Ficha Técnica
Universo – Professores dos Agrupamento de Escolas e Escolas não Agrupadas Públicas e Privadas de Portugal.
Técnica – Os inquéritos foram enviados por correio eletrónico para todos os Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas de Portugal e partilhado por várias salas de educação nas redes sociais e pelo blogue DeAr Lindo. O trabalho de recolha ocorreu entre o dia 5 de outubro de 2017 e 18 de novembro de 2017.
Responsabilidade do inquérito: Professor Alexandre Henriques, com o apoio da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP)
Conclusões:
Os professores optam preferencialmente por aulas práticas em detrimento das aulas cooperativas e expositivas.
Os professores consideram que na sua escola e na sua sala de aula há pouca indisciplina.
A frequência e a gravidade das ocorrências disciplinares, são proporcionalmente opostas: mais frequentes – menor gravidade; menos frequentes – maior gravidade.
Metade dos professores refere que gasta menos de 20% do tempo de aula com situações de indisciplina.
A grande maioria dos professores aponta os problemas familiares (económicos, afetivos, falta de acompanhamento parental, etc), a falta de valores morais e o desinteresse pela escola, como as principais causas para a indisciplina existente na sua escola.
As situações de indisciplina mais comuns na sala de aula são: a distração dos alunos; a interrupção com comentários desproporcionados; as brincadeiras/palhaçadas.
Os professores reagem preferencialmente a situações de indisciplina através da advertência calma, dialogando com os alunos de forma coletiva e/ou individual.
Os professores apontam como principais fatores para a redução da indisciplina escolar: uma maior responsabilização dos pais/encarregados de educação; redução do número de alunos por turma; aposta na formação parental.
Os professores são defensores da criação de gabinetes disciplinares e em cerca de metade das escolas dos inquiridos estes gabinetes já existem.
Os professores consideram que a direção da sua escola resolve as situações de indisciplina de forma proporcional à gravidade do ato.









8 comentários
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Parecem-me resultados muito bem manipulados…!
Se eu quisesse manipular, apresentava resultados de algo em que não acredito?
A estratificação costuma ser pública, Neste inquérito ainda não vi.
Ninguém tem coragem de assumir que na sua aula há indisciplina. São todos uns hipócritas!
Realmente uma Escola como a descrita, com base no suposto inquérito, seria um verdadeiro paraíso…. Um sonho, pena é a verdadeira realidade existir. Sendo verdadeiros os resultados do “inquérito”, segundo a estatistica, haverá no o nosso universo de Escolas algumas boas centenas onde a realidade apurada será verdade. Assim, gostaria que um/a carinhoso/a colega me indicasse UMA Escola ou Agrupamento, para eu poder ter esse paraíso como escolha no próximo concurso….
(Pois é estou a brincar, não há pois não? Então isso significa que estes resultados foram demasiado martelados. A matemática é tramada, denuncia facilmente a manipulação de dados… Pois….)
Quando a inspecção vai às escolas, uma das questões que fazem aos docentes é se existe indisciplina na sala de aula. É claro que ninguém se acusa. Está tudo bem. É tudo um mar de rosas! Este resultado espelha isso mesmo.
Com a qualidade dos resultados obtidos por muitas escolas e com a qualidade de muito dos nossos alunos, porque não começar a ensinar-se em Mirandês e,assim, promover um ensino, digamos…asinino. Sempre se poderia dizer que que muitas escolas têm como objetivo último, a educação do burro mirandês.
Tudo depende das direcções. Conheço algumas direcções que ignoram e nada fazem . Os enviesamentos em relação a este assunto são enormes. A verdade é que a indisciplina existe e está dentro da escola em grande peso… chegou para ficar!!
Urge dar aos professores autoridade, respeito e autonomia.
O ministério deveria colocar inspecções e ouvir : funcionários, alunos, professores. Existe indisciplina e existem situações muito, muito graves