A hostilidade aos professores – Pacheco Pereira

É verdade, a culpa é nossa. As mudanças necessárias são tantas, mas do outro lado teríamos ter quem fosse justo e acima de tudo quisesse ouvir os professores. E Pacheco, no mundo de Camilo já nós vivemos…

A hostilidade aos professores

Os professores têm muitas culpas, deveriam aceitar uma mais rigorosa avaliação profissional, mas isso não esconde que têm hoje uma das mais difíceis profissões que existe. E que, sem ela, caminhamos para o mundo de Camilo.

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5 comentários

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    • Maria João Conde on 18 de Maio de 2019 at 11:49
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    O problema não é a falta de rigor na avaliação. São as quotas. Apesar de tudo, temos uma avaliação bastante rigorosa: temos de fazer a formação, temos aulas assistidas por avaliadores externos. Onde está a falta de rigor? Dentro de algumas escolas em que a pressão das quotas permite que os amiguismos e os favores determinem a atribuição de melhores classificações. Agora não me venham dizer que a nossa avaliação não é rigorosa. Eu e todos nós sabemos o que é sair das aulas estafada e ir até às 21h30 e 22h assistir a ações de formação obrigatórias. E fazer apresentações para ser avaliado nas respetivas ações. Essa conversa é corda para a nossa força. Tanto palavreado e ainda vamos acabar pior é mais sobrecarregado. Enfim, já alguém dizia “o silêncio é de ouro.

    • pretor on 18 de Maio de 2019 at 13:55
    • Responder

    Afinal qual é e quanto custa a avaliação dos professores que o Pacheco e “amigos” tanto querem?
    Ninguém lhes pergunta.

    • Rui Filipe on 18 de Maio de 2019 at 15:53
    • Responder

    As pessoas deveriam falar do que sabem. Eu e outros colegas fizemos imensa formação contínua ,com excelentes formadores, para podermos progredir.Fiz formações em vários Centros de Formação de 30h, 45h e até de 60h, pós laboral.
    Lecionei em ex-Telescolas, onde todos os anos, tinha a visita do Orientador Pedagógico 2 vezes por ano. Ele não dizia quando vinha e quando chegava, tínhamos de estar a dar aquela lição programada, àquela hora e no fim éramos avaliados, assinando um relatório da aula assistida, e isto não contava para progressão.
    Como formação complementar, eu e outros colegas frequentamos Escolas Superiores e/ou Universidades, sempre em período pós laboral.
    Com o 11o ano, 3 anos de ex- Magistério Primário, fiz 20 disciplinas pela Universidade Aberta para poder obter uma licenciatura e poder progredir.
    Outros colegas fizeram licenciaturas de raíz, outros tiraram mestrados e outros doutoramentos.
    Tudo isto para dizer, que aqueles que dizem que os professores têm progressões automáticas são: ou ignorantes, ou mentirosos ou canalhas manipuladores, com o objetivo de voltarem a opinião pública contra os professores.

    • Orquídea neves on 18 de Maio de 2019 at 16:19
    • Responder

    Creio que a avaliação deveria sofrer algumas alterações. Hoje os docentes já têm formação superior, muito embora nem todos possuam os requisitos necessários para um bom desempenho. O mesmo acontece em todas as profissões. A avaliação deveria ser menos burocrática, tão justa quanto possível e mais eficaz.
    É possível fazê-lo se articulada com os objetivos e alteração dos currículos e programas.

    • Rui Filipe on 18 de Maio de 2019 at 17:54
    • Responder

    E agora para relaxar ,vou contar para quem quiser ler, a história de 3 Reis.
    É a história do rei S, do rei P e do rei C.
    No seu reino, a ocidente da Europa, o rei S roubou e sacrificou tanto o seu povo, que foi corrido por este e até foi parar à prisão. Este rei ganhou o cognome , do rei Ladrao.
    Depois veio o rei P. Este rei pediu ajuda financeira, a uns imperadores, que lhe emprestaram dinheiro a juros altíssimos. Coitado do povo. Cada dia mais pobre e sacrificado.E este rei ,ainda exigia mais sacrifícios ao seu povo, do que aqueles usurários e abutres que lhe emprestaram o dinheiro lhe exigiram. Por fim, o povo livrou-se dele em eleições e ele ficou muito chateado.Logo ele que trazia sempre,na lapela, a bandeirinha do seu reino! Este rei ficou com o cognome do Baixa as calças.
    Finalmente veio o rei C. Espertalhao para ganhar as graças do povo, começou por dar umas coisas, mas depois logo disse: tao cedo e por muito tempo, não dou mais nada, Ora assim, em breve recupera o que deu e depois é só tirar! Já há quem pense no seu cognome, parece que será o Mafioso.
    No entretanto, já há muita gente, a pensar destinar -lhe a mesma sorte, dos seus antecessores. Porque o povo do seu reino não sendo xico esperto, sabe fazer justiça.

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