Category: Rui Cardoso

Informações-Prova 2024/2025

Disponibilizam-se as informações-prova de 2024/2025.

Consulte-as acedendo à

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Como é que os alunos não haviam de estar desmotivados?

Só os alunos mais responsáveis, que têm maior maturidade ou que gostam muito de estudar ou agradar, conseguem acompanhar os estudos.

Como é que os alunos não haviam de estar desmotivados?

A crescente desmotivação dos alunos tem sido sentida com preocupação tanto pelos pais como pelos professores. Sabemos que muitos, sobretudo a partir do 2.º ciclo, consideram as aulas maçudas, pouco interessantes e o currículo difícil e demasiado extenso.

A parte mais motivadora do tempo que passam na escola é com os amigos no recreio – o que é extremamente importante em vários aspetos – e muitas das aulas são, na melhor das hipóteses, sofríveis.

Há ainda muitos jovens que acham que têm de ter boas notas só para os pais ficarem satisfeitos, que estão na escola para lhes fazerem um favor ou simplesmente por obrigação. São poucos os que conseguem estabelecer uma relação direta entre a escola e o seu futuro e, como sabemos, é impossível ter motivação para fazer uma caminhada de 1000 km se não houver um objetivo pessoal bem definido.

Quando os alunos chegam ao segundo ciclo sentem um enorme choque e geralmente ficam muito perdidos. Deixam de ter um tutor que os guia e, no auge da sua vida frenética, cheia de mudanças, solicitações, emoções e desafios – como bons jovens que são –, rapidamente perdem o fio à meada, enquanto tentam acompanhar a matéria, os testes e os trabalhos, que vão sendo projetados por uma espécie de lançador de bolas de ténis acelerado. Ainda conseguem apanhar as primeiras, mas depois já não têm onde as guardar, nem mãos para as apanhar, e acabam por se dar por vencidos. Sentem-se só mais um, perdido e esquecido, entre os professores e as disciplinas que se atropelam, os conteúdos demasiado desligados da sua realidade, do que lhes parece útil e fundamental.

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“Faz-te Ouvir”. Alunos do Secundário começam semana de luta

Mais de 30 escolas secundárias de todo o país vão ser palco esta semana de ações de contestação dos estudantes.

“Faz-te Ouvir”. Alunos do Secundário começam semana de luta

Entre esta segunda-feira e sexta-feira, haverá pinturas de faixas, concentrações e até concertos reivindicativos.

É a semana de luta sob o lema “Faz-te Ouvir” que é lançada plo movimento “Voz aos Estudantes”.

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“Esta geração está perdida”…

 

Nos últimos dias, andei em périplo por várias Turmas do Ensino Secundário com o objectivo de, entre outros, ouvir as opiniões dos respectivos Alunos sobre os principais traços que caracterizam a geração a que pertencem…

Em suma, o principal tema levado a debate foi este:

– Como se caracteriza a actual geração de jovens portugueses? O que têm os próprios jovens a dizer sobre a sua geração? Como percepcionam essa geração?

Entre Turmas do 11º e do 12º Anos de Escolaridade, a alegação, ipsis verbis, mais repetida pelos jovens auscultados foi a seguinte:

– “Esta geração está perdida”…

Olhos nos olhos, sem rodeios e sem complacência, foi muitas vezes afirmado pelos jovens: “Esta geração está perdida, não há solução”…

Quando convidados a justificar tal afirmação, os motivos mais invocados foram estes:

– A actual geração de jovens está dependente das redes sociais; vive, como que “anestesiada”, para as redes sociais e para os jogos online; é egoísta, não consegue ser empática e não se importa com os problemas dos outros; está habituada a ter pais que satisfazem as suas vontades em termos materiais; dá muita importância às aparências; julga os outros de forma ligeira e leviana; desiste facilmente, perante alguma dificuldade; aspira a ter alguma ocupação (não necessariamente uma profissão) que permita ganhar muito dinheiro; fica muito frustrada quando as coisas não correm bem; não quer trabalhar, só pensa em divertir-se…

Em resumo, entre os jovens ouvidos, parece existir a crença, de resto, assumida com toda a frontalidade e muita convicção, de que a sua geração estará perdida e que pouco haverá a fazer para a salvar…

Quando os próprios jovens consideram que a geração a que pertencem está perdida, evidenciando um pessimismo demolidor, é praticamente impossível não pensar:

– E, agora, o que se poderá fazer para contrariar tal convicção?

– Que futuro poderá ser auspiciado por estes jovens?

– Os adultos que rodeiam esses jovens estarão conscientes dessas expectativas tão negativas? Estarão, esses adultos, disponíveis para ajudar os jovens a ultrapassar essa desesperança?

Sem pretender fazer generalizações que se possam tornar abusivas, não poderá, contudo, deixar de se considerar tais afirmações como preocupantes, sobretudo pela subjacente “admissão de derrota”, face a uma geração que é posta em causa pelos próprios elementos que a compõem…

Infelizmente, acredito que a percepção destes jovens acerca da sua geração seja partilhada por muitos outros, um pouco por todo o país e, sob esse ponto de vista, talvez esta seja uma amostra significativa e fiável…

E o problema será justamente esse…

A desesperança anda por aí, estará até, muito provavelmente, à frente de todos…

E um desses jovens foi um pouco mais longe do que os restantes, afirmando, num determinado momento, o seguinte:

– Na nossa geração já não há nada a fazer, isto só melhora na próxima geração, quando nós tivermos os nossos filhos e os educarmos de maneira diferente… Temos que conseguir educar melhor os nossos filhos…

Depois dessa afirmação, que mais se poderá dizer?

No fim, fica no ar um certo sentimento de cepticismo, mas também de resignação e de impotência para se conseguir alterar o actual estado das coisas, expresso por muitos jovens e corroborado por outros tantos…

Mas a Escola Pública, as políticas educativas dos últimos anos e as famílias não podem fazer de conta que não têm nada a ver com o anterior:

– Uns e outros têm contribuído, de forma determinante, para enganar a actual geração de jovens portugueses, transmitindo-lhes uma mensagem subliminar dominada por um conceito de realidade deveras enganoso, deturpado e subvertido, assente na ideia de que a vida é fácil;

– A interiorização da mensagem anterior por parte dos jovens tem levado muitos deles a acreditar na sua própria invencibilidade, tornando-os pouco empáticos, egocêntricos e incapazes de assumir compromissos e de resistir à frustração, como aliás foi apontado, de certa forma, por muitos dos jovens auscultados;

– A Escola Pública, as políticas educativas dos últimos anos e as famílias têm enganado os jovens, induzindo expectativas irrealistas, dificilmente concretizáveis em vários contextos da vida real;

– O abandono afectivo e emocional a que muitos jovens são sujeitos pelas respectivas famílias, também contribuirá fortemente para a sensação de desnorte, de desorientação, de pessimismo, experienciada por uma parte significativa deles… Às vezes, tem-se tudo em termos materiais, mas muito pouco, ou praticamente nada, em termos afectivos…

Ainda assim, fazendo fé na capacidade criativa, regeneradora e de reinvenção, que tantas vezes assiste à condição humana, sobretudo em situações potencialmente catastróficas, quero acreditar que a actual geração de jovens portugueses conseguirá, apesar de tudo e apesar de todos, sobreviver e tornar-se capaz de enfrentar a maior parte das contrariedades que a fustigam…

Quero acreditar que a actual geração de jovens portugueses não esteja efectivamente perdida… Quero acreditar que ainda possa haver esperança…

Além do mais, se não se tiver essa esperança, em quem poderemos confiar para cuidar da minha geração, quando, com sorte, se chegar a “idoso”?

Paula Dias

 

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Reserva de recrutamento 2024/2025 n.º 12

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 12.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 18 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 19 de novembro de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 12

Listas – Reserva de recrutamento n.º 12

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Concurso Externo Extraordinário 2024/2025 – Listas Definitivas

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de admissão/ordenação, de exclusão, de colocação, de não colocação e de desistências, do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Consulte a nota informativa.

Nota Informativa – Publicitação das listas definitivas do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

Listas Definitivas

 

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Notificação da decisão da reclamação ao Concurso Externo Extraordinário 2024-2025

 

Encontra-se disponível para consulta a notificação da decisão da reclamação ao Concurso Externo Extraordinário 2024-2025.

SIGRHE – Notificação da decisão da reclamação

Nota informativa – Notificação da decisão da reclamação

 

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2025 pode ser ano recorde de professores reformados

Portugal deve bater, em 2025, um novo recorde de professores aposentados: de acordo com o ‘Diário de Notícias’, é esperado que cerca de 4.700 docentes abandonem a vida profissional, o que, a confirmar-se, é o valor mais alto de sempre. “As escolas ficarão muito desfalcadas. 4.700 num universo de cerca de 800 escolas, são 5 professores por agrupamento. E isto não contabilizando as substituições por doença”, explicou Arlindo Ferreira, diretor do agrupamento de escolas Cego do Maio, na Póvoa de Varzim.

O também autor do blogue ‘ArLindo’, que se dedica à Educação, alertou para o facto de estarmos “a chegar a uma fase crítica”, com milhares de docentes a chegar à idade da reforma. Isto porque “houve um grande boom de diplomados nos anos 90 que estão agora a chegar ao fim da carreira”.

As previsões podem ser revistas um pouco em baixa, dependendo da adesão à medida do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de retenção dos docentes reformados. “Na minha escola, tenho três professores que se deveriam aposentar e vão ficar até ao final do ano letivo e beneficiar da medida e do acréscimo de 750 euros no ordenado. Poderá haver alguns docentes que decidam ficar mais tempo, mas os professores estão muito cansados. No entanto, explicou Arlindo Ferreira, “se não for em 2025, será daqui a dois anos a saída de todos”.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, avisou para as dificuldades em substituir os professores aposentados e para a “propagação da escassez de professores, paulatinamente, ao resto do país”. “Mais ano menos ano, teremos uma pandemia instalada na Educação em Portugal, também na Europa e no resto do mundo”, referiu.

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A escola do meu (des)conforto

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Certificação do Tempo de Serviço (CTS) – Prorrogação

 

Considerando que a Nota Informativa, de 11 de outubro de 2024, determinou que os pedidos de certificação de tempo de serviço, para efeitos de concurso de professores 2025/2026, teriam de ser apresentados até ao dia 15 de novembro de 2024; e
Ponderadas as solicitações entretanto apresentadas pelos interessados, com fundamento procedente, para a prorrogação do referido prazo, determina-se que:
O prazo de apresentação de pedidos de certificação de tempo de serviço, para efeitos de concurso de professores 2025/2026, é prorrogado até ao dia 30 de novembro de 2024.

A partir do dia 1 de dezembro de 2024, e até 31 de março de 2025, só serão admitidos os pedidos de certificação que sejam instruídos para efeitos de aposentação e/ou de retificação administrativa dos previamente submetidos.
Os novos requerimentos de certificação do tempo de serviço para efeitos de concurso nacional voltarão a ser admitidos a partir de 1 de abril de 2025.

Consulte a nota informativa.

Certificação do tempo de serviço – novembro 2024

 

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Apoio Extraordinário à Deslocação – Reclamação

 

No âmbito do apoio extraordinário à deslocação, a DGAE disponibiliza uma aplicação eletrónica que permite aos docentes efetuarem a reclamação do apoio atribuído no âmbito do Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro.

 

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Proc. n.º 28301/24.5BELSB – Procedimentos de Massa – Citação de contrainteressados

FAZ-SE SABER, que nos autos de contencioso de Procedimento de Massa, acima identificada, que se encontram pendentes neste tribunal, são os contrainteressados, abaixo indicados, CITADOS, para no prazo de DEZ (10) DIAS, a contar da data de publicação deste anúncio se constituírem como contrainteressados no processo acima indicado, nos termos do n.º 5 do art.º 81.º e art.º 99.º do Código de Processo nos Tribunais Administrativos, cujo objeto do pedido consiste:

“A anulação do ato que exclui a Autora do procedimento de mobilidade por doença., em virtude de o mesmo se encontrar ferido de ilegalidade, nos termos expostos, A condenação do Réu à prática dos atos administrativos devidos e conducentes ao deferimento da pretensão da Autora e consequente reposicionamento da Autora no procedimento de mobilidade por doença numa escola a que concorreu perto de casa e do hospital onde faz os tratamentos, ao qual tinha direito, não tivesse sido excluída”.

Uma vez expirado o prazo, acima referido (10 dias) os contrainteressados que como tais se tenham constituído, serão posteriormente citados para contestarem, no prazo de 20 (vinte) dias, nos termos previstos nos artigos 81º, nº 7, e 99º, nº 5, alínea a), do CPTA.

É obrigatória a constituição de Mandatário, nos termos do nº1 do artigo 11º do CPTA e do nº 1 do artigo 40º do Código de Processo Civil.

Os prazos acima indicados são contínuos, não se suspendendo durante as férias judiciais. Terminados em dia que os tribunais estejam encerrados, transfere-se o seu termo para o primeiro dia útil seguinte.

A apresentação de contestação, implica o pagamento de taxa de justiça autoliquidada.

As férias judiciais decorrem de 22 de dezembro a 3 de janeiro; de domingo de Ramos à segunda-feira de Páscoa e de 16 de julho a 31 de agosto.

O processo tem caráter urgente e corre em férias judiciais.

Notificação.

Anuncio.

A CITAR:

Rute Alexandra Cancela Pinto

Anabela Ondina Ferreira Pinto César

Rodrigo Manuel Zagalo Cardoso Corte Real

António José Rocha Pastor

Ana Paula Ribeiro Teixeira Veiga Coelho

Maria Isabel Pereira de Sousa

Anabela de Sousa Campos

Maria Helena Nogueira Moreira

Sandra Manuela Arrais de Oliveira Palhares

Nuno Manuel Leite e Silva Torrinhas Amaro

Ana Maria Carneiro Marques

Carla Susana Rodrigues Franco

Susana Cristina Gomes Pereira

Jacqueline Oliveira Franco Marques

Lúcia Carla Almeida Pereira

Andreia Patricia Félix Ferreira

Marisa Fernandes de Oliveira

Sandra Maria da Costa Amoêda

Telma Andreia dos Santos Marques

Sandra Maria Rocha Pereira Cardoso Alves

Ana Cristina Ribeiro Meneses de Andrade

Áurea Maria Mateus Roxo

Gorete da Silva Teixeira

Luísa Maria Guimaraes Mendes da Silva Ferreira

Sofia Antunes Moça

Antonio José de Amorim Andrade Morais

Maria Emília Mendes Costa

Rui Filipe Ribeiro Lemos

Carla Sofia Ferreira Guedes

Pedro Miguel Pereira Sampaio

Ricardo Alexandre Batista Fontes

Paula Cristina Cataluna Ferreira

Andrea Tomé Serrão Inácio de Macedo

Márcia Andreia dos Santos Prado

Maria Paula Nadais Lopes Quental

Maria de Fátima Oliveira da Silva Gomes

Yaqueline Coelho Alves

Alda Sofia de Matos Lima

Maria José da Silva Costa

Ana Catarina Baptista Soares Ferreira

Susana da Conceição da Cunha Gomes de Sá

Teresa Maria Ribeiro Gouveia

Hugo Manuel da Silva Maia

Mónica Sandra Guedes da Silva

Maria Helena Araújo Portugal de Guichard Alves

Maria Cristina de Mendonça Possidónio de Paiva Bastos Claro Pimenta

Ana Margarida Pereira Afonso Gonçalves

Maria Natália Araújo da Fontoura Beleza Braga

Dina Maria da Costa de Carvalho Lemos Ribeiro

Celsa Maria Marques Santos

Cláudia Raquel Ribeiro Marques

Marco Roberto de Macedo Mendonça

Iolanda Maria Ribeiro da Costa

Sónia Maria da Silva Alves

Sandra Sofia Rodrigues Carvalho

Sandra Patrícia Pereira Afonso

Gabriela Sofia Teixeira Pereira

Margarida José Lopes Oliveira Felício

Alberto Jorge Mateus Bispo Gonçalves de Sousa

Cláudia da Conceição Costa Correia

Maria José de Assunção Costa Correia

João Pedro Gonçalves Couto

Susana Margarida Silva Pereira

Sónia Sofia Pereira Santos

Marco Sérgio da Silva Fonseca

Maria José Figueiredo Peixoto Pires

Gil Manuel de Lemos Gouveia

Paula Sofia Duarte Fernandes

Cristina Mariana Dias Gonçalves da Costa

Sónia Patrícia Barros da Rocha Gomes Cruz

Ana Sofia da Silva Azevedo

Susana Paula de Carvalho da Silva Aires

Marcelo Alves Pereira

Agostinha Sameiro Rodrigues Dias de Carvalho

Daniela Filipa da Silva Oliveira

Elisabete Leonor Pereira Soares

Julia Susana Silva Conde Barbosa

Margarida Maria de Azevedo Ferreira Marques

Joana Salomé da Cunha Machado Terras

Susana Maria Taboaço Pereira de Araújo Fernandes Spratley

Sofia Camarinha Carvalho Martins Fradinho

Manuela Cristina do Souto Moreira

Anabela Guedes da Fonseca

Sílvia da Conceição Magalhães Leite

Zulmira das Dores de Araújo Teixeira

Maria de Fátima Rebelo Ramalho

Susete Correia Limpo Maurício

Ana Cristina Ferreira Barros Simões

Filipa Daniela Ribeiro da Silva Ferreira

Paulo Manuel Fernandes Gomes de Sá

Alvarino de Azevedo Sampaio

Susana Isabel de Sousa Faria

Joana Margarida de Araújo Carvalho Lopes.

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Certificação do Tempo de Serviço (CTS)

Os pedidos de certificação do tempo de serviço, para efeitos de concurso de professores 2025/2026, têm de ser apresentados até ao dia 15 de novembro de 2024.

A partir do dia 16 de novembro de 2024, e até 31 de março de 2025, só serão admitidos os pedidos de certificação que sejam instruídos para efeitos de aposentação e/ou de retificação administrativa dos previamente submetidos.

Os novos requerimentos de certificação do tempo de serviço para efeitos de concurso nacional voltarão a ser admitidos a partir de 1 de abril de 2025.

Consulte a nota informativa.

Certificação do tempo de serviço – outubro 2024

 

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Procedimento de atribuição de serviço docente aos educadores de infância e aos professores dos ensinos básico e secundário aposentados e reformados 2024/2025 – Validação da Reclamação

A aplicação eletrónica que permite efetuar a Validação da Reclamação dos dados constantes das Listas Provisórias do Procedimento de atribuição de serviço docente aos educadores de infância e aos professores dos ensinos básico e secundário aposentados e reformados está disponível entre as 10:00 horas do dia 11 e as 18:00 horas do dia 12 de novembro de 2024 (hora de Portugal continental).

Nota Informativa – Validação da Reclamação das candidaturas ao Procedimento de Atribuição de Serviço Docente aos Aposentados e Reformados 2024/2025

SIGRHE – Validação da Reclamação

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Subsídio Municipal ao Arrendamento Acessível – Candidaturas abertas

 

Clique AQUI para aceder a mais informação.

Clique AQUI para aceder ao Aviso n.º 6/DMHDL/CML/2024 – Abertura do 7.º concurso do Subsidio Municipal ao Arrendamento Acessível.

Clique AQUI para aceder ao Anexo I – Lista de documentos.

Clique AQUI Anexo II – Minuta Contrato.

Clique AQUI para aceder à Proposta n.º 644/2024 – Aprovar a 7.ª edição do Subsidio Municipal ao Arrendamento Acessível (SMAA) – Programa de Apoio à habitação.

 

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“Na escola nada é mais importante que o professor” – Alexandre H. Cristo

 

Secretário de Estado Adjunto e da Educação (SEAE) Alexandre Homem Cristo afirmou, na sessão de abertura do Fórum FNE 2024, que “na escola nada é mais importante que o professor”

No seu espaço de intervenção, Alexandre Homem Cristo referiu que estávamos num momento importante de reflexão. O SEAE referia-se ao processo negocial de revisão do ECD, à clarificação da relação do Ministério da Educação, Ciência e Investigação (MECI) com os municípios e à urgente valorização do PAE: “Precisamos de estar todos alinhados nas nossas missões”, sublinhou. “Estamos a arrancar o processo negocial de revisão do ECD e há uma evidência, muitas vezes esquecida, de que na escola nada é mais importante que o professor”. Nas suas palavras, “este foi o ponto de partida do nosso racional, uma lógica de política pública, o nosso objetivo e a base de tudo o que temos feito até aqui”.

Alexandre Homem Cristo frisou que na recuperação do tempo de serviço congelado “tivemos que resolver esse obstáculo que estava à nossa frente” e as negociações foram muito abertas, frontais, transparentes: “Havia uma vontade de encontrar um caminho comum. E encontrámos um ponto de articulação satisfatório entre as partes. É isto mesmo que também pretendemos para a revisão do ECD, um desafio de mais longo prazo e com um impacto frontal nos docentes e no sistema educativo”.

Quanto à calendarização da revisão do ECD, o SEAE lembrou que ela tem o prazo de um ano, pois “se queremos fazer isto bem não o vamos fazer à pressa. Queremos um ECD que tenha durabilidade e que contribua para a carreira de média e de longo prazo. Se não formos eficazes não vamos resolver coisa nenhuma. Penso até que um ano até será curto. Deveriam ser dois ou três anos. Mas o sistema educativo precisa que sejamos mais eficazes”.

O SEAE destacou que o MECI trabalha muito com dados, com informação, com avaliações de impacto, planeamento e estudos projetivos. A grande dificuldade é a falta de dados oficiais sobre os professores: onde estão, com que percursos de carreira: “Na avaliação do impacto orçamental, a própria Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) se queixou que os dados eram insuficientes. Vamos parar de ter duplicação de informação. Vamos fazer uma análise comparada com carreiras de outros países, ver o que correu bem e adaptar ao nosso contexto”.

O MECI também fará uma auscultação a especialistas, académicos, sindicatos e à sociedade em geral: “Vamos ter um debate público sobre esta matéria. Não podemos achar que não há limites orçamentais. Mas este será apenas um item. Estamos abertos a ideias, sugestões. Esperamos que haja um acordo na revisão do ECD, mas já percebemos que haverá áreas em que estaremos mais perto, outras mais longe. Procuraremos um equilíbrio e não vamos misturar todas as dimensões. A avaliação de desempenho será uma área mais difícil. Mas vamos fatiar o elefante”.

Para Alexandre Homem Cristo, o seu ministério tem que sair da bolha e chegar às famílias e à sociedade: “Na pandemia houve uma certa indiferença da sociedade em relação às escolas. Queria-se os alunos na escola e não em casa. Depois houve consciência de outras prioridades”.

 

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O apoio aos DT e algo mais…

O engraçado é os Titulares de Turma do pré-escolar e primeiro ciclo não estarem equacionados neste apoio ao trabalho burocrático que também têm… mas disso ninguém fala!

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Reserva de recrutamento 2024/2025 n.º 11

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 11.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 11 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 12 de novembro de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 11

Listas – Reserva de recrutamento n.º 11

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Ninguém? – Paulo Guinote

O Rui Cardoso acha que ninguém quer abordar a questão da ADD. Com a devida ironia provocatória, que ele percebe com facilidade, está a olhar para o seu umbigo. Se há coisa sobre a qual escrevi foi sobre ela, anos a fio, até porque desde o descongelamento meti o nariz num número muito razoável de recursos e reclamações e tenho a papelada para o comprovar. Diz ele que se não forem os professores a tratar do assunto, outros tratarão, como se não fosse certo e garantido que será isso a acontecer, com ou sem propostas dos professores, mesmo aquelas que se esqueceram ao fim de poucos anos e não se trata só das questões das quotas e das vagas.

Ninguém?

Ainda diz ele que “todos falam mal dela, ninguém a quer, mas todos se tentam aproveitar dela”, algo que não posso desmentir por completo, porque sempre achei que havia forma de a contornar, assim as SADD (e director@s) colaborassem, sem medo de pressões externas. Assim existisse “união” e as coisas poderiam ter sido bloqueadas a partir das escolas. Mas não foram e eu até penso que sei o porquê e porque o assunto até se tornou mais relevante a dado momento. Ainda me lembro de alguém se gabar de recusar menções de mérito, quando para isso teria de acumular mais essa benesse a outras decorrentes dos cargos ocupados, como ampla redução do horário lectivo e suplemento remuneratório que há quem queira ver aumentado. Se tivesse de apontar o dedo, não seria ao Rui Cardoso, que é muito frontal nestas coisas. Claro que falo naquelas outras criaturas, que parecem herdeiras do sonsismo, que se armam em muito éticas, sem parecerem perceber exactamente do que estão a falar, convivendo bem com conflitos de interesses mal declarados.

Por exemplo… vamos, de uma vez, tornar estanques os regimes geral e especial da ADD? Como será tudo feito se os directores e outros dirigentes escolares tiverem uma carreira própria? Terão uma ADD separada, estanque, deixando subcoisos e adjuntos de se gabar de não vir “papar” as quotas aos zecos, como se isso fosse um grande feito? Posso dar exemplos do contrário e de muita trafulhada e promiscuidade nos procedimentos. Não é por acaso que até eu já reclamei, como dei conta de forma pública, aqui neste blogue, há um par de anos, com recurso a documentação demonstrativa do abuso de uma presidente de SADD que, não satisfeita em baixar-me a menção, até tentou baixar-me a classificação quantitativa. Parece que há quem ache que, perante isso, devemos todos calar-nos. Ide dar banho à minhoca.

Se é sobre a ADD que querem falar, debater, confrontar ideias… vamos a isso. Mas, nesse caso, há quem precise de comprar espelhos, antes de fazer críticas. Há quem ache que por não ir ao pombal do vizinho, fica desculpado por ir ao galinheiro. E antes de ir ao galinheiro, tinha ido ao pomar. Há quem fale de barriga muito cheia, não sabendo do exemplo daquele sapo.

Já agora, a propósito das necessidades de uma “infraestrutura” ética no mundo actual, uma leiturinha interessante, não muito longa, mas um pouco complexa, para quem tiver receio de desgastar o tempo e o intelecto.

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A crise geracional da educação – José Afonso Baptista

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.

Luís de Camões tinha razão, o ser humano gosta de mudar. Precisa de mudar. É obrigado a mudar. Começou a escrever e a desenhar nas paredes das cavernas, logo passou aos papiros, antepassados do papel, e aos pergaminhos ou peles de animais. A minha geração aprendeu a escrever na pedra com um estilete também de pedra, o ponteiro. As ardósias substituíram papiros e pergaminhos. Eram miniaturas portáteis do quadro preto onde se escrevia com giz branco. Poupámos árvores e animais sacrificados para alimentar a escrita. O papel veio a seguir, livros, folhas de papel, cadernos, cartolinas, a escola tornou-se a principal consumidora da floresta. Os nossos filhos e netos vão abandonando o papel, a tinta, as canetas, as esferográficas, os lápis, as borrachas e os vernizes que escondem os erros que deram. A minha preciosa coleção de canetas de tinta permanente ficou esquecida no tempo. Os teclados poupam tudo isso e a “nuvem” guarda e arruma o que escrevemos. As receitas médicas são hoje enviadas pelo telefone e afixadas no SNS 24, disponíveis com um clic. Os infindáveis “Processos”, volumosos dossiers que guardavam e organizavam as nossas vidas de papel, nos hospitais, nas escolas, nas repartições, nas empresas, tudo isso são hoje sepulturas de pessoas e de um mundo que já não existe. Os exames escritos, os trabalhos académicos, os exames médicos, os impostos, tudo deixou de ter existência material. Se não deixou, é sintoma de atraso. O próprio dinheiro físico vai desaparecendo a pouco e pouco e não resistirá por muito tempo. Virá a seguir o desaparecimento dos teclados. Deixarão de ter utilidade porque podemos ditar vocalmente o que o computador transforma em texto e guarda em discos ou na nuvem. O computador e o smartfone são hoje “o anjo da guarda” da infindável memória que nos lembra ou ensina em segundos o que levamos anos a aprender ou a decorar. Que nos faz de imediato contas e cálculos que roubavam tempo e paciência. Aprender é preciso, a ouvir, a ler, a contar, a desenhar, a pensar, a memorizar. Mas hoje são outros os caminhos do aprender. Antes de mais são os que impõe o tempo presente, mais práticos, mais rápidos, mas sobretudo mais autónomos. Agora o aprendente tem outros incentivos para aprender e outros meios de acesso ao saber. A geração Z, nascida entre 1995 e 2010, está profundamente enraizada na Internet, no digital e nas novas tecnologias. Este é o seu mundo e o seu caminho e não adianta erguer sinais de trânsito proibido. A geração dos pais e dos avós, escravos da nostalgia conservadora do passado, bem podem clamar e reclamar, o mundo novo está contra eles, e nem a escola conservadora conseguirá resistir à força e ao fascínio de ter à mão, no momento, todas as respostas de enquadramento e relacionamento com todo o mundo à sua volta. Não adianta opinar, com ou sem razão, que as crianças aprendem melhor manuseando o lápis, a caneta ou a esferográfica. Que o saber dos livros em papel é mais eficaz que os computadores ou smartfones. A atração das crianças e jovens vai noutro sentido. O mercado e a publicidade, os potentes motores da economia, são os meios e os aliados mais poderosos para a mudança do analógico para o digital. Os mais idosos sempre se lembrarão das memórias da infância, da família, da escola, dos amigos e de todos os afetos que a idade preservou, tantas vezes os mais fortes de uma vida. O tempo não apaga as imagens das ruas, das veredas e dos caminhos percorridos. As primeiras memórias são as mais resistentes. Mas nem a nostalgia mais forte nos convida hoje a montar na albarda de um burro para ir à escola, nem no carro de bois para ir à cidade. Salazar, se vivesse nos nossos dias, não teria feito a viagem de Santa Comba para a Universidade de Coimbra montado num cavalo. Os caminhos de hoje estão bem definidos e conhecemos os meios mais adequados para os percorrer. O problema maior está ainda na acessibilidade. O mundo novo não está acessível para todos. Falta-nos construir as pontes e autoestradas do saber e da inteligência. Sem portagens. A escola em Portugal enfrenta mil problemas que estão à vista de todos. Um dos maiores é um problema geracional. É a transição da escola seletiva, enraizada na mente de altas personalidades do regime, para a escola inclusiva, a escola de todos. O 25 de Abril foi alargando a escolaridade obrigatória até aos 18 anos, mas manteve inalteráveis os mecanismos da seleção, excluindo sobretudo as crianças mais vulneráveis nos planos económico e social, e aquelas que não encaixam no perfil único igual para todos. Programas e exames iguais para todos excluem a diversidade e a diferença. As crianças que não encaixam no perfil único, por mais talentosas que sejam, são inexoravelmente excluídas, mesmo quando dotadas de uma inteligência superior em áreas específicas. No âmbito das impropriamente designadas “deficiências”, como a surdez, a cegueira ou a dislexia, mesmo com talentos de alto nível, a escola foi e continua implacável. No nosso país, a escola inclusiva ou escola para todos continua bloqueada, com o apoio de altos responsáveis de governos recentes que continuam a defender a exclusão, num processo de calibragem, como o das maçãs. Os calibres que não respeitam a norma são eliminados. É o paradigma do passado a impedir milhares de crianças de percorrer o caminho adequado ao seu perfil. A Diversidade, a Equidade e a Inclusão não entram nesta equação. Voltaremos a este tema.

Diário As Beiras 2024.11.07

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Quando a criança-rei tem escola a tempo inteiro – Paulo Prudêncio

Qualquer que seja o ângulo de análise, conclui-se que a sociedade adoeceu quando se lê que mais de metade dos professores já foi vítima de “agressões físicas ou verbais por parte dos alunos”. Mas não se generalize: cada aluno não é um potencial agressor, nem cada professor um provável agredido. Se as generalizações são injustas, em educação acrescenta-se a dificuldade em realizar estudos empíricos. Por isso, não se explique. Descreva-se tendências, com consciência das intemporalidades do conflito de gerações e da desconfiança dos adultos na capacidade dos jovens em assegurar o futuro – há registos desde a Grécia Antiga.

Quando a criança-rei tem escola a tempo inteiro

Dito isto, descreva-se que esta indisciplina dos estudantes relaciona-se com um “estatuto” que fez do encarregado de educação um cliente que tem sempre razão em ambiente escolar – espelhado na burocracia, na gestão das escolas e na avaliação dos professores -, com a frequente alegação que os miúdos captam desde cedo: “se a professora não se portou bem, diz que eu vou à escola”.

Aliás e consultando opiniões ou outros estudos recentes, o psiquiatra Daniel Sampaio concluiu, em 2011, que o ambiente em muitas salas de aula dos ensinos básico e secundário “exige medidas urgentes“, e a OCDE, “poucos anos depois”, constatou que em Portugal reina a pequena indisciplina nas salas de aula.

Se associarmos o descrito à desvalorização a que o poder político sujeitou o estatuto dos professores, enfrentamos o fenómeno e a “fuga” desses profissionais.

Há duas tendências descritivas do desequilíbrio: escola a tempo inteiro e pedagogia da criança-rei. Não se aconselham desde meados do século passado e são mais nefastas se aplicadas em simultâneo.

A ideia de escola a tempo inteiro desresponsabiliza a sociedade na educação, porque dilui os limites educativos entre a sociedade, a família e a escola. Adoece a democracia, como se verificou na ascensão do nazismo. O imperativo democrático exige que a educação seja uma responsabilidade das famílias e da sociedade, tendo a escola um papel complementar essencial a par da gestão do território, da segurança social, da saúde ou da cultura.

Por outro lado, a pedagogia da criança-rei nasceu em oposição a outro desequilíbrio: o professor “todo poderoso”. Mas criou – como se observou no nazismo, mas também com os jovens eleitores na actualidade -, gerações de invencíveis, de ressentidos e de egoístas, com baixa valoração dos sentimentos de justiça, de razão e de responsabilidade.

Um exemplo dos efeitos da simultaneidade das duas categorias foi o tempo que se demorou a iniciar a discussão sobre o uso do smartphone por crianças e jovens, quando a adicção tecnológica e a exposição à selva digital – dominada pelos discursos de ódio, violência e misoginia e até por conteúdos pornográficos – eram indisfarçáveis há mais de uma década. Ficou-se à espera da escola. Só que a fantástica invenção do smartphone ultrapassa as suas fronteiras, com as gigantes tecnológicas interessadas no seu uso por todos num negócio que controla a decisão política.

Apesar da escola usar o smartphone como material didáctico “indispensável”, contribuindo para a desigualdade de oportunidades e dificultando a difícil tarefa dos encarregados de educação que sabem que a negação é essencial à formação da personalidade, a proibição em debate para as escolas é, além do mais, insuficiente: o tempo semanal é de 118 a 128 horas fora da escola e de 40 ou 50 horas no seu interior. Nesse sentido e como exemplo, as confederações de encarregados de educação financiadas pelo estado discutem as tecnicidades da gestão escolar – servindo de extensão partidária de quem governa e “sufragando” o cerne da crise vigente -, mas não existem no debate sobre tanto que há fazer nas desigualdades educativas.

Em suma, se o ensino usa conhecimentos, atitudes e valores como mediadores que equilibram a relação contraditória entre o professor e os alunos, o desrespeito pelas salas de aula, como preciosos reinos da sensatez, traduz-se em governantes que acreditam, ingloriamente, que mudam o seu interior por decreto. Aliás, prescrever a criança-rei nas sociedades da escola a tempo inteiro influencia mais as famílias do que quem ensina, e usar a aula semanal de Cidadania e Desenvolvimento como marketing partidário tem o mesmo efeito; e ainda desprestigia o professor. Seria semelhante se se repetisse a torrente mediática porque uma professora de Educação Moral e Religiosa afirmou, supostamente, que a terra é plana ou que Charles Darwin foi enviado por Satanás.

Durou demasiado tempo a distopia que associou as ideias de escola a tempo inteiro e criança-rei à desautorização do professor. O pêndulo da condição humana não pode oscilar nestes desequilíbrios. Afasta-se do humanismo que ergue a democracia. As tensões da indisciplina eliminam a poesia da perfeição imperfeita que é uma sala de aula – numa fase em que se contratam milhares de professores sem formação em ensino (já são mais de 3500) e se exaurem os existentes com horas extraordinárias a eito. A sugestão do sonho material, como remedeio meritocrático para pobres e remediados, concretiza-se numa minoria. Somos todos – alunos e professores de todas as condições – compostos pelas mesmas moléculas que constituem os sonhos diários.

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Governo quer regularizar contratos ilegais de Técnicos Especializados nas escolas

Durante a audição no Parlamento para discutir a proposta de Orçamento do Estado para 2025, Pedro Dantas da Cunha revelou ainda o projeto do MECI para resolver a situação precária de milhares de técnicos especializados.

Em resposta a deputados do PS e do PCP, o secretário de Estado disse haver mais de três mil técnicos especializados em situação “absolutamente ilegal, injusta e até difícil de entender”: alguns têm mais de seis ou sete renovações sucessivas de contratos, havendo outros nesta mesma situação há 13 anos.

A tutela disse estar a concluir um levantamento das necessidades, para desenhar um mapa de pessoal, que servirá para abrir concursos de vinculação e colocações sem termo desses profissionais.

“A nossa intenção é, no primeiro trimestre de 2025, avançar com um concurso público para a vinculação destas pessoas nas escolas”, disse o secretário de Estado, acrescentando que há escolas com seis ou sete técnicos ao lado de outras com apenas “um ou meio técnico”.

“Acho que temos o direito a perguntar se as crianças da escola A ou da escola B não têm o direito a ser apoiadas e tratadas da mesma maneira”, concluiu.

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Período Probatório 2024/2025– publicação listas

 

Encontra-se publicada a Nota Informativa Período Probatório 2024/2025, bem como a lista de docentes que realizam o Período Probatório e a Lista de docentes dispensados do Período Probatório

Consulte a nota informativa e as listas:

Nota Informativa Período Probatório 2024/2025 – Listas dos docentes que dispensam e dos docentes que realizam o período probatório

Lista de docentes que realizam o Período Probatório – 2024/2025

Lista de docentes dispensados do Período Probatório – 2024/2025

 

 

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Certificação do Tempo de Serviço (CTS)

 

Os pedidos de certificação do tempo de serviço, para efeitos de concurso de professores 2025/2026, têm de ser apresentados até ao dia 15 de novembro de 2024.

A partir do dia 16 de novembro de 2024, e até 31 de março de 2025, só serão admitidos os pedidos de certificação que sejam instruídos para efeitos de aposentação e/ou de retificação administrativa dos previamente submetidos.

Os novos requerimentos de certificação do tempo de serviço para efeitos de concurso nacional voltarão a ser admitidos a partir de 1 de abril de 2025.

Consulte a nota informativa.

Certificação do tempo de serviço – outubro 2024

 

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Portugal tem mais de 500 escolas degradadas

 

Mais de 500 escolas do ensino básico e secundário em Portugal estão degradadas, reconheceu hoje o ministro da Educação, anunciando um plano de investimento para a recuperação do parque escolar que não fique dependente apenas de fundos europeus.

“Neste momento temos mais de 500 escolas que estão identificadas como estando em estado de degradação. São quase 10% do total das escolas e isso resultou da falta de planeamento”, criticou o ministro da Educação, Ciência e Inovação durante a audição no parlamento sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2025 (OE2025).

Fernando Alexandre lamentou que a lógica até agora fosse “quando há fundos europeus, gasta-se”.

Segundo o ministro, o parque escolar tem cerca de seis mil escolas, pelo que não é “muito complicado ter um plano de investimento anual”, que seja um plano independente que permita pensar numa ação a médio e longo prazo.

As obras tanto poderão vir a ser pagas por fundos comunitários, orçamento do estado ou empréstimos ao Banco de Investimento: “Não podemos trabalhar em função dos fundos europeus. A ideia é fazer um plano de investimento e os Governos vão à procura das verbas”, defendeu.

O ministro acrescentou que “o plano ainda não está feito” e “será sempre feito em articulação com as autarquias”.

Portugal tem mais de 500 escolas degradadas

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Os números apresentados no Correio da manhã estão ratados…

 

A notícia, que hoje faz capa do correio da manhã, apresenta números desatualizados do número de professores. Tal facto faz com os cálculos apresentados estejam “ratados”.

A base que usaram para o cálculo foi o número de docentes de quadro a abril de 2024, mas entretanto entraram no quadro 6612 docentes. o que perfazia o número de 107889. Mas a esses temos que tirar os que entretanto passaram ao estado de aposentados, 1 980, deixando-nos com 105 909 professores do quadro, neste preciso momento.

A partir daqui é fazer as contas (como dizia o outro).

Os números apresentados para julho de 2025 e 2027 também não podem estar corretos porque, ao que me parece, não preveem o número de aposentações e entradas no quadro.

 

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90% dos professores no topo da carreira em 2027

 

 

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Projeto C.A.F.E. – Procedimento concursal 2025 – Publicação de listas provisórias

 

Publicação das Listas Provisórias dos candidatos admitidos e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2025.

Listas Provisórias de seleção e exclusão

 

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Governo melhorou “um bocadinho” proposta para aumentos salariais

O Governo melhorou “um bocadinho” a proposta sobre aumentos da Função Pública para 2025, mantendo uma subida mínima de 55,27 euros, para vencimentos brutos até 2.620 euros e subindo para 2,15% para ordenados superiores, revelou o secretário-geral da Fesap.

Governo melhorou “um bocadinho” proposta para aumentos salariais

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Procedimento de atribuição de serviço docente aos educadores de infância e aos professores dos ensinos básico e secundário aposentados e reformados 2024/2025 – Reclamação

 

A aplicação eletrónica que permite efetuar a Reclamação no âmbito do Procedimento de atribuição de serviço docente aos educadores de infância e aos professores dos ensinos básico e secundário aposentados e reformados, está disponível entre as 10:00 horas do dia 4 de novembro e as 18:00 horas do dia 8 de novembro de 2024 (hora de Portugal continental).

SIGRHE

 

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As práticas baseadas em traumas de acordo com o Berry Street Education Model

 

Às vezes penso nos dias de escola e sinto-os de uma outra pessoa, uma memória emprestada de um tempo quase absurdo de salas de aula rígidas de carteiras em fila onde cabíamos ombro a ombro à espera dos farrapos da aprendizagem descidos das alturas para nos acertar as cabeças e fazer qualquer coisa de novo.
Na óbvia ausência de tal milagre, eu vivia por iluminar as horas a fio passadas a copiar parágrafos em cadernos esfolados, ouvindo a professora debitar datas e fórmulas enquanto o mundo lá fora parecia chamar-me.
Olhando agora para o Berry Street Education Model, de autoria australiana, fico a pensar como talvez e finalmente alguém tenha entendido não serem as crianças meros depósitos.
Não são baldes vazios para encher com fragmentos de conceitos e tópicos. Ao contrário, são pequenos reservatórios de caos e sentimento previamente cheios pela vida e antes da primeira aula do primeiro professor.
São os medos de casa, as tristezas na família,
os desgostos, as raivas ainda sem nome e já de olhos cheios a transbordar de gritos e lágrimas, ou, pior ainda, em silêncio.
O Berry Street Education Model vem assim introduzir práticas baseadas em traumas,
partindo da premissa de muitas das crianças viverem já marcadas seja por acontecimentos vividos ou pelo simples peso de viver, construindo-se em torno de domínios tão práticos quanto poéticos: corpo, carácter, aprendizagem social e emocional, compromisso e previsibilidade.
Se há quarentena anos anos alguém me dissesse ser a escola um espaço para o fortalecimento do carácter de cada aluno, talvez risse. Para nós, carácter cabia apenas aos bravos a aguentar tudo calados e sem abrir a boca.
Agora, carácter não é sinónimo de resistência muda mas o capacitar do aluno para entender a sua constituição, os seus princípios na procura de uma direcção e um propósito de modo a dar sentido ao objecto de estudo.
E tudo porque os professores ao redor das crianças limitam-se ao raro e simples acto de escutar.
Igualmente curioso é o facto do modelo falar tanto da importância do relacionamento e os professores como os melhores terapeutas, guias para ajudar cada criança a encontrar-se num mundo onde tantas se perdem antes sequer de começarem a procurar.
Imaginem entrarem numa sala onde crianças aprendem a respirar fundo em grandes golfadas de ar antes de começar a aula, como quem se prepara para uma batalha, mas a batalha é interior, uma guerra contra o caos às vezes cá dentro a toldar quanto está diante de nós.
E os professores, em vez de impor uma disciplina, preocupam-se em criar laços de modo a conhecerem os desejos e as inseguranças de cada aluno e difícil é ensinar alguém a sonhar.
E se de acordo com o Berry Street Education Model os erros são oportunidades, onde está a liberdade nas salas de aula para dizer a uma criança como errar não é o fim do mundo e a falha não a define mas alumia o caminho em diante?
De outro modo, os miúdos, pequenos de corpo mas já velhos de espírito, continuarão a desistir antes de começar, mudos e calados a fugir da humilhação.
Pois só através do erro se aprende a resiliência, a capacidade de continuar quando o chão é um pântano. Eu, se pudesse voltar à escola, talvez gostasse de experimentar uma sala de aula onde se aprendesse a resiliência, não a do orgulho teimoso e seco de lágrimas mas a de quem é frágil e, ainda assim, avança. Quantos de nós teriam tomado outros caminhos?
Este modelo fala também do compromisso de cada professor em reconhecer cada aluno como um universo, só e à espera de quem abra a porta para olhar com olhos de ver e onde as actividades não são adaptadas ao aluno mas feitas com o aluno, um participante activo e com voz.
Ao aluno permite-se conhecer as próprias forças, criar um sentido, um propósito, um valor individual mesmo quando nos chamam loucos e os outros riem.
Em súmula, e aqui passo igualmente o testemunho ao meu colega do lado de lá deste texto, este é um modelo educativo onde o coração humano, o coração de uma criança, é um terreno cheio de raízes escondidas e cuja travessia implica a partilha e vivência dos mesmos com todos os seus riscos e benefícios.
E a escola, afinal, não é senão uma tentativa de trazer alguma luz a esse terreno, ensinando cada um a achar o seu caminho, mesmo se tortuoso, mesmo quando a luz é escassa, luz essa por demais pequena mas certa de nunca se apagar, não enquanto estivermos presentes.

https://www.berrystreet.org.au/learning-and-resources/berry-street-education-model

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A avaliação docente. Um problema que ninguém quer abordar

 

A avaliação docente, como se faz neste momento, é uma abominação que nada avalia. Todos falam mal dela, ninguém a quer, mas todos se tentam aproveitar dela.

Dito isto, como se poderá realizar? Esse é o problema, ninguém se quer chegar à frente com uma proposta realista e que, de facto, avalie.

Os docentes são pagos para cumprirem os seus deveres, inscritos nos artigos 10.º, 10-ºA e 10-º B do ECD, está tudo lá. O problema é como medir esses deveres. Mas acima de tudo, perceber que se só se cumprir o que lá está escrito, nada mais se faz do que aquilo para que nos pagam. Para se ser Muito Bom ou Excelentíssimo é necessário fazer mais e muito mais do que só que é o “dever”.

Comecemos a discussão por aqui e vamos avançando e vendo quem se atravessa. final os docentes são especialistas em avaliação e passam muito tempo a avaliar alunos…

ATENÇÃO: ISTO É UMA PROVOCAÇÃO. SE NÃO FOREM OS DOCENTES A ARRANJAR UMA SOLUÇÃO, OUTROS A ARRANJARÃO E NÃO SERÁ A NOSSO GOSTO.

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Procedimento de atribuição de serviço docente aos aposentados e reformados – Listas provisórias

 

Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de admissão/ordenação e de exclusão do Procedimento de Atribuição de serviço docente aos aposentados e reformados 2024-2025.

Consulte a nota informativa.

Nota Informativa – Publicitação das Listas Provisórias do Procedimento de Atribuição de serviço docente aos aposentados e reformados: ano escolar de 2024-2025.

Listas Provisórias.

 

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Reserva de recrutamento 2024/2025 n.º 10

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 10.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 4 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 5 de novembro de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 10

Listas – Reserva de recrutamento n.º 10

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Concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança – Listas definitivas

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e desistência dos Concursos Interno e Externo do ensino artístico especializado da música e da dança.

Listas definitivas

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Indicação Docentes (2024)

 

Encontra-se publicada a Nota informativa Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro – Indicação Docentes (2024).

Consulte a Nota Informativa:

Nota Informativa

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Tantas verdades em tão pouco tempo

 

 

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Professores têm 28% de probabilidade de entrar e burnout

A exigência de algumas profissões pode conduzir a um esgotamento, não só físico, mas mental.
As exigência e a incerteza tão ligadas à profissão de professor, e outras profissões associadas ao ensino, faz desta uma das áreas onde se regista maior risco (28%) de burnout.

 

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Validação da Reclamação da candidatura ao Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 29 de outubro e as 18:00 horas de 30 de outubro de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar a Validação da Reclamação da Candidatura ao Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.

Nota Informativa – Validação da Reclamação das candidaturas ao Concurso Externo Extraordinário 2024/2025

SIGRHE – Validação da Reclamação

 

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Voltaremos aos professores acabados de sair do Ensino Secundário?

Até aí nada de novo. Nos idos anos 80 e 90 do século passado já aconteceu.

A massificação do ensino levou a uma falta de professores tal que qualquer um com o 12.º ano podia dar aulas na sua área de “especialização” do secundário. Não era incomum encontrar um “professor” acabado de sair do Secundário ou do serviço militar obrigatório à frente de uma sala de aula.

Em 2018 escrevi sobre o que nos esperava, mas, é claro, poucos foram os que leram com atenção e muitos os que não se acreditaram que estávamos à beira do abismo.

Na última sexta-feira, o ministro da educação revelou os números da colocação em mobilidade interna e contratação inicial de professores para o próximo ano letivo. Referiu que as escolas tinham colocados quase todos os professores necessários para o arranque, mas tal não se verifica.

O Ministério da Educação parte do princípio que todos os professores, do quadro, colocados cumprem os critérios de componente letiva máxima, 25 horas para os da Educação Pré-escolar e 1.º ciclo, e 22 horas para os do 2.º, 3.º ciclo e secundário, mas tal não acontece devido à redução da componente letiva que advém da idade. Esta situação, só por si, desmente os números apresentados em conferência de imprensa. O ministro também só referiu que os ” 97,7% dos horários pedidos pelas escolas tinham professores atribuídos” não referiu que as escolas tinham essa percentagem de alunos com professor a todas as disciplinas.

As escolas, só dia 18 de agosto, ou no dia 1 de setembro vão ter a noção exata de quantos professores mais necessitarão. O envelhecimento docente leva a cálculos desfasados da realidade, porque a plataforma de concursos tem essa grande falha e não interessa resolve-la ou o bonito das conferências não seria tão bonito.

O cerne da questão é que faltam muitos professores e a situação irá continuar a piorar nos próximos anos. Já em 2018 escrevi que, “ Ser professor já não é uma profissão atraente e quem ainda envereda por ela, cedo ou tarde, verifica que este país não é para professores.” e continua a não ser.

Por essa razão foi anunciada uma revisão das habilitações para a docência. Essa revisão trará de volta às escolas “professores” sem componente pedagógica no currículo das suas licenciaturas ou mestrados que, depois, poderá ser, ou não, realizada através da profissionalização em serviço.

Mas que é o engenheiro informático que quer ser professor? Com a falta de profissionais na área e com os ordenados que as empresas estão a oferecer, quanto irão enveredar pelo ensino? Não será pelos faustos vencimentos e pela valorização profissional, de certeza. E na área da Geografia? Quantos se têm formado? Para professor de Inglês haverá muitos professores acabados de completar uns módulos numa das muitas escolas particulares da língua. Matemática será mais complicado, terão mesmo que convencer os engenheiros de uma dessas engenharias vetadas ao desemprego ou gestores e administradores de empresas que não existem.

O que é necessário para que isto não aconteça? Todos o sabemos, mas não h+a vontade de o fazer. O certo é que estas soluções avulsas sairão muito mais caras ao país e às futuras gerações do que valoriza, hoje a profissão de professor.  

Acabo com o mesmo parágrafo de 2018, “restar-nos-á o exemplo do que está a acontecer em alguns municípios do Reino Unido, com professores de Educação Física, formados em Portugal, a lecionar Matemática e Ciências, por na sua formação base terem uma ou duas cadeiras sobre essas matérias. Serão estes os professores do futuro?” Serão com certeza.

 

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