Sobre a Colocação de Professores na Formação Profissional

Algumas informações sobre a colocação de professores na formação profissional do IEFP:

Tendo em conta a abertura de 60% das vagas para docentes, seria também interessante que grande parte destas vagas pudessem vir a ser ocupadas para servir uma futura vinculação “extraordinária”.

Resumo da reunião com o Presidente e Vice Presidente do IEFP

 

– Haverá lugar a concurso para colocação de professores nas Áreas da Componente Base em data ainda incerta;

– A atual suspensão de início de ações de formação não se deve a este concurso. Está relacionada com o Ministério das Finanças (a situação está a ser resolvida, sem previsão de data);

– Este concurso não afectará a Componente Tecnológica, que permanecerá como até à data;

– O concurso será colocado na plataforma do Ministério da Educação e o início será amplamente divulgado;

– O concurso obedecerá aos moldes das ofertas de escola/ AECS (50% graduação; 50% entrevista).
O tempo de serviço de formação será tido em conta (claro que têm que solicitar que o mesmo seja transformado em dias de serviço para efeitos de graduação), assim como a colaboração mantida com o IEFP.

– Poderão concorrer profissionais com habilitação para a docência, mesmo que não constem das actuais listas de professores do Ministério da Educação. Contudo, terão prioridade os professores que estejam vinculados à função pública e/ ou professores que estejam a receber o subsidio de desemprego;

– Estes novos professores/ formadores terão horário completo (22 horas letivas) e as restantes horas serão para realizar trabalho relacionado com a formação (foi mencionado o SIGO, SGFOR e relacionamento com as empresas);

– Estes professores ocuparão cerca de 60% das vagas, pelo que continuará a haver lugar à contratação de formadores a recibos verdes (que continuará nos mesmos moldes e com o mesmo valor hora);

– Os atuais formadores que tenham ações de formação que se prolonguem após 31 de dezembro (data de término do contrato) e estejam a ministrar alguma UFCD, continuarão até o término da mesma.

– Os professores colocados poderão ter que se deslocar para dar formação em vários locais. Deslocar-se-ão em viatura própria e será pago o equivalente ao transporte público a partir do Centro de Formação ou do seu local de residência, desde que as sessões de formação não sejam na área de residência nem no Centro. Pelo que, no concurso/ seleção de professor/ formador será tida em conta a proximidade ao local de formação.

– Os cursos EFA, como os conhecemos, sofrerão alterações e será dada preferência às Formações Modulares de Curta Duração.

– O regulamento que rege os Cursos de Aprendizagem também será alterado. Os alunos terão provavelmente de realizar os Exames Nacionais e a Prova de Avaliação Final. Esta prova será realizada pelos professores/ formadores e será colocada numa plataforma informática para avaliação e posterior consulta. Pretendem que as ações de formação não funcionem como “vassoura do Ministério da Educação”, mas sim como uma oferta válida.

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10 comentários

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    • professorinha230 on 24 de Setembro de 2012 at 16:58
    • Responder

    Como faço para me candidatar a estas vagas?
    Onde são publicitadas? Quando?

    • espero... on 24 de Setembro de 2012 at 17:16
    • Responder

    Espero que não se esteja a transformar a profissão em trabalho (mais) precário e espero que seja uma forma de “escoamento” de pessoal, pois este ano foi uma razia…

  1. Muitas dúvidas mas é algo que à partida parece ser uma boa notícia.

    • jota on 24 de Setembro de 2012 at 18:30
    • Responder

    Se o valor da deslocação é a do preço correspondente ao transporte público, seria melhor se comprassem os bilhetes… sempre ajudavam a CP, Carris, Soflusa, Transtejo, Rodoviária Nacional, Metro e outras empresas de transporte…

    • Zé dos bonés on 24 de Setembro de 2012 at 18:59
    • Responder

    Boa notícia?
    Não auguro aqui nada de bom.
    Se um professor “normal” não recebe ajudas de custo, estão à espera que o IEFP as pague por ser um bom samaritano? Desenganem-se.
    Precariedade já existe e vai ser o pão nosso de cada dia.
    Alguém trave isto o mais depressa possível!

    • Prof. Profissionalizado inscrito no IEFP on 24 de Setembro de 2012 at 19:06
    • Responder

    Pois, no passado dei a formação profissionalizante dos cursos EFA e “roubaram-me” o tempo de serviço. Já só querem contar o tempo para quem dá a formação de base.
    Nas escolas, quem dá as disciplinas técnicas dos cursos profissionais vê o tempo de serviço contabilizado.

  2. Prof profissionalizado inscrito no IEFP ( poça, que demora a escrever o nick! )
    Desculpe a ignorância, mas o que é a “formação de base”?

      • Para a próxima... on 26 de Setembro de 2012 at 12:17
      • Responder

      Para a próxima usa copy-paste

    • Girassol on 25 de Setembro de 2012 at 22:07
    • Responder

    Arlindo obrigada por esta publicação:)
    Para quando serão as primeiras ofertas? A remuneração será equivalente ao nosso índice habitual ou serão valores diferentes?

    • Ana on 27 de Setembro de 2012 at 14:37
    • Responder

    Também gostava de saber como nos candidatamos, quando aparecem as 1ªs ofertas e qual a remuneração. Obrigado

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  2. […] 1 de Outubro de 2012 Notícia de Hoje no Correio da Manhã a propósito das informações contidas neste post. […]

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