E se for impossível proceder à reapreciação dos Exames?

Numa altura em que se prevê um número inaudito de pedidos de reapreciação de Exames, tantas são as anomalias já detectadas no processo de classificação, coloca-se, contudo, um problema que pode invalidar essa pretensão dos alunos/encarregados de educação:

 

– O requerente só poderá fundamentar a sua eventual discórdia,face à classificação que lhe foi atribuída num determinado Exame, mediante o pedido prévio de uma cópia (integral) da prova em causa e da respectiva cotação

 

No pior dos cenários, pode ser impossível a entrega de tal cópia ao requerente, dado o caos instalado na classificação de mais de 300.000 provas

 

Por outras palavras, o EduQA estará em condições de poder garantir que todos os Exames realizados se encontram devidamente identificados?

 

E que as folhas que compõem cada Exame estarão todas devidamente salvaguardadas?

 

E que cada Exame estará completo e disponível para ser fotocopiado, se existir algum pedido de reapreciação de uma determinada prova?

 

E que cada eventual requerente receberá a cópia do Exame que lhe diz respeito e não qualquer outra?

 

Apenas o EduQA estará habilitado a responder, de forma cabal,às questões anteriores e disso também dependerá a sobrevivência do actual processo de classificação dos Exames Nacionais…

 

Se as respostas às questões colocadas anteriormente forem no sentido de que o EduQA não estará em condições de fornecer as imprescindíveis garantias, então, e por motivos óbvios, também ficará em causa a possibilidade de, no presente ano, os Exames Nacionais ainda poderem ser classificados em suporte de papel

 

Face à eventual concretização de tais cenários, restará ao MECI encontrar uma solução que seja o menos prejudicial possível para os alunos…

 

Com toda a franqueza, neste momento, já não creio que seja possível resolver em tempo útil as inúmeras falhas que inquinam este processo, pelo que o mesmo me parece condenado à anulação… Não há adiamentos que valham perante este caos…

 

 

Nota:

O presente texto foi escrito poucas horas antes do Ministro Fernando Alexandre ter anunciado quetodos os alunos que fizeram exames nacionais vão ter acesso às suas provas digitalizadas.” (Rádio renascença, em 6 de Julho de 2026)…

 

Com o anterior anúncio, presume-se que o Ministro pretenderá, em primeiro lugar, evitar a ocorrência de um número astronómico de pedidos de reapreciação

 

Contudo, pelas anomalias que continuam a ser reportadas por muitos Professores Classificadores e pelo teor das imagens do “armazém” onde se encontram guardados os Exames Nacionais, alegadamente, divulgadas pela Agência Lusa com autorização do MECI, mantenho o conteúdo do presente texto, em particular a principal pergunta que nele consta:

 

E se for impossível proceder à reapreciação dos Exames?

 

Paula Dias

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6 comentários

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    • Pedro_Norte on 7 de Julho de 2026 at 15:45
    • Responder

    Tudo é possível…

    • Dejá vu on 8 de Julho de 2026 at 10:32
    • Responder

    Esta questão está ultrapassada. Todos os alunos poderão ver a correção da sua prova através de um link e poderão decidir pela reapreciação ou não.
    Vamos ver é se funciona quando chegar a altura 😅.

      • Opinador sem tanto vagar como o/a Mainada on 10 de Julho de 2026 at 16:20
      • Responder

      Ó Mainada, desculpa ocupar aqui um bocado mais do teu espacinho de estimação, mas é só para dizer que, já que tens tanto vagar, vai ver no dicionário qual é o adjetivo que te define melhor: estulto ou sandeu?

        • Mainada on 10 de Julho de 2026 at 20:25
        • Responder

        Aparentemente, quem tem tempo a mais (o que também se mede pela forma como se usa) serás tu. Como te classificarias: triste ou infeliz?

    • Opinador sem tanto vagar como o/a Mainada on 9 de Julho de 2026 at 11:58
    • Responder

    Claro que é possível.
    Dixitque Fernandus fiat lux et facta est lux

      • Mainada on 9 de Julho de 2026 at 23:42
      • Responder

      Lá está: tinha que ser um latinista ilustre para se apoderar de denominações alheias numa pose passivo-agressiva.

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