Estudo: Cálculo de remuneração salarial e pensões de aposentação de 3 professores

 

Partilho uma simulação, elaborada pelo colega Rui Araújo, que compara as perdas nos salários e nas pensões de aposentação de 3 professores. Este estudo está baseado em valores atuais dos ordenados praticados na carreira docente.

O Rui concluiu que um professor que começou a trabalhar em 2000 poderá receber menos 280 mil euros do que um professor que começou a trabalhar em 2014 e menos 114 mil euros do que um professor que começou a trabalhar em 1986.
Há vários factores, como por ex:
  • o escalão em que o professor se encontrava à data dos congelamentos
  • o cumprimento de vários anos em índice salarial inferior ao índice 167 (actual 1º escalão)
  • a alteração da estrutura da carreira
  • o cálculo da pensão de aposentação (80% da média dos salários de toda a carreira contributiva)
Neste cenário, se a negociação, que irá começar a 15 de dezembro, se centrar apenas na possibilidade de ser atingido o topo da carreira, isso poderá não ser suficiente para a eliminar injustiças.
Há gráficos que mostram as perdas salariais mensais decorrentes do congelamento. Mas aí só se via a ponta do icebergue.
A não serem introduzidas correcções, o efeito do congelamento vai permanecer, não apenas durante toda a carreira, mas durante toda a aposentação. E penalizando muito mais os professores do que outros funcionários. E, nos professores, penalizando uns muito mais do que outros.
Esta simulação prova, por exemplo, que, se nada for feito, um professor que começou a trabalhar no ano 2000 e está há 13 anos no 1º escalão – depois de 4 anos no índice 151 – poderá ser-lhe retirado, ao longo da vida, centenas de milhares de euros comparativamente a um colega 14 anos mais novo ou 14 anos mais velho.

 

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17 comentários

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    • PQND on 27 de Novembro de 2017 at 11:14
    • Responder

    Mas há algum professor que tenha começado a dar aulas em 2014 ?!! E mesmo em 2000 não deverão ser muitos… Neste sentido não percebo bem o alcance prático e concreto do estudo em causa, com todo o respeito pelo autor, claro está.

      • Virgulino Cangaceiro Lampião on 27 de Novembro de 2017 at 11:46
      • Responder

      Pelo menos, serve de despertador para quem anda a dormir…

      • 2000 on 27 de Novembro de 2017 at 12:15
      • Responder

      Entre 2000 e 2006 só serão alguns milhares. Pouca coisa!!!

        • Ana on 27 de Novembro de 2017 at 12:19
        • Responder

        Com 24 anos? De 30 e muitos para cima, acredito… e assim sendo, nunca chegarão ao últimos escalões…

          • aaa on 27 de Novembro de 2017 at 18:17

          Com 22 anos. Com 24 anos, muitos mais.

      • CPat Martins on 27 de Novembro de 2017 at 12:32
      • Responder

      Eu comecei em 2000, portanto ja, tem uma aqui!

        • Ana on 27 de Novembro de 2017 at 12:57
        • Responder

        Entrou na carreira em 2000 e com cerca de 24 anos? Que sorte!

          • CPat Martins on 27 de Novembro de 2017 at 13:21

          Não entrei na carreira, comecei a trabalhar em 2000. Entrei nano carreira 3 anos depois e sim, com cerca de 24 anos.
          Mas não me considero sortuda, porque aparte de ter sempre conseguido trabalhar, na verdade encontro—me desde sempre no 1. escalão. E olhando para esta grelha, menos sortuda me sinto.

          • Ana on 27 de Novembro de 2017 at 13:59

          Sorte por ter entrado logo na carreira. Eu comecei a dar aulas em 2002, com 22 anos e entrei apenas este ano na carreira (aos 37)… cm a maioria das pessoas da minha idade… Mas tal cm quem entrou em 2000, tb não chegaremos ao topo da carreira…

          • CPat Martins on 27 de Novembro de 2017 at 14:12

          Fui para a Madeira para ter emprego e lá tive a sorte de entrar em qzp….
          Mas tem razão, infelizmente ninguém vai chegar ao topo da ccarreira,independentemente de quando começou a trabalhar…

        • bibicas on 27 de Novembro de 2017 at 13:02
        • Responder

        E eu comecei em 1989. 4º escalão desde 2005.

      • bibicas on 27 de Novembro de 2017 at 13:00
      • Responder

      Eu comecei a lecionar em 1989. Entrei em QZP em 1998 até hoje. Passei para o 4º escalão em 2005 e desde aí estou na mesma.

      • Rui on 27 de Novembro de 2017 at 22:40
      • Responder

      PQND, o autor demonstra que é possível estudar de forma rigorosa as consequências das decisões que vierem a ser tomadas. Estudar não só três situações, mas dezenas.
      Se tudo for decidido na base do olhómetro – seja em manifestos disto ou daquilo seja em negociações com o ME – o risco, de serem tomadas decisões que causem injustiças, é grande. E uma das consequências de injustiças no interior de uma classe profissional pode ser a desunião. Ora, há que não cair na esparrela de assinar acordos que possam ter como consequência a desunião. Até diria mais: não aceitar decisões que mais tarde possam inclusivamente vir a ser consideradas inconstitucionais.
      Quanto ao argumento de que não devem ser muitos os que começaram no ano x… Talvez não saiba, mas no ano em que o PQND começou também não foram muitos. O que diria se por esse motivo lhe fossem retirados, por exemplo, 10% de rendimentos em relação aos seus colegas?

      • Cesar on 28 de Novembro de 2017 at 11:38
      • Responder

      Eu desafio alguém a indicar 1 (um único que seja) que tenha começado em 2014 com 24 ou 30 anos, como quiserem. E que vá trabalhar 40 anos em horário completo…lol. Deve ser gozo, certo?

    • Nené on 27 de Novembro de 2017 at 17:31
    • Responder

    Comecei a trabalhar em 1989 e não progrido desde 2004. Encontro-me no 4.º escalão, à espera de vaga para o 5.º desde dezembro de 2010…

    • aaa on 27 de Novembro de 2017 at 18:16
    • Responder

    O índice do probatório era o 126.

    • Anabela Fernandes on 27 de Novembro de 2017 at 22:34
    • Responder

    Eu comecei em 1978, com 19 anos. Tenho 39 anos de serviço e 58 de idade. Onde me encaixo?

  1. […] à do seu colega mais velho, pois esteve muitos anos em escalões mais baixos. Comprovo aqui. O professor A teria de trabalhar mais cinco anos do que o professor B e ainda assim ficaria com […]

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