FNE quer avaliação docente justa e valorizadora

FNE quer avaliação docente justa e valorizadora

Relativamente à ADD, a FNE defende que esta deve integrar a revisão global do ECD e assumir-se como um verdadeiro instrumento de valorização, desenvolvimento e reconhecimento profissional, eliminando a perceção de bloqueio e penalização que o atual modelo continua a gerar.
A avaliação de desempenho deve ser um elemento do desenvolvimento profissional, constituindo um processo através do qual os docentes atinjam níveis cada vez mais elevados de competência profissional e expandam a compreensão de si próprios, do seu papel, do contexto em que exercem as suas atividades e da respetiva carreira. A avaliação de desempenho deve ser justa, rigorosa e privilegiar a componente pedagógica do trabalho de cada docente, rejeitando-se assim perspetivas que a transformem num mecanismo meramente punitivo ou que constitua um mero exercício burocrático-administrativo sem outras consequências que não sejam meramente economicistas.
Para conseguir estes objetivos, impõe-se que se reflita e se determine com clareza quem avalia, o que avalia, com que competência, parâmetros, instrumentos, finalidades e com que consequências avalia.
É uma evidência que o atual modelo de avaliação tem sido gerador de profunda conflitualidade nas Escolas, sendo um obstáculo ao trabalho cooperativo e colaborativo. 
Nesse sentido, é essencial que:
a) Se altere o processo de avaliação de desempenho, tornando-o justo, transparente e sem constrangimentos administrativos;

b) Os mecanismos de avaliação de docentes sejam estabelecidos com a garantia da sua participação na conceção e na determinação das normas a adotar para a sua operacionalização;

c) As avaliações de docentes devem ser formativas, de valorização do desenvolvimento pessoal e direcionadas para a identificação e superação das suas necessidades profissionais, em vez de serem instrumentos administrativos de condicionamento do ritmo da sua progressão em carreira.

Porto, 29 de agosto de 2025

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15 comentários

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    • Paulo Jorge Guerreiro on 30 de Agosto de 2025 at 9:53
    • Responder

    A “FNE” não tem mais nada que fazer? – servem para o quê em concreto? Quais as mais valias e contributos que têm dado na execução da acção sindical? – ó páh! – vão trabalhar, assim não têm tempo para brincar e inventar…

    PS: Não sou professor!

    • Zabka on 30 de Agosto de 2025 at 10:46
    • Responder

    Acham que estas publicação são inocentes? Este blog, além da propaganda, serve para testar as águas das merdidas que estão a preparar. A FNE, pseudo-sindicato que é, já está com a caneta na mão para assinar.

      • Verdades on 30 de Agosto de 2025 at 11:18
      • Responder

      A proposta aparente do ministério é a de acabar com as cotas dos Muito Bons e Excelentes.
      Isto aparenta ser positivo, mas pode até ser bem pior do que aquilo que existe. Acaba com as cotas mas mantém a obrigação de ter avaliações de Muito Bom ou Excelente para progredir?! Coloca os professores nas mãos de diretores sem escrúpulos e que favorecem sempre os seus apaniguados e quem não faz nada de jeito nas escolas.
      Se o ministro quer acabar com a loucura e injustiças, e promover a carreira dos professores deve é acabar com a necessidade de ter estas avaliações para progredir de escalão.
      Todos devem progredir, como aliás acontecia antes de Maria de Lurdes Rodrigues (que se diga, nunca aplicou a própria lei que criou na faculdade onde é reitora, porque disse que não se consegue lá aplicar – ISCTE).
      A avaliação não pode estar ligada á progressão na carreira.
      Faça o que alguns colégios privados fazem. Todos os professores progridem no tempo certo, ou seja, no tempo de transição do escalão. As avaliações servem, sim, para dar um prémio monetário a quem as tem, no final do ciclo de avaliação. Conheço 3 colégios privados, de elite, que assim fazem e com resultados fantásticos. Não há loucuras entre professores, o clima na escola é saudável e os alunos só saem a ganhar com isso.
      Claro que há cotas para as avaliações, que até são maiores do que nas escolas públicas, mas um prémio que é pago uma vez, em janeiro ou fevereiro não coloca em causa as progressões nem as perspectivas de estabilidade e de carreira dos que não o têm.
      Ninguém de jeito embarca numa profissão onde fica nas mãos de um diretor para ter avaliações que lhe permitam progredir, a não ser que não tenha outra possibilidade na vida ou, então, alguém que, desculpem-me o termo, “não presta”.
      Se o ministro quer atrair jovens para a profissão, tem de cuidar dos que já lá estão há anos e mostrar aos outros que há respeito pela carreira e pela profissão e perspectivas de melhoria progressiva.
      Qualquer sindicato tem de defender isto. Senão não está a defender nada de jeito. Quanto muito estão a defender o seu tacho partidário.

        • Cotas on 30 de Agosto de 2025 at 14:25
        • Responder

        A proposta aparente do Ministério é acabar com as vagas de acesso ao 5º e 7º escalões.
        Cotas na avaliação existem em toda a função publica.

        • Pedro on 30 de Agosto de 2025 at 20:43
        • Responder

        Subscrevo a sua exposição!

      • AEA on 31 de Agosto de 2025 at 12:55
      • Responder

      Este atual modelo de avaliação é indigno, gera conflitualidade e injustiças… Os diretores dominam a avaliação nas escolas e criaram uma clientela à medida… Os professores que pousam fazer alguma critica que se insurgem contra abusos, são mal avaliados… Este sistema é à imagem do PS, sinistro, obscuro e dado a todo tipo de trafulhices…É isso que queres?… És diretor?!… Sim este sistema dá um enorme poder aos diretores para promoverem os amigos e lambe-botas… Mas é muitio mau para a escola funcionar em cooperação e sem conflitualidade. A avaliação devia ser das escolas pois o trabalho nas escolas é coletivo, os bons resiultados dependem do trabalho de todos os professores…

    • Monike on 30 de Agosto de 2025 at 10:52
    • Responder

    Agora é que vai ser…

    • OraBolas on 30 de Agosto de 2025 at 11:05
    • Responder

    Respondendo a Paulo Jorge Guerreiro e a Zabka, a FNE fez muito bem em assinar o acordo para a RTIS, foi graças a esse acordo que cerca de 90% dos professores progrediram na carreira. Obviamene que quem já estava no topo da carreira já não podia subir mais.

    • OraBolas on 30 de Agosto de 2025 at 11:06
    • Responder

    A avaliação dos professores é uma falácia, vai-se avaliar o quê?
    A quantidade de alunos que passam?

      • Verdades on 30 de Agosto de 2025 at 11:19
      • Responder

      E qual é a proposta do ministério?
      Acabar com as cotas e manter a necessidade de ter muito bom ou excelente para progredir? Fica-se na mesma.
      A avaliação não deve estar ligada à progressão. Isso é que seria saudável.

    • anonimo on 30 de Agosto de 2025 at 14:04
    • Responder

    Não queremos avaliação pelos pares.

      • Rita on 30 de Agosto de 2025 at 17:07
      • Responder

      A avaliação deve ser feita por quem sabe mais. E, de preferência, que não seja da escola. Mas tem de ser alguém que perceba as circunstâncias das escolas. Um emproado qualquer, que não vê nada de nada, não pode avaliar seja quem for,

    • M. João on 30 de Agosto de 2025 at 14:09
    • Responder

    Concordo com a parte da avaliação ter efeitos exclusivamente formativos.
    Caso contrário, só se admite se for justa, baseada em pontuações definida por critérios quantitativos e objetivos fáceis de aplicar., que não dependam em circunstância alguma de quem avalia.

      • Avaliação on 30 de Agosto de 2025 at 15:15
      • Responder

      Dê exemplos de “critérios quantitativos e objetivos fáceis de aplicar., que não dependam em circunstância alguma de quem avalia.”
      Já agora como professora ao avaliar os alunos só usa “critérios quantitativos e objetivos fáceis de aplicar., que não dependam em circunstância alguma de quem avalia.”?

    • Kafka on 31 de Agosto de 2025 at 22:04
    • Responder

    A fne é uma corja de vendidos.

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