10 de Julho de 2023 archive

Desde janeiro já se aposentaram 2.106 professores e educadores

Com números do Blog.

 

Desde janeiro já se aposentaram 2.106 professores e educadores

 

De acordo com a lista da Caixa Geral de Aposentações, consultada pela Renascença, em agosto há mais 270 profissionais que vão deixar a escola pública.

 

As aposentações de professores e educadores, em agosto, ultrapassam a meta das 200, um número que mensalmente, este ano, tem estado sempre a ser ultrapassado.

No dia 1 de agosto, aposentam-se da escola pública 270 professores e educadores. Algumas dezenas saem de escolas da Grande Lisboa, justamente uma das zonas do país que se debate com a falta de docentes.

Desde janeiro já se aposentaram 2.106 professores, um número que se aproxima do registado na totalidade do ano de 2022 (2.401).

 O valor a que se chegou nos primeiros oito meses deste ano já supera as aposentações anuais entre 2014 e 2021.

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É Mais Uma, A Quinta Vez que os Serviços Mínimos São Declarados Ilegais

Assim refresca a memória do Ministério da Educação para as greves que poderão vir em Setembro.

 

Serviços mínimos decretados para greves de professores declarados ilegais mais uma vez

 

Novo acórdão da Relação de Lisboa incide nos serviços mínimos para as greves de 26,27 e 28 de Abril, alvo de um abaixo-assinado de professores onde se apelava à desobediência.

Pela quinta vez consecutiva, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) considerou ilegais os serviços mínimos decretados para greves de professores, acolhendo para o efeito a argumentação produzida em acórdãos anteriores e num parecer do Ministério Público.

 

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E Como Andam os Resultados das Provas Finais?

Terão chegado hoje às escolas de todo o pais os resultados das avaliações das provas finais do 9.º ano.

Parece que os resultados nunca foram homologados tão tarde (perto das 16 horas) e só a partir dessa hora foram enviados os resultados confidenciais às escolas para se tirar o anonimato dos resultados.

Pela hora tardia a que chegaram-me os resultados, os envelopes foram todos metidos no cofre para amanhã dar continuidade ao trabalho.

Pelo que vou ouvindo, os resultados das provas de Matemática do 9.º ano foram catastróficos, havendo muitos resultados de UM o que poderá fazer baixar a nota do aluno de 3 para 2. Neste caso, muitos alunos terão de inscrever-se na 2.ª fase das PEF para transitar de ano.

Constou-me que a catástrofe não abrange apenas os alunos do ensino público (não vá o Ministro da Educação acusar as greves de professores pelos resultados catastróficos) mas que também aconteceu no ensino privado (onde as greves não se fizeram sentir).

E também me constou que as escolas que decidiram fazer as provas finais on-line tiveram resultados ainda piores que as escolas que as realizaram em papel. Parece que as escolas que decidiram avançar com a prova final on-line devem agora pedir desculpas aos seus alunos que fracassaram nos resultados da prova de Matemática.

E que sirva de lição ao IAVE para o próximo ano não avançar com a universalização das provas digitais.

 

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Governo alarga prazo para matrículas dos alunos do 5.º ano

A inscrição dos alunos que terminaram o 4.º ano começou na quinta-feira, mas vários encarregados de educação queixaram-se que o portal das matrículas bloqueia a meio do processo.

Governo alarga prazo para matrículas dos alunos do 5.º ano

 

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Quantos professores QZP estão no sistema?

A tabela abaixo apresenta os professores (que nos foi possível apurar) vinculados em QZP, distribuídos conforme o grupo de recrutamento e QZP de colocação.

Conseguimos apurar 16390 candidatos, mas sabemos que muitos não chegaram a constar nestas listas, porque foram colocados em Mobilidades várias (doença, estatutária,…). O número rondará os 20000.

A estes candidatos juntar-se-ão aqueles que este ano vincularão ao abrigo da Norma Travão, para concorrerem, lá para o último trimestre deste ano civil, aos novos 63 QZP’s.

Os vinculados através da vinculação dinâmica, ao abrigo do Art.º 54, não poderão concorrer a este concurso.

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Como está a correr a descentralização na educação?

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Necessidades educativas e a escola aberta o ano inteiro – João André Costa

 

Diz-se dos britânicos saberem a chegada do Verão quando a chuva está quente. Quanto ao resto, e o resto é o mundo, a realidade em redor, o resto continua dia após dia e indiferente à mudança das estações.
O mesmo se diz em relação às necessidades educativas, indiferentes aos ritmos sazonais, ainda para mais quando a chegada do Verão equivale à chegada das férias escolares e a hiperactividade não tira férias, o autismo não tira férias, a labilidade emocional também não e as dificuldades de expressão e/ou compreensão igualmente, só para enumerar alguns exemplos do dia-a-dia.
Os professores vão de férias, a escola, sim, vai de férias durante 6 semanas por inteiro e durante 6 semanas os portões fechados, o ensino ausente, a certeza incerta, a insegurança e o inesperado à espreita.
E se num passado não muito distante eram abundantes as actividades recreativas estivais de foro gratuito para as crianças desta terra, os cortes orçamentais acrescidos de desavenças políticas com os países da União entre pandemias e guerras levou à perda do supérfluo e o supérfluo são as crianças à deriva sem pais para acudir, exaustos e/ou ausentes, e um Verão inteiro por preencher.
Sistematicamente, em Setembro cabe aos professores do ensino especial apanhar os cacos que um dia foram crianças entre consumo de estupefacientes, criminalidade juvenil, abusos físicos, emocionais e sexuais, abandono parental, a perda da habitação, fome e desnutrição e todo o trabalho de um ano por água abaixo.
As crianças já não confiam, temem, perdem a pouca inocência ainda presente ou então regridem para estadios desenvolvimentais infantis e à chegada à escola metem dó.
Conclusão: num futuro não muito distante, as escolas de ensino especial não poderão encerrar para férias. Virtualmente já não encerram, estando a escola em contacto regular com a polícia e os serviços sociais nos casos mais urgentes onde a partilha de informações é vital para o bem-estar das crianças.
Resta saber qual o modelo e o financiamento capazes de sustentar a abertura física da escola para o desporto, jogos, cinema, voluntariado, salas de estudo, entre outros. Na ausência de fundos públicos, terão as escolas de recorrer a patrocínios de privados? Já é comum o aluguer de espaços escolares para desporto ou conferências durante os fins-de-semana e períodos de férias num incremento ao orçamento. Daqui para as seis semanas estivais é um passo sob o emblema de uma popular marca de refrigerantes.
E os professores? Terão os professores descanso ou direito ao mesmo? Será esta realidade distópica uma realidade em breve? E porque não os apoios aos pais e famílias igualmente patrocinados por uma popular marca de refrigerantes? E o mesmo em relação às actividades de Verão? Porquê o ónus da educação sempre na escola e nos professores? Qual a motivação política?
A desculpa é a mesma de sempre: depois dos pais, são os professores quem melhor conhecem as crianças.
E caso não aceitem, a chantagem é imediata sob pena de responsabilidade legal caso o bem-estar da criança esteja em causa.
Com o Verão à porta, são estas as conversas à porta ou às portas, nos corredores, nas salas de reuniões das instâncias hierárquicas superiores.
Mas com as mesmas instâncias destituídas da capacidade de uma planificação à distância, ou não tivesse a mesma custos políticos, para já e até prova em contrário esta é uma não notícia, típica da “silly season” que se aproxima.
A realidade, infelizmente e aqui estamos todos de acordo, tem o tamanho do Verão e a escola fechada sem ninguém para acudir.
Até que algo aconteça. Quando esse dia chegar, aí sim, os custos políticos, as parangonas e as decisões governamentais em nome das crianças e as crianças acima de tudo.
É uma questão de tempo.

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