Tudo é Perfeito para o MECI

… mas se alguma bateria inchar durante a prova (coisa que cada vez mais ocorre com regularidade) quero ver que resposta o MECI vai dar a estes alunos para dizer que os maus equipamentos não são os responsáveis pelos maus resultados e pela sua retenção.

 

Governo afasta recomendação para provas finais do 9.º ano deixarem de contar para nota final

 

O CNE recomendou que as provas finais do 9.º ano possam vir a deixar de contar para a nota final dos alunos, mas o ministro da Educação afirmou que “isso não está nos planos do Governo”.

O Governo afastou a possibilidade de seguir a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) que defendeu que as provas finais do 9.º ano deixassem de contar para a nota final dos alunos.

Isso não está nos planos do Governo“, disse em Faro o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, durante uma visita à Universidade do Algarve.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendou que as provas finais do 9.º ano possam vir a deixar de contar para a nota final dos alunos, segundo o Público, que cita esta terça-feira um parecer daquele organismo.

De acordo com o diário, o CNE defende a pertinência de “refletir” sobre a continuidade das provas finais do 9.º ano de escolaridade, uma vez que os alunos são obrigados a prosseguir os estudos no ensino secundário.

Para Fernando Alexandre, as provas do 9.º ano são “uma preparação para os alunos do secundário“, e estas provas “vão ser decisivas para a sua vida“.

 

A mim parece-me muito positivo do ponto de vista da formação dos alunos“, disse o ministro da Educação, acrescentando que esses alunos já têm 15 anos, o que permite “fazer outro tipo também de avaliação das próprias aprendizagens dos alunos“.

Na segunda-feira iniciaram-se provas ensaio do novo modelo de avaliação externa, realizadas em formato digital.

As provas são obrigatórias, mas cada escola pode definir se as notas destas contam ou não para a classificação final dos alunos.

 

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14 comentários

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    • Agnelo Figueiredo on 13 de Fevereiro de 2025 at 21:34
    • Responder

    As provas finais do 9.º ano devem ter consequências na classificação final.
    Aliás, defendo o mesmo para as do 4.º e do 6.º.
    Todavia, entendo que as provas do 4.º ano deveriam ser em papel.

    • Unknown on 13 de Fevereiro de 2025 at 21:35
    • Responder

    Uma bateria inchar numa prova pode acontecer sim, mas esse é daqueles imponderáveis tão imponderável como os que podem acontecer no papel. Há situações muito mais prováveis que todas somadas tornam estas provas uma bomba relógio para as escolas. Se algum encarregado de educação reclamar das condições em que decorreram as provas será a escola e os professores envolvidos a responder por isso. Mesmo que a situação não seja da responsabilidade da escola será esta a dar a cara.

      • Unknown on 13 de Fevereiro de 2025 at 21:36
      • Responder

      A dar a cara e a levar no focinho.

    • anonimo on 13 de Fevereiro de 2025 at 22:27
    • Responder

    Para mim as provas devem contar para classificação, sim, mas devem é regressar ao papel.

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    • F. on 14 de Fevereiro de 2025 at 10:32
    • Responder

    Bom, eu discordo dos comentários.
    E discordo da intenção do ministro de manter as provas de 9 o ano como exames. Ainda que seja uma treta de provas.
    Deduzo da informação prestada pelo ministro que em breve as provas de monitorização dos 4o e 6 o anos se irão tornar também em exames.
    Voltámos a era conservadora e tradicional do Crato porque…não se sabe mais.
    Ou ao tempo do estado novo e uma boa década depois. Também fui submetido a exame de 4o e 6o. Obrigatórios. E dispensei dos de 5o e 7os anos do liceu.
    Foi submetido aos exames do propedêutico 2 vezes num ano, sem QQ apoio na altura, exames corrigidos pelos professores da universidade de Coimbra e entrei na faculdade no curso que queria por vocação.
    Como professor com uma longa carreira, do princípio dos anos 80, até aos tempos actuais, fiz várias orais e corrigi múltiplos exames de 12o ano. Preparei alunos para a PGA.
    Sei do que falo, quando falo de exames.
    E não concordo com eles. Não acrescentam nada as aprendizagens dos alunos. São estéreis . E pior condicionam todo o processo de ensino aprendizagem do professor tornando o num processo formal, debitado. Sem tempo para reflexões ou constituição de massa crítica.
    É isso que pretendem? Alunos e professores amorfos, sem criatividade, sem poder mijar uma pinguinha fora do penico, como soe dizer se???
    Não vamos longe assim em termos de desenvolvimento.
    E acrescento que exames externos cuja nota conta para o terminus do ciclo, num percurso de escolaridade obrigatória é uma incongruência em ciências da educação.
    Os exames justificavam se antigamente no final do ciclo porque houve tempos em que a escolaridade obrigatória era de 4 anos. Depois passou a 6. Depois a 9. E agora a 12.
    Pois sou também contra que os exames de 12o ano contem para terminar o ano. Muitos alunos vão ficar com o 12o ano pendurado as vezes por uma disciplina. Uma grande maldade. E discordo também que os exames feitos nas escolas secundárias, vigiados por nós, corrigidos por nós, em regime pro Bono, sirvam para os alunos entrar na faculdade .
    Libertem os professores do secundário. Não os explorem. Façam os exames nas respetivas faculdades. Os professores de lá que os vigiem e corrijam.
    Deixem de explorar os zecos das escolas secundárias.

    • F. on 14 de Fevereiro de 2025 at 10:49
    • Responder

    Mas acrescento que concordo totalmente com provas de monitorização externa em ambiente digital. Mesmo no 4o ano. Nos anos anteriores talvez não. São muito pequenos.
    As escolas têm que preparar os alunos para poderem fazer coisas básicas no word. Nem que seja mexer o cursor para a frente e para trás e colocar x.
    Não quer dizer que todas as aulas sejam feitas em ambiente digital. Longe disso. O papel , o quadro são ambientes muito confortáveis .Os livros, os manuais, são objetos preciosos.
    Fazer aulas híbridas é o mais indicado do meu ponto de vista.
    Também no tempo do retroprojetor não dávamos as aulas todas a partir daí.
    Bom senso é o que se pretende. E não histerias coletivas ou individuais contra o digital ou fundamentalismos a favor. E aproveitar o que de
    bom as tecnologias e o papel nos podem dar como
    ferramentas para que os alunos possam aprender de forma gratificante e com qualidade. E nós , professores, também ficarmos confortáveis com as ferramentas que usamos e gratificados com os climas de aprendizagem que criamos.

    • Nem Chega, nem Basta, nem Pum on 14 de Fevereiro de 2025 at 12:24
    • Responder

    Os exames são necessários e a única forma de manter democraticidade na selecção dos melhores. A oferta de vias de aprendizagem é que tem que ser diferente: escolas técnicas e inserção no mundo do trabalho a partir dos 16/18 anos. A escola não pode ser o vazadouro. Tem que ter qualidade e formar com qualidade. Até ao 9 ano: quem quer, quer. Quem não quer, vai trabalhar ou para cursos técnicos, cuja oferta tem que ser diversificada. Chumbar? Faz muita falta! Permite rever, refletir e ajuda a tomar decisões pessoais quanto apetências de ocupação.
    Não se pode continuar a iludir gerações inteiras, habituá-las a facilidades, a convencê-las que são os melhores reis do arroto, do soco e da malcriação, a não cumprir regras mínimas e a desresponsabilizá-las pelas suas opções.
    Claro que há uma série de ácaros a sustentar-se à custa dos exames, mas ainda há mais a sustentar-se com modas pedagógicas da treta e a elitizarem à custa da descida para a mediocridade que vai imperando pela escola de todos.

      • Anónimo on 16 de Fevereiro de 2025 at 22:04
      • Responder

      A sua visão dos cursos técnicos é estúpida.
      Então quem não quer faz um curso técnico. Mas acha que os cursos profissionais (é assim que se chamam. Vê-se que ainda está nos anos 70), são para quem não quer?
      Quem não quer tem de querer. É tão simples quanto isso.
      Não há cursos dados, nem para quem não quer!

    • Pedro on 14 de Fevereiro de 2025 at 12:53
    • Responder

    Depois do facilitismo e da obrigação de tudo passar, vencendo-nos pelo desgaste, que ocorreu nos últimos anos, isto está-se a transformar numa palhaçada ainda maior. Não sei para que servem os professores – contratem entertainers.
    Porque não fazem como em alguns países escolhem as UCs que gostam , mas só passam os que sabem, ou então escolhem outra coisa.
    Começa a ser chocante passar alunos no 12º ano a matemática que nem somar e dividir sabem. Isto sem exames… Então em português os exames já já são de cruzes e só contam as melhores. Ainda é possível baixar mais o níve

    • Dinis on 14 de Fevereiro de 2025 at 16:07
    • Responder

    Obviamente que devem contar para a nota, aliás já deviam contar em todos os anos terminais de ciclo e pelo menos 1/3.
    O que está mal não é isso, o que está mal é insistir na imbecilidade / parolismo das provas digitais.

    • AEA on 14 de Fevereiro de 2025 at 18:34
    • Responder

    Tudo o que for potenciador de mais exigência e rigor vai ao encontro dos interesses dos professores…Os exames são essenciais e contar para a nota final é mais do que necessário… Os alunos tem de começar a pensar que também tem responsabilidades no processo de aprendizagem, neste momento premeia-se a preguiça e indisciplina… O chumbo em determinadas circunstâncias, é necessário, é regenerador…O facilitismo é o pior que se pode fazer na escola publica e, infelizmente, é o que o PS fez nos últimos 20 anos, com a colaboração do PCP e sindicatos, arruinando a exigência, a disciplina e desmotivando bons alunos e os professores…O PS com o facilitismo deu aos privados o negócio da China…Há escolas privadas com listas de espera enormes… Os exames deviam contar mais que os míseros 30%…

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