E os Leitores do Blogue Acham Que os Trabalhos de Casa Deviam Acabar?

A minha opinião está na notícia do DN. E os leitores o que acham?

Os trabalhos para casa deviam acabar? Secretária de Estado acha que sim

 

Alexandra Leitão argumenta que alunos devem trabalhar em sala de aula de forma diferente, para não serem sobrecarregados. Diretores e especialistas pedem moderação nos TPC

A escola (pública ou privada) deve fazer com que se cumpra o ‘direito ao ócio e ao desporto’, tendo por dever organizar as atividades de aprendizagem de forma a que não ponham em causa esse direito dos alunos à participação na vida social e familiar”. Esta foi a ideia que serviu de mote a uma petição lançada há meio ano por José Eduardo Moniz, que propunha a criação de uma lei para regular os trabalhos para casa (TPC) e que em meio ano já soma mais de 10 mil signatários. Uma causa que acaba de ganhar um reforço muito relevante: a própria secretária de Estado da Educação defende que os alunos não deviam levar trabalhos para casa.

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17 comentários

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    • Orquídea neves on 16 de Junho de 2019 at 14:15
    • Responder

    A questão não é assim tão linear e a forma de recolher esta informação não está muito correta. Em tempos fiz uma larga investigação sobre o tema em coautoria com um docente da FPCE da UC da qual resultou a publicação de um livro. Para os docentes que usam o método expositivo, os TPC devem ser qb e exporadicos, uma vez que devem ter, na sua génese, alguns objetivos. Para os docentes que trabalham os métodos da autoaprendizagem, por grupos e por temas, os TPC não fazem sentido. Aqui está já inscrita a inclusão. No método expositivo não há inclusão, digam o que disserem façam as leis que fizerem.

      • Brito on 16 de Junho de 2019 at 16:06
      • Responder

      Julgava que já estava razoavelmente demonstrada a ineficácia de uma forma de autoaprendizagem (em tempos, aprendizagem pela descoberta) em níveis do ensino básico e, até, do secundário. Sobretudo em turmas hiperdimensionadas.
      Mas, pelos vistos, sou um ignorante perante dados que resultam de larga investigação…

        • Orquídea neves on 16 de Junho de 2019 at 17:01
        • Responder

        Não tenho conhecimento de nenhum estudo que prove a ineficácia destes métodos. Pelo contrário. É fácil de trabalhar, responsabiliza os alunos, o professor é um orientador sem ter de dispensar, em algumas situações, o esclarecimento de dúvidas e a exposição. Claro que em turmas mais pequenas, até 25 alunos, é mais fácil trabalhar mas nada impede que seja feito com turmas maiores. Também nada impede que se faça com grupos de alunos de diferentes anos de escolaridade. Já o fiz e obtive bons resultados. Não sei trabalhar de outra forma. Há escolas de sucesso. Dá trabalho? Só um pouco mais na primeira fase de preparação dos materiais. Que nem todas as escolas têm as condições necessárias à estes métodos, nomeadamente, computadores em sala de aula, infelizmente é verdade, que nem todos os docentes se sentem seguros, também é verdade. A única verdade é que o método é melhor e permite que se faça a inclusão de forma natural sem ter de recorrer à panóplia de legislação e a toda a burocracia para a implementar

          • António Alves on 16 de Junho de 2019 at 18:53

          O construtivismo é uma falácia. Há trabalhos qb online a explicar porquê…


  1. Depende do tempo curricular que cada disciplina tem por semana ou, agora nalguns casos, por semestre. Esta circunstância também tem implicações nas metodologias usadas. Portanto, não basta dos gabinetes virem opiniões generalistas e descontextualizadas. Falar é fácil.

    • Maria on 16 de Junho de 2019 at 15:21
    • Responder

    Depende ainda do tamanho e tipo de turma, tipo de ensino e tipo de professor – ou seja, depende de tudo. Na turma do meu filho, quer pelo número de alunos quer pela idade avançada dos professores, que já não conseguem trabalhar adequadamente com miúdos de 11/ 12 anos, irrequietos e traquinas, são através dos tpc que eu, mãe, consigo acompanhar as matérias e ensinar alguma coisa. OS outros miúdos é nas múltiplas explicações que aprendem alguma coisa e quem não pode ter explicações, não aprende nada mas passa de ano, claro -todos passam. Neste momento e na escola e turma do meu filho (espero que seja um caso isolado, pois eu também sou professora e não acho que se possa generalizar esta situação), a escola serve só para sociabilizar pois os conhecimentos e as competências não foram minimamente atingidas num 2 ciclo leccionado por professores idosos (um não ouve, outro NÃO vê bem, outro já não os suporta, outro adormece ), de forma tradicional, a uma turma de 29 alunos barulhentos e irrequietos, que copiam o que podem e não podem para ter boas notas nos testes e os pais ficarem contentes e acharem que os seuss filhos são os melhores e mais inteligentes do mundo e arredores….e assim vai o nosso ensino, cá para as minhas bandas

      • Brito on 16 de Junho de 2019 at 16:09
      • Responder

      Estou estarrecido!

    • Maria Vaz on 16 de Junho de 2019 at 15:32
    • Responder

    Começo por colocar a seguinte questão:por que razão no questionário relativo ao Encarregado de educação, não aprece a opção: são necessários?
    Os TPC com objetivos de desenvolvimento / verificação formativa das aprendizagem, parecem-me importantes.
    Os alunos têm TPC’s a mais, e não terão explicações em demasia? É que tanta explicação (parece-me que alguns discentes têm duplo currículo), não lhes tira o tempo de ócio? E esse tempo de ócio que se prentende, e que também entendo como importante, vai ser utilizado para os jogos interativos ou para o convívio, as atividades ao ar livre,…?

    • Ana Tavares on 16 de Junho de 2019 at 16:25
    • Responder

    Eu acho que os professores não se deviam preocupar com currículos, com metas, com aprendizagens essenciais, mas apenas tomar conta dos meninos e, se possível, também ao fim de semana.

      • António Alves on 16 de Junho de 2019 at 19:03
      • Responder

      Tem razão Ana… Mas sabe que tudo isto tem um propósito: promover a ignorância e menorizar o papel dos professores no processo de ensino-aprendizagem… É só e nada mais do que achismo!

    • JoaoKostaOministro on 16 de Junho de 2019 at 18:15
    • Responder

    Mas a…. sra secretária de Estado baseia-se em quê? Numa conversa de café com amigos? Que formação tem ela sobre o assunto? É mais uma prova como a educação em Portugal é governada por “achismos”.

    • António Alves on 16 de Junho de 2019 at 19:00
    • Responder

    A escola é um recreio… Já levei com turmas que aprendem com métodos muito inovadores, pela descoberta, e essa treta e tal… Só havia um problema… Não sabiam nada de nada… Mas lá está gostavam, então não?
    Quanto aos trabalhos de casa é inadmissível e um bocado fascista, socialista??? que uma secretária de estado se meta nisto… Quem deve decidir são os professores que são os especialistas e não os gabinetes do ministério… Está tudo completamente néscio … Preocupe-se com coisas substanciais: reduzir número de alunos por turma, técnicos especializados em questões como a dislexia, mais professores de apoio… Mas isso nada!!!

    • MaisUmEnganado on 16 de Junho de 2019 at 19:03
    • Responder

    Mas é claro que a nossa sábia secretária de estado tem toda a razão.
    Um povo sem esforço, método e, principalmente, sem conhecimento é mais fácil de dominar.
    A verdade seja dita, para quê estudas e fazer trabalhos para consolidar e aferir conhecimentos se no fim todos transitam de ano.
    Só espero que os futuros médicos, engenheiros e afins continuem a fazer TPC.

    • Orquídea neves on 16 de Junho de 2019 at 19:32
    • Responder

    E o behaviorismo com o ensino programado, é também uma falácia? É os métodos ecléticos, tb são uma falácia? Como já uma vez respondi a alguém que me perguntou qual o melhor método para ensinar, respondi :”não há métodos, há crianças, daí a diversidade e a oportunidade”

    • Luís on 16 de Junho de 2019 at 21:53
    • Responder

    Esforço com sentido!
    O mesmo TPC para todos os alunos e falta de bom senso / exageros dos professores pode ser assim mal interpretado.
    Não vamos cair em radicalismos por favor, mas esta chamada de atenção da sociedade deve levar-nos a melhorar. Se for preciso ter uma conversa com professores ou compaixão quando o bom senso não impera devemos ser os primeiros, somos educadores.
    TPC tem que ser esforço com sentido!

    • Rui Filipe on 17 de Junho de 2019 at 18:33
    • Responder

    Eu penso que o método expositivo com interação dos
    alunos e trabalhos entre pequenos grupos e/ou tutorias é muito importante. Aí penso que não serão precisos muitos TPCs ou até nenhuns, se se puder trabalhar na sala de aula eficientemente.De qualquer modo, será sempre o docente, a dever ter a última palavra.
    O que me parece mal, é haver turmas enormes, uma profusão de manuais que só complicam. Não é necessário haver muitos. Podem ser poucos e bons.
    Não chatearem os professores com tanta burocracia e encontrarem mais recursos humanos ou apoio de outros professores.
    Depois o sucesso dependerá, não do massacre dos exames, mas do que foi exposto e ainda de outros fatores como: do background do docente, do que vai, para além do meta conhecimento do aluno, etc.
    Poderá haver um objetivo comum, mas as metas são do professor, porque na sala de aula quem manda é ou deve ser o docente.Ninguém, melhor do que ele para avaliar e decidir.

    • Maria on 18 de Junho de 2019 at 10:10
    • Responder

    Já não bastava a falta de respeito generalizada pela função ou profissão de professor, que a sociedade alimenta todos os dias! Agora, são Secretários de Estado a opinar sobre os Trabalhos de Casa… Qual é o problema? Marcar um trabalho de casa pode ser muito útil ,complementar , formativo.Ou agora, os meninos dos papás e das mamãs,coitadinhos, não podem ter um TPC ? Um dia, quando tiverem profissões, empregos ou mais responsabilidades e mesmo se ingressarem numa Universidade, vai ser bestial… sem nada para estudar em casa.!!!!!!!!!!!!! Quando fui aluna do básico e do secundário ,nunca adoeci ou estive a morrer por ter trabalhos de casa.

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