Chegou-me este mail oportuno para fazer um debate sobre a vinculação “extraordinária” de professores contratados. Coloco entre aspas o extraordinária porque tenho uma opinião muito própria sobre o assunto que mais tarde darei conta.
Por enquanto coloco esta reflexão da Isabel Ferreira e durante a semana voltarei a este assunto para encontrar formas e soluções para uma vinculação do maior número de professores contratados em 2013., isto se entretanto os anonymous me deixarem sossegado.
O MEC veio hoje manifestar a intenção de integrar permanentemente, ainda este ano civil, um número não quantificado de professores (neste Blog também já o tinhas adiantado e até manifestaste alguma satisfação). Mas como somos governados por políticos portugueses gostava de levantar algumas dúvidas, que coloco à reflexão de todos. Vamos pelos critérios desta vinculação extraordinária:
Critério nº 1 – Tempo de serviço:
Para aferir as necessidades permanentes de uma escola (e neste caso do sistema) podíamos estabelecer que quem leccionasse há mais de 10 anos deveria ser imediatamente vinculado (10 anos a trabalhar é sinal mais do que suficiente da necessidade desse professor). Mas porquê 10 anos? Porque não 9 ou 11? Porquê uma permanência mínima no sistema? Não seria mais justo ter como critério a graduação? Parece-me que sim. Só este critério é válido. A graduação e não o tempo de serviço (que embora estejam associados não são uma e a mesma coisa).
Critério nº 2 – Permanência em determinada escola ou a famosa “recondução”:
É um critério aparentemente válido; se uma determinada escola precisou durante 3 ou mais anos de um professor de Inglês isso é uma necessidade permanente. O problema é que o Professor de Inglês não tem necessariamente que ser o Zé Manel (que entretanto viu o seu contrato renovado 3 anos seguidos). Se há necessidade de um Professor de Inglês que se vincule um professor de Inglês com o critério da…. óbvio, da graduação. Como? Se a Escola de Santa Coisa precisa há 3 ou mais anos de um Professor de Inglês, o que significa que precisa permanentemente de um professor de Inglês (e não necessariamente daquele que entretanto por lá tem ficado) tem que se fazer…. um concurso nacional para se poder escolher o Professor mais graduado para aquele horário!
Se a Escola de Santa Coisa precisa de um tal Professor tem que se dar a oportunidade a qualquer Professor daquele Grupo de manifestar a preferência por aquele horário e desta forma colocar o melhor graduado. Mas se assim for, ao horário de Santa Coisa vai concorrer o professor colocado em Assobio, professor este que será vinculado permanentemente em Santa Coisa em Dezembro tendo, no entanto, que terminar o ano em Assobio?!
Critério nº 3 – Não fazer a vinculação extraordinária – fiquemo-nos pela ordinária – com calma e critério
fazer a dita vinculação, mais do que justa, no decorrer do ano lectivo, permitindo que todos manifestem as preferências e colocar todos os que forem necessários pelo critério da…. Graduação.
Porque isto, assim feito à pressa, é uma forma do MEC passar a mãozinha nas costas de alguns como forma de calar todos…. E se a graduação for o critério (porque é o único aceitável) os problemas que criará serão muito mais graves do que aquilo que resolve. Espere-se pelo concurso ordinário e isto faz-se à mesma!!
Obrigado pela paciência




66 comentários
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Penso que a vontade súbita de vincular profs ainda durante este ano lectivo resulta de querer assegurar um lugar para profs que têm sido fieis ao sistema público ANTES de chegarem os colegas do particular que no concurso ordinário de 2012/2013 já concorrem na 1ª prioridade.
Tretas! se fosse isso usariam o criterio ter leccionado pelo menos x anos num estabelecimento publico!
Não me parece justo somente a graduação,pois a avaliação curricular/experiência parece-me muito relevante para essa vinculação.Há pessoas mais graduadas,mas possuem pouca experiência.No meu caso pessoal,já leciono desde 97/98-já lecionei todos os anos desde o 7º ano 12ºano;já prestei apoio no 2ºciclo;já fui diretora de turma várias vezes;já fiz parte de vários projetos a nível de escola;já lecionei o antigo recorrente;EFAs,Cefs,cursos profissionais;aecs,jardins de infância etcccc…..Não me pareceria justo uma pessoa com mais graduação e muita menos experiência do que eu fosse vinculada à minha frente….PS:O que acabo de dizer,não quero de forma alguma “enaltecer” o meu currículo,mas apenas dar um mero exemplo,pois como eu haverão outros colegas com percurso profissionais semelhantes…..
incrível, está a defender então uma espécie de avaliação curricular/entrevista que tantas injustiças tem levantado nas ofertas de escola!? isso é igual a cunha!
a graduação profissional é a ÚNICA forma de integrar a média de curso e o tempo de serviço de forma justa!
O colega está equivocado(a)…com o que disse.Não estou a defender isso,até porque quem faria a avaliação de um curriculo/registo biográfico para fins de vinculação seria o ministério ou outra entidade e não um diretor de uma escola.Não percebeu de todo a minha observação!!!!!
Compreendo e respeito a opinião e situação da colega, mas não concordo.
A vinculação aos quadros sempre foi feita de acordo com a graduação. Para mim é o critério mais justo. Entrevistas e avaliações curriculares já são “variáveis” a mais.
Graduacao…quanto mais subjectividade…mais injusticas e trapalhadas…
Colega
A única forma de alguém ter mais graduação e menos experiência (tempo de serviço) que a colega é ter saído com melhor nota da universidade e isso também conta. Se fala em experiência no sentido de cargos desempenhados/ nº de disciplinas lecionadas, então tenha cuidado porque se a vaga de vinculação for, por exemplo no 300 para lecionar Português ao secundário, então todos os anos que a colega tem em “antigo recorrente;EFAs,Cefs,cursos profissionais;aecs,jardins de infância etcccc” podem não lhe ser contados e ficará bem atrás de um colega que só tenha lecionado no 300.
Não vamos fugir da graduação, que até à data é o mais justo e coerente…
Parece-me injusta a vinculação por graduação, já que, quem fez a profissionalização depois de ter começado a dar aulas, vê-se graduado em posições bem menos confortáveis, apenas porque o tempo de serviço anterior é contabilizado pela metade. Se um professor está no “sistema” há já 15 anos, antes e depois da profissionalização, contabilizando mais de 10 anos de serviço, com horários completos ou incompletos, não é mais coerente vinculá-lo do que um que apenas aí permanece há 5 ou 6 anos, depois de profissionalizado?
Um “dentista” marroquino deve poder exercer em Portugal, depois de 30 anos de “experiência” a arrancar dentes e pôr dentaduras no mercado de Marraquexe?! A profissionalização tem uma razão de ser e o tempo antes da profissionalização tem uma razão para ser desvalorizado, não só a nível pedagógico e didático, mas também numa perspetiva de justiça , caso contrário voltavam os Eng. a dar aulas de matemática porque o fizeram 25 anos, as pessoas com 12º ano que deram aulas de EF durante 20 anos e os professores de educação tecnológica com o 6º ano “antigo”.
Tudo o que não seja a gradução, é querer puxar a brasa à sua sardinha.
O colega deve ser muito novo!!!Eu fico indignada com o tamanho das sandices que leio. Eu e muuuitas outras pessoas frequentaram SÓ a que foi esta semana a melhor universidade portuguesa, numa via educacional e, portanto com cadeiras pedagógicas feitas ao longo do curso, instituição ilustre essa que não asseguram profissonalização aos seus alunos!!!
Pois. Facto esse que deve ser tido em conta pelas pessoas que escolhem essas vias.
Não é fazer primeiro e queixarem-se depois e tentar arranjar subterfúgios.
Quanto à questão da idade, tendo em conta que até aos 40 se pode ser jovem agricultor, já não sou jovem,
e se a esperança média de vida fossem 90 anos também ainda não era de meia idade, acho piada às sandices das de algumas pessoas velhas.
@EA
– até porque ali nos finais de 90/início de 2000 não houve profissionalizações durante uns largos tempos…
-se até os cursos que eram para ser professor/a não tinham via ensino até certa altura..
-E como muito boa, mas mesmo muito boa gente fez as profissionalizações e vinculou sem lhes tirarem metade do tempo de serviço para efeitos de graduação… colocando quem veio a seguir a morrer na praia…
É claro que basear a vinculação na graduação dos professores é injusto, uma vez que os mesmos podem trabalhar pouco tempo mas ter uma nota de curso mais elevada e desta forma ultrapassar os colegas que andam hà mais tempo no terreno a mostrar o que valem, a viver as situações, em suma a ganhar a experiência que é necessária para um ensino com qualidade. O tempo de serviço é o mais correto.
Mas se tem uma nota de curso mais elevada, acho muito bem que seja beneficiado por isso!! isso é injusto? porquê? a graduação profissional é a única forma de integrar a média de curso e o tempo de serviço de forma justa!
Pois… e como é que se avalia essa “experiência”, como é que a diferenciamos da repetição?! Quem avalia a qualidade?! O colega, que muitas vezes é apenas o mais antigo e não tem qualquer experiência, formação, nem vocação para a avaliação pedagógica.
Penso que a vontade súbita de vincular profs ainda durante este ano letivo resulta de querer assegurar um lugar para profs que têm sido fieis ao sistema público ANTES de chegarem os colegas do particular que no concurso ordinário de 2012/2013 já concorrem na 1ª prioridade.
Se a colocação a nível nacional tem em conta a Graduação, obviamente a vinculação (extraordinária ou não), também deve ter. E como é obvio esta contratação extraordinária, nesta altura, nada tem a ver com os professores do privado para o ano já concorrerem em 1ªprioridade… Primeiro porque é um governo de direita e que foi quem “deu” a 1ªprioridade a esses professores. E depois porque esses professores que vão sair do privado para vir para o publico devem corresponder a 0,01% dos professores, ou seja, é completamente insignificante.
Sou (era) professora contratada, precisamente há dez anos e revi nesta reflexão a minha opinião sobre o assunto da vinculação extraordinária, mas queria ainda acrescentar alguns aspectos.
Quem está actualmente à frente do ministério, provavelmente não se lembra que no ano lectivo de 2009/2010 foi dada a oportunidade de recondução a docentes que completassem horário até 31/12/2009. Esta medida gerou muitas desigualdades, actualmente tenho colegas menos graduados que eu que ficaram 4 anos na mesma escola uma vez que tiveram a sorte, nesse ano, de completar o horário (do antigo intervalo horário 3) e de nos anos seguintes o horário se manter. Entretanto, outros mais graduados que não tiveram a mesma sorte ficaram sem direito a recondução.
Esta situação já é má, não termos acesso a horários onde estão colegas menos graduados, sobretudo se juntarmos o facto de que se soubéssemos quando concorremos, que estas colocações poderiam ter influência numa vinculação, provavelmente alargaríamos o leque de escolhas.
Por tudo isto, considero que um vinculação extraordinária só será justa se for feita nos moldes da ordinária, com vagas públicas e recorrendo à graduação profissional.
É uma vergonha e uma grande falta respeito o que se tem passado nos últimos anos, a meio do jogo o Ministério lembra-se de mudar as regras, no entanto os contratados não têm nova oportunidade de lançar os dados!
Os comentários que leio aqui e nas redes sociais acerca deste assunto fazem-me ficar cada vez mais triste e desiludido com a ingenuidade dos professores. Mas então nós não estamos no último ano deste ciclo de 4 anos?????? Mas então, supostamente, não temos aí um concurso às portas????? Para que é que é esta conversa de vinculação extraordinária da treta??????? Estes gajos do MEC já nos andam a enganar há tanto tempo, reformam uns e deixam outros eternamente como contratados (para pagarem menos). Mas vocês ainda acreditam no PAI NATAL?????????? Isto quer é porrada, porrada para cima deles…
Qual vinculação extraordinária qual quê! Então e as turmas a 30 alunos???????? Mas que merda é esta?????? 30 alunos numa turma???????
É pá, para mim isto já ultrapassou todos os limites…
Para mim tudo se resume nesta frase:
“Porque isto, assim feito à pressa, é uma forma do MEC passar a mãozinha nas costas de alguns como forma de calar todos…. ”
E tal como também já foi dito ( e muito bem)
“E se a graduação for o critério (porque é o único aceitável) os problemas que criará serão muito mais graves do que aquilo que resolve. Espere-se pelo concurso ordinário e isto faz-se à mesma!!”
Novamente isto é para por um lado calar a malta e os Sindicatos (novamente) virem dizer que conseguiram uma grande vitória e bla bla bla bla….
Não concordo que o critério a considerar seja exclusivamente a graduação profissional. Esta tem em conta TODO o tempo letivo ministrado em qualquer área ou instituição que permita a contagem de tempo de serviço. Ex.: formações CEFs, EFAs, etc. em instituições privadas; tempo de serviço lecionado num grupo de recrutamento diferente do da habilitação profissional; tempo de serviço lecionado no ensino privado; … Há que privilegiar quem permaneceu no ensino público e no próprio grupo de recrutamento para o qual tem habilitação profissional. Por acaso o tempo desempenhado como administrativo na empresa X será tido em consideração na efetivação na empresa Y?
Eu tenho tempo de serviço nos casos que referi e não acho que deva ser considerado para a vinculação extraordinária. E não, mesmo assim, não tenho 10 anos completos de serviço letivo. Ficarei de fora se o critério dos 10 anos for tomado em conta (também não percebo a razão de ser 10 anos), mas acho que temos de ser objetivos nos critérios e não pensar apenas em proveito próprio.
Em vez de 2012/2013 deveria ter escrito 2013/2014
Mas anda tudo doido ou quê! Se não fosse professor, com 10 anos de serviço, sendo os últimos 5 anos seguidos e sem interrupção, em qualquer outra profissão, eu já pertencia aos quadros dessa empresa! Isto só prova que o estado é o primeiro a não cumprir com o decreta.
Ah outro fator mto importante que também deveria ser ponderado na vinculação a idade-pois para além de tudo que enumerei acima….já tenho quase 40 anos!!!Não será justo tb pesar na blança ou será que deverei passar para a reforma um dia,sem nunca ter vinculado????
Permita-me discordar. Há colegas que começaram a trabalhar desde muito cedo, e outros há que fizeram experiências profissionais antes de entrar no ensino. Não seria justo uma pessoa só por ter certa idade passar há frente de colegas que já trabalham há mais anos. A idade já é um dos critérios de desempate na graduação.
A idade não deve ser considerada, não! Concordo com o oleg. Eu sempre fui penalizada pela data de nascimento, desde que terminei o curso, por ser de Dezembro. Não me parece justo, por ter feito um percurso académico normal, sem penalizada e ter ficado atrás de colegas que repetiram anos, mudaram de curso, demoraram mais tempo a terminar a sua licenciatura e obtiveram com a mesma graduação que eu. Já chega de ser penalizada pela idade!!!
Ainda há tempo:
Excelente ana vou partilhar, não conhecia. Obrigada.
Ainda há tempo Portugal:
1. Meus caros. Estariam atentos e verificavam que o ministro deixou escapar, durante a entrevista na TVI, um número “400”. Se assim for, cala a malta, pois cumpre o prometido.
2. A propósito da graduação profissional, ela por si só não diz muito. De facto, quantos doutores saíram nos últimos 5 a 10 anos com grandes notas. Proliferam os 15, 16 e outros valores. Junte-se o ano de estágio, uns anitos a dar umas aulas (alguns dos quais na escola privada do conhecido..), um pouco de sorte nas colocações para a graduação ser elevada.
Esta situação cria expectativas nuns e retira espaço a outros. O número de candidatos a professor aumenta, conferindo razão ao ministro quando este, não diz mas dá a entender que há professores a mais. Na verdade há cada vez mais candidatos (ainda me lembro que eram 30 a 35 mil, agora são 50 mil!!)
Penso que o tempo de serviço associado a contratações anuais no sistema publico de ensino justifica a vinculação.Crie-se um quadro de docentes com vínculo que satisfaçam as necessidades das escolas de um ou mais concelhos e o problema fica resolvido.
Acabem com as cíclicas e com estas acumulações “manhosas” em que uns têm mais sorte de que outros e vice versa. Qual a razão de retirar das listas um docente colocado num horário incompleto. Num horário de 8 horas receberá à volta de 400 euros. E depois? Está colocado, risca da lista. Ainda bem para os que estão atrás de si na graduação.
Com a introdução dos novos códigos de intervalo do número de horas muitas pessoas foram prejudicadas, neste concurso que se assemelha cada vez mais a um jogo ou à “roleta russa”.
Com um vínculo, os docentes progrediam na carreira e deixavam, como eu, de receber quase o mesmo ordenado a 15 anos.
Por outro lado, acabava esta “novela” que repete todos os setembros sobre o inicio do ano letivo e as colocações de professores. Já estou cansado de ver e ouvir sempre a mesma coisa….
Caros colegas, pelo que ouvi do ministro, vincular 400 professores não resolve nada. Vamos insistir com os sindicatos para lutarem pelo fim das reconduções, essas sim são uma grande injustiça e a razão pela qual me encontro desempregada ao fim de 12 anos.
Não concordo que a vinculação tenha apenas em conta a graduação. Pois todos bem sabemos que nos últimos anos as notas com que alguns saem das faculdades e afins são bem “adulteradas”.
Se alguém quiser ter esse trabalho, compare as notas com que esses colegas entraram para a universidade e afins e as notas com que saíram: médias à entrada quase negativas e à saída 14, 15, 16… Enfim, fruto dos tempos em que tudo está inflacionado.
Quem estudou na Universidade de referência do país (Universidade do Porto) sabe o que diz! No entanto, vale apenas esse orgulho, porque na prática dos concursos, somos penalizados pelas médias com que saímos.
Mais importante do que a nota com que se termina um curso, é o local onde se fez esse mesmo curso, pois isso diz tudo!
Façam uma avaliação às universidades, politécnicos, eses’s, para não falar no “Ensino Superior Privado”! Bem, então, esses é de fugir! fala com conhecimento de causa.
Concordo com a ana!
Verdade. Um fator de ponderação em função da qualidade da instituição de ensino onde se tirou o curso. Embora, creio que isso nunca vá acontecer, até porque há muitos professores “Relvas”. Mas deveria ser assim, aliás iria mais longe e fechava muitas dessas “Instituições” de ensino que dizem “formar” professores
Olá, Ana!
Concordo contigo em género, número e grau!
Licenciei-me no Porto por influência de vários professores do ensino básico e secundário de cá da terra! Na altura, eles queixavam-se e relatavam casos “pedagogiacmente estranhíssimos”, que se passavam nas escolas do concelho, que recebiam estagiários e depois professores da universidade do distrito! Não, não vou dizer qual é, pq n pretendo “ir por aí”, mas posso dizer que é muito perto do Porto e que não é das “clássicas”!!
O que aconteceu? Colegas que fizeram o secundário comigo (e cujo desempenho eu conhecia bem!!!!) acabaram o curso com nota superior á minha (sempre a partir de 14!) e eu, que no Secundário tinha um desempenho superior, acabei com 11 valores! Honrados 11 valores!!!!!
Concluam o que quiserem…………….
Ana, pertenço a uma universidade pública portuguesa, a Universidade de Aveiro, e não entendo o seu comentário acerca da Universidade do Porto. É uma universidade que aposta em conteúdos clássicos e poucos práticos, ou seja, muito desligada da realidade circundante e muito livresca! Considero as notas o espelho daquilo que lá dentro de facto se passa… A Universidade de Aveiro, Universidade do Minho e Instituto Politécnico do Porto é o Ensino Superior de referência que temos. Não a universidade que refere que opera muito como se ainda se vivesse e trabalhasse no século passado!
Bom dia. Já tenho mais de dez anos de serviço e teria mais se não houvesse reconduções. Todos os anos vejo docentes a passarem à frente com menos graduação. Se as colocações fossem justas esses docentes nunca teriam dado aulas, logo não teriam direito sequer a subsidio de desemprego e os que deveriam estar nesses lugares ocupados por quem não deveria estar, está no desemprego, com subsídio. Cada vez mais defendo que só deveria contar o tempo de serviço para uma lista graduada, para desempate a nota de curso e a idade.
Acabei o curso em 2000, desde aí já tenho mais de dez anos de serviço, não estive parado à espera de qualquer cunha ou qualquer entrevista, já dei aulas nos açores, madeira, e continente.
A graduação só serve para aqueles que tiram cursos que as notas são dadas, acabam o curso com médias de 17, 18, 19 e depois basta conhecer alguém dentro de um agrupamento para ir a uma entrevista. A título de exemplo, no final do meu curso, num universo de 80 alunos só um teve como nota final 16 valores, cinco com 15 valores e os restantes 14, 13, 12 e 11. (não é o que se passa hoje em dia)
Não quero ofender a quem realmente merece as notas mais elevadas.
este ministério, este governo, não sabe, decididamente, o que anda a fazer. meteu-se nisto e agora é um desenrasque sistemático. quem pretende vincular não inventa mega agrupamentos nem retira formação cívica (uma disciplina fundamental e à qual nunca foi dada o devido valor…) do currículo. haverá meia dúzia de vinculações, umas manifestações e pronto. não entendo a razão porque não se faz uma greve de dias, logo a abrir o ano letivo. a greve é um direito e uma força muito grande que os trabalhadores possuem.
quanto aos critérios da vinculação. parece-me evidente que, havendo, terá de haver uma discriminação positiva. pela minha parte, ficaria no seguinte: 40 anos de idade e dez anos de serviço. o mundo não é só feito de jovens…
Acabar com as reconduções e colocações em Teip é mais urgente que esta “vinculação extraordinária” que até prova em contrário não lhe confiro nenhuma vantagem nem justiça!!!!!!!!
Professores que trabalham há + de 10 anos preocupem-se com os que vos andam a ultrapassar, porque quem anda a renovar há 3 anos a continuar assim, mais ano menos ano passam-vos a perna!!!!!
Acabar com as renovações e colocações em Teip é mais urgente do que esta “vinculação extraordinária” que não lhe confiro justiça e vantagem até prova em contrário!!!!!!!!!
Lembraram-se deste assunto para desviar as atenções dos professores. Como já alguém escreveu ontem o Ministro falou em 400 professores!!!!!!!!!!
Acreditem, professores com mais de 10 anos de serviço, que nas renovações e “nos amiguismos e cunhas” falamos de um número em muito superior a esse.
Unamo-nos e lutemos pelos nossos direitos e pelo que realmente nos prejudica não nos deixemos iludir com conversas da treta.
Bom dia!
Gostaria de deixar o meu humilde contributo para a questão em causa.
Parece-me que a questão dos 10 anos de serviço foi posta em cima da mesa sem qualquer justificação.
Embora me pareça excessivo, a manter esse critério deveria ser cruzado com a graduação profissional. Ou seja, os professores com 3650 dias de servico (os tais 10 anos) poderiam aceder ao concurso de vinculação extraordinária e os mesmos seriam ordenados de acordo com a respetiva graduação profissional. Essa vinculação deveria ser feita num âmbito geográfico do tipo qzp numa primeira fase e em sede de concurso nacional (2013/2014)concorreriam para QE/QA com todos os candidatos.
O que não me parece razoável é vincular os professores com base num critério de reconduções ou semelhante.
Ana Isabel
Concordo em absoluto com o José Ricardo! E mudava uma coisa nos critérios para a vinculação: 40 anos de idade e 15 de serviço, uma vez que, segundo as palavras do MEC, irão vincular mt poucos. Sendo assim parece-me um critério válido. Infelizmente não cumpro esses requisitos mas parece-me justo para quem anda nisto há mts anos.
O ministro referiu o critério: graduação.
O concurso será em tudo igual aos concursos ordinários, excepto no timing. Acontece que a antecipação do concurso exclusivamente para professores que leccionam em escolas estatais é imperioso, porque visa proteger, pela ultima vez, os professores contratados pelo estado há décadas.
Temo que o número de vagas seja escasso, mas é justamente neste aspecto que os sindicatos podem exercer alguma pressão.
Venha a vinculação! Rápido, antes que apareça um qualquer argumento financeiro de última hora a impedi-la.
Não, o ministro não referiu a graduação e sim a antiguidade; coisas distintas por sinal…
Havendo vinculação extraordinária terá que ser feita pela graduação profissional.Sempre foi feita assim a vinculação dos professores. Caso contrário violará “o principio da igualdade”.
Pela graduação, mas com 10 ou mais anos de serviço no público. Assim sim…
…e critério de desempate (como é atualmente) a data de obtenção da profissionalização e, depois, somente depois, a idade.
Contudo, volto a questionar, porquê 10 anos?? No privado são 3….
Concordo que tenham em conta o tempo de serviço e não apenas a graduação profissional. Seria uma grande injustiça se a vinculação extraordinária tivesse apenas em conta a graduação. Existem pessoas com mais de 10 anos de serviço que seriam ultrapassadas por outras com 5 ou 6 anos porque acabaram com classificação profissional muito superior, por muitas vezes estudarem em Univ. privadas, conseguindo assim, com pouco tempo de serviço, uma graduação profissional superior. Na minha opinião deve ter-se em conta quem está à mais tempo no sistema e tem mais experiência, tal como tem sido dito pelo ministro da educação.
Não se esqueçam que o factor “10 anos” tem de ser complementado com o pormenor “como profissionalizado” e “em instituições PÚBLICAS”, em que se entrou por concurso público. E nestas incluo ensino do português no estrangeiro e Casa Pia.
Espero que nesta vinculação não se esqueçam de nós, professores de Educação Tecnológica do 3º ciclo (grupo 530), com muitos anos de serviço (5, 10, 15, 20 e mais) e que só não fomos colocados devido a esta revisão curricular feita em “cima do joelho” que extinguiu Educação Tecnológica como disciplina obrigatória no 3º ciclo.
Concordo colega. É verdade. Nesses colegas ninguém fala…colegas que já estão no ensino há mais de 10 e 15 anos. Graduação sim, mas sempre conjugada com o tempo de serviço.
Concordo com a vinculação para quem tem mais tempo de serviço, 10 anos por exemplo, e só depois seguir o critério da graduação profissional. É injusto ser só a graduação profissional, uma vez que iría prejudicar professores que estão há muitos anos no ensino público e que por não terem acabado com uma elevada classificação profissional, se vêm ultrapassados na graduação por docentes com 5 ou 6 anos de serviço, isto porque muitos deles tiraram o curso numa Univ. particular, conseguindo mais facilmente obter uma elevada classificação profissional.
Pois mas muitos também tiraram numa boa Universidade, pública, exigente e honrada. A estes como é que se justifica a “ultrapassagem pela direita” só pelo número mágico 10?!
Talvez deva relembrar que por exemplo, na Universidade do Porto em 1998 entraram alguns dos alunos com a média de acesso ao ensino superior mais elevada de sempre (nota do último a entrar) que cinco anos depois se licenciaram em muitos cursos desta universidade, também com as melhores notas de sempre. Como justifica a estes competentes alunos e hoje muito deles competentes médicos, professores ou engenheiros, no caso dos professores, que por não terem 10 anos de serviço, apesar de serem brilhantes vão ser ultrapassados por antiguidade, no exercício de funções que podem muito bem estar a exercer melhor do que muitos com 20 anos da dita “experiência”, que às vezes se torna apenas em repetição.
Nao concordo nada que sejam vinculados professores pela sua graduação, deve ser feito sim pelo tempo de serviçi, pela ANTIGUIDADE. A graduação não se pode nunca comparar à experiência que se adquire em 10 anos de serviço.
Ponto final parágrafo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Corretíssimo!
Pois mas as questões permanecem. O que é isso da antiguidade e como é que se mede essa experiência?! Como é que se chega ao 10 mágico e porquê. É que uma pessoa que anda há 10, 15 ou 20 anos a errar não fez mais do que muitos erros. Não percebo (ou não quero) porque é que subitamente se querem agarrar a um fator que não tem nada de qualitativo. Exigem qualidade em tudo, mas ninguém a quer agora. 10, 9.5, 36, são números, não me dizem nada da experiência, muito menos da competência ou aprendizagem.
Atenção ao timing da vinculação “extraordinária” para se evitar mais injustiças do que as que têm sido referidas atrás. Convém não esquecer que:
– há professores do quadro vinculados muito longe de casa e que estão à espera do próximo concurso para se aproximarem;
– há professores QZP que esperam vincular em QE/QA no próximo concurso.
Se houver vinculação de contratados (mesmo que sejam 400) antes do próximo concurso, como será feita? Os professores do quadro apenas têm acesso ao concurso em 2013.
A graduação é o critério mais justo…..
Isto da análise curricular é uma treta para beneficiar amigos. Apesar de não ter muitos anos de serviço considero que tenho um currículo bastante diversificado, tendo desempenhado funções bastante diferentes, porém não me parece de alguma forma correto passar à frente de colegas mais graduados, assim como não gosto quando colegas bem menos graduados me ultrapassam. Se se deram ao trabalho de criar uma fórmula para calcular a graduação e se todos os anos se dão ao trabalho de nos ordenar pela graduação então RESPEITEM-NA, só assim haverá alguma JUSTIÇA para com os profissionais de educação.
Xaninha, a análise curricular deveria ser tido em conta se fosse correta. Considerar o vínculo de professores com mestrado (pré-bolonha), doutoramento ou especialização deveria prevalecer sobre aquelas situações de professores que apenas lecionaram e não procuraram melhorar os seus desempenhos…
Ó gente! Isto é uma frustração pegada!!! O que o Crato está a fazer é atirar-nos amendoins para nos calar!!!! Qual vinculação, qual quê?! Vale a pena calar a contestação para ver 40 ou 50 colocações???? Neurónio!
O que vale é que o MEC está-se a c..borrifar para o que todos nós pensamos… E com a disputa acesa assim, a contestação está definitivamente “arrumada”. É de mestre, convenhamos
Essa do tempo de serviço… lá anda cada churrasqueiro a puxar a brasa!
Imaginemos a situação: dois licenciados pela mesma universidade com 20 de graduação. Um saiu com 10 valores e tem dez de serviço. Outro saiu com quinze e tem cinco de serviço. O de dez é que deve ficar vinculado???? De facto, anda tudo doido!!!!
As boas notas que determinadas pessoas têm no fim do curso poderão ser sempre questionáveis!!Para além disso a “experiência”comprovada é sempre uma mais valia em qualquer profissão!Quando precisa de ir a um médico escolhe o mais graduado e com menos experiência??Se tivesse de escolher um explicador para um filho escolheria o docente que é recém-licenciado e com pouca experiência???As notas não são sinónimo de competência,mas sim o conhecimento comprovado no mercado de trabalho!!!Já agora se a experiência não fosse importante,a existência de CVs não era necessária em qualquer parte do mundo!!!!!
Estou farta de ser prejudicada por ser boa aluna!!!!! Tenho duas licenciaturas pela Universidade do Minho (que não é nenhum pardieiro), ambas com médias altas, e ao longo da minha carreira estudantil e agora profissional tenho sido vilipendiada por isso. A graduação é o pior dos critérios à excepção de todos os outros! Falar de experiência. Como professora de inglês dei aulas numa escola onde só trabalhavam nativos ingleses. Não me contou tempo de serviço, mas a vida é assim.
Colegas, isto de vinculação extraordinária de contratados neste ano, quando nem todos concorrem nas mesmas condições, ou seja, quando alguns são reconduzidos e outros não (muitas vezes por simplesmente terem o azar de terem estado numa determinada escola onde desapareceram horários), pode gerar uma iniquidade enorme se não for acautelado que a vinculação ocorra segundo os critérios mais justos e objectivos, ou seja, a GRADUAÇÃO. Sou, evidentemente, 100% a favor da efectivação dos contratados, aliás, sou um dos que sofrem há mais de 10 anos com o facto de ser um mero contratado. Mas, como normalmente e logicamente o momento para efectivar é sempre aquando dos concursos nacionais para todos, pois só nessa altura é que todos concorrem em igualdade de condições, há que tomar precauções para evitar injustiças caso ocorra ainda este ano. Bem sabemos que para o governo do Relvas igualdade de condições não é para respeitar, mas esta iniquidade deve ser denunciada, pode gerar enormes injustiças. A vinculação é necessária como o pão para a boca, mas os professores contratados não devem querer obtê-la à custa de uma luta fraticida, com desigualdades e injustiças tremendas, como se os professores fossem inimigos uns dos outros e estivessem dispostos s pisar na cabeça dos colegas que tiveram o azar de ficar numa escola em que o horário desapareceu. Os colegas estão tão centrados na questão de acreditarem ou não da possibilidade de vinculação que NEM REPARAM NA INIQUIDADE que uma vinculação com base nas colocações-reconduções e não na lista graduada, neste ano, quando nem todos concorrem nas mesmas condições, geraria! Se fosse para haver vinculação agora e não no próximo ano deveria haver este ano um concurso geral igual para todos, o que não se verifica. A haver vinculação este ano, há que exigir que seja usado como critério EXCLUSIVAMENTE A GRADUAÇÃO e não o horário que eventualmente o docente tem ou não este ano (já que este último critério é meramente circunstancial).