Fiquei colocada em CI a 1 de Setembro com 9 horas, a 10 de Outubro fiquei em BCE com 18h. Depois de ter aceite verificou-se que os horários eram incompatíveis de tal forma que a DGEST invalidou. Porém enviei queixa para todas as instância possíveis e de algumas ainda aguardo resposta. Há uns dias apareceu-me esta mensagem na aplicação. Só me dá vontade de rir…





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Não percebo!
1. Se os horários não eram compatíveis, não devia ter aceite o 2º. Óbvio que a acumulação nào podia ser autorizada;
2. Se sabia que eram incompatíveis, porque é que fez queixa? Não podia estar ao mesmo tempo em 2 lugares;
3. Se concorreu para horários de 9 horas, sujeita-se e sabe que só pode completar o horário, se houver compatibilidade, ou, não havendo, se estiver no período experimental para denunciar o mais pequeno.
Todos sabem as regras do “jogo”! Como tal, pode-se ter sorte ou azar, pois, infelizmente, estes concursos são, muitas vezes, jogos de sorte.
Mas queixar-se quando sabe que não tem razão, prejudicando a escola que a seleccionou, é má-fé.
O problema é que não sabia que os horários eram incompatíveis. Simples.
Mas ao saber, não tem de reclamar. Tem de aceitar as ‘regras’…que são iguais para todos. Há sempre o risco, ao se aceitar um horário incompleto de ‘x’ horas de, no futuro, não poder ser compatível com outro.
Não devia ter aceite antes de verificar a compatibilidade entre horários. Ainda mais simples!
Não tão simples. Pois quem deveria salvaguardar essa situação deveria ter sido o ministério, pois estamos a falar de uma data de aceitação de 9 de Outubro e, de acordo com a data da CI, deveria ter sido possível fazer renúncia do primeiro contrato e ter aceite apenas o horário de 18h. Porém, dado que o sr ministro nos coloca a dia 10 de Setembro contando como se fosse a dia 1, não pude renunciar. A situação deixou de ser apenas profissional e passa a ser social e económica pois estou com 9 horas a 120 km de casa podendo estar a 20 km, facto agravado por ter 2 bebés. Mas como todos aceitamos as “regras do jogo” de forma pacífica e sem reclamar é que nos encontramos nesta situação miserável.
Há uma semana atrás ligaram-me de uma escola e a primeira coisa que conferimos foi se os dois horários eram compatíveis; como não eram, disse que não, fui à plataforma e recusei.
Não se pode aceitar sem saber se há ou não compatibilidade de horários.
É o processo lógico de agir!
Lógico mas não necessariamente legal. Há vários casos de horários que são arranjados posteriormente. Muitos mesmo. Se querem fazer as coisas certas clarifiquem as leis pois há dois pesos e duas medidas para situações idênticas.
Os horários vão sempre surgir posteriormente….porque só posteriormente se verificam situações que permitem a ‘criação’ do horário ‘X’ ou ‘Y’. É como funciona o sistema.
Como Diretor, tenho lançado horários incompletos. Antes de selecionar, contacto o docente para saber se tem interesse, se há compatibilidade de horários caso já esteja colocado em algum, e, eventualmente, fazer o ajuste possível.
Nalguns casos, não há mesmo possibilidade de mudança. Mas quando há, fazem-se as alterações. Lamento a falta de cuidado de alguns, bem como as injustiças deste sistema múltiplo de colocações, ou os subcritérios cretinos, desonestos e discriminadores.
E ainda bem que assim o faz pois a meu ver o que por vezes falha é a falta de flexibilidade e de sensibilidade por parte de algumas escolas. Esta bolsa de recrutamento prejudicou quem ficou colocado em CI pois não houve margem para se poder fazer renúncia e optar por um horário melhor. Daí ter reclamado, por achar que fiquei prejudicada.
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