Category: Rui Cardoso

Estado da Educação 2016

 

Alunos que estão atentos às aulas têm boas notas, a maioria dos alunos portugueses do secundário recorre a explicações, os professores do secundário optam quase sempre por pedir aos alunos que façam trabalhos de casa que estão nos manuais, a grande maioria das aulas continuar a ser expositiva, há mais alunos a abandonar a escola antes do tempo, Portugal continua com taxas de retenção acima da média da OCDE e europeia, o ensino público perdeu mais de 30 mil professores numa década, a idade dos professores, os professores não se sentem reconhecidos nem pela sociedade nem na escola,  estas e outras conclusões constam do Relatório sobre o Estado da Educação 2016.

Importa reter que os problemas se mantêm face a anos anteriores e as respostas tardam em aparecer…

 

 

 

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O sistema necessitará de menos professores em 2020…

 

O Relatório sobre o Estado da Educação 2016 aponta nesse sentido. A redução demográfica vai levar a uma redução drástica da entrada de novos docentes do 3º ciclo e secundário. O que tem vindo a acontecer com os ciclos iniciais do ensino em Portugal vai progredindo  pelos ciclos de ensino.

Os números não são animadores… A discussão e aplicação de um regime especial de aposentação dos professores torna-se, agora, muito mais urgente, o ultimo gráfico é a prova disso…

 

Candidatos a professor quase sem emprego a partir de 2020

Estudo sobre a necessidade de docentes para o 3º ciclo e secundário calcula que serão precisos apenas 470 novos profissionais entre 2020 e 2025

Apesar de as estimativas preverem igualmente a reforma de “30 mil professores nos próximos 15 anos”, a dimensão da quebra da natalidade fará com que sejam precisos muito menos docentes a trabalhar em pleno no sistema: “apenas 13 mil novas entradas entre 2015 e 2030” para dar aulas no 3º ciclo e secundário, com a maioria a acontecer até 2020. Nos cinco anos seguintes, o número poderá ficar abaixo das 500 contratações para a totalidade desse período. Isto se se quiser manter o atual rácio de alunos por professor e não houver alterações na organização do sistema, como mexidas no limite de estudantes por turma ou horários de trabalho dos professores, sublinha-se neste estudo.

 

De acordo com os números apresentados neste estudo, em 2030 haverá quase menos 160 mil alunos a frequentar as escolas do 3º ciclo e secundário face a 2020, ou seja, uma queda de 22% em 10 anos. E o número de professores deverá passar de 74 mil em 2015 para 57 mil em 2030, uma redução de 17 mil profissionais (menos 22%).

 

O envelhecimento dos professores é mais do que evidente… mas isso não diz respeito a ninguém…

 

 

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Comunicado do SDPA aos Professores e Educadores de Infância dos Açores

 

Comunicado do SDPA aos Professores e Educadores de Infância dos Açores

Na altura em que somos questionados acerca das razões de não existir unidade sindical entre aqueles que representam a classe docente nos Açores, no momento em que convocámos uma greve de três dias para o mês de janeiro de 2018, entendemos dever comunicar que o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores manifestou publicamente, e atempadamente, disponibilidade para a realização, em concertação sindical, de ações no âmbito da contestação laboral, com destaque para a realização de greve.

Aliás, por nossa iniciativa, foram estabelecidos contactos, telefónicos e pessoais, tendo em vista concertar posições conducentes à realização de iniciativas conjuntas. Atitude que se justifica, ainda mais, por virtude da gravidade dos prejuízos que estão em causa para a classe docente, nomeadamente a prática, a partir de janeiro do próximo ano, de uma carreira que, em termos efetivos, para a esmagadora maioria dos docentes dos Açores, terá a duração de 44 anos.

Também nós, Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, entendemos que a convocação de uma greve, feita conjuntamente, conduziria certamente uma maior mobilização dos docentes e teria, muito provavelmente, uma adesão mais significativa, dando portanto maior amplitude e expressão à contestação dos professores e educadores de infância dos Açores. Todavia, como é fácil perceber, tal desiderando não depende somente de nós, Sindicato Democrático dos Professores dos Açores.

De qualquer modo, aquilo que se nos oferece dizer no presente momento, é que, independentemente de um colega estar associado a uma ou a outra força sindical, ou até mesmo no caso de não ser associado a qualquer sindicato, poderá e deverá mobilizar-se nas formas de contestação, e em particular na greve, sobretudo, e sempre, quando, no reconhecimento da relevância das questões que constam no caderno reivindicativo – como é o caso –, entenda justificar-se tomar a decisão de incorporar a greve e engrandecer a luta.

A Direção aos 11-12-2017

 

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Cartoon do dia – Progressão… ou pura ilusão?! – Pelos Açores e por cá…

 

 

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Divulgando – Iniciativas de Educação para a Cidadania Global em meio escolar

 

No âmbito do projeto “Desafios Globais: Reforçar a Educação para a Cidadania Global (ECG) em Meio Escolar para Responder aos Desafios da Atualidade”, está a decorrer um estudo sobre iniciativas de ECG, em meio escolar. O estudo visa ampliar o conhecimento sobre as práticas de ECG realizadas nos estabelecimentos de ensino, em todo o território nacional.

Gostaríamos de pedir a sua colaboração através do preenchimento de um inquérito, que foi devidamente validado e autorizado pela DGE/ME.
As iniciativas que procuramos são as que correspondem e/ou estão ligadas, em algum modo, à Educação para a Cidadania, Educação para o Desenvolvimento, Educação Transformadora, Educação para a Paz, Educação Ambiental, Educação para os Direitos Humanos e outras “educações para…”. Caso tenha realizado alguma iniciativa desta natureza pedimos que nos conte um pouco dessa experiência aqui.
É importante que a experiência tenha sido realizada:
  • em contexto escolar (e apenas neste contexto)
  • no ano letivo 2016/17
  • com ou sem continuidade neste ano letivo
  • no seu estabelecimento de ensino.

A partir dos dados recolhidos, iremos elaborar um relatório tentando traçar uma caracterização do que tem sido e está a ser feito neste campo, pelos/as professores/as e educadores/as em Portugal. Esperamos colmatar, deste modo, as lacunas de informação sobre estas práticas. Logo que o documento estiver finalizado, faremos a sua divulgação.

Este inquérito está a ser realizado pelo CIDAC e pela FGS, e pela investigadora Sara Poças, com o apoio do Camões I.P. e da Fundação Calouste Gulbenkian.
Pedimos, por favor, que preencha o inquérito até ao dia 14 de janeiro de 2018.
Qualquer dúvida ou questão pode entrar em contacto connosco pelo e-mail: estudo.exploratorio.ecg@gmail.com.
Agradecemos desde já a sua colaboração!
 
A equipa do projeto Desafios Globais

 

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A Questão dos Descontos para a Segurança Social dos Contratados

 

Por diversas vezes este tema já foi abordado no blog, no entanto, ainda ninguém levou este assunto até às explicações finais. Os relatos como o que se segue continuam a chegar, assim como as duvidas que suscitam.

Até hoje, existem ainda muitas escolas a tratar os contratados de diferente forma no que concerne aos descontos para a segurança social. Ou seja, independentemente do horário letivo do professor contratado, umas escolas contabilizam sempre 30 dias de descontos, outras não.

Esta situação provoca uma desigualdade enorme nos contratados, nomeadamente na contabilização dos dias de descontos para efeitos de reforma futura e para efeitos de subsidio de desemprego.
Os dois exemplos abaixo, chegaram-nos por e-mail e exemplificam as diferentes formas de tratar esta questão no presente ano letivo.
No exemplo 1: o contratado tem um horário de 16 horas letivas anual e a sua escola só contabiliza para efeitos de descontos na segurança social 22 dias por cada mês de trabalho.
No exemplo 2: o contratado tem um horário de 17 horas letivas anual e a sua escola contabiliza para efeitos de descontos na segurança social 30 dias por cada mês de trabalho.
Estes dois exemplos são de outubro de 2017.
Deste tipo de situação surgem outras questões legais.
Exemplo 1: 
O contratado que só vê descontados 22 dias para a segurança social, se faltar 22 ao serviço pelo motivo de baixa médica para assistência a menores, em termos legais (pela segurança social) tem direito a ficar 30 dias sem ir à escola, uma vez que o seu mês de trabalho tem 22 dias, correto? A escola não lhe poderá assinalar falta nos restantes 8 dias, uma vez que o docente só “cumpre” 22 dias de descontos/trabalho. Para todos os efeitos, mediante os descontos declarados, este docente só trabalha 22 dias mensais.
Ao passo que o contratado que vê descontados 30 dias para a segurança social, se faltar 22 dias ao serviço pelo mesmo motivo, terá obrigatoriamente de se apresentar ao serviço no 23º dia.
Pela lógica dos descontos será assim?
Exemplo 2:
O contratado (independentemente do tipo de descontos que lhe são feitos), quando falta é sempre ao abrigo de um artigo consagrado no estatuto da carreira docente (ECD). Logo, não deveria ser esse mesmo estatuto a prevalecer para os descontos à segurança social? O ECD não contempla contratos a tempo parcial ou de prestação de serviços. Os contratados só têm ao seu dispor Contratos a Termo Resolutivo (certo ou incerto). Para a segurança social o trabalhador que desconta 22 dias é um trabalhador a tempo parcial e tal designação não consta no ECD.
Algo está incorreto aqui, certo?
Certo é que os sindicatos não têm levado este tema a discussão e que a ou as entidades que deveriam de uma vez por todas esclarecer esta situação não esclarecem.
Quem pode clarificar esta situação de uma vez por todas?
Todos dizem ter razão e estarem legais. A única certeza que há, é a da desigualdade entre os contratados em termos de descontos, “porque depende dos serviços administrativos das escolas onde estão colocados”. Como as respostas não surgem por quem de direito e porque ninguém clarifica isto de uma vez por todas, talvez o recurso ao Tribunal do Trabalho (nacional e europeu) seja a última hipótese de clarificar tudo isto.
No próximo concurso de professores contratados, para além da tipologia de horário e das zonas geográficas das escolas a que pretendo concorrer, terei antecipadamente de tentar saber quais as escolas que fazem os descontos a 30 dias para horários incompletos (se nada for esclarecido até então). Se tudo assim continuar, será preferível arriscar colocação numa escola mais longe 20 km (por exemplo) e até com menos horas letivas e ter os descontos a 30 dias, do que ficar mais perto da residência, com mais 1h ou 2h letivas e ter os descontos em proporção ao horário.

 

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Cartoon do dia… Pelos Açores

 

 

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Moção aprovada nos Plenários de 6/12

 

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Pelos Sindicatos – Faltas por doença superiores a 30 dias não podem impedir o gozo do direito a férias, ou o seu pagamento – SPZC

 

Educadores e professores com casos pendentes deverão solicitar as necessárias correções

 

 

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A luta continua nos Açores… GREVE 3,4,e 5 de janeiro

 

 

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Reserva de recrutamento n.º 13

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 13ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 7 de dezembro, até às 23:59 horas de segunda-feira, dia 11 de dezembro de 2017 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

 

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Resultados Portugueses 2016: PIRLS e ePIRLS

 

Publicam-se os Resultados Globais dos alunos portugueses no PIRLS – um estudo de avaliação da literacia de leitura, e no ePIRLS – um estudo de avaliação da literacia de leitura online.

O quadro de amostragem, o desenho dos testes e os procedimentos de aplicação dos estudos estão descritos no documento Metodologia agora publicado.

 

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PIRLS – Alunos pioraram na leitura

Os alunos portugueses não obtiveram bons resultados no PIRLS.

Entre 2011 e 2016, a média dos alunos portugueses desceu 13 pontos na avaliação da literacia em leitura feita pelo PIRLS. É a segunda maior queda em 50 países analisados. Metas e mudanças na avaliação poderão ter influenciado o desempenho dos estudantes.

 

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FNE aposta nas negociações

A FNE diz que aposta tudo nas negociações que começam a 15 de Dezembro, mas sublinha que se não houver soluções, os professores vão regressar aos protestos.

 

 

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Cartoon do dia – Descongelando…

 

 

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Divulgação – A conversa dos Professores com o P.R. – Docentes Lesados

 

No passado dia 1 de dezembro, os professores chegaram às falas com Marcelo Rebelo de Sousa. O que lhe disseram foi prontamente divulgado pela imprensa, mas muito do que interessa ficou por  ser divulgado. Por isso, divulga-se aqui e chama-se à atenção para os seguintes momentos:
– as declarações assertivas da professora Manuela Almeida (a partir dos 2’48” e, mais adiante, a partir dos 12’17”);
– 5’32”, momento em que o Sr. Presidente da República toma consciência, através da interpelação das professoras Rosário Gestosa e Maria João Costa, que o concurso antecipado, nos moldes em que o Artº 5 do Anteprojeto o pretende definir, não visa resolver as situações ilegais e injustas verificadas no concurso de MI de 2017, mas antes reitera e consolida os efeitos decorrentes de uma decisão administrativa ilegal, na medida em que concede aos docentes colocados no âmbito do concurso de MI 2017 a possibilidade de manter a colocação obtida no referido concurso. Preconizando essa possibilidade de opção, o concurso em causa representará, em termos práticos, a possibilidade de permuta de vagas entre os docentes lesados que não pretendem manter a colocação obtida no último concurso, criando a aparência de resolução de um problema administrativamente gerado quando, de facto, o não é.
– 9’48”, momento em que entregamos ao Sr. Presidente da República o Anteprojeto e o parecer jurídico da nossa advogada, que evidencia as ilegalidades que lhe estão subjacentes.

 

 

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Tiago Brandão sobre os anos passados no Tibete pelos professores…

A complexidade de que o Tiago fala deve ter a ver com o que escrevi Aqui. Refere, também, que só levará em conta 7 anos dos que passamos no Tibete, entre outras afirmações interessantes… convém ler, ver e ouvir esta entrevista para se saber com o que se pode contar…

 

A contagem do tempo congelado terá um ritmo de acordo com os meios orçamentais existentes

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, defende que a questão da contagem do tempo em que as carreiras dos professores estiveram congeladas é uma questão nova e complexa.

Tiago Brandão Rodrigues afirma, em entrevista ao DN e à TSF, que o ritmo em esse tempo será contabilizado terá de ter em conta as disponibilidades orçamentais. Por isso, a negociação será muito longa. E deixa um aviso: “temos de criar as condições para que no dia 31 de dezembro de 2018, de 2019, de 2020 ou a 31 de dezembro de 2025 não tenhamos de proceder, como país, novamente a um congelamento das carreiras”.

 

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Divulgando: O Mundo Muda Contigo

 

Caros Professores e Educadores,

É com grande prazer que o BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, associação empresarial que representa empresas comprometidas com a sustentabilidade, vos envia o link para fazerem download da banda desenhada “O Mundo muda contigo“, assim como o link para um powerpoint que contém conteúdos suplementares aos curricula das disciplinas de geografia e ciências naturais que vos convidamos a usar nas vossas aulas.

A banda desenhada “O Mundo muda contigo” foi elaborada no âmbito do projeto “Ser ou Consumir? Transformar um planeta com vida”, que tem como objetivo transmitir de forma pedagógica e descomplicada conceitos como as alterações climáticas, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), economia circular, reciclagem, cadeia de valor, ecossistemas, plásticos nos oceanos e florestas sustentáveis. Englobado neste projeto, o BCSD ministrou também formação a um conjunto de professores de Aveiro, Lisboa e Porto.

A banda desenhada conta a história de quadro adolescentes europeus – Inês, Oriana, Abdou e Anna – que fazem um Interrail pela Europa para assistirem a um evento internacional de jovens que querem mudar o mundo. A história passa-se quase toda dentro do comboio onde os jovens se sensibilizam uns aos outros, não só para a sustentabilidade, como para a ética, civismo e cidadania. Acima de tudo, a banda desenhada pretende levar à ação, contribuindo para que cada vez mais jovens percebam que o Planeta vive uma situação limite e que está na mão de todos agir e contribuir para inverter a situação. “O Mundo muda contigo” é da autoria da escritora Raquel Ochoa, foi ilustrado por Mariana Malhão e teve coordenação editorial do BCSD.

“O Mundo muda contigo” está maioritariamente a ser distribuído a professores das disciplinas de geografia e ciências naturais dos 7.º, 8.º e 9.º anos e, apesar de ter sido idealizado para adolescentes dos 12 aos 15 anos, é adequado a todos os níveis de ensino e a todas as disciplinas. Numa primeira fase, o projeto vai chegar a mais de 150 escolas e a cerca de 45.000 alunos.

O projeto “Ser ou Consumir? Transformar um planeta com vida”, candidatura n.º 29, foi cofinanciado pelo Fundo Ambiental ao abrigo do Aviso n.º 8368/2017, de 30 de junho (Apoiar uma nova cultura ambiental: incentivos ao desenvolvimento de programas, projetos e ações de educação ambiental), contando também com o patrocínio da Gestamp Aveiro e da Lidergraf – Sustainable Printing. A formação a professores foi realizada com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO, Comité Nacional para o Programa Internacional de Geociências (IGCP), Cátedra UNESCO da UTAD, AGA – Associação Geoparque Arouca, Câmara Municipal de Arouca, Centro de Formação de Associação de Escolas de Arouca, Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis e da Junta de Freguesia dos Olivais – Lisboa.

Esperamos que gostem da banda desenhada e dos conteúdos que preparámos. O BCSD está totalmente disponível para novas formações a professores e/ou palestras, conferências, conversas com jovens e crianças nas vossas escolas.

Aceitam mudar o mundo connosco? Acredito que sim!

Sofia Santos
Secretária-Geral

BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável
Av. Columbano Bordalo Pinheiro, nº 108, 2º B, 1070-067 Lisboa
Porto Business School, Sala A3.14, Avenida Fabril do Norte, N. 425, 446-314 Porto
Telefone: +351 21 781 9001| email: [email protected] | Linkedin
www.bcsdportugal.org | www.meet2030.pt | www.ods.pt 

O Mundo muda contigo (download)
Raquel Ochoa | Mariana Malhão

 

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Operacionalizar a recuperação do tempo de serviço…

 

As propostas, para a recuperação do tempo de serviço congelado para efeito de carreira, têm surgido como cogumelos, todos têm a sua. Uma delas é bastante interessante, a reconversão do tempo de congelamento em tempo de antecipação da reforma dos colegas há muito tempo ao serviço e nos escalões mais altos, beneficiaria todos os professores. Mas e os restantes? Como se poderá proceder à recuperação desse tempo de serviço para efeitos de carreira? (só para efeitos de carreira, estou farto de mal entendidos propositados)

Em conversa com um amigo surgiu-nos uma duvida que julgo pertinente. Como operacionalizar a passagem ao, ou pelos 2º,5º e 7º escalões? Para passar a ou por estes escalões é necessário a observação de aulas e obtenção de vaga nos 5º e 7º escalões. Quais serão as propostas dos sindicatos e do M.E. para estes casos?

A passagem direta, ultrapassando estes requisitos? Não me parece que o governo vá nessa conversa. (estaríamos a ficar com o proveito, porque a fama já a temos)

Estabelecer um período transitório, para que os docentes nessas condições tenham a oportunidade de preencher os requisitos necessários? A acontecer, de quanto tempo seria esse período transitório?

A forma de obtenção das vagas disponíveis para o 5º e 7º escalões ainda está a ser negociada com os sindicatos (parece que está difícil). Essa negociação terá de estar concluída antes do inicio das negociações sobre a recuperação do tempo de serviço congelado,.

Estas duvidas fazem-me antever uma negociação ainda mais difícil do que aquela que a maioria imagina. Alguma das partes (não sou eu a dar ideias, eles não necessitam das minhas) já deve ter pensado nisto e vai trabalhar para que possam protelar um pouco mais a recuperação que afirmam ter que ser negociada, mas de alguma forma possível.

A proposta da reconversão do tempo de serviço em tempo para a reforma, a médio prazo, até poderia ser benéfico para o “Estado”, mas deixo isso para ser discutido pelos muito contabilistas que por aí andam…

 

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Reformas em 2019…

 

Idade de reforma sobe para 66 anos e cinco meses em 2019

 

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Opinião – Eu não quero lasanha de tofu – João André

 

Eu não quero lasanha de tofu

Hoje o prato é vegetariano e é se queres, e eu sem perceber, eu sem perceber e os miúdos atrás de mim e de fome no prato e nos olhos sem perceber, olho para as mesas, uma das miúdas já está a chorar

Eu não quero lasanha de tofu, salada de soja, cenoura e repolho, eu não quero nabiças, grão-de-bico ou abobrinha, eu não quero soja fritinha nem croquetes de soja, eu não quero e não quero hambúrguer de soja, carne de soja ou bolinhos de soja, porque soja fazia o meu pai, ou o meu pai pensava que fazia, e 30 anos volvidos e ainda tenho o sabor da maldita na boca, dentro dos dentes, entre os dentes, de volta ao prato enquanto o meu pai olha para a televisão, “Não vais comer?”, “Não tenho fome”, respondia, e lá me safava até ao dia seguinte e a soja outra vez no prato à minha espera, fria como a vingança.

E por alguma razão nunca me fiz vegetariano e um homem precisa é de carne para se fazer um homem. E por isso é que estou na fila da cantina, com fome, é hora de almoço e, não me perguntem bem como, mas afinal sempre consegui ser professor, sim, e em Portugal, e mais ainda, perto de casa, mais precisamente em Palmela. E não, não dou ciências, sou professor do Ensino Básico e estou com fome, eu e os miúdos todos na fila para a cantina à hora de almoço. A senhora funcionária insiste que passe à frente, como os colegas e as colegas, mas eu não passo, não sou mais do que os meus alunos e não existo sem os mesmos, devo-lhes respeito, penso, mas não explico, e a funcionária que se vai embora entre um “o sôtor é que sabe” e este olhar de lado.

 

Chega a minha vez, lasanha de tofu, e eu a reconhecer–lhe o cheiro. “Desculpe”, pergunto à senhora funcionária de nariz torcido, “Isto aqui por acaso não é soja?”, e a senhora funcionária de imediato a disparar do lado de lá da barricada “Não, sôtor, é tofu!”, e eu, “Pode ser o prato de carne, por favor?”, e a funcionária a dizer que não com o nariz torcido, “Hoje o prato é vegetariano”. Hoje o prato é vegetariano e é se queres, e eu sem perceber, eu sem perceber e os miúdos atrás de mim e de fome no prato e nos olhos sem perceber, olho para as mesas, uma das miúdas já está a chorar, uma professora levanta-lhe a voz e a história do costume dos meninos em África, mas nós estamos em África, penso eu, por isso é que não há escolha, acrescento ao meu pensamento enquanto lá ao fundo há quem faça bolinhas com a soja, perdão, o tofu, e as atire ao tecto para delírio da criançada, mais dois miúdos de lágrimas na boca, nos dentes, nas faces, há quem saia da cantina sem comer e os meninos nesta idade ainda não se fizeram para reclamar, só chorar na esperança de que os meninos maiores, que somos nós, venham em seu socorro.

Mas eu não sou bombeiro, sou um professor, ainda ontem estava em Inglaterra e emigrado e agora em Portugal, logo em Palmela, bem perto de casa, e daqui a nada vou à praia. Mas entretanto a fome e o prato vazio na mão. Fui falar com a direcção de prato na mão. “Educação”, respondem, “em prol de uma vida mais saudável”, rematam, e eu sim senhora, plenamente de acordo, mas educação rima com opção, e para escolher é preciso primeiro saber, sem impor, sem obrigar, julgar e condenar, caso contrário não há liberdade, apenas obrigatoriedade, não há opção, apenas obrigação.

Fundamentalismos. O meu pai era um fundamentalista, um acérrimo defensor do vegetarianismo, e não fosse o meu pai tão mau cozinheiro e talvez lhe tivesse dado razão. O presidente do Conselho Executivo diz-me que tenho de comer o tofu. Mas nem eu nem as crianças, cuja fome terei de algum modo apaziguar esta tarde, iremos comer o tofu. E mais não lhe diremos, ou não estivéssemos numa escola.

Nunca mais comi soja e entretanto passaram 30 anos. Com medidas destas, os meus alunos nunca mais comerão soja, pelo menos durante os próximos 30 anos. Nem soja, nem tofu.

 

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Opinião – Os bullies avençados – Santana Castilho

 

Mesmo para quem está habituado ao confronto de opiniões que as decisões políticas mais polémicas suscitam, causa perplexidade verificar a quantidade de pronúncias na comunicação social, escrita ou falada, ora expondo ignorância inaceitável, ora evidenciando intuitos manipulatórios censuráveis, que a questão da tentativa de apagar uma década ao tempo de serviço dos professores suscitou. Conheço os preconceitos e as agendas destes bullies avençados. Mas, confesso, espantou-me ver tantos e tão irmanados na mentira e no ódio a uma classe, a quem devem parte do que são e do que serão os seus filhos e netos. Não é corporativa a razão que dita estas linhas. É a seriedade, é a justiça e é a certeza sobre o quanto toda a comunidade precisa dos seus professores.
Dois clichés são recorrentes no discurso dos bullies: a progressão dos professores é automática, em função do tempo de serviço; não há possibilidade financeira para o que reclamam.
Comecemos pela carreira. Na representação adulterada das mentes captas dos bullies, a progressão na carreira dos professores seria apenas dependente do tempo. Nada mais falso. Um lugar num quadro, primeiro patamar dessa carreira, só ocorre, em média, depois de duas décadas de exercício profissional penoso, em situação de nomadismo continuado, com avaliação do desempenho anual, da qual depende uma hipotética contratação no ano seguinte. Depois, sim, vem o requisito do tempo de serviço, ao qual se soma uma avaliação do desempenho, interna e externa, que é fortemente penalizante se insuficiente, e a obrigatoriedade de 50 horas de formação, igualmente avaliada, em cada escalão, com aulas assistidas nos 3º e 5º e quotas administrativas para chegar aos 5º e 7º. Para falarmos sobre o tema é elementar ler o Estatuto da Carreira Docente. Mas os bullies não leram. Alguns, que simultaneamente sacralizam as avaliações da OCDE e vilipendiam os professores, parecem ignorar que aquele organismo internacional considera os nossos docentes como dos mais competentes no universo dos países examinados. E esquecem que os inquéritos sociais sobre o apreço e a confiança que os portugueses depositam nas diferentes classes profissionais mostram a dos professores nos lugares cimeiros. Disse o Governo, que vai deixando cair números para incendiar a opinião pública, que um quarto chegaria ao topo da carreira se todo o tempo de serviço fosse contado. Mas não disse que, desde que a carreira foi concebida, não pelos docentes, mas por um governo PS, nenhum, repito, nenhum, lá chegou. Não pensaram nas consequências quando assim legislaram e, mais tarde, anunciaram o fim da austeridade?
Passemos à questão financeira. O que está em causa não é recuperar o dinheiro perdido durante quase uma década. O que está em causa é não permitir que, para futuro, desapareçam 10 anos de trabalho cumprido. O coro dos 650 milhões de euros, em que afinaram bullies, primeiro-ministro e, sibilinamente, Presidente da República, é uma falácia. Essa quantia, para além de não ter sido reclamada pelos professores no OE de 2018, será (deduzida de mais de um terço, que será recuperado pelo Estado em impostos) o preço da decência, dividido em vários orçamentos futuros. Entendamo-nos: um orçamento é o espelho das escolhas políticas de um Governo. No de 2018, Costa vergou-se às rendas de privilégio, com uma pirueta de deslealdade quanto à contribuição sobre as renováveis. Na última segunda-feira, rasgou, sem decoro, a palavra que havia dado na sexta passada. No de 2018, Costa e Centeno reservaram 3.250 milhões para os desmandos da banca e 1.498 milhões para as rendas imorais de 15% das parcerias público-privadas rodoviárias, em que não tiveram coragem de tocar, para além de terem antecipado, há 15 dias, um pagamento ao FMI, de 2.780 milhões, que só teria que ser feito em 2020 e 2021. Costa tinha razão quando disse que “a ilusão de que é possível tudo para todos, isso não existe”. Tudo só é possível para alguns. Os que Costa escolheu.
In Público de 28.11.17

 

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As negociações da carreira nos Açores não progridem…

 

SREC escusa-se a elaborar e publicar Listas Nominativas de Transição de Carreira

 

A despeito das iniciativas encetadas pelo Sindicato Democrático dos Professores dos Açores e do compromisso anteriormente expresso pelo Secretário Regional da Educação e Cultura, o mesmo escusa-se a elaborar e a enviar às escolas, para publicação, as listas nominativas de transição de carreira, pelas quais os professores e educadores de infância poderiam conhecer a situação que a cada um respeita, quanto ao tempo de serviço validado no escalão e índice de integração da nova estrutura da carreira docente, assim como o tempo de serviço em falta para mudar para o escalão e índice subsequente. Entendendo o titular da pasta da educação nos Açores que as listas de transição, enviadas às escolas no pretérito mês de maio, que continham o cálculo de tempo de serviço, não são mais que meros documentos de trabalho, que tiveram por objetivo permitir que os docentes tivessem uma perspetiva quanto à sua evolução na carreira docente, aquando e se houver descongelamento quanto à progressão na mesma, o certo é que os professores e educadores de infância dos Açores desconhecem qual o seu posicionamento a nível de progressão em carreira, sendo previsível que do incumprimento da legislação em vigor, há mais de 23 meses, resultem prejuízos remuneratórios para os docentes, já a partir do mês de janeiro de 2018.

A Direção aos 28-11-2017

 

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Professores Lesados a 25/08, quantos serão? (a guerra dos números)

Muito se tem especulado sobre o número de professores que foram lesados com a alteração das regras , priorizando, unicamente, os horários completos. O 25 de agosto tem um gosto amargo na boca de muita gente, mas quantos serão na realidade?

O movimento LUTA POR CONCURSOS de professores MAIS JUSTOS! tem tentado aferir esse número através de um questionário online e que até ao momento resultou nos números abaixo:

 

Mais haverá. A lista ainda está em aberto e pode ser preenchida a qualquer momento.

Outra das guerras de números é de quantos destes docentes interpuseram Recurso Hierárquico. Para tentarem aferir. também, esse número o mesmo movimento lançou novo questionário que pode ser preenchido aqui.

 

 

 

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Estudo: Cálculo de remuneração salarial e pensões de aposentação de 3 professores

 

Partilho uma simulação, elaborada pelo colega Rui Araújo, que compara as perdas nos salários e nas pensões de aposentação de 3 professores. Este estudo está baseado em valores atuais dos ordenados praticados na carreira docente.

O Rui concluiu que um professor que começou a trabalhar em 2000 poderá receber menos 280 mil euros do que um professor que começou a trabalhar em 2014 e menos 114 mil euros do que um professor que começou a trabalhar em 1986.
Há vários factores, como por ex:
  • o escalão em que o professor se encontrava à data dos congelamentos
  • o cumprimento de vários anos em índice salarial inferior ao índice 167 (actual 1º escalão)
  • a alteração da estrutura da carreira
  • o cálculo da pensão de aposentação (80% da média dos salários de toda a carreira contributiva)
Neste cenário, se a negociação, que irá começar a 15 de dezembro, se centrar apenas na possibilidade de ser atingido o topo da carreira, isso poderá não ser suficiente para a eliminar injustiças.
Há gráficos que mostram as perdas salariais mensais decorrentes do congelamento. Mas aí só se via a ponta do icebergue.
A não serem introduzidas correcções, o efeito do congelamento vai permanecer, não apenas durante toda a carreira, mas durante toda a aposentação. E penalizando muito mais os professores do que outros funcionários. E, nos professores, penalizando uns muito mais do que outros.
Esta simulação prova, por exemplo, que, se nada for feito, um professor que começou a trabalhar no ano 2000 e está há 13 anos no 1º escalão – depois de 4 anos no índice 151 – poderá ser-lhe retirado, ao longo da vida, centenas de milhares de euros comparativamente a um colega 14 anos mais novo ou 14 anos mais velho.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/11/simulação-salários-e-pensões-de-3-professores.pdf”]

 

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Divulgação: Plataforma “Explica-me”

 

Explica-me: a plataforma lançada por um jovem universitário que dá mais visibilidade a professores.

A Explica-me é uma plataforma online que permite que professores de qualquer nível de escolaridade se tornem explicadores de alunos de todo o país, onde e quando quiserem, ao preço que desejam.

André Santos, aluno do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e explicador, afirma que  “A Explica-me veio alterar o paradigma das explicações permitindo que alunos tenham acesso a explicadores mais facilmente, em climas aprendentes e de grande proximidade”.

Divulgada a 2 de Outubro, a plataforma www.explicame.pt conta já com mais de 530 disciplinas e mais de 400 explicadores inscritos, desde o ensino Básico ao Superior, contando ainda com professores ligados à informática, aprendizagem de línguas estrangeiras e à música.

Através de um mapa interativo, qualquer aluno pode filtrar a sua pesquisa por inúmeros critérios que facilitam, em muito, a procura pelo seu explicador ideal. Quer seja pelo preço, feedback que tenha sido dado por outros alunos, ou até mesmo pelo tipo de explicação (online, grupo, domicílio, individual), a Explica-me garante ir ao encontro do que um aluno precisa e procura, hoje em dia. Para acederem à Explica-me apenas precisam de ter ligação à internet e de um dispositivo móvel, seja ele um smartphone, tablet ou PC.

Cada explicador que se regista tem direito a um contacto gratuito, de forma a experimentar todas as funcionalidades da plataforma. Para receber mais contactos de alunos (após o contacto oferecido), terá de subscrever um plano, via Paypal, ou referência multibanco. Não existem mensalidades obrigatórias!

A inscrição é bastante simples e intuitiva. Apenas necessita de clicar no botão cor de laranja, situado no canto superior do website, com a designação “Torna-te Explicador” e preencher os campos username e email. De seguida, receberá um email (que poderá dar entrada no spam ou “junk email” da sua caixa de correio) para proceder à alteração da sua password. A partir daqui só precisa de completar o seu perfil, com todas as informações que considere úteis para ter um perfil bem visível e que seja atrativo para todos os potenciais alunos que o visualizam.

Embora inteiramente gratuito para pais e alunos, a Explica-me encontra a sua sustentabilidade financeira num plano de mensalidades, destinado aos explicadores, após um período experimental gratuito, cujos preços podem variar entre 6,9  a 13,9 euros/mês, de acordo com o número de contactos que pretende receber, bem como das funcionalidades a que podem ter acesso dentro da plataforma. De salientar que a política da  passa por prolongar os planos de todos os explicadores que subscrevam uma mensalidade e não recebam contactos de alunos.

 

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RR13 só a 6 de dezembro…

A RR 13 é a ultima com aceitação neste ano civil. Depois desta só lá para dia 29 de dezembro… A CE ficará suspensa entre o dia 8 de dezembro e o dia 29 de dezembro, inclusive.

 

Reserva de Recrutamento (RR13)
Calendário

Pedido de horários (AE/ENA) – Disponível das 10.00 horas de dia 27 de novembro até às 10.00 horas de dia 4 de dezembro de 2017; 

Validação (DGEstE) – Disponível até às 12.00 horas de dia 4 de dezembro de 2017; 

RR 13 – 6 de dezembro de 2017.

…

Devido à interrupção das atividades letivas em resultado das férias de Natal, as Reservas de Recrutamento irão ser suspensas temporariamente durante o mês de dezembro. Os AE/ENA poderão voltar a pedir horários para Reserva de Recrutamento a partir do dia 22 de dezembro e a partir de dia 26 de dezembro de 2017, para Contratação de Escola. A seleção de candidatos em Contratação de Escola encontra-se suspensa de dia 08 de dezembro até dia 29 de dezembro de 2017, inclusive. Os prazos associados a outras etapas dos procedimentos concursais em curso não suspendem

 

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Reserva de recrutamento n.º 12

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 12ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 27 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 28 de novembro de 2017 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

 

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O concurso FANTASMA…

 

O concurso, proposto pelo governo, para tentar silênciar as criticas dos professores que se sentiram Lesados com as colocações de 25 de agosto, é para “Inglês ver”…

As projeções do número de professores lesados pelas opções do M.E., estão abaixo da realidade. O movimento de professores “LUTA POR CONCURSOS de professores MAIS JUSTOS!” tem números bem diferentes, mais de 1000 professores. Esses professores terão poucas expetativas de ver a sua situação resolvida com o concurso proposto…

Este problema só seria resolvido com um concurso interno…

 

Concurso para docentes insatisfeitos não agrada a ninguém

…

“O Ministério diz que este concurso se destina aos professores insatisfeitos e a todos os outros que queiram concorrer mas, como em 2017 as colocações foram feitas por quatro anos, os únicos que se vão apresentar são os verdadeiramente insatisfeitos e os únicos lugares disponíveis serão os que estes libertarem”, diz ao DN Vítor Godinho, da Fenprof, que antecipa “um concurso praticamente fantasma” em que os candidatos “estarão a trocar maus cromos entre si”.

João Dias da Silva, da FNE, acrescenta que há queixas “desde setembro” e que “qualquer solução através do concurso interno acaba por congelar a situação das pessoas, que se sentem mal posicionadas durante todo o ano letivo, com a consequência que isso tem nas suas vidas”.

Na origem das queixas destes professores – 200 a 600 dependendo das projeções – está a decisão de excluir a atribuição de horários incompletos (menos de 22 horas letivas semanais) dos concursos da mobilidade interna, em que participam docentes sem turma atribuída e quadros de zona pedagógica (QZP) que pretendem aproximar-se das zonas de residência.

…

 

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Despacho n.º 10196/2017 – Apoio Financeiro para Aquisição de Material Didático – Pré-Escolar

Despacho n.º 10196/2017

A Lei Quadro da Educação Pré-Escolar, aprovada pela Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro, consagra, no seu artigo 2.º, a educação pré–escolar como a primeira etapa no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da ação educativa da família, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança. Importa, assim, criar as necessárias condições que proporcionem às crianças experiências educativas diversificadas e de qualidade, o que pressupõe uma organização cuidada do ambiente educativo dos estabelecimentos de educação pré -escolar.

Nesta perspetiva, devem os referidos estabelecimentos ser dotados dos recursos necessários à concretização das atividades educativas e socioeducativas, através da aquisição de equipamentos e materiais de qualidade. Nestes termos, ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 29.º do Decreto -Lei n.º 147/97, de 11 de junho, determino:

1 — O apoio financeiro aos estabelecimentos de educação pré –escolar da rede pública para aquisição de material didático, no ano letivo 2017/2018, é fixado em:

a) 172 € por sala, quando o número de alunos por sala for inferior ou igual a 10;

b) 274 € por sala, quando o número de alunos por sala for superior a 10 e inferior ou igual a 15;

c) 306 € por sala, quando o número de alunos por sala for superior a 15 e inferior ou igual a 20;

d) 330 € por sala, quando o número de alunos por sala for superior a 20.

2 — O apoio financeiro referido nas alíneas a) a d) do número anterior é pago em duas prestações anuais, de valor igual, nos meses de novembro de 2017 e março de 2018.

3 — Os encargos são suportados pelo orçamento do Ministério da Educação, através da classificação económica 06.02.03 do capítulo 03.

 

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Manifestação de Interesse para Agente da Cooperação

 

Manifestação de Interesse para Agente da Cooperação para exercer funções de Coordenador-Geral da Unidade Conjunta de Implementação; Programa da UE “Revitalização do Ensino Técnico e da Formação Profissional de Angola”.

Candidaturas até 24 de novembro de 2017. Candidaturas até 24 de novembro de 2017. Aqui

 

 

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Nas negociações, os professores dos Açores não se “comprometem”…

 

Nos Açores, os sindicatos saíram do gabinete do Secretário Regional sem acordo ou compromisso. A uma mão cheia de nada responde-se coma possibilidade de greve na região.

 

Professores insatisfeitos com posição do Governo dos Açores e não afastam greve

Apesar do compromisso do Governo dos Açores de que os professores beneficiarão da solução que for consagrada a nível nacional, relativamente às questões do descongelamento das carreiras e da contagem do tempo de serviço que esteve congelado, os dois sindicatos de professores da Região mostram-se insatisfeitos, mantendo a possibilidade de greve.

Vasco Cordeiro garantiu hoje, após audiência com o Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) e o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), que “em relação à questão dos descongelamentos, o Governo dos Açores assume, totalmente e sem reservas, a solução que for consagrada a nível nacional. Também assume, totalmente e sem reservas, o compromisso de praticar na Região a contagem de tempo de serviço que for definida a nível nacional”.

Esta posição do Governo dos Açores foi transmitida, de forma clara, aos representantes dos sindicatos, assegurou Vasco Cordeiro, ao precisar que a, “nível nacional, há nove anos para recuperar, enquanto, na Região, há sete anos para recuperar”.

“Nós entendemos que esta diferença de tempo não é motivo para atrasarmos o que quer que seja na Região, ou seja, o facto de termos menos tempo para recuperar nos Açores, não é razão para que se siga um processo mais demorado aqui na nossa Região”, afirmou.

Nesse sentido, a aplicação do modelo que vier a ser consagrado a nível nacional para a recuperação deste tempo, tendo em conta esta diferença, reverterá em benefício, também, para os docentes dos Açores, disse o Presidente do Governo.

Vasco Cordeiro salientou também que, dos encontros de hoje, ficou ainda o compromisso do Executivo de que qualquer questão nova que surja nos Açores, fruto da aplicação das soluções nacionais e tendo em conta as especificidades da Região, o “Governo dos Açores cá estará para analisar, para dialogar e decidir”.

Ora, para as duas estruturas sindicais, o que ficou da audiência foi “a negação de todas as reivindicações que viemos colocar junto do Governo Regional”.

O presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, José Gaspar, sustentou que as garantias do executivo açoriano ficam “muito aquém” das reivindicações dos docentes e educadores de infância, considerando que o Governo Regional coloca-se “numa posição de não querer legislar” e de nem querer “tomar decisões numa matéria que tem autoridade e condições para o fazer”.

“O Governo, com esta resposta de total nulidade relativamente as nossas exigências, não cria estabilidade no emprego, não garante condições de exercício condigno e valorizado da profissão docente e não dá nenhum passo no sentido de virar a página da austeridade”, frisou.

O sindicalista admitiu, “num futuro muito próximo, um processo de greve que se manterá por um período relativamente espaçado”, decisão que fez depender de plenários de professores e educadores de infância.

Por seu turno, o presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), António Lucas, sublinhou que a estrutura sindical tinha outras expectativas, mas não saiu da reunião de “mãos vazias”.

“Tínhamos a perspetiva de ter um percurso negocial próprio, mas o Governo não se manifestou disponível”, referiu António Lucas, realçando que o recurso à greve dependerá, também, de uma decisão em plenário de professores.

 

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Procedimento concursal para o exercício de funções docentes no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato concorrer ao projeto CAFE em Timor Leste, entre as 10:00h do dia 21.11.2017 até às 18:00h do dia 27.11.2017 (hora de Portugal Continental).

Consulte o aviso de abertura e respetivos anexos bem como outra documentação disponibilizada.

 

SIGRHE – Procedimento concursal para o exercício de funções docentes no projeto CAFE em Timor-Leste

Aviso de Abertura – retificação

Aviso de abertura do Procedimento Concursal PCAFE

Anexo I e II

Anexo III

Despacho de constituição do júri Gr. 100, 110, 200, 220 e 230

Despacho de constituição do júri Gr. 300, 400, 500, 510, e 520

Informações úteis

 

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Estudo | SDPA – Reposicionamento em Carreira

As diferenças entre os professores da Região Autónoma dos Açores e os do Continente são bem conhecidas de todos. Fica aqui para conhecimento a situação em que se encontram os colegas dos Açores em relação ao reposicionamento na carreira.

Atenção, este quadro diz respeito aos professores a lecionar nos Açores.

 

Estudo | SDPA – Reposicionamento em Carreira

O SDPA procedeu à divulgação de um estudo elaborado pelos seus membros, respeitante ao reposicionamento na carreira docente, tendo em consideração a contabilização integral do tempo de serviço prestado pelos docentes, com efeito a 01 de janeiro de 2018.

 

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Opinião – Somos todos professores miseráveis – Estefânia Barroso

 

Somos todos professores miseráveis

Assumo que fiquei maravilhada com o brilhantismo da intervenção de Rodrigo Moita de Deus no programa “O Último Apaga a Luz”, na RTP3. Para contextualizar estas minhas palavras, destaco algumas das ideias chave deste senhor.

Segundo ele, “a greve só prejudicou as crianças”. Estou totalmente de acordo consigo, senhor Moita de Deus. Onde é que já se viu uma greve que prejudica alguém? Não basta os professores serem “prejudicados” (em função de uma causa em que acreditam), perdendo um dia de salário? Se a bendita greve tivesse sido marcada para uma sexta-feira, ou uma segunda-feira, lá teríamos as vozes sábias, como a deste senhor, a dizer que apenas se organizam greves para que os professores tenham direito a um fim-de-semana prolongado. Aquela cambada de inúteis faz tudo para não trabalhar! Mas, infelizmente para as vozes que já estavam prontas para atirar estas palavras venenosas, a greve foi marcada para uma quarta-feira. Não podendo afirmar que procuraram o fim-de-semana prolongado, atiraram para outro lado. “Tenham vergonha, estão a prejudicar as crianças!” Surgem-me algumas dúvidas: o direito à greve, consagrado na Constituição da República Portuguesa, foi revogado e eu não percebi? Todos sabemos que uma greve irá sempre ter como consequência pessoas prejudicadas. Acontece assim com os médicos, acontece assim com os enfermeiros, acontece em qualquer sector de actividade. Mas será que os professores, por terem os alunos como público, não podem fazer greve? Afirmações destas parecem-me quase pueris.

Outra pérola a reter foi aquilo que considero uma máxima a reter: “Os resultados miseráveis dos alunos devem-se aos professores miseráveis que temos em Portugal.” Mais uma vez terei que concordar com este senhor. Somos miseráveis em muitos aspectos. Miseráveis pela forma como somos tratados pelos sucessivos ministérios, miseráveis por cada vez menos dignificarem aqueles que se dedicam ao ensino, miseráveis por sermos obrigados a ser professores e burocratas, atolados em papéis e papéis, miseráveis por muitas vezes sermos obrigados a lidar com a violência por parte dos alunos, quando a mesma não chega por parte dos próprios encarregados de educação. Já no que aos resultados diz respeito, sublinho que colocar a culpa dos maus resultados apenas e só nos “professores miseráveis” é uma visão de quem não está no sistema, de quem não percebe do que está a falar e de quem apenas pretende pôr a culpa de tudo nos professores (maus resultados, défice e, quiçá, a seca). Desresponsabilizar os alunos nestes maus resultados é, mais uma vez, uma atitude pueril e pouco conhecedora.

Continuando na série de barbaridades ditas em tão pouco tempo, o senhor, que se afirma cansado de ouvir falar dos professores, declara que se vê na obrigação de colocar os seus filhos no ensino privado. E faz muito bem. Ouvi dizer que os professores que trabalham no ensino privado (contra os quais nada tenho a referir, note-se) se formaram todos eles nas universidades de Harvard e Cambridge. Deixando-me de ironias, questiono: afinal, em que universidades e/ou escolas superiores de educação estudaram os professores do ensino privado? Não estamos a falar da mesma formação de base? O que se passa depois da formação? A escola pública tem algum vírus que se propaga entre os professores do ensino público? Acredito é que, na visão de Moite de Deus, eles são de longe melhores profissionais do que a corja que trabalha no ensino público, uma vez que os mesmos não fazem greves em dias de semana e não incomodam, perdão, não prejudicam as crianças.

 

Ainda nessa intervenção se levanta a questão: afinal, para que serve todo o dinheiro investido na educação? De acordo com Moita de Deus, serve para benefício dos professores, que nem estão nas aulas e por isso enviam os alunos para as explicações. Pergunto eu: onde estamos nós se não estamos na sala de aula? É que, do trabalho que eu desenvolvo, nunca me foi retirada uma hora que fosse do meu trabalho lectivo para estar noutro local que não na sala de aula. Pelo contrário, muitas vezes me foram acrescentadas horas supostamente não lectivas, com trabalho em sala de aula, desenvolvendo trabalho com alunos. Para além disso, sim, trabalhamos muito fora da sala de aula. Muitas reuniões para pôr em prática projectos, planos, actividades… Um sem fim de reuniões para um sem fim de assuntos. Tudo em horário fora do que é considerado lectivo, como é óbvio.

Concluindo, o senhor Rodrigo Moita de Deus diz-se cansado das discussões apenas e só sobre professores: se eles estão ou não contentes, se estão satisfeitos com o rumo que a sua carreira está a levar, com o seu, digo eu, egocentrismo. Não perceber que o mau estar generalizado que se sente na classe dos professores é prejudicial a todos os agentes da educação, não perceber que somos uma classe com um nível elevadíssimo de síndrome de burnout, não procurar as razões para este nível elevadíssimo e limitar-se a declarar-se “cansado de ouvir falar dos professores” demonstra que esta intervenção, para além de desnecessária, não traz qualquer luz à discussão, limitando-se a um único objectivo: incendiar a opinião pública.

Público 20/11/2017

 

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Aviso de Abertura – Concurso C.A.F.E para o exercício de funções docentes em Timor

 

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Os professores já não se encontram em greve…

… da parte dos professores (sindicatos) está a ser dado o beneficio a duvida e está a haver boa vontade, acabaram com as “hostilidades”. Veremos se da parte do governo haverá a mesma atitude, para que os professores não tornem a ter de sair à rua.

 

FNE levanta greve aos primeiros tempos da componente letiva

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Comunicado – NEGOCIAÇÕES COM O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UMA VITÓRIA PARA MUITOS, MAS NÃO PARA TODOS.

 

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Divulgação – Governo teve que se comprometer com os Professores

 

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Os culpados de sempre… os que estão mais a jeito!

 

De quem é a culpa? Sempre me disseram que a culpa morreu solteira por ninguém a querer assumir, mas eu penso que ela nasceu de pai e mãe incógnitos.

De quem é a culpa? Como nos fomos encontrar nesta situação? Porque é que ninguém previu isto? Estas são as perguntas que todos fazem quando a “coisa” corre mal. Na carreira docente, seja qual for o assunto, estas questões surgem com a mesma naturalidade.

Temos que começar por dizer que fomos congelados pela simples razão de sermos mal governados, isso é ponto assente. Temos também que referir que o diploma de concursos que vigora foi vontade de um só. Temos que expor uns que nunca assinam nada para não serem acusados disso se der para o torto, mas se der em bem anunciam que partiu deles e conseguiram. Temos que mencionar os outros que por tentarem chegar a acordos alcançando alguma coisa, são acusados de traição, pelo simples motivo de negociarem algo que depois não é cumprido pela outra parte. Não podemos deixar de mencionar aqueles que ameaçam ir para tribunal por tudo e por nada. Temos de tudo como na farmácia e não temos nada.

Eu, pessoalmente, já negociei muita coisa, carros, casas, terrenos, muitos outros bens e produtos, até sapatos e roupas de feira, mas o que sempre me custou negociar foram entendimentos. Nunca participei, diretamente, em negociações sindicais com patrões, isto tem de ser dito, mas imagino como deve ser…

Os sindicatos procuram levar para as negociações mais objetivos do que aqueles que esperam alcançar. Os patrões levam propostas com bem menos do que aquilo que esperam ter que vir a “dar”. Depois é uma espécie de dança, tu cedes aqui, eu cedo ali, tu recuas além que eu avanço acolá. Mas no fim, mesmo no fim, depois de todas as opiniões expostas, de todas as cedências feitas, quem tem a ultima palavra é o patrão. O prepotente e malvado patrão, ele é que tem o poder de decisão, só e unicamente por ser o que é. E quem estiver satisfeito fica e quem não estiver que vá. Há sempre mais de 100 à espera. Dir-me-ão que os sindicatos têm interesses omissos. Devem ter. Mas como a maioria dos trabalhadores se demite de intervir como sócios de qualquer sindicato, pelas mais variadas razões, não têm voz que chegue aos céus…

Por muito que queiramos, os trabalhadores, sejam de que área forem, estão sempre condicionados. Ou têm armas de luta que façam “doer”, ou não têm nada com que negociar. Os professores têm as suas armas limitadas por vontade própria e por, acima de tudo, não serem unidos. Cada um olha para si como um ser supremo, com razões e problemas únicos. Ou é por serem contratados, ou do quadro, por lecionarem este ou aquele ciclo de ensino, por lecionarem esta ou aquela disciplina, por ganharem mais  ou menos, por serem do litoral ou do interior e até há quem se distinga por ser apenas e só como é. Atiramo-nos uns aos outros como leões e como se a nossa razão estivesse acima de todas as outras. É caso para dizer que nos canibalizamos.

Atiramo-nos aos sindicatos, porque não souberam negociar. Atiramo-nos aos governos porque impõem a sua vontade suprema. Não nos atiramos a nós, porque preservamos a nossa razão individual de sabermos o que fazer em todas as ocasiões e só não fazemos porque estamos muito ocupados em descobrir a ocasião ideal. No final, levamos para casa única e exclusivamente a razão de não termos razão em ser como somos.

Quanto aos culpados disto tudo, vão continuar a ser os sindicatos. O governo será  culpado às vezes, dependendo da cor do nosso coração…

 

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