A avaliação de desempenho dos professores é um tema crucial para a qualidade do ensino e o desenvolvimento profissional. Apresentamos uma proposta inovadora, centrada na confiança e na cooperação, que visa transformar o processo de avaliação numa ferramenta de crescimento e melhoria contínua.
Princípios-Chave da Proposta
Esta nova abordagem assenta em três pilares essenciais:
* Colaboração entre Pares: Acreditamos que a troca de experiências e a partilha de boas práticas são fundamentais. A proposta incentiva os professores a trabalharem juntos, aprendendo uns com os outros e apoiando-se mutuamente.
* Conformidade com o Estatuto: O processo de avaliação é desenhado para estar em total alinhamento com o Estatuto da Carreira Docente, respeitando os deveres e compromissos éticos e profissionais dos docentes em Portugal.
* Melhoria Contínua: Mais do que um simples juízo, a avaliação deve ser um motor para o desenvolvimento profissional. O objetivo é ajudar os professores a identificar pontos fortes e áreas de melhoria, promovendo a atualização pedagógica, científica e tecnológica.
Como Funciona?
A avaliação é trienal e é composta por três elementos principais:
* Autoavaliação: O professor reflete sobre a sua própria prática, identificando as suas conquistas e os aspetos a aperfeiçoar.
* Avaliação por Pares: A colaboração entre colegas é formalizada, incentivando a observação mútua e a troca de feedback construtivo.
* Avaliação da Equipa de Coordenação: A equipa de direção e coordenação avalia aspetos como o cumprimento das responsabilidades e a participação na vida da escola.
O Foco no Desenvolvimento
O objetivo final desta proposta não é apenas atribuir uma nota, mas sim impulsionar o crescimento profissional. Em casos onde a avaliação revele a necessidade de um suporte extra, é possível criar um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) com metas específicas para apoiar o docente.
Acreditamos que este modelo pode criar um ambiente mais justo, transparente e colaborativo, onde cada professor se sinta valorizado e motivado a alcançar a excelência.
O que pensa desta proposta? Acredita que um modelo assim poderia ser benéfico para o ensino em Portugal? Deixe a sua opinião nos comentários!

112 comentários
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Já só falta a regulamentação, a “equipa de coordenação” seria composta pelo kapo e pelos bufos-lambe-botas.
UM HORROR.
A Ariana Cosme, o Domingos Fernandes e o Costa, não fariam melhor…!
Esta proposta só vai levantar ainda mais conflitos nas escolas.
Uma avaliação em que os pares da mesma escola andam a vigiar-se a a controlar-se uns aos outros só pode dar asneira.
A autonomia do professor tem de ser respeitada e colocar dois a trabalhar em conjunto avaliando-se, vai provocar que os mesmos do costume denigram os outros.
Propor isto é não saber o que se passa nas escolas hoje em dia.
Há muitos que chegaram às escolas com uma soberba imensa e dizem mal dos lá andam há anos a trabalhar, denigrem-nos, usam-nos e até chegam a maltratá-los. Sobretudo uns que chegam com uns poucos anos de serviço e com mestrados via ensino da treta.
Modelos de avaliação assim só são nefastos.
Por mim é já não.
Acho que é mais ao contrário. Os que estão lá há imenso tempo a rebaixar os novos que dão sem dúvida melhores na prática letiva.
Os diretores para se sentirem respaldados continuam a atirar para cima dos mais velhos as piores responsabilidades como verificação de documentos, elaboração de exames, etc. Quem atirem para os novos porque estão mais frescos. Os mais velhos já não podem mais, estão a ser sugados até ao tutano!
Não me parece, Ana.
Mas não penso que o problema sejam os “mais novos” de idade. São antes os mais novos na profissão.
Tal como foi dito há muita gente que não era aceite nas empresas e veio para a docência para se safar e sacar. E armam-se em sabedores de tudo, desprezando e humilhando que cá está há muitos anos a dar o litro “pela causa”.
Parece-me que seria a isso a que o comentador se referia.
Mais do mesmo. Aliás, este modelo é ainda pior do que aquele que está em vigor. A avaliação por pares será sempre negativa. O ambiente nas escolas é nos grupos disciplinares é péssimo.
👏👏👏
Acredito num modelo desenvolvimentista formador do desempenho docente desde que desvinculado da progressão docente.
Não se aprende nada com os pares: invejosos e incultos ( sobretudo os de certas áreas mais dedicadas ao lambe botas) ! Nem ponho os pés na sala de professores
Concordo perfeitamente.
Estas ideias são mais do mesmo, em nada melhoram o atual sistema sinistro e injusto, causador de conflitualidade… A avaliação docente tem de assentar em elementos objetivos e tem de haver uma autoridade externa à escola a avaliar os professores… Até um exame nacional é mais justo…Nas escolas há sempore lambe-botas que se colocam em bicos de pés, que aceitam dar aulas alem do seu horário e até limpam casas de banho para terem melhor avaliação…
“Acreditamos” – quem é são estes que “acreditam”?
De resto, mais treta com os chavões do costume: feedback, trabalho colaborativo, mas no fundo são mais grelhas e grelhinhas com os suspeitos do costume a decidir no final
A proposta vem de um diretor que parece ser como a maior parte e querer manter sobre trela os seus apaniguados.
Assim não vamos longe.
Quem é este gajo com ar tão rústico? Que formação tem para dar bitaitadas tão ocas?
😂😂
Blablabla…passa-se de um modelo desfasado da prática para outro de igual moldes…onde impera os amiguinhos …..a ADD com toda a burocracia envolvente é desnecessária. A progressão devia ser automatica por x tempo num determinado escalão. Só em casos onde haja queixa formal dos alunos, EE ou direcção pela incompetência e ou postura inadequada do docente, este é duas uma, banido ou regride no escalão ou permanece no mesmo durante mais tempo. Em termos salariais é preciso sim, valorizar as habilitações e formações indispensáveis para estar-se atualizado. Abolição da ADD, aligeirar o ambiente da Educação porque rigor e competência já todos deviam ter pois quem ensina tem obrigação de saber ensinar por isso estudou.
Partilho da sua opinião.
Os chavões do costume, pouco diz sobre a operacionalidade, pois é nos detalhes q está a questão.
É difícil avaliar um professor porque há muitas formas de cumprimento da sua função.
Uma coisa é certa as classificações dos alunos não não devem contar, já as classificações dos exames sim, como? não pensei.
O contributo do professor para a escola, em atividades não deve contar. O q não falta são atividades q depois desembocam em pouco empenho na sala de aula e respetivo plano de aula.
O q conta é o q se passa na sala de aula, o resto é eduquês
Até nas classificações de exames discordo que deva contar, pois o professor pode ser ótimo e os alunos terem péssimas notas nos exames e ainda assim terem aprendido bastante com aquele professor e evoluído em relação ao seu ponto de partida.
Para além de que os mais graduados escolhem as turmas A e B e os menos graduados… vocês sabem!
Pois eu conheço quem tenha chegado agora à escola, com 4 anos de experiência no ensino, embora de meia idade, e a quem tenham dado o melhor horário. E com as melhores turmas.
Nem tudo é assim tão simples.
UMA VERGONHA. CUNHAS À BRAVA!
Se as quotas permanecem, tudo será igual. Lambe botas, amiguinhos, elementos da direção a vir aos departamentos sacar os muito bons e excelentes. Ou seja, fica tudo igual. Só que em vez de tocar viola, toca violão.
Muito, mas muito mau! A conversa requentada da fada Ariana e instalação de mais burocracia e guerrilha naIs escolaa…..É por coisas destas que a maior parte dos professores se quer pôr a miljas!
Não são as cotas, José.
É a necessidade de ter avaliações de Muito Bom e Excelente.
A manter-se esta necessidade só os amigos dos amigos terão estas avaliações e passarão de escalão.
Isto é uma ignominia. espero mesmo que nenhum sindicato assine uma proposta em que esta obrigatoriedade permaneça.
SERÁ UMA PRESSÃO MUITO MAIOR NAS ESCOLAS. UM AMBIENTE DE INTRIGA E DE CORTAR À FACA BEM PIOR! DEUS NOS LIVRE DE TAL! O QUE ME VALE É QUE POUCO TEMPO ME FALTA PARA A REFRMA. DEIXO COM TRISTEZA UM ENSINO DEGRADADO E UM AMBIENTE NAS ESCOLAS AINDA PIOR!
É isso o que se passa numa escola em Lisboa que conheço, onde colocam dois professores a dar aulas ao mesmo tempo na mesma sala e turma.
O ambiente parece saudável e tudo parece bem. Mas quando se vai falar com os colegas, percebe-se que aquilo é insuportável.
É uma escola de fantasia daquelas que só serve para as estatísticas e para aparecer nas televisões.
Meu Deus!
Mais uma proposta burocrática e sem fundo de interesse para os professores que desejam PAZ no desenvolvimento do seu trabalho. Para que serve o modelo proposto?
Queremos harmonia no trabalho, e não trabalhar num ambiente pautado pela deslealdade! Totalmente desprovido de vantagens para a carreira docente!!!!
E sobre tudo isto , como diz o outro morcela, somos um ativo dos Put_ins de Portugal.
Sempre que se fala em “excelência” atingir a “excelência”, fica tudo inquinado.
Isto de de mal a pior.
“Avaliação feita pelos pares.” ? Desde quando é justa? Uns são amigos , outros frequentam as casas, outras as camas… Poupem-nos.
A avaliação deveria ser cumpre ou não cumpre,. Registo dos cargos desempenhados e das atividades relevantes.
Esta necessidade de distinguir, ou discriminar o que na prática é igual, cé desgastante e toda a gente perde.
Não podia estar mais de acordo, descreveu a realidade nua e crua!
Perfeitamente de acordo.
O problema resolve-se usando a técnica do feijão:
Ser DT – 4 feijões
Ser coordenador dep – 3 feijões
Etc
No fim, cada um apresentava o montinho de feijoes , harmonizando, assim a avaliação.
Ou seja, quem tinha cargos ao monte tinha mais avaliação. E aqueles a quem são dados cargos e depois dão o trabalho aos outros?!
Por favor, pensem um bocadinho antes de escrever!
E quem disse que coisas como a partilha de porta aberta e a avaliação contribuem efetivamente para alguma coisa de construtivo?
Pelo contrário. O que se vê é que em geral é o contrário.
Com propostas destas isto só serve para piorar.
Quando é que percebem isto?!
Parece tirado de uma disciplina de didática. Não me agrada. Nem todos funcionamos com tanto nanhanna cloletivo e esses são logo vistos de lado.
Qual avaliação, qual quê!
A PRIMEIRA MUDANÇA TEM DE SER O MODELO DE GESTÃO. DEMOCRACIA, PRECISA-SE! Ou acham que num regime norte-coreano há mudanças na “avaliação”????
Nota: desgraçadamente os sindicatos e os sindicalistas são CONIVENTES. Só estão preocupados com os tachos deles.
E sobre tudo isto , como diz o outro morcela, somos um ativo dos Put_ins de Portugal.
Disse tudo. Enquanto não houver um modelo de gestão das escolas, novamente, eleito diretamente pelos seus, sem conselhos gerais e outras artimanhas, não se devolverá democracia às escolas.
Hoje em dia os professores são meras marionetas da sociedade. Rankings, avaliações, excelências são meras utopias. Tudo se decide entre os amigalhaços, velhos do Restelo que desprezam quem traz ideias novas. Obrigam-nos a formações que não lembram ao diabo, horas e trabalhos extra que não aparecem no horário, sob a alçada dos da velha guarda que continuam a dominar o monopólio da educação e que não têm vida pos-escolar. Avaliação? Quem nos avalia? Um bando de iluminados que sabe tudo? Criem uma equipa isenta. Que avalie com imparcialmente, sem floreados. Que apareça na escola sem avisar. Que veja a realidade das salas de aulas. Que reconheça os esforços contínuos que os professores fazem todos os dias para ensinar alguma coisa a quem não quer aprender.
E sobre tudo isto , como diz o outro morcela, somos um ativo dos Put_ins de Portugal.
Exato. Isso mesmo!
Esta avaliação proposta, nada muda, é o mais corrupto que pode haver porque o amiguinho avalia com excelente ou muito bom os seus amiguinhos, e dá bom aos outros. É preciso avaliação independente. Criem uma plataforma de avaliação com objetivos claros a cumprir, onde os professores são obrigados a carregar as evidências atingidas, formações, relatórios etc. Após revisão independente é atribuída a nota. Enquanto o modelo dos amiguinhos avaliadores continuar, o mau ambiente entre professores continuará, e as direções a serem criticadas.
Gosto bem mais da sua ideia. Da que é aqui apresentada pelo autor do post, detesto-a.
Novamente, arroz…!? – não são os professores que devem ser avaliados, mas sim os alunos.
Está demonstrado que a avaliação em nada contribui para o ensino, antes pelo contrário, cria divisões, permite desigualdades e vicia o sistema.
Parem com essa “porra”…! – se não têm mais nada com que se entreterem, vão brincar aos políticos, que é o melhor que sabem fazer…
PS: Não sou professor!
Os professores precisam de ser avaliados, como acontece em todas as profissões, porque más práticas e abusos não podem passar sem culpados.
As más práticas e abusos não são vistos em nenhuma avaliação.
São apanhados pelo controle, por denúncias dos alunos, pais e outros professores, desde que fundamentadas, claro.
As avaliações são sempre uma fantasia. Já conheci professores loucos e execráveis que, nas aulas observadas (e foram muitas), estiveram maravilhosos. Quando isso acabava voltava a loucura.
Não vale a pena querer apanhar estes casos com avaliações. Isso só prejudica toda a gente de bem, deixando estes à solta e no bem bom.
Alguém disse tudo! Não sao os professores que devem ser avaliados. É apenas estupidez pura. Já os alunos….só direitos e regalias…os iluminados da nação. Culpa do ensino ter chegado ao que chegou é da nossa classe que foi banana nos últimos tempos.
Horrível! Muito burocracia com grelhas e papel para preencher! Não muda nada à atual ADD. A corrupção mantém-se ou até aumenta! Mais um modelo para esquecer!
Bom dia.
Concordo com os dois primeiros pontos. Onde trabalho, impulsiono a pratica de pelo menos uma vez por semana, os colegas que lecionam o mesmo nível, se reúnam para trocar materiais , estratégias etc.
Relativamente, ao ponto em que os Coordenadores e a Direção da escola avaliam, é mais o mesmo. Os coordenadores não estão presentes nas atividades, nem sabem, o que se anda a passar na escola. A Direção continuam a ser os suspeitos de sempre, clientelismo, amizades instituídas etc.
um iluminado de um avaliador atribui-me FRACO, só porque sim… não estava nas grelhas que ele pretendia ser a perfeição dos modelos! Só que o modelo dele aplicava-se ao modelo de afinação de (pasme-se!)… uma bicicleta! (ahahahah!)
Lamento ter que lhe explicar que as avaliações mais baixas são Regular e Insuficiente. Fraco não existe. É confrangedor ler estas coisas no fórum dos professores… Mais: não sei de ninguém que tenha tido Regular ou Insuficiente.
Depois de ler o texto da autoria do Rui Cardoso, verifico que lhe subjaz o modelo presente.
Ora já foi provado à saciedade que os professores rejeitam este modelo! Por quê insistir?
Não sabe mais? Vá estudar. Pesquisar.
Este modelo está gasto. É demasiado burocrático para o professor e para a escola. Demasiado tempo gasto com tretas para fazer que se faz. E exibir.
Admiro me que um social democrata como o Rui insista num modelo socialista copiado da Venezuela ou do Chile. Já não me lembro bem. Completamente ultrapassado.
Vá pesquisar e estudar os modelos usados nos países nórdicos sociais democratas e verificará que nem existe avaliação de professores.
Já desistiram há muito. Por que será?
Quando é que um professor é bom? Esta é a única pergunta sobre a qual devemos refletir, simplificando ao máximo a sua resposta para que se eliminem burocracias, injustiças e se consiga dar foco ao que é essencial na nossa profissão.
Os países nórdicos não avaliam seus professores com testes padronizados por se basearem em um modelo de confiança, autonomia profissional e avaliação contínua e colaborativa. Em vez disso, a avaliação é feita com base em conversas entre professores e diretores, avaliação entre pares e autoavaliação, promovendo o desenvolvimento profissional contínuo e não o foco em testes.
A avaliação não pode estar ligada à progressão.
Progredir dever-se-ia progredir sempre. A avaliação deve, e bem estar ligada a melhorar o desempenho do docente e a eventuais prémios no final do ciclo avaliativo. Mais nada.
Enquanto isto não mudar, voltamos sempre ao mesmo.
Características dos Modelos Nórdicos:
Foco na Confiança e Desenvolvimento Profissional:
Em vez de fiscalização, há uma cultura de confiança mútua e suporte ao desenvolvimento contínuo dos professores.
Informalidade:
As avaliações são menos burocráticas e mais focadas em diálogos e observações informais dentro do ambiente escolar.
Autoavaliação:
A Finlândia utiliza a autoavaliação dos professores e dos alunos, com o professor atuando como mediador para que o aluno reflita sobre sua própria aprendizagem e o professor se adapte às suas necessidades.
Conversas Diretas:
As avaliações ocorrem principalmente através de conversas informais entre o professor e a direção da escola, onde se discutem os desafios e os pontos fortes da prática pedagógica.
Ruizinho, estás preparado para implementar este modelo informal e de confiança na tua escola e com os teus professores?
Isto de sermos sociais democratas tem consequências na nossa prática.
Não é do dizer que se é laranja😉
É preciso pensar que o modelo de avaliação criado ou copiado por MLR e depois um pouco mudado pelo Crato está contextualizado pelos finais dos anos 2000 e inícios de2000 quando a Tutela considerava que havia professores a mais e nos mandou emigrar.
20 ou 15 anos depois já não é assim. Faltam professores como pão para a boca. Consultei os dados do Arlindo e neste momento os grupos que mais falta de professores têm são o de informática e português do 3o ciclo e secundário .
O mesmo se passa em diferentes países europeus. Não há professores .
Então para quê um modelo de avaliação (com quotas em determinados escalões ) que pratica a
exclusão e afastamento os professores do ensino e não atrai candidatos.
Neste momento a realidade portuguesa é bem diferente de há 15 anos.
Tomara a tutela ter pessoas a querer dar aulas mesmo sem profissionalização. Daí o concurso extraordinário.
Venham, venham que nós oferecemos a profissionalização.
Crato não te enxergas?
Ainda te convidam para comentares. Para comentares o quê? Não percebes nada de educação. Só percebes de estatística e de avaliação externa por exames. És monocórdio e vazio.
Retira te. Vai cuidar da horta.
Em Informática andam a colocar como efetivos professores de outras áreas que não vêm nada do assunto. Fazem uns mestrados via ensino e pronto.
Isto não vai dar bom resultado. Mas os governos deste país não querem saber há muitos anos.
A avaliação docente em Portugal é como aquelas sopas da cantina que aparecem sempre no menu: muda o nome, mas sabe sempre ao mesmo. O ano passado passei de ‘Excelente’ para ‘Bom’, não porque tenha esquecido a diferença entre dois conteúdos programáticos, mas porque as cotas assim o ditaram, e, claro, a maioria dos meus colegas teve nota máxima. É curioso: quando todos tocam bem, alguém tem de desafinar de propósito. Parece que confundimos avaliação com campeonato de karaoke, onde a nota depende mais do júri do que da música. Enquanto as cotas existirem, não há modelo que nos salve: vai continuar a ser uma orquestra em que alguns tocam piano… e outros carregam o piano.
Fartinho de carregar o piano, apesar de tocar de modo excelente.
Pelos pares ? E quando os pares souberem menos do que nós ? Olha eu com a avaliação do gafanhoto , outra vez… Isso já foi o meu caso em diversas escolas. E quando os pares são pessoas invejosas e más? Não concordo, absolutamente, nada. Ponto.
E que tal a avaliação ser feita pelos alunos e pelos encarregados de educação ? Sempre será melhor.
ALGUNS diretores das escola foguem dos Encarregados de Educação como o diabo da Cruz. Só de os lá verem, tremem-lhe as pernas de alto a baixo.
Desta vez dou-lhe inteira razão, bb.
Conheço vários casos assim. E em escolas “insuspeitas” da nossa capital.
Esta é uma proposta indecente, um insulto aos docentes. É dar poder a diretores autocráticos, ,fomentar a subjetividade de critérios , os compadrios, amplificar as enormes injustiças entre escolas. Se é para impor um modelo duvidoso, mais vale estar o modelo atual. Mais injustiças naoo são aceitaveis
O Rui julgou que a malta ia gostar de não ter referido quotas, mas o que a malta quer é uma balda de progressão automática. Um faz-de-conta para parecer que há avaliação.
A única balda deve estar na sua cabeça.
Sempre houve avaliação. Só que antes de Maria de Lurdes Rodrigues era saudável.
A seguir foi a loucura que aumentou, claro está, com o descongelamento.
Em escolas privadas de elite faz-se assim. Deve querer dizer que lá também é uma balda?!
Aprenda antes de proferir alarvidades.
Olha o Agnelo, o gajo que, quando era diretor, ALEGADAMENTE, aparecia na escola pelo meio-dia, montado no seu bólide.
Quando chegaste a Mangualde, várias com o livro de ponto na cabeça dos alunos e eras um cínico. Foste substituir uma colega em trabalho de parto. Aplicaste um teste e foi uma razia. A seguir, passámos praticamente todos.
Conheço-te muito bem e Mangualde também. Goza a tua reforma, homem!
Não concordo com a proposta. Acredito que a avaliação deveria ser mais simples e objetiva, com apenas dois critérios: “cumpriu” e “não cumpriu”, baseados em provas ou evidências claras nas áreas pedagógica e científica. Essa abordagem reduziria a burocracia, tornando o processo mais eficiente. A avaliação poderia ocorrer a cada três anos, o que seria mais prático e direto, sem complicar desnecessariamente a rotina dos professores.
E, sobretudo, não ligar a avaliação à progressão. Isso sim seria saudável.
Não concordo.
Critérios objetivos,
Um professor cujos alunos, no exame nacainal, melhoram significativamente o ranking da escola, nessa disciplina, em relação ao ano anterior, tem que ser um bom professor, ponto. A questão não é o lugar do ranking (nos primeiros ou nos últimos), mas sim melhorar face ao ano anterior. Este é só um exemplo.
Absurdo total.
Um professor pode ser o melhor do mundo. Se os alunos não quiserem, não querem. Não há professor nenhum que possa mudar isso dessa forma.
Conheço muitos colegas que nada fazem, mas como têm bons alunos a coisa lá vai indo. Já outros têm uma matéria-prima muito complexa e que, por muito que façam nada conseguem.
Isso si, seria penalizar os bons professores.
Então e quando, no ano seguinte, esse mesmo professor leva outros alunos a exame e a coisa corre mal? O homem regrediu no espaço de 365 dias?
Vocês mantém-se com a própria argumentação.
Avaliação Trienal, mais burocracias e tempo para preparar as aulas? Projetos? Relatórios? Grelhas?
Enfim! Vira o disco e toca o nesmo, com mais uns floreados e conversas filosóficas.
Os pares da mesma escola não podem avaliar-se uns aos outros. É um disparate.
Muito bem.
Os pares da mesma escola não podem avaliar-se uns aos outros. É um disparate.
Começa mal
O que deve contar, numa análise superficial e geral: cumprimento de programa, surgimento de inspetores na sala de aula sem aviso e com entrevista posterior ao professor para contextualizar a aula), cumprimento dos critérios de avaliação e respetivas grelhas (não ter em conta as avaliações finais, pois a cobardia de muitos profesdores e diretores leva à inflação de classificações), cumprimento das regras estipuladas pelo grupo disciplinar.
Amigos quem não deve não teme, nao se escondam atrás de papeis e relatórios.
Sejam produtivos, ou seja, que haja uma lógica e sequência no trabalho realizado.
Inspetores?
E esses sabem alguma coisa do que é dar aulas?
Gente que deixou de ser professor porque não gostava e foi para inspetor para lixar professores.
Vamos de mal a pior.
Inspetores?
Não fazem o trabalho deles … branqueiam todas as ilegalidades dos diretores.
Havia de ser bonito…
Muito bem, concordo consigo. Fartinho desta palhaçada de avaliação e, pelos vistos ainda estão com ideias de a piorar e tornar as escolas num inferno ainda maior.
Discordo, totalmente, pois nas escolas de hoje, apenas há quem nos queira tramar. Avaliação por pessoas externas e nada mais.
Completamente errado.
A avaliação, para ser objetiva e justa tem de sair das escolas.
JúrisAvaliadores exteriores e independentes.
Componente teórica numa universidade.
Componente prática com orientador exterior à escola.
A escola só entra com informação administrativa: assiduidade, cumprimento da distribuição de serviço e pouco mais.
Uma avaliação por escalão.
Componente teórica numa universidade.
Mas o sr. tem tempo para tudo isso?!
Sim. A formação ao longo da carreira (vulgo ações de formação) passa a ser feita nas universidades (têm capacidade instalada). Acabe-se com os Centros de Formação! É uma redundância, um gasto desnecessário.
As universidades podem oferecer formação em diferentes formatos com créditos (disciplina, curso livre, workshop, etc). É só ajustar aos grupos de recrutamento e rever a legislação. Para quê continuar com um “Conselho de Certificação da Formação Contínua” em Braga? Para mim, nunca fez sentido. Mais uma “quinta”.
Mas e o tempo para ir às universidades?
E o que será pedido para realizar as ações? Será mais do que agora?
Era a isso a que me referia.
Já frequentamos ações sempre fora do horário de trabalho. Não temos dispensa para isto, como acontece em todas as profissões.
É que as pessoas não se apercebem que os professores têm formação nos seus tempo familiares. Não é como na maior parte das empresas que é durante o horário laboral!
Ó pá, há professores cuja universidade decente mais próxima fica a 200 km. És parvo, homem?
As universidades já fazem formação híbrida, remota, por zoom, tal como os centros de formação. Isso não é problema.
Boa tarde 🌻
Temos imensa falta de professores, apoios, psicólogos e uma crescente violência na escola.
O Ministério de Educação está preocupado em criar uma avaliação mais (in) justa, entre pares, direção, coordenação…deveria sim haver serenidade, ao invés provas/exames e agora esta avaliação, nestes termos.
Boa sorte em manter os professores na escola, afinal quem vai ganhar mais é o ensino particular.
Mas isto é para favorecer o ensino particular, que está com falta de professores.
Nos bons colégios a avaliação apenas conta para dar um prémio monetário no final de cada período avaliativo (escalão). De resto as pessoas passam sempre independentemente da nota.
Claro que se tiverem queixas justificadas perante as entidades oficiais, a coisa é diferente. Mas isso também é assim no público.
O que eles querem é que no público as pessoas saiam para encher o privado. O público que feche.
Acredito num modelo desenvolvimentista formador do desempenho docente desde que desvinculado da progressão docente.
Concordo perfeitamente, Carla.
É assim que deveria de ser, sempre.
Avaliação entre pares é o mesmo que pormos alunos a avaliar alunos! Vai dar asneira ou compadrios por interesse!! Ainda cria maior confusão!!
Não conheço outra forma de avaliar a não ser quando essa avaliação é efetuada por alguém competente para tal mas que não tenha ligação ou dependência profissional com o avaliado!!
Alguém disse tudo! Não sao os professores que devem ser avaliados. É apenas estupidez pura. Já os alunos….só direitos e regalias…os iluminados da nação. Culpa do ensino ter chegado ao que chegou é da nossa classe que foi banana nos últimos tempos.
Amadorismo puro! Isto não é “coisa” que mereça sequer debate!
O Ministro que consulte os professores e recolha ideias para um novo modelo, e que se deixe de sindicalizados e diretores da treta!
Este ME parece-me sem ideias sérias para a Educação. Tudo medidas de “lana caprina”! Sempre a piorar… a não ser que acorde!
Antes deste modelo ADD todos os professores eram Satisfaz… mesmo sabendo-se que havia grandes diferenças de desempenho…
Hoje continua a haver excelentes profissionais, mas também há alguns (poucos) que não deviam estar na Educação!
Certo. Mas não apanha isso nas avaliações de desempenho.
Isso só com queixas de colegas, pais e alunos, devidamente fundamentadas, claro, como aqui já alguém escreveu.
A não ser raríssimas exceções, que são isso mesmo, exceções.
Continuem com essas ideias mirabolantes que atacam a dignidade dos professores. Os professores tiveram no seu processo de formação aulas observadas. Querem continuar e persistir no erro que os docentes precisam continuamente de serem avaliados , observados. Esta proposta de modelo de ADD é uma aberração e de modo explicito mostra que os professores são incompetentes, não sabem trabalhar, são responsáveis pelos problemas existentes no sistema educativo, incompetentes e têm de ser vigiados, monitorizados,….
Seria melhor que nos deixassem em paz , estamos fartos de tantas mudanças e ataques à profissão docente que merecia ser tratada com mais respeito, carinho, dignidade.
Não consigo concordar…
Um bom instrumento de avaliação seria um teste escrito sobre o conhecimento do universo escolar do Agrupamento, anualmente, por exemplo… Seria proposto a todos os professores que quisessem ser avaliados para progredir mais rapidamente…
Os professores não podem depender de outros professores e do diretor para a atribuição de excelente ou de muito bom.
Podíamos usar o método que países desenvolvidos utilizam, como é o caso da Finlândia, onde os Professores são valorizados. Não há sistema formal de avaliação padronizada. O acompanhamento é feito pela gestão escolar, com foco em autonomia docente, observação de aulas e formação contínua. Lá a avaliação docente é formativa, baseada na confiança, colaboração e desenvolvimento contínuo. Não existe um sistema nacional de provas ou métricas rígidas, mas sim uma lógica de profissionalismo e autonomia, sustentada por uma formação docente de altíssimo nível.
A ADD é das situações mais injustas e que causam mais desânimo e stress entre os professores, pela sua capacidade de ser inócua, não contribuir para o crescimento profissional, ser utilizada para criar fidelidades oportunistas e incompetentes de lambe botas para com as direções escolares.
A ADD tal como a conhecemos e temos sofrido com ela, foi implementada com o objetivo de expulsar do sistema milhares de profissionais, causando-lhes desânimo e stress professional. Há necessidade de criar modelo de avaliação totalmente novo que não dependa da opinião das direções escolares, nem de colegas dentro da escola. O novo modelo de ADD terá de abulir as cotas e premiar efetivamente quem está nas escolas a melhorar o ambiente escolar, às aprendizagens escolares, a motivar os alunos, a criar resiliências e oportunidades de evolução para outros colegas mais novos e que chegam mais recentemente às escolas.
Vamos analisar esta oportunidade de desenhar uma nova ADD baseada nas reais funções dos professores e libertarmo-nos dos tiques que levaram milhares de colegas a saírem desta profissão. Se não se agarrar está oportunidade para flexibilizar, humanizar e aproximar esta avaliação à realidade docente, corre-se o risco de perder uma hipótese para tranquilizar e motivar para continuar a permanecer nas escolas quem está no ensino e captar quem está a ponderar esta profissão.
Não consigo concordar… A avaliação deve ser feita por alguém, do mesmo grupo de recrutamento, mas com formação superior ao avaliado e que esteja a exercer funções letivas.
No meio de tudo o que já sofremos, vêm agora querer “criar uma guerra ” entre colegas. “Guerra ” essa, onde fora da escola, poderão haver problemas de retaliação de ordem física graves, entre colegas, ao ponto de alguns ” descarregarem” anos em que se sentiram ” roubados”.
Isto é uma péssima ideia. Não agravem situações, pois há muitos colegas fartos de serem explorados.
E se repusessem, todos os que foram roubados no congelamento, no escalão em que deveriam estar, sem andarem com IGEFE atrás e os docentes pudessem usufruir do ordenado do seu escalão correto? E já nem falo em Retroactivos. Estamos muitos à beira da reforma, que nunca vão chegar ao topo da carreira. Isso é que NÃO É JUSTO.
Não consigo concordar… A avaliação deve ser feita por alguém, do mesmo grupo de recrutamento, mas com formação superior ao avaliado e que esteja a exercer funções letivas no mesmo grupo.
No meio de tudo o que já sofremos, vêm agora querer “criar uma guerra ” entre colegas. “Guerra ” essa, onde fora da escola, poderão haver problemas de retaliação de ordem física graves, entre colegas, ao ponto de alguns ” descarregarem” anos em que se sentiram ” roubados”.
Isto é uma péssima ideia. Não agravem situações, pois há muitos colegas fartos de serem explorados.
Avaliação dos professores por “observação mútua”? O que isso significaria? Os professores ainda iriam preencher mais grelhas de observação!??
Quem vai avaliar esses pressupostos? Com que evidências? Não concordando com a avaliação do próprio professor, quais serão as justificações comprovadas.
Não deixaremos de ser avaliados pelos pares, certo? Assim, com que isenção e justiça poderemos ser avaliados?
Mais um belo momento do processo, iniciado pela Manuela Ferreira Leite, de dividir para reinar.
Avaliar é uma das tarefas mais difíceis que existem, e essa é parte da nossa função e como tal sabemos o quanto é difícil.
Tornar esse processo num círculo vicioso pidesco de vigilância, controlo e caça à vaga, disfarçado de cooperação, trabalho entre pares e toda essa linguagem de político de poltrona, é unicamente descalçar a bota da dificuldade processual, criar divisões e lançar responsabilidades para a própria classe.
Como fazer esta avaliação? Terá de ser um processo independente. Não deverá ser um gestor, porque lidamos com seres humanos, gerações diferentes, percursos diferentes e ambições diferentes, que condicionam o nosso desempenho e isto um gestor de números, tal como os nossos políticos, nunca vão entender nem perceber.
Terá de ser um processo não anunciado, não calendarizado com o conhecimento de ambas as partes, porque se quer algo real e não fabricado para a ocasião.
Terá de ser um processo preparado antecipadamente ao nível do conhecimento do enquadramento do avaliado e suas turmas, para que haja equidade processual.
Acima de tudo, terá de ser um processo consensual na classe e não imposto como diretiva dos senhores dos gabinetes.
Deixemo-nos de tretas. Mais do mesmo. Com a falta professores que há, andamos com isto?
ADD assente na Avaliação por pares e na Equipa de Coordenação que avalia “aspetos como o cumprimento das responsabilidades e a participação na vida da escola” é equivalente à criada por Sócrates e MLR em 2010.
Este modelo causou o caos no clima de escola com prejuízo das aprendizagens. Fomentou o compadrio e mediocridade. Em 2012, surgiu a avaliação externa com objetivos claros, regulamentados a aplicar de forma igual por todas as escolas. Introduziu alguma transparência e equidade. Contudo, a avaliação interna não mudou, continuou arbitrária e injusta, gerando burocracia e sentimentos de mal estar.
A proposta devia passar por:
. Simplificar, regulamentar objetivos e processos a seguir por todas as escolas.
. Assentar no grau de consecução de objetivos claros e mensuráveis que acrescentam valor aos alunos em conhecimentos, capacidades e atitudes. Medindo a diferença entre os valores de fim e de inicio de um ciclo, com base em resultados de provas externas, nacionais e internacionais, taxa de empregabilidade e de prosseguimento de estudos dos alunos.
. Os diretores também devem ser avaliados face aos mesmos objetivos.
. Esses objetivos devem ser os que a ciência mostra serem eficientes para acrescentar valor em literacia aos alunos, preparando-os para construírem uma vida futura com mais saúde e produtividade.
. A ADD deve ser feita por professores do mesmo grupo disciplinar, certificados para o efeito, com referência a esses objetivos. Com provas dadas no valor acrescentado em literacia aos alunos, entre o fim e início de um ciclo.
. A observação de aulas deve ser feita por professores certificados externos e independentes dos diretores e avaliados, sem pré aviso. O que acontece atualmente é que coordenadoras que nem conhecem os avaliados porque são de outra disciplina observam e avaliam, internamente, os professores. No fim do ano, perguntam quem são e qual a opinião que têm deles. Claro que a de diretores e coordenadores ou elementos do Pedagógico com poder sobre o diretor prevalecem.
São as “atividades ” e “frequência do uso de recursos digitais” , que constam dos Projetos Educativos, orientados pela nefasta mentora da AFC (cópia do modelo escola moderna), e, por consequência dos parâmetros, definidos na escola para avaliação interna que fazem o professor excelente. Que fazem o diretor excelente aos olhos do município e tutela. Mesmo que retire valor aos alunos em literacia. Por isso, os resultados de provas externas têm descido mais em Portugal que noutros países.
. A progressão deve ser automática. A ADD serve para melhorar desempenhos. Melhores desempenhos são compensados com prémios monetários.
. A CCPFC de Braga e os Cfaes devem ser extintos, pois têm servido de instrumentos para viabilizar os negócios impostos pelos governos e não para melhorar aprendizagens.
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Este modelo proposto ainda é pior que o atual. Com modelos assim o foco principal, do trabalho de um professor, será a sua avaliação e nunca o trabalho com os alunos.
A avaliação deve ser o mais simples possível.