Se a um dia de semana, numa capital de distrito, participaram 3000 pessoas numa manifestação Pela Escola Pública. Como será no dia 18 de junho em Lisboa?
É sabido que já há uma organização sindical à frente da coordenação de esforços. Os transportes estarão disponíveis, de forma gratuita, para quem se quiser deslocar de outros pontos do país. Será que teremos outra grande manifestação como a que tivemos em tempos? Será que os professores irão, novamente, mostrar a sua força? Esperemos que sim.
Mas, lembremos-nos das batalhas que perdemos, para lutarmos, novamente, por tudo aquilo que nos falta alcançar. Indignemos-nos também pelas condições de trabalho, pela carreira docente, pela idade da reforma, pelo elevado número de alunos por turma… e por tudo mais…
E que a praia não seja mais apelativa…




10 comentários
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Não sei se estariam 3000, mas estive lá e demonstrámos a nossa força, sem crianças à mistura, mas com professores, pais e a autarquia estava na primeira linha da concentração (gostei de ver!).
Nem 2000 mil e desses metade não são professores… são os profissionais das manifestações para irem ao leitão
Onde se lê “professores” deve ler-se professores da escola pública? É que o dicionário consagra aceções mais genéricas, não discriminatórias do local onde se exerce a profissão:
1. indivíduo que ensina (uma ciência, uma atividade, uma língua, etc.)
2. pessoa cuja profissão é dar aulas numa escola, num colégio ou numa universidade; docente
Sou professora do ensino público há 16 anos e o que mais continua a chocar-me é a persistência em acentuar diferenças, criar nichos, grupos, segregar… Triste.
” lutarmos, novamente, por tudo aquilo que nos falta alcançar. Indignemos-nos também pelas condições de trabalho, pela carreira docente, pela idade da reforma, pelo elevado número de alunos por turma…”
Toda a razão…. Rui! A bandeira do regime especial de aposentação caiu de novo no esquecimento! Onde anda a petição da FENPROF das 30 mil assinaturas? Onde andam os partidos de esquerda que já deviam ter promovido alguma iniciativa legislativa nesse sentido e estão caladinhos?
É penoso ver colegas com 40 anos de serviço arrastarem-se pela escola. Por que razão esta não é uma prioridade? Daria lugar aos mais novos que estão sem trabalhar e seria mais do que justo para os que dedicaram a vida inteira ao ensino.
Os sindicatos parecem ter esquecido esta bandeira! É pena!
As petições da fenprof são tangas para terem destacamentos nas direções sindicais… Alguma vez deram aulas.
Sempre estive nas manifestações, sempre fiz greve. Fui sindicalizado durante 34 anos. Agora basta. Nem mais um cêntimo para organizações sindicais que traíram sempre o primeiro ciclo. Estas manifestações em prol da escola pública é uma maneira do Mário e outros que tal nos trazerem distraidos. Já agora aprendam a contar. Segundo informação de fonte fidedigna nem 2000 pessoas lá estavam e desses muitos nem professores são. Todos nós conhecemos o método dos profissionais das manifestações.
Sobre este assunto tenho duas opiniões:
– A escola publica deve ser defendidas todos os dias na escola através de desempenho de qualidade na sala de aula por pelos Professores. Não sendo necessário lembrar à sociedade que defendem o ensino publico.
– Para mim é uma desilusão os sindicatos de professores não defenderem professores, colegas de profissão, que irão para o desemprego.
Concordo consigo.
De facto os sindicatos não defendem os professores que há anos vão para o desemprego TODOS os anos em agosto. FALO DOS PROFESSORES DA ESCOLA PÚBLICA que correm o país todos os à espera de um dia terem estabilidade. Muitos há mais de 2 décadas. Apesar de tudo, os professores dos colégios efetivaram ao fim de 3 anos. E agora, ainda vêm ocupar as poucas vagas da escola pública… Não percebo. Porque falam SÓ do desemprego dos professores do privado.?
adenda:”correm o país todos os anos à espera”;
a escola pública tem que ser defendida. É necessário lutar pelas condições de trabalho mas também lutar por um ensino profissional de qualidade. O ensino profissional é o parente pobre, e a escumalha da escola e temos que lutar para se tornar em cursos profissionais sérios. Mais de metade dos alunos não fazem nada, rigorosamente nada e passam (devido às metas curriculares e …) . São indisciplinados, são desordeiros, não têm hábitos de trabalho, os diretores de turma retiram-lhe as faltas… o que interessa são as estatísticas: mantê-los dentro da sala . Não a este tipo de ensino profissional público. Temos o dever de defender isto e disser BASTA, queremos qualidade.