Rui Cardoso

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Plano de regresso às aulas presenciais em Manaus Brasil

O regresso ocorre após a capital deste estado do Brasil sofrer, entre os meses de abril e maio, com colapsos no sistema de saúde e no sistema funerário por conta da pandemia. Desde junho, o estado tem apresentado queda nos números da Covid-19 e flexibilizando a quarentena, com reabertura do comércio e espaços de lazer.

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Reabertura das escolas na Tailândia = Alunos enjaulados?…

Nem comento que é para não… Prefiro, de longe, os helicópteros…

Remarkable images show children at a Thai nursery playing together while in their own social distanced pods.

The Wat Khlong Toey School in Bangkok, Thailand, reopened its doors to its 250 students at the beginning of July after the relaxation of Covid-19 lockdown measures.

Social distanced screens are in classrooms and lunch areas to protect the kids who wear face masks.

The kindergarten has also installed sinks, soap dispensers and hand sanitiser outside of each classroom.

 

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Venha buscar o seu filho à escola, ele está com febre

 

 

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Os 20’s e 19’s nos exames

Exames nacionais. Notas 20 subiram mais de 26% e de 19 quase 50%

Subida de 26,46% no número de classificações máximas e quase de 50% nos dezanoves, diz o Público. Houve menos provas realizadas e muitas opcionais

As notas de excelência nos exames nacionais realizados este ano letivo quase duplicaram. A conclusão é do Público desta quarta-feira, que cita dados recentes do Júri Nacional de Exames: 3.477 alunos alcançaram nota 20, enquanto que 12.073 tiveram 19 valores – é um aumento em relação aos 2.557 e 5.929 casos registados no ano passado.

No total, nesta época de exames foram feitas 227.962 provas, menos 93.871 do que em 2019. A diminuição é explicada pelas medidas do Governo para reduzir o número de alunos nas escolas e assim reduzir o risco de contágio por covid-19, levando a que várias provas deixassem de ser obrigatórias.

Filipe Oliveira, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, disse ao Público que “era fácil ter 19 ou 20 valores neste exame”, e que “a questão é saber se serão os alunos mais bem preparados que irão entrar nos cursos mais competitivos.” Em causa, eventuais injustiças entre alunos devido ao facto de muitas perguntas terem sido opcionais.

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Na Alemanha a reabertura das escolas não está correr muito bem

 

Alguns estabelecimentos de ensino encerraram durante dias. Outras suspenderam as aulas em alguns anos, ou impuseram quarentenas.

Reabertura de escolas na Alemanha marcada por vários casos de infecção

O ano escolar alemão está a recomeçar de modo faseado, como acontece todos os anos, mas, ao contrário do que é habitual, os estados federados que reabrem mais tarde estão a olhar com atenção para os que começam as aulas mais cedo — e para vários casos de escolas que tiveram de encerrar pouco depois de recomeçar.

O reinício das aulas acontece após um intenso debate sobre as regras a seguir por causa da pandemia da covid-19 e quando as autoridades de saúde estão preocupadas com o aumento do número de casos diários de infecção, com vários dias a exceder os mil novos casos diários (esta terça-feira o número foi de 966).

Na semana passada, Hamburgo e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, ambos no Norte, foram os primeiros a recomeçar as aulas, que foram logo suspensas ao quarto dia num liceu na cidade de Ludwigslust, depois de uma professora ter tido um teste positivo — embora a professora não tivesse chegado a dar aulas, houve mais dois casos de professores infectados. Todos os alunos e funcionários estavam, entretanto, a ser testados. Em Rostock, depois de um aluno de uma escola básica ter tido um teste positivo, 67 colegas e professores foram postos em quarentena.

No estado de Schleswig-Holstein, que recomeçou esta segunda-feira as aulas, uma escola básica encerrou depois de uma professora ter recebido um teste positivo, mas reabria esta quarta-feira para todos os anos com a excepção de um. Uma segunda escola registou um caso ligado a esta, da irmã de um aluno infectado, e dois anos tiveram aulas suspensas.

Em Hamburgo foram detectadas esta semana infecções num liceu e numa escola básica, e ainda um potencial caso num segundo liceu, levando à suspensão das aulas para alguns anos.

 

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Estudo mundial sobre “Juventude e covid-19” impacto na Educação

 

“A pandemia está a causar vários choques nos jovens. Não só está a destruir os seus empregos e as suas perspetivas de emprego, mas também está a perturbar a educação e formação, e a ter um sério impacto no seu bem-estar mental. Não podemos deixar que isto aconteça”, referiu o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.”

De acordo com este estudo “Youth and COVID-19: impacts on jobs, education, rights and mental well-being”, 65% dos jovens afirma ter aprendido menos desde o início da pandemia devido à transição da sala de aula para as aulas online durante o confinamento. Apesar dos esforços para continuar a estudar, metade destes jovens acredita que os seus estudos irão ficar atrasados e 9% pensa que podem vir a reprovar, como consequência destas dificuldades.

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Escócia reabre escolas e 700 mil alunos voltam com sentimento de comemoração

“Há um sentimento de comemoração”. 700 mil alunos escoceses voltaram às aulas num ambiente pouco comum

Bem a norte da Europa, a Escócia abriu esta terça-feira a maioria das suas escolas e cerca de 700 mil crianças escocesas voltaram a um espaço onde já não iam há melo menos meio ano. Ministros e líderes de conselho escoceses decidiram reabrir as 2.500 escolas do país por fases. Em algumas áreas, os mais novos voltarão primeiro. Em outras, as escolas usarão o alfabeto para separar as crianças pelo sobrenome, com metade dos alunos a irem à escola num dia e a outra metade no outro, alternadamente. Algumas escolas alteraram o início das aulas, mas a 18 de agosto todas as escolas da Escócia estarão de volta em tempo integral.

Os sindicatos dos professores e grupos de pais são unânimes em considerar que o retorno à escola em tempo integral após cinco meses de isolamento é essencial para a educação, o bem-estar e a saúde mental das crianças.

Há temores de que o vírus se possa espalhar se as regras de distanciamento físico não forem seguidas e se os planos para testes de vigilância não forem suficientes. Principalmente, o que está em causa é perceber-se se a decisão do governo escocês de abandonar os seus planos iniciais de usar aprendizagem combinada (uma mistura de ensino presencial e ensino online) a favor de um regresso completo à escola foi ou não correta.

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FNE diz ser injusto mudar regras do concurso de mobilidade interna

 

 

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Hipertensos e diabéticos voltam a ser considerados de risco

 

Artigo 25.º -A[…]1 — Os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde, devam ser considerados de risco, designadamente os hipertensos, os diabéticos, os doentes cardiovasculares, os portadores de doença respiratória crónica, os doentes oncológicos e os portadores de insuficiência renal, podem justificar a falta ao trabalho mediante declaração médica, desde que não possam desempenhar a sua atividade em regime de teletrabalho ou através de outras formas de prestação de atividade.

Lei n.º 31/2020 – Diário da República n.º 155/2020, Série I de 2020-08-11
Assembleia da República
Primeira alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 20/2020, de 1 de maio, que altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19

 

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Desabafo de uma professora sobre a desunião docente

 

Quase 50 anos de existência.
28 de serviço.
Felizmente pertencente a um QA.
E acabo de escrever a palavra Felizmente e sinto-me revoltada e com náuseas.
Mas que classe esta a minha…
Como posso eu escrever Felizmente, sabendo que tantos colegas meus, que trabalham tanto ou muito mais do que eu, alguns com mais idade e mais tempo de serviço, não pertencem a nada? Não têm vínculo nenhum?
Sendo filha de pais Professores, em miúda  ficava a pensar porque diziam eles “que a classe dos Professores era muito desunida”.
Pois… agora entendo.
Para alguns colegas, que já pertencem a um QA, o virar costas e encolher de ombros é a forma mais fácil e cómoda de lidar com tudo o que se passa.
A única preocupação é ir vendendo umas aulitas, assim, sem grandes preparações e preocupações, fazer as ações exigidas e ir passando de escalão.
O resto? Têm mais que fazer. O deles já está garantido.
Os outros que se desenrasquem.
Manifestações? Greves? Assinar petições?
Para quê? O que é que eu ganho com isso?
Pois… assim fica difícil conseguir seja o que for.
Afinal somos todos Professores ou não? Estamos no mesmo barco, ou não?
Não trabalhamos todos para o mesmo?
O que muda são as condições em que o fazemos.
Porque é que os Professores que não são QA não podem ter certos direitos iguais?
Trabalham igual, ou mais. Estão longe de casa. Da família.  Recebem menos porque muitas das vezes nem o horário completo têm. Não lhes é permitido faltar, porque são dias a menos no tempo de serviço. Pagam casa, quatro, luz, água, gás, alimentação, deslocações. São avaliados todos os anos.  E todos os anos vivem a angústia da(s) incerteza(s).
E resistem… ano após ano.
Isto é justo?
Para quem?
Justo para mim era fazer-se e avaliar-se a qualidade e profissionalismo dos Professores.
Trabalhas bem? Tens empatia com os teus alunos? Os teus alunos gostam das tuas aulas e de aprender nelas?
Ótimo. És Professor.
Andas apenas a passear a pasta, com ar de enfado, como que por obrigação, vendes aulas e de má vontade, refilas por tudo e por nada e fazes cara feia quando sai mais uma ordem de serviço? Viras a cara quando a luta é dos outros, quando afinal os outros também és tu?
Lamento. Estás no lugar errado. Procura outra atividade.
Voltando ao início e para terminar, não posso dizer Felizmente, sem sentir um nó no estômago e um aperto no peito.
Porque como sou teimosa e ainda acredito no Pai Natal, assino petições e sou pela causa de todos.
Não sou só por mim.
Maria José Marques

 

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Inquérito aos Professores de QZP

Há colegas que já estão a preparar a luta em relação aos últimos desenvolvimentos sobre os concursos docentes. Pedem que os professores QZP preencham este inquérito para reunirem dados.

Clicar na imagem

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Claro que o custo dos transportes escolares vai aumentar…

… Mas antes nos transportes do que nos negócios ruinosos dos bancos…

 

Levar alunos à escola custa oito vezes mais fora de Lisboa e Porto

As câmaras da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Tâmega gastam oito vezes mais do que os municípios de Lisboa e Porto para garantir que as suas crianças residentes consigam ir à escola: 180 euros contra 20 euros, em média. As contas são feitas pelo Jornal de Notícias esta terça-feira, que alerta que os municípios do norte do país gastam bem mais do que os do sul em transporte escolar.

No novo ano letivo este fosso poderá piorar, se as rotas tiveram de ser mais frequentes e extensas.

Segundo dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), em 2017 e 2018, os municípios de todo o país gastaram um total de 183 milhões de euros para levar alunos à escola. Desta quantia, 69,1% destinou-se aos passes de transporte e circuitos especiais.

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Norma ECDC para rastreamento e testes COVID 19 nas escolas

′′ Todos os alunos e funcionários que mostram sintomas compatíveis com o COVID-19 devem ser testados para a SARS-CoV-2 de acordo com a estratégia de teste do ECDC [6] e a atual orientação de teste laboratorial [9]. O Os sintomas incluem infeção aguda do trato respiratório (início súbita de pelo menos um dos seguintes aspetos: tosse, febre, falta de ar) ou início súbita de anosmia, idade ou disgeusia. O rastreio de contacto deve ser iniciado rapidamente após a identificação de um caso confirmado e deve incluir contactos na escola (estudantes, professores e outros funcionários), famílias e outras configurações, conforme relevante, de acordo com o ECDC ou orientação nacional [10]. Assintomático Pessoas identificadas como exposição de alto risco (próximos) contactos de casos (quadro 1) durante o rastreio de contacto podem ser consideradas para testes SARS-CoV-2 Isto permite um isolamento imediato de novos potenciais casos e rastreamento de contacto precoce dos contactos destes novos casos. Se a capacidade de teste for limitada, os seguintes grupos devem ser priorizados para testes:: estudantes sintomáticos e funcionários que corram alto risco de desenvolver doenças graves devido à idade ou condições pré-existentes (por exemplo, como doença pulmonar, cancro, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, doença renal, doença hepática, hipertensão, diabetes e condições imunocomprometizantes) [9];]; Estudantes sintomáticos e funcionários em contacto regular com pessoas que correm alto risco de desenvolver doenças graves devido à idade, viver em instalações de cuidados de longo prazo ou ter as condições preexistentes acima mencionadas.”

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Nas escolas, tremer-se-á de frio este outono/inverno

 

O novo ano letivo está à porta e as preocupações dos pais quando se vive uma pandemia aumentam. Mas não é só o distanciamento e o uso de máscaras que pode ajudar a travar a propagação da covid-19. Há outras questões, como a ventilação e a qualidade do ar dentro da sala, que são importantes, refere Manuel Gameiro da Silva, professor catedrático da Universidade de Coimbra e especialista em qualidade ambiental nos edifícios.

“Se tiver boa qualidade do ar estou a diluir o vírus na sala de aula”

Como se pode manter a qualidade do ar dentro da sala de aula e diminuir o risco de contrair covid-19? Um especialista alemão defendeu aulas mais curtas para se poder renovar o ar…
É difícil atirar com uma regra geral quando temos realidades tão diversas com estabelecimentos de ensino com idades tão diferentes, uns com 200/300 anos, uns extremamente recentes, projetados, construídos e aprovados com legislações completamente díspares. Aquilo que podemos ter nesses edifícios é completamente diferente. Já cometemos o mesmo erro em relação aos transportes, tratámos tudo de forma igual quando não são de maneira nenhuma iguais. Temos de saber com o que estamos a lidar e isso significa fazer avaliações e isso faz-se usando métodos científicos, não é só por umas entidades dizerem que achavam que não estava bem. Isto não é uma coisa para se achar, é uma coisa para se analisar. O problema da gestão destes assuntos é que tem sido feita com muito pouca engenharia.

E como é que a engenharia pode entrar para ajudar a minimizar o risco?
Um dos pioneiros da qualidade do ar, um cientista alemão, dizia que o que importa é a dose. E a dose é o produto do tempo de exposição pela concentração média. Se eu tiver metade do tempo, posso ter a mesma dose, se a concentração for o dobro. Seja para contrair uma infeção seja para ficar intoxicado por um poluente químico, o que importa é a dose a que a pessoa está sujeita e, portanto, o que estava a fazer o professor de Berlim quando dizia que as aulas deviam ser de meia hora era tentar reduzir a dose. Mas, além de reduzir a dose, devemos reduzir a concentração.

E como?
A ventilar.

Como, quando a maior parte dos edifícios não têm sistemas para isso?
Pode fazer-se com alguma ventilação natural, mas também ainda há tempo de começar a pensar em instalar alguns sistemas de ventilação. Só consigo ventilar quando faço admissão de ar novo. O que estou a tentar fazer é diminuir a concentração do vírus num volume maior de ar. Imaginemos que tenho um bocadinho de vinho no fundo de um copo, se encher o copo todo de água aquele líquido vai diminuir.

O que é que tem mesmo de ser feito?
Não há uma solução única, tudo depende do que temos em cada tipo de edifício. Aliás, neste momento a pergunta mais importante, que não temos ainda respondida, é qual é o limiar de infecciosidade. Isto é, a que dose é que uma pessoa saudável tem de ser sujeita para ficar infetada? Porque será em função disso que devemos fazer o dimensionamento dos sistemas. Imaginemos que tenho uma sala de aula e nessa sala há uma pessoa infetada a libertar uma quantidade de vírus para o ambiente. As pessoas que lá estão ficarem ou não infetadas depende sempre de uma batalha entre os assaltantes que são o vírus e o sistema imunitário, que são os defensores…

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“A última coisa que queremos é fechar as escolas”

 

Quem o disse foi o Boris, mas podia ter sido o Costa, um qualquer outro “politico”, economista, gestor, advogado, funcionário de escritório, artista ou pensionista. Todos sabem que a nossa sociedade está contruída em cima de pilares que não o permitirão novamente.

A nossa organização como sociedade está de tal forma interligada que o encerramento de um sector afeta todos os outros. A educação, como base dessa mesma sociedade, nunca poderá “encerrar”, a instituição responsável pela mesma é indispensável para o funcionamento do todo de forma a que a sobrevivência desse seja garantida.

A experiência do último período do ano letivo que terminou, não se voltará a repetir. A não ser que a sociedade se venha a encontrar num ponto de tal maneira crítico, à beira do abismo, que a única solução seja enfrentar uma mudança drástica na forma como sobrevive.

Quem ainda pensa que o ano letivo passado foi o pior da sua vida, desengane-se. O pior ano letivo da sua vida ainda não teve início, iniciar-se-á em setembro. A adaptação que tem vido ser feita à forma de agir perante a pandemia enquanto as escolas estiveram e estão encerradas, será um bom preludio do que se vai viver no próximo ano letivo. A educação escolar não se desenvolverá num ambiente de “normalidade”, se a educação e o civismo de cada um, como indivíduo, não se harmonizar enquanto membro da sociedade.

As escolas estão-se a organizar dentro das suas muitas limitações, mas se a colaboração entre os membros da comunidade educativa persistir nas lacunas do passado recente, pode ser que escolas fechem e que a sociedade se veja obrigada à mudança que todos parecem não desejar.

As escolas não fecharão, se todos nós as quisermos abertas. Não sei se irá pelo caminho certo, só sei que não poderá ir pelo mesmo de até aqui.

 

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Recuperação do Tempo de Serviço (2 anos,9 meses,18 dias) 2.ª NOTA INFORMATIVA

 

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O Acórdão que não acorda os docentes

 

Este acórdão traz a inevitabilidade do futuro em qualquer luta docente, mas está tudo de férias com as costas ao Sol…

Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul – Processo: 2025/17.8BELSB

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Como as escolas reabrem pelo mundo a fora…

 

Mundo fora, com ou sem máscara, alunos já estão a voltar às aulas

Mais de 70 países já anunciaram os seus planos para a reabertura das escolas, depois de meses de encerramento e ensino à distância na medida do possível. E em todos eles o debate é o mesmo. É seguro? O que pode ser feito para minimizar os riscos? Há um conjunto de regras a aplicar e comportamentos a evitar que são neste momento consensuais e que se repetem de país para país. E há um princípio que todos querem seguir: o ensino deve voltar a ser presencial para todos e só perante a deterioração das condições sanitárias se deve passar a outros cenários que, como ficou demonstrado, prejudicam quem já tem mais dificuldades.

É com esta orientação que 150 mil estudantes da região de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, regressaram esta semana às aulas. São os primeiros na Europa a iniciar o ano letivo 2020/21, já sob as novas orientações. A região teve até agora poucos casos de covid e, para já, as regras permitem que os jovens não tenham de usar máscara nas aulas — apenas quando circulam nos corredores — nem cumprir um distanciamento físico mínimo. Mas estão separados por grupos, cada um com a sua área de recreio, cacifos e espaço de refeições, descreve o canal de notícias alemão DW.

Mas esquecem-se de mencionar isto:

Hundreds of students were sent home from school on Friday in Germany because of fresh coronavirus infections, mere days after they reopened.

The state of Mecklenburg-Western Pomerania became the first in Germany to reopen school full time when children returned to classes after the summer holiday at the beginning of this week. However, almost 1,000 students were sent home from a high school in Ludwigslust Friday morning after a teacher tested positive for COVID-19. Although the teacher had not yet given a class since the school students returned, all members of staff will now undergo testing.

Separately, an elementary school near Rostock also closed for two weeks beginning on Monday after one student tested positive. Because of the short notice in the closure, classes on Friday went ahead — but took place outside.

 

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Como é que se pode acreditar nos dados e preparar o ano letivo?

Depois vêm os receios mais do que justificados…

Homens grávidos e falhas na proteção de dados: As “incongruências” dos ficheiros Covid da DGS

 

 

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Não entendo a desunião nas causas dos docentes…

 

Há coisas que me deixam deveras dececionado. Os docentes são capazes de reclamar sobre as condições de trabalho, sobre as politicas e educação adotadas pelos governos, pela inércia das organizações, das soluções encontradas, da carreira, das cotas, dos concursos… Mas quando chega a hora de assinarem uma petição, não o fazem por preguiça de abrir um site, registar-se e apoiar um grupo de colegas, que tal como eles, estão a lutar por uma causa justa.

É assim que se vê a falta de solidariedade que os docentes têm uns com os outros. É com esta desunião e desinteresse que o governo conta para se manter no desmando e desgoverno de que tantos e tantos se queixam sentados nos seus sofás ou nas esplanadas a olhar para o smartphone.

Vamos contribuir para mais esta causa, vamos assinar a petição, vamos ser solidários com os colegas que se levantam e lutam pelo que acham justo.

https://participacao.parlamento.pt/initiatives/1440

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 CARTA DE UMA CRIANÇA

 

Ainda não percebi bem o que querem de mim…
Nasci porque a minha mamã queria ser Mãe e o meu papá queria ser Pai.
Mas não pensaram que eu queria ser filho deles a tempo inteiro.
E eles, afinal, não tinham tempo para mim.
Mas fizeram-me nascer na mesma.

Agora sou bebé, passo 8 ou 9 horas por dia na creche, até que a minha mãe (quase sempre) ou o meu pai, me venham buscar.
Chego a casa cansado, como, os meus pais cansados, olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e vou para cama.
Ando assim 5 ou 6 anos.

Depois entro na escola. Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, 6 ou 7 horas, até que a minha mãe (quase sempre) me venha buscar.
Em casa, faço os TPC’s, com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, que mal dá para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe.

Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem blá-blá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama. Ando assim mais 4 anos.
Entro na escola secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. Fico lá 6 ou 7 horas, até tocar para a saída. Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro) e vou para casa. Mas, alguns 3 ou 4 anos depois, já vou sozinho para casa.

Apanho os transportes públicos, cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro que eu, mostro o “passe” e chego a casa. Cansado! Beijo o meu pai, também cansado, beijo a minha mãe na cozinha, também cansada, e tento fazer os TPC’s. Por vezes adormeço. Muitas vezes não consigo fazê-los.

E então já sei que os professores vão escrever um “recado” ao meu pai. E depois vou ser castigado. Mesmo que esteja cansado! No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação. Eu não respondo, mas apetece-me!
Alguns dos meus colegas, respondem!
E os professores dizem que não são educadores.
Que os educadores devem ser os pais.

Só que os professores estão comigo 7 horas por dia, se não faltarem às aulas. Os meus pais estão comigo, talvez, 2 ou 3 horas por dia, o resto é para comer e dormir. Fico a pensar, quem é que me pode educar?

Acho que os adultos estão loucos!
Vou começar a fazer birra! Talvez me olhem de outra maneira…Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola.
Está lá a malta da turma. Eles até não se importam de “partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem”. Eles dizem que aquilo é um paraíso. Talvez experimente.

Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores. Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados e só estão comigo (acordados) 2 ou 3 horas.

Os adultos dizem que eu sou mal-educado mas não é verdade, eu não tenho educação nenhuma mesmo.
Porquê?
Porque os adultos não têm tempo!

 

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E que tal um certificado de segurança para as escolas…

Anda tudo muito calado. Os pais andam preocupados, mas não reivindicam, deixam falar quem não os representa. Os sindicatos fogem de um lado para o outro a tentar mostrar serviços, mas sem, realmente, fazer alguma coisa. O ME descalços a bota e os outros que façam.

Que tal lançar para o terreno equipas para verificar a implementação de regras. Não era boa ideia?

Menos cadeiras, assentos plastificados, cantinas em take away: como as escolas se estão a preparar para reabrir

Do sabão à disposição das mesas, vistorias passam escolas a pente fino para garantir segurança no regresso às aulas em setembro. Falta de espaço é uma das maiores dificuldades

A visita começa no átrio da escola, mas para trás já ficou um problema — só há um portão de acesso que pode ser utilizado pelos alunos, o que impede a criação de circuitos diferentes de entrada e saída. E logo ali à frente há outro constrangimento. “Só temos estas escadas para o acesso às salas 1 a 4”, vai descrevendo a diretora do Agrupamento de Escolas Luís de Camões, em Lisboa. “Vamos pôr umas marcas no chão e tentar que subam pela direita e desçam pela esquerda”, continua Rosa Ralo.

À sua frente dois técnicos de saúde ambiental do Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Central, elementos da Câmara e outro dos serviços municipais da Proteção Civil tiram notas, acrescentam perguntas, identificam pontos críticos e pensam soluções.

 

 

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Mais um que sabe muito sobre escolas, só por lá ter andado há muito tempo…

 

Não abrir as escolas mata mais gente do que o vírus (muito mais)

Anda tudo às voltas com o “mistério” da mortalidade excessiva de Julho. Não há mistério, há vergonha, há embaraço: o #ficaremcasa, alimentado sobretudo pelo fecho das escolas, tem muito mais sangue nas mãos do que o vírus.

O conhecimento epidemiológico registado em papers e relatórios pré e pós-covid é claro. Está lá, leiam: fechar escolas não é solução. Está escrito, é científico, tem décadas de consenso, tal como o consenso sobre o aquecimento global. Mas este dado foi engolido pelo medo e pela incapacidade dos governos para resistirem ao medo da “geração mais informada de sempre”. O conhecimento científico só interessa se confirmar medos e preconceitos da “geração mais bem preparada de sempre”.

 

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Concursos de docentes mudam em 2021

Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura… Lá vamos nós outra vez…

Concursos de mobilidade interna dos professores vão ter disponíveis apenas os horários completos a partir do próximo ano lectivo. No concurso deste ano, que já está em curso, não haverá mexidas.

Os concursos de mobilidade interna dos professores vão ter disponíveis apenas os horários completos a partir do ano lectivo 2021/22, antecipa o Ministério da Educação (ME) depois de uma decisão judicial que lhe terá dado razão na forma como foi organizado este procedimento no ano lectivo 2017/18. Na altura, centenas de professores foram colocados longe das suas áreas de residências, o que motivou protestos dos sindicatos e recursos aos tribunais. No concurso para o ano lectivo que começa em Setembro, que já está em curso, não haverá mexidas.

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Não sei se é o cientista ou o economista que fala…

 

Se o distanciamento físico for mantido e as medidas de higiene cumpridas, o ECDC acredita que não será necessário encerrar escolas, até porque transmissão nestes locais “tem sido incomum”. Apesar de o papel das crianças na transmissão continuar a ser incerto, a autoridade europeia deixa um alerta para as consequências que o encerramento das escolas pode ter para os mais jovens.

 

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A constatação dos horários previstos e exemplificados…

 

Covid-19 aumenta horário das escolas

Alunos de 11 anos podem ter só meio dia de aulas, obrigando pais a procurar soluções.

As escolas vão aumentar o horário de funcionamento a partir de setembro, abrindo mais cedo e fechando mais tarde, de modo a poder cumprir com as regras da Direção-Geral da Saúde relativas à Covid-19. Vários estabelecimentos já informaram a comunidade educativa do horário de funcionamento: há turmas que têm aulas apenas no período da manhã ou apenas no período da tarde.

O desfasamento de horários…

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Afetação (docentes dos quadros de zona pedagógica) Madeira

 

Afetação (docentes dos quadros de zona pedagógica):

– Lista ordenada definitiva de candidatos admitidos

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ME não sabe o que fazer? E novidades?

Para os professores, a resposta do SE aos diretores foi clara, baixa médica. Quanto aos alunos, se não sabem perguntem, eu explico-lhes…

 

Ministério ainda não tem um plano para professores e alunos de risco

Docentes e directores queixam-se de falta de orientações da tutela.

O Ministério da Educação (ME) ainda não tem preparado um plano para professores e alunos com doenças de risco para a covid-19, embora garanta que o vai apresentar a tempo do arranque do ano lectivo, em Setembro.

 

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Normas de funcionamento do desporto escolar para o ano letivo de 2020-2021

 

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Baixas cairam para metade durante o 3.” Período

Substituições de professores baixam para metade nos meses da pandemia

No ano lectivo passado, entre Abril e o encerramento das actividades escolares, mais de 2300 docentes de baixa médica tiveram de ser substituídos. Este ano, no mesmo período, foram “cerca de metade”, revela o ministério.

Nos meses em que a pandemia virou as escolas do avesso, mandando, pelo menos em parte desse período, professores e alunos para casa, com ensino à distância, o número de docentes que tiveram de ser substituídos, maioritariamente por doença, desceu para metade quando comparado com os mesmos meses do ano anterior, segundo dados do Ministério da Educação (ME) enviados ao PÚBLICO.

 

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Constituição de grupos e turmas e o período de funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino no âmbito da escolaridade obrigatória

Para que não restem dúvidas sobre a legislação em vigor.

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40% dos alunos do profissional “chumbam” na prova de acesso ao E. Superior

 

Novo exame chumba mais de 40% dos alunos do profissional que queriam concorrer ao superior

Há 1096 alunos em condições de concorrer ao superior. Quase 60% tiveram positiva nos exames regionais realizados pela primeira vez no mês passado. Colocações do concurso especial conhecidas no final de Setembro.

Quase 60% dos estudantes que fizeram os novos exames de ingresso no ensino superior, pensados para quem termina um curso profissional, tiveram nota positiva. Os politécnicos e universidades que abriram vagas no âmbito deste novo concurso especial de acesso destinado a estes diplomados exigem uma nota mínima de 9,5 valores para aceitarem as suas inscrições. São, por isso, cerca de 1100 os alunos em condições de entrar num curso superior no próximo ano lectivo por esta nova via

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Cartoon do Dia – Exames Covid – Paulo Serra

 

 

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“Para trás mija a burra!” por Santana Castilho

“Para trás mija a burra!”

1. O PSD propôs e o PS aproveitou: precisamente numa conjuntura em que tantas decisões e tão graves devem ser tomadas, o escrutínio do Parlamento sobre os actos do Governo foi deploravelmente amputado. E aparentemente insatisfeitos com o modo como contribuíram para o crescimento do populismo, PSD e PS aproveitaram esta machadada na democracia para enterrar ainda mais o cutelo: o número de assinaturas para validar uma petição cidadã passou de quatro mil para 10 mil. Ou seja, é mais fácil agora criar um novo partido (7500 assinaturas) que levar o Parlamento a discutir uma causa proposta por eleitores.
Que Parlamento vai ficando? O que representa o Povo ou, cada vez mais, o que os representa só a eles, convenientemente imprestável para os fiscalizar e para ser eco das preocupações dos cidadãos? Admiram-se, assim, que André Ventura cresça?
As máquinas partidárias do PSD e do PS fundiram-se na cultura rasca que nos toma por idiotas. Os leitores que me perdoem o plebeísmo, mas, alentejano de gema que sou, sei, desde tenra idade, que para trás só mija a burra.

2. Elogiar a dedicação dos professores para salvar o possível do ano escolar que passou é consolo débil para enfrentar a falta de condições que se adivinham no que ao próximo respeita. Aos baixos salários dos docentes e às suas penosas perspectivas de carreira, acrescem agora as dificuldades dos alunos que, impiedosamente, mais atingirão aqueles que, antes da covid-19, já viviam a pandemia da exclusão e do abandono. A este propósito, o ministro da propaganda educativa tem repetido o feito até à náusea: as escolas do continente irão ter mais 2500 professores com horário completo, para ajudar a recuperar o que se perdeu no ano anterior e para superar as ciclópicas dificuldades do que vai vir. Não fora ele um bom filiado na cultura política que nos toma por parvos e poderia dar a nova de outro modo: para o reforço anunciado, em média, a cada escola caberá meio professor; ou, se preferirem, a cada um destes docentes caberão 617 alunos.

3. O que se viveu desde Março não abriu os olhos aos que governam a Educação. Os ministeriais éditos anunciaram aos indígenas que estão a ser preparados “documentos de apoio para orientar e apoiar as escolas neste trabalho [de recuperação em cinco semanas do que se terá perdido nos seis meses de encerramento das escolas], no qual se explicitam os princípios para a identificação de aprendizagens que, quando não adquiridas, são impeditivas de progressão”. O criador das “bolhas” de alunos avançou agora com “balões” de escolas e “borbulhas” de professores. Como se umas e outros precisassem da orientação de quem ignora. Como se a diversidade de problemas (diferentes consoante os anos de escolaridade, muito diferentes no que respeita a contextos e a recursos de cada escola, abissais se tivermos em conta o aumento exponencial das desigualdades entre os alunos e as suas necessidades específicas) fosse agora solucionável, trocando um qualquer “Catecismo da Flexibilidade Curricular” por um qualquer “Guia Único da Retoma em Cinco Semanas”. Uma política de ensino assente em falácias, que menorizam o conhecimento e a independência profissional e intelectual dos professores, só pode dar nova vaga de mediocridade.

4. Um relatório do Tribunal de Contas (TC) veio dizer que os números usados oficialmente para caracterizar o abandono escolar em Portugal, os mesmos que por extensão figuram depois nas estatísticas da OCDE e da EU, não são fiáveis. O relatório é bem claro quando afirma que “não existem, no sistema educativo nacional, indicadores para medir o abandono. De facto, nem o indicador internacional, o do INE, que incide nos jovens dos 18 aos 24 anos e que resulta do Inquérito ao Emprego, nem a Taxa de Retenção e Desistência, calculada pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência e centrada no desempenho estático de um ano letivo, são adequados para medir o abandono.”
Para quem acompanha de perto a gestão política da educação nacional, não é novo o que o TC disse. Mas ganha relevância por ser dito pelo TC e no momento em que a pandemia agigantou os problemas de fundo do ensino, problemas para cuja solução se mostraram incapazes os dois últimos governos do PS. Quando não se quer ou se é incapaz de sentir e perceber a realidade, martelar as estatísticas ajuda.

In “Público” de 5.8.20

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Calendário Escolar 2020/21 RAM (Descubra as diferenças)

 

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Atividades de Enriquecimento Curricular – Ano Letivo 2020/2021

 

Encontra-se disponível, a partir do dia 4 de agosto de 2020, a aplicação para contratação de técnicos que assegurem o desenvolvimento de atividades de enriquecimento curricular.

 

SIGRHE – AECs

 

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Informações aos EE sobre o ano letivo 2020/21 começam a ser disponibilizadas

Informações Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro

De acordo com as contingências da situação pandémica em que nos encontramos, e tendo como princípio o menor número de pessoas no menor tempo na escola, informa-se que no ano letivo 2020/2021 os horários de funcionamento serão:

Pré-escolar – das 9:00 às 15:30

1.º ciclo – das 9:00 às 17:30

5.º, 7.º e 9.º anos – das 8:00 às 13:25

6.º e 8.º anos – das 13:35 às 19:00.

No 2.º e 3.º ciclos os alunos terão blocos de aulas de 100 minutos com um intervalo de 20 minutos no exterior e 5 minutos no interior.

Sendo o princípio o menor número de “cruzamentos” possível, apelamos aos encarregados de educação que os alunos sejam portadores do seu lanche da manhã/ tarde e informa-se que só será permitida a permanência dos alunos na escola de acordo com o turno a que pertencem. Mais se informa que, excecionalmente e devido ao contexto, os clubes de expressões artísticas encontram-se suspensos, aguardando-se orientações, da parte da tutela, para o funcionamento dos clubes de desporto escolar.

Informa-se que na educação pré-escolar e no 1.º ciclo, em caso de ausência do docente titular, os alunos não poderão permanecer nos estabelecimentos, uma vez que não se encontra assegurado o seu acompanhamento por um docente.

O agrupamento tem noção dos eventuais inconvenientes e constrangimentos causados pelos horários a implementar, no entanto, também sabemos que a comunidade escolar entende a importância de todos cumprirmos as regras, evitando assim situações que podem levar a contágios indesejados.

A escola estará, como sempre, presente e atenta para dar a todos a melhor resposta possível a toda a comunidade escolar sabendo de antemão que contaremos com a colaboração de todos.

 

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Carta de solicitação ao IAVE sobre provas de avaliação externa 2020/21

 

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Os efetos das regras da pandemia nos exames

 

Médias dos exames nacionais subiram até três valores

Só Português escapa a um aumento superior ao habitual das notas da 1.ª fase das provas nacionais. Regras especiais implementadas por causa da pandemia justificam os resultados.

As notas da 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário melhoraram em praticamente todas as matérias. As médias sobem até 3,3 valores em disciplinas como Biologia e Geologia, a prova que teve mais inscritos neste ano, ou Geografia A. Também Física e Química (mais 2,2 valores na média) e Matemática A (mais 1,8) têm resultados bastante superiores ao habitual nos anos anteriores. Apenas a Português a média tem uma variação mais próximo do que é habitual, subindo 0,2 valores

 

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Como vai ser o ano letivo em Espanha?

 

Esta semana se han dado a conocer las directrices que, con carácter excepcional, marcarán el comienzo del curso y el regreso a las aulas de los alumnos valencianos a partir del próximo 7 de septiembre. Para intentar garantizar la presencialidad de los alumnos “al cien por cien”, la Conselleria de Educación invertirá 207 millones de euros que se destinarán, entre otras cuestiones, a mejoras en los centros, adquisición de dispositivos con conexión a internet o la contratación de 4.374 nuevos docentes, lo que supone un incremento del 7% de la actual plantilla de maestros y profesores, tal y como apuntaba el secretario autonómico, Miguel Soler, y que cada uno de los 1.847 centros educativos valencianos cuente, al menos, con un docente más que el curso pasado. Todas estas medidas han sido consensuadas en el Fòrum Valencià Educatiu y se ha realizado una “radiografía” de cada colegio e instituto para poder atender sus necesidades de forma personalizada para garantizar la salud y seguridad de alumnos y docentes.

El próximo curso, en Infantil y Primaria y hasta cuarto se ha definido un modelo de grupos estables de convivencia de hasta 20 alumnos por aula para intentar asegurar la trazabilidad en caso de detectarse algún positivo. Para asegurar que esto sea posible, los centros deberán habilitar nuevos espacios utilizando equipamientos como pueden ser gimnasios, comedores, bibliotecas, laboratorios… En quinto y sexto, con carácter general, los grupos se configurarán siguiendo el modelo de distanciamiento social de un metro y medio.

En Secundaria, cuyas instrucciones se publicaban este jueves en el Diari Oficial de la Comunitat Valenciana, se aplicará el distanciamiento social de metro y medio y está previsto que los alumnos de primero, para facilitar la adaptación a la nueva etapa educativa, asistan todos los días a clase. Para el resto de cursos, si no existe suficiente espacio en el centro para que todo el alumnado mantenga ese metro y medio, los estudiantes acudirán al instituto en días alternos, priorizando la presenciabilidad al cien por cien en segundo de Bachillerato y cuarto de Secundaria al resto de cursos. Es decir, desde segundo se establecerán turnos para prevenir contagios, aunque la formación se plantea “presencial para todo el alumnado” y, por tanto, se intentará garantizarla al máximo. También será cien por cien presencial en Formación Profesional Básica, PAC, PMAR y PR4.

Esta misma semana, la Conselleria de Sanidad Universal y Salud Pública comunicaba el protocolo de protección ante la COVID-19 a los centros educativos, que incluye medidas tanto para el entorno del centro -clases, comedor, extraescolares…- como para las actividades relacionadas con el transporte escolar o el acceso a los edificios.

No obstante, desde el departamento de Educación también se contemplan otros escenarios. En el caso de que se detectara positivos que obligaran al confinamiento de “una aula, un centro o un municipio”, desde la Conselleria tienen elaborada una hoja de ruta -con las correspondientes herramientas digitales a disposición de alumnado y profesorado- para que las clases puedan proseguir de forma telemática manteniendo los mismos horarios instaurados en el comienzo del curso.

Buena acogida de la comunidad educativa

Las decisiones adoptadas por la Conselleria de Educación han sido bien acogidas por la comunidad educativa, que reconoce que se han negociado “intensamente”. Como asegura Marc Candela, de Intersindical Valenciana, las medidas organizativas “no gustan a nadie, pero son las que se han tenido que implementar siguiendo las directrices sanitarias para garantizar las mejores condiciones laborales posibles y la máxima seguridad”. El portavoz sindical reconoce que su capacidad negociadora ha estado muy limitada, pero que aun así el incremento de las plantillas “es muy importante” y, “en general”, se han cumplido las necesidades de los centros. “Los profesores, sobre todo en Secundaria, tendrán más carga de trabajo, y más teniendo en cuenta que el próximo va a ser un curso complicado por la pandemia”.

Candela insiste en que ellos son partidarios de la presencialidad, “pero sin vacuna es imposible garantizarlo”. A partir de septiembre, y ya con la situación real del comienzo de curso, “continuaremos dialogando y negociando con la Conselleria”. Con las directrices marcadas, en principio, se asegura que no sucederá cuando el confinamiento del mes de marzo, “que nos pilló de un día para otro y sin capacidad de reaccionar”.

Por lo que respecta a las familias, Rubén Pacheco, presidente de Fampa Valencia, realiza un análisis “bastante positivo” de las medidas adoptadas desde el departamento de Educación, “se ha hecho un esfuerzo considerable, tanto económico como personal, y más si vemos lo que está sucediendo en otras comunidades autónomas, donde el panorama es dantesco”. “Aquí se nos escucha y se nos tiene en cuenta”, se congratula Pacheco, quien insiste en que evidentemente, el desarrollo del próximo curso “va a distar mucho de lo que sería un panorama ideal”.

Condiciones “lejos de lo deseable”

Desde Fampa destacan que la crisis provocada por la pandemia “deja en evidencia” la situación en la que estaba la educación valenciana antes de la COVID-19, después de años de recortes y con unas condiciones mínimas “muy lejos de lo que sería deseable”, con “centros saturados, que se quedan pequeños recién inaugurados, aulas que superan las ratios que serían deseables…”. Precisamente, considera Pacheco que la crisis del coronavirus ha puesto de manifiesto que es necesario bajar la ratio de alumnos por aula, y lamenta el hecho de que se vayan a perder espacios como gimnasios, comedores, bibliotecas, salones de actos que se van a utilizar para dar clase cuando esa no es su función, “esos lugares no están preparados, además de que quedarán inutilizados servicios que forman parte de la educación de los menores”, y lo mismo con las extraescolares, “no sabemos cómo se van a desarrollar, pero deben ser viables”. “No se puede tener una educación pública y de calidad yendo a mínimos”, sentencia el presidente de Fampa, que lamenta que no se van a tener las mejores condiciones posibles: “Este curso va a estar lastrado, y es una situación que se va a mantener el próximo curso y no sabemos cuánto tiempo la arrastraremos”.

Respecto a la brecha digital, Pacheco cree que van a ser necesarias muchos más de los 29.000 dispositivos electrónicos con conexión a internet de los que dispone actualmente la Conselleria: “Confiamos en que estén realmente trabajando en adquirir más, porque si no, se corre el riesgo de llegar tarde cuando realmente se necesiten”.

 

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