… fica aqui um quadro com a simulação feita por um agrupamento de escolas com a distribuição de serviço feita para as hipóteses de aulas com 45 minutos ou 50 minutos.
Não havendo neste caso docentes com ausência de componente letiva a opção pelos 50 minutos que a escola fez permitiu ainda requisitar 33 horários e 145 horas (39,59 horários) contra os 26 horários e 181 horas (34,22 horários) para uma opção por aulas de 45 minutos.
O que realmente acredito é que as opções por tempos de 45 minutos foi a forma mais simples de as escolas não se chatearem muito em fazerem a simulação de outras hipóteses, quando ainda para mais o Decreto-Lei 139/2012 apresentou um exemplo de matriz curricular para aulas de 45 minutos.





23 comentários
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Da parte do mito que me diz respeito, tinha razão no 500 – Matemática ficamos a perder com a troca.
Já agora que tipo de Escola é esta? Quantas Turmas de que anos? De que tipo de Ensino? Do 300 – são precisos 10 professores mas do 500 – são só precisos 6?
No que se refere à minha Escola o 500 é do que tem maior número de Docentes, dai que na minha opinião o 500 é muito prejudicado com os 50m vs 45m.
Falemos de grupos disciplinares. Para o 410 essa mudança é uma catástrofe e atira definitivamente para o desemprego milhares de contratados com 15 e mais anos de serviço (por exemplo eu)
Sublinho o definitivamente. Basta fazer contas. Nas línguas a diminuição também é significativa. Gostava de ver uma comparação dessas numa escola exclusivamente secundária. Não vejo nenhum grupo disciplinar favorecido!!!
É mesmo isso, numa Escola com 2º Ciclo + 3ºCiclo é muito mais fácil “acertar/jogar” com os horário…
É uma questão de fazer contas.
Pode haver grupos que sejam prejudicados, mas com 50 minutos o global será sempre beneficiado (já mostrei acima).
Quanto à distribuição, é fazê-la para ver quem ganha e quem perde.
Mas não culpem os 50 minutos!
António
O MEC não tem autorizado dar 100 minutos de apoio a todos os professores. Esses 100 minutos podem ser dados se sobrarem horas após a distribuição das disciplinas.
Pode ter autorizado na sua escola, porque é TEIP. Esse é um detalhe muito importante, que talvez explique a aprovação da matriz que indicou.
Nas escolas “normais” essa matriz e essa distribuição não é autorizada.
Exacto! Tal como as horas do crédito.
Estas foram distribuídas pelos vários grupos, de forma mais ou menos equitativa, mas tendo em conta o nº de tempos necessário.
É óbvio que em Matemática priveligiámos os apoios, ao invés da DT.
Exacto! Tal como as horas do crédito.
As DTs foram distribuídas pelos vários grupos, de forma mais ou menos equitativa, mas tendo em conta o nº de tempos necessário.
É óbvio que em Matemática privilegiámos as horas de crédito para apoios, ao invés das DT, no 3ºciclo.
Houve um lapso, faltando nas observações referir que há 2 docentes do 300 destacados.
Além disso, os professores de Português têm mais horas de redução que os da Matemática.
Quanto ao no de turmas, são 51: 10 do 5º ano, 12 do 6ºano (1 PCA), 11 do 7ºano (1PCA), 10 do 8º(1PCA) e 8 do 9º ano, com 1368 alunos e 137 alunos com NEE, dos quais 17 exigindo turma reduzida. O Agrupamento é Teip.
Além disso, todos os que sabem fazer contas, vêem que é vantajoso para os professores os 50 minutos. Aqui, acertam-se todos os horários com 1000 minutos letivos, ficando 100 para apoios (9 a 10 horários em 100 professores); com 45 minutos, têm que se distribuir 23ou 24 tempos (estes maioritariamente) sobrando 65 ou 20 minutos para apoios. É só fazer contas…
Quanto ao resto, só português e matemática perdem tempos. Pela 1ª vez. E não é por terem mais tempo que o sucesso aumentou…
Não entendo a linha de raciocínio do António. Vejamos: 1) horários de 50 minutos: retira 100 minutos a todos os professores para apoio e sobram 1000 minutos, ou seja, 20 aulas de 50 minutos: 2) horários de 45 minutos: retira 100 minutos a todos os professores para apoio e sobram 1000 minutos, ou seja, 22 aulas de 45 minutos e ainda 20 minutos sobrantes. Não entendo o que o leva a concluir que neste cenário os professores têm de leccionar 23 ou 24 aulas de 45 minutos.
Francisco Queirós
Ui. lindo que comentário:
“Quanto ao resto, só português e matemática perdem tempos. Pela 1ª vez. E não é por terem mais tempo que o sucesso aumentou…”
O colega que vá ler as metas e o NPMEB e depois logo a malta fala, quando chegarem as metas a todas as disciplinas bem como Provas Finais… ai logo vamos ver….
Pois, se fizesse distribuição de serviço percebia: é que 20 tempos de 50 minutos dá 1000 minutos; com 45 minutos precisa de 23 tempos (1035 minutos) ou 24 (1080 minutos), pois é difícil acertar a 23 tempos. Assim, como o total de minutos da escola para distribuir é sempre o mesmo, letivo+crédito+DT, quanto maior o tempo que sobra ( e 100 minutos é mais que 65 ou 20) mais horários. Esse o motivo pelo qual com 50 minutos há mais horários do que com 45 minutos.
Quanto à distribuição prejudicar, desta vez, a Matemática e o Português, lamento, mas continuo a mostrar que o saldo é positivo para a globalidade dos professores, dos alunos e das escolas.
Não há ninguém que consiga arranjar um exemplo de uma Escola mais ou menos do mesmo tamanho com uma organização de 45 minutos?
Ou da parte que me interessa, alguém do 500 com horário completo numa escola com tempos de 45 minutos pode dizer quantas Turmas é que tem?
É que para mim o essencial é o número de Turmas por professor.
Colega, diz isso por desconhecimento. Com 45 minutos, no caso da minha escola, em que não há reduções do 79º na Matemática, cada professor teria 4 turmas (900 minutos), mais 2 tempos e 10 minutos (100 minutos) de apoio, mais 100 minutos do crédito ( ou DT).
Já tentei demonstrar que as horas não aumentam, e que ao dar mais à Matemática, vamos dar menos às outras disciplinas.
Já percebi que o colega quer ter razão, a sério parabéns.
27 Turmas a 4 Turmas por horário completo dá 6 completos + 1 incompleto
27 Turmas a 5 Turmas por horário completo dá 5 completos + 1 incompleto
Para mim é tão simples como isto, em tempos de 45 minutos pode um professor ter 5 Turmas com 5 tempos de 45 minutos semanais, sem ser obrigado a ter horas extras? Sim ou não?
É ilegal como já disse num outro tópico? Se sim porque?
Eu estou a falar do caso da Matemática em particular. O que o colega diz é que para dar mais à Matemática tiramos aos outros, e isso é mau, ok, mas dar aos outros para tirar à Matemática já é bom?
Não é isso.
O problema é que vai utilizar 600 tempos do crédito, ficando a Distribuição do mesmo limitada por Portiguês e Matemática.
É bom para a Matemática, mas vai limitar a distribuição dos outros grupos.
Não se pode dar 5 turmas, pois não pode haver horas extra (25 minutos) – ilegal pois é contra o despacho normativo. A alternativa são as 4 turmas mais 200 tempos de apoio ou DT (sendo que 100 minutos saem sempre do crédito limitando as opções pedagógicas das restantes disciplinas). É óbvio que, olhando Para as 2 disciplinas sujeitas a exame nacional, isso até é bom. Mas à custa de quê?
Como já disse, cada escola tem que ponderar bem o que pretende, mas sem falsas proposições.
Eu quero esclarecer que não estou contra o colega nem contra quem defende os 45 minutos.
O que penso, e comprovámos, é que as aulas de 50 minutos têm sido mais eficazes e a distribuição é mais equitativa. Mas devemos fazer opções e ter a humildade de reconhecer quando erramos e alterar as opções.
O meu intento é contribuir para esclarecer que, qualquer que seja o ciclo, há sempre mais horários com 50 minutos, no total dos grupos, apesar de haver perdas no português e na matemática (mas porque este governo aumentou a carga horária em 2011).
O que temos sempre é de arranjar uma solução de compromisso.
Afinal sempre tive razão no que toca a apenas e exclusivamente à matemática do 3º Ciclo e Sec.
Já agora como é? Nos horários põe-se horas extras ou vai-se contra o normativo?
Falsas proposições é dar a entender que com aulas de 50 minutos todos ficam a ganhar…
Falsas proposições é vir dizer que a Matemática até teve aumento de carga horária quando nos foi retirado todo o crédito horário do PAM e PM.
Falsas proposições é esquecer que este novo programa foi feito, e qualquer dos autores do mesmo, lho diz para uma carga superior ao que existe neste momento, fale na sua escola com os colegas do 500 e pergunte-lhes quantos conteúdos novos é que as Metas vieram trazer.
E sei claramente que estou apenas a defender o meu grupo, mas somos nós que temos Provas Finais no final e já agora devia saber que o crédito de horas das Escolas está dependente dos resultados dessas mesmas Provas Finais.
Relativamente a este assunto para mim está encerrado, é algo que foge completamente ao meu controlo no que se refere à minha Escola, e já despendi demasiadas energias num bate-papo em nada produtivo.
Parece que estive a pregar no deserto.
Quando se pensa apenas no seu umbigo, não se consegue apreender o que os outros dizem: nem se põem horas extra nem se vai contra o normativo – atribuem-se horas do crédito.
Acho melhor encerrar, pois o colega continua (mal) convencido da sua razão, que, como já referi, compreendo, mas não aceito, pois a educação deve ser global.
Antonio
A distribuição das DT terão sempre de ser considerada, pois se não forem utilizadas em LP ou em Matemática serão utilizadas noutros grupos, influenciando a distribuição de serviço desses grupos.
Pelo que falta saber a quem foram atribuídas as DT na sua escola, para se fazer as contas e as comparações.
cara C3po desculpe dizer mas o problema da mat são mesmo os alunos que não se aplicam, vs programa demasiado extenso, e não falta de horas para a mat. pois com pam e pm e a desgraça era igual……..mt pior não ficará!
Vamos ver, que o colega não tenha memoria curta para os resultados das Provas Finais deste ano.
vai ser de certeza..NÃO HÁ MILAGRES…
a não ser que apostem no fácil…
Informação sobre o referido”mito”.
Numa escola, foram feitas as contas com 50 e 45 m. Não haveria nunca mais professores com 50 m. O que sucederia até seria ligeiramente contrário: enquanto com 45 m, sobravam, por exemplo, 12 h, num grupo, com 50 m sobravam 10 h. Isto significa que o número de professores seria o mesmo na maioria das escolas mas seria até menos naquelas que estavam no limite para mandarem ou não professores a DACL: neste caso, a referida escola que, em três grupos estava nesse limite, conseguiu não enviar 3 professores a DACL. Se tivesse optado pelos 50, pelo menos dois deles teriam de ter ido. Globalmente, 50 m ou 45 m vai dar praticamente no mesmo, exceto em casos pontuais do limite que referi. Penso, no entanto, que, em termos de concentração dos alunos e questões disciplinares, a opção por 50 m seja mais adequada.
Os 50 m, por exemplo, entre HGP e Inglês, no 2º Ciclo, implicam que, num dos anos, pelo menos, uma das disciplinas tenha menos um tempo, enquanto que, com 45 m, ambas têm os mesmos 3 tempos. No 3º Ciclo, a opção por 50 m também tem perdas para História OU Geografia e para Educação Física, em termos de tempos, mas, como disse, em número de professores não terá implicações de maior.
Toda esta conversa pode não valer de nada, uma vez que não se sabe o que irá suceder com o Despacho de Organização do Ano Letivo nem com a reorganização curricular e não seria de estranhar a existência de mais alterações que nunca são para aumentar horas.