Fenprof denuncia perseguições a professores de colégio

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, disse esta quinta-feira que vai encaminhar para a Polícia Judiciária uma carta endereçada por um grupo de professores que denuncia perseguições e ameaças num colégio de Fátima.

“Temos uma carta de professores de um colégio de Fátima a relatar abusos absolutamente inadmissíveis nos horários de trabalho e nos direitos das pessoas, que irá ser entregue na Judiciária”, frisou o dirigente aos jornalistas, no protesto que decorreu esta quinta-feira, em Coimbra, em defesa da escola pública.

 

(clicar na imagem) in Público

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6 comentários

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    • Pedro Ferreira on 3 de Junho de 2016 at 12:44
    • Responder

    A FENPROF, numa manifestação de apoio à escola pública, descobriu, que existem professores nas escolas privadas. Mais vale tarde do que nunca.
    É sempre positivo que as irregularidades sejam denunciadas. Será talvez menos positivo serem instrumentalizadas para confundir um pouco mais uma questão de fundo.
    Do mesmo modo, sendo fundamental a defesa da escola pública estatal, a manifestação de ontem teria um significado diferente se tivesse sido feita em outro tempo. Assim, como reação a uma outra manifestação, soa a falso.
    Não se tratou de agradecer ao ministro da educação medidas inovadoras ao nível da liberdade de gestão das escolas estatais, ou critérios mais justos para a contratação de pessoal, ou uma formação profissional de maior qualidade, porque isto este ministro ainda não fez. Não se tratou tão pouco de revindicar seja o que for para a escola pública. Serviu então para o quê?
    Soou a frete politico ou, quando muito, um agradecimento da escola estatal, pela eliminação da concorrência. Pareceu uma assunção pública de que, “já que não os conseguimos vencer pela qualidade, vençamo-los pelo financiamento”.
    Não foi um bom serviço à escola pública.

      • Cristiana Lopes on 3 de Junho de 2016 at 14:09
      • Responder

      “escola pública estatal”? Desculpe, existe, na legislação (Constituição e Lei de Bases) essa denominação? Não creio. Existem escolas públicas e escolas privadas. Ponto. Ainda que a terminologia dê jeito para interpretações manhosas da lei, não venhamos agora com subterfúgios semânticos para levar a água ao nosso (vosso) porto. Ponto.

        • Pedro Ferreira on 3 de Junho de 2016 at 15:01
        • Responder

        Cara Cristina Lopes,
        Em primeiro lugar, peço desculpa se usei inadvertidamente um pleonasmo. Se preferir leia apenas “estatal”, ou leia apenas “pública” onde eu escrevi “pública estatal”. Mas peço-lhe o favor de não atribuir intenções malévolas ao que para mim é um mero pormenor. Aliás, o pleonasmo, se existe, tem a vantagem de não deixar dúvidas a quem lê.
        Em segundo lugar, muito embora não deva satisfações, quero dizer-lhe que não sou dono de qualquer “moinho”. Não tenho filhos em escolas com contrato de associação, não trabalho em escolas com contrato de associação e muito e menos tenho qualquer interesse económico nesse tipo de instituições. Sou professor dos quadros do ministério da educação e o meu interesse poderia ser simplesmente defender o meu “lugarzinho” mas, em vez disso, milito na verdadeira defesa da escola (apetece-me agora dizer “ponto”). A defesa da escola pública (e/ou estatal) onde trabalho faço-a no meu dia-a-dia, dando o meu melhor para que ela preste um bom serviço. Se ela o fizer não precisará de temer a concorrência de qualquer outra.
        E não tenho nada contra os que se manifestam em defesa seja do que for. Mas acho que não são os contratos de associação que ameaçam a escola pública. O que prejudica a escola pública é a sua ausência de autonomia, é o excesso de burocracia, é a baralhada no recrutamento de professores, a irracionalidade na gestão de equipamentos, a fantochada da avaliação do pessoal e das próprias escolas… Estas questões, sim, far-me-iam sair à rua.

    • Elisabete Oliveira (910) on 3 de Junho de 2016 at 15:35
    • Responder

    Já agora, não se esqueçam dos abusos sobre os professores das escolas públicas…. Dois em um dava jeito…

    • José Bernardo on 4 de Junho de 2016 at 18:28
    • Responder

    …qual é a admiração, se na escola publica também o fazem e não denunciam?!…

      • cilinha on 4 de Junho de 2016 at 22:33
      • Responder

      Pois. Ninguém percebe esse súbito interesse pelas perseguições que acontecem nos colégios assim como ninguém entende a preocupação dos sindicatos pelo desemprego dos docentes das escolas com contrato de associação. Essas realidades SEMPRE EXISTIRAM na escola pública e os sindicatos nunca as denunciaram…
      Estranho, muito estranho.

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