Category: Arlindovsky

As escolas encerradas por COVID-19 multiplicam-se e o E@D alterna com o presencial

 

As noticias de encerramento de escolas devido a casos positivos de COVID-19 têm aumentado nos +«últimos dias. Ontem foram perto de uma dezena, já na quinta-feira tínhamos recebido a notícia do encerramento de duas escolas em Lisboa e hoje já encerrou uma em Almada.

Queiramos ou não, este vai ser o procedimento no próximo ano letivo, o encerramento e reabertura de escolas localizado. Quando aparecer um ou mais casos num estabelecimento de ensino, encerra-se, manda-se a comunidade escolar para quarentena e passada ela volta-se a reabrir. Pode acontecer também, apenas o envio de parte da comunidade escolar para quarentena (essa é a indicação da DGS) e depois de uma desinfeção rápida voltar ao funcionamento (a)normal do estabelecimento.

Isto vai implicar uma “entrada” e “saída” do ensino presencial e E@D constante por parte de professores e  alunos. Não vai ser fácil de gerir certas situações. Mas estou convicto que o “futuro” passa por aqui…

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Corriam Rumores que as Listas Poderiam Sair Hoje

Desde sexta-feira que verifico alguma ansiedade pela saída das listas de colocações e de ordenação definitivas, tendo sido afirmado pelas redes sociais que as listas estariam prontas a sair.

Não digo que não esteja para breve, mas se saíssem agora ia cumprir-se um recorde histórico na redução dos prazos entre a publicação das listas provisórias e das definitivas.

Nos dados que analiso há alguns anos, apenas em 2013 se conseguiu baixar dos 50 dias entre a publicação das listas provisórias das listas definitivas, mais precisamente 49 dias. Hoje cumpre-se ainda os 42 dias após a publicação das listas provisórias. A não ser que o trabalho em casa possa influenciar o adiantamento dos prazos por parte da DGAE, pelas minhas contas só entre o dia 6 e 10 de julho deverão ser publicadas as listas definitivas.

Para que saíam a uma sexta-feira darei um pequeno desconto e quem sabe no dia 3 de julho estão cá fora. Se saíssem esta semana seria quase um milagre.

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Média de Idades por QZP Desde 2012/2013 (Grupos 100, 110 e 120 )

Fica aqui uma apresentação com a médias de idades dos docentes contratados colocados em horário anual e completo desde 2012/2013 nos grupos de recrutamento 100 – Educação Pré-escolar, 110 – 1.º Ciclo e 120 – Inglês do 1.º Ciclo.
Em breve serão apresentados os dados de outros grupos de recrutamento.

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Paulo Prudêncio – Contratar Mais Professores?!

Um bom texto do Paulo Prudêncio que aborda mais uma vez a questão da formação inicial de professores e a necessidade de se pensar neste assunto.

 

Contratar Mais Professores?!

 

Acentua-se a falta de professores para diversas disciplinas o que dificultará o anunciado reforço de contratação em tempo de pandemia. O problema tornou-se estrutural. Mesmo que se iniciasse uma qualquer urgência formativa, os efeitos chegariam depois de 2030. Para além disso, e é saudável que se pense também para lá da crise, mais de metade dos professores reformar-se-á nesta década e muitos cursos de formação inicial estão há anos a fio “sem alunos”. Em cada cem (ou em cada mil) alunos dos cursos “regulares” do ensino secundário, contam-se pelos dedos de uma mão os que escolhem ensinar como profissão e é surpreendente que não se motive os jovens para o ensino.

Para além da falta de atractividade da profissão, dá ideia que se esgotou o modelo de formação inicial. Um caminho mais flexível e apelativo seria a criação de licenciaturas exclusivamente para as componentes científicas. Ajudaria numa mudança futura de profissão. Só nos mestrados se estudaria a pedagogia para leccionar. Apenas depois de um estágio (internato ou profissionalização) plurianual, realizado em exercício, se acederia ao quadro e a uma carreira. Mas nada disso se discute e a especificidade científica perdeu peso na profissionalidade. Aliás, até a formação para professores no activo se centra na preparação da sua irrelevância. Parece um paradoxo, mas é só parecença.

Repare-se na ligação de três factos e tendências:

1. as gigantes tecnológicas de serviços – google, amazon, uber, booking ou airbnb – não produzem conteúdos para os motores de pesquisa nem objectos, carros, hotéis ou imóveis de aluguer, mas cobram pela sua utilização na generalidade do planeta com trabalhadores independentes não regulamentados que estão na nuvem;

2. os professores no activo alimentam gratuitamente os servidores da google (por exemplo, nas plataformas drive, doc´s, classroom, gmail ou youtube) com conteúdos de ensino planificados ao detalhe e com os receptivos testes de avaliação de alunos prontos a utilizar pela IA; e a exemplo doutros domínios, a google (que ganhou mais esta disputa à microsoft) absorverá com facilidade as editoras com escolas virtuais;

3. há uma revolução do trabalho que pede como competência a ligação à internet; como escreve Klaus Schwab (2017:46), na “A Quarta Revolução Industrial”, “parte da força de trabalho desenvolve diferentes tarefas para assegurar o seu rendimento – pode-se ser um motorista da Uber, um shopper do Instacart, um anfitrião do Airbnb e um Taskrabbit”.

Ou seja, criam-se condições para acrescentar os tarefeiros das salas de aula (que podem acompanhar qualquer disciplina) a pensar na civilidade presencial da escola automatizada massificada. E se os professores continuam numa zona de incerteza porque ainda não são incluídos nas profissões mais e menos propensas à automatização, dá ideia que a passividade dos sucessivos governos na formação inicial é “articulada” com as gigantes tecnológicas que prestariam, através dos cortes na educação, um “relevante” serviço aos orçamentos dos países. Dir-se-á que são as regras do jogo. Mas como dizem os investigadores da quarta indústria, o futuro pode ser muito bom ou caótico. Aliás, já se iniciou uma corrida imparável ao trabalho virtual não regulamentado que se pode transformar em forte instabilidade social e política e difícil de reverter num ensino “sem” formação de professores.

Nota: Klaus Schwab (2017), na “A Quarta Revolução Industrial”, apresenta uma lista das profissões mais e menos propensas à automatização: mais propensas: operadores de marketing, contabilistas, avaliadores de seguros, árbitros e juízes desportivos, secretários e assistentes administrativos, recepcionistas, consultores imobiliários, agricultores, estafetas; menos propensas: assistentes sociais, coreógrafos, médicos e cirurgiões, psicólogos, analistas de sistemas, antropólogos e arqueólogos, engenheiros e arquitectos navais, gerentes de vendas.

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146 Docentes Aposentados em Julho de 2020

Com a publicação da lista mensal de aposentados da CGA de Julho de 2020 aposentaram-se mais 146 docentes da rede pública do Ministério da Educação.

O quadro acumulado desde o início do ano já conta com 837 docentes aposentados. As previsões são que existam 1.358 docentes aposentados em 2020.

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A digitalização não resolve os problemas de Setembro, por Alberto Veronesi

 

A digitalização não resolve os problemas de Setembro

Soubemos por estes dias que o Governo tem intenção de injetar 400 milhões para a Universalização da Escola Digital. No documento, o Plano de Estabilização Económica e Social, particulariza-se assim (ponto 1.2) a medida: “Universalização do acesso e utilização de recursos didáticos e educativos digitais por todos os alunos e docentes. Numa primeira fase prevê-se: Ao nível infraestrutural, adquirir computadores, conectividade e licenças de software para as escolas públicas, dando prioridade aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da ação social escolar; desenvolver um programa de capacitação digital dos docentes; incrementar a desmaterialização de manuais escolares e a produção de novos recursos digitais.”

Antes de dedicar algumas linhas à análise do ponto em si, quero referir que não deixa de ser surpreendente ter sido o ministro da Economia a falar pela primeira vez da Escola Digital. Continuamos sem ministro da Educação. Apenas o secretário de Estado João Costa, que tem assumido a “liderança”, tem dado algumas ideias, vagas, de como poderá ser o início do próximo ano letivo. Assumindo, inclusive, que o 3.º período foi um remendo e não uma solução de futuro. Em síntese, continuamos sem grandes planos, pelo menos visíveis, para o próximo ano letivo, mas já temos um número, 400 milhões.

Pela descrição que é feita no documento, o processo será desenvolvido por fases. Mas não havendo ainda calendarização, como seria necessário, fica tudo muito vago. Sabemos que todos terão um computador, sejam professores, sejam alunos, sabemos que serão distribuídas licenças digitais em substituição dos manuais escolares e sabemos que os docentes terão formações específicas. Mas não sabemos quando é que arranca esta “revolução”, rumo à Escola Digital.

Entretanto, parece-me que é preciso atentar a algumas questões.

Serão poucos os que não concordarão com a necessidade de dar este passo tecnológico. Mas arrisco-me a dizer que os mesmos consideram que, já para setembro, seria preferível outro tipo de medidas e, sobretudo, não tratando todos os ciclos por igual. Vejamos: o pré-escolar abriu a 1 de junho, mas só frequentam, segundo dados da Fenprof, 30% dos alunos. Como pretendem fazer em setembro, quando regressarem todos? Um computador para cada um?

No 1.º ciclo, onde a autonomia das crianças é reduzida, um computador para cada um também me parece uma solução necessária, mas curta. Nesse ciclo, sobretudo nos 1.º e 2.º, mas também nos 3.º e 4.º anos, são essenciais as aulas presenciais, ficando o ensino remoto apenas como complementar. Ora isso só se conseguiria se:

  • Reduzissem as turmas a, pelo menos, metade do estipulado no pré-covid-19;
  • Aumentassem proporcionalmente o número de professores;
  • Criassem turnos duplos (manhã/tarde) em todas as escolas;
  • Complementassem o presencial com o ensino remoto em turnos semanais.

 

Os outros ciclos, dos quais desconheço as dinâmicas aprofundadamente, teriam de ajustar processos à sua realidade.

Não me parece correto olhar-se para o todo e achar-se que, como que por magia, um computador resolverá o problema.

Cada ciclo tem as suas especificidades e por isso a revolução tecnológica deverá acontecer, como aliás escrevi aqui, e devemos aproveitar esta oportunidade, uma vez que conseguimos recolher dados nesta experiência, para a fazer. Mas devemos ser mais minuciosos na planificação.

Concluindo, Escola Digital é importante e deve acontecer, como tive oportunidade de sugerir aqui.

Sendo necessário evitar abusos, poderia o Ministério da Educação reforçar o orçamento às escolas públicas para que possam adquirir equipamentos para emprestar aos alunos.

No mesmo sentido, para os professores, a aquisição gratuita de equipamentos tecnológicos (sem esquecer as licenças dos Recursos Educativos Digitais) para desenvolverem o ensino remoto a partir da casa.

Aguardemos por tomadas de decisão.

 

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Uma Resposta a Uma Dúvida Muito Antiga

Muitos alegavam que um docente com atestado médico não podia fazer formação.

Hoje a DGAE tem esta resposta que a considero corretíssima.

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Nota Informativa sobre Avaliação do Desempenho Docente e Formação Contínua de Docentes

Nota Informativa – Avaliação do Desempenho Docente e Formação Contínua de Docentes

 

 

Foi publicada uma Nota Informativa sobre Avaliação do Desempenho Docente e Formação Contínua de Docentes.

 

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Listas Definitivas Provavelmente Entre 6 e 10 de Julho

O próximo quadro apresenta as datas dos concursos desde 2010 até este ano. Apresenta também o número de dias que se passaram desde a publicação das listas provisórias até à publicação das listas definitivas. Nos últimos 4 anos a diferença de dias entra as duas listas tem sido entre os 55 e os 58 dias. Mantendo-se uma diferença de dias semelhante em 2020 é muito provável que as listas sejam publicadas na semana de 6 a 10 de julho.

E nada garante que a manifestação de preferências para a contratação seja feita logo de seguida. Veja-se a diferença entre a publicação das listas definitivas para a manifestação de preferências para a contratação para se verificar que tal raramente aconteceu (apenas em 2018 a manifestação de preferências ocorreu passado dois dias da publicação das listas definitivas, mas foram publicadas quase no final de julho).

 

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João Gonçalves vai ser o novo Diretor Geral da DGEstE

Apesar de ter estado pouco mais de um ano no cargo de Delegado Regional do Norte, João Gonçalves, foi um delegado regional bastante acarinhado na Zona Norte.
O seu trabalho foi reconhecido e levou-o agora a ser convidado para substituir a Dr.ª Maria Manuela Pinto Soares Pastor Fernandes Arraios Faria.

Depois de César Israel Paulo ter rumado a Lisboa para um cargo de destaque na DGAE, segue agora outro elemento do Norte para um cargo na DGEstE.

 

João Gonçalves vai ser o novo Diretor Geral da DGEstE

 

Exerce atualmente o cargo de Delegado Regional do Norte, depois de vários anos ligados à Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Marco de Canaveses.

O professor João Gonçalves será o novo Diretor Geral da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), apurou este sábado o Jornal A VERDADE.

A DGEstE é uma entidade governamental, dependente do Ministério da Educação, e que tem por missão “garantir a concretização regional das medidas de administração”, contando com delegações no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora e Faro.

João Gonçalves exerce atualmente o cargo de Delegado Regional de Educação da Região Norte da DGEstE, cargo que assumiu em outubro de 2018.

Até àquela data, contava com um percurso profissional intimamente ligado à Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Marco de Canaveses (EPAMAC), na qual exercia o cargo de Diretor, desde julho de 2013.

Antes ainda foi subdiretor e diretor pedagógico da EPAMAC, tendo sido também presidente da assembleia constituinte da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Marco de Canaveses, no ano letivo 2000/2001.

Licenciado em Filosofia, foi professor na escola de Marco de Canaveses desde 1997.

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Conteúdos obrigatórios não chegam para ter positiva na maioria dos exames nacionais

Conteúdos obrigatórios não chegam para ter positiva na maioria dos exames nacionais

 

Instituto de Avaliação Educativa já divulgou o modo como serão aplicadas as novas normas de classificação aos exames de cada disciplina. O número de itens obrigatórios nos exames principais pode oscilar de um (Desenho A) a dez (Biologia e Geologia).

Nos próximos exames nacionais, que se realizam em Julho, os alunos que respondam apenas aos itens “cuja resposta é obrigatoriamente contabilizada para a classificação final” só chegarão à positiva na prova de Desenho A.

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Não compreendo estes números da Fenprof

“Até meados de maio, ou seja, a meio do terceiro período letivo, mais de metade dos docentes
ainda não tinha conseguido contactar com todos os seus alunos. Não estavam contactáveis pelos
meios que impunham a utilização de computador e/ou Internet, mas também não tinham
conseguido estabelecer outro tipo de contacto, o que, aparentemente, denunciava um total
alheamento em relação à escola. Posteriormente, em alguns casos, foi possível estabelecer
contacto com alguns desses alunos, para o que foi importante a colaboração das autarquias;
contudo, a maior parte deles, mesmo a partir daí e conforme testemunho dos respetivos
professores, não manteve uma participação regular na atividade letiva desenvolvida a distância.”

 

E explico porquê.

Como sabem dirijo um agrupamento, que apesar de se situar na área metropolitana do Porto tem mais de 50% dos alunos a beneficiar da Ação Social Escolar (Projeto Educativo).

Com exceção de 10 portáteis doados e os tablets do agrupamento emprestados (perto de 20) não houve mais nenhum apoio para a aquisição de material informático (com exceção de algumas hotspot  que tardiamente chegaram porque ao que parece alguns municípios os açambarcaram todos).

As presenças semanais que me chegam dos alunos que participam nas sessões síncrona atingem uma participação de mais de 99% de presenças desde o dia 14 de abril de 2020. Tudo registado de forma simples e eficaz. E até acredito que o nível de participação nas sessões síncronas são superiores às presenciais na escola.

Os que não comparecem de forma não presencial já eram os mesmo alunos que presencialmente também não compareciam e esses mesmo que tivessem tecnologia 7G em casa não sairiam da cama para ligar o PC.

Acredito que a grande maioria das escolas tenha uma taxa de participação muito superior à anunciada pela Fenprof e que a grande maioria dos professores tenha contactado a quase totalidade dos seus alunos.

Mas apesar desta grande participação o que sinto neste momento é que existe um enorme cansaço e que ninguém merecia que tudo isto se prolongasse até ao dia 26 de junho. E era já amanhã que terminavam a maioria das aulas e agora faltam ainda quase 3 semanas.

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Regras da(s) Sala(s) de Conversa

A sala de conversa do blog existe há quase 11 anos (faz 11 anos dia 28 de julho) e tem sido um espaço de comunicação para os leitores do blog. Inicialmente surgiu como um espaço para se tirarem dúvidas, mas com o tempo foi crescendo para ser um espaço de comunicação e de amizade entre os leitores. Existem alturas do ano (em especial no período de concursos) que o chat do blog tem uma enorme frequência de perguntas e de comentários.

Por vezes o comportamento de alguns utilizadores torna o chat um espaço que tenho de o retirar da página inicial do blog, pela linguagem usada por alguns utilizadores. Assim, tive necessidade de proceder a algumas alterações no chat e criar um regulamento.

Eu sou muito adepto da liberdade de expressão e da possibilidade das questões serem levantadas de forma anónima, mas por vezes a ideia que eu tenho da liberdade de expressão não é a mesma que muitos utilizadores têm, por isso estou obrigado a criar um regulamento para a sala de conversa, algo que nunca me passou pela cabeça de o fazer.

Fica aqui ele.

 

Blog DeAr Lindo – Regras da(s) Sala(s) de Conversa

 

1 – Toda a linguagem utilizada deve ser de respeito mútuo, não sendo permitido insultos entre utilizadores nem para com pessoas do domínio público ou não público;

2 – É proibido qualquer tipo de discurso que promova preconceito, bullying, humilhação, ódio, injúrias, comentários desconfortantes ou agressivos;

3 – É proibida qualquer forma de discriminação que conste na Constituição da República Portuguesa;

4 – É proibida a utilização de palavrões, uso de calão ou linguagem que de algum modo possa ser considerada obscena, de forma a respeitar a liberdade de todos os leitores do Blog;

5 – Não é permitido a referência a pessoas da vida real de modo desprestigiante;

6 – Não são permitidos nicks onde seja utilizado palavrões, uso de calão, linguagem que de algum modo possa ser considerada obscena, uso de nomes de figuras públicas ou do nome do autor do Blog e/ou nomes onde possam ser identificadas outras pessoas da vida real, quer sejam públicas ou não;

7 – Não são permitidas tentativas de “cópias” de nicks já existentes, utilizando outros caracteres, assim como, dos seus avatares ou outros mecanismos que permitam imitar outros utilizadores, anteriormente, registados;

8 – Apenas são permitidos IPs de origem portuguesa – (exceções poderão ser permitidas se comunicadas, antecipadamente, com período mínimo de 5 dias úteis, ao Administrador ou Moderação do Blog, nos casos de, viagens ao estrangeiro e/ou professores portugueses a lecionarem em permanência neste, devendo, ser comunicado, o país de onde acederão, o nick e, o período de estadia, sendo dado conhecimento atempado, da autorização ou não;

9 – Apenas são permitidos avatares que não permitam a identificação do autor do Blog nem de qualquer outra pessoa da vida real e, que as imagens não possam ser consideradas de algum modo obscenas, de forma a respeitar a liberdade de todos os leitores do Blog;

10 – Utilizadores que tenham mais do que um nick e, que tenham comportamento(s) inadequado(s) com um dos seus nicks que leve a banimento, poderão vir a ser banidos em todos os seus nicks, no caso de utilizarem IPs diferentes, dependendo da gravidade da sua ação (se for o mesmo IP, são banidos, automaticamente);

11 – Utilizadores que se comportaram/comportarem inadequadamente, antes ou após a alteração, para a nova versão da(s) Sala(s) de Conversa e, que foram banidos, por desrespeito dos demais (insultos, ameaças, palavrões, bullying, referência a pessoas da vida real…), podem não vir a ser mais admitidos, consoante a gravidade das suas ações;

12 – Não são permitidas ameaças ou provocações a nenhum dos utilizadores, sendo considerada esta, uma conduta muito grave;

13 – Ameaças e provocações ao Administrador ou à Moderação são alvo de banimento definitivo;

14 – Utilizadores que, deliberadamente, com a sua participação gozem os demais, serão banidos;

15 – Não é permitida a partilha de SPAM;

16 – Na mesma página da(s) Sala(s) de Conversa, não é permitido, repetir a mesma mensagem;

17 – O novo sistema da(s) Sala(s) de Conversa assenta sempre pela autorização prévia pelo Administrador e/ou Moderação da conversação: de um novo nick; de um nick que foi banido; de um nick que muda de browser; de um nick que muda de IP; de um nick que fecha sessão; de um nick que utiliza um browser não pré-definido e atualiza a página; de quem alterna entre nicks; de um nick que estando em conversação tem uma atitude menos correta e sendo a primeira vez e de gravidade baixa não é banido, mas é colocado em quarentena, sendo lidas as suas mensagens apenas pelo próprio e, a Administração e Moderação – é uma definição do sistema do Cbox, não passível de alteração;

18 – Atendendo ao ponto 17, aconselha-se os utilizadores, a escolherem um único nick, o browser pré-definido, a usarem o mesmo IP e a não fecharem sessão, de modo a que não tenham que aguardar sempre que acedam à(s) Sala(s) de Conversa, a aprovação das suas conversações pelo Administrador ou Moderação;

19 – Atendendo aos pontos 17 e 18, em alturas de maior afluência à(s) Sala(s) de Conversa, a Administração e Moderação cabe-lhe o direito de dar prioridade aos utilizadores que não mudam de nick, devido à maior dificuldade de aprovação das conversações;

20 – Qualquer utilizador que considere ter sido alvo de desrespeito na(s) Sala de Conversa deve enviar mensagem privada à Administração ou Moderação, explicando a situação ocorrida. Caberá a estes analisar a situação e tomar uma decisão, da qual não há direito de qualquer reclamação.

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As aulas continuam nos Conservatórios…

 

Ensinar e aprender música através de um computador

Daniel Simões, professor de Piano, Canto e Teoria e Análise Musical no Colégio da Via Sacra, em Viseu, e na Escola Profissional da Serra da Estrela, confessa que dar aulas à distância “tem sido uma verdadeira odisseia”. “Numa quinta-feira, fomos informados de que as escolas iriam fechar portas, na segunda-feira seguinte, subitamente, vemo-nos numa situação de confinamento em que a única alternativa é lecionar à distância”, lembra. O professor explica ainda que de início o processo de adaptação não foi fácil mas que, com o tempo, foi encontrando as estratégias certas para que os alunos saíssem o menos prejudicados possível com a situação, acrescentando ainda que “em termos de organização é, claramente, muito mais trabalhoso e, por vezes, stressante, pois há todo um conjunto de materiais e tarefas que é necessário fazer chegar a cada aluno individualmente para se poder desenvolver trabalho. Isso requer uma grande concentração e organização para que não haja falhas, quer na planificação das tarefas, quer na correção e entrega das mesmas”.

Marco Pereira, professor de guitarra clássica no Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José Azeredo Perdigão, tem preparado as suas aulas de uma forma diferente para que os seus alunos se sintam motivados, como, por exemplo, “através da criação de pequenos jogos, questionários, consultas de vídeos sobre guitarra na internet, abordagens a outros estilos musicais, entre outros”.

Apesar de a adaptação a este novo método de ensino ser cada vez maior, continuam a existir alguns entraves que dificultam a aprendizagem. Rodrigo Santos, aluno do Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José Azeredo Perdigão, explica que as falhas de internet têm sido, até ao momento, a maior dificuldade em ter aulas online. “Como toda a gente sabe, a internet nem sempre nos possibilita chamadas com ótima qualidade e, no caso da música, muitas vezes o áudio sai com cortes, ou de vez em quando, a velocidade acelera ou diminui, o que nos prejudica, por exemplo, quando estamos a tocar todos juntos, em classe de conjunto”, exemplifica o estudante. Para o professor Daniel Simões, para além dos problemas a nível de Internet também têm surgido dificuldades na aprendizagem dos alunos mais novos, onde o ensino presencial ocupa uma posição de extrema importância. “O mais difícil para mim são, sem dúvida, as aulas de instrumento dos alunos mais pequenos – 1.º e 2.º anos. Devido à sua tenra idade, ainda não dominam a linguagem musical, ou seja, não conseguem fazer uma associação dos símbolos musicais ao seu significado e, por isso, são necessárias tarefas como apontar na partitura, ajudar na marcação da pulsação, correção da postura, que, à distância, se tornam quase impossíveis”, refere.

Já para o professor de guitarra clássica Marco Pereira, para além de dificuldades técnicas, existe também o fator do desgaste físico e psicológico que este modelo de ensino implica. “Não posso deixar de parte a dificuldade física e mental que tem sido para mim, por ter de passar horas consecutivas sentado ao computador dando as aulas com um tom de voz normalmente acima da média e outras tantas horas corrigindo atividades e comunicando com toda a comunidade escolar”, desabafa.

José Carlos Sousa, diretor pedagógico do Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José Azeredo Perdigão, conta que devido às dificuldades de comunicação que este novo modelo de ensina tem levou a que a escola tomasse medidas de forma a compensar a situação, como por exemplo, os professores pedirem aos alunos para gravarem peças/exercícios que são enviadas para os docentes. Contudo, as aulas de conjunto são as que mais dificuldades enfrentam e que menos soluções têm. “Nas aulas de turma, o trabalho é muito mais complicado pois não é possível em nenhuma plataforma informática que os alunos toquem em conjunto e o professor em sua casa os possa ouvir e orientar. Neste contexto os alunos fazem um trabalho individualizado das peças que estão a trabalhar e não em conjunto. É claro que aqui há um prejuízo evidente, em todas as orquestras e grupos de música de câmara só podemos fazer o trabalho individual de cada um e não o trabalho de grupo que é importantíssimo”, explica o diretor que acrescenta ainda ser normal existirem algumas dificuldades devido à rapidez com que este método de ensino foi implementado. “Quando se implementa em tempo record um novo sistema de comunicação entre alunos/professores, há sempre dificuldades, pois não tivemos possibilidade de fazer formação de professores para a utilização destas plataformas e alguns professores apresentaram algumas dificuldades que fomos ultrapassando. Os alunos, com a ajuda dos encarregados de educação, no geral, conseguiram adaptar-se bem a este novo modelo de comunicação”, salientou.

Estas dificuldades e a mudança quase súbita de método de ensino é algo que na opinião de Daniel Simões prejudica tanto alunos como professores. “Sinto que todos estamos a sair prejudicados. Os alunos repentinamente deixaram de trabalhar segundo os processos metodológicos de ensino a que estão habituados e, por isso, muito tempo foi investido na habituação a esta realidade. Por outro lado, os professores tiveram de se reinventar e fazer tudo o que lhes era possível de forma a minimizar as consequências negativas desta modalidade de ensino que se abateu abruptamente sobre todos nós. Isso implicou um trabalho redobrado e que, por vezes, não correspondeu às nossas expectativas enquanto docentes nesta nossa missão que é ensinar”, sublinha.

Para o docente Marco Pereira, as dificuldades variam um pouco de aluno para aluno. “Alguns conseguem captar e aplicar rapidamente as indicações pelo que têm completado com sucesso as tarefas, outros demoram mais tempo a perceber o que é pedido, sinto que precisam mesmo da presença de um orientador na aula e de uma motivação constante para manter o foco”, realça.

“É muito diferente estar a ouvir o professor a tocar e, cada um em sua casa, de auscultadores nos ouvidos, apenas tocar com ele, em vez de ouvirmos todas as pessoas a tocar em conjunto na mesma sala”, salienta o aluno do Conservatório Rodrigo Santos, que acrescenta ainda que, na sua opinião, neste momento, seria possível realizar aulas presenciais cumprindo todas as normas de segurança. “Considero que as aulas individuais poderiam acontecer, usando máscara e respeitando a distância de segurança do professor. No caso da classe de conjunto, poder-se-ia considerar a opção de termos aulas em salas maiores e com menos alunos de cada vez”, diz. O docente Daniel Simões, apesar de não considerar este método de ensino como “ideal”, frisa que foi a única solução possível e que permite “que os alunos continuem a trabalhar, pois na aprendizagem de um instrumento musical a prática diária é muito importante”.

Uma das queixas mais recorrentes nos últimos tempos quanto a este novo método de ensino prende-se com o facto de existir um elevado número de trabalhos a realizar pelos alunos. “Sinto-me um pouco mais sobrecarregado, mas compreendo também o ponto de vista dos professores”, refere Rodrigo Santos que acrescenta ainda que esta sobrecarga surgiu devido ao facto de terem menos tempo de aulas. O professor de piano e canto, Daniel Simões, concorda que houve um aumento ao nível da realização de trabalhos tanto para alunos como para professores, situação que diz ser causada devido às alterações repentinas nos métodos de ensino/aprendizagem. “A sobrecarga é maior para alunos e professores, penso que isso se deve em grande parte ao facto de termos entrado nesta modalidade de ensino de uma forma abrupta, sem qualquer tipo de formação ou orientação pedagógica prévias. Contudo, com o decorrer do tempo, creio que os professores se foram ajustando de forma a corresponder de forma mais eficaz às necessidades individuais de cada aluno”, explica. Marco Pereira assume que, desde a mudança para o online, tem dedicado mais tempo ao trabalho, mas que o facto de trabalhar através do computador fez com que se deixasse de perder tempo em deslocações o que permite uma maior flexibilização de horários.

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LURDES TEVE AZAR: O PAI DEIXOU-A ESTUDAR (Movimento Humor sem Medo

 

LURDES TEVE AZAR:
O PAI DEIXOU-A ESTUDAR

A Lurdes sempre foi aplicada.
A alegria do pai.

Podia ter começado a trabalhar aos 16, aos 18,
como tantas da sua criação.
Num banco. Nas Finanças. Naquela empresa de automóveis. Ou na Câmara.
Mas o pai tinha outros planos para ela.

Estudante aplicada, boa aluna, faz o liceu
e entra na universidade.
Acaba aos 22.
E começa a trabalhar.

No tempo das vacas gordas, a Lurdes, perdão a Dra. Lurdes, podia reformar-se aos 55 de idade, com 30 de serviço.
Mas quando chega aos 55 de idade, já com 33 de serviço,
a Lei mudara seis meses antes.
Tem de continuar a trabalhar.

A Dra. Lurdes tem muitos colegas que se reformaram
pela Lei Velha.
Mas a ela já não a deixaram reformar-se.
As colegas passam os dias no café, os meses a viajar,
os anos a descansar. Justamente.
A cuidar dos netos.
Ela continua a trabalhar. Todos os dias.

Um dia – há sempre uma luz ao fundo de um túnel… – a Esquerda promete-lhe acabar com a injustiça!
Sempre preocupada com os trabalhadores,
a Esquerda faz aprovar outra Lei: reforma aos 60,
com 40 de serviço.

A Dra. Lurdes, no entanto, volta a ter azar: aos 60 de idade
só tem 38 de serviço.
E quando chega aos 40 de serviço já tem 62 de idade.
Não dá!, dizem-lhe.
Mais uma vez não dá para ela!
Para outros (os de 60+40), sim. Para ela (62+40), não.

Parece estúpido? É mesmo estúpido, mas é assim.
A Lei esquerdista apenas se aplica a quem tem simultaneamente 60 de idade e 40 de serviço.

Ou seja, os nascidos em 1959 e que começaram a trabalhar em 1979 puderam reformar-se em 2019 sem penalização.
Os nascidos em 1960 e que começaram a trabalhar em 1980 podem reformar-se em 2020.

A injustiça, afinal, continua. E, agora, ainda é maior do que antes.
Que azar! Azares sucessivos.

A Dra. Lurdes tem agora 64 anos, quase 65. E 42 anos
de serviço, quase 43.
O Estado diz-lhe para continuar mais dois anitos.

Em 2022, quando finalmente chegar à reforma,
terá trabalhado 45 anos.
Aqueles seis meses em que não apanhou a Lei Velha significam ter de trabalhar mais 15 anos do que as colegas. Meia vida!

Agora, quase aos 65, a Dra. Lurdes vê-se obrigada
a usar o computador.
Cumpridora, acata as ordens
e dá o seu melhor. Todos os dias.
Mesmo no dia em que se esquece de ligar o microfone
e provoca a galhofa dos alunos.

Acertaram! A Dra. Lurdes é professora.
Se tivesse sido deputada, não teria aturado os “filhos dos outros” (aturaria outros “filhos”…) e só tinha precisado de 12 anos para chegar à reforma.

A Lurdes teve sorte: o pai deixou-a estudar.
Hoje pensa que talvez fosse melhor ter ido para os empregos com que sonhava na infância – a Caixa, as Finanças,
a companhia dos telefones ou a empresa dos automóveis. Até mesmo a Câmara.

– Este texto muito esclarecedor
foi escrito (a rogo do Movimento de Humor)
pelo nosso amigo Mário Martins
(um dos excelentes jornalistas de Coimbra).

Obrigado amigo Mário Martins.

Desenho do cartunista Gomes

 

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Hoje Grande Parte dos Docentes dos Quadros Recuperam Mais 339 Dias de Serviço

Os docentes dos quadros que optaram pelo faseamento do tempo de serviço recebem hoje mais 339 dias dos 1018 dias devolvidos pelo ME. A próxima tranche a receber será em 1 de junho de 2021 de mais 339 dias de serviço.

Quem subiu de escalão a partir do dia 1 de janeiro de 2019 podia recuperar de imediato os 1018 dias.

Retomo aqui o simulador do blogue feito na altura para apoiar a decisão da opção pelo faseamento.

 

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As Atividades de Apoio à Família no Pré-Escolar Podem Abrir Já Dia 1 de Junho

Depois de esclarecer a dúvida sobre  este artigo, junto de responsáveis do ME, informo que as Atividades de Apoio à Família promovidas pelas autarquias na Educação Pré-Escolar, que complementam o período antes e após as atividades letivas podem funcionar já a partir do dia 1 de Junho.

O número 4 que refere: “4 — Sem prejuízo do disposto no n.º 2, as demais atividades de apoio à família e de ocupação de tempos livres ou similares apenas podem funcionar a partir do final do ano letivo.” aplica-se apenas aos ATL ou outras atividades que complementam a atividade não letiva, que não as Atividades de Apoio à Família.

Assim, fica sem efeito o artigo anterior que fazia uma leitura errada, mas à letra do texto, uma vontade que não é a do Ministério da Educação.

Assim, os pais podem ficar descansados que os períodos antes e após a atividade letiva do pré-escolar continuará a ser assegurado.

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Fazem Falta as Avaliações Finais de Forma Presencial

Com a chegada do final do ano letivo e com a avaliação final dos alunos considero importante que as reuniões de avaliação sejam feitas de forma presencial.

O novo limite de concentração passa a ser 20 pessoas com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 40-A/2020, que prorroga a declaração da situação de calamidade, no âmbito da pandemia da doença
COVID -19.

Com este número limite, qualquer conselho de turma poderá reunir presencialmente.  Algo que considero fundamental e até desejável, desde que com os devidos distanciamentos e regras da DGS.

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Norma 2/JNE – Instruções para a realização, classificação, reapreciação e reclamação das Provas e Exames do Ensino Básico e Secundário.

Quase em Junho lá saiu a Norma 2 do Júri Nacional de Exames com as instruções para a realização, classificação, reapreciação e reclamação das Provas e Exames do Ensino Básico e Secundário.

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Provisoriamente, ficam de fora das vagas 1913 docentes

Existiam 857 vagas de acesso ao 5.º escalão e 1050 vagas ao 7.º escalão.

Nas listas provisórias encontram-se 1472 docentes na lista de acesso ao 5.º escalão e 2348 docentes para acesso ao 7.º escalão.

De fora no 5.º escalão poderão ficar 615 docentes e no 7.º escalão 1298 docentes.

No total 1.913 docentes poderão continuar mais um ano presos nos escalões com as vagas de acesso.

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Listas Provisórias de 2020 de Graduação dos Docentes Candidatos às Vagas para a Progressão aos 5.º/7.º Escalões

Listas Provisórias de 2020 de Graduação dos Docentes Candidatos às Vagas para a Progressão aos 5.º/7.º Escalões

 

Reclamação de 1 a 5 de junho.

 

 Nota Informativa

 Lista Provisória de 2020 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso ao 5.º escalão

 Lista Provisória de 2020 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso ao 7.º escalão

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Sobre a Avaliação do 3.º Período

Cada escola está a adaptar os seus critérios de avaliação para o ensino@distancia e não existem orientações claras quanto à definição de regras. A autonomia das escolas e as decisões do Conselho Pedagógico são as orientações para que cada escola determine o seu modelo de avaliação de 3.º período.

Numa situação excecional, existem medidas e decisões excecionais para a definição desses critérios.

Ligar o complicómetro numa fase tão complicada para as escolas, para os professores e para os alunos é algo que não me parece lógico nem adequado.

Na minha escola, o Conselho Pedagógico optou por algo tão simples quanto isto:

  • Nenhum aluno pode ser prejudicado em relação ao nível do 2.º período;
  • Todos os alunos podem subir de nível caso cumpram pelo menos 75% das tarefas, com qualidade.

 

Para se perceber o funcionamento destas decisões a grelha de avaliação do 3.º período ficará assim adaptada:

A qualidade das tarefas é avaliada de forma qualitativa de muito insuficiente a muito bom. Compete a cada docente dentro do seu grupo disciplinar ter um modelo de avaliação interna para determinar a qualidade das tarefas. Todos sabemos que muitas vezes as tarefas são realizadas através de copy paste ou do apoio dos adultos. Neste caso avaliar a qualidade do trabalho dos alunos é imensamente complicado.

Os alunos só poderão ver alterado o nível com o cumprimento de 75% das tarefas. Como se vê no exemplo de cima apenas um aluno poderia ver a subida de nível pelo cumprimento do número de tarefas determinado pelo Conselho Pedagógico com uma avaliação qualitativa de BOM.

Foi este o modelo que segui, outras escolas poderão seguir outros modelos.

Este modelo criado pela minha escola pareceu-me o mais adequado para alguma justiça na avaliação de final de ano.

Podem em resposta a este artigo dizer o que se vai fazendo nas vossas escolas.

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Sobre o desprestígio da classe: os pontos nos ii – Alberto Veronesi

 

Sobre o desprestígio da classe: os pontos nos ii

Depois de todas as previsões das autoridades sanitárias, nacionais e internacionais, apontarem para que a situação epidémica comece a normalizar-se apenas no princípio de 2021, o Ministério da Educação (ME), finalmente, falou de setembro. Já não era sem tempo! Mal seria, ao menos, que não olhasse para o próximo ano letivo, usando o modelo a que nos habituou: contar sempre com quem costuma desprezar, misturar a ideia de um e a ideia de outro, não citar, e apresentar, com pompa e circunstância, um documento com as típicas Orientações.

E que disse o ministro da Educação? Que seria para continuar em sistema misto, isto é, ensino presencial e remoto. Ora aqui importa colocar os pontos nos ii.

Que até aqui os professores tenham feito um sacrifício, comprando material tecnológico, formando-se exaustivamente online, para conseguirem adaptar-se às exigências extraordinárias e urgentes, até podemos aceitar. Que daqui para a frente se pretenda continuar com este formato, sem prover os professores de apoios, designadamente de material apropriado, já me parece um enorme aproveitamento da situação.

Não podemos aceitar mais esta tentativa de desprestígio da classe. Se o que fizemos antes nos dignificou, se aceitarmos agora estaremos a desprestigiarmo-nos. Fui, desde do início, defensor do fecho das escolas. Posteriormente defendi o terminus do ano letivo. Depois coloquei-me contra a abertura, mesmo que só para o secundário, pelo que defendi este sistema de ensino remoto, atendendo à situação extraordinária, sem sequer entender algumas queixas de colegas, relativas ao uso abusivo, por parte do ME, dos nossos meios tecnológicos, do nosso serviço de internet, aos horários totalmente “loucos” e outras tantas queixas, mas não entendi porque quis acreditar que a situação a isso obrigava e que seria transitória pois quem de direito estaria a acautelar o reinício em setembro.

Só que me enganei. Senti, portanto, a necessidade de alertar para o facto de ser urgente começar a planear setembro, quando ainda se discutia se se testavam ou não os professores, para a reabertura a 18 de maio.

O ministro da Educação mostrou esta semana manter uma certa agrura para com os professores, quando disse que vai processar disciplinarmente os que inflacionarem as notas, partindo do princípio que a desonestidade impera dentro da classe, e piorou quando acrescentou que o próximo ano letivo servirá para atestar as aprendizagens destes últimos meses, subentendendo-se das suas palavras que talvez os professores não tenham conseguido!

Talvez sem noção do que acabara de dizer, acrescentou que o ensino será misto e rapidamente nos apercebemos que estamos perante alguém sem lucidez suficiente para fazer frente aos tempos difíceis que se adivinham.

Não conheço ninguém, mesmo aceitando que possa haver, que aprecie a forma como este ministro tem gerido a pasta da Educação e creio que isto trará consequências já em setembro.

A forma como se prevê que querem resolver a situação, fazendo com que os professores continuem a trabalhar a triplicar, fazendo presencial e remoto, sem intenções de contratar mais professores, apenas fazendo a gestão eficiente dos recursos, sem intenção de munir todos os professores, através de subsídios, de material tecnológico para a prática do ensino remoto, parece-me o princípio do seu fim!

Ao invés poderia o ME, tendo em conta as desigualdades sociais, bem visíveis através do número de alunos sem acesso à internet e sem equipamentos informáticos, reforçar o orçamento às escolas públicas para que possam adquirir equipamentos para emprestar aos alunos. No mesmo sentido, é preciso pensar nos professores, no reforço do Estado à aquisição ou empréstimo de equipamentos tecnológicos (sem esquecer a necessidade de um novo Plano Tecnológico para a Educação e para os Recursos Educativos Digitais) para desenvolverem o ensino online a partir da casa de cada um. Neste tempo de emergência, os responsáveis governamentais e as autarquias devem ter a preocupação de pensar nos professores, nos alunos e nas famílias, nas suas angústias e dificuldades, criando respostas eficientes para minimizar as desigualdades.

O apelo que faço, não é só aos professores, é a toda a sociedade, aos pais que não aceitem qualquer coisinha oferecida pela escola estatal, aos professores que não aceitem que uma situação extraordinária onde todos demos o nosso melhor, ultrapassando todos os limites de direitos laborais, se torne permanente sem que sequer nos incluam na equação das soluções.

Escrevi em tempos que poderíamos aproveitar a atual situação e torná-la numa janela de oportunidade, mas prevejo que o atual Governo verá apenas uma janela de oportunidade para, mais uma vez, poupar na Educação!

Tenho pena, mas espero que não aceitemos!

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Lista Colorida de Ordenação Provisória com Eventuais Renovações

Na imagem seguinte podem aceder à lista de ordenação provisória onde se encontram pintados de amarelo os docentes que reúnem condições para a renovação de contrato para 2020/2021.

Desta forma podem analisar quantos candidatos têm à vossa frente para novas colocações que possam surgir.

Atenção que a renovação de contrato está sujeita a determinadas condições que podem não vir a acontecer.

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Nem um cêntimo a mais chegou às escolas desde que se iniciou a crise

Sem ovos não se fazem omeletes…

A pedido da bancada parlamentar do PDS, representantes dos diretores de escolas e de associações de pais estiveram a ser ouvidos no parlamento sobre a forma como as escolas estão a lidar com os efeitos da pandemia de covid-19.

“Viram o valor do duodécimo das escolas reforçado para fazer frente às necessidades?” questionou o deputado social-democrata António Cunha, durante a audição na comissão parlamentar de Educação, Ciência e Desporto.

A pergunta levou os diretores a pedir as verbas entregues no final do ano passado aos Cofres do Tesouro, defendendo que as escolas precisam de dinheiro até para que, no próximo ano letivo, possam ajudar os alunos prejudicados com o ensino à distância.

“Numa tirada panfletária, diria que nem um cêntimo a mais chegou às escolas desde que se iniciou a crise, nem para a ação social nem para os orçamentos de escola”, disse José Eduardo Lemos, presidente do Conselho das Escolas, o órgão consultivo do Ministério da Educação.

Eduardo Lemos defendeu que “uma medida importantíssima era o Ministério da Educação (ME) libertar às escolas as verbas que passaram em saldo no início do mês de janeiro”.

“Ainda não sabemos quando essas verbas chegarão às escolas nem se chegarão e cada ano que passa chegam cada vez mais tarde”, criticou, considerando ser a “altura ideal para o ME dar um sinal e libertar essas verbas”.

A mesma posição foi defendida pelo vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Agrupadas (ANDAEP), David Sousa, que também foi hoje ouvido no parlamento.

“É preciso reforçar o orçamento das escolas. Quando a pandemia começou fomos fazendo algum investimento no sentido de salvaguardar a saúde dos nossos colaboradores e alunos e, agora, é preciso esse reforço”, alertou David Sousa.

Também a ANDAEP defendeu que o Governo poderia, por exemplo, libertar as verbas entregues pelas escolas ao cofre do tesouro no final de dezembro.

“Não foi muito dinheiro, mas as escolas são instituições que se previnem muito e guardámos alguns dinheiros que são entregues ao tesouro e depois demoram uma eternidade a voltar”, lamentou, sublinhando que esses valores estão a fazer “muita falta neste momento e seria muito importante que a Direção-Geral do Orçamento libertasse essas verbas”.

O diretor lembrou a importância de as escolas terem recursos para, por exemplo, poderem reforçar o crédito horário das escolas para o ano: “Não basta dizer que é preciso ajudar os alunos a recuperar aprendizagens ou reforçar aprendizagens e depois não temos recursos para isso”.

Durante a audição, os diretores escolares fizeram um balanço positivo do regresso às aulas presenciais, que começaram esta semana para os alunos do 11.º e 12.º anos, mas lembraram algumas dificuldades.

Jorge Saleiro, vice-presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), recordou que no processo de retoma das aulas presencias para os alunos do secundário, uma das tarefas mais difíceis foi conseguir conciliar os horários de trabalho dos professores.

Desde segunda-feira que os estudantes do 11.º e 12.º ano passaram a ter aulas presenciais, mas as aulas à distância mantiveram-se para todos os outros alunos, havendo docentes que dão aulas a vários níveis de ensino.

“Os docentes que regressaram ao trabalho não são docentes em exclusividade de turmas e das disciplinas envolvidas, têm outras turmas e outros níveis de ensino. E conciliar estas duas realidades novamente, num processo que tinha de ser muito rápido de implementar, cria dificuldades acrescidas e uma das preocupações que temos é as condições de trabalho dos docentes”, alertou Jorge Saleiro.

No entanto, os diretores consideraram que o regresso às aulas presenciais está a correr bem e aplaudiram o empenho dos docentes: “O trabalho dos professores tem sido fantástico”, sublinhou Filinto Lima, presidente da ANDAEP.

O presidente da ANDE, Manuel Pereira, recordou que em apenas um fim de semana, diretores e professores conseguiram “organizar o ensino à distância”.

Quando a 16 de maio os alunos deixaram de ter aulas presenciais, ainda havia muitos casos de estudantes sem acesso à internet, sem computadores ou com pouca rede, lembrou Manuel Pereira.

Segundo Filinto Lima, as desigualdades sociais notórias no arranque do ensino à distância – a 16 de março – “foram-se desvanecendo entre finais de março e o início deste terceiro período”.

Além dos equipamentos, foi preciso repensar as aulas e todo o sistema de ensino e, “no início, houve alguma desorientação da tutela”, nomeadamente de “falta de clareza”, lamentou Manuel Pereira.

Mas Manuel Pereira lembrou que naqueles primeiros tempos “a desorientação era geral”, resultado da chegada à Portugal da pandemia de covid-19, sobra a qual pouco se sabia.

Por outro lado, Manuel Pereira saudou o facto de ter havido “sempre uma grande abertura por parte do Ministério da Educação”, que deu autonomia às escolas para tomar decisões: “O Ministério confiou em absoluto nas escolas e as escolas conseguiram encontrar as respostas certas”.

Carlos Louro, também da ANDE e presidente do agrupamento de escolas de Cinfães, referiu que “em dois meses e meio, a Escola fez três arranques de anos letivos”: Primeiro com o ensino à distância, depois com o regresso às aulas presenciais dos alunos do 11.º e 12.ºanos e, dentro de duas semanas, com a reabertura do pré-escolar.

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Mobilidade Estatutária 2020/2021

Exmº(ª) Senhor(a)

Diretor(a)/Presidente de CAP

Vimos por este meio informar V. Exa. de que o processo de mobilidade do pessoal docente para o ano escolar de 2020/2021, decorrerá obrigatoriamente através de aplicação informática a disponibilizar no portal da DGAE, de acordo com os prazos indicados.

Salienta-se que os prazos definidos e que agora se divulgam deverão ser rigorosamente observados sob pena de não poderem ser consideradas as propostas de mobilidade estatutária rececionadas de modo diferente do previsto.

Acresce informar V. Exa. que a submissão da(s) proposta(s) de mobilidade estatutária de docentes, nos termos previstos nos artigos 68.º alínea a) do Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores do Ensino Básico e Secundário, decorrerá: entre 22 de maio e 04 de junho, impreterivelmente.

Pede-se, também, a especial atenção de V. Exa. para o cumprimento dos prazos de validação de dados e emissão de parecer sobre o(s) pedidos de mobilidade estatutária relativos a docentes providos/colocados na unidade orgânica que dirige e que decorrerão entre 22 de maio e 05 de junho, impreterivelmente.

Com os melhores cumprimentos e votos de bom trabalho,

A Diretora-Geral da Administração Escolar

Susana castanheira Lopes

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Orientações sobre recolha dos dados de saúde dos alunos

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/Orientacoes_medicao_temperatura_estabelecimentos_ensino.pdf”]

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Adoção de Manuais Escolares

Adoção de Manuais Escolares

 

 

De acordo com o Anexo I ao Despacho n.º 4947-B/2019, de 16 de maio de 2019, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 94, foi suspensa a adoção de manuais escolares, designadamente:

No ano de 2020, com efeitos a partir do ano letivo de 2020/2021, é suspenso o procedimento de adoção de novos manuais escolares:

· Na disciplina de Inglês do 8.º ano de escolaridade do 3.º Ciclo do Ensino Básico;

· Em todas as disciplinas do 9.º ano de escolaridade do 3.º Ciclo do Ensino Básico;

· Em todas as disciplinas do 10.º ano de escolaridade dos cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário.

Assim, foi prorrogado o período de vigência dos manuais escolares no ano de 2020, com efeitos a partir do ano letivo de 2020/2021, dos manuais escolares das seguintes disciplinas e anos de escolaridade:

· Na disciplina de Inglês do 8.º ano de escolaridade do 3.º Ciclo do Ensino Básico;

· Em todas as disciplinas do 9.º ano de escolaridade do 3.º Ciclo do Ensino Básico;

· Em todas as disciplinas do 10.º ano de escolaridade dos cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário.

Registo da estimativa do número de alunos para o ano letivo de 2020/2021

O período de registo da estimativa do número de alunos, para o ano letivo de 2020/2021, a realizar por cada escola do agrupamento ou escola não agrupada decorre entre os dias 1 e 29 de junho de 2020.

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Importância da Avaliação Pedagógica em Ensino a Distância (E@D)

Importância da Avaliação Pedagógica em Ensino a Distância (E@D)

 

João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação

 

Em tempos de pandemia, avaliar não só é possível como necessário.

Desde a suspensão das atividades letivas presenciais, a transição abrupta para um sistema de ensino a distância tem suscitado, como é natural e fruto da preocupação em prestar o melhor serviço educativo, inúmeras dúvidas e inquietações. Várias das questões frequentes prendem-se com o processo de avaliação.

 

Neste âmbito e numa lógica de apoio às Escolas, no roteiro Princípios Orientadores para uma Avaliação Pedagógica em Ensino a Distância (E@D), enumeram-se alguns princípios e orientações para a avaliação e dão-se vários exemplos de instrumentos e técnicas que funcionam a distância.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/05/roteiro_avaliacao_ensino_a_distancia-1.pdf”]

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Aplicação à Manifestação de Preferências 2020 – Versão Gratuita

Este ano o Blog Dear Lindo disponibiliza, de forma excecional, a habitual aplicação de manifestação de preferências de apoio ao concurso 2020/2021 (Contratação Inicial), de forma livre e gratuita.

Esta aplicação permite aos docentes contratados, que constam da lista provisória de ordenação, verificar quem ficou colocado, desde 2012/2013 nas preferências que pretende manifestar para 2020/2021.

Ao entrarem no site da aplicação devem inserir a escola mais próxima da vossa residência e manifestar as preferências que pretendem para 2020/2021.

 

Depois de escolherem a escola mais próxima da residência devem manifestar as preferências pela ordem que entenderem colocando os vistos nas opções.

Devem inicialmente colocar o visto nas escolas mais próximas (por distância ou por tempo de viagem) e podem fechar um concelho colocando um visto nesse concelho. Podem também fechar um QZP colocando o visto nesse QZP.

Depois de inserirem as vossas preferências devem colocar o vosso número SIGRHE no local que a imagem 1 mostra e fazer calcular.

A aplicação vai dizer quantos docentes foram colocados num dos vossos grupos de recrutamento desde 2012/2013, com melhor ou pior graduação nas preferências que manifestaram.

Podem alternar o grupo de recrutamento se concorreram este ano a mais do que um grupo de recrutamento.

 

Podem limitar a procura aos anos escolares que vos interessam. Por defeito a aplicação calcula todas as colocações desde 2012/2013, mas podem colocar os vistos apenas nos anos que vos interessam.

Com as preferências e os anos letivos escolhidos, assim como a opção que fizeram para ver os candidatos com melhor ou pior graduação no vosso grupo de recrutamento ou em qualquer grupo de recrutamento e com o vosso número SIGRHE selecionado, o calculo da aplicação vai mostrar todas as colocações em função dos anos que escolheram.

Desta forma podem ver que colocações existiram nos anos anteriores para as escolas que vos interessa e sabem quando essa colocação ocorreu.

Esta aplicação omite o nome dos candidatos, mantendo apenas visível o número SIGRHE de cada candidato colocado, o ano letivo da colocação, a data de colocação, a escola de colocação, a duração do horário e o tipo de horário (anual ou temporário).

Esta aplicação é feita com base em quase 10 anos de trabalho em retirar todas as listas de colocações, e que teve um enorme apoio na construção da aplicação do professor João Carlos Fonseca, colaborador de largos anos do Blog nesta área das aplicações.

Quando saírem as listas definitivas a aplicação será atualizada.

Esperamos que façam bom uso dos dados que aqui constam e que vos sirva de apoio ao concurso de contratação inicial de 2020/2021.

Para além de todas as informações que aqui disponibilizamos consideramos que nesta fase mais complexa deveríamos oferecer a aplicação a todos os interessados.

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Justo ou Não, as Leis São Para Cumprir (Norma Travão)

O Decreto-Lei que regula o concurso de professores é o Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, com todas as atualizações que saíram depois dele. A última é o Decreto-Lei  n.º 28/2017, de 15 de Março.

No Decreto-Lei n.º 28/2017 foi introduzido o artigo 42-A que diz o seguinte:

Artigo 42.º -A
Horário anual

1 — Para efeitos do disposto no presente decreto -lei, considera-se «horário anual» aquele que decorre da colocação do concurso de contratação inicial.
2 — É considerado «equiparado a horário anual» aquele que corresponde à colocação obtida através da reserva de recrutamento, até ao último dia estabelecido pelo calendário escolar para o início das atividades educativas ou letivas, e o fim do ano escolar.
3 — A qualificação estabelecida no número anterior produz os mesmos efeitos que a estabelecida no n.º 1, com exceção dos remuneratórios.

 

Os horário temporários das colocações até à reserva de recrutamento 2 têm sido equiparados a horários anuais se a contratação do docente vigorar até 31 de agosto. (não vou voltar a contar a história como se conseguiu que o contrato vigora até 31 de agosto se o titular do horário não regressar, mas pode ser pesquisável no blog)

Assim, quem ficou em horário temporário e anual na RR2 e viu o seu contrato prolongar-se até 31 de agosto pode ver considerado para efeitos da norma travão essa colocação como anual e completo para o conjunto dos 3 contratos anuais.

Chamo a atenção que para que um docente nestas condições possa beneficiar das regras da norma travão tem de ficar sempre colocado em horário anual no último ano.

O Davide Martins chama a estes docentes “sortudos” e no fundo são. Porque ficar colocado num horário temporário e completo na RR2 que possa durar até 31 de agosto é uma questão de sorte.

Pelas minhas contas ainda faltam 55 docentes integrarem a 1.º Prioridade e possivelmente até tiveram mudança de prioridade pelas escolas porque ainda não entenderam que uma colocação temporária de 365 dias entra para as regras da norma travão.

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Da Enorme Humildade

Avaliar e monitorizar as condições do E@D por parte dos alunos e professores é importante para melhorar as condições e corrigir problemas. Tenho por hábito realizar inquéritos simples e de fácil resposta em momentos que considero oportunos e fulcrais.

Mas esta resposta chamou-me a atenção pela enorme humildade de quem com pouco recursos se sente bem com o que tem.  Ao contrário de muitos que com bastantes recursos passam a vida a queixar-se.

 

“Está tudo bem tenho o telemóvel da minha mãe para assistir ás aulas, a minha mãe vai a papelaria e imprime quando há fichas, mas trabalho quase sempre nos meus manuais da escola por isso não me faz falta nada. Obrigada por se preocuparem comigo e com todos os meninos da escola.“

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Orientações sobre direitos e deveres alunos

Olho com muitas reservas a aplicação das medidas de recuperação e de integração num modelo à distância. Mesmo de forma presencial é de difícil aplicação na maioria dos casos, quanto mais desta forma. E nesse caso se há incumprimento das medidas há retenção do aluno, o que contraria um pouco a ideia que o aluno não pode ser prejudicado por ausência de aulas presenciais.

Orientações sobre direitos e deveres alunos

 

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Argumentos que suportam o cancelamento das atividades letivas presenciais, por José Alves

Argumentos que suportam o cancelamento das atividades letivas presenciais

Argumentos de saúde pública

Embora o ME tenha um plano de contingência para a abertura das escolas, que implica, entre outras, a adoção de medidas como o uso de máscara, a colocação de dispensadores de gel, a redução do número de alunos por sala, a distância mínima de 1,5 m (o que está aquém da distância dita de segurança), entre outras medidas, a verdade é que o risco de contágio ainda é elevado. O fator ‘R’, que permite avaliar o grau de contágio da epidemia, é em algumas regiões do país elevado, por exemplo, em Lisboa, de acordo com os últimos cálculos efetuados pelo Instituto Dr. Ricardo Jorge.

Pode admitir-se que as escolas tomem todas as medidas para reduzir o risco de contágio, mas este persiste durante todo o trajeto do aluno até à escola, sobretudo nos transportes públicos. É preciso ter em conta que muitos alunos é o meio de transporte que utilizam para se deslocar para a escola (autocarros, metro, barco, etc.). Um aluno contagiado obrigará a quarentena por parte dos colegas, dos professores da turma, eventualmente da família e, em última instância, de todos aqueles com quem estabeleceu contacto próximo.

Esta situação vai criar a interrupção na assistência às aulas por parte de muitos alunos, enquanto outros irão prosseguir, criando-se uma situação de profunda desigualdade.

Argumentos de natureza económica

A implementação do plano de contingência para reduzir o risco de infeção é caro. A aquisição de máscaras, gel, desinfeção das escolas, entre outras medidas, tem um custo económico muito elevado. Tem ainda custos para o pessoal auxiliar, provocando-lhes um enorme desgaste físico e emocional. Estes recursos podiam ficar reservados para o caso da ocorrência de novo surto, previsível para o próximo ano letivo.

Argumentos de natureza pedagógica

Num estudo quantitativo com a participação de 114 professores de Biologia e Geologia, a lecionar no distrito de Braga, realizado por Lopes e Precioso, em 2020, verificou-se que 71% dos docentes considera que o insucesso, no exame e na disciplina de Biologia e Geologia, está relacionado com facto de o programa da disciplina ser demasiado extenso. Ora se o programa é extenso, então, já se devia ter decretado um programa mínimo e os alunos estariam nesta altura a fazer revisões. Por outro lado, no caso dos exames que se realizam no 11.º ano, está lecionado o programa do 10.º e 2/3 do programa do 11.º ano. No caso dos exames que se realizam no 12.º ano, está lecionado o programa do 10.º ano, do 11.º ano e 2/3 do programa do 12.º ano. Não é já matéria suficiente? Não será mais importante consolidar e reforçar as aprendizagens e aproveitar para trabalhar as dificuldades detetadas?

Outro argumento é o de que os professores e os alunos investiram muito do seu tempo a desenvolver o ensino a distância, que estava, tanto quanto se sabe, a correr razoavelmente bem, e agora vão regressar à escola, em condições emocionais muito adversas. Podiam continuar com este regime não presencial, e aprender a utilizá-lo, pois será, por certo, uma necessidade no futuro, mesmo na ausência da pandemia.

Argumentos de natureza psicológica

Num estudo sobre Conhecimentos, Opiniões e Comportamentos dos estudantes portugueses do ensino secundários sobre a pandemia covid-19, realizado por Regina Alves e José Precioso, em maio de 2020, em que se aplicou um questionário anónimo e em formato online a uma amostra de conveniência constituída por 979 estudantes do Ensino Secundário (28,7% – 10.º ano; 39,8% – 11.º ano; 31,5% – 12.º ano), verificou-se que quando confrontados com a questão “Sinto-me inseguro/a se tiver que ir para a escola”, a maioria dos/as alunos/as (58,5%) indicou concordar ou concordar totalmente com a afirmação. No mesmo sentido, 68,2% dos estudantes sinalizou ter receio de contrair o vírus, mas um receio ainda maior que algum familiar ou amigo/a o possa contrair (89,3%), revelando, desta forma, consciência face aos perigos da pandemia (93,1%).

A maioria dos estudantes concorda ou concorda totalmente com o término das aulas presenciais (55,4%) e discorda ou discorda totalmente com o recomeço das aulas práticas presenciais (58,7%).

Por todos estes motivos, sugerimos o seguinte.

  1. Cancelem-se todas as atividades letivas presenciais do 3.º período.
  2. Defina-se um programa mínimo a ser avaliado por exame.
  3. O Ministério da Educação devia aproveitar para repensar muito bem todo o processo de ingresso no ensino superior. Nada disto aconteceria se houvesse confiança no sistema. Países como Espanha e França utilizaram as classificações internas para selecionar os alunos que irão entrar nas universidades.

 

 

 

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Mobilidade por doença 2020/2021 (13 de Maio a 2 de Junho)

Mobilidade por doença 2020/2021

 

Aplicação disponível entre o dia 13 de maio e as 18:00 horas do dia 2 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

 

SIGRHE

Aviso de abertura 

Despacho n.º 9004-A/2016

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Medidas de Prevenção e Controlo em Creches, Creches familiares e Amas

Medidas de Prevenção e Controlo em Creches, Creches familiares e Amas

 

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Vamos Chegar Hoje às 1.000 Assinaturas Para a Petição ter Alguma Voz?

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da RepúblicaSomos um grupo de professores do ensino básico e secundário que tem lecionado em várias escolas, onde tomámos contacto com realidades económicas, sociais e culturais muito diversas. A decisão de reabertura das escolas do ensino secundário, com vista à realização de exames nacionais, no contexto da actual pandemia da Covid-19, não cumpre o direito dos alunos portugueses ao ensino com garantia de igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.
Defendemos que as escolas não devem voltar a abrir para o ensino secundário no actual ano lectivo.

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Opinião de João Paulo Maia

Será eticamente aceitável retomar aulas como parece estar previsto? – Uma alternativa

 

Este regresso às aulas presenciais, nestas circunstâncias, parece ser de enorme leviandade e, consequentemente, um erro ético que não deve passar em claro

A pergunta ética crucial é: o que devemos fazer? Neste caso, o que devemos fazer quanto ao retomar ou não de aulas no ensino secundário, tal como parece estar previsto para breve, a 18 de Maio?

Manifesto a minha perplexidade e preocupação pela decisão desta retoma nas condições que são do conhecimento público, tanto quanto se pode ajuizar pela informação disponível, até à data, dado o risco para a saúde pública que é expectável esta decisão implicar, sem que nada de substantivamente equivalente ou mesmo superior se lhe possa contrapor.

Isto para já não referir os inúmeros obstáculos “técnicos” que esta decisão levanta. Comece-se por estes últimos. O que diz a resolução aprovada em Conselho de Ministros? Artigo 10.º – Regras de ocupação, permanência e distanciamento físico:

  1. “Em todos os locais onde são exercidas atividades de comércio e de serviços nos termos do presente regime, sejam estabelecimentos de comércio, por grosso ou a retalho, ou grandes superfícies comerciais, conjuntos comerciais, mercados, lotas ou estabelecimentos de prestação de serviços, devem ser observadas as seguintes regras de ocupação, permanência e distanciamento social: a) A afetação dos espaços acessíveis ao público deve observar regra de ocupação máxima indicativa de 0,05 pessoas por metro quadrado de área; (…)”.
  2. “Para efeitos do disposto na alínea a) do número anterior: a) Entende -se por “área”, a área destinada ao público, incluindo as áreas de uso coletivo ou de circulação, à exceção das zonas reservadas a parqueamento de veículos; b) Os limites previstos de ocupação máxima por pessoa não incluem os funcionários e prestadores de serviços que se encontrem a exercer funções nos espaços em causa”, o que parece incluir, se se for consistente, professores. 

1. Se (i) as orientações emanadas do Ministério da Educação (via Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares) para o recomeço das aulas presenciais não determinam um número específico de alunos por sala, já (ii) a Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-A/2020, no seu artº 10º, alínea a), especifica uma ocupação máxima por m2 , a saber, 0,05 , o que implica a ocupação, num espaço fechado, de uma pessoa por cada 20 m2. Se assim for, uma sala com 100 m2 só poderia ser ocupada por seis pessoas (supostamente cinco alunos e um professor, visto a Resolução referir que prestadores de serviços não contam; mas assuma-se que professores e alunos contam como pessoas…).

2. Porém, este estado de coisas naturalmente levanta sérios problemas quanto à operacionalização de aulas presenciais. A Resolução em causa também determina a distância mínima a observar entre pessoas: no referido art.º 10º, b), lê-se: “A adoção de medidas que assegurem uma distância mínima de dois metros entre as pessoas, incluindo aquelas que estão efetivamente a adquirir o produto ou a receber o serviço, podendo, se necessário, determinar-se a não utilização de todos os postos de atendimento ou de prestação do serviço”. Ora, este último tópico parece enquadrar o caso de actividades lectivas presenciais, pois os docentes são prestadores de serviços.

Porém, nas Orientações do Ministério da Educação apenas se refere a distribuição de um aluno por secretária ou mesa. Se isto assim for, teremos de afastar secretárias ou mesas para que essa distância seja respeitada entre alunos e entre estes e o professor, o que coloca novamente em jogo os problemas de operacionalização supracitados (a “extensibilidade das salas de aulas” assume limites arquitectónicos bem objectivos).

3. Além destas anomalias difíceis de ultrapassar, o que se obteria no plano ético? Fazer regressar agora à escola alunos que tipicamente mantêm um número considerável de interacções sociais, incluindo não apenas alunos das disciplinas dos anos sujeitos a exame nacional (mesmo aqueles que os não irão realizar), mas também ao que parece alguns alunos dos cursos profissionais (e aqui a incerteza prevalece), parece ser uma decisão irresponsável porque todos estes alunos iriam estar em contacto com uma faixa etária de professores e funcionários, muitos dos quais acima dos 50 anos, alguns com 60 ou mais anos, e alguns com comorbilidades. Além de os alunos contactarem com pais, encarregados de educação e alguns parentes da faixa etária acima dos 70, havendo ainda comorbilidades que não devem ser, sem mais, lançadas para o conjunto vazio.

Logo, se esta decisão parece irresponsável no plano da saúde pública, será também uma decisão que fere a ética, pois previsivelmente coloca em risco a vida de pessoas inocentes. E aqui de pouco serve argumentar a favor da ideia de que esse poderá ser um efeito meramente colateral, mas não pretendido, apesar de expectável.

4. Um recente estudo da Fundação Champalimaud, envolvendo testes serológicos  reforça a ideia de que o número de infectados activos, logo, potencialmente contagiosos, e muitos deles assintomáticos, pode ser muito elevado. Dada a amostra – 1235 pessoas –, e mesmo tendo em conta o universo em causa, o resultado obtido foi 14 vezes superior ao que teria sido detectado em testes PCR, para a população testada do mesmo concelho de Loulé. Ora, isto é um forte indício que apoia a ideia de que este regresso às aulas presenciais, nestas circunstâncias, parece ser de enorme leviandade e, consequentemente, um erro ético que não deve passar em claro.

5. E a evidência científica pode, para já, ser reforçada. Na verdade, um outro estudo publicado no jornal da Canadian Medical Association, aponta, nomeadamente, três factores que contribuem claramente para reduzir esta progressão pandémica: 1) medidas de distanciamento social, 2) restrições de ajuntamentos de pessoas e, o que importa aqui sublinhar, 3) fecho de escolas.

6. Como professor do ensino secundário público, estou pronto para assumir as minhas responsabilidades e, creio, muitos professores, dentro e fora de Conselhos Pedagógicos e de Conselhos Gerais, dentro e fora de sindicatos, estarão também prontos para assumir as suas, tal como muitos pais e encarregados de educação — parece tratar-se da observação de princípios éticos inescapáveis, na defesa do interesse comum: minimizando estragos que esta pandemia tem provocado e tentado optimizar o ensino e as aprendizagens com os recursos que estão ao nosso alcance.

7. Mas haverá alguma alternativa credível ao que nos é ministerialmente “proposto”? É que a ética não deve ser advogada tendo por suposto a inexistência de algo fisicamente acessível em termos de melhores alternativas, ou no mínimo menos más, para os agentes implicados nestas tomadas de decisão. Ora, parece-me que a resposta para aquela pergunta é afirmativa, por exemplo, defendendo globalmente as soluções expressas publicamente pelos subscritores de Por que não devem reabrir as escolas para o ensino secundário que, neste momento, se constitui como petição que pode ser assinada no site do Parlamento nacional.

8. Ora, se há melhores alternativas — pelo menos uma! —, e que em nada hipotecam a equidade que deve prevalecer, nomeadamente no acesso de alunos ao ensino superior, por que razão persistir num erro que pode custar o sofrimento de vidas inocentes que poderiam não ser sacrificadas, caso se mantivesse o actual regime de Ensino Remoto de Emergência que, não negligenciando óbvias dificuldades, até se tem comportado com razoabilidade? Só porque tecnicamente já não estamos em estado de emergência? Isso é, para já, seguro. Mas também será muito provável que decisões irresponsáveis possam vir a assumir-se como calamitosas, esteja ou não legalmente decretado o estado que esteja.

Texto actualizado às 16h39: acrescentado o 5.º ponto.

 

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75 Mil Gostos no FB

O Blog DeAr Lindo atingiu hoje 75.000 gostos na rede social Facebook.

Somando aos quase  6 mil seguidores por e-mail as publicações este espaço chegam a 81 mil seguidores.

Segundo uma estimativa do Facebook o público alvo tem maioritariamente seguidores do sexo feminino entre os 35 e os 54 anos de idade e a distribuição pelas restantes idades e sexo é o que consta da imagem seguinte:

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53.969 Candidaturas ao Concurso Externo (Listas Provisórias)

Em 2020 encontram-se validadas 53.969 candidaturas ao concurso externo de 2020/2021 de acordo com a distribuição do quadro seguinte por grupo de recrutamento e prioridade.

Em 2019 existiram 50.303 candidaturas.

 

Das 53.969 candidaturas existem 18.558 candidaturas de docentes que concorrem a um ou mais grupos de recrutamento, pelo que existem nestas listas 35.411 docentes.

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