Agosto 2026 archive

Calendário do 3.º Ciclo Inalterado

Depois de ouvido o Conselho das Escolas.

Só esta audição a este defunto órgão deixa-me vontade de rir, e vocês já sabem porquê.

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Mas Agora é Assim?

Depois de eliminarem as Direções Regionais, que faziam a colocação administrativa dos alunos sem escola, passou a haver um pedido ao município para que as escolas da sua área resolvam o problema dos alunos sem escola?

Mas a colocação administrativa passa a ser competência de quem?

Porque se não há lugar nas turmas, quem se atreve a não cumprir com a regra de colocar alunos até ao limite da capacidade de acolhimento?

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Caro Diretor(a)/ Presidente de CAP

 

No âmbito do processo de matrículas para a Educação Pré-Escolar e para o 1.º ano do Ensino Básico, e na sequência da publicação das listas de admitidos em 1 de julho, solicitamos a V. colaboração no sentido de serem desencadeadas, com a maior brevidade, as diligências necessárias à colocação das crianças e alunos que permanecem sem vaga atribuída.

Pretende-se, deste modo, promover uma articulação efetiva entre os Diretores dos agrupamentos de escolas e a respetiva Autarquia, visando a racionalização da rede educativa e a identificação de soluções adequadas ao contexto local, que permitam garantir o cumprimento do disposto no Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, na sua redação atual, bem como assegurar a concretização do princípio da universalidade da educação pré-escolar, consagrado no artigo 4.º da Lei n.º 85/2009, de 27 de agosto, na sua redação vigente.

Para o efeito, remete-se informação relativa ao número de crianças e alunos, cujas matrículas se encontram nos estados “A aguardar colocação”, “Pré-colocado” e “Sem colocação”, no concelho em que a matrícula se encontra delegada. Esta informação visa facilitar a concertação de esforços entre as entidades envolvidas, tendo em vista a colocação dos alunos em causa.

Importa referir que o processo de colocação é dinâmico, pelo que os dados agora disponibilizados poderão já apresentar algumas variações relativamente ao dia de hoje.

Embora a informação remetida incida sobre a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo do Ensino Básico, solicita-se igualmente a V. melhor atenção para o desenvolvimento de idênticas diligências relativamente aos restantes anos de escolaridade, com especial enfoque nos 5.º, 7.º e 10.º anos, cujos dados se encontram disponíveis no Portal das Matrículas, sendo as respetivas listas de admitidos publicadas hoje, dia 31.

Certos do V. permanente empenho na procura de soluções, que muito agradecemos, pedimos que as conclusões do trabalho conjunto a desenvolver nos possam ser remetidas até ao final da próxima semana.

Por último, recordamos a importância de manter permanentemente atualizados os estados das matrículas no Portal das Matrículas.

Muito obrigada.

 

Crianças/Alunos EPE/1.º Ano Escolaridade – Sem Colocação; Aguardar Colocação; Pré-Colocado

1.º Ano

1.º Ano (Condicional)

EPE

                                  XXX

XXX

XXX

 

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𝗔𝘃𝗶𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗲𝗿𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝗱𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗮𝗹 𝘀𝗶𝗺𝗽𝗹𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼 (𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹) – Á𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗼 𝗦𝘂𝗹, 𝗡𝗮𝗺í𝗯𝗶𝗮, 𝗘𝘀𝘀𝘂𝗮𝘁í𝗻𝗶 𝗲 𝗭𝗶𝗺𝗯𝗮𝗯𝘂é

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de 𝙣𝙤𝙫𝙚 𝙥𝙧𝙤𝙛𝙚𝙨𝙨𝙤𝙧𝙚𝙨 𝙙𝙤 𝙚𝙣𝙨𝙞𝙣𝙤 𝙥𝙤𝙧𝙩𝙪𝙜𝙪ê𝙨 𝙣𝙤 𝙚𝙨𝙩𝙧𝙖𝙣𝙜𝙚𝙞𝙧𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙤 3.º 𝘾𝙀𝘽/𝙎𝙀𝘾 e de 𝙦𝙪𝙖𝙩𝙧𝙤 𝙥𝙧𝙤𝙛𝙚𝙨𝙨𝙤𝙧𝙚𝙨 𝙙𝙤 𝙚𝙣𝙨𝙞𝙣𝙤 𝙥𝙤𝙧𝙩𝙪𝙜𝙪ê𝙨 𝙣𝙤 𝙚𝙨𝙩𝙧𝙖𝙣𝙜𝙚𝙞𝙧𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙤 1.º/2.º 𝘾𝙀𝘽

𝗛𝗼𝗿á𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗲 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮çã𝗼

https://tinyurl.com/3x2dx4k9

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Quanto vale a palavra do Ministro da Educação?

 

Ou o Ministro da Educação cometeu um erro grave de juízo/percepção ou então faltou
intencionalmente à verdade, quando no passado dia 20 de Julho, afirmou que “nenhum aluno
será prejudicado” pelas falhas que afectam o sistema de classificação digital dos Exames
Nacionais… (RTP Notícias).
Contra factos, não há argumentos: neste momento, existem milhares de Alunos
prejudicados, de diversas formas, pelo modelo de classificação digital dos Exames
Nacionais imposto pelo MECI…
O Ministro, que se tem mostrado como um pretenso “paladino do Bem”, alegadamente
sempre cheio de boas intenções, tem, contudo, vindo a agir de forma nada congruente com
essa propalada condição, deixando bem claro, em diversas ocasiões, que o seu principal
objectivo consiste em salvar a própria pele, face ao caos instalado…
O 1º Ministro Luís Montenegro tem sido o principal responsável pela manutenção de
Fernando Alexandre no cargo de Ministro da Educação e consequentemente o mais
proeminente cúmplice pelo prejuízo causado a milhares de Alunos, muitos deles sem pais
detentores do conhecimento e da capacidade económica necessários para interpor
processos judiciais contra quem os lesou…
É impossível que a Tutela desconheça as anteriores fragilidades evidenciadas por muitas
famílias, o que torna ainda mais cobarde e eticamente reprovável a atitude de não
reconhecer e assumir o prejuízo causado a tantos Alunos, sobretudo àqueles que não têm
condições para contestar legalmente os atropelos cometidos contra si…
Ainda bem que há quem o consiga fazer, saudando-se, desde já, a existência de uma decisão
do Tribunal Administrativo de Viseu que concedeu ao MECI o prazo de 48 horas para
apresentar o Exame de Português de um Aluno do 12º Ano de Escolaridade, sob pena do
pagamento de uma multa diária de quase 100 euros… (SIC Notícias, em 31 de Julho de
2026).
O caminho não poderá deixar de ser esse…
Salvar o Ministro da Educação tem sido a prioridade de Luís Montenegro, no que se refere
à Área da Educação… Muito mais importante do que responsabilizar politicamente alguém
pelos erros crassos cometidos, ignorando as consequências devastadoras dessas falhas
para milhares de Alunos, a defesa obstinada de Fernando Alexandre tem assumido um
carácter primordial…
Face aos dados que todos os dias vão sendo conhecidos, sempre no sentido de confirmar o
caos em que a classificação dos Exames se transformou, Fernando Alexandre continua a
sua corrida para o precipício, levando consigo muitos inocentes, que nada têm a ver com a
origem do problema, mas que sofrem as respectivas consequências…
As principais vítimas deste descalabro são sobretudo os Alunos, mas também muitos
Professores Classificadores, que foram chamados para resolver vários problemas criados
pelo MECI, cujo comportamento se assemelha, cada vez mais, ao de um inimputável, que não
consegue avaliar se a sua acção é certa ou errada…

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Quanto vale a palavra do Ministro da Educação?
Neste momento, valerá muito pouco ou nada, visto que a realidade tem vindo a desmentir,
factual e cabalmente, todos os dias, a sua palavra…
E um Ministro cuja palavra não é credível nem valorizável, transforma-se num “Ministro
peso-morto”, num estorvo, sem utilidade e sem eficiência…
Lamentavelmente, parece que neste momento o actual Governo está minado por “Ministros
peso-morto”, que desprezam e negam as evidências provindas da realidade, sobretudo as
mais incómodas e embaraçosas, mas que, em simultâneo, não apresentam qualquer
renitência em passar sucessivos atestados de estupidez aos seus concidadãos…
E o principal responsável por isso não poderá deixar de ser Luís Montenegro, enquanto líder
do Governo…
A Social-Democracia, em que ideologicamente acredito, não é isto e nunca foi isto…
Isto é um fiasco, à laia de chico-espertice, traduzido pelo uso indevido e abusivo da
denominação “Social-Democracia”, que já só enganará os mais distraídos ou alguns crentes
fanáticos…
Paula Dias

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Opinião: 170 Exames sem Nota

O futuro suspenso nas casas decimais: 170 exames sem nota

 

Fica a lição para o futuro: fazer por fazer é um erro, sobretudo quando o resultado é o caos. Fazer bem exige competência, planeamento e uma mudança preparada com pés e cabeça.

 

Há números que parecem pequenos apenas porque são divididos por números muito grandes. Cento e setenta exames ainda sem classificação, num universo de 290 351 provas, representam 0,0585%: aproximadamente um exame em cada 1708. O Ministério poderá, portanto, salientar que cerca de 99,941% das provas receberam nota. A percentagem soa magnífica. Quase perfeita. É aritmeticamente correta. Mas é uma forma institucionalmente enganadora de descrever o problema.

Um exame nacional não é uma peça anónima numa linha de produção. É um documento único, realizado por um aluno concreto, e pode decidir o acesso a um curso, a uma universidade ou a uma profissão. Para cada aluno que continuava sem conhecer a sua classificação, a taxa de falha do sistema não era 0,0585%. Era 100%. A prova tinha sido realizada, entregue e confiada ao Estado; mais de um mês depois do início da primeira fase, o sistema público responsável continuava sem apresentar o resultado.

Cento e setenta provas em 290 351 não significam o colapso do sistema, mas também não permitem transformar uma incidência estatisticamente baixa num certificado de excelência. Uma organização não se avalia apenas pela proporção de processos concluídos. Avalia-se igualmente pela forma como deteta, localiza, comunica e repara as exceções. Quanto mais decisivo e urgente é o processo, menos admissível é que a exceção permaneça sem explicação ou solução.

Henrique M Oliveira, in Sol.

CONTÍNUA AQUI

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A Música do Blog

Depois da sua última aparição em 2018, onde por sinal tive entrada como convidado nesse concerto, mas nunca tive possibilidade de ir por diversos afazeres pessoais e profissionais.

Ontem em Brighton.

https://youtu.be/7eZszLFg4jQ?is=B8bWL6WAoZ1UEokz

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Os pais não podem demitir-se

 

Vivemos tempos estranhos. Sempre que um jovem agride um professor, vandaliza uma escola, insulta um agente da autoridade, destrói património público ou revela uma total incapacidade para viver em sociedade, a pergunta parece ser sempre a mesma: “Onde falhou a escola?”

Raramente se pergunta: “Onde falharam os pais?”

Esta inversão de responsabilidades tornou-se uma das maiores fragilidades da sociedade contemporânea.

A escola ensina a ler, a escrever, a pensar, a calcular, a conhecer a História, as Ciências e as Artes. Mas nunca poderá substituir aquilo que apenas a família pode transmitir: a educação para o respeito, para a honestidade, para a responsabilidade, para o cumprimento de regras e para a convivência com os outros.

Quem acredita que a escola pode compensar anos de ausência educativa em casa está a pedir o impossível.

Desde Aristóteles que sabemos que a virtude se adquire pelo hábito. Não é uma disciplina que se aprende num manual. Constrói-se todos os dias, através do exemplo. E o primeiro exemplo de qualquer criança são os pais.

É em casa que se aprende a pedir desculpa. É em casa que se aprende a esperar pela vez. É em casa que se aprende que um “não” continua a ser um “não”. É em casa que se aprende que existem consequências para as escolhas que fazemos.

Os filhos observam tudo. Aprendem mais com aquilo que veem do que com aquilo que ouvem. Se crescerem rodeados de desrespeito, intolerância, agressividade, mentira ou permanente desresponsabilização, dificilmente chegarão à adolescência ou à idade adulta sem transportar esse modelo de comportamento.

Naturalmente, nenhum pai controla todas as decisões dos seus filhos. A personalidade, os amigos, a escola e a sociedade influenciam qualquer percurso de vida. Mas isso não elimina a responsabilidade de quem teve nas mãos a primeira e mais importante missão educativa.

Educar nunca foi apenas alimentar, vestir ou proporcionar conforto material. Educar é formar caráter.

E formar caráter exige presença, coerência e exemplo.

Hoje, porém, parece mais fácil exigir tudo aos professores. Queremos que a escola ensine Matemática, Português, Educação Financeira, Literacia Digital, Educação Sexual, Educação Ambiental, Cidadania, Saúde Mental, Alimentação Saudável, Combate ao Bullying, Segurança Rodoviária e mais uma infinidade de temas que a sociedade vai sucessivamente empurrando para dentro das salas de aula.

Entretanto, muitos pais limitam-se a entregar os filhos à porta da escola como se estivessem a entregar um produto para reparação.

Não estão.

A escola nunca poderá sobrepor-se ao papel dos pais. Nem deve fazê-lo. A sua missão é complementar a educação familiar, não substituí-la. Quando se tenta transformar a escola no principal agente educativo, está-se a desresponsabilizar quem nunca poderia deixar de o ser: a família.

Depois, quando surgem comportamentos violentos, falta de respeito pela autoridade, incapacidade de aceitar regras ou ausência de sentido de responsabilidade, procura-se um culpado em todo o lado. Culpam-se os professores, os currículos, os diretores, o Ministério, os telemóveis, as redes sociais ou os videojogos.

Quase nunca se olha para casa.

Há uma questão filosófica que continua tão atual como há milhares de anos: até onde vai a responsabilidade de quem educa?

Se aceitamos que os pais moldam o caráter durante os anos mais decisivos da infância, então não podemos fingir que essa influência desaparece quando surgem os primeiros problemas. A responsabilidade parental não termina à porta da escola, nem termina quando o filho completa dezoito anos. Ela acompanha todo o processo de formação da pessoa.

Talvez seja tempo de a sociedade voltar a afirmar um princípio simples: direitos e responsabilidades caminham lado a lado.

Quem assume a extraordinária missão de ser pai ou mãe assume também a responsabilidade de educar cidadãos.

E isso implica responder pelos exemplos que dá, pelos valores que transmite e pelos limites que estabelece.

Porque os filhos não nascem cidadãos.

São os pais que, todos os dias, os ajudam a tornar-se um.

E quando os pais se demitem dessa missão, nenhuma escola, por melhor que seja, conseguirá ocupar o lugar que nunca lhe pertenceu.

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