Category: Livresco

A Ler – O Luís Braga Explica As Coisas…

O Luís Braga Explica As Coisas…

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-ler-o-luis-braga-explica-as-coisas/

A Falta de Professores nos Açores (SIC Notícias/Edição da Noite-25/10/2019)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-falta-de-professores-nos-acores-sic-noticias-edicao-da-noite-25-10-2019/

Sindicato Independente de Professores e Educadores quer que agressões a professores sejam crime público

Sindicato quer que agressões a professores sejam crime público | Educação | PÚBLICO

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) quer que as agressões a professores em contexto escolar passem a ser consideradas um crime público, o que na prática fará com que a investigação decorra independentemente de ser ou não apresentada queixa ou de quem a apresente. “Actualmente, as agressões a professores são consideradas crime semi-público, o que constitui uma demora de quatro a cinco meses no tratamento dos processos, resultando na sua maioria das vezes em nada”, justifica o SIPE, num comunicado em que anuncia a intenção de apresentar essa reivindicação junto do Ministério Público, e dos ministérios da Justiça e da Educação.

No mesmo documento, divulgado no final de uma semana marcada por notícias de vários episódios de violência, de alunos contra professores mas também de um professor contra um aluno, o SIPE defende penalizações mais pesadas para os agressores – maioritariamente alunos ou familiares. “Verifica-se um sentimento de grande impunidade por parte dos agressores, que contribui para a repetição deste tipo de acções e para que os docentes se coíbam de denunciar estas situações”, acrescenta o sindicato, que vai criar a plataforma “Violência nas Escolas – Tolerância ZERO” e uma linha de apoio aos professores vítimas de violência nas escolas, “onde estes possam denunciar situações de agressão física e verbal sem medo de represálias”.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/sindicato-independente-de-professores-e-educadores-quer-que-agressoes-a-professores-sejam-crime-publico/

As agreções reziduais

(Via Duarte Gonçalves no Movimento pela vinculação de professores contratados)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/as-agrecoes-reziduais/

Opinião Pública / Vídeo – A violência nas escolas

O Ministério da Educação diz que as agressões físicas entre professores e alunos são casos residuais. Já a Fenprof pede o reforço de funcionários e até um agravamento das penas para os agressores. Será a violência apenas um problema das escolas ou também um reflexo do que se passa na sociedade?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/opiniao-publica-video-a-violencia-nas-escolas/

Vamos Lá Recordar Mais Um Caso Residual ao Ministério da Educação / 5 de Abril de 2019 – “Já lhe parti o focinho!”

Professor de escola básica agredido a soco e pontapé

Ministério Público está a investigar caso de aluno de 12 anos que agrediu professor de educação cívica quando este o impediu de jogar à bola dentro da sala de aula. Foi aberto inquérito tutelar educativo.

(…)

Os problemas começaram quando o aluno entrou na sala com uma bola, que movimentou de tal forma que acabou por partir uma lâmpada do tecto. De acordo com os relatos feitos ao Jornal de Notícias, o professor pediu a uma funcionária para limpar os vidros, repreendeu o aluno e disse-lhe que, provavelmente, teria de pagar a lâmpada. O aluno não gostou da advertência, disse que não pagava e, mesmo sabendo que é proibido usar o telemóvel dentro da sala, ligou para o pai. Depois voltou a movimentar a bola dentro da sala, pelo que o professor lha retirou, colocando-a em cima da secretária.

Terá sido neste momento que terão começado as agressões. De acordo com uma das professoras daquela escola, o aluno começou então a tentar chegar à bola. Não conseguindo começou a empurrar o professor. Este conseguiu dominar o aluno, encaminhou-o para a porta e entregou-o à directora de turma. Foi nessa altura que o aluno desferiu um violento pontapé nos testículos do professor, deitando-o ao chão com as dores. A aula terminou de imediato, mas o rapaz ainda haveria de voltar “passados uns sete minutos”, de acordo com os relatos, para dar mais um murro na testa do professor. Depois, saiu da sala e gabou-se aos funcionários: “Já lhe parti o focinho!”

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/vamos-la-recordar-mais-um-caso-residual-ao-ministerio-da-educacao-5-de-abril-de-2019-ja-lhe-parti-o-focinho/

A Ler com muita atenção – O professor, o cigano e a negra | Raquel Varela

O professor, o cigano e a negra
Posted on October 24, 2019

O grande tema da semana foi o silêncio ensurdecedor do Ministério da Educação sobre uma família cigana que bateu numa funcionária negra, noutra branca e em dois professores – tudo com directos para a TV, em confissão pública com dolo. Ao mesmo tempo que agia suspendendo o professor que bateu no aluno, o Ministério da Educação e o Ministério Público remeteram-se ao silêncio quando a violência recaiu em directo sobre professores e funcionários. A família cigana bateu no aluno por esta mesma razão: o Ministério tem dois pesos e duas medidas – desculpando publicamente quem bate em professores ou agride verbalmente estes (o que acontece todos os dias), e agindo com mão dura contra um professor que bateu num aluno (algo excepcional) – assim, o sinal que está a dar à sociedade, e também o sinal que está a dar aquela comunidade cigana, é o de que podem desrespeitar os professores – e isso é o caldo que permite à família ter batido no professor e ainda terem ido dar a cara, pulando e rindo, para as TVs, explicando que estavam cheios de razão. O resumo é este: para retirar força salarial a professores e funcionários o Ministério está disposto a dar força a uma milícia popular. Milícia que se apresenta como uma família de uma etnia oprimida. Sim, tudo começa no momento em que o Ministério, o Estado, desrespeita os professores, dando luz verde à restante parte da sociedade para fazer o mesmo.

(…)

Continua aqui:

O professor, o cigano e a negra | Raquel Varela

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-ler-com-muita-atencao-o-professor-o-cigano-e-a-negra-raquel-varela/

Protesto do S.TO.P encerra escola na Damaia. Alunos e professores contra amianto e violência

Protesto do S.TO.P encerra escola na Damaia. Alunos e professores contra amianto e violência – Correio da Manhã

Sindicato de Todos Os Professores tem novo protesto marcado para a próxima semana.

Um protesto do Sindicato de Todos Os Professores (S.TO.P) encerrou esta sexta-feira uma escola básica na Amadora, numa iniciativa nacional que começou por servir para exigir a retirada de amianto e se estendeu à violência nas escolas.

Em declarações à agência Lusa, André Pestana, do S.TO.P explicou que este protesto fechou a Escola Básica Prof. Pedro D’Orey da Cunha, na Damaia, concelho da Amadora, não só por causa da presença de amianto, mas também pelos diversos casos de violência em contexto escolar e pela falta de funcionários.

“Esta escola fechou porque há uma greve nacional contra o amianto a decorrer. Mas fechou não só pela insegurança associada a estarem no local de trabalho pessoas a respirar substâncias comprovadamente cancerígenas (…), mas também devido às recentes notícias e a outro tipo e insegurança: há um certo sentimento de impunidade perante as várias agressões nas escolas”, afirmou.

André Pestana disse que o S.TO.P está solidário com todas as comunidades educativas, professores e funcionários agredidos e sublinha: “o Governo tem responsabilidade nesta manteria”.

“Quando há falta estrutural de funcionários isso permite que mesmo nos recreios — e temos vários relatos de alunos – é normal em algumas escolas haver agressões diárias”, afirmou.

Este protesto vai estender-se até final do mês e na próxima semana o S.TO.P já tem agendado outro protesto do género, que encerrará outro estabelecimento de ensino. Questionado pela Lusa, escusou-se dizer qual, remetendo para “mais em cima do acontecimento”.

Esta greve do amianto convocada pelo S.TO.P já encerrou até hoje oito escolas, mas o sindicato espera que, com o alargamento dos motivos dos protestos, cresça igualmente o número de escolas encerradas.

O S.TO.P apela ainda aos restantes sindicatos da educação para que se juntem a estes protestos.

O sindicato começou por entregar um pré-aviso de greve para 15 dias, período que terminava a meio deste mês, com uma renovação até 31 de outubro.

Esta foi a primeira greve realizada depois da revisão de estatutos do sindicato, que agora abrange “todos os profissionais de educação.

De acordo com o STOP, há cerca de 100 escolas onde o amianto continua a ser um problema para alunos, professores, funcionários e pessoas que vivem nas proximidades.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/protesto-do-s-to-p-encerra-escola-na-damaia-alunos-e-professores-contra-amianto-e-violencia/

Aluna de 14 anos agride professora de EF e elemento da Direção em escola no Castêlo da Maia

Aluna de 14 anos agride professora em escola no Castêlo da Maia – Correio da Manhã

Docente terá pedido ajuda para arrumar o material e a jovem de não terá gostado do pedido.

Uma aluna agrediu verbal e fisicamente uma professora de educação física na Escola Secundária do Castêlo da Maia.

A docente terá pedido ajuda para arrumar o material e a jovem de não terá gostado do pedido, agredindo-a verbalmente e com empurrões.

A aluna não tinha antecedentes de violência.

Ao que o CM apurou, um membro da Direção da escola esteve presente e tentou acalmar a situação, mas sem sucesso.

A professora foi assistida e transportada para o hospital mais próximo com ferimentos ligeiros.

O CM tentou chegar à fala com a direção da escola, mas sem sucesso.

A GNR foi chamada ao local.

Até ao momento a professora não apresentou queixa.

 

Aluna de 14 anos agride professora em escola na Maia

Elemento da Direção da escola tentou acalmar a rapariga, mas acabou por ser agredido também

Uma aluna, de 14 anos, da Escola Secundária de Castêlo da Maia, agrediu a professora de Educação Física, no final da aula, por não ter gostado de ser convocada para ajudar a arrumar o material.

Entre insultos e encontrões, um elemento da Direção da escola tentou acalmar a rapariga, mas acabou também por ser alvo de agressões. A professora acabou por ser transportada ao hospital para avaliar ferimentos ligeiros. A Federação Nacional dos Professores – Fenprof – pede ao Ministério da Educação que tome medidas para reforçar a autoridades dos professores.

(…)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/aluna-agride-professora-em-escola-no-castelo-da-maia/

Cordão humano em escola de Queluz em solidariedade com professor agredido

O protesto foi motivado por uma rixa que aconteceu ontem. Os confrontos entre alunos e familiares terão começado perto do estabelecimento de ensino e passado para o interior da escola.

Um elemento estranho à escola terá saltado as grades e agredido um coordenador. O professor ficou ferido e teve de ser socorrido no Hospital Amadora-Sintra.

Os pais dizem que as agressões têm sido recorrentes e que os alunos não estão em segurança.

Queixam-se da falta de atitude por parte da escola e da falta de funcionários para controlarem estes confrontos.

Garantem ainda que as câmaras de vigilância estão desligadas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/cordao-humano-em-escola-de-queluz-em-solidariedade-com-professor-agredido/

A Verdade Sobre A Agressão A Professores E Funcionários Na EB 2/ 3 De Valença

Por aqui:A Verdade Sobre A Agressão A Professores E Funcionários Na EB 2/ 3 De Valença | ComRegras

Não se pode dizer é que a aluna é de etnia cigana e que chamou “preta” a uma funcionária (fora outros insultos) que a chamou à atenção. A seguir a família da dita aluna organiza uma [contra] manifestação de “Não ao Racismo” – só visionado:

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-verdade-sobre-a-agressao-a-professores-e-funcionarios-na-eb-2-3-de-valenca/

Falta de professores – Escolas dos Açores obrigadas a lançar concursos urgentes

Falta de professores. Escolas dos Açores obrigadas a lançar concursos urgentes – DN

A Bolsa de Emprego Público é o último recurso aos dispor das escolas. Foram já lançados quase 80 concursos urgentes neste ano letivo. Em anos anteriores, houve até educadores de infância a lecionar no 2.º ciclo.

“É mais fácil dizer quais são os grupos de recrutamento de professores em que a Região Autónoma dos Açores é autossuficiente” e contam-se pelos dedos: educação de infância, 1.º ciclo de escola básica e educação física. Em todos os outros, “podemos fazer aqui um paralelismo com aqueles animais que estão em vias de extinção”. Quem o diz é o presidente do Sindicato Democrático de Professores dos Açores (SDPA). O problema é transversal a mais de metade das escolas do arquipélago que desde setembro têm lançado a público vagas para contratos de substituição de forma a colmatar falhas urgentes no corpo docente que estão a deixar turmas sem aulas. Mas grande parte dos professores que têm respondido às necessidades chegam sem qualquer qualificação. “É o desespero a falar”, adianta o sindicalista Ricardo Baptista.

A 26 de setembro, a Escola Secundária Manuel de Arriaga lançava o alerta: “Região Autónoma dos Açores já agoniza com falta de professores.” E deu provas das carências: “Para efeitos convenientes declara-se que este procedimento concursal para o Grupo de Recrutamento 420 – Geografia ficou deserto por inexistência de candidatos com habilitação”, lia-se no comunicado enviado pela instituição.

A esta junta-se, por exemplo, a Escola Secundária e Básica da Graciosa, que garante estar frente a frente com um cenário sem precedentes. “Infelizmente, acontece haver turmas com aulas e matérias em atraso por não haver professores substitutos e qualificados. Neste ano letivo, são cerca de dez [turmas] nesta situação”, conta o presidente do conselho executivo da instituição, João Pedro Pires da Costa.

“Sempre que há um professor que fica doente, a substituição tem sido morosa, precisamente pela falta de pessoal docente”, explica em entrevista ao DN. Nesta escola, a situação afeta sobretudo o 3.º ciclo e o ensino secundário. E agudiza-se nas disciplinas de Informática, um grupo que “tem sido uma dor de cabeça” – à semelhança do que acontece no continente. Mas também em História, Economia, Filosofia, Francês e ainda no ensino artístico. O problema “não é novo, mas está claramente a agravar-se”, faz questão de sublinhar o representante escolar.

Ao todo, neste momento, há 42 pedidos de substituição, referentes a mais de duas dezenas de escolas, para as mais diversas disciplinas. Mas, desde o início do ano letivo, já foram perto de 80.

No ano passado, havia educadores de infância a lecionar Inglês no 2.º ciclo. “É legal, sim, mas não recomendado,”

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/falta-de-professores-escolas-dos-acores-obrigadas-a-lancar-concursos-urgentes/

Há 250 turmas sem professores no Algarve (2019-10-22)

Pelo menos 250 turmas de escolas do Algarve estão ainda sem professores. É o equivalente a cerca de 6 mil alunos, de acordo com uma estimativa do Sindicato Democrático de Professores do Sul. Em causa, está o acesso à habitação, que tem dificultado a fixação de docentes no Sul do país.

A escola Tomás Cabreira, em Faro, é apenas um exemplo: faltam docentes das disciplinas de História, Geografia, Ciências e Informática. A abertura de concursos não tem resolvido este problema, que tem tendência para se agravar nos próximos anos. O número de docentes a lecionar tende a ser cada vez menor e o preço das casas no Algarve tem sido cada vez maior no maior destino turístico nacional.

À semelhança do que se passou em anos anteriores, alguns destes alunos poderão mesmo chegar ao fim do ano letivo sem aulas em algumas disciplinas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/ha-250-turmas-sem-professores-no-algarve-2019-10-22/

Opinião/Lúcia Vaz Pedro – Professores: doem-lhes a voz, o corpo e alma!

(Clicar na imagem para aceder ao artigo)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/opiniao-lucia-vaz-pedro-professores-doem-lhes-a-voz-o-corpo-e-alma/

No Algarve, há alunos que chegam a estar um ano inteiro à espera de um professor

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/no-algarve-ha-alunos-que-chegam-a-estar-um-ano-inteiro-a-espera-de-um-professor/

A Ler nO Meu Quintal – Inflexibilidades

Inflexibilidades | O Meu Quintal

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-ler-no-meu-quintal-inflexibilidades/

A Ler no Correntes – Afinal, Não Faltam Professores

Afinal, Não Faltam Professores – Correntes

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-ler-no-correntes-afinal-nao-faltam-professores/

Câmara de Lisboa pede ao Governo casas para professores

Expresso | Câmara de Lisboa pede ao Governo casas para professores

 

Câmara de Lisboa quer articular-se com Governo para disponibilizar casas mais baratas para professores | Professores | PÚBLICO

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/camara-de-lisboa-pede-ao-governo-casas-para-professores/

Com Vídeo – Tratar um doente com cancro custa tanto como retirar amianto das 63 escolas referenciadas

SIC Notícias | Tratar um doente com cancro custa tanto como retirar amianto das 63 escolas referenciadas

 

SIC Notícias | “Tratar um doente de cancro pode custar 50 vezes mais que remover amianto”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/com-video-tratar-um-doente-com-cancro-custa-tanto-como-retirar-amianto-das-63-escolas-referenciadas/

Falta de funcionários: escolas exigem bolsa para substituir os que estão doentes

Falta de funcionários: escolas exigem bolsa para substituir os que estão doentes | Educação | PÚBLICO

Ministério já se comprometeu a criar mecanismos rápido de substituição dos assistentes operacionais que metem baixa médica, mas escolas continuam à espera. Num agrupamento de Castelo Branco, escolas vão fechar rotativamente.

A falta de assistentes operacionais afecta a generalidade das escolas portuguesas e não será resolvido enquanto o Ministério da Educação “não encontrar uma solução que permita substituir rapidamente os funcionários que estão de baixa médica”. Quem o diz é o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, segundo o qual, na maior parte das escolas, serviços como o bar e a papelaria estão a fechar durante largos períodos do dia, por falta de funcionários.

“No meu agrupamento, a papelaria só está aberta duas ou três horas por dia e o bar só abre durante a hora do pequeno-almoço”, exemplifica, para explicar que, dos 50 funcionários existentes para um agrupamento que se reparte por oito escolas, dez estão ausentes por baixa médica “e não podem ser substituídos”. “As escolas abrem às 7h30 e fecham às 18h ou 19h e nos espaços exteriores, como o recreio, onde os alunos precisam de ser vigiados, não há ninguém para o fazer”, precisa.

Este alerta surge no mesmo dia em que dez escolas de Lisboa foram fechadas por falta de funcionários e a direcção do Agrupamento de Escolas de Póvoa de Santa Iria da Azóia, em Castelo Branco, pôs a circular um comunicado a dar conta da intenção de, já a partir da próxima segunda-feira, dia 21, fechar rotativamente as diferentes escolas do agrupamento por manifesta escassez de funcionários para “assegurar as condições mínimas de funcionamento”.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/falta-de-funcionarios-escolas-exigem-bolsa-para-substituir-os-que-estao-doentes/

Escolas em Vila Franca de Xira vão fechar à vez

Escolas em Vila Franca de Xira vão fechar à vez | TVI24

O diretor do agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, decidiu fechar rotativamente, a partir de segunda-feira, os oito estabelecimentos de ensino, segundo um comunicado a que a Lusa teve acesso esta sexta-feira.

A direção do agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria (distrito de Lisboa) justifica o encerramento com o “número reduzido de assistentes operacionais para assegurar as necessidades mínimas de funcionamento”.

A falta de assistentes operacionais tem provocado a exaustão dos que se encontram ao serviço, pelas imensas tarefas que realizam, dia após dia, e pela instabilidade causada na constante mudança de escola, levando muitos a recorrer a atestado e baixa médica”, sublinha o comunicado, assinado pelo diretor do agrupamento, Pedro Ferreira.

A direção frisa que, nas últimas semanas, os serviços “têm funcionado abaixo dos mínimos aceitáveis para a segurança dos alunos” e, por isso, deliberou o encerramento rotativo das oito escolas que compõem o agrupamento, a partir de segunda-feira e até ao dia 30 deste mês.

Segundo o esquema de encerramento, a escola básica n.º 1 será a primeira a encerrar (dia 21), seguindo-se a escola básica n.º4 (dia 22), escola básica Aristides de Sousa Mendes (dia 23), a escola básica Póvoa Norte (dia 24), o Jardim Infância Quinta da Piedade (dia 25), a escola básica das Bragadas (dia 26), a escola básica do Casal da Serra (dia 29) e escola básica e secundária D. Martinho Vaz de Castelo Branco (dia 30).

Este esquema será interrompido caso haja um reforço dos assistentes operacionais ou se se verificar o retorno ao serviço dos assistentes que se encontram de atestado médico”, ressalva a direção do agrupamento.

Por seu turno, contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Educação referiu que o agrupamento vai ter, a partir da próxima semana, “o seu corpo de funcionários reforçado”, com três funcionários a tempo indeterminado (vínculo permanente), no âmbito de “um concurso que autorizou a contratação de 1.067 assistentes operacionais, em fase de conclusão”.

Adicionalmente, as escolas podem recorrer à bolsa de contração, assim que tenham concluído o processo de contratação dos funcionários a tempo indeterminado que lhes foi atribuído. Esta bolsa permite substituir as ausências sempre que estas comprometam o rácio”, conclui a nota do Ministério da Educação.

A Lusa tentou contactar a direção do agrupamento de Escolas da Póvoa de Santa Iria, mas não conseguiu obter resposta.

Câmara de Vila Franca de Xira surpreendida com encerramento de escolas

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira manifestou-se esta sexta-feira surpreendida com a decisão da direção do agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria de fechar rotativamente, a partir de segunda-feira, os oito estabelecimentos de ensino.

Num comunicado a que a Lusa teve hoje acesso, a direção do agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria informou que vai fechar rotativamente, a partir de segunda-feira e até dia 30 deste mês, os oito estabelecimentos de ensino que gere, justificando a decisão com “o número reduzido de assistentes operacionais para assegurar as necessidades mínimas de funcionamento”.

Foi uma situação que me surpreendeu. Nós temos vindo a conversar com o agrupamento, no sentido de resolver todos estes problemas. Na verdade, achávamos que este problema estava resolvido”, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS).

O autarca referiu que, embora não tenha responsabilidade direta no pessoal não docente do agrupamento, cedeu três dos seus 30 assistentes operacionais para suprir as carências das oito escolas.

Nós fomos além das nossas competências. Aquilo que esperamos é que haja um entendimento entre o Ministério da Educação e a direção do agrupamento, que tem total autonomia”, ressalvou.

Alberto Mesquita lamentou ainda que a direção do agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria não tenha recorrido a uma bolsa de contração disponível para situações em que é necessário substituir as ausências dos assistentes operacionais que estão de baixa.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/escolas-em-vila-franca-de-xira-vao-fechar-a-vez/

Alunos com necessidades especiais impedidos de ir à escola por falta de funcionários

Alunos com necessidades especiais impedidos de ir à escola por falta de funcionários | TVI24

Escolas a funcionar de forma rotativa, alunos do 1.º ciclo com aulas só de manhã ou crianças com necessidades especiais impedidas de ir às aulas são algumas das consequências da falta de funcionários e professores.

Os casos confirmados pela Lusa foram esta sexta-feira denunciados pela Fenprof e vão constar de uma plataforma ‘online’ que a federação sindical vai criar para receber queixas de professores, assistentes, pais, alunos e cidadãos em geral.

A falta de pessoal no agrupamento de Escolas da Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, por exemplo, obrigou a direção a criar um sistema de fecho rotativo das suas oito escolas, “de modo a assegurar as condições mínimas de funcionamento das que continuam abertas”.

Os serviços estão a funcionar “abaixo dos mínimos aceitáveis”, pondo em causa “a segurança dos alunos”, refere a direção da escola em comunicado, sublinhando que a solução passa pela colocação de funcionários pelo Ministério da Educação ou pelo regresso dos assistentes operacionais que estão de baixa.

A direção explica ainda que “a falta de assistentes operacionais tem provocado a exaustão dos que se encontram ao serviço pelas imensas tarefas que realizam dia após dia e pela instabilidade causada na constante mudança de escola, levando muitos a recorrer a atestado/baixa médica, agravando o problema de funcionamento das escolas”.

No agrupamento de Escolas Fernando Pessoa, em Lisboa, a falta de pessoal levou a direção a reduzir o horário escolar dos alunos do 1.º ciclo – que passa a funcionar apenas entre as 09:00 e as 13:00 – e a determinar o encerramento impreterível da escola às 16:50, hora até à qual os alunos têm de abandonar as instalações.

Em Évora, a subdiretora do Agrupamento de Escolas Gabriel Pereira confirmou à Lusa que há três crianças do 1.º ciclo, com necessidades educativas especiais, que continuam em casa um mês após as aulas terem começado, por falta de funcionários.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/alunos-com-necessidades-especiais-impedidos-de-ir-a-escola-por-falta-de-funcionarios/

Greve contra o amianto encerra várias escolas em Sintra e na Amadora

 

Greve contra o amianto encerra várias escolas em Sintra e na Amadora – Renascença

18 out, 2019 – 18:10 • Agência Lusa

André Pestana destaca o caso da Escola Básica 2,3 Ruy Belo, em Sintra, afirmando que “é histórica”.

Protesto na EB 2,3 Ruy Belo. Foto: João Cunha/RR
Protesto na EB 2,3 Ruy Belo. Foto: João Cunha/RR

A greve a exigir a retirada do amianto das escolas, promovida pelo Sindicato de Todos Os Professores (S.TO.P.), já levou a encerramentos em três estabelecimentos de ensino no concelho de Sintra e em quatro na Amadora.

A informação foi prestada à Lusa pelo dirigente do S.TO.P, André Pestana, esta sexta-feira.

As escolas que aderem aos protestos estão a fechar intermitentemente desde há uns dias, numa forma de luta que foi alargada até ao final do mês.

À Lusa, André Pestana destacou o caso da Escola Básica (E.B.) 2,3 Ruy Belo, em Sintra, afirmando que “é histórica”.

“Não tenho ideia de, na democracia portuguesa, uma escola fechar tanto tempo, de dia 04 a 14 de outubro quase ininterruptamente, devido a uma greve e não por um problema estrutural”, afirmou.

Para o sindicalista, o “mais impressionante é a tutela não responder aos sucessivos e-mails do sindicato para fazerem uma reunião ou para terem uma resposta clara da Câmara Municipal de Sintra sobre este problema gravíssimo do amianto, que põe em causa a saúde de todos os que frequentam esta escola”.

A Lusa contactou também com a Câmara de Sintra, mas, até ao momento, não obteve resposta.

Além da E.B. 2,3 Ruy Belo, aderiram igualmente aos protestos as escolas E.B. 2,3 Dom Domingos Jardo e E.B. 1 J.I. Monte Abraão, em Sintra, e a 2,3 D. Francisco Manuel de Melo, EB1/JI Santos Mattos, EB1/JI Alice Leite e a EB1/JI Maria Irene Lopes de Azevedo, na Amadora.

“É uma questão gravíssima de saúde pública e ambiental, quando há estudos europeus a prever que vão morrer 500 mil pessoas até 2030, devido à exposição do amianto, além das que ficam doentes para o resto da vida. Há uma promessa velada do primeiro-ministro, em setembro de 2016, a prometer erradicar o amianto dos edifícios públicos até finais de 2018 e já estamos em outubro de 2019 e a esmagadora maioria das escolas não foi intervencionada para retirar esta substância cancerígena”, garante o dirigente.

A greve, previamente convocada até dia 18 de outubro já foi alargada até dia 30 do mesmo mês e “é possível que se estenda”, admitiu André Pestana.

“Estamos a coordenar mais escolas. Quinta-feira, por exemplo, estivemos na Margem Sul. Estamos a equacionar protestos concelhios e em juntar todos os movimentos sociais, como Sindicatos e toda a população, em prol de um dia de protesto nacional contra amianto”, finalizou o dirigente do S.TO.P.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/greve-contra-o-amianto-encerra-varias-escolas-em-sintra-e-na-amadora/

Fenprof critica Instituto de Avaliação por vender ações de formação de professores

Fenprof critica Instituto de Avaliação por vender ações de formação de professores – Atualidade – SAPO 24

“É uma inaceitável mercantilização da formação contínua promovida pelo próprio ME, um comportamento que tem de ser corrigido de imediato […] O que a Fenprof não compreende nem tolera é que o ME queira ou admita que os docentes sejam aliciados ou obrigados a pagá-la do seu bolso, mais a mais quando é promovida pelos serviços que tutela”, criticam os sindicatos.

A Fenprof acrescenta ainda que o IAVE, “com a conivência da tutela, parece dedicar-se à criação de um impróprio mercado da formação, cobrando aos docentes por um dever a que estão sujeitos e por necessidades formativas que terá identificado”.

Ainda no comunicado, a federação “insta o ME a tomar medidas para que a formação em apreço seja disponibilizada, como deve, de forma gratuita aos docentes que nela se inscrevam”.

Instituto contraria Fenprof e diz que só formações obrigatórias têm que ser gratuitas

O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) rejeitou hoje as críticas da Fenprof sobre ações de formação pagas, afirmando que apenas são cobradas as formações que não são obrigatórias para os docentes.

Em resposta à Lusa, a assessoria de imprensa do IAVE esclareceu que a formação atualmente disponível, e pela qual estão a ser cobrados 75 euros a cada docente, tem um caráter “muito específico e técnico”, incidindo sobre instrumentos de avaliação, mas sobretudo não tem caráter obrigatório, pelo que o instituto não encontra fundamento para as críticas da federação de professores.

O IAVE garante que todas as formações obrigatórias para os docentes são gratuitas, acrescentando que esta, de caráter facultativo, apesar do custo associado teve bastante procura.

(Notícia atualizada às 20h22)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/fenprof-critica-instituto-de-avaliacao-por-vender-acoes-de-formacao-de-professores/

A Falta de Professores e o Está Tudo Bem do ME

Algarve. Alunos sem aulas em Faro e Silves por falta de professores

Maioria das escolas do Algarve tem falta de professores

 

Ministério nega “situação anómala” de alunos ainda sem professores – Observador

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-falta-de-professores-e-o-esta-tudo-bem-do-me/

A era das calculadoras gráficas excessivamente caras pode estar prestes a chegar ao fim

A era das calculadoras gráficas excessivamente caras pode estar prestes a chegar ao fim – ZAP


Com o surgimento de novas alternativas grátis, as calculadoras gráficas excessivamente caras podem estar prestes a ver o seu império arruinado.

Quase todos os pais sabem o que é a chatice de ter de comprar uma calculadora gráfica para as aulas de Matemática dos filhos. Os preços são exorbitantes e podem ir dos 100 até mais de 200 euros. A Texas Instruments e a Casio têm quase um monopólio das calculadoras gráficas, colocando preços altos para uma tecnologia que não o justifica.

Com um design dos anos 80 e uma tecnologia dos anos 90, os preços a rondar os 100 euros começam a esgotar a paciência dos pais, que se vêm obrigados a comprá-la para os filhos. Contudo, como noticia o The Hustle, o império destas empresas pode estar prestes a ruir, já que novas alternativas estão a surgir. A calculadora TI-84 provavelmente não deve ser estranha tanto a pais como a filhos.

Num mercado avaliado em mais de 300 milhões de dólares, a Texas Instruments detém cerca de 80% dele. E como conseguiram isto? Uma das formas foi estabelecer parcerias com grandes empresas de livros didáticos, que integraram exercícios específicos da TI.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-era-das-calculadoras-graficas-excessivamente-caras-pode-estar-prestes-a-chegar-ao-fim/

Pelo DN – Falta de professores e alunos sem solução. O que está a acontecer nas escolas?

Falta de professores e alunos sem solução. O que está a acontecer nas escolas? – DN

O ano letivo avizinhava-se tranquilo para professores e alunos, depois de as colocações do corpo docente das escolas terem sido publicadas com um mês de antecedência relativamente ao habitual. Ainda assim, não foi suficiente para garantir um arranque de aulas longe de dificuldades. Já lá vai mais de um mês desde que milhares de turmas de estudantes regressaram às salas, mas ainda há mais de duas mil sem professores atribuídos. O problema não é novo, mas “tende a agravar com o decorrer dos anos, caso não sejam implementadas soluções”, explica o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel António Pereira. Garante que as escolas estão a fazer o possível, mas não tarda esgotam todos os recursos para solucionar o problema.

“É de lamentar que até ao momento uma turma de 5.º ano continue desde o início do ano letivo sem professor de uma disciplina como inglês, tendo em conta que este ano terá provas”, conta Magda Marques, no Portal da Queixa. Um cenário familiar para Carla Belchior, que reclama na mesma plataforma: “Tenho um filho que está num curso profissional de Informática na Escola Secundária de Alcochete e, já tendo passado quase um mês desde o início das aulas, tem em falta cinco professores (de informática) num total de 11 disciplinas”. Também há muito que Mariana Garzia vê o problema acontecer com as crianças da família, especificamente com a disciplina de geografia. “No ano passado, o meu filho esteve até abril sem professor. A minha sobrinha não teve aulas de geografia até janeiro”, explica através do portal.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/pelo-dn-falta-de-professores-e-alunos-sem-solucao-o-que-esta-a-acontecer-nas-escolas/

Cinco anos para publicar um relatório. Há um “apagão” no gabinete de Centeno

Cinco anos para publicar um relatório. Há um “apagão” no gabinete de Centeno – Renascença

04 out, 2019 – 17:45 • Sandra Afonso

Começa a ganhar altura a pilha de estudos, relatórios e números que o Ministério das Finanças ainda não divulgou.

São vários os relatórios guardados ou com publicação muito adiada pelo Ministério das Finanças, que chega a demorar cinco anos para publicar um documento.

O caso mais recente foi divulgado pelo jornal “Público” e confirmado pelo gabinete do ministro, que já recebeu há um mês o relatório interno do fisco sobre a “operação stop” destinada a cobrar dívidas e penhorar carros à beira da estrada. No entanto, decidiram não divulgar para já as conclusões, por ainda estarem a “avaliar o documento”.

Outro estudo ainda por conhecer é a análise à fiscalidade sobre a energia, autorizado pelos ministros das Finanças, da Economia e do Ambiente. O grupo de trabalho foi criado em março de 2018, com a tarefa de identificar em quatro meses os incentivos fiscais prejudiciais ao ambiente, propor a sua eliminação progressiva e a revitalização da taxa de carbono.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/cinco-anos-para-publicar-um-relatorio-ha-um-apagao-no-gabinete-de-centeno/

Cada eleitor faz uma cruz mas os votos não valem todos o mesmo

Cada eleitor faz uma cruz mas os votos não valem todos o mesmo – ECO

Com certeza já ouviu dizer que os votos nas eleições não têm todos o mesmo valor. A explicação está no método usado para apurar resultados e no facto de o país estar dividido em círculos eleitorais.

No dia 6 de outubro quando for votar está a ajudar a escolher os 230 deputados do Parlamento para os próximos quatro anos. Quem conseguir reunir mais deputados, forma Governo.

Para isso, no dia das eleições basta ir até à sua mesa de voto, receber o boletim e pôr a cruz no quadrado do partido que considera merecedor do seu voto.

Será assim para um eleitor em Portalegre e será também assim para um eleitor em Lisboa. Ou seja, cada eleitor tem direito a um voto. Mas na hora de os contar e de os transformar em mandatos de deputados a história é outra. E por dois motivos: o método utilizado para apurar mandatos favorece os maiores partidos e o território nacional está dividido em círculos eleitorais, muitos de pequena dimensão.

Vamos por partes. Os círculos eleitorais, que funcionam como uma espécie de distritos para as eleições, refletem a população recenseada em cada um deles. E para cada ato eleitoral é criado um mapa que revela quantos eleitores estão registados em cada um desses círculos e quantos deputados vão ser eleitos por cada círculo. Este é o mapa publicado a 12 de agosto pela Comissão Nacional de Eleições para as legislativas que acontecem nas próximas semanas.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/cada-eleitor-faz-uma-cruz-mas-os-votos-nao-valem-todos-o-mesmo/

A Ler – Propaganda Enganosa

Propaganda enganosa

Alexandre Parafita

Assiste-se com frequência, no discurso político, a uma propaganda de cunho enganoso, da qual ninguém pede contas a ninguém. Falta uma cultura de exigência neste domínio.

Manipula-se a verdade, induz-se em erro (quiçá conscientemente), criam-se falsas expectativas, frustram-se sonhos. E ninguém é chamado à responsabilidade, ainda que a criminalização da publicidade enganosa na lei portuguesa abranja também esse tipo de propaganda (art.º 41, n.º 8, DL n.º 6/95, de 17 de janeiro).

Quando o Governo publicou a lei de 5 de fevereiro (Dec. Regulamentar n.º 2/2019), anunciando que os trabalhadores da administração pública podem pedir a pré-reforma antes da idade legal (66 anos e cinco meses), ganhou, de pronto, o aplauso de muitas centenas de cidadãos, em especial professores já sexagenários, ou perto disso, muitos deles cansados e frágeis, alguns arrastando-se penosamente num sistema educativo cáustico que escraviza mais do que estimula, e que, aceitando perder uma parte do salário, poderiam usufruir dessa medida. Mas que engodo! O Ministério das Finanças não autorizou, nem deu sinal de autorizar, um único pedido de pré-reforma, sabendo-se que mais de 200 professores já a requereram. O dirigente sindical José Abraão, que até é da área política do Governo, reconheceu que se trata de “uma medida tomada pelo Governo para não aplicar”. E o ministro Centeno, no programa “Gente que não sabe estar”, disse com todas as letras: “Não se deve prometer o que não se pode dar”.

Em que ficamos então? A lei já devia estar a ser cumprida, mas o PS, no seu programa eleitoral, vem, ainda agora, prometer a implementação “ativa” da pré-reforma. Afinal, promete o quê? Não é bonito jogar com as expectativas dos cidadãos!

Escritor e jornalista

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-ler-propaganda-enganosa/

A Ler – Os professores e as eleições

Os professores e as eleições – Observador

Arnaldo Santos / Professor e Jurista

Este não é o tempo para ideologias políticas de direita ou de esquerda, ou de ficar agarrado à cor do partido político em que sempre votaram. É tempo de repor a justiça e de reconquistar o respeito.

Ler, ouvir ou ver notícias sobre os professores e o tempo de serviço que o Governo diz não ter dinheiro para pagar, nunca é demais. Particularmente para os professores e para as respetivas famílias que sentem, na pele, a falta do dinheiro pelo qual trabalharam, e a subtração do direito à mudança dos escalões para a progressão na carreira.

O congelamento das carreiras teve estas duas implicações: não houve aumentos e não houve progressões que, naturalmente, implicam aumentos. Já falámos de justiça num artigo anterior. Dissemos, na devida altura, que era um conceito objetivo: dar a cada um aquilo que é seu, e o que é que é seu e de cada um, é aquilo que cada um merece, e merece na medida em que dá, e deve dar de acordo com as suas capacidades. Este é o conceito objetivo de justiça. Sendo este conceito objetivo, completo, não dá margem para o conceito subjetivo da meia justiça.

Não existe meia justiça. Devolver dois anos, nove meses e dezoito dias de tempo de serviço aos professores é utilizar um expediente inexistente: a meia justiça. A fundamentação deste conceito, inexistente, segue aquela máxima: mais vale qualquer coisa na mão do que coisa nenhuma a voar, para calar a boca aos cidadãos que não estão habituados a fazer valer a justiça e os seus direitos, até ao fim. Tiques de outros tempos em que o lema era “comer e calar”. Outros tempos que alguns insistem em não esquecer. Nós somos o resultado da nossa história.

Fazer valer os direitos até ao fim. Esta frase é forte, pelo menos em Portugal. Até costuma utilizar-se outra: apurar responsabilidades até às últimas consequências, doa a quem doer. Parece que estamos numa brincadeira e, de vez em quando, vem alguém que diz: acabou-se a brincadeira. Por isso é que ninguém leva nada a sério… Ensina-se no Direito Administrativo, que é aquele ramo do Direito que regula as relações jurídicas entre a Administração Pública e os cidadãos, que para travar os administrados de fazer valer os seus direitos até ao fim, leia-se recuperar o tempo de serviço, basta que a Administração Pública utilize o argumento do interesse público, do bem comum, ou que se coloca em risco o equilíbrio das contas públicas, para qualquer Tribunal Administrativo dar por terminada a ação, ao abrigo da separação de poderes, não dando provimento às intenções dos administrados. Se isto não é xica espertice é o quê? Infelizmente é o que temos… O Estado coloca as contas públicas em causa, diariamente, com negócios ruinosos, e não há ninguém que se importe com o interesse público?

No próximo dia 6 de outubro vamos a votos. Que razões podem ter os professores para ir a votos? Existem cerca de 146.830 professores em Portugal (dados da Pordata para 2018). Muitos destes professores ainda têm os dois progenitores vivos, têm maridos, mulheres, irmãos, filhos, tios, primos, netos, afilhados, (etc…) e têm amigos. Se quiserem façam como o outro: é fazer as contas. Se cada professor exercer o poder de influência que tem, e se todos votarem nos partidos (que todos sabem quais são) que dizem que a recuperação integral do tempo de serviço dos professores é um imperativo nacional de justiça e de respeito, faz mossa ou não? Este não é o tempo para ideologias políticas de direita, de centro ou de esquerda, ou de ficar agarrado à cor do partido político em que sempre votaram, como se fosse o clube de futebol ou uma religião. É tempo de causas, é tempo de repor a justiça e de reconquistar o respeito.

P.S. Não sou sócio, adepto, filiado, simpatizante de nenhum partido político.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-ler-os-professores-e-as-eleicoes/

A Ler – Talvez Isto Explique Alguma Coisa Sobre As Políticas “Educativas” Do Governo

Talvez Isto Explique Alguma Coisa Sobre As Políticas “Educativas” Do Governo | O Meu Quintal

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/a-ler-talvez-isto-explique-alguma-coisa-sobre-as-politicas-educativas-do-governo/

Casa de ferreiro, espeto de pau: O burnout nos terapeutas

Casa de ferreiro, espeto de pau: O burnout nos terapeutas – Saúde e Medicina – SAPO Lifestyle

É comum haver esta ideia de impermeabilidade nos profissionais que “combatem” determinada situação no desempenho da sua profissão. Por exemplo, os médicos não adoecerem ou conseguirem estar quase sempre saudáveis, policias não cometerem nenhum crime ou os bombeiros nunca terem nenhum fogo em sua casa, os professores de Educação Física nunca se cansam, etc.

E no caso dos psicólogos serem impermeáveis às questões da saúde mental. Não sofrerem de stresse ou ansiedade, depressão ou outro sofrimento psicológico. E igualmente para os outros terapeutas.

Ninguém está imune ou é impermeável a tal. As pessoas podem ter um maior conhecimento em determinadas áreas, mas precisam de ter um conjunto de cuidados em relação à sua própria “higiene mental” para conseguirem estar em melhores condições no desempenho da sua profissão, e no enfrentar das inúmeras situações causadoras de desgaste.

Burnout, a fadiga mental

Esta sensação de fadiga mental ou exaustão emocional é aquilo que alguns autores, nomeadamente Maslach definiu como Burnout. Ou seja, este é definido como o fim de uma situação crónica de stresse verificada a longo prazo e é uma condição representada por três dimensões: fadiga mental ou exaustão emocional, sentimentos e percepções negativas sobre as pessoas com que trabalhamos e despersonalização ou diminuição da sensação de realização pessoal.

O esgotamento é considerado por muitos como uma dificuldade ao nível da saúde mental relacionada com o trabalho e é frequentemente correlacionado com ansiedade e depressão. Não somente o esgotamento pode ser pessoalmente angustiante, mas também pode se manifestar em muitas condições de saúde física e mental.

Por exemplo, fadiga, exaustão e somatização, e também está ligado ao evitamento social, incapacidade de regular a expressão de emoções, absentismo, moral reduzida e sensação reduzida de eficiência e desempenho.

Como referi anteriormente os psicólogos e profissionais de saúde mental e outros técnicos que trabalham com população acometida por uma condição de saúde mental também são sujeitos a uma série de problemas de saúde relacionados ao trabalho, incluindo fadiga da compaixão, traumatização secundária, etc. O Burnout, em si, tem sido associado com depressão, tanto no campo da psicologia e dentro de outras profissões. Também tem sido demonstrado mediar a relação entre o stresse e depressão em médicos que relatam sentimentos mais baixos de segurança e aumento da exaustão emocional.

No caso dos terapeutas que trabalham com crianças, jovens e adultos autistas, não obstante a sua preparação técnica e profissional de forma continuada para implementar o seu trabalho, estão sujeitos a um conjunto de situações potencialmente causadoras de burnout.

Continue reading

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/casa-de-ferreiro-espeto-de-pau-o-burnout-nos-terapeutas/

Técnicos da Educação sabem da integração no quadro ao protestarem pela demora

Técnicos da Educação sabem da integração no quadro ao protestarem pela demora – País – RTP Notícias

01 Out, 2019, 14:17 | País

Alguns técnicos especializados do Ministério da Educação em situação de precariedade começaram a receber hoje notificação de que a sua integração na Função Pública foi homologada, momentos antes de protestarem no Porto pela demora do processo, disse fonte sindical.

Os técnicos especializados, como psicólogos ou terapeutas ocupacionais, queixavam-se de que ainda não terem visto homologados os processos de regularização do seu vínculo, passados que foram já dois anos sobre a data da sua inscrição no PREVPAP – Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários na Administração.

Afirmavam também que, em maio, a secretária de Estado da Educação tinha assumido o compromisso de que até ao fim da legislatura todos os processos seriam homologados.

Sublinhando que nem todos os 1.336 técnicos que recorreram ao PREPAV viram já os seus processos homologados, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), promotora do protesto no Porto, assinalou a coincidência de algumas homologações terem sido comunicadas precisamente neste dia, concluindo que “a luta vale a pena”.

Presente na iniciativa, o líder da CGTP-IN, Arménio Carlos, disse à agência Lusa que a homologação não chega, pedindo celeridade na conclusão do processo.

Pediu mesmo “uma espécie de Simplex” para estes trabalhadores, que se concentraram junto à Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares/Norte].

“Não há necessidade de nenhuma reavaliação (dos processos PREPAV), apenas de simplificar os processos e tornar na prática, concretizável aquilo que as CAB (Comissões de Avaliação Bipartida) já reconheceram, que é reconhecer que estas técnicas desenvolvem uma atividade profissional permanente e, o como tal, devem estar no quadro”, afirmou.

Na sua avaliação, a demora nos processos tem “razões políticas” que, defendeu, “têm de ser postas de parte para dar lugar às opções do ponto de vista das necessidades especiais das crianças”.

Confrontado pela Lusa com as críticas sindicais, o Ministério da Educação respondeu que, “no âmbito do PREVPAP, a quase totalidade dos requerimentos foram deliberados favoravelmente”, acrescentando que os trabalhadores com processo já homologado “serão notificados no decurso dos próximos dias, com a abertura dos concursos a decorrer de seguida”.

O Ministério da Educação dizer saber que a CAB Educação “encontra-se a trabalhar no sentido de enviar, o mais rapidamente possível, os restantes processos para homologação, os quais serão despachados pelo ministro da Educação com a celeridade máxima, como até aqui”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/10/tecnicos-da-educacao-sabem-da-integracao-no-quadro-ao-protestarem-pela-demora/

Que Bicho te Mordeu? Espicaçar a curiosidade das crianças está à distância de um clique

Que Bicho te Mordeu? Espicaçar a curiosidade das crianças está à distância de um clique

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/que-bicho-te-mordeu-espicacar-a-curiosidade-das-criancas-esta-a-distancia-de-um-clique/

Sobre A Educação Nos Programas Eleitorais

Sobre A Educação Nos Programas Eleitorais – 1 | O Meu Quintal

 

Sobre A Educação Nos Programas Eleitorais – 2 | O Meu Quintal

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/sobre-a-educacao-nos-programas-eleitorais/

A Ler…com Atenção – Ainda Sobre O Artigo 79 E Imbecilidades Diversas

Ainda Sobre O Artigo 79 E Imbecilidades Diversas | O Meu Quintal

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/a-ler-com-atencao-ainda-sobre-o-artigo-79-e-imbecilidades-diversas/

La Dolce Vita – De Sócrates a Duarte Lima: conheça os 318 beneficiários de subvenções vitalícias

De Sócrates a Duarte Lima: conheça os 318 beneficiários de subvenções vitalícias – Política – Jornal de Negócios

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/09/la-dolce-vita-de-socrates-a-duarte-lima-conheca-os-318-beneficiarios-de-subvencoes-vitalicias/

O Inferno Em Que Transformaram A Minha Profissão – Parte 1, 2 e 3

O Inferno Em Que Transformaram A Minha Profissão – 1 | O Meu Quintal

 

O Inferno Em Que Transformaram A Minha Profissão – 2 | O Meu Quintal

 

O Inferno Em Que Transformaram A Minha Profissão – 3 | O Meu Quintal

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/08/o-inferno-em-que-transformaram-a-minha-profissao-parte-1-2-e-3/

Pela Renascença / Com Áudio da Entrevista – Há professores a viver em parques de campismo no Algarve

Há professores destacados para dar aulas no Algarve que optam por viver em parques de campismo, hostels ou residenciais. A realidade é noticiada nesta quinta-feira pelo “Diário de Notícias” e, não sendo nova, tem-se agravado de ano para ano.

“Temos conhecimento dessa realidade, que aliás é uma realidade que não se esgota no Algarve – eu diria até que acontece na cidade de Lisboa e no Porto também”, refere à Renascença o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

“Particularmente em Lisboa, é um problema grave que no ano passado levou ao não preenchimento de lugares que apareceram com horário completo para efeitos de contratação – por exemplo, já durante o ano – precisamente porque o preço da habitação hoje, em algumas zonas, é superior ao salário líquido de um professor”, acrescenta.

No Algarve, o turismo fez disparar ainda mais o preço das casas e já não é só durante o verão.

Se este cenário se mantiver, alerta Mário Nogueira, poderão surgir problemas no futuro, pois, “convenhamos, para todo o trabalho que tem que ser feito em casa, não é propriamente a [escolha] adequada” e “isto pode até levar a que haja alunos e escolas que não vão conseguir ter professores habilitados”.

O sindicalista defende, por isso, que sejam os municípios a tratar do alojamento dos docentes: “esta, sim, é que seria uma responsabilidade que o Governo deveria transferir para os municípios”, aponta.

Estas questões “são de ordem social” e “aí os municípios deveriam ter a responsabilidade de poder ter uma oferta com custos moderados, garantindo que as escolas do seu concelho têm os professores de que necessitam, para que os seus alunos tenham aulas do primeiro ao último dia”, argumenta.

A Renascença descobriu um professor no Algarve que já passou pela experiência de viver num parque de campismo por incapacidade financeira de sustentar um alojamento.

Paulo Cesário é de Torres Vedras e dava aulas no ensino particular, mas no ano passado ficou desempregado. Ir trabalhar para o Sul do país não o assustou, mas os preços dos apartamentos e dos quartos para arrendar é que não estavam ao alcance da sua bolsa.

“A opção foi o parque de campismo da Fuseta. Falei com a minha mulher e com o meu filho e resolvi ir para lá fazer oito meses seguidos. Eu dava aulas na Fuseta e em Moncarapacho”, conta.

Mas Paulo Cesário é perentório: “Para isto, é preciso gostar de fazer campismo; não é para todos”.

Continua aqui com áudio da entrevista:

Há professores a viver em parques de campismo no Algarve – Renascença

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/08/pela-renascenca-com-audio-da-entrevista-ha-professores-a-viver-em-parques-de-campismo-no-algarve/

Load more