Reflexão sobre o Texto Final dos 942

O Texto Final aprovado na Comissão de Educação e Ciência sobre os 942, contempla os pontos em que os grupos parlamentares (à exceção do PS) convergiram e que constavam das suas respetivas propostas.

Estas alterações introduzidas ao Decreto-Lei n.º 36/2019, de 15 de Março, são positivas e até salvaguardam a possibilidade dos restantes 6,5 anos virem apenas a ser recuperados num quadro de sustentabilidade e de compatibilização com os recursos disponíveis face à situação financeira do país.

É que o ponto 1 do Artigo 2.º – A “Recuperação do tempo de serviço” refere que “os termos e o modo como se dará a concretização da consideração do tempo remanescente para recuperação integral do tempo não contabilizado (…) são estabelecidos pelo Governo, em processo negocial”.

Ora, em sede dessa negociação, o futuro Governo terá a possibilidade de introduzir essa condição e será expectável a concordância dos sindicatos, pois tal já constava na Declaração de Compromisso que assinaram com a tutela em 18 de Novembro de 2017.

Salvaguarde-se o essencial – os 6,5 anos – e garanta-se que na próxima legislatura se possa voltar à mesa de negociação para definir o modo como, paulatinamente, poderão vir a ser recuperados.

Na vida, o “impossível” é até fazer-se possível.”

Paulo Fazenda

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2 comentários

    • José Silva on 8 de Maio de 2019 at 10:18
    • Responder

    Isto de “recuperados num quadro de sustentabilidade e de compatibilização com os recursos disponíveis” é treta!!!
    Vamos brincar às estatísticas e previsões do quadro económico e como sabemos, nesta situação o que é verdade para uns é mentira para outros e vice-versa.
    Ou seja, não vai dar em nada pois vai depender sempre da prioridade de quem manda!
    Para quem vão as migalhas?! Se existirem! Pois com a divida que temos, se a prioridade for abater a mesma, talvez os nossos bisnetos nos venham a recuperar o tempo em falta, isto no melhor cenário, se não voltarem a surgir inesperados buracos a tapar!

    • zebedeu on 8 de Maio de 2019 at 10:50
    • Responder

    Um vazio cheio de nada com nada

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