Quem ao longo dos anos acompanha o blog sabe muito bem que não faço acusações que não sejam ponderadas e as mais corretas possíveis.
Existem muitos docentes e escolas que sempre levaram com muita ligeireza as questões da contabilização do tempo de serviço e cada uma procedia como bem entendesse. Uns contavam o período interanos quando não deviam outras não, umas somavam os tempos de serviço das acumulações de contrato e outras não, Umas descontaram o tempo de serviço dos atestados superiores a 30 dias e outras não. Ainda há quem considere os aditamentos como fazendo parte do contrato de trabalho e outras não.
Existe aqui uma diferenciação de tratamento que a circular de Fevereiro mandava verificar e corrigir erros de contagem de tempos de serviço antigos.
Percebe-se agora que a DGAE tem nos seus registos uma base de dados que lhe permite confrontar o tempo de serviço que as escolas declaram ao docente.
Mas se tal acontece e a DGAE consegue contabilizar correctamente o tempo de serviço porque numa primeira fase não faz ela a correcção dos dados em vez de excluir os candidatos?
Faz sentido às portas de uma vinculação eliminar candidatos porque o seu tempo de serviço declarado pode ser diferente do que conste em base de dados da DGAE em meia dúzia de dias?
Porque não existe o e-bio elaborado pela DGAE em articulação com as escolas?
E em que papel ficam as escolas que disseram a todos estes docentes que o tempo de serviço para concurso é o que consta na candidatura dos professores e agora a DGAE os exclui do concurso?
Claro que em muitos casos percebo como foram bem excluídos alguns candidatos, outros não percebo e não é por perceber como muito bem foram excluídos alguns deles que deixarei de abordar este assunto.




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Onde vemos as listas se fomos excluídos ou não?
As listas só quando saírem. Por enquanto consultar notificação. Na aplicação ir a situação profissional – concurso nacional – verbete – notificação de reclamação. Se estiver em branco, está tudo ok com o seu concurso. Se tiver algum documento lá, deve lê-lo, verificar se a DGAE tem razão ou não. Não tendo, aquando a saída das listas definitivas de colocação, de não colocação e de exclusão deve apresentar o recurso hierárquico.
Para além do absurdo que refere, também me causa muita estranheza o “secretismo” com que isto foi feito em relação aos candidatos excluídos. E por mim falo. Não fui notificada de nada. Absolutamente nada. Não fui informada de nenhuma reclamação sobre a minha candidatura, e muito menos sequer da notificação da reclamação que me dá como excluída. Fui consultar a plataforma quando vi aqui alguns casos e encontrei-a escondida no menu lateral depois de andar por ali à procura. E penso como eu a quantos estará isto a acontecer? a quantos ainda com serviço e até aulas e avaliações que como eu concorrem há duas décadas e que aguardam calmamente depois das listas provisórias, e sem qualquer notificação que os alerte, a saída das listas definitivas. Que bela surpresa terão então.
Sobre o motivo de exclusão refere ” mencionar incorretamente o tempo de serviço após a profissionalização”. Estou tranquila. Tenho documentação de tudo e tudo autenticado. Sinceramente cheira a esturro.
E se as exclusões de possíveis candidatos à VE com presumíveis falsas declarações (mas vá se lá saber validadas pelas escolas, ao que parece incapazes de saberem contar e conferir o tempo de serviço) permitirem, por hipótese retirar das listas definitivas candidatos que estariam eventualmente colocados de forma serem fortes candidatos à vinculação. Isso tornava possível, por hipótese claro, uma quase total reconstrução das listas de candidatos colocando docentes que reuniam condições de vinculação mas que pela sua graduação não iriam nunca ter acesso as vagas disponíveis sem as listas “limpas” de presumíveis prevaricadores. Hipoteticamente falando, estes candidatos menos graduados mas não excluídos acabariam por vincular enquanto uma horda de candidatos excluídos faria a via sacra do recurso hierárquico e até da via judicial para depois até lhe ser dada razão. Entretanto, o tempo passava e o concurso decorria normalmente, haveria candidatos vinculados que nunca o seriam, pelo menos não este ano, nem neste concurso. Tudo hipoteticamente falando claro!
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Diz o Arlindo:
“Existem muitos docentes e escolas que sempre levaram com muita ligeireza as questões da contabilização do tempo de serviço e cada uma procedia como bem entendesse.”
Este tipo de atitudes – “ligeireza” – é inadmissível e só pode dar asneira.
Eu acrescento. Sei de situações em que os DIRECTORES, em vez de chamarem a si a VALIDAÇÃO das candidaturas, colocaram o pessoal dos serviços administrativos a efectuar a tarefa.
Isto não é apenas LIGEIREZA. É isso sim INCOMPETÊNCIA.
O Ministério deve apurar todo este REGABOFE e proceder em conformidade abrindo procedimentos disciplinares no caso de manifesta NEGLIGÊNCIA.
Tudo isto é VERGONHOSO.
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As escolas preenchem o registo biográfico mas nós antes de assinarmos, temos obrigação de verificar se está tudo correto. Eu também tive um aditamento no meu contrato. No final do ano quando fui assinar o RB, verifiquei que tinham colocado 365 dias. Eu, como já tinha feito as contas, pedi para alterar, pois na realidade eram apenas 356.
No entanto, acho que todos devem fazer reclamação, pois cada caso é um caso…
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“No final do ano quando fui assinar o RB, verifiquei que tinham colocado 365 dias. Eu, como já tinha feito as contas, pedi para alterar, pois na realidade eram apenas 356.”
Será que as Escolas estão em auto-gestão?
Será que a figura de Diretor é só para receber suplemento remuneratório?
Será que o Diretor não é o Responsável máximo dentro da Escola?
Será que um qualquer professor é que deve dar instruções sobre o seu próprio tempo de serviço?
Não há RESPONSÁVEIS nas Escolas Públicas?
A DGAE andou bem ao eliminar várias candidaturas. A Incompetência/negligência/mediocridade não é da DGAE….mas é de alguém.
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Apuradas RESPONSABILIDADES das Escolas que praticaram VALIDAÇÕES ILEGAIS os receptivos DIRECTORES devem ser imediatamente EXONERADOS do cargo e impedidos de ocuparem o cargo nos próximos anos.
Basta de tanta IRRESPONSABILIDADE.
Basta de AMADORISMO.
Basta de LEVIANDADE.
Não se brinca com a vida pessoal e profissional das pessoas (candidatos).
Ser DIRECTOR implica responsabilidade e qualquer acto negligente deve ser sancionado.
E no meu caso que estava desempregada e não me aceitaram a situação profissional ” outros. Ia colocar o quê. Como justifica esta minha exclusão é de muitos na mesma situação?
Curioso este ano estar tão defensivo quanto à clareza das suas opiniões. O Arlindo não possui nem nunca possuirá a informação total dos seus colegas candidatos e só por isso nunca deveria ter procedido ao julgamento em praça pública de candidatos que há 3 e 2 anos atrás reuniam condições de vinculação extraordinária tal como agora. Há uns anos atrás também o meu nome constava da sua absolutamente credível lista de candidatos que tinham a sua candidatura validada pela escola e que não sua opinião, de quem detém a verdade absoluta das coisas, não deveriam.
Aos colegas deixo a força e a coragem de junto dos sindicatos enfrentarem um ministério corrupto e insano, lutem por aquilo que vos pertence desde que não fira a lei, porque por aqui ou noutro lugar somos todos iguais e não é uma categoria na folha de vencimento que nos dá mais como docentes. Posso vos dizer que estive na vossa situação e 6 meses depois estava vinculada no único qzp a que concorri. Boa sorte a todos
procedimento de má fé o que se está a passar. Pergunta-se
Porque não existe o e-bio elaborado pela DGAE em articulação com as escolas? qula a razão da DGAE não proceder junto das escolas a rectificação ? eu concorri com o que a escola me deu – com a contabilização da escola.
vou ligar ao sindicato amanhã.
não só para efeitos de concurso ma stambém para fefeitos de ADD. Estão a ocorrer casos de profs no mesmo escalão, em que uns ao no passado receberam uma avaliação quantitativa na ADD e os deste ano ficam suspensos, com base num esclarecimento enviado no 2º período. Está instalado o descalabro legislativo, num imbróglio que é ininteligivel, mas que vai ‘lixar’ a vida a muita gente…
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Com a Avaliação de Desempenho Docente (ADD), à semelhança do que sucedeu com esta BRONCA da VALIDAÇÃO ILEGAL, cada DIRECTOR faz o que lhe apetece…o que lhe dá na real gana….
Eu espero que o MINISTRO trate desta BANDALHEIRA GENERALIZADA de forma exemplar.
A CULPA NÃO PODE MORRER SOLTEIRA.
Esclarecimento sobre a notificação das decisões das reclamações e denúncias
http://www.dgae.mec.pt/blog/2017/07/09/nota-informativa-esclarecimento-sobre-a-notificacao-das-decisoes-das-reclamacoes-e-denuncias/
Já vi! Referem que este ano houve o dobro das reclamações do ano passado, mas ainda assim “quase” o mesmo número de exclusões, como se esse florete estatístico valide toda esta porcaria!
Basicamente “atira” com as pessoas e as suas reclamações para a frente… para o recurso hierárquico e para depois das listas definitivas saírem. Ordinarice.
Daqueles casos insólitos …
Uma dada pessoa que eu por acaso até sou bastante amigo, entrou para os quadros sem ser profissionalizada. Nos quadros … era excluída do concurso … mas acabava sempre por ser colocada.
E não adianta responderem a este post dizendo que eu SapinhoVerde sou mentiroso porque apresento as provas a quem de direito e de confiança (tipo Arlindo Ferreira ou outro administrador deste blog, DGAE, Ministério Público …) e não a “qualquer um” (desculpem o termo) que queira saber disso!
[…] os candidatos que estão a ser excluídos do concurso de docentes por motivos, ao que parece, relacionados com a contagem incorrecta do tempo de serviço, há […]