30 de Agosto de 2025 archive

E As Escolas Já Começam a Ser Pequenas para Tantos Alunos Novos

Para além de se terem encerrado escolas (em especial do 1.º ciclo) também nunca se conseguiu prever este fluxo de migração para a formação de novos professores.

Assim, a falta deste planeamento irá agudizar ainda mais a crise da falta de professores e em muitos locais a falta de espaço para estes novos alunos.

 

Metade dos estudantes emigrantes nas escolas públicas portuguesas são brasileiros

 

São já mais de 88 mil os alunos brasileiros matriculados nas escolas do Estado em Portugal, número que representa um crescimento de 5% face ao ano letivo de 2023/24. A notícia avançada pelo jornal “Público” revela ainda que um em cada dois estudantes imigrantes é brasileiro

 

Ministério da Educação, Ciência e Inovação avançou este sábado, a pedido do jornal Público, que “no período letivo de 2024/2025, dos 178 133 alunos estrangeiros matriculados, 88 159 (49,5%) são filhos de cidadãos oriundos do Brasil”.

Além disso, no pré-escolar, os brasileiros já são maioritários entre os imigrantes: 51,2%. E representam cerca de metade (50,9%) dos alunos do 1.º ciclo (do 1.º ao 4.º ano). “No 2.º ciclo, que compreende o 5.º e o 6.º anos, são 48,2% dos alunos estrangeiros. No 3.º ciclo (7.º e 8.º anos), representam 48,5% e, no ensino secundário, 48,4%”, pode ler-se ainda.

As informações avançadas pelo ministério acrescentam também que o número de alunos imigrantes no ensino público português aumentou 10,85% em relação ao ano letivo de 2023/2024. Embora, no caso dos estudantes brasileiros, o ritmo de crescimento tenha sido inferior (5%).

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Em 1123 Horários Apenas 8 Horários Compostos

Das 1123 colocações entre docentes de carreira e docentes contratados apenas saíram 8 horários compostos, 4 para cada um dos tipos de candidatos.

Esta é um medida que não tem grande impacto e muito residual porque dificilmente é possível conciliar horários de duas escolas diferentes do mesmo QZP.

Será que vale a pena continuar com esta medida numa eventual revisão futura do diploma de concursos?

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RR2 a 5 de Setembro

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495 Docentes de Carreira Colocados na RR1

Na RR1 foram colocados 495 docentes de carreira, sendo que o maior número foi no grupo 110, seguindo-se o 300 e depois disso o 100.

Foram também colocados administrativamente 42 docentes e 3 docentes foram retirados na ICL3.

 

O QZP onde mais docentes do quadro foram colocados foi no QZP09, com 139 docentes, seguindo-se o QZP20 e depois o QZP07.

 

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Calendário Final do Concurso 2025/2026

Fica neste artigo as datas de todas as fases do Concurso 2025/2026, sendo que muitas das datas que fui anunciando ao longo deste concurso acabei por acertar nelas, mesmo na data da RR1 que terá sido anunciada aos sindicatos como saíndo no dia 1 de setembro e eu continuava a achar que o dia 29 seria a melhor opção, nem que fosse até às 25:59. E a RR1 acabou por ser publicada pelas 21:00.

 

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628 Contratados Colocados na RR01

O QZP com mais docentes contratados colocados foi o QZP 45, com 75 colocações, o segundo foi o QZP 09 com 48 colocações seguindo-se o QZP 46 com 47 colocações.

O Grupo com mais colocados foi o 110 com 67 colocações, seguindo-se o 910 com 54 e o 620 com 52 colocações.

Um docente contratado foi colocado administrativamente e já houve duas desistências de contratados.

 

 

A tabela extensa por QZP e Concelho pode ser vista aqui.

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FNE quer avaliação docente justa e valorizadora

FNE quer avaliação docente justa e valorizadora

Relativamente à ADD, a FNE defende que esta deve integrar a revisão global do ECD e assumir-se como um verdadeiro instrumento de valorização, desenvolvimento e reconhecimento profissional, eliminando a perceção de bloqueio e penalização que o atual modelo continua a gerar.

A avaliação de desempenho deve ser um elemento do desenvolvimento profissional, constituindo um processo através do qual os docentes atinjam níveis cada vez mais elevados de competência profissional e expandam a compreensão de si próprios, do seu papel, do contexto em que exercem as suas atividades e da respetiva carreira. A avaliação de desempenho deve ser justa, rigorosa e privilegiar a componente pedagógica do trabalho de cada docente, rejeitando-se assim perspetivas que a transformem num mecanismo meramente punitivo ou que constitua um mero exercício burocrático-administrativo sem outras consequências que não sejam meramente economicistas.

Para conseguir estes objetivos, impõe-se que se reflita e se determine com clareza quem avalia, o que avalia, com que competência, parâmetros, instrumentos, finalidades e com que consequências avalia.

É uma evidência que o atual modelo de avaliação tem sido gerador de profunda conflitualidade nas Escolas, sendo um obstáculo ao trabalho cooperativo e colaborativo. 

Nesse sentido, é essencial que:

a) Se altere o processo de avaliação de desempenho, tornando-o justo, transparente e sem constrangimentos administrativos;

b) Os mecanismos de avaliação de docentes sejam estabelecidos com a garantia da sua participação na conceção e na determinação das normas a adotar para a sua operacionalização;

c) As avaliações de docentes devem ser formativas, de valorização do desenvolvimento pessoal e direcionadas para a identificação e superação das suas necessidades profissionais, em vez de serem instrumentos administrativos de condicionamento do ritmo da sua progressão em carreira.

Porto, 29 de agosto de 2025

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Uma Nova Abordagem para a Avaliação Docente em Portugal. Concorda?

A avaliação de desempenho dos professores é um tema crucial para a qualidade do ensino e o desenvolvimento profissional. Apresentamos uma proposta inovadora, centrada na confiança e na cooperação, que visa transformar o processo de avaliação numa ferramenta de crescimento e melhoria contínua.

Princípios-Chave da Proposta
Esta nova abordagem assenta em três pilares essenciais:
* Colaboração entre Pares: Acreditamos que a troca de experiências e a partilha de boas práticas são fundamentais. A proposta incentiva os professores a trabalharem juntos, aprendendo uns com os outros e apoiando-se mutuamente.
* Conformidade com o Estatuto: O processo de avaliação é desenhado para estar em total alinhamento com o Estatuto da Carreira Docente, respeitando os deveres e compromissos éticos e profissionais dos docentes em Portugal.
* Melhoria Contínua: Mais do que um simples juízo, a avaliação deve ser um motor para o desenvolvimento profissional. O objetivo é ajudar os professores a identificar pontos fortes e áreas de melhoria, promovendo a atualização pedagógica, científica e tecnológica.

Como Funciona?
A avaliação é trienal e é composta por três elementos principais:
* Autoavaliação: O professor reflete sobre a sua própria prática, identificando as suas conquistas e os aspetos a aperfeiçoar.
* Avaliação por Pares: A colaboração entre colegas é formalizada, incentivando a observação mútua e a troca de feedback construtivo.
* Avaliação da Equipa de Coordenação: A equipa de direção e coordenação avalia aspetos como o cumprimento das responsabilidades e a participação na vida da escola.

O Foco no Desenvolvimento
O objetivo final desta proposta não é apenas atribuir uma nota, mas sim impulsionar o crescimento profissional. Em casos onde a avaliação revele a necessidade de um suporte extra, é possível criar um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) com metas específicas para apoiar o docente.

Acreditamos que este modelo pode criar um ambiente mais justo, transparente e colaborativo, onde cada professor se sinta valorizado e motivado a alcançar a excelência.

O que pensa desta proposta? Acredita que um modelo assim poderia ser benéfico para o ensino em Portugal? Deixe a sua opinião nos comentários!

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