Operacionalizar a recuperação do tempo de serviço…

 

As propostas, para a recuperação do tempo de serviço congelado para efeito de carreira, têm surgido como cogumelos, todos têm a sua. Uma delas é bastante interessante, a reconversão do tempo de congelamento em tempo de antecipação da reforma dos colegas há muito tempo ao serviço e nos escalões mais altos, beneficiaria todos os professores. Mas e os restantes? Como se poderá proceder à recuperação desse tempo de serviço para efeitos de carreira? (só para efeitos de carreira, estou farto de mal entendidos propositados)

Em conversa com um amigo surgiu-nos uma duvida que julgo pertinente. Como operacionalizar a passagem ao, ou pelos 2º,5º e 7º escalões? Para passar a ou por estes escalões é necessário a observação de aulas e obtenção de vaga nos 5º e 7º escalões. Quais serão as propostas dos sindicatos e do M.E. para estes casos?

A passagem direta, ultrapassando estes requisitos? Não me parece que o governo vá nessa conversa. (estaríamos a ficar com o proveito, porque a fama já a temos)

Estabelecer um período transitório, para que os docentes nessas condições tenham a oportunidade de preencher os requisitos necessários? A acontecer, de quanto tempo seria esse período transitório?

A forma de obtenção das vagas disponíveis para o 5º e 7º escalões ainda está a ser negociada com os sindicatos (parece que está difícil). Essa negociação terá de estar concluída antes do inicio das negociações sobre a recuperação do tempo de serviço congelado,.

Estas duvidas fazem-me antever uma negociação ainda mais difícil do que aquela que a maioria imagina. Alguma das partes (não sou eu a dar ideias, eles não necessitam das minhas) já deve ter pensado nisto e vai trabalhar para que possam protelar um pouco mais a recuperação que afirmam ter que ser negociada, mas de alguma forma possível.

A proposta da reconversão do tempo de serviço em tempo para a reforma, a médio prazo, até poderia ser benéfico para o “Estado”, mas deixo isso para ser discutido pelos muito contabilistas que por aí andam…

 

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5 comentários

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    • Professora on 30 de Novembro de 2017 at 21:16
    • Responder

    Também creio que a “troca” ou a reconversão do tempo de congelamento em tempo de antecipação da reforma para os colegas nos últimos escalões é bastante viável e seria uma forma de rejuvenescimento da classe. É evidente que só interessa a quem esteja nos escalões mais elevados, portanto deveria aparecer como opcional. Quem não aceitasse ficaria à espera da recuperação para subir mais um pouco. Não sei é se a proposta terá pernas para andar. Já ouvi o BE falar nesta proposta e sei que há muitos colegas a aplaudir e alguns já contactaram os sindicatos nesse sentido mas até ao momento, que eu saiba, nenhum sindicato se pronunciou sobe o assunto. Será que não concordam? Seria bom que dissessem o que pensam sobre o assunto.

    • Magali on 30 de Novembro de 2017 at 21:39
    • Responder

    reformas antecipadas, discordo. Dão má imagem à classe, fazem-nos parecer uns privilegiados e só beneficiam alguns. Para além disso sobrecarregam a segurnaça social. Converter esses anos numa subida de um indice ou dois a todos. Seria mais justo e mais interessante para todos pois o que está em causa é o vencimento, não o escalão em si. E assim não existiria problemas com os escalões em que é necessário quota.

      • Professora on 30 de Novembro de 2017 at 21:54
      • Responder

      Será que se tivesse 64 anos de idade e mais de 40 de serviço,como alguns colegas, a lidar com crianças ou adolescentes 5 dias por semana, falaria assim, Magali? Penso que não. Acha que seria um privilégio?

      • Américo Alves on 1 de Dezembro de 2017 at 0:30
      • Responder

      Claro.
      A Magali tem razão.
      A professora que tem 64 anos teve redução de 79 à moda antiga.
      Salários (com cortes é verdade) muito mais favoráveis do que aqueles que os mais novos alguma vez terão.
      Podem chegar ao 10º escalão e ter boas reformas e os outros vão ficar parados no 2º, 4º ou 6º escalão.
      As reformas antecipadas dadas agora a esses, NÃO serão uma realidade para os outros professores quando (e não faltará mais de 10 anos) chegar a sua vez de estarem cansados das crianças e adolescentes.
      Parece-me que a solução do BE é boa para os mesmos que tiveram, apesar dos sofrimentos dos últimos anos, uma vida profissional bem mais agradável.

    • Rui on 30 de Novembro de 2017 at 21:47
    • Responder

    «…a reconversão do tempo de congelamento em tempo de antecipação da reforma dos colegas há muito tempo ao serviço e nos escalões mais altos, beneficiaria todos os professores.» Rui Cardoso, como chegou a essa conclusão? Só estou a perguntar. Não estou nem a discordar nem a concordar.

  1. […] complexidade de que o Tiago fala deve ter a ver com o que escrevi Aqui. Refere, também, que só levará em conta 7 anos dos que passamos no Tibete, entre outras […]

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