O Governo quer avaliar os conhecimentos a todos os professores não integrados na carreira docente. Nessa prova os professores candidatos aos concursos terão de obter 14 valores. Declarações de João Dias da Silva, da FNE.
Jul 24 2013
O Governo quer avaliar os conhecimentos a todos os professores não integrados na carreira docente. Nessa prova os professores candidatos aos concursos terão de obter 14 valores. Declarações de João Dias da Silva, da FNE.
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11 comentários
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Se os sindicatos – todos- não fizerem frente ao MEC contra a aberração de uma prova destas, bem podem dizer adeus a todos os associados contratados! Quero ver quem vai pagar quotas a um sindicato que não defendeu os direitos dos professores contratados, tal como o fizeram há um mês com os colegas do quadro e qzp.
O que os sindicatos não têm coragem de argumentar é que esta prova não faz sentido nenhum porque, se o objetivo do MEC é selecionar os melhores, ela deveria ser aplicada a TODOS os professores, pois, efetivamente, não existe nenhuma diferença entre um professor contratado e um professor do quadro.
A verdade é que este ministro desde que tomou posse, espetou a faca nos contratados e, não ficando contente, tem estado a torce-la permanentemente. e só ficará descansado quando já não existir nenhum. Os sindicatos a ver serenamente.
A prova devia ser feita aos mais antigos e não aos contratados. Por norma, os contratados dão aulas há menos tempo porque saíram da faculdade há menos tempo, logo dispõem de conhecimentos científicos mais atuais. Quem dá aulas há mais tempo, por norma não actualiza os seus conhecimentos científicos e pedagógicos (claro que há excepções!). Para além disso, normalmente os contratados trabalham mais do que os do quadro, que se acomodam… Há professores a mais no ensino e muitos deles não gostam de dar aulas. Essa gente devia sair e dar lufar a quem quer e gosta de dar aulas (os mais velhos querem é sair). Portanto, a prova devia ser para os do quadro! (Para que não restem dúvidas, sou docente de QE!)
Jeremias, não diga enormidades! Os professores do quadro são obrigados a fazer formação.
Ainda não percebi uma coisa: quem é que obriga as pessoas a fazer a prova? Se não querem fazer o que o patrão pede procurem trabalho noutro sítio!
Concordo consigo numa coisa: quem não gosta de dar aulas que se ponha a mexer.
É por sempre terem comido tudo e por se terem habituado à desvalorização dos contratados, que pensam dizer sempre a verdade, mas tal não acontece. Os profs do quadro não são obrigados a fazer formação, apenas a fazem porque lhes é exigido e não é anualmente – qto menos melhor. Os professores contratados ainda alimentam a chama da paixão pela docência…
“não são obrigados a fazer formação, apenas a fazem porque lhes é exigido (..)”
Augusto, explique-me lá direitinho: em termos práticos, “ser obrigado” não é sinónimo de “lhes ser exigido”? 🙂
E se me respondeu leu o que escrevi em cima: não se trata de desvalorizar ninguém, bem pelo contrário. Os comentários absurdos de quem é altamente qualificado e treme de medo de fazer uma prova é que fazem isso, e a todos nós. Esta seria uma ótima oportunidade de calarmos a opinião pública e mostrarmos que, de facto, somos bons, muito melhores do que aquilo que querem fazer crer.
Quanto à chama: na maioria dos casos que eu conheço já se apagou há muito, só que não conseguem arranjar trabalho noutro sítio porque até já têm idade a mais para isso, não se trata propriamente de paixão…
No espaço de 24 horas este ministro mostrou toda a sua aversão aos professores contratados, só comparável à perseguição que os nazis fizeram aos judeus, a saber: cancelamento do concurso de contratação inicial; indicações para que qualquer professor do quadro possa lecionar qualquer disciplina, mesmo não tendo qualquer formação pedagógica e científica na área; prova para os professores contratados.
Estas duas últimas medidas são por si só reveladoras da impunidade sentida pelo MEC em todas as medidas que toma. Por um lado os professores contratados terão que fazer uma prova com duas componentes para provarem as suas competências pedagógicas e científicas, mas, por outro, os professores do quadro podem lecionar qualquer disciplina. Brilhante.
Mas são estas “pequenas” coisas, só possíveis no país da macacada, que passam despercebidas e provam a decadência a que este Portugal chegou.
Cara Maria, tenho colegas contratados que estão certificados pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da Formação Contínua como formadores, ou seja, dão formação a professores, ensinam colegas a ensinar, incluindo os do quadro, mas vão ter que fazer a prova. De tão ridículo que é, dá vontade de rir.
Zaratrusta, só me dá razão. Quem é, de facto, competente, como será certamente o caso das pessoas que refere, não terá qualquer problema em fazer a dita prova, mas desconheço que os professores do quadro possam dar qualquer disciplina. Onde é que viu tal coisa? É que, a ser verdade, já não preciso de me preocupar em fazer as malas para abalar. Posso dar qualquer coisa por aqui perto. 🙂
1 post abaixo
‘ Não percebi a questão de dispensa… mas a prova não é só para integração na carreira? Ou cada vez que quiser concorrer, mesmo para um contrato a termo certo, tenho de fazer a prova? A prova é anual? Está tudo insano!!!
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N70418