Outra vez os TPC’s… e sempre os TPC’s…

Volta e meia aparece alguém com o assunto dos T.P.C., sigla com muitos significados, e recomeça a discussão.

As tarefas que os alunos levam para “casa” (hoje em dia, são poucos os que as realizam em casa) têm o objetivo que cada um lhes dá. No 1º ciclo a prática está enraizada, não porque se quer “escravizar” as crianças à aprendizagem de matérias académicas, mas como estratégia de melhoria. É claro que todos podem melhorar, mas, quase sempre, quem realiza essas tarefas são os que menos necessitam de “melhorar”.

Cada professor tem a sua metodologia de trabalho dentro de sala de aula, adaptando-o à turma que tem e individualmente, observando o aluno como um individuo distinto de todos os outros. Cabe ao bom senso de cada um verificar quando é, ou não, necessário um reforço e, até, quem necessita desse reforço. As práticas de cada professor divergem, o que torna a reflexão individual uma necessidade. Uma coisa é certa, é necessário repensar, constantemente, estratégias, pois o publico alvo está em mudança, muitas vezes basta virarmos a cabeça ligeiramente para o lado.

No 1º ciclo, muito mais do que falarmos de T.P.C, devíamos falar de hábitos de estudo autónomo, factor que além de contribuir para performances académicas presentes e futuras, contribui para o próprio desenvolvimento como membro da sociedade..

Deixo-vos um artigo de opinião que esta semana surgiu no Observador. Mas lembro que nenhuma realidade é absoluta dentro de uma sala de aula e a realidade de um professor ou de um aluno, diverge sempre da realidade de um outro seu par.

 

TPC: trabalho ou tortura para casa?

Os “famosos” Trabalhos Para Casa (TPC) estão longe de ser um tema consensual, particularmente no 1º Ciclo (e é sobre esta faixa etária que incide este artigo, uma vez que para o 2º e 3º Ciclos os argumentos poderão ser um pouco diferentes). Se, por um lado, há quem os defenda como instrumento pedagógico, há também quem os considere dispensáveis e questione a sua utilidade. Antes de começar este texto, devo confessar que me encontro neste segundo grupo, pelos motivos que vou explicar a seguir. No entanto, não existem verdades absolutas, pelo que haverá certamente quem tenha uma posição diferente da minha e também casos particulares que não se encaixam nestes princípios gerais.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/02/outra-vez-os-tpcs/

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