Mais de 62 mil alunos sem atividades de enriquecimento curricular

Número de alunos do 1.º ciclo sem AEC voltou a aumentar este ano letivo e representa já 18,8% do total. Diretor Rui Cardoso aponta dificuldade para contratar técnicos como principal motivo.

Mais de 62 mil alunos sem atividades de enriquecimento curricular

Este ano letivo há 62 858 alunos do 1.º ciclo (1.º ao 4.º ano) sem atividades de enriquecimento curricular (AEC), número que representa um aumento de 3444 (+5,7%) estudantes em relação ao ano letivo passado. Isto significa que 18,8% dos 335 220 alunos do 1.º ciclo não frequenta estas atividades que se realizam fora do período de aulas. Os dados revelados esta semana pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) indicam que apenas 25 das 3291 escolas de 1º ciclo não têm AEC. Ou seja, há muitas escolas com AEC onde os alunos não têm acesso às mesmas. E o número de estudantes excluídos aumentou em quase 20 mil desde 2021/2022, num período em que houve uma subida geral de cerca de 33 mil alunos devido à imigração

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4 comentários

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    • Dejá vu on 27 de Maio de 2026 at 10:03
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    Não há pessoas em Portugal, contratem animadores no Brasil e na África Portuguesa. Eles agradecem pelos salários e pelas perspectivas europeias. Nós agradecemos pela mão de obra especializada.
    E vai ser assim em todos sectores da economia portuguesa.
    O Chega cavalga uma guerra cultural perdida. A realidade vai deixá lo a falar sozinho. E Ventura sabe o bem.
    Mas é suficientemente palhaço para continuar a vociferar contra os estrangeiros que nos retiram os empregos. Tomara ele que os estrangeiros queiram os nossos empregos e não fujam para Espanha, como já começa a acontecer. Palhaço!

    • NoName on 27 de Maio de 2026 at 23:13
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    Esta notícia só confirma aquilo que muitos profissionais das AEC vivem diariamente no terreno. O problema não é a falta de interesse dos alunos ou das escolas, mas sim a dificuldade cada vez maior em contratar e manter técnicos qualificados. E isso acontece porque continuam a existir condições pouco atrativas: salários baixos, horários reduzidos (2h por dia, quem é que quer isso? Acresce a isso ter de arranjar mais um ou dois trabalhos para ter um salário digno), deslocações constantes entre escolas, contratos precários (recibos verdes), excesso de turmas e pouca valorização do trabalho desenvolvido.

    Muitas vezes, as AEC existem “no papel”, mas depois faltam professores e técnicos para garantir que todos os alunos tenham realmente acesso às atividades. E quando alguém sai a meio do ano, frequentemente não há substituição, levando à sobrecarga dos restantes profissionais ou ao cancelamento das atividades para algumas turmas. Muitas vezes é a malta da Educação Física a ter de dar Artes e/ou Ciências!!!

    É importante perceber que as AEC têm um papel muito relevante no desenvolvimento das crianças, seja ao nível da atividade física, expressão artística, inglês, música ou competências sociais. Não deveriam ser vistas apenas como uma ocupação de tempos livres, mas sim como uma componente importante da formação dos alunos.

    • NoName on 27 de Maio de 2026 at 23:18
    • Responder

    Esta notícia só confirma aquilo que muitos profissionais das AEC vivem diariamente no terreno. O problema não é falta de interesse dos alunos ou das escolas, mas sim a dificuldade cada vez maior em contratar e manter técnicos qualificados. E isso acontece porque continuam a existir condições pouco atrativas: salários baixos, horários curtíssimos (2h/dia), deslocações constantes entre escolas, contratos precários (recibos verdes), excesso de turmas e pouca valorização do trabalho desenvolvido.

    Muitas vezes, as AEC existem “no papel”, mas depois faltam professores e técnicos para garantir que todos os alunos tenham realmente acesso às atividades. E quando alguém sai a meio do ano, frequentemente não há substituição, levando à sobrecarga dos restantes profissionais ou ao cancelamento das atividades para algumas turmas. Muitas vezes é a malta da Educação Física a dar Artes e/ou Ciências!!!

    É importante perceber que as AEC têm um papel muito relevante no desenvolvimento das crianças, seja ao nível da atividade física, expressão artística, inglês, música ou competências sociais. Não deveriam ser vistas apenas como uma ocupação de tempos livres, mas sim como uma componente importante da formação dos alunos.

    • Zeca Lima on 28 de Maio de 2026 at 6:09
    • Responder

    Este País tem lideranças medíocres. Investimos na formação de mão de obra excelência em várias áreas para depois as pessoas abandonarem o País. Ao invés, importamos mão de obra pouco qualificada e de menor qualidade. Tudo em nome dos baixos salários. Num País com os graves problemas de natalidade estamos a ver o resultado. E não venham com a treta da produtividade. Se não investimos em valor acrescentado,com escala, como vamos melhorar a produtividade!?
    Qual é o técnico que vai para as AEC ganhar 10/15 eur/hora quando a desempenhar outra função técnica ganha, facilmente, 3 ou 4 vezes mais. Paguem melhor e com outras condições de trabalho.

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