O Experimentalismo da Autonomia

… tem levado ao desastre dos resultados.

 

A primeira escola com autonomia do país, a escola da Ponte, uma das que escolhe os seus professores há largos anos, está quase no fim dos rankings nacionais.

Será que este modelo “exemplar” de uma escola com autonomia é para ser seguido por outras escolas?

Possivelmente no Brasil vende-se bem este modelo de escola, mas em Portugal já se percebe que não funciona e se calhar por isso José Pacheco emigrou definitivamente.

 

ponte ponte2

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14 comentários

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    • Marina Duque on 30 de Novembro de 2014 at 22:05
    • Responder

    Caso não saiba o modelo tem vindo a ser desvirtuado e a escola da ponte foi mais uma vítima dos Mega Agrupamentos.

      • Rui Fernando Teixeira on 30 de Novembro de 2014 at 22:47
      • Responder

      Mentira continua escola não agrupada

    • Professora Contratada on 30 de Novembro de 2014 at 22:52
    • Responder

    Autonomiza-se durante o ano e depois centraliza-se no final, com os exames e provas. As escolas, neste momento, vivem unicamente para mostrar resultados: treinam-se os miúdos para os exames e provas por pressão dos pais, que os querem ver nos cursos de medicina, e por pressão dos diretores, que querem ver as suas escolas nos píncaros dos rankings. Os próprios alunos já se aperceberam disto e eu, pessoalmente, nunca vi tanta cábula, tanto copianço, tanta desonestidade e competição negativa entre eles como agora. Se isto acontece entre adolescentes, o que esperar quando esta gente se tornar adulta?

    • SapinhoVerde on 30 de Novembro de 2014 at 23:03
    • Responder

    Conclusões:
    As TEIP Autonomia que podem escolher os Afilhados … perdão queria dizer professores … são as que têm pior resultados, mas também se compreende os fracos resultados pelo contexto em que estão inseridas. No privado é lógico que ao poder escolher os alunos (os melhores), os resultados apareçam.

    • Maria João on 30 de Novembro de 2014 at 23:28
    • Responder

    Vítima de Mega Agrupamentos? Que eu saiba continua isolado é das poucas escolas não agrupadas.

    É vítima é dum sistema pouco claro de colocação de professores, que nem será concurso pois todos os anos estão lá os mesmos da cor da Direção da Escola. Alguns deles com poucos anos de serviço, senão fosse o fator cunha já mais trabalhariam… Esta escola é um exemplo mau, que o governo PSD/CDS generalizou a todo o país.

    Existe muitos colegas que deviam contar o que sabem sobre a forma de recrutamento de professores nessa escola. Quem foi a entrevista nessa escola sabe do que falo..Isso sim é um caso de polícia.

      • cmba on 1 de Dezembro de 2014 at 4:02
      • Responder

      A forma de recrutamento na Escola da Ponte, Vila das Aves, Santo Tirso é igual à forma de recrutamento, da maioria, das restantes escolas TEIP e com Autonomia… Está totalmente deturpada… O mesmo se passa em escolas/agrupamentos que não tem qualquer tipo de contrato, mas que contratam por oferta de escola…

    • Portista on 30 de Novembro de 2014 at 23:50
    • Responder

    Pela boça morre o peixe. Informe se um pouco melhor. O ano que passou foi precisamente o primeiro ano em que a Ponte não pode escolher os seus professores como vinha a ser hábito há muitos anos. Procure lá os rankings dos anos anteriores onde a Ponte escolhia a totalidade dos professores.
    Por outro lado, agora já não interessa qual é a população escolar? Vai lá parar tudo o que é “rejeitado” pelas outras escolas. Isso não conta agora?

      • Maria João on 1 de Dezembro de 2014 at 0:10
      • Responder

      Caro amigo ou será amiga…
      Saberá vc quantos colegas via direção foram contratados? Só a ajudo ou o ajudo … 95% via concursos à medida.
      Muitos desses colegas nunca trabalhariam numa escola pública nacional … Mas com cunhas e amizades… Reduzindo horários a concurso e escondendo outros….
      Um verdadeiro pântano essa escola….

    • cmba on 1 de Dezembro de 2014 at 4:09
    • Responder

    A classificação das escolas é uma nódoa pelos critérios usados… contudo só tem o valor que tem porque nós os professores, como sempre, desunidos lho atribuímos… também deveríamos lutar pela alteração dos critérios de classificação das escolas… mas como sempre os professores empurram com a barriga e no fim acabam a queixar-se quando o leite aparece a derramar!

    • Profx on 1 de Dezembro de 2014 at 14:18
    • Responder

    Quer se avaliar a qualidade de um projeto pela sua posição nos rankings? Então pelo
    menos que se o faça de forma intelectualmente honesta, pegar num ano atípico para o fazer não me parece que o seja.

    Se não vejamos a posição da escola em anos anteriores, 2011 posição 259 de 1291 escolas; 2012 posição 450 de 1126 escolas (6.º ano) e posição 848 de 1322 escolas (9.º ano); 2013 87 de 4681 escolas (4.º ano), 195 de 1148 (6.º ano) e 440 de 1308 escolas (9.º ano). Os dados estão todos disponíveis no Expresso online.

    Analizar só os dados que dão jeito para justificar uma ideia preconcebida para me parece muito correto.

    Os resultados de 2013 da escola da Ponte são maus? Pela posição na tabela parecem que sim e espero que os consigam melhorar. Se a partir disso retiro conclusões sobre a qualidade do modelo da escola? Não!

    Tanto quanto sei é uma escola cada vez mais procurada por pais que procuram soluções educativas que os filhos não encontram noutras escolas públicas (o que também pode ajudar a perceber os resultados em exame).

    E se a satisfação dos pais com oferta que a escola propociona é positiva, para mim, esse é um melhor indicador do que qualquer ranking!

    • Maria Correia on 1 de Dezembro de 2014 at 15:19
    • Responder

    Penso que a questão não está na autonomia ou na não autonomia pelos meus 33 anos de experiência como docente, verifico que os resultados tem muito a haver com o tipo de alunos que recebemos. No meu agrupamento quando os alunos entram no 1º ano de escolaridade, aferimos de imediato os resultados que vamos ter nos rankings no 4º ano e por ai a fora até ao 12º ano, com ligeiras variações. Com as medidas que tomamos para combater essas caracteristicas que os alunos trazem, conseguimos promover o sucesso dos alunos em cerca de 10% no máximo 15% dependendo de muitos fatores. Vejamos o exemplo da Escola Secundária Raul Proença, não é com medidas tomadas de promoção ao sucesso, que num ano se consegue obter a diferença de resultados ou na Escola Secundária de Porto de Mós que passa da posição 73 o ano passado para a posição 115 este ano e muito outros exemplos poderiamos aqui apresentar…. Fica a reflexão

    • Locki on 1 de Dezembro de 2014 at 20:37
    • Responder

    Post muito interessante e pertinente. Para mim, o modelo da escola da Ponte falha na forma como é aplicado. A população estudantil da zona não é “sueca”. Vejamos uma escola pública com um modelo tradicional e rigoroso como o do D Maria em Coimbra. Os modernistas podem dizer o que quiserem, mas funciona!

    • Prof anti Pacc on 1 de Dezembro de 2014 at 21:38
    • Responder

    A Escola da Ponte obteve mais resultados?! É de estranhar… Normalmente os alunos desta escola conseguem umas “ajudas extra” por parte dos professores nos Exames! A inspeção deve ter montado acampamento… Quanto aos concursos dos professores, de facto, este ano foi diferente… mas entraram exatamente os mesmos!!!

    • Prof1976 on 1 de Dezembro de 2014 at 23:08
    • Responder

    Esta escola, tendo em conta a enorme quantidade de professores que tem (ao nível dos colégios mais caros), deveria estar no top 20 nacional! Quase que dá um 1 professor para cada 3 alunos… Brincadeira em tempos de crise…

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