluir as Orientações Pedagógicas para a Creche e continuar a disponibilização da oferta da educação pré-escolar de qualidade para todos;o Criar mecanismos para que se possam identificar precocemente dificuldades de aprendizagem, para desenvolver imediatamente estratégias que evitem o avolumar de problemas;

• Aprender bem:

o Investir na formação científico-pedagógica dos professores, em particular nas didáticas específicas, na atualização científica, na utilização de recursos digitais e ambientes inovadores de aprendizagem;

o Divulgar práticas pedagógicas de qualidade, fomentando a partilha entre escolas das estratégias que melhor garantem a construção de conhecimentos e o desenvolvimento de competências;o Continuar o reforço do ensino experimental das ciências, com a generalização dos Clubes Ciência Viva na Escola;

o Concluir o processo de modernização e atualização do ensino da matemática, incluindo o ensino da computação; o Aprofundar, nas escolas, a literacia em saúde e bem-estar;

o Dar continuidade ao programa de transição digital na educação, através do reforço previsto no PRR de instrumentos e meios de modernização tecnológica (infraestruturação, criação de laboratórios digitais, melhoria da internet das escolas, manutenção de equipamentos e redes), a que se associam os planos pedagógicos para a sua potenciação plena – sempre na ótica do digital ao serviço das aprendizagens e nunca como substituto da relação educativa como relação humana social;

o Promover a generalização das competências digitais de alunos e dos professores, apostando na digitalização dos manuais escolares e outros instrumentos pedagógicos, promovendo modelos de aprendizagem ativos, potenciando a articulação com o universo social e empresarial, numa perspetiva produtiva, criativa e transformadora e fomentando o espírito de observação, experimentação, inovação e construção de conceções alternativas;

 o Modernizar o Ensino Profissional, mediante a criação dos Centros Tecnológicos Especializados e aprofundando a adequação da oferta às necessidades sociais, locais e das empresas, introduzindo novas complementaridades e parcerias entre a oferta das escolas e de outros parceiros;

o Diversificar as formas de organização do Ensino Secundário, através da permeabilidade entre ofertas formativas e da exploração de percursos formativos próprios adequados aos interesses específicos dos alunos;

o Reforçar o Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, especialmente ao nível do ensino secundário, onde se encontra o principal foco de insucesso;

o Avaliar a melhoria a introduzir no acesso ao ensino superior, com vista à separação entre a certificação do ensino secundário e o acesso ao ensino superior e à valorização de todas as vias e percursos de ensino.

• Aprender sempre:

o Aprofundar o Programa Qualifica como chave para a elevação de qualificações da população adulta, assim como a permanente adequação aos novos desafios do mercado de trabalho;

o Continuar as parcerias para que sejam alargados os pontos locais de contacto do Programa Qualifica e os programas específicos (na Administração Pública, nas empresas);

o Concluir a revisão do Catálogo Nacional de Qualificações, flexibilizando e adaptando-o a novas necessidades e qualificações emergentes, atualizando também os referenciais de formação, para garantir uma maior relevância das aprendizagens;

o Erradicar as bolsas de analfabetismo e promover a aprendizagem da língua portuguesa junto das comunidades imigrantes através de planos conjuntos entre escolas-municípios-delegações do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

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Como recrutar 35 mil professores até 2030

Um estudo recente pedido pelo Ministério da Educação concluiu que será necessário recrutar 35 mil professores até 2030. Mas o ritmo atual de formação não é suficiente. O programa de Governo entregue esta sexta-feira na AR indica já algumas medidas que serão tomadas

Estágios remunerados, entrada direta nos quadros de escola, atrair ex-docentes. O que vai fazer o Governo para evitar uma crise anunciada

O próprio programa de Governo assume que é necessária uma “resposta determinada” para garantir à escola pública os professores em “número, qualidade e motivação necessárias à sua missão”. E para evitar que a falta de professores que já se faz sentir em algumas regiões e disciplinas se agrave, confirma um conjunto de medidas que pretende tomar nos próximos quatro anos.

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Vêm aí mudanças no acesso ao superior

Exames do secundário podem passar a ser usados apenas para entrar num curso superior, como aconteceu desde o início da pandemia, de forma permanente.

Programa do Governo abre a porta a mudanças no acesso ao superior

O modelo de acesso ao ensino superior vai ser reavaliado durante a nova legislatura. O programa do Governo, que foi conhecido esta sexta-feira, não se compromete com mudanças concretas, mas promete abrir a discussão sobre a reforma de um sistema de ingresso que não tem mexidas há 18 anos. A intenção é fazer a “separação entre a certificação do ensino secundário e o acesso ao ensino superior”, o que abre a porta a que os exames do ensino secundário passem a ser feitos apenas como prova específic…

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Uma “tempestade perfeita”…

 

 O meu entusiasmo pela indigitação de João Costa como Ministro da Educação deve ser semelhante à euforia evidenciada por um prisioneiro condenado à morte, a caminho do cadafalso…

Infelizmente, o exagero dessa imagem não é uma figura de estilo… A desesperança é muito real, assim como a descrença de que algo venha a mudar para melhor…

João Costa, como sucessor natural do anterior Ministro, não terá, plausivelmente, nada de novo a oferecer, no sentido em que não se prenunciam alterações significativas ao que foi implementado ao longo dos últimos seis anos…

Ao que tudo indica, o próximo Ministério da Educação não deixará de pautar-se por uma política educativa de continuidade, alinhada com a anterior…

E isso significará, entre outros, que os “lobbies da teoria educativa vigente”, patenteados nos últimos anos, continuarão a exercer o seu domínio e a sua influência e que a “lenga-lenga” já conhecida prosseguirá o seu curso…

Mudará, talvez, a comunicação do Ministério com o exterior, assente na capacidade oratória de João Costa, com um estilo de comunicação muito mais hábil do que o seu antecessor…

Os próximos tempos serão penosos…

Penosos, por muitos e variados motivos:

– Por uma guerra que se instalou na Europa, provocada por uma mente alienada, com consequências previsivelmente devastadoras ao nível humano, económico e social. Obviamente, não ficaremos a salvo dessa colossal crise nem imunes a ela;

– Por uma pandemia que ainda não foi ultrapassada;

– Pelas políticas educativas nacionais desastrosas para a Escola Pública, que parecem ter como objectivo final a sua destruição;

– E, penosos, também, por essas políticas educativas permitirem a existência de superiores hierárquicos que, para se sentirem muito fortes, capazes e poderosos, precisam de agrilhoar, humilhar e tratar com desprezo os seus subordinados…

Abomino qualquer tipo ou forma de Ditadura… E também não suporto tiranos que, com todo o gáudio, parecem dispostos a infernizar a vida de outros, procurando, dessa forma, esconder as suas próprias fraquezas e inseguranças…

Lembrando Salgueiro Maia, um Homem verdadeiramente íntegro e democrata, na esperança de que as suas palavras possam inspirar alguns: “Há alturas em que é preciso desobedecer”

O exercício do Poder pode não corromper, mas, fatalmente, revelará o verdadeiro carácter…

A Lei e a Ordem são imprescindíveis para regular o funcionamento das instituições, o que não faz falta nenhuma é o Poder exercido de uma forma patológica e a tirania praticada a coberto e em nome das leis e da justiça…

Por tudo o anterior, parecem estar criadas as condições para a formação de uma “tempestade perfeita” nos próximos tempos…

A bem de todos, espero estar enganada…

(Matilde)

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A Municipalização Foi Adiada

Hoje, dia 1 de Abril, quando todos os municípios deveriam ficar com as competências na área da educação, o Governo de António Costa decidiu prolongar esta obrigação para o dia 1 de abril de 2023.

Informação chegada agora de fontes não Oficiais.

🙂

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Reserva de Recrutamento n.º 28

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 28.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 04 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 05 de abril de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 28

Listas – Reserva de recrutamento n.º 28 

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Lista de Manuais Escolares Avaliados e Certificados

Lista de Manuais Escolares Avaliados e Certificados

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Mãe agrediu professora sabendo que a vítima estava grávida

Uma professora do 1º ciclo que foi agredida pela mãe de um aluno na Escola Prof. Agostinho da Silva, em Lisboa, avisou que estava grávida.

Mãe agrediu professora sabendo que a vítima estava grávida

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Pensar uma escola diferente: dez tópicos para reflexão

 

Pensar uma escola diferente: dez tópicos para reflexão

Muitas vezes confundimos foco com sacrifício. Tenho a ideia de que o pensamento neoliberal do “trabalhar muito” é a desvalorização do próprio trabalho, que, por exemplo, não apreende que o bom trabalho pode ser feito em menos tempo do que o “muito trabalho”.

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O benefício da dúvida aos novos protagonistas- José Manuel Alho

O banquete – O benefício da dúvida aos novos protagonistas 

Hoje, toma posse o XXIII governo constitucional.

Na Educação, o Ministro é João Costa. Como qualquer um de nós, se cuspido para estas lides, apresenta motivos de elogio e reúne quesitos para crítica contundente. Para (único) Secretário de Estado da Educação, foi designado António de Oliveira Leite.

Comecemos pelo essencial: o sistema educativo precisa de rotina e previsibilidade. A sanha (pseudo)reformista, assente num experimentalismo patológico, introduziu entorses e deformações várias. Urge devolver ao setor o realismo pragmático e securizante dos ousados.

Se a Educação não deve estar refém dos (legítimos) interesses dos professores, não será menos verdade que não pode estar sujeito às chantagens inconfessáveis de outras  organizações corporativistas. Na última década – para ser generoso – os docentes, a pretexto de pífias laborações imediatistas, foram, consecutiva e invariavelmente, servidos em mal urdidas bandejas de sacrifício, descaradamente conotadas com populismos alimentados pelo ódio e inveja sociais. Nada de novo numa nação cuja religião assenta na cobiça do mérito alheio.

Em resumo, como em qualquer outra área nevrálgica do país, nenhuma mudança, genuinamente transformadora, poderá ser feita contra os seus profissionais. É dos livros. Não é preciso ir a Coimbra para entender…

Sem necessidade de elencar a recensão abreviada dos mais sonsos disparates cometidos, em Portugal, em tão crucial setor para o devir das futuras gerações, arrisco conceder o benefício da dúvida. Bem sei que não está na moda, neste mundo de certezas instantâneas e inabaláveis, atrevermo-nos a dar um benefício. Muito mais o da dúvida. Mas eu aceito fazê-lo. Porque há um futuro por assegurar. E ninguém tem o direito de se colocar à margem da solução.

Do que ouvi. Com quem conversei. De todos, escutei razões para não exluir ou estigmatizar. Bem sei que os Professores têm sido – e aqui não há inocentes – vítimas de toda a sorte de abusos e iniquidades. É tempo de pacificar o tom da conversa. O instituto da PALAVRA pode muito até porque a PALAVRA precede a AÇÃO.

Por maiores e mais graves que tenha sido as negligências e omissões dos sindicatos tradicionais, que até têm procrastinado a renovação das suas lideranças, cumpre reconhecer o seu inestimável papel  na valorização da Escola Pública. Sem eles, tudo fica mais difícil.

Por outro lado, existe uma pedra que protelou toda a engrenagem: o reconhecimento de TODO o tempo de serviço prestado pelos professores para efeitos de progressão na carreira. A recusa na procura, ponderada, de uma solução aceitável não permitirá outros compromissos vitais para a qualificação integrada do nosso ensino. Valorizar quem permaneceu no sistema educativo, quando tudo o resto falia, é um imperativo de consciência patriótica. Enjeitá-lo seria uma insensatez que, todos, pagaríamos (demasiado) caro.

Por fim, como professor do 1.º Ciclo, aguardo pelo cumprimento da promessa de António Costa aos monodocentes, que lideram a lista de vítimas de todas as injustiças infligidas aos profissionais da educação desde o início deste século.

Chamem-me romântico. Apelidem-me de lírico. Tanto faz. Até prova em contrário, opto por, sem reservas mentais, ter esperança porque (ainda) arrisco dar obenefício da dúvida.

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Regulamentação e reconhecimento, a validação e a certificação de competências do Programa Qualifica

Portaria n.º 132/2022

 

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Pior não fica – Santana Castilho

 

“De uma vez por todas o país tem de compreender que o maior défice que temos não é o das finanças. O maior défice que temos é o défice que acumulámos de ignorância, de desconhecimento, de ausência de educação, de ausência de formação e de ausência de preparação”. Quem disse isto, no Palácio da Bolsa, a 3.12.2017, foi António Costa, primeiro-ministro de um país onde muitas crianças só comem uma refeição por dia, fornecida pela escola, onde estudantes abandonam estudos por falta de meios, onde os sem-abrigo persistem nas ruas das grandes cidades, onde as reformas de muitos velhos não chegam para a alimentação e medicamentos, onde muitos têm de emigrar para sobreviver e alguns se suicidam, por fome e vergonha. O mesmo que acaba de preferir a continuidade degradante das políticas de Educação dos seus governos à transformação necessária.
Perante a realidade educacional visível, em baixa, não entendo as expectativas, em alta, que surgiram na imprensa (confederações de associações de pais, associações de directores e ensino privado) quanto ao que se pode esperar do novo ministro da Educação. Como se o futuro expectável não fosse a continuidade do que fez nos últimos seis anos. Com efeito, João Costa é agora ministro de jure. Mas foi ele, de facto, que governou o ministério nos últimos seis anos. É realista esperar que faça agora o que não fez antes? É realista esperar que altere agora, como seria necessário, a organização pedagógica e curricular que moldou nos últimos seis anos? É realista esperar que neutralize agora, como seria necessário, os lobbies que criou e protegeu nos últimos seis anos?
A análise do discurso de João Costa, assente na retórica provinciana do “aluno do século XXI”, do “trabalho de projecto”, da “flexibilidade pedagógica”, do “trabalho em rede” e dos “nados digitais”, expõe uma mistura de lemas gastos com teorias pedagógicas que foram abandonadas porque falharam, depois de terem lançado a confusão no sistema de ensino.
Quando se junta hoje a melodia das “aprendizagens essenciais” ao estribilho da “flexibilidade pedagógica”, vemos o que a música de João Costa deu: um desconcerto nacional, particularmente para os que já chegam à Escola marcados pela sorte madrasta de terem nascido em meios desfavorecidos. Porque a inovação pedagógica do aprender menos não remove o insucesso. Mascara-o. Porque os experimentalismos assentes no abaixamento da fasquia não puxam pelos que ficam para trás. Afundam-nos. Porque o escrutínio sério das políticas educativas de João Costa, que só um pensamento crítico livre de contaminações ideológicas permite, demonstra-o.
Das celebrações fátuas de João Costa sobressai um excelente diploma sobre educação inclusiva. O que o atrapalha é a realidade: as escolas que temos, os meios que não temos e os alunos que existem com necessidades educativas especiais severas. Ter todos dentro da mesma escola é um excelente princípio, que nenhum civilizado contesta. Mas não o concretizamos fingindo que determinados alunos podem dar respostas que sabemos que nunca poderão dar, pedindo do mesmo passo aos restantes que fiquem parados. É isto que João Costa tem promovido: uma exclusão dupla, mais gravosa ainda para os que nasceram diferentes.
João Costa passou seis anos, laboriosamente, a desregular todo o mecanismo de avaliação do desempenho do sistema de ensino (anulando a comparabilidade dos dados recolhidos ao longo dos tempos), a desconstruir a estrutura curricular e a produzir normativos e formação em torrentes sobre o que deve ser feito no âmbito da autonomia das escolas, promovendo, assim, o mais hipócrita homicídio, à nascença, dessa mesma autonomia. As fotos que o representam vestido de escuteiro e uns números giros de filosofia Ubuntu e avaliação MAIA dão-lhe a credibilidade com que uma parte da comunidade se contenta. Deus abençoe esses sacristas.
Em penúltima instância, a culpa da situação a que chegámos é de uma oposição política castrada. Em última, é de quem percebe o desatino e se resigna. Afinal, é graças a essa resignação e à cumplicidade ululante dos sacristas do momento que continuaremos a ser esmagados e enxovalhados. A Educação está tão desgraçada que dificilmente alguém a poderá desgraçar ainda mais. António Costa inspirou-se em Tiririca: pior não fica.

In “Público” de 30.3.22

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Falta de professores? Solução passa “pela atratividade da profissão”

Quase que dá para rir…

Sindicatos reagem ao estudo da Pordata, segundo o qual mais de 100 mil alunos vão ficar sem algum professor no próximo ano letivo. É preciso dar “um sinal claro de que é possível abraçar esta profissão sem passar anos de precariedade antes de vincular”, avisa Fenprof.

Falta de professores? Solução passa “pela atratividade da profissão”

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Fim do uso obrigatório de máscaras à vista

Como já se tinha previsto AQUI, o fim do uso obrigatório de máscaras deve ocorrer a 19 de abril.

 

1 — Declarar, na sequência da situação epidemiológica da doença COVID-19, até às 23:59 h do dia 18 de abril de 2022, a situação de alerta em todo o território nacional continental.

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