Ter sido salvo assim de ir para mais longe das minhas florestas, não ter que me subjugar às peripécias infames cometidas aos novos QZP’s e fazer, impessoalmente, de bom samaritano – seria o desígnio de qualquer mártir que pornografe passivamente em Évora (alegadamente!), mas não o meu. Ficámos todos bem, eu liberto e libertino, a colega que é dois anos mais velha do que eu – e eu já sou demasiado velho nisto – e Deus, um geadas que só contratam quando estão à rasca.
A segunda sondagem do blogue para as eleições legislativas que iniciei na sexta-feira e teve a quase totalidade dos votos até à saída das listas de colocações dão PSD/CDS à frente de CDS tal como a sondagem da Universidade Católica.
A votação é feita por IP e não foi possível haver mais do que uma votação usando o mesmo IP.
Não deixa de ser estranho que uma votação feita maioritariamente por professores tenha castigado o PS nesta altura, quando na primeira sondagem lhe dava uma larga vantagem.
Esta mudança na tendência de voto dos professores só pode querer dizer que depois de conhecido o programa do PS se verifica que não há medidas que cativem os professores e que sendo um pouco mais do mesmo é preferível manter quem já lá está.
Verifica-se mais uma vez uma larga tendência de voto dos professores na CDU, que tem uma diferença muito curta para PS e PSD/CDS e que não se verifica na sondagem da Universidade Católica.
O inseguro PS começa a dar sinais de fraqueza, mesmo num grupo onde facilmente poderia conquistar terreno. Se nem junto dos professores consegue estar à frente será mesmo difícil que consiga vencer as eleições.
Veremos no próximo mês como continua a tendência de voto dos professores.
Está quase a fazer meio ano que abri a participação do blogue a outros autores e estas alturas são sempre oportunas para fazer o respectivo balanço deste período com a recolha das vossas opiniões.
No dia 1 de Janeiro entraram no blogue, por ordem alfabética,
Uns com mais artigos outros com menos artigos, o blogue procurou não fugir da sua génese que o tem marcado os últimos anos, ser informativo e construtivo de opiniões livres. Escrever num espaço público cria sempre animosidades com os leitores que podem ou não descaracterizar este espaço.
Acima de tudo, pretendo que o blogue continue a ser uma fonte de informação séria e responsável e que os autores acompanhem esse ponto de vista. Em nenhum momento interferi com os artigos dos autores e até mesmo os que estavam pré-programados aguardava para os ler apenas quando fossem publicados.
Sobre a participação destes novos 10 autores também tenho a minha opinião construída, mas gostava em primeiro lugar de conhecer a vossa para perceber que rumo deve ter o blogue no próximo meio ano.
Em primeiro lugar porque a maior parte dos relatos das ultrapassagens surgem neste grupo de recrutamento, depois porque se os QZP do Concurso Externo Extraordinário de 2014 eram obrigados a concorrer a todo o seu QZP não se entende como alguns não foram colocados e os menos graduados desse grupo foram, quando se parte do princípio que mesmo não colocando as preferências se manifesta igual preferência por todas as escolas desse QZP.
Neste caso poderão os últimos colocados em QA/QE do QZP 7 recorrer hierarquicamente para verem anulada a sua colocação em QA/QE e ser entregue esse lugar ao candidato mais graduado das listas?
Porque sabemos perfeitamente que a maior parte dos professores que estão vinculados no CEE de 2014 são de fora do QZP 7 e claro que ser QA/QE com as regras que existem quase impedem uma aproximação à residência.
E existiram 5 docentes do CEE de 2014, do QZP 7 e do grupo 910 que não foram colocados e eram mais graduados que os últimos 5 colocados.
Desilusão para quem sempre andou mais distraído porque aqui já tinha feito referência à impossibilidade de alguém do concurso externo apanhar colocação em alguma das 93 vagas do concurso interno, mesmo que sobrassem vagas.
Fica no entanto o relato que me chegou que dá conta de muita desilusão entre os professores que fizeram os complementos de formação para o grupo 120 e que só agora deram conta disso.
Mas esta desilusão não é exclusiva dos docentes contratados mas também dos docentes dos quadros que viram a sua candidatura excluída. Depois de analisar estas listas verifico que deve ter sido a primeira vez que houve quase tantos docentes excluídos (54) como admitidos (73) a um concurso do MEC. E isto também não é nada normal.
No entanto, chamo a atenção que o MEC prometeu a existência de um concurso extraordinário para o grupo 120 e até hoje ainda nada se ouviu falar nele.
Estou a escrever-te, não só a pedido da minha esposa, que é dos grupos 300 e 330 e que fez formação para ter habilitação para o grupo 120, mas também em nome de muitos outros colegas que se encontram na mesma situação e que se sentem completamente desiludidos com o MEC!
A maior parte deles acabaram o curso em 1998/1999 e têm-se dedicado a trabalhar nas AEC desde o seu aparecimento, conciliaram horários reduzidos em escolas públicas com horas de AEC e sentiram na pele a precariedade que sempre se viveu nas Atividades de Enriquecimento Curricular, mas eles resistiram a todas as adversidades, não só pelo pouco tempo de serviço que obtinham, mas porque gostavam verdadeiramente do que faziam.
Sentiram-se, por isso, felizes e esperançados quando o MEC anunciou a criação do grupo 120, pois acreditavam que finalmente seriam recompensados de anos e anos de trabalho precário, a recibos verdes e a serem “mal vistos” pelos restantes colegas de profissão que os inferiorizavam, apelidando-os de técnicos e de “funcionários de tempos livres”.
Melhor se sentiram quando, num seminário na FACIS, onde a Dra. Lucinda, do SPZN, esteve presente, referiu que teriam este ano um concurso externo extraordinário para vagas de QZP no 120, tal como o Sr. Ministro o tinha anunciado.
Mas a “ilusão caiu por terra” com a notícia de que o MEC não vinculou contratados em QZP, nem lançou o tal concurso extraordinário EXTERNO de 2015 para o 120. Será isto verdade?
É que nem as vagas do concurso interno que sobraram (só foram ocupadas 37 das 93) ficaram disponíveis. Não vai haver mais nada? Vão todos para contratação inicial, depois de gastar tanto dinheiro e ter tantas esperanças?
Vários diretores queixam-se que lançaram vagas para o 120 e não lhes foram atribuídas. Ainda existirá algum concurso externo extraordinário em breve para essas vagas? Ou os rumores de que vão para contratação inicial são verdadeiros?
Com os melhores cumprimentos,
Luís Arede e centenas de professores candidatos ao grupo “fantasma” 120
A portaria de vagas ao concurso externo anual determinava a abertura de 1453 vagas e foram colocados 1471 docentes.
Não vou voltar a falar sobre o que foi dito desde o início para se abrir este concurso externo anual onde sempre se referiu que era para dar resposta aos docentes que cumprissem a regra da norma travão. Na altura tinha identificado 461 docentes que cumpriam esta norma e disse que poderia haver outros tantos que tivessem ficado colocados pelo menos um ano em escola TEIP e/ou com autonomia e que daria um número aproximado de 900 docentes nestas condições. No final confirmamos que havia 753 docentes.
Fica aqui a comparação dos colocados no concurso externo, por grupo de recrutamento e QZP com a portaria de vagas.
Existiram 5 grupos de recrutamento que tiveram vagas adicionais:
290 – Educação Moral e Religiosa Católica – 7;
320 – Francês – 1;
540 – Eletrótécnia – 2;
910 – Educação Especial 1 – 7;
920 – Educação Especial 2 – 1.
E também 5 QZP com vagas adicionais:
QZP 1, 5, 6, 8 e 10, com 6, 4, 4, 2 e 2 vagas adicionais respectivamente.
No total foram criadas 18 vagas adicionais e garanto-vos que nada destas vagas adicionais tem a ver com reclamações, mas sim com um erro na portaria de vagas, que já em Março tinha verificado.
Chegaram-me várias informações de erros nas colocações do concurso interno/externo.
Ainda estou a analisar as informações que me tem chegado, mas parece que muitos docentes das RA desapareceram das listas de colocados e não colocados.
Ainda não consegui cruzar as listas de ontem com as listas provisórias para analisar esses casos. Durante a próxima semana tentarei fazer isso.
Também me chegam relatos de ultrapassagens nas prioridades. Aqui não poderei analisar qualquer dado, visto que as preferências estão apenas na posse dos candidatos, mas fica este caso que me chegou para poderem também dizer se foram ou não ultrapassados em função das vossas preferências.
Fiquei colocada no 910 no QZP 6 (a minha 5ª opção).
O meu número de ordem é o 2872. No entanto, na lista, depois de mim, aparecem 3 colegas no QZP 1 (a minha 1ª opção), 1 no QZP 3 (a minha 2ª opção), e 1 no QZP 4 (a minha 3ª opção).
Na próxima semana tratarei do recurso, mas achei que gostaria de saber destes erros.
O grupo 120, como se previa, também tem muitos professores excluídos por não terem a sua candidatura não conforme.
Obviamente, que todos os casos devem ser alvo de recurso hierárquico e se vos for dada razão serão colocados no lugar a que teriam direito sem retirar desse lugar quem lá ficou colocado por concurso.
Podem neste artigo relatar a vossa situação para percebermos melhor onde poderão andar mais erros nestas listas de colocações.
É este despacho que define o funcionamento do ano escolar e que já devia ter sido publicado há algum tempo para as escolar prepararem o ano lectivo seguinte.
Fica aqui o Despacho que foi publicado ontem em Diário da República.
Dos 9425 docentes colocados no concurso interno 8363 docentes foram colocados por estarem na 1ª prioridade, ou seja, não mudaram de grupo de recrutamento e não eram do concurso externo extraordinário de 2014.
854 docentes foram colocados por mudança de grupo de recrutamento e 208 docentes colocados no concurso externo extraordinário de 2014 tiveram colocação neste concurso.
Fui bafejado pela sorte. Os resultados do concurso saíram e…bingo…finalmente consegui ficar na educação especial numa escola perto de casa.
Quando comecei a lecionar educação visual achei que era o que queria fazer para toda vida. Com o passar dos anos, acompanhando a degradação do ensino, as experiências com os alunos revelavam-se cada vez menos interessantes, ao contrário das experiências com os alunos com NEE que se tornavam cada vez mais interessantes. Achei que estava no sítio errado e por isso resolvi aceitar o desafio de ajudar os que queriam ser ajudados.
Estive sete anos numa instituição de pessoas com deficiência. Foram sem dúvida os anos mais bonitos da minha vida. Criei o projeto “Está na Hora” que mostrava aos “putos” das escolas o que era fazer “milagres” com poucas capacidades. Tínhamos DJ´s, teatro, animação da hora do conto, a banda “Mente Aberta” e uma panóplia de atividades que animavam a “garotada” das escolas ao mesmo tempo que transmitiam a mensagem: “aprende…aproveita as tuas capacidades”.
Regressei à minha escola (porque tinha que ser) e pensei que ia entrar num processo de luto. Não aconteceu porque me colocaram no grupo de educação especial. Tive um grupo de colegas e a uma direção que não conheciam a palavra não e alinhavam em todas as “maluqueiras” para quebrar o marasmo da educação. Desenvolvemos projetos realmente espetaculares sempre a mostrar aos alunos do currículo normal o que era fazer “milagres” com pouco.
Alguns projetos ficaram a meio. E agora?
A mudança é sempre assustadora mas como diz a jornalista Sónia Morais, há que vencer a genética portuguesa…
Parabéns a todos os que conseguiram “mudar de vida”.
Lembro que sempre referi que o número de vagas positivas no concurso interno iria permitir uma enorme mobilidade de docentes e cerca de 30% dos docentes do quadro conseguiram uma colocação.
Não errei, novamente.
Finalmente sou Quadro de Agrupamento. Estou feliz
Espero ser feliz nesta nova etapa, como fui nos últimos dois anos
Finalmente, nos quadros
VINCULADAAAAAAA!!! Finalmente!
Quando “mudei de vida”, tive a certeza que Deus não me iria abandonar… 910, aí vou eu!!!
Não estou em mim… Depois de 19 anos a contrato… Fiquei EFETIVA!
Mudei de QZP !!!!! Saí de LISBOA !!!! Entrei no do PORTO !!!!!!! Iuppi
Fica aqui o primeiro quadro das listas de colocações.
Este quadro mostra o número de docentes colocados por grupo de recrutamento e prioridades no concurso externo.
Havia 1453 vagas e foram colocados 1471 docentes.
NOTA: O somatório das vagas preenchidas por docentes em primeira prioridade e nas prioridades seguintes é superior ao número de vagas a concurso, devido à necessidade de criação de 18 vagas adicionais no âmbito da norma travão por motivo de deferimento de recursos hierárquicos interpostos previamente à abertura de vagas sobre processos com implicação no concurso.
Se a evolução da autorização de despesa for de facto a que se encontra nesta resolução do Conselho de Ministros isso quer dizer que serão muito poucos os apoios financeiros do estado para estas escolas em 2020?
Estarão condenadas as escolas com contrato de associação? Ou será que para as mesmas se manterem terão de procurar receitas noutros locais, nomeadamente nas famílias?
Fica aqui este mail de hoje da DGAE, em resposta a uma dúvida de uma professora que esteve ausente 100 dias do serviço por serviço equiparado, tendo prestado apenas 140 dias de efectiva prestação de serviço.
DSGRHF – DIREÇÃO SERVIÇOS GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS E FORMAÇÃO <[email protected]> wrote:
Exma. Senhora Professora
XXXXXXXX
Na sequência do V/ e-mail de 17.06.2015, registado na Direção-Geral da Administração Escolar com a referência XXXXXXXXXX, a 17.05.2015, cumpre informar:
Os docentes em regime de contrato a termo resolutivo, em situação de ausência ao serviço equiparada a prestação efetiva de trabalho que inviabilize a verificação do tempo mínimo para a avaliação do desempenho, estabelecido pelo n.º 6 do art.º 42.º do ECD e pelo n.º 5 do art.º 5.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro, são avaliados pela menção qualitativa que lhes tiver sido atribuída na última avaliação do desempenho, desde que não inferior a Bom.
Recorda-se que, de acordo com o disposto na alínea c) do n.º 1 do art.º 65.º do Código do Trabalho, aplicável por remissão da alínea d) do n.º 1 do art.º 4.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, são ainda consideradas como prestação efetiva de serviço as ausências ao trabalho resultantes de licença parental, em qualquer das suas modalidades.
Acrescenta-se que, de acordo com o n.º 3 do art.º 19.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro, o relatório de autoavaliação é anual e reporta-se ao trabalho efetuado nesse período, pelo que, no caso em apreço, a docente não deverá entregá-lo.
Com os melhores cumprimentos,
SL
Relembro também que os 180 dias de serviço não tem a ver com o tempo de serviço, mas sim com a duração do contrato.
Neste caso de uma docente que concorre ao grupo 120 e não necessitava de pedir a acreditação.
Como a pediu e um documento estava não conforme, foi excluída das listas do grupo 120 (segundo a notificação na aplicação).
O meu nome é XXXXXXXXX e constava das listas provisórias do grupo 120, visto que sou detentora do Curso de Professores do Ensino Básico, variante de Português e Inglês e estive um ano vinculada no 1º ciclo, requisito necessário para leccionar ao 120. No dia 25 de Maio, saiu uma Nota Informativa a determinar que quem já tinha automaticamente habilitação para o 120, não necessitaria de a pedir, mas se o fizesse não seria prejudicada. Eu, como todo este processo foi muito confuso, pedi a certificação, que ficou não conforme, por erro na declaração passada pela Escola onde dei esta AEC.
No entanto, como preenchia os requisitos previstos acima descritos, dirigi-me à Dgae, onde me disseram que o meu curso está de acordo com a portaria e para não me preocupar.
À noite, alertada pelo seu blog, fui verificar e tinha nos meus documentos, uma notificação a excluir-me das listas do 120. Então remeti este email para todas as páginas da Dgae que conheço. Hoje em conversa com o CAT, a Senhora disse-me que apenas posso reclamar quando for notificada via postal, ou por recurso hierárquico, indo contra ao que afirma a Nota Informativa de 25 de maio e que serei retirada das listas do 120.
Voltei à Dgae e resposta foi a mesma.
Quem me induziu em erro, foram eles com a nota informativa de 25 de maio. Se não estivessem sempre a alterar regras a meio dos concursos, não me tinha colocado nesta situação.
Mas pelo que conheço das escolas, o trabalho burocrático com esta plataforma em vez de reduzir irá aumentar.
Porque as escolas irão manter os seus grelhados e papeis e a plataforma será mais uma tarefa que não irá substituir os papelitos que as escolas inventam a cada ano.
A não ser que se ponha um travão nos papeis.
Bastou um simples artigo no dia de ontem para a DGAE esclarecer definitivamente a situação sobre a cessação dos contratos a termo incerto quando o titular do lugar não regressa.
… como a que estive hoje, para saber onde reduzir a carga burocrática.
onde se leu, releu, umas sei lá quantas páginas de acta, se fez relatórios analíticos (ainda não percebi para o que aquilo serve), preencheu-se uma dúzia de grelhados, com conteúdos não leccionados, relatórios de apoio de alunos que passaram e também dos que não passaram, ponto de situação dos alunos NEE e dos novos que vão entrar (sem grandes motivos aparentes) de planos de apoio para o próximo ano, das apreciações globais e individuais de cerca de 150 alunos, das avaliações de EMRC, das Actividades de Enriquecimento Curricular, dos Apoios Educativos, e mais coisas que já nem me lembro.
Claro que ao fim de 2 horas e meia disse que não estava disponível para estar mais tempo na reunião e que a mesma tivesse continuação amanhã.
Acabei por ceder aos apelos para que a reunião ainda acabasse hoje.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que é difícil saber como se pode reduzir a carga burocrática dos professores portugueses, mas prometeu estudar mais o assunto para ver em que medida é possível ir mais longe.
Neste contexto, Passos Coelho concluiu: “Nós temos a obrigação de clarificar um bocadinho melhor esta questão e ver em que medida podemos ir mais longe e melhorar – com isso ajudaremos também a melhorar a média da OCDE – para colocar os nossos professores, tanto quanto possível, naquilo que é a disponibilidade da sua missão principal, que é organizar os tempos letivos, dar as aulas, evidentemente, e ao mesmo tempo preparar as suas lições”.