Rui Cardoso

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Vendes aulas, mas queres ser professor? Aproveita…

A Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) e o IPiaget, através do ISEIT de Viseu, estabeleceram um protocolo de colaboração para a realização de um Curso de Profissionalização em Serviço, com a duração de um ano letivo.

O curso será ministrado pelo ISEIT de Viseu até ao final do ano escolar de 2022/2023, em regime e-learning.

Esta formação tem como objetivos contribuir para a qualificação profissional na docência, condição indispensável para o desempenho da atividade docente, bem como cooperar para as necessidades do sistema, em número e qualificação dos professores.

Notícia completa em https://ipiaget.org/piaget-apresenta-novo-curso-de-profissionalizacao-em-servico/

 

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O novo delegado regional de Educação da Direção de Serviços da Região Norte.

Despacho n.º 10340/2022

Sumário: Designação, em regime de substituição, do mestre Luís Carlos Ferreira Campos Lobo para o cargo de delegado regional de Educação da Direção de Serviços da Região Norte.

Considerando que o n.º 1 do artigo 27.º, da Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, na sua atual redação, estabelece que os cargos dirigentes podem ser exercidos em regime de substituição em caso de vacatura do lugar;

Considerando que o cargo de Delegado Regional de Educação da Direção de Serviços da Região Norte, cargo de direção intermédia de 1.º grau da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, se encontra vago a partir de 16 de agosto de 2022;

Considerando que, por esse motivo, se torna necessário proceder à designação de novo titular, em regime de substituição, de forma a assegurar o normal funcionamento dos serviços, até à abertura do procedimento concursal devido e subsequente provimento do cargo;

No uso da competência que me é conferida pelas disposições conjugadas do n.º 9 do artigo 21.º e n.º 2 do artigo 27.º do referido estatuto do pessoal dirigente:

Designo o mestre Luís Carlos Ferreira Campos Lobo, dotado de competência técnica e aptidão para o exercício de funções de direção, coordenação e controlo e detentor dos restantes requisitos legais exigidos, para exercer, em regime de substituição, o cargo de Delegado Regional de Educação da Direção de Serviços da Região Norte.

A síntese curricular do ora designado em regime de substituição é publicada em anexo ao presente despacho, dele fazendo parte integrante.

O presente despacho produz efeitos a 16 de agosto de 2022.

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Concurso aberto para professores de Inglês e Atividades Lúdico-Expressivas

 

Já está aberto o concurso para a contratação de técnicos para o desenvolvimento das Atividades de Enriquecimento Curricular no Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira nos domínios do Inglês e das Atividades Lúdico-Expressivas, sendo, no caso do Inglês, dois horários (de 5 horas); e das Atividades Lúdico-Expressivas, cinco horários (também de 5 horas cada um).

A formalização da candidatura é realizada através do preenchimento do formulário eletrónico disponível no sítio da internet da Direção Geral de Administração Escolar ou na plataforma SIGRHE.

Para mais informações, consulte o Aviso de Abertura do Concurso.

 

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Com dois anos de atraso, ADSE tem eleições em novembro

 

Cerca e 935 mil beneficiários vão ser chamados a escolher os seus novos representantes no Conselho Geral e de Supervisão do subsistema de saúde dos funcionários públicos

Com dois anos de atraso, ADSE tem eleições em novembro

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Qualquer um pode ser professor – João André Costa

 

Pelo menos foi o que me disseram, e repetiram, vezes sem conta até perder a conta quando, findo o 20 ano e o ramo comum da Licenciatura em Biologia, tomei a decisão de enveredar pelo ensino.
E qualquer um pode ser professor porque qualquer um pode dar aulas, os contabilistas podem leccionar matemática e ciências, quem quer que tenha concluído pelo menos três cadeiras de Língua Inglesa pode ensinar Português, Inglês e Alemão, o ensino de Português e Francês carece apenas de três cadeiras de Língua Francesa e nem por sombras a conclusão do curso, para História basta o curso de Administração Ultramarina, um Oficial Aduaneiro também pode ensinar Matemática, o curso complementar de Artes e Técnicas do Fogo chega para a Educação Visual, o curso de Formação Feminina serve perfeitamente para a Educação Musical, 5 cadeiras apenas para a Educação Física, o curso de Artilharia da Academia Militar para o ensino da Matemática e aqui entramos no campo da anedota.
Esta realidade, aprovada através de decretos lei dos anos 50 e em voga até meados dos anos 80 e 90 do século passado é a realidade à qual não queremos regressar. É a realidade à qual não queremos retroceder. Por isso a importância da pedagogia e da didáctica mais a profissionalização do ensino.
Porque no meu caso em específico, o qual é o caso de todos os professores de Biologia e Geologia, não bastam o conhecimento técnico e científico, é preciso conhecer a ciência ao longo da história, compreender a sua permanente mutabilidade, contextualizando o saber em termos sociológicos, filosóficos e psicológicos.
O professor? O professor é um criador de conteúdos de aprendizagem, adaptados às necessidades únicas de cada aluno, à família de cada aluno, à cultura e credo de cada aluno e o fim é um só: a apreensão de conceitos cujo impacto cognitivo, comportamental e emocional resultam no crescimento de uma criança.
E para tal nada como aprender de antemão sobre o desenvolvimento psicossocial e psicossexual, quem foram Erikson, Freud e Piaget sem esquecer como se aprende de acordo de acordo com Bruner, Ausubel e Vygostky, a aprendizagem significativa, o construtivismo e o behaviorismo, Karl Popper e o racionalismo crítico, Kuhn e a revolução científica, a aprendizagem por descoberta e investigação, o ensino centrado na criança onde o professor orienta em vez de expor, só para citar alguns exemplos das bases não apenas necessárias mas fundamentais para quem procura exercer este mester.
É preciso compreender a criança e lembrar-nos de como era, como é voltar a ser e não mais esquecer, crianças para sempre se queremos ensinar.
Esta não é, infelizmente, a opinião do meu homónimo na Educação ao defender o retorno ao sistema de habilitações simples onde para ensinar bastará em breve saber ler e contar pelos dedos com o fito da ainda maior degradação do ensino público em favor de um ensino privado que cedo se fará ouvir em extensas parangonas a anunciar o seu número sem fim de professores habilitados “ao mais alto nível“.
Só assim se compreende a negação do óbvio quando se pretende suprir a cada vez maior falta de professores sem por isso dar mais apoios e garantias a quem por cá fica, antes pelo contrário se os atractivos para o ensino são hoje e sempre inexistentes e ser professor o vale dos caídos de quem não tem mais para onde ir.
Talvez por isso me tenham dito para não enveredar pelo ensino e professor é que não! Uma vergonha, o que vão os outros dizer? Que não sabes fazer mais nada.
E, no entanto, sabemos fazer tudo: sabemos construir o mundo, vezes sem conta e sem parar, derrubamos ideias, governos e ideais, incutimos valores, questionamos, interpelamos, formamos, falamos sobre o futuro e sobre sonhos, fazemos sonhar, fazemos voar.
Poderá qualquer um ser professor, qualquer um ensinar? Sim, pelo menos até que uma das crianças defronte se distraia, boceje ou não compreenda, uma questão de segundos desde o início da aula, para se separar o trigo do joio.

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Haverá muitas turmas sem aulas

A colocação de professores não teve em conta as reduções de horários, pelo que será necessário contratar mais docentes.

“Haverá muitas turmas sem aulas”. Redução de horários obriga a contratar mais professores

“O ministro da Educação, João Costa, anunciou recentemente que foram colocados 12.791 professores dos 13.101 pedidos pelas escolas, que preencheram assim 98% das vagas. Desta forma, ficaram 310 horários por preencher.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) alertou, no ano passado, “os problemas de falta de professores foram surgindo ao longo do ano e este ano deverá ser igual”.

De facto, apenas no papel é que 98% das vagas ficaram preenchidas, isto porque o Ministério da Educação não teve em conta as reduções de horário a que os docentes têm direito mediante a idade, escreve o Correio da Manhã.

Estas reduções atingem as quatro horas por semana a partir dos 55 anos e oito horas acima dos 60 anos. Assim, por três docentes acima dos 60, é preciso recrutar mais um.

O ministro indicou esses 98%, porque tornam o panorama mais cor-de-rosa, mas a percentagem real será muito inferior. Só quando os professores se apresentarem nas escolas se saberá quantas horas serão libertadas”, disse ao Correio da Manhã o docente Davide Martins.

Porém, este não é o único problema. Também há reduções de horário para docentes com direções de turma e outros envolvidos em projetos; e é necessário substituir professores de baixa médica.

“Haverá muitas turmas sem aulas. Neste momento já há problemas com Informática, como admitiu o Ministério da Educação, mas haverá outras faltas nos grupos de Inglês, Português, História, Geografia”, acrescentou.

Um estudo de diagnóstico de necessidades docentes, divulgado em novembro do ano passado, estima que até 2030/2031 seja necessário contratar 34.508 novos docentes face à tendência, que deverá ser ainda mais acentuada, de falta de professores.

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Querem passar professores efetivos a contratados

 

Professores da Escola Portuguesa de Luanda recorrem à justiça para não passarem de efectivos a contratados

Escola está sob gestão do Ministério da Educação. Docentes que contestaram novos contratos foram despedidos por e-mail num dia e readmitidos no outro, pelo mesmo meio. Não vão desistir de tentar alterar novo contrato de trabalho: “Estou a poucos anos da reforma. Só quero o meu emprego sem estar a preocupar-me todos os anos em saber se vou ser contratada ou não”.

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Redução de horários obriga a mais docentes

O Ministério da Educação anunciou, no dia 12, que tinham sido colocados 98% dos 13 101 horários pedidos pelas escolas, mas não contabilizou as reduções de horário a que os docentes têm direito mediante a idade. Estas reduções da componente letiva atingem as quatro horas por semana a partir dos 55 anos e oito horas acima dos 60 anos.

Redução de horários obriga a mais docentes

 

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Contratação de escola – Cabo Verde

Torna-se pública a abertura de procedimento concursal para contratação de pessoal docente.

Para aceder ao aviso de abertura, clique na etiqueta do Grupo de Recrutamento a que pretende candidatar-se.

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Renovação e Prorrogação de Técnicos Especializados

 

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite efetuar a renovação/prorrogação de Técnicos Especializados de Formação e Técnicos Especializados para desempenho de Outras Funções.

A aplicação estará disponível até às 18 horas de dia 26 de agosto de 2022.

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Renovação e Prorrogação de Técnicos Especializados 2022/2023

Nota Informativa – Renovação e Prorrogação de Técnicos Especializados 2022/2023

 

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Negociação coletiva para regulamentar as normas de execução do Orçamento do Estado para a Educação em 2022

 

 

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Audição Escrita

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem audição escrita em conformidade com o disposto no art.º 18 do Decreto-Lei n.º132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor.

SIGRHE – Audição escrita 2022/2023

 

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Os professores são a classe mais vilipendiada que há em Portugal

Andaram durante anos e anos a maltratar os professores. Vai daí, começou a haver falta de professores, pois ninguém queria ser docente. Agora, resolve-se o problema da falta de professores: qualquer licenciado pode dar aulas!

 

Os professores são a classe mais vilipendiada que há em Portugal

 

Li numa notícia que o Governo abre a licenciados pós-Bolonha (2006), sem formação pedagógica, hipótese de ensinar.

Andaram durante anos e anos a maltratar os professores. Vai daí, começou a haver falta de professores, pois ninguém queria ser docente. Agora, resolve-se o problema da falta de professores: qualquer licenciado pode dar aulas!

E a qualidade do ensino? E a componente pedagógica tão importante na sala de aula?

Parece que estamos a andar para trás. No século passado qualquer professor com o 12.º ano ou umas cadeiras da Universidade podia dar aulas.

Os professores são uma classe sem prestígio e respeitabilidade. É preciso que se perceba que ter conhecimentos não é o mesmo que saber ensinar!

Todos os obstáculos que se puseram aos professores: concursos em que tinham que ir para longe de casa; poderem efetivar-se; não saberem se no ano seguinte teriam emprego; não terem acesso a um horário completo; exercerem no meio de papéis e normas, em vez, de ensinarem; bloqueio da carreira; a não contagem do tempo de serviço; fama de que faltam muito; entre outros.

Tudo isto levou a que ninguém quisesse ser professor e os que estão no ensino não vêm a hora de se reformar.

A imagem dos professores sempre foi muito má, os políticos em período eleitoral lançam uns elogios hipócritas, mas não passa disso. Sabem que é uma classe muito numerosa e com alguma força.

Os professores são a classe mais vilipendiada e demonizada que há em Portugal. Todos querem ensino público, gratuito e de qualidade, mas ninguém quer pagar esse serviço, os professores têm um problema muito grande quando toca a salários por serem muitos.

Na vida dos professores tudo é questionado e toda a gente fala de educação sem perceber nada disso.

Os professores continuam com inúmeros problemas: aspectos importantes da aposentação; horários de trabalho e concursos; processo de municipalização da educação; democratização da gestão das escolas.

Uma sociedade que não investe na educação dos seus filhos não tem futuro.

Esta decisão do governo faz-me lembrar a peça teatral de William Shakespeare, ‘A Comédia dos Erros’, com muita farsa à mistura.

Coitados dos professores, só faltava agora esta. São mal vistos, maltratados, mal pagos, todos querem mandar neles, e agora, qualquer um pode voltar a ser professor.”

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LISTA DE COLOCAÇÕES – CONCURSO INTERNO DE AFETAÇÃO

LISTA DE COLOCAÇÕES DOS CANDIDATOS AO CONCURSO INTERNO DE AFETAÇÃO PARA O ANO ESCOLAR 2022/2023

 

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Dar aulas é diferente de entrar na carreira docente – Luís S. Braga

 

A linguagem é uma coisa lixada. E nas mãos de um linguista….
Esta reação noticiosa do governo é um truque de linguagem, que resulta de as questões técnicas da carreira docente serem, isso mesmo, técnicas e terem uma linguagem específica que, transmitida em público menos conhecedor, permite dizer asneiras e fazer de conta que se acerta.
O título desta notícia é para enganar. O título desmente o que não precisa de ser desmentido.
“Dar aulas” não é “entrar na carreira”.
O problema que se coloca não é sobre “entrar na carreira”.
É sobre dar aulas.
Era o que faltava que para se entrar na carreira profissional de professor se pudesse não ter a habilitação profissional. Por isso, o ministro vem desmentir o que não está em discussão.
O que está em discussão, e eu discuto e não me considero esclarecido, é o dimensionamento das habilitações ditas próprias.
Uma habilitação PRÓPRIA é aquela que não permite entrar na carreira, por falta de formação pedagógica, mas reúne todas as condições científicas para lá poder aceder (se fizer a formação pedagógica).
Antigamente ainda havia o conceito “inferior” de habilitação SUFICIENTE (hoje paralelo a um outro conceito, que existe na lei, de “habilitação adequada” que, na prática, nem está muito bem definido no concreto).
A lógica é clara (desde 2006):
1. O nível mais alto e preferencial de habilitação chama-se profissional e implica ou mestrado pedagógico ou licenciatura pré-bolonha com formação pedagógica (simplificando a descrição) – Nota: por isso, já HÁ (só) licenciados a dar aulas e que continuarão a dar até ao fim da carreira com habilitação profissional.
2. A seguir, em oferta de escola (que não ao concurso nacional, reservado a profissionalizados), podem concorrer os licenciados ou mestres de listas de graus que conferem habilitação própria (estão publicados). Mas não são cadeiras ou similares de formação: é a posse de um certo diploma titulado de determinada forma. Habilitação própria tem quem ter certo diploma que, até pela via do tempo de serviço acumulado, permite aceder a formação pedagógica para ser profissionalizado.
3. Antigamente, havia a chamada habilitação suficiente (pessoas que, não havendo quem desse as aulas, eram aceites como remedeios para não haver buracos de falta de professores). A dada altura, nos anos 80, tive por essa via professores com o 11º ano a dar-me francês ou professores com o 12º a dar-me geografia do 11º…. Foi bonito…
A habilitação suficiente acabou. E bem. O ministro quer ressuscitar o conceito (mas como é escandaloso dizer isso, diz que é habilitação própria que estamos a discutir).
Para dar aulas, ou se é profissionalizado, ou se tem uma licenciatura ou mestrado que, considerados como um todo (e não porque há lá umas cadeiritas) conferem habilitação própria. Por exemplo, quem não tiver grau nenhum mas tiver as cadeiritas escolhidas, vai poder dar aulas e “ir entrando” no sistema? No passado isto aconteceu e deu sarilho.
O que se quer fazer é, dizendo que é habilitação própria, permitir que “umas cadeiras” ou parte de licenciaturas (Pós-Bolonha ou não) passem a ser admissíveis para dar aulas. Enquanto durar a falta de professores.
Eu sei que a discussão até podia ser mais vasta: discutirmos a qualidade intrínseca da formação que se anda a fazer, desde que acabaram os estágios integrados de um ano (e se criaram mesmo nas ESE os cursos de educação básica, com mestrados atrelados).
Mas, sem entrar nisso, que era conversa longa, o ponto de partida que não admite discussão, é que habilitação é posse de um diploma mínimo, não de cadeiras soltas, que podem ser subjetivamente valoradas e nem ser comparáveis na duração e conteúdos.
Eu sei que a fome de disfarçar a b(u)orrada que se fez na gestão de recursos humanos docentes nas últimas décadas justifica meios muito expeditos e urgência, depois de se ter acordado da modorra preguiçosa de governar. Mas não se corrigem asneiras com asneiras. Esta mentalidade de bombeiro excitado em educação dá mau resultado.
E eu sei também que a vontade de acabar com o concurso nacional de professores é muita…mas batota não.
Até porque as habilitações tem de ser comparáveis em concursos públicos e como se vai comparar, com justiça, cadeiras “mesmo robustas” com cursos completos….
E ao dar certas liberdades às escolas ainda vamos ter o problema de supostos direitos adquiridos, que já temos nos Técnicos especializados, onde a desregulação já faz caminho e, tantas vezes, “ficam os que estão” de que “já se conhece o trabalho” (mesmo se, antes de trabalharem, a desculpa foi o currículo que outros até tem agora melhor mas não lhes serve agora de nada).
Volto a perguntar: obviamente ninguém me proporia ou consideraria para a carreira médica mas, com a minha ignorância clínica, o meu pavor de sangue e falta de precisão a cortar, alguém me deixaria fazer uma cirurgia, num hospital público, UMA QUE FOSSE?
Vale a pena ter um curandeiro só porque não há médicos?
Não será melhor pagar mais aos médicos que há? (esperem aí…..nos médicos não é isso que estão a fazer?!?)
Não acham curioso que nesta discussão não se fale de horas extraordinárias a quem já está nas escolas? (eu sei porquê mas agora ainda não digo…

 

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Caos – Santana Castilho

 

No último debate sobre o estado da nação, António Costa incomodou-se com o uso da palavra caos, para qualificar o que se passa nos hospitais públicos e no SNS. Caos significa desordem, balbúrdia, confusão.
1. Há um alarmante aumento do número de mortes, sem que os serviços esclareçam porquê. Cresce o fecho de urgências por falta de médicos e enfermeiros. Alguns hospitais começaram a pôr internos do 6.º ano a trabalhar como especialistas. As chefias demitem-se. Aumenta o número dos inscritos no SNS sem médico de família. As grávidas não sabem se no momento de dar à luz têm obstetra e sala de partos disponíveis, a distâncias razoáveis. Que é isto senão um caos?
2. Se a justificação inicialmente dada para introduzir alterações no regime de mobilidade por doença dos professores foi a confessada incapacidade prática, por parte do Ministério da Educação, para verificar eventuais irregularidades, com que lógica vem agora o mesmo ministério anunciar que vai promover, afinal, 7.500 juntas médicas? Fora esse o motivo e ficaria, então, provada a inutilidade da iniciativa. O que João Costa quis (e conseguiu) foi retirar a professores com doenças graves um direito constitucionalmente protegido e lançar a desconfiança sobre eles. Confirmou-o, implicitamente, o vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos, quando disse tratar-se de uma tarefa impossível, que apenas procura pôr em causa a honorabilidade dos docentes (e dos próprios médicos, acrescento eu). A iniciativa vai gerar um caos.
3. A palavra de João Costa continua a ser a palavra da propaganda e da adulteração da realidade. Em conferência de imprensa anunciou que 97,7% dos 13.101 horários pedidos pelas escolas já têm professores atribuídos (12.791) e que, por isso, o próximo ano começará quase sem alunos sem professores. Infelizmente é falsa a afirmação. Com efeito, uma coisa são os horários pedidos em Julho (a que João Costa se referiu), outra são os horários necessários. Vejamos porquê: havia pedidos para abertura de novas turmas, posteriormente autorizados, que não foram considerados; por imposição do próprio ministério, não foram contabilizados os docentes que se aposentariam depois da data do pedido de horários ou que se aposentarão já em Setembro; mesmo que as escolas tivessem disso boa nota, não foram considerados livres horários que, por razões diversas, deviam ter sido; foram atribuídas turmas a milhares de professores (cerca de três mil, pelo menos) que não poderão dar aulas e que, tão pronto quanto o ano se inicie, recorrerão a baixas médicas, que originarão milhares de alunos sem professores; em resumo, a noção exacta de quantos professores necessitam as escolas estava longe de ser conhecida quando João Costa falou. No início do ano voltará o caos da falta de professores.
4. Segundo João Costa, as habilitações científicas e pedagógicas necessárias para ensinar vão ser alteradas, para permitir aumentar o número de candidatos à docência. Em vez das normas vigentes, “olha-se para o percurso formativo dos candidatos”, esclareceu, eloquentemente. Olha-se? Teremos então “olheiros” para acrescentarem à filosofia Ubuntu e ao projecto MAIA uma nova concepção, que substituirá professores por entregadores de conteúdos. De tombo em tombo, nivelando por baixo, comprometendo o futuro e gerando o caos.
5. Pergunte-se aos médicos e aos professores o que seria preciso para se manterem no SNS e no ensino público. Pergunte-se aos que saíram o que seria necessário para que aceitassem regressar. A resposta seria a mesma: salário e condições de trabalho dignas. É isto que este Governo não entende. Marta Temido e João Costa, promovendo o caos, têm feito tudo para desvincular os respectivos ministérios da ligação com os seus profissionais e são hoje dois exemplos de como as maiorias absolutas geram ministros absolutistas e incapazes.
6. As funções que Medina, escandalosamente, atribuiu ao seu ex-patrão, Sérgio Figueiredo, são exactamente as que António Costa conferiu à entidade que criou em Março de 2021, o denominado Centro de Competências de Planeamento, de Políticas e de Prospectiva da Administração Pública (PlanAPP). Andou mal António Costa ao não se querer atravessar no despudor de Medina. Ele que há pouco corrigiu com violência Pedro Nuno Santos, deixou agora um sinal, caótico, de que desistiu da coordenação política do Governo.

In “Público” de 17.8.22

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Vamos voltar ao tempo da habilitação suficiente e dos regentes escolares… Luís S. Braga

 

Vamos voltar ao tempo da habilitação suficiente (que sempre foi diferente de própria) e dos regentes escolares…
Daqui a meses, passam 50 anos que se extinguiram os regentes escolares e os postos escolares. Gente que fazia de professor sem ter formação quase nenhuma para isso.
O 1º ciclo foi o primeiro a generalizar a ideia de habilitação profissional. Nos outros ciclos, esse patamar surgiu já neste milénio.
Continuou a haver tabelas de habilitações próprias, mas acabou o recurso à chamada habilitação suficiente.
Os regentes, de que falo aqui, fizeram falta e até foram importantes em muitos locais, mas surgem num contexto de desvalorização política da docência e nunca deviam ter durado o que duraram.
Um diploma legal, que os extinguiu, assinado pelo Tomaz, tem melhor doutrina que umas ideias peregrinas, que a falta de previdência política, fez nascer na cabeça dos governantes de hoje. Dói constatar……
Muita gente está confundida a analisar o problema: o governo não está a dizer que vai permitir a licenciados em informática, ou até engenharia, leccionar informática (esses já têm habilitação própria e não faz falta mudar nada).
O que o governo propõe é que um licenciado em qualquer coisa possa dar qualquer coisa desde que tenha umas cadeiras de alguma coisa.
O PS, que foi de Sottomaior Cardia, que candidatou Nóvoa e que acolheu Veiga Simão e outros, acabar a ressuscitar os regentes escolares, para a informática e outras coisas, no meio do desígnio comovente da transição digital….. 🙄🤯
E tudo isto porque os políticos do ME estavam a dormir e não ouviram os avisos que soam há anos….

 

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A justiça social no acesso ao quadro de escola – João A. Costa

 

 Agora que em Portugal se começa a discutir o acesso dos professores em início de carreira ao quadro de escola, deixem-me começar por falar de Earl Grey. Sim, Earl Grey, o famoso chá inglês de presença obrigatória onde quer que estejamos em terras de Sua Majestade. Este chá é um veneno, pelo menos para este que vos escreve, constantemente presenteado com o mesmo aquando das minhas primeiras entrevistas em solo britânico em meados de 2007. Misturado com leite, o seu efeito pérfido é exponenciado nas entranhas do entrevistado, acometido de um caso grave de moléstia das salinas com a consequente derrota finda a entrevista e as respectivas mãos atrás e à frente para tapar as vergonhas de quem ainda não tem emprego. Se prescindir do dito chá foi estratégia essencial para o sucesso, já as entrevistas nas escolas são desde sempre ponto obrigatório para quem procura exercer o ensino em solo britânico. E não, a candidatura directa às escolas não me foi imediatamente óbvia, ou não tivesse sido o Job Centre, vulgo Centro de Emprego, uma das minhas primeiras paragens na esperança de um sistema centralizado que, afinal, não existe nem nunca existirá numa terra cada vez mais liberal e onde a iniciativa privada se reflecte na resposta dada à chegada: “Vá à ”net“ e contacte directamente as escolas”. Esta é a verdade ainda hoje, onde a cada escola se atribui um orçamento em função do número de alunos mais a autonomia para a contratação dos respectivos professores e auxiliares sem que para isso haja qualquer intervenção do estado ou do município ao qual a escola pertence. A intervenção do estado, a existir, ocorre caso a escola falhe uma inspecção, inspecção essa recorrente em média a cada 4 anos. Fora isso, e cumprindo os objectivos definidos no currículo mais o ultrapassar dos obstáculos anuais inerentes à população escolar em mãos, de resto sobejamente conhecidos por qualquer docente, a cada escola é dada a liberdade e responsabilidade de por si só decidir o melhor rumo para as suas crianças. E se a estabilidade do corpo docente é uma premissa fundamental, no entanto a atribuição de um lugar no quadro a um professor em função de uma entrevista não é a regra. Basicamente porque ao professor cabe mostrar os seus galões, o seu valor e experiência numa nova escola e diante de alunos que nunca foram os seus. Até hoje. Nesta lógica, a atribuição de contractos anuais como primeiro passo é mais comum, sendo ainda mais comum a contratação de um professor a uma empresa de recursos humanos, professor esse pago à semana até prova em contrário. Não confundamos, no entanto, os contractos semanais com precariedade laboral. Chamemos-lhe antes liberalismo ou a liberdade da parte do professor e da escola em terminar o vínculo no prazo de 24 horas caso qualquer uma das partes assim o deseje. Se esta é uma prática comum? Não é, e poucos foram os exemplos vistos ao longo de já 15 anos de carreira. Por um lado porque às escolas interessa assegurar a estabilidade do corpo docente e por outro porque quem procura trabalhar em ensino já tem incutido o brio e o sentido de dever quando o público alvo são as crianças. E como dar prova do nosso valor é inerente não apenas ao ensino britânico mas à sociedade em redor, pede-se ao trabalhador o investimento de um ano e meio, em média, para fazer parte do quadro de uma escola, isto num sistema alicerçado na meritocracia e onde ao professor se dão as condições, a carreira e a estabilidade para formar o amanhã. Em Portugal, nos antípodas desta realidade, facilmente precisamos de trinta, ou mais, anos para entrar para um Quadro de Zona Pedagógica. Nestes termos, permitir agora o acesso dos professores ao quadro de uma escola não é apenas justo, é justíssimo. E não só para quem está em início de carreira mas para quem está no meio e no fim sem esquecer a devida ascensão na carreira em função dos anos exercidos. Os mesmos anos tidos em conta quando entrei para o quadro de uma escola britânica apesar de nunca ter leccionado no Reino Unido: bastou a apresentação da devida documentação e respectiva tradução certificada. Porque em primeiro lugar está a justiça social, a equidade, a equiparação mas também o reconhecimento, a integração, o ser colega e não mais estar de passagem. E a consequente união da classe docente. E o sistema inglês? Será o seu exemplo digno de implementação em Portugal? Nem pensar, pelo menos para já, e um passo de cada vez. Se a autonomia das escolas e a livre contratação de professores são exequíveis, em primeiro lugar está a tão desejada estabilidade laboral, a base da pirâmide de Maslow. Tudo o resto pode esperar.

 

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Porque não “reciclar” os professores existentes?

 

Em vez de andarmos a fabricar “professores” à pressa e com qualidades pedagógicas duvidosas, porque não aproveitar os ótimos profissionais de grupos excedentários?

A solução é fácil. Passa por uma especialização, voluntária, de professores de disciplinas similares. Vamos a exemplos:

Um professor do grupo 230 ter formação académica, patrocinada pela tutela, para poder lecionar no grupo 500. Ou um professor do grupo 260 ser “reciclado” para lecionar no grupo 620. Professores do 240 terem formação para o grupo 600… e por aí a fora…

A solução passaria por aí. Em vez de estarmos a trazer para o sistema “professores” sem habilitações pedagógicas, transformarmos os existentes em professores multifacetados ficaria muito mais barato do que andarmos com profissionalizações em serviço de pessoas não vocacionadas e que apenas quereriam ser professores como alternativa ao desemprego.

Pensem nisso…

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Jovem, tens uma licenciatura? Vem ser professor!

 

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GENTE QUE DÁ AULAS OU PROFESSORES? – Luís S Braga

 

Médicos, ou gente que passa receitas?
Pilotos, ou curiosos da aviação?

Vamos imaginar que, neste vídeo, em vez do piloto qualificado e especialmente certificado para este aeroporto (com a formação completa) estava aos comandos um “tripulante que pilota aviões com um perfil de competências que permite supor que aterra aviões.”….
Parece que há falta de pilotos, mas vejam lá se alguém permitiria que na Madeira aterre gente que não sabe o que faz.

Imaginem que os feridos do acidente que resultariam de um marteleiro a pilotar este avião eram socorridos no hospital por gente com “umas cadeiras, mesmo de formação robusta, de medicina….”

Até a um condutor de TVDE se exige formação específica e, para professores, anda-se a pensar por tudo a valer….
Ainda menos do que já é hoje e que desde a Milu é um padrão baixo…..

O que vale para médicos e outros profissionais, em matéria de exigência formativa, não valerá para professores, porquê?

Nota: nós, professores, com a nossa abstenção noutros assuntos e ao longo do tempo ajudamos à missa e fazemos mal. Mas isso fica para outro dia….

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É uma espécie de diretriz para aumentos salariais de 8,5%

Ainda quero ver se esta diretriz, também, vai ser seguida pelo governo português ou se é para ignorar…

Os funcionários das instituições da União Europeia deverão receber um aumento salarial até 8,5% no próximo ano, em resposta à subida do custo de vida registado no espaço comunitário. É uma espécie de diretriz para o conjunto dos Estados-membros, depois de em junho ter sido registada uma taxa de inflação média na UE de 9,6%, segundo o instituto de estatísticas europeu, Eurostat.

 

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Está a esgotar-se o tempo dos professores – José Afonso Baptista

 

Ao pôr título a esta crónica, não pude deixar de relembrar António Nóvoa e a sua tese de doutoramento sobre o tempo dos professores[1]. O fantasma que hoje nos ameaça é saber se esse tempo está para durar ou se está a chegar ao fim.
Vivemos num clima de agressão aos professores. Exagero? Quando um professor é obrigado a lecionar a 300, 400 ou mais quilómetros da sua residência sem qualquer remuneração compensatória, é o quê? Quando tem de procurar uma segunda residência sem qualquer ajuda, é o quê? Quando é afastado compulsivamente do cônjuge e dos filhos, haverá maior forma de violência? Quando tem de deixar os familiares idosos a envelhecer solitários, sem ajudas, é o quê? Os vencimentos dos professores, licenciados, mestres e doutores, ganhando menos do que tantos profissionais com habilitações de baixo nível, ou ganhando um terço, ou menos, do que ganham licenciados de outras áreas, isto é o quê?
Se os professores desertaram não foi por causa dos bons tratos, mas pela desvalorização galopante a que foram submetidos, pela desvalorização da escola e da educação. E voltamos a uma nova etapa em que “para professor qualquer serve”. Vão ser contratados, como professores, milhares de candidatos que não o são, milhares de pessoas sem outro arrumo na vida que não seja exercer uma atividade para a qual não tiveram nenhuma formação.
E vem-me à memória um episódio vivido há 30 anos, em África, numa ação de formação de inspetores e diretores de escolas, alguns a lecionar uma classe. Um deles levantou-se e disse: “Professor, eu odeio os alunos. Quando entro na sala e vejo aqueles olhos todos em cima de mim, à espera, e eu sem saber o que fazer, a minha cabeça só tem ódio para lhes dar”. Estávamos no período que se seguiu à libertação e independência, com a deserção de milhares de professores europeus que se viram forçados a partir, e com as empresas a recrutar todos os que sabiam ler e escrever, deixando as escolas à deriva. Nas devidas proporções, enfrentamos um problema da mesma natureza.
Para entrar na carreira docente, eu fiz uma licenciatura de 5 anos, com apresentação e defesa de dissertação, um curso de Ciências Pedagógicas com 5 unidades curriculares, um estágio em Liceu Normal, 4 estágios de verão em universidades francesas, no total mais de 500 horas de formação especializada, e outras tantas horas em dezenas de retiros semanais de formação com especialistas internacionais em Portugal. Sim, foi o período das vacas gordas com financiamento estrangeiro, como sempre. Não, a formação desse tempo não é a mesma que requerem os professores e alunos de hoje. Eu só queria que hoje se olhasse para a educação com o mesmo empenho e investimento que teve e deixou de ter. E mais: nunca tive de pagar matrículas ou propinas para a formação especializada, nem mesmo o doutoramento. Só queria que os meus colegas de hoje tivessem as mesmas oportunidades e os alunos de hoje os mesmos benefícios. Nenhuma terra produz se não se lhe lançar a semente.
O ambiente natural para a socialização, educação e aprendizagem dos alunos é a escola. Em comunidades educativas e ambientes de aprendizagem. Este é, por agora, o meio natural das relações humanas. E é também o meio natural para a formação e aprendizagem dos professores. A formação em contexto de trabalho, em comunidades de aprendizagem, com assistência às práticas dos professores na sua relação com os alunos, e a análise, reflexão e partilha de saberes em torno das práticas observadas, este é por enquanto o melhor caminho que conhecemos.
A verdade é que este modelo vai sendo sistematicamente substituído pela formação online, com estágios profissionais exclusivamente online, por vezes com leituras obrigatórias de há 30 anos atrás. Acompanhei recentemente o estágio de um parente próximo numa conceituada universidade estatal, todo online, todo a cheirar a mofo, com estratégias de aprendizagem e avaliação vexatórias. Dá vontade de procurar emprego em todo o lado, menos numa escola.
Eu sei, generalizar é sempre um risco e uma injustiça para quem ainda sabe trabalhar a formação em moldes adequados ao tempo, à ciência e às tecnologias de que hoje dispomos. Indispensáveis. Mas as políticas que vejo e observo parecem todas inclinadas para a queda desamparada no online, por incapacidade ou inexistência de docentes em regime presencial. Oxalá me engane e que os deuses não me oiçam.
[1] Novoa, Antonio, Le temps des professeurs. Analyse socio-historique de la profession enseignante au Portugal, XVIII-XX siècles. Lisbonne: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1987.
José Afonso Baptista

 

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Todas as licenciaturas vão permitir dar aulas

Todas as licenciaturas vão permitir dar aulas

O Governo vai permitir que licenciados sem componente pedagógica depois do processo de Bolonha, ou seja, desde 2006, possam também dar aulas. Até aqui, esta possibilidade de lecionar apenas com a chamada habilitação própria só existia para quem tivesse tirado o curso antes de 2006. 

O decreto-lei da execução orçamental deste ano (nº 53/2022), publicado na sexta-feira em ‘Diário da República’, revela que “no ano escolar de 2022/2023, a seleção de docentes com habilitação própria (.

 

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Voltaremos aos professores acabados de sair do Ensino Secundário?

 

Até aí nada de novo. Nos idos anos 80 e 90 do século passado já aconteceu.

A massificação do ensino levou a uma falta de professores tal que qualquer um com o 12.º ano podia dar aulas na sua área de “especialização” do secundário. Não era incomum encontrar um “professor” acabado de sair do Secundário ou do serviço militar obrigatório à frente de uma sala de aula.

Em 2018 escrevi sobre o que nos esperava, mas, é claro, poucos foram os que leram com atenção e muitos os que não se acreditaram que estávamos à beira do abismo.

Na última sexta-feira, o ministro da educação revelou os números da colocação em mobilidade interna e contratação inicial de professores para o próximo ano letivo. Referiu que as escolas tinham colocados quase todos os professores necessários para o arranque, mas tal não se verifica.

O Ministério da Educação parte do princípio que todos os professores, do quadro, colocados cumprem os critérios de componente letiva máxima, 25 horas para os da Educação Pré-escolar e 1.º ciclo, e 22 horas para os do 2.º, 3.º ciclo e secundário, mas tal não acontece devido à redução da componente letiva que advém da idade. Esta situação, só por si, desmente os números apresentados em conferência de imprensa. O ministro também só referiu que os ” 97,7% dos horários pedidos pelas escolas tinham professores atribuídos” não referiu que as escolas tinham essa percentagem de alunos com professor a todas as disciplinas.

As escolas, só dia 18 de agosto, ou no dia 1 de setembro vão ter a noção exata de quantos professores mais necessitarão. O envelhecimento docente leva a cálculos desfasados da realidade, porque a plataforma de concursos tem essa grande falha e não interessa resolve-la ou o bonito das conferências não seria tão bonito.

O cerne da questão é que faltam muitos professores e a situação irá continuar a piorar nos próximos anos. Já em 2018 escrevi que, “ Ser professor já não é uma profissão atraente e quem ainda envereda por ela, cedo ou tarde, verifica que este país não é para professores.” e continua a não ser.

Por essa razão foi anunciada uma revisão das habilitações para a docência. Essa revisão trará de volta às escolas “professores” sem componente pedagógica no currículo das suas licenciaturas ou mestrados que, depois, poderá ser, ou não, realizada através da profissionalização em serviço.

Mas que é o engenheiro informático que quer ser professor? Com a falta de profissionais na área e com os ordenados que as empresas estão a oferecer, quanto irão enveredar pelo ensino? Não será pelos faustos vencimentos e pela valorização profissional, de certeza. E na área da Geografia? Quantos se têm formado? Para professor de Inglês haverá muitos professores acabados de completar uns módulos numa das muitas escolas particulares da língua. Matemática será mais complicado, terão mesmo que convencer os engenheiros de uma dessas engenharias vetadas ao desemprego ou gestores e administradores de empresas que não existem.

O que é necessário para que isto não aconteça? Todos o sabemos, mas não h+a vontade de o fazer. O certo é que estas soluções avulsas sairão muito mais caras ao país e às futuras gerações do que valoriza, hoje a profissão de professor.  

Acabo com o mesmo parágrafo de 2018, “restar-nos-á o exemplo do que está a acontecer em alguns municípios do Reino Unido, com professores de Educação Física, formados em Portugal, a lecionar Matemática e Ciências, por na sua formação base terem uma ou duas cadeiras sobre essas matérias. Serão estes os professores do futuro?” Serão com certeza.

 

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Contratação de escola em 2022-2023,

 

Artigo 161.º

Habilitação própria para a docência no procedimento de contratação de escola

No ano escolar de 2022-2023, a seleção de docentes com habilitação própria, para efeitos do n.º 11 do artigo 39.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual, aplica-se, ainda, aos cursos pós-Bolonha, sendo os requisitos mínimos de formação científica, adequada às áreas disciplinares dos diferentes grupos de recrutamento, para a seleção de docentes em procedimentos de contratação de escola, aprovados por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.

 

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Lista Ordenada de Graduação para Contratação a Termo – Açores

 

 

Lista ordenada de graduação

 

 

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Lista de Afetação de docentes dos quadros de zona pedagógica – Madeira

 

Listas do concurso:

– Lista de colocação – 2022/08/12

– Lista ordenada definitiva de candidatos admitidos – 2022/08/12

 

 

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Vem aí uma Grande alteração ao despacho para habilitações para a docência

As aulas estão a ser alteradas para permitir alargar o leque de potenciais candidatos aptos a ensinar, anunciou esta sexta-feira o ministro da Educação. “Estamos a ultimar uma alteração ao despacho para habilitações para a docência que vai permitir alterar e alargar o leque de candidatos para a docência”, anunciou João Costa, durante uma conferência de imprensa destinada a fazer um balanço das listas de colocação dos professores, entretanto divulgadas.

As alterações ao diploma estão a ser preparadas e serão “publicadas brevemente”, faltando apenas realizar “algumas consultas”, disse. De acordo com o ministro, em vez de se associar a habilitação própria para a docência às listas de licenciaturas “olha-se para o percurso formativo dos candidatos”, tendo em conta as disciplinas realizadas no ensino superior em determinadas áreas.

João Costa deu como exemplo a Informática, que este ano é a disciplina com mais falta de professores: “Há muitas formações de Engenharia Informática em que os jovens estudantes obtêm uma componente científica bastante robusta na área das Ciências da Computação, na área da Informática, e desligando-nos apenas da Engenharia Informática conseguimos alargar o leque que podem ser contratados para essas disciplina”.

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Ministro da Educação sobre a divulgação da lista de colocação de professores

O Ministro da Educação, João Costa, anunciou que «vão ser hoje publicadas as listas de colocação dos professores em mobilidade interna e em contratação inicial, numa conferência de imprensa em Lisboa.
João Costa sublinhou que «mais uma vez, na sequência do que tem sido feito nos últimos anos, o Ministério da Educação coloca os professores mais cedo do que era habitual», lembrando que «antes os professores eram colocados nas escolas quase na véspera de terem de se apresentar nelas e iniciar o seu trabalho».
O Ministro disse também que «o nosso esforço é para dar mais tempo aos professores para organizarem a sua vida, para saberem onde vão lecionar», acrescentando que «hoje é um dia em que cumprimos a nossa missão de atribuir professores aos horários disponíveis e de colocar os professores mais cedo, como tem sido o compromisso do Governo».
Atribuídos 97,7% dos horários 
João Costa disse que, nesta fase, «foram pedidos 13 101 horários, e destes, 97,7% têm professor atribuído. Estas colocações correspondem a 7099 professores em contratação inicial – novos professores – e a 5692 professores colocados na mobilidade interna», isto é, professores que já pertenciam aos quadros mais mudam de escola.
«Este é um ano que se vincularam aos quadros do Ministério da Educação 3259 professores, mais do que fora conseguido nos dois anos anteriores», disse, acrescentando que «com os vários processos de vinculação, incluindo extraordinários, desde 2015, conseguimos que entrassem nos quados do Ministério da Educação 14 259 professores que eram contratados e hoje têm vínculo» laboral estável.
O Ministro referiu também uma alteração legislativa feita este ano (decreto-lei 48/2022) que «permite que professores contratados que estavam colocados nas escolas com horários incompletos possam ter os seus horários renovados, desde que haja a concordância do próprio e da escola».
A aplicação deste decreto-lei «permitiu colocar 1104 professores, com a vantagem de serem horários que não entram nos concursos, evitando que cheguemos ao início do ano letivo com professores por colocar», porque havia mais dificuldade em encontrar professores para os preencher, e «garantindo estabilidade e continuidade a estes professores e nas equipas educativas».
Disciplinas de informática
João Costa afirmou que «dos horários completos de 22 horas que ficam por preencher, 80% são do mesmo grupo de recrutamento, o de informática, estando a maior parte concentrados nos Quadros de Zonas Pedagógicas de Lisboa e do Oeste».
«Para esta dificuldade, e para outras que surjam ao longo do ano, permitiremos que, na ausência de professores disponíveis, se possa recorrer à contratação de escola, sem passar pelas três reservas de recrutamento que ainda vão acontecer até ao início do ano letivo».
O Ministro disse igualmente que está a ser ultimada «uma alteração do despacho de habilitações para a docência que vai alargar o leque de candidatos disponível para a docência», nomeadamente nas áreas onde há escassez.
Mais professores nos quadros
João Costa referiu que há ainda «professores para colocar, não só nas três reservas de recrutamento, mas também ao longo do ano letivo, para substituições que venham a ser necessárias. Temos 25 858 professores que preenchem estas reservas de recrutamento e, destes, 871 são professores do quadro sem componente letiva atribuída nesta fase».
«O resultado global é um quadro com menos professores contratados, mais professores em Quadros de Zona Pedagógica e uma folga, ainda confortável, para substituições e novos horários que possam surgir desde agora ao arranque do ano letivo e ao longo do ano», disse, acrescentando que «vamos acompanhar e prestar contas regularmente sobre a capacidade de preencher os horários que vão surgindo».

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Os “preocupantes” níveis de rotatividade de professores

A rotatividade de professores “é elevada” e “preocupante” em Portugal, segundo um estudo nacional que revela que é nas escolas socioeconómicas mais desfavorecidas que os docentes menos querem estar.

Rotatividade de professores “é elevada” e “preocupante” em Portugal

“A média da rotatividade é elevada”, disse à Lusa Pedro Freitas, um dos investigadores da equipa do Centro de Economia da Educação da Nova School of Business and Economics (Nova SBE), que analisou a situação dos educadores de infância e professores desde o 1.º ao 12.º ano ao longo de uma década.

Entre 2008/09 e 2017/18, a média da rotatividade de todos os agrupamentos variou entre os 17% e 36%, segundo o estudo “Rotatividade dos Docentes nas Escolas Públicas Portuguesas”.

Nestas médias encontram-se casos como o registado em 2009/2010: em setembro de 2009, um em cada 10 agrupamentos começou o ano letivo com mais de metade dos professores a entrarem na escola pela primeira vez.

No ano letivo de 2017/2018, “mais de 90% das escolas teve uma rotatividade superior a 20%, ou seja, mais de um em cada cinco professores mudou de um ano para o outro”, acrescentou Pedro Freitas em declarações à Lusa.

A grande maioria destes novos docentes é contratada, mas também há muitos professores dos quadros que aproveitam os concursos internos de contratação, que se realizam de quatro em quatro anos, para mudar de escola.

As escolas onde é mais difícil atrair e manter os docentes

Nos estabelecimentos de ensino de meios socioeconómicos mais desfavorecidos há mais professores a quererem mudar de escola, segundo o estudo.

Os investigadores perceberam que a rotatividade é mais elevada nas escolas onde há mais beneficiários de Apoio Social Escolar (ASE), onde os alunos têm notas mais baixas e os pais têm menos escolaridade. Nestas escolas, é mais difícil atrair e manter os docentes.

Nas escolas com mais alunos carenciados e com direito ASE a rotatividade de professores é de 35%. Já nas escolas com alunos menos carenciados a percentagem desce para 27%.

Esta diferença também se nota quando se compara a escolaridade dos pais dos alunos: nas escolas onde as mães têm pelo menos o ensino obrigatório a rotatividade é de 27%, enquanto nos agrupamentos com pais com menos escolaridade a percentagem sobe para 37%.

As notas dos alunos também influenciam

Também há mais professores a tentar sair das escolas onde os alunos têm piores notas, segundo uma outra comparação entre os agrupamentos com os melhores e piores resultados médios nos exames nacionais do 4.º ao 12.º ano.

Nos agrupamentos com melhores notas, a média da rotatividade é cerca de três pontos percentuais abaixo da rotatividade dos agrupamentos com piores resultados: Entre os estudantes do 4.º ano, por exemplo, a rotatividade foi de 23% nas escolas com melhores notas e 27% nas escolas com piores médias.

Os “preocupantes” níveis de rotatividade

No estudo, os investigadores alertam para os “preocupantes” níveis de rotatividade, uma vez que “têm impacto negativo junto de alunos que já estão em contextos mais difíceis”.

Esta relação entre a rotatividade e o sucesso académico baseia-se em estudos internacionais que analisaram outros sistemas de ensino, como o norte-americano ou o do Reino Unido, explicou Pedro Freitas.

A permanência de um professor numa escola significa que conhece aquela realidade e está habituado ao contexto, ao contrário de chegada de um novo docente que “tem de se habituar e adaptar porque é tudo novo”, disse.

Por isso, sublinhou Pedro Freitas, era importante implementar medidas que atraíssem os professores, assim como deveriam ser alteradas as atuais políticas de recrutamento por forma a aumentar a estabilidade do corpo docente nas escolas públicas portuguesas.

O que pode atrair maior número de professores?

O especialista lembrou que, atualmente, não existem quaisquer incentivos ou diferenças entre professores que estão numa escola mais ou menos favorecida: “Estar numa escola mais ou menos desfavorecida, do ponto de vista da carreira e contratual é exatamente a mesma coisa”.

Pedro Freitas lembrou o caso do Reino Unido, onde foram implementadas politicas para atrair professores para as escolas de contextos mais desfavorecidos, sendo que as mais eficazes foram as pecuniárias.

Aumentos salariais, alteração dos horários de trabalho e estabilidade contratual foram alguns dos incentivos que, em alguns contextos, “conseguiram atrair maior número de professores”, disse, recordando um outro estudo feito também este ano pela equipa da NovaSBE.

A equipa de investigadores vai agora avançar para um novo estudo para tentar perceber de que forma a rotatividade dos professores afeta o sucesso académico dos alunos, revelou Paulo Freitas.

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A plataforma SIGRHE já está preparada para a saída das listas

 

 

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Como vão ser as juntas médicas dos professores?

Verifique aqui

 

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7500 juntas médicas para “provocar os professores” e os sindicatos

O Ministério da Educação (ME) quer que sejam verificadas situações de professores em baixa médica que “suscitam dúvidas” assim como casos de docentes em mobilidade por doença e por isso decidiu lançar o procedimento para adquirir o serviço de 7500 juntas médicas.

No entanto, para o vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), João Proença, o anúncio da medida tem como único objetivo “provocar os professores” e os sindicatos.

“Acho que é uma tarefa totalmente impossível, que provoca os professores com esta situação, porque põe em causa a sua honorabilidade, mas depois não arranjam ninguém para fazer isto”, disse à Lusa João Proença, que é também presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul.

Criar 7500 juntas médicas para analisar casos de docentes é “tarefa impossível”

 

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Quem não deve, não teme

As 7500 juntas médicas anunciadas pelo Ministério da Educação (ME) para verificar a situação dos professores em mobilidade por doença podem dar origem a processos criminais aos docentes, em caso de falsas declarações. 

A legislação que regula este regime (decreto-lei nº 41/2022 de 17 de julho) estipula que “a não comprovação das declarações prestadas pelos docentes determina a revogação da mobilidade por motivo de doença, bem como a instauração de procedimento disciplinar e a comunicação ao Ministério Público para efeitos de eventual responsabilidade criminal a que haja lugar”.

Professores arriscam processos criminais em casos de mobilidade por doença

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As 7.500 juntas médicas também servirão para verificar baixas médicas que “suscitam dúvidas

 

O Ministério da Educação quer que sejam realizadas juntas médicas para verificar situações de professores em baixa médica que “suscitam dúvidas”, além dos casos já anunciados de docentes em mobilidade por doença.

Se pedirem dados às escolas de indivíduos que apresentam baixa no dia seguinte a se apresentarem ao serviço a “mando” das juntas médicas, são capazes de apanhar alguns…

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A ser verdade, serão aposentados mais de 2000 professores em 2022

 

Desde o início do ano já se aposentaram 1673 professores e até dezembro devem sair mais de dois mil.

Há cada vez mais professores e educadores de infância reformados. Em setembro, regista-se um novo recorde, com 257 docentes nas listagens da Caixa Geral de Aposentações. É o valor mensal mais alto desde o início do ano. O total de professores aposentados nos primeiros nove meses atinge assim os 1673.

 

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Escolas vão começar o ano lectivo sem medidas anticovid

 

Directores de escola esperam que “este seja um ano de regresso à normalidade das escolas antes da pandemia, um ano lectivo sem quaisquer medidas” obrigatórias de combate à transmissão de covid-19. Governo põe o foco na responsabilidade individual para garantir saúde pública.

Escolas vão começar o ano lectivo sem medidas anticovid

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As juntas médicas – Luís S Braga

Já sei a barragem de críticas que vou sofrer de professores que comentam por aqui. Quando, desde há anos atrás, dizia que uma simples observação estatística levava a pensar que podia haver fraudes na MPD (o número de aderentes dobrou em 5/6 anos….) levava em coro com a resposta: “Não basta lançar suspeitas generalizadas, fiscalize-se….”.

Ora aí está a fiscalização.

E qual é o problema?
Se se detectarem fraudes, é bom acabar com elas. Se não se detetarem (a redução beneficiários até faz admitir muito menos fraudes), também é bom.
Provará que a ética domina entre os requerentes e o sistema realmente controla, na fase de execução, a qualidade dos pedidos de MPD.
Podemos duvidar da eficácia das juntas médicas ou até pensar que num país em que faltam médicor é mau ocupa-los com isto….

Mas, sinceramente acho até que devíamos, como grupo profissional com valores e atitude ética, elogiar a medida de fazer esse controlo.

 

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Pouco mais de 500 voltam às escolas

 

Dos 2100 docentes em mobilidade estatuária, só  547 vão regressar às escolas no próximo ano letivo.

Não devem chegar para as encomendas e vão deixar muitas instituições desfalcaras de profissionais, até CFAE’s…

 

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