Professores que aceitem regressar podem dar explicações a alunos ou ser mentores de docentes mais novos em regime de voluntariado. Diretores receiam que trabalho “pro bono” não vá atrair mais candidatos para as escolas.
Dez 17 2024
Professores que aceitem regressar podem dar explicações a alunos ou ser mentores de docentes mais novos em regime de voluntariado. Diretores receiam que trabalho “pro bono” não vá atrair mais candidatos para as escolas.
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Dez 17 2024
Tendo sido ultrapassada a objeção que fundamentou o veto presidencial, em agosto passado, ao diploma do Governo, o Presidente da República promulgou o decreto da Assembleia da República que procede à interpretação autêntica do n.º 2 do artigo 2.º da Lei n.º 60/2005, de 29 de dezembro, que estabelece mecanismos de convergência do regime de proteção social da função pública com o regime geral da segurança social no que respeita às condições de aposentação e cálculo das pensões.
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Dez 17 2024
Os alunos portugueses têm vindo a descer nos rankings desde 2015, exatamente o ano em que o meu filho do meio atirou a toalha ao chão porque soube que não ia fazer exames
Os meus filhos passaram por todas as alterações das políticas educativas dos últimos 20 anos. Não preciso do PISA, do TIMSS ou de qualquer avaliação internacional para aferir o sucesso da Educação em Portugal. Os meus filhos são uma amostragem consistente e suficiente. Andaram em escolas públicas e privadas, fizeram exames e provas de aferição, frequentaram o ensino profissional e o científico-humanístico, passaram pela pandemia em todos os ciclos e experimentaram as diferentes regras de acesso à universidade. Tenho filhos em mestrados, licenciaturas, no secundário e no ensino básico. Estou habilitada.
No dia em que o meu filho mais velho entrou para a escola não havia telemóveis nos recreios. Foi nessa altura que se começou a falar de bullying e de necessidades educativas especiais. A gramática era a mesma de sempre, na matemática faziam-se contas de dividir com vários algarismos e os pais ouviam mais do que falavam nas reuniões de pais. Portugal estava a subir nos rankings das avaliações internacionais. Estávamos em 2006 e não em 1966 ou 1976. O que veio a seguir manteve a rota. Fizeram ambos exames no 9.º ano e mais quatro exames para concluírem o secundário e entrarem na faculdade.
O do meio passou por tudo. Fez o exame do 4.º ano e por ter mais dificuldades do que os outros tinha mais trabalho, aprendeu a ler e a escrever mais tarde, numa altura em que se dizia que a dislexia só podia ser diagnosticada no 3.º ano, mas conseguiu boas notas no final do primeiro ciclo. Desse tempo herdou uma letra bem desenhada e a tabuada decorada. É no segundo ciclo que lhe dizem que já não tinha de fazer exames no sexto ano. Exatamente o que ele queria ouvir. Trocou a matemática e a leitura pelo futebol e os trabalhos de casa por nada. Foi fintando as Aprendizagens Essenciais até ao 8.º ano, altura em que se deixou chumbar. Veio a pandemia e não fez os exames do 9.º ano, não precisou de os fazer no 11.º e só no 12.º se disponibilizou a ser avaliado para poder candidatar-se à universidade. Os que se seguiram passaram pelo mesmo, mas arrumadinhos num colégio privado longe das greves e com direito a exames internos alheios às políticas educativas que reinavam para lá dos portões da escola. O último é produto acabado da pandemia: aprendeu a ler em casa, mal portanto, é dos poucos da turma e do grupo de amigos que não tem telemóvel, e aprende coisas em gramática que nem o Google sabe. Foi com a FIFA que aprendeu inglês, as capitais e a fazer contas de cabeça para poder negociar jogadores. Não sabe o que são exames.
Conclusões que posso retirar desta experiência: os miúdos só estudam se souberem que vão ser avaliados e que as notas contam para alguma coisa, aprender gramática é importante mas quem não sabe ler e escrever bem não aprende coisa alguma, só as famílias que têm os filhos em colégios privados estão a salvo da esquizofrenia do público, os professores estão cansados de tudo, especialmente dos pais. Os alunos portugueses têm vindo a descer nos rankings desde 2015, exatamente o ano em que o meu filho do meio atirou a toalha ao chão porque soube que não ia fazer exames.
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Dez 17 2024
Os oito (8) postos de trabalho destinam-se a ser preenchidos por candidatos com o grau académico de licenciado nas seguintes áreas de formação académica:
Referência A: Economia, Finanças, Gestão, Contabilidade e Auditoria (licenciaturas que se enquadrem nas áreas de educação e formação 314, 343, 344 e 345, da Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação, aprovada pela Portaria n.º 256/2005, de 16 de março) – 3 (três) postos de trabalho;
Referência B: Direito (licenciaturas que se enquadrem na área de educação e formação 380, da Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação, aprovada pela Portaria n.º 256/2005, de 16 de março) – 5 (cinco) postos de trabalho.
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Dez 16 2024
A aplicação que permite aos docentes e aos técnicos manifestarem a sua concordância ou efetuarem reclamação relativamente aos dados introduzidos no Recenseamento 2025, será disponibilizada do dia 16 de dezembro até às 18:00h de Portugal continental do dia 18 de dezembro de 2024.
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Dez 15 2024
Não é intencional que este texto seja lamechas, mas se calhar é lamechas… Se for, paciência… Afinal, até as miríficas e indispensáveis Cartas de Amor serão “ridículas”, intuindo-se que também sejam lamechas, nas geniais palavras de Álvaro de Campos…
Além de lamechas, também é possível que este texto possa ser julgado como um bocadinho chato… Mas, em minha defesa, lembrem-se que Edmund Husserl continua a ser lido, e até idolatrado, por muitos “ devotos fiéis”, apesar de também haver quem o considere como “o maior de todos os chatos”, com uma mensagem iminentemente indecifrável e ininteligível para o comum dos mortais…
Agora que já me desculpei, ou pelo menos tive esse intuito,obviamente à procura de justificações que possam levar à“absolvição”, cá vai:
Na Escola Pública, cada vez mais, se finge que está tudo bem, cedendo-se, amiúde, à toxicidade da “ditadura” dos afectos positivos e da felicidade impingida, onde dominaa falácia das aparências optimistas e a contenção dos sinais exteriores de desânimo ou de infelicidade…
Implicitamente, chega-se, até, ao cúmulo de correlacionar (in)felicidade com (in)competência:
– Quem não é feliz, quem não se mostra feliz, é porque é incompetente…
Mas a realidade, por vezes dolorosa e frustrante, de difícil admissão para muitos, encontra-se frequentemente pontuada por problemas e dificuldades muito concretos, impossíveis de serem ignorados ou escamoteados…
Há uns dias atrás, ouvi alguém, afirmar o seguinte:
– “Quem fica calado, esconde melhor a sua dor”…
Quem fica calado, esconde melhor a sua dor? Talvez…
Ainda que também se comunique pelo silêncio, ficar calado acaba mesmo, muitas vezes, por ser uma forma de esconder a dor, de dissimular ou omitir o que realmente se sente…
O silêncio de quem fica calado, nem sempre é sinónimo depaz interior, de serenidade ou de apaziguamento… Muitas vezes, essa aparente e ilusória tranquilidade decorre do sentimento de vergonha e do medo de mostrar certos estados emocionais, em particular os que possam ser interpretados como “fragilidades” ou “fraquezas”…
Quanta tristeza, quanta solidão, quanta vergonha, quanto desânimo, poderão estar aprisionados no silêncio dos que ficam calados?
Nas escolas parece existir muito silêncio dos que escondem a sua dor, sobretudo motivada pelo desânimo e pela exaustãofísica e psicológica…
Tantas vezes se clama por Liberdade, tantas vezes se enaltece a Liberdade, tantas vezes se diviniza a Liberdade, mas tantas vezes não a praticamos connosco próprios…
Suponho que, por vezes, tenhamos medo e vergonha de praticar a Liberdade connosco próprios… Talvez tenhamos medo e vergonha da possibilidade de ficarmos “desnudados”, demasiado expostos e à mercê dos julgamentos e do cinismo alheios…
Opta-se, então, muitas vezes, pelo fingimento e também pelos sorrisos forçados…
E não estou sequer a falar daquele fingimento com um sentido intencionalmente perverso, destinado a enganar terceiros porvia da falsidade…
Estou a falar de um fingimento mais “ingénuo”, de certa forma também menos doloso, que costuma enganar, em primeiro lugar, aquele que o pratica…
E, tantas vezes, se finge tão bem e se é enganado pelo próprio fingimento…
Parece, até, haver exímios praticantes da “arte do fingimento”, aparentemente capazes de o elevar ao mais alto patamar, chegando mesmo a “fingir que é dor, a dor que deveras sentem”, assim à laia de um poeta fingidor como o de Fernando Pessoa…
Mas com franqueza, que se lixem os julgamentos e o cinismo alheios!
Conseguir verbalizar e exteriorizar o próprio sofrimento ou os problemas que nos afectam, aparece frequentemente como uma impossibilidade: o medo e a vergonha, que nos levam a reprimir a expressão de tais contrariedades, ganham muitas vezes esse desafio…
Nessas circunstâncias, resta-nos a prisão do silêncio, ficar aturdido pelo som do silêncio ou cego pela escuridão do silêncio…
Mas por que raio havemos de ter medo e vergonha de expressar as nossas angústias, os nossos problemas? Acaso isso nos fragiliza? Acaso isso nos torna menores? Acaso isso não faz parte de nós?
Mas por que raio será tão difícil assumir o que nos preocupa, as nossas desventuras, as nossas inquietações ou as nossas inseguranças?
Acaso estaremos rodeados de “semideuses”, invencíveis, perfeitos, imaculados, sempre virtuosos e acima de qualquer padecimento humano?
Cada um de nós, pelas suas características pessoais irrepetíveis, é um ser único…
Cada um de nós também é um ser inteiro… Quando se abdica de ser inteiro, implicitamente, perde-se a Liberdade, tolera-se a prisão e aceita-se ser coarctado…
Quem quererá viver assim?
No ideal, cada um de nós deveria ser capaz de viver a vida na condição de inteiro, sem necessidade de recorrer ao silêncio para esconder a dor, sem medo e sem vergonha de a assumir…
Sem medo, sem vergonha e, já agora, sem esquecer este imperativo:
– “Para ser grande, sê inteiro” (Ricardo Reis)…
Viver é preciso!
A morte, ainda que metafórica, é dispensável e pode esperar…
Que se lixem os julgamentos e o cinismo alheios!
Paula Dias
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Dez 14 2024
O anúncio do primeiro-ministro de rever os programas do ensino básico e secundário poderá ser um exemplo emblemático da desconexão recorrente entre a intenção política e a operacionalização pedagógica. A ausência de detalhes sobre como essa revisão estará a ser conduzida é preocupante, pois sugere uma falta de transparência que compromete a confiança no processo. Como observou António Nóvoa, pedagogo de conhecido renome, “a construção de currículos é um exercício coletivo, e não um ato de gabinete”.
Esse “exercício coletivo” exige a participação ativa dos professores, profissionais que vivem diariamente os desafios das salas de aula e conhecem, como ninguém, o impacto real de programas pouco ajustados, que têm surgido de derivas vincadamente experimentalistas. Deixar estes agentes de fora, convidando-os somente a responder a inquéritos de diagnóstico, é negligenciar o saber acumulado no terreno, substituindo-o por visões muitas vezes elaboradas por elites universitárias. Estas, frequentemente acusadas de viver numa bolha, têm produzido documentos desfasados das necessidades concretas do sistema educativo, até porque como, em devido tempo, destacou a professora e investigadora Ana Benavente: “A distância entre a academia e a escola é um dos maiores obstáculos à mudança educativa”.
Além disso, a inclusão da Educação para a Cidadania nesta revisão antecipa possíveis alterações numa disciplina já de si controversa. Qual será o impacto? Será uma revisão técnica e pedagógica ou uma interferência ideológica? Sem clareza e sem auscultação, corre-se o risco de aprofundar as clivagens em vez de promover consensos.
O momento exige transparência, diálogo e humildade política para construir programas que sejam não apenas inovadores, mas também realistas e exequíveis. Afinal, como afirmou Nóvoa, “os professores não são meros executores de ordens; são construtores de aprendizagens”.
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Dez 13 2024
A Federação Nacional de Educação (FNE) revelou esta sexta-feira que o ministério está a trabalhar para que as escolas saibam, antes do ano letivo terminar, quais as regras e recursos humanos que terão em setembro.
“O ministério da Educação vai antecipar e fazer tudo mais cedo, cerca de dois meses, para que as escolas saibam o que têm pela frente”, anunciou Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE à saída de mais uma ronda negocial sobre vários diplomas relacionados com a vida dos professores, que foi liderada pelo secretário de estado da Administração e Inovação Educativa, Pedro Dantas da Cunha.
Segundo Pedro Barreiros, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) “vai fazer um despacho de organização do ano letivo, que permitirá às escolas saber as regras com que podem lidar ao longo do próximo ano letivo e saber quais os recursos humanos”, prevendo que o próximo concurso de professores esteja concluído “por volta de maio ou junho”.
Entre estas alterações, a FNE voltou hoje a pedir à tutela para que altere o atual regime de mobilidade por doença, que prevê a possibilidade de mudança de escola em caso de os professores ou familiares diretos estarem docentes ou a realizar determinados tratamentos.
“O ministério queria alterar o diploma ainda este ano, mas tal não vai acontecer. Será tratado em sede de negociação do Estatuto de Carreira Docente (ECD)”, explicou Pedro Barreiros, revelando que a reunião agendada para a próxima segunda-feira para debater o ECD foi novamente adiada, agora para 27 de dezembro.
A FNE disse hoje à tutela que “independente do calendário negocial”, a mobilidade por doença é uma das medidas “que têm de ser resolvidas já”: “Não podemos permitir o arrastar de situações para estes professores, queremos que no próximo ano letivo todos possam usufruir desta medida e foi-nos dito pelo ministério que há essa disponibilidade”.
Sobre os diplomas que estão hoje em negociação e que vão desde a recuperação do tempo de serviço, às regras a aplicar aos futuros estagiários e professores orientadores, Pedro Barreiros disse que algumas das propostas apresentadas pela FNE foram acolhidas, mas ainda há um caminho para percorrer.
“Houve a apresentação de uma nova proposta por parte do ministério em que há o acolhimento de um conjunto de contrapropostas que já tínhamos feito na última reunião, a aproximação revela uma melhoraria da versão final do documento”, disse no final da ronda negocial em declaração aos jornalistas.
Entre as boas noticias está a “concordância do ministério para a recuperação integral do tempo de serviço das 12,5 horas de formação”, mas existem questões que continuam sem acordo.
O valor a pagar aos professores que aceitem ser orientadores de estágio, que se mantém abaixo dos 90 euros, é um dos pontos de discórdia dos sindicatos. Se a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defende que devem ser 200 euros, a FNE diz ainda não ter um valor para apresentar, mas que em breve fará chegar ao ministério a sua proposta.
“Vamos apresentar contrapropostas até dia 20, com exemplos concretos daquilo que deverá ser o valor pago. Mas, em termos quantitativos, queremos apresentar uma proposta robusta e sólida e não apenas um valor ao acaso”, disse Pedro Barreiros, considerando também que o valor proposto pelo Governo, “diluído ao longo do ano” e após os respetivos descontos, significa que “se está a ter um trabalho adicional que não é remunerado”.
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Dez 13 2024
Os erros nos cálculos continuam a ser uma pedra no sapato do ministro da Educação. Se há semanas assumia publicamente a falha, agora o discurso é diferente.
A discrepância nos dados que surgiram é do ano letivo passado, é preciso lembrar isso, não são da nossa responsabilidade. São números que nos foram dados quando chegámos”, frisou Fernando Alexandre.
Só a partir destes números vai ser possível perceber se o ministro cumpriu a promessa de reduzir em 90% o número de alunos sem aulas durante o primeiro período em comparação com o ano passado. Mas os resultados da anunciada auditoria parecem estar longe da conclusão.
“A auditoria está em contratação, vai ser um concurso público, à partida por qualificação prévia”, garantiu o ministro da Educação.
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Dez 13 2024
Diretores e organizações pedem reforço de meios nas escolas, mais policiamento e sanções disciplinares. Revisão do Estatuto do Aluno é admitida pelo Ministério da Educação.
Os diretores reportam cada vez mais processos disciplinares instaurados a alunos por agressões. As sanções mais graves (transferência de escola ou expulsão) têm de ser decretadas pelo diretor-geral de Educação. Em 2021-2022, foram remetidos 72 processos que resultaram em 18 transferências. No ano passado, foram 99 processos e 35 transferências. Desde setembro, revelou ao JN o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), foram enviados 27 processos que já determinaram a transferência de 8 alunos.
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Dez 12 2024
Fernando Alexandre, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, disse esta quinta-feira que esta é a melhor solução para resolver a reparação dos equipamentos. A tentativa de o Ministério resolver o problema tinha falhado já duas vezes, adiantou.
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Dez 11 2024
Em 9 de Dezembro passado, foram divulgados os resultados de um Estudo realizado pelo Observatório da Saúde Psicológica e do Bem-Estar, versando sobre a qualidade da Saúde Mental dos Alunos e dos Professores…
Os principais resultados desse Estudo parecem confirmaraquilo que já se adivinhava há muito tempo:
– A exposição aos telemóveis/ecrãs por parte dos Alunos parece assumir-se como uma dependência… Apesar de a Saúde Psicológica dos discentes ter, alegadamente, melhorado em relação a 2022, uma quarta parte dos mesmos refere alguns sintomas psicológicos preocupantes como irritação, nervosismo, perturbações relativas à higiene do sono e um nível de satisfação com a escola e com a vida que vai diminuindo ao longo dos anos (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024);
– Metade dos Professores alega sintomas de mal-estar psicológico, entre os quais, nervosismo, tristeza, irritabilidade e dificuldades ao nível do sono, sendo que uma parte significativa dos mesmos refere que já experimentou perturbações psicológicas compatíveis com depressão, stress e ansiedade (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024)…
Mas o dado mais curioso e sintomático deste Estudo, talvez seja este:
– Menos de 400 Professores mostraram-se disponíveis para avaliar o bem-estar e saúde psicológica (TVI Notícias, em 9 de Dezembro de 2024)…
Decorrente do anterior dado numérico:
– Os resultados deste Estudo relativos aos Professores serão fiáveis, tendo em consideração o tamanho da amostra e o número muito elevado de indivíduos que fazem parte do universo Docente? A amostra de menos de 400 indivíduos será realmente significativa?
Segundo a TVI Notícias em 9 de Dezembro passado, os próprios autores deste Estudo apresentaram algumas reservas quanto aos dados disponibilizados…
E, agora, a pergunta obrigatória, que não pode deixar de se colocar:
– Porque motivo(s) tão poucos Professores se disponibilizaram para participar no referido Estudo?
Alvitram-se como possíveis explicações:
– Muitos Professores estarão cansados de responder a frequentes Inquéritos/Questionários que diagnosticam muito bem os problemas existentes, mas que acabam por não ter qualquer repercussão ou efeito prático, em termos de resolução das contrariedades sentidas…
Diagnósticos há muitos, soluções para os problemas tem havido poucas, portanto, para uma parte significativa da Classe Docente, não valerá a pena ter o trabalho de responder a mais um Inquérito/Questionário, que previsivelmente não terá consequências visíveis;
– Muitos Professores desistiram de “falar”, optando por ficar “calados”, conscientes de que, na verdade, têm sido muito pouco ouvidos ou, até mesmo, convictos de que ninguém os ouve…
Deixou de fazer sentido “falar”, depois de se verificar que, recorrentemente, não se registaram alterações significativas na realidade que rodeia os Professores…
Se as opiniões dos Docentes não são tidas em consideração, no sentido de se procurarem as melhores soluções para os problemas por si apontados, o natural é que acabem por se abster…
Em resumo, os problemas são identificados, são bem diagnosticados, mas raramente se passa disso…
Diagnósticos há muitos, mas não há soluções credíveis para os problemas identificados…
Atacar os problemas na sua origem e adoptar medidas que tendencialmente os eliminem, não costuma fazer parte das medidas de política educativa há muitos anos…
O actual Ministro da Educação também parece encaminhar-se para essa linha de actuação:
– Medidas estruturais que tornem a Carreira Docente efectivamente atractiva, como forma de combater a falta de Professores? Não há…
– Medidas concretas que aliviem o esgotamento físico, mental e emocional que afecta parte considerável da Classe Docente? Não há…
– Medidas concretas que aliviem o volume astronómico de trabalho docente, frequentemente gerado por insanas tarefas burocráticas e administrativas que, na maior parte das vezes, não têm relação directa com a leccionação? Não há…
– Medidas concretas que impeçam a eventual existência de lideranças autocráticas nas escolas? Não há…
Então, afinal, o que é que há como soluções para os problemas?
Bom, existirá sempre a possibilidade de fazer medicação antidepressiva, ansiolítica, hipnótica e/ou sedativa por tempo indeterminado e contribuir, dessa forma, para o consumo desmesurado de psicofármacos em Portugal…
Em alternativa, ou concomitantemente, também se poderão frequentar muitas Formações na área da Saúde Emocional, na ânsia de se adquirirem competências socioemocionais e no âmbito do autocuidado psicológico, que permitam aguentar o inferno em que se transformou a vida profissional de muitos milhares de Professores…
A chatice é que uma e outra “solução” não passarão depaliativas…
Seja-se, ou não, Médico ou Psicólogo, há que dizê-lo com toda a frontalidade e honestidade:
São paliativas, na medida em que não resolvem os problemas, apenas permitem atenuá-los e adiar a sua resolução. Apenas isso.
Enquanto os problemas não forem debelados na sua origem, enquanto as causas dos problemas não forem eliminadas, tudo o resto serão paliativos…
Não se resolvem os problemas estruturais, de fundo, existentes na profissão docente, mas haverá sempre à disposição um comprimido pretensamente “milagroso” e/ou alguma “mentoria” muito criativa, cujo lema, sarcasticamente, bem poderia ser este:
– Os problemas são nossos amigos, só temos que os conseguir compreender e aceitar!
Concluindo, diagnósticos há muitos, o que não há sãosoluções credíveis, que tenham como principal objectivo eliminar os problemas…
Creio que os Professores estão cansados de diagnósticosacerca da sua Saúde Mental… O que querem são soluções concretas e credíveis para os problemas que os afectam…
E a formação inicial de Professores, assim como a formação ao longo da vida profissional, deve incluir a promoção de competências socioemocionais e de autocuidado psicológico?
Deve… Deve, desde que não se crie a ilusão e a fantasia de que isso, por si mesmo, bastará para resolver os problemas graves que impedem os Professores de se sentirem tranquilos, satisfeitos, focados na função de ensinar e de poderemdesfrutar de uma boa Saúde Mental…
Paula Dias
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Dez 10 2024
Programa de avaliação internacional coloca Portugal no fim da tabela nos três domínios analisados: literacia, numeracia e resolução de problemas.
Não é um bom retrato sobre as competências dos adultos portugueses. Pelo contrário. Dos 31 países que participaram no Programa para Avaliação Internacional de Competências de Adultos (PIAAC), promovido pela OCDE, Portugal só ficou à frente de um, o Chile, e bem abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Os portugueses ficam, de resto, na cauda da tabela em todos os três grandes parâmetros avaliados: literacia, numeracia e resolução adaptativa de problemas.
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Dez 10 2024
Diretores já receberam verbas para lançarem, a partir de janeiro, concursos para aquisição de novos equipamentos.
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Dez 09 2024
Os estudantes prometem que caso o Governo não se comprometa com a reivindicação até ao final de abril de 2025 irão iniciar um período de duas semanas de paralisação das escolas por todo o país
Os estudantes prometem que caso o Governo não se comprometa com a reivindicação até ao final de abril de 2025 irão iniciar um período de duas semanas de paralisação das escolas por todo o país
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Dez 09 2024
A escola EB 2/3 de São Pedro da Cova, em Gondomar, foi evacuada, durante a tarde de hoje, devido a uma ameaça de bomba, que após a intervenção da Brigada de Minas e Armadilhas da GNR, não foi confirmada.
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Dez 09 2024
O ministro da Educação, Ciência e Inovação esclareceu que a orientação é de dar “uma total autonomia às escolas para tomar uma decisão”
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Dez 08 2024
A Direção-Geral da Educação (DGE) promove um webinar intitulado “Avaliação Pedagógica: O que se fez, o que se pode fazer, o que é necessário reformular?”, que decorrerá no dia 11 de dezembro de 2024, das 17h00 às 18h30, em formato online.
Este evento, dirigido aos Diretores dos Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas, sob o mote “Que pode cada escola fazer sobre Avaliação Pedagógica?”, é um convite à reflexão sobre as práticas de avaliação pedagógica, à identificação de áreas de melhoria e ao desenvolvimento de estratégias para apoiar as escolas.
O webinar reunirá diferentes perspetivas e experiências relevantes para a temática, trazidas pelas vozes de Alberto Veronesi, Diretor do Agrupamento de Escolas de Santa Maria dos Olivais; Ana Jordão Alves, Direção do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo; Carlos Ceia, Professor na Universidade Nova de Lisboa; Daniela Ferreira, Professora na Universidade do Porto; Nuno Vieira, Diretor do Agrupamento de Escolas José Cardoso Pires; e Vítor Duarte Teodoro, Professor na Universidade Lusófona.
A sessão de abertura conta com o Diretor-Geral da Educação, David Sousa e a moderação estará a cargo das Professoras Elsa Estrela e Rosa Serradas Duarte.
Poderá assistir à transmissão do webinar através do link.
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Dez 08 2024
A IGEC tem competências para realizar auditorias às escolas, porque não realizar a auditoria ao número de alunos sem aulas desde o início do ano letivo e em outros momentos deste período?
O SIEE é dessa opinião. A IGEC é uma instituição que se tem mostrado muito fiável e idónea na sua atividade e conclusão que tira.
Já que o Arlindo não a pode fazer que a faça a IGEC. Sempre sairia mais barato do que contratar uma empresa ou instituição externa.
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Dez 08 2024
O cargo de Director foi criado pelo Decreto–Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, que concedeu a essa figura um Poder praticamente ilimitado, incluindo a possibilidade de agir de forma autocrática, se for essa a sua vontade…
Com o protagonismo que foi outorgado ao cargo unipessoal de Director pelo mencionado enquadramento legal, é provável que muitos Directores se tenham deslumbrado com o seu próprio Poder, o que muitas vezes resultou em inflexibilidade e arrogância, quase sempre culminando na dificuldade de gerir convenientemente as relações interpessoais que obrigatoriamente têm que manter, todos os dias, com terceiros…
Ainda que a maior parte dos dirigentes escolares não prescinda de afirmar a sua condição concomitante de Professor, uma parte significativa da Classe Docente não costuma percepcionar os Directores como efectivos pares, nem comover-se com o seu alegado espírito de missão, nem reconhecer pretensos constrangimentos existentes no exercício de tal cargo…
Obviamente que os Directores não serão todos iguais, muitos deles contribuirão, certamente, para a existência de um bom ambiente de trabalho, agindo em função de uma liderança apaziguadora e com espírito democrático, assentes na confiança recíproca, na negociação e no comprometimento mútuo…
Mas, e apesar do anterior, em termos gerais, a relutância demuitos Professores em confiar nos Directores parece insanável e isso dever-se-á, sobretudo, ao facto de se considerar que grande parte das escolas é gerida de acordo com uma incondicional subserviência ao Ministério da Educação e aos seus desígnios…
E passados dezasseis anos desde a publicação do Decreto–Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril não pode deixar de se reconhecer a existência de um fosso assinalável entre os dirigentes escolares e a Classe Docente, muitas vezes referido e assumido pelos próprios Professores, em diversas circunstâncias…
O Conselho das Escolas é um órgão consultivo do Ministério da Educação, composto por Directores…
No passado dia 5 de Dezembro, conheceu-se a Recomendação N.º 01/2024 do Conselho das Escolas, datada de 3 de Dezembro de 2024, nomeadamente o que preconiza esse órgão consultivo do Ministério da Educação relativamente ao Regime de Autonomia, Administração e Gestão e ao Estatuto do Diretor…
Após essa publicação, não tardaram as reacções de muitos Professores, quase todas no sentido de desaprovar e de censurar as intenções expressas na referida Recomendação…
E, mais uma vez, vieram à tona várias visões opostas e aparentemente inconciliáveis…
E, mais uma vez, parece ter-se aberto uma nova ferida, a juntara outras que, há muito tempo, teimam em não sarar,iminentemente incicatrizáveis…
E, mais uma vez, desavieram-se os Directores e os Professores, aparentemente sem hipótese de conciliação…
E, no fim, ninguém ganha… Perdem todos…
Perdem todos porque nenhum obterá o que realmente pretendia…
Perdem todos porque é o que geralmente acontece quando, num sistema como uma escola, os organismos que se encontram eminevitável e indispensável interdependência, entram em rupturaou em conflito, latente ou manifesto, ao ponto de colocarem em causa a sobrevivência recíproca…
Metaforicamente, a Recomendação recentemente emitida pelo Conselho das Escolas parece ser o exemplo paradigmático de algo cuja principal consequência acaba por ser a introdução demais entropia num sistema, já de si fragilizado e que, cada vez mais, se vê obrigado a lutar pela própria sobrevivência…
Lamenta-se essa entropia, tão insensata e prejudicial para a sobrevivência do próprio sistema…
E o fosso vai sendo alargado, tornando-se cada vez mais intransponível e irremovível…
Sarcasticamente: Boa sorte, sistema!
Paula Dias
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Dez 07 2024
Ainda andam concursos a decorrer para AEC.
Ninguém fala disto mas a escola a tempo inteiro está ameaçada. Não é que seja obrigatório serem professores.., mas aos vencimentos que pagam…
𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐀𝐄𝐂 𝟐𝟒.𝟐𝟓
A Câmara Municipal da Maia vai proceder à abertura de procedimento concursal de recrutamento e seleção para técnicos do Programa de Atividades de Enriquecimento Curricular, em regime de contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo, certo, a tempo parcial, para o ano letivo 2024/2025.
O aviso está disponível na página eletrónica do Município da Maia: https://www.cm-maia.pt/institucional/recursos-humanos/recrutamento-e-selecao, onde constam todos os requisitos e demais condições de admissão.
𝐀𝐬 𝐜𝐚𝐧𝐝𝐢𝐝𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐯𝐞𝐫𝐚̃𝐨 𝐬𝐞𝐫 𝐞𝐟𝐞𝐭𝐮𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐩𝐞𝐫𝐢́𝐨𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐢𝐝𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐚𝐬 𝟏𝟏 𝐚 𝟏𝟕 𝐝𝐞𝐳𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟒, 𝐢𝐧𝐜𝐥𝐮𝐬𝐢𝐯𝐞.
Para Mais informações deve contactar a Divisão da Educação da CM Maia.
Maia- juntos pela Educação
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Dez 06 2024
Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de colocação, não colocação, retirados e Listas de colocação administrativa da 14.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025 e as Listas definitivas de colocação, não colocação e Colocações Administrativas da 1.ª Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 9 de dezembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 10 de dezembro de 2024 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Listas – Reserva de Recrutamento n.º14
Listas – Reserva de Recrutamento do Concurso Externo Extraordinário n.º 01
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Dez 06 2024
Embora entenda a pretensão dos Diretores, também entendo que desvirtuaria a justiça dos concursos de docentes. Preferiria que permitissem retirar do concurso professores providos em QZP do concurso, retendo-os na escola.
A posição do Conselho das Escolas consta de uma recomendação a propósito das alterações ao Estatuto da Carreira Docente e dos novos Estatutos do Diretor e regime de autonomia, administração e gestão.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação está a trabalhar na criação do Estatuto do Diretor e, sem adiantar pormenores, o ministro Fernando Alexandre já tinha explicado, em agosto, que o objetivo é clarificar quais são as competências associadas ao cargo, que será sempre ocupado por professores.
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Dez 05 2024
Será por falta de ideias?
Volta e meia falam desse tal blog na mesas de negociação e atira-se em todas as direções.
Ainda gostava de conseguir perceber a obsessão. Caso não saibam há mais blogs onde ir beber umas ideias…
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Dez 04 2024
Por estes dias dei despacho a caixotes de papelada, acumulados por mim e pela minha mulher ao longo de 40 anos, no nosso percurso de professores de História. Fiquei abismado e perplexo. Por tanta “papelada” lida e produzida, incluindo as dos Ministérios (leis, orientações curriculares e pedagógicas, esclarecimentos, guias, normativos), a papelada de centenas de estudos sobre práticas pedagógicas, orientações curriculares, planos, currículos, testes, material de apoio, normas para avaliação, relatórios de alunos, atas, justificações, planos de recuperação, medidas de apoio, cadernetas de alunos, material de apoio às aulas, sínteses para exames, exercícios de apoio…
No fim de 40 anos de serviço, como docente, dou por mim a lamentar tantos dias perdidos a escrever, planeando, programando, avaliando, justificando. Dou conta que desperdicei grande parte do tempo da minha vida em tarefas inúteis e inconsequentes. Senti que dei ao desbarato alguns milhares de horas da minha vida de volta da “papelada”, desnecessariamente.
Dei por mim desiludido pelo tempo perdido em tanta burocracia educativa e pedagógica. Uma imposta, outra criada. E depois os manuais. Guardei os anteriores aos anos 80 e lancei na reciclagem todos os posteriores. Centenas de manuais, de várias editoras, profusamente ilustrados, numa confusão de imagens e textos, acompanhados de centenas de cadernos de apoio para alunos e professores. Cheios de questões, com propostas de exercícios, grafismos saturantes, cadernos com fichas de actividades, com fichas de remediação, com sugestões de leitura, com links para sites, com CDs e DVDs, PowerPoints, vídeos de apoio e de consolidação de aprendizagens…
E depois comparei com os manuais de há 40 anos e mesmo os anteriores, ainda do Estado Novo. Pedagógica e didaticamente eficazes. As sínteses essenciais, os documentos essenciais, sem imagens desnecessárias, sem grafismo feérico e distractivo. E, dando o desconto aos manuais do Antigo Regime claramente politizados, dei por mim um retrógrado! Vejam lá: a apreciar a capacidade de síntese desses manuais, nas matérias e nos conteúdos aí expressos, bem como a apreciar as bem estruturadas questões essenciais de aprendizagem.
Dei por mim um retrógrado a desejar voltar à singeleza dos métodos pedagógicos e à didática sóbria e eficaz. Ensinar o que deve ser ensinado, sem ruído, sem perturbação, sem excesso de multimédia, sem excesso de conteúdos.
Dei por mim a desejar a exigência do esforço da memorização, para que os alunos até à 4ª classe, possam saber, por exemplo, a sucessão de reis portugueses, as dinastias e os períodos históricos, de trás para a frente.
Dei por mim a desejar que a História possa preparar bem os alunos, nem que para isso se admita que há necessidade de corrigir as práticas pedagógicas, depurar os programas e dar sobriedade aos manuais, exigir memorizar e exigir trabalho.
Dei por mim a desejar que os professores tenham tempo de ensinar.
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Dez 04 2024
“Na ausência de uma questão de saúde pública que nos obrigue à proibição, pedimos que deixem às escolas o que é das escolas”, apela a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas e da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo
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Dez 03 2024
A verdadeira inclusão não é apenas uma meta da Escola, é um caminho que devemos percorrer juntos, com determinação e esperança.
No dia 3 de dezembro, celebramos o Dia Internacional do Autismo, uma data que nos convida a refletir sobre a importância da inclusão e a necessidade urgente de transformar a Escola.
Num mundo onde a perfeição é frequentemente idealizada, ser diferente pode parecer um desafio.
É precisamente essa diferença que enriquece as nossas vidas e as comunidades com novas perspetivas e experiências.
Para os Profissionais da Educação, as Famílias e a Sociedade, é essencial reconhecer e valorizar a diversidade como um pilar fundamental para o desenvolvimento saudável e inclusivo de todas as Pessoas.
Cada criança é única, trazendo consigo um conjunto distinto de habilidades, motivações, atitudes, formas de aprender, interesses e perspetivas.
Em vez de se tentar moldar todos a um padrão uniforme, devemos celebrar essas diferenças e criar ambientes onde cada um possa florescer.
Isso significa adaptar e transformar a Escola para atender às diferentes necessidades dos alunos, promovendo uma cultura de valorização, de respeito e de aceitação e ser capaz de proporcionar um processo educativo equitativo para cada aluno.
Mas, como podemos, juntos, respeitar a diferença e trabalhar para um futuro onde todos possam ser verdadeiramente eles próprios?
Deixo aqui alguns desafios para transformar em oportunidades no âmbito da Educação Inclusiva que, salvo melhor opinião, podem ajudar a transformar a Escola e a construir uma sociedade mais justa, inclusiva e rica em diversidade, a saber:
Garantir mais investimento público
As práticas inclusivas não se pautam em adaptações para beneficiar uma minoria, mas, sim, proporcionar uma educação diferenciada para todos os alunos.
Assim, a educação inclusiva precisa de mais investimento público. A falta de recursos humanos e materiais é um constrangimento constante, direi, estrutural, pois repete-se todos os anos letivos. Tem de ser uma prioridade política urgente.
Com efeito, é necessário garantir com a devida razoabilidade, mas de forma equitativa que todas as escolas tenham acesso, de acordo com as suas reais necessidades, a profissionais qualificados, como psicólogos, terapeutas e assistentes operacionais, entre outros, bem como a tecnologias que facilitem a aprendizagem e as práticas
Formação Contínua e Especializada
Os professores e técnicos especializados são a chave para o sucesso da educação inclusiva. A sua entrega, dedicação e compromisso, o não trabalhar apenas, mas, muito para além disso, viverem digna e fervorosamente o compromisso e a missão de promover uma educação inclusiva, merece o devido reconhecimento. Mas para que a sua ação seja ainda mais digna, competente e eficaz, é, de todo, essencial que se invista ainda mais na sua formação contínua e especializada, capacitando-os para lidar com a diversidade de necessidades e promover práticas pedagógicas inclusivas que permitam valorizar todas as formas de ser e aprender para atender às necessidades de todos os alunos.
É também indispensável atrair os jovens para a formação profissional na docência, bem como melhorar o recrutamento e a manutenção dos mesmos no sistema. O recrutamento de professores deve privilegiar diversas origens étnicas, culturais e linguísticas.
É prioritário aumentar as vagas nos mestrados, tendo em vista a profissionalização dos docentes, o que não tem acontecido. A ser assim, a falta de professores continuará a agravar-se.
Na formação inicial de professores deve apostar-se numa abordagem multicultural, tendo em atenção a diversidade, equidade e inclusão.
(Re)Conquistar, Transformar, (Re)inventar o tempo
É preciso ter tempo para as aulas, para apoiar os alunos, para planificar e preparar as atividades educativas, para trabalho colaborativo e menos, muito menos burocracia.
Enquanto a Administração Educativa não der sinais efetivos tendentes a mitigar este impacto negativo na vida das escolas, cada escola deve pensar estrategicamente o trabalho docente, procurando simplificar o trabalho dos professores para poderem ter mais tempo para a nobre missão de fazer aprender, para serem professores e ainda, abolindo todas as tarefas pedagogicamente inconsequentes.
Valorização social da Família
Para as Famílias, apoiar a individualidade dos filhos é crucial. Encorajar a expressão pessoal e a exploração de interesses próprios ajuda a construir uma autoestima sólida e uma identidade forte. É importante que os Pais estejam atentos às necessidades emocionais e sociais dos filhos, oferecendo-lhes ambientes seguros e acolhedores onde possam ser autênticos e se sintam valorizados e incluídos.
Assim, é indispensável que as políticas públicas assumam o desafio-compromisso na criação de condições por quem de direito, para que os pais/encarregados de educação possam ver compatibilizados os seus horários de trabalho com a organização e funcionamento da Escola. Mas também encontrar mecanismos para que as famílias sejam responsabilizadas pelos comportamentos dos seus filhos na escola. Atribuir às famílias a quota-parte da sua responsabilidade. Ter ainda em consideração que há pais/encarregados de educação que, para acompanhar os filhos nas tarefas escolares, precisam de condições e formação que não têm. Nesse sentido, é necessário que se promovam programas de Formação Parental em articulação com as Associações de Pais, Centros de Formação e Agrupamentos de Escolas/Escolas não agrupadas.
Criação de comunidades de aprendizagem
A territorialização da ação educativa deve ser a âncora do desenvolvimento da educação inclusiva.
As comunidades de aprendizagem no âmbito da educação inclusiva, o trabalho em rede e as redes de escolas são práxis poderosas para o conhecimento e desenvolvimento profissional.
A sua implementação e desenvolvimento fortalece as sinergias, fomenta a partilha e a colaboração, dá a conhecer as boas práticas inclusivas e promove momentos de debate e reflexão em conjunto.
Juntos somos mais fortes!!! Este é o caminho para se promover com maior intencionalidade a educação inclusiva nas escolas e nos territórios educativos.
Colaboração e Parcerias
A inclusão não pode ser alcançada apenas dentro das salas de aula nem pode ser responsabilidade de um único setor.
A ser assim, é fundamental criar e/ou alargar e manter redes de colaboração com o contexto envolvente, em áreas como educação, saúde, desporto, artes, cultura, universidades (cariz científico) e empresas, estabelecendo redes de apoio e parcerias integradas e eficazes que, entre outras dinâmicas, fomentem o empreendedorismo, façam a ligação do trabalho escolar à realidade local, motivem os alunos para a exploração real de projetos escolares, partilhem conhecimentos científicos e práticas profissionais, disponibilizem recursos e ainda, criem oportunidades de emprego inclusivas e programas de estágio para pessoas com deficiência.
Intervenção Precoce na Infância
Urge erradicar e/ou minorar comportamentos disfuncionais e de risco muito antes da entrada na escolaridade obrigatória, por boas e atendíveis razões que todos bem compreendemos. A política educativa deve priorizar na sua agenda, quanto antes, a Intervenção Precoce na Infância.
Monitorização e Avaliação
Um melhor planeamento estratégico, a elaboração e a implementação de políticas públicas inclusivas, requerem processos de monitorização e avaliação.
Em boa verdade, sem um conhecimento e uma compreensão profunda das práticas inclusivas em curso no terreno será difícil produzir reflexões e recomendações que contribuam para melhorar e renovar a qualidade da educação inclusiva.
Salvo melhor opinião, importa ter em conta que o Decreto-Lei n.º 54/2018, passados seis anos, muito ganharia com uma monitorização e avaliação extensiva no terreno, com base em dados objetivos, rigorosos sobre a sua operacionalização.
Não estão em causa as boas intenções do Decreto-Lei em apreço que são reconhecidas nacional e internacionalmente como sendo uma referência de excelência a seguir. O que importa estudar é a sua aplicabilidade, refletir e avaliar que inclusão se faz efetivamente no terreno e, fundamentalmente, divulgar as práticas inclusivas de qualidade que se promovem nas nossas escolas.
Mudança de Atitudes
A inclusão começa com a mudança de atitudes.
Ainda existe um preconceito significativo contra as pessoas com deficiência, o que pode dificultar a sua inclusão no mercado de trabalho e na sociedade em geral.
Precisamos de uma cultura escolar que celebre a diversidade e veja cada aluno como um indivíduo único com potencial para aprender e crescer.
A organização de workshops com diretores, professores, técnicos especializados, assistentes operacionais e outros membros da comunidade, bem como a promoção e realização de campanhas de sensibilização e de programas comunitários são formas eficazes de educar e sensibilizar as comunidades locais que importa desenvolver no sentido de se partilharem ideias e boas práticas tendentes a combater o preconceito, as atitudes discriminatórias e ainda, a educar a sociedade para a importância da diversidade e da inclusão e assim, melhorar as atitudes em torno da educação inclusiva para pessoas com deficiência.
Uma Luz no Caminho
Neste Dia Internacional do Autismo, sejamos a luz que ilumina o caminho para uma educação verdadeiramente inclusiva. Que cada escola, saiba enfrentar os constrangimentos latentes e continue a ser um espaço onde se promove a equidade e o respeito pelas diferenças, onde todos os alunos, independentemente das suas capacidades, possam aprender, crescer e prosperar.
A verdadeira inclusão não é apenas uma meta da Escola, é um caminho que devemos percorrer juntos, com determinação e esperança e que começa quando todos nós, como sociedade, decidimos fazer a diferença.
Assim, acredito que, com o compromisso de todos os setores da sociedade, podemos construir um futuro onde a educação inclusiva seja a norma, e não a exceção.
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Dez 02 2024
Publicação das Listas Provisórias dos candidatos selecionados e excluídos em sede de entrevista referentes ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2025.
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Dez 02 2024
Eles não querem ser avaliados foi, nas bolhas política e mediática, a diminuição mais repetida sobre os professores e sumariza uma das causas da crise do capitalismo democrático. É da família da desistência das classes trabalhadoras no voto nos partidos de centro-direita e de centro-esquerda. Percebe-se melhor acrescentando uma adaptação de uma célebre síntese: é a humilhação, estúpido! Essa desistência é evidente nos EUA, alastra-se nas democracias ocidentais e faz temer pela sobrevivência dos regimes.
Aliás, não seria a primeira vez que a democracia se apagava e é surpreendente como há quem o ignore ou relativize. Em 2020 e como exemplo, só em 2% das democracias é que 75% dos cidadãos estavam satisfeitos com o regime (é ler Martin Wolf). Em paralelo com esse crepúsculo, aumenta o número de territórios subjugados por autocracias e acentua-se o risco de o poder cair, paulatinamente, em despotismos e delinquências.
Mas sistematize-se o debate. Descrevam-se os pontos de contacto entre a desistência das classes trabalhadoras e a “fuga” estrutural de profissionais das administrações públicas, escolhendo os professores.
Resumam-se pontos inquestionáveis deste milénio, mas iniciados, na década de 1980, com a desregulação do capitalismo democrático: ajustados à inflação, os salários actuais das classes médias e baixa são inferiores aos praticados há 30 anos (ou mesmo 50 anos em algumas democracias); a trágica crise das dívidas soberanas – uma complexa associação de variáveis – teve um pico na crise financeira global entre 2007 e 2012, e as políticas de austeridade, que humilharam as classes médias e baixa – acusando-as de viverem acima das possibilidades -, caíram moralmente quando os partidos de governo, e as suas elites financeiras, se desacreditaram na ligação a falências bancárias, a casos de corrupção e a organizações não escrutinadas que capturaram os orçamentos dos estados.
Mas a humilhação é mais profunda. Nas classes trabalhadoras, há um ressentimento inultrapassável com a “tirania do mérito” (é ler Michael J. Sandel) resultante da “impossibilidade” de ascensão social e material sem um diploma de ensino superior. Os humilhantes programas de meritocracia Kafkiana para as massas dividiram as classes médias e baixa. Estimularam lutas de ódio e inveja social, burocratizaram a actividade sindical e instituíram a sociedade dos zangados.
Como a escola pública é um valor precioso da consolidação da democracia, detalhe-se o estado dos professores portugueses (um caso de sucessivos atrasos e ineditismos) e, se necessário, raciocine-se por indução para os outros grandes grupos profissionais.
Eles não querem ser avaliados sintetiza a humilhação dos professores e a sua falta estrutural. Se ensinar é difícil, exigente e complexo – e avaliado ao minuto dentro da sala de aula -, torna-se num desgaste diário insuportável sem uma retaguarda forte e civilizada. Impor, e fazer gala disso, farsas administrativas a avaliar o desempenho – sem qualquer “olhos nos olhos” e com quotas, vagas e pontuações até às centésimas – e em ambientes de autocracia, indisciplina e inferno burocrático, alimentou a vexação e a não atractividade do exercício.
Quem testou estes modelos abandonou-os de imediato. Os nórdicos nunca o fizeram. Classificaram-nos como aberrações e, de resto, resistiram aos efeitos do capitalismo desregulado e selvagem porque tinham classes médias maioritárias, escolarizadas e consistentes. Mas sempre avaliaram a sanidade dos professores e, quando necessário, requalificaram com civilidade.
Portugal, como se disse, tem-nos inamovíveis há quase duas décadas. Para esse atraso fatal, usou, até 2022, um inédito estado de negação da falta de professores. Depois daí, sucederam-se desesperos. Apesar dos salários não concorrenciais (ao contrário da década de 1980) que inviabilizam o regresso de milhares que desistiram, a queda da massa salarial – por via das aposentações – permitiu a recuperação do tempo de serviço (que é sempre um processo administrativamente tortuoso e que está longe de corresponder às perdas irreparáveis desde 2007), o aumento das vinculações nos quadros das escolas (que era escandalosamente baixo) e das remunerações na entrada na carreira. E aplicou-se, a um grupo profissional exausto e envelhecido – e que, em demasiados casos, padece da síndrome de Estocolmo -, horas extraordinárias a eito e suplementos remuneratórios no adiamento da aposentação.
E mantém-se a engrenagem diabólica supervisionada pelo marketing partidário. Por exemplo, a pressa na mediatização não rigorosa do milagre da multiplicação dos professores transmitiu a ideia de que, não tarda, há outra vez “professores a mais” (como em 2012) e recuperou a fuga aos cursos de professores.
Por outro lado, contratar a eito guardadores “uberizados” para que haja um adulto em cada sala de aula, é o jogo que interessa às gigantes tecnológicas da tele-escola 2.0, às tecnocracias, às plutocracias e às autocracias. E é demasiado arriscado para o futuro da escola pública e da democracia. E não é apenas porque os ricos sempre lutarão para reprimir a representação democrática dos pobres. É porque, de facto e em suma, a recuperação da democracia na escola e a elevação dos professores ainda estão ao nosso alcance. Não só atenuarão o desvario nas contratações nos curto e médio prazos, como agirão noutra trágica frente de batalha que será o pior dos legados desta geração que governa: escolas de qualidade para ricos versus “armazéns” para os restantes.
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Dez 01 2024
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Nov 29 2024
Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, de exclusão, de colocação, de não colocação e de Retirados, da Mobilidade Interna do Concurso Externo Extraordinário 2024/2025.
Consulte a nota informativa.
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Nov 28 2024
Um grupo familiar “invadiu”, na terça-feira, a Escola Secundária de Maximinos, em Braga, alegadamente à procura de uma aluna que estaria desaparecida, uma ocorrência já participada ao Ministério Público, disse hoje fonte da PSP à Lusa.
Segundo a fonte, o grupo de pessoas terá “forçado” a entrada, desrespeitando as ordens da funcionária que se encontrava na portaria, e “irrompeu” escola adentro.
“A PSP foi chamada ao local e rapidamente repôs a normalidade, até porque a menor já tinha sido, entretanto, localizada”, acrescentou a fonte.
A polícia identificou os pais da aluna e a própria menor, tendo remetido o caso para o Ministério Público.
Segundo o relato da mãe de dois alunos, terão sido cerca de 20 as pessoas que “invadiram” a escola.
“Primeiro entraram duas pessoas, pouco depois entraram as restantes. Davam pontapés aos caixotes, terão agredido uma funcionária, acederam a dois pavilhões, houve uma aluna que teve um ataque de pânico”, relatou Sofia Rocha.
Esta encarregada de educação criticou a falta de policiamento junto à escola e o facto de os portões estarem constantemente abertos, sem qualquer controlo de entradas.
“Agora foi assim, para a próxima pode ser bem pior. E o que é pior é que a escola parece que quer abafar o problema”, acrescentou.
À Lusa, a vereadora da Educação na Câmara de Braga, Carla Sepúlveda, disse que não tem conhecimento de qualquer agressão.
Carla Sepúlveda acrescentou que a ocorrência foi participada na plataforma da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares.
“São situações que ocorrem com alguma frequência, envolvendo elementos de uma certa comunidade”, disse ainda.
Adiantou que ainda na semana passada se registou uma situação do género na EB2/3 Frei Caetano Brandão, também do Agrupamento de Escolas de Maximinos.
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Nov 28 2024
Em 2024, a idade de reforma ficou inalterada, nos 66 anos e quatro meses face a 2023
A idade da reforma deverá subir para os 66 anos e nove meses em 2026, um aumento de dois meses face ao valor que será praticado em 2025, segundo os cálculos com base nos dados provisórios divulgados hoje pelo INE.
De acordo com a estimativa provisória da esperança média de vida aos 65 anos para o triénio 2022-2024, divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), este valor foi estimado em 20,02 anos, o que corresponde a um aumento de 0,27 anos (3,24 meses) relativamente ao triénio anterior (19,75 anos em 2021-2023).
Com base nestes dados é possível calcular que em 2026 a idade legal de acesso à reforma será de 66 anos e nove meses.
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Nov 27 2024
Ao ver uma notícia destas, dezenas ou talvez centenas de jovens e adultos que ponderariam ser professores, ponderam melhor.
Quem vai para uma profissão com o risco frequente de levar uma traulitada?
Há muitos anos, uns 15, um assistente operacional, por sinal muito empenhado, disse-me uma coisa interessante.
Estava eu muito enlevado num discurso a dizer a importância de vigiar corredores e agir e ele respondeu-me: “Ó professor, mas acha que pelo que me pagam, vou correr o risco de levar uma facada….?”
Isto que disse é muito razoável.
Uma escola não é sítio para levar uma facada, um murro ou uma traulitada.
E o ministro pode usar todos os processos e truques gestionários e estatísticos que não resolve a falta de professores e de outros trabalhadores de educação se não mudar o clima.
E isso é o triangulo do fogo que está a arder:
Lado 1 Indisciplina e violência (dos alunos)
Lado 2 Burocracia e complexidade de processsos (das organizações)
Lado 3 Arbitrariedade e injustiças (dos dirigentes)
Resolve isso (ou, pelo menos, melhora a níveis aceitáveis e com mecanismos eficazes) e vai ter menos pressão na falta de gente.
Obrigue os diretores a não serem passivos na indisciplina e violéncia, obrigue-os a simplificar e a desburocratizar (como gestor que é) e acabe-lhes com a impunidade, quando violam a lei, e vai ver se eu não tenho razão.
E pode chegar lá por vários caminhos, mas é isto que tem de fazer.
Mais segurança nas escolas, mais simplicidade burocrática e menos impunidade dos abusos de quem manda.
Simples. Se quiser mesmo fazer, ouve os professores, como fez Al Gore com a reforma da Administração Federal dos EUA, ou Roberto Carneirp na sua reforma educativa.
Se fizer o habitual e as tretas dos últimos 30 anos, vai falhar.
E perdemos todos a descer a rampa mais um pouco.
Luis Sottomaior Braga
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Nov 27 2024
Jovem de 13 anos está referenciado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
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