As propostas, para a recuperação do tempo de serviço congelado para efeito de carreira, têm surgido como cogumelos, todos têm a sua. Uma delas é bastante interessante, a reconversão do tempo de congelamento em tempo de antecipação da reforma dos colegas há muito tempo ao serviço e nos escalões mais altos, beneficiaria todos os professores. Mas e os restantes? Como se poderá proceder à recuperação desse tempo de serviço para efeitos de carreira? (só para efeitos de carreira, estou farto de mal entendidos propositados)
Em conversa com um amigo surgiu-nos uma duvida que julgo pertinente. Como operacionalizar a passagem ao, ou pelos 2º,5º e 7º escalões? Para passar a ou por estes escalões é necessário a observação de aulas e obtenção de vaga nos 5º e 7º escalões. Quais serão as propostas dos sindicatos e do M.E. para estes casos?
A passagem direta, ultrapassando estes requisitos? Não me parece que o governo vá nessa conversa. (estaríamos a ficar com o proveito, porque a fama já a temos)
Estabelecer um período transitório, para que os docentes nessas condições tenham a oportunidade de preencher os requisitos necessários? A acontecer, de quanto tempo seria esse período transitório?
A forma de obtenção das vagas disponíveis para o 5º e 7º escalões ainda está a ser negociada com os sindicatos (parece que está difícil). Essa negociação terá de estar concluída antes do inicio das negociações sobre a recuperação do tempo de serviço congelado,.
Estas duvidas fazem-me antever uma negociação ainda mais difícil do que aquela que a maioria imagina. Alguma das partes (não sou eu a dar ideias, eles não necessitam das minhas) já deve ter pensado nisto e vai trabalhar para que possam protelar um pouco mais a recuperação que afirmam ter que ser negociada, mas de alguma forma possível.
A proposta da reconversão do tempo de serviço em tempo para a reforma, a médio prazo, até poderia ser benéfico para o “Estado”, mas deixo isso para ser discutido pelos muito contabilistas que por aí andam…




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Também creio que a “troca” ou a reconversão do tempo de congelamento em tempo de antecipação da reforma para os colegas nos últimos escalões é bastante viável e seria uma forma de rejuvenescimento da classe. É evidente que só interessa a quem esteja nos escalões mais elevados, portanto deveria aparecer como opcional. Quem não aceitasse ficaria à espera da recuperação para subir mais um pouco. Não sei é se a proposta terá pernas para andar. Já ouvi o BE falar nesta proposta e sei que há muitos colegas a aplaudir e alguns já contactaram os sindicatos nesse sentido mas até ao momento, que eu saiba, nenhum sindicato se pronunciou sobe o assunto. Será que não concordam? Seria bom que dissessem o que pensam sobre o assunto.
reformas antecipadas, discordo. Dão má imagem à classe, fazem-nos parecer uns privilegiados e só beneficiam alguns. Para além disso sobrecarregam a segurnaça social. Converter esses anos numa subida de um indice ou dois a todos. Seria mais justo e mais interessante para todos pois o que está em causa é o vencimento, não o escalão em si. E assim não existiria problemas com os escalões em que é necessário quota.
Será que se tivesse 64 anos de idade e mais de 40 de serviço,como alguns colegas, a lidar com crianças ou adolescentes 5 dias por semana, falaria assim, Magali? Penso que não. Acha que seria um privilégio?
Claro.
A Magali tem razão.
A professora que tem 64 anos teve redução de 79 à moda antiga.
Salários (com cortes é verdade) muito mais favoráveis do que aqueles que os mais novos alguma vez terão.
Podem chegar ao 10º escalão e ter boas reformas e os outros vão ficar parados no 2º, 4º ou 6º escalão.
As reformas antecipadas dadas agora a esses, NÃO serão uma realidade para os outros professores quando (e não faltará mais de 10 anos) chegar a sua vez de estarem cansados das crianças e adolescentes.
Parece-me que a solução do BE é boa para os mesmos que tiveram, apesar dos sofrimentos dos últimos anos, uma vida profissional bem mais agradável.
«…a reconversão do tempo de congelamento em tempo de antecipação da reforma dos colegas há muito tempo ao serviço e nos escalões mais altos, beneficiaria todos os professores.» Rui Cardoso, como chegou a essa conclusão? Só estou a perguntar. Não estou nem a discordar nem a concordar.
[…] complexidade de que o Tiago fala deve ter a ver com o que escrevi Aqui. Refere, também, que só levará em conta 7 anos dos que passamos no Tibete, entre outras […]