Cerca de 3000 pessoas em Coimbra… Quem lá esteve?

Se a um dia de semana, numa capital de distrito, participaram 3000 pessoas numa manifestação Pela Escola Pública. Como será no dia 18 de junho em Lisboa?

É sabido que já há uma organização sindical à frente da coordenação de esforços. Os transportes estarão disponíveis, de forma gratuita, para quem se quiser deslocar de outros pontos do país. Será que teremos outra grande manifestação como a que tivemos em tempos? Será que os professores irão, novamente, mostrar a sua força? Esperemos que sim.

Mas, lembremos-nos das batalhas que perdemos, para lutarmos, novamente, por tudo aquilo que nos falta alcançar. Indignemos-nos também pelas condições de trabalho, pela carreira docente, pela idade da reforma, pelo elevado número de alunos por turma… e por tudo mais…

E que a praia não seja mais apelativa…

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10 comentários

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    • Nuno Dias on 3 de Junho de 2016 at 15:10
    • Responder

    Não sei se estariam 3000, mas estive lá e demonstrámos a nossa força, sem crianças à mistura, mas com professores, pais e a autarquia estava na primeira linha da concentração (gostei de ver!).

      • Bazófias on 3 de Junho de 2016 at 16:24
      • Responder

      Nem 2000 mil e desses metade não são professores… são os profissionais das manifestações para irem ao leitão

    • Manuela Pataca on 3 de Junho de 2016 at 15:21
    • Responder

    Onde se lê “professores” deve ler-se professores da escola pública? É que o dicionário consagra aceções mais genéricas, não discriminatórias do local onde se exerce a profissão:
    1. indivíduo que ensina (uma ciência, uma atividade, uma língua, etc.)
    2. pessoa cuja profissão é dar aulas numa escola, num colégio ou numa universidade; docente
    Sou professora do ensino público há 16 anos e o que mais continua a chocar-me é a persistência em acentuar diferenças, criar nichos, grupos, segregar… Triste.

    • Professora on 3 de Junho de 2016 at 15:41
    • Responder

    ” lutarmos, novamente, por tudo aquilo que nos falta alcançar. Indignemos-nos também pelas condições de trabalho, pela carreira docente, pela idade da reforma, pelo elevado número de alunos por turma…”

    Toda a razão…. Rui! A bandeira do regime especial de aposentação caiu de novo no esquecimento! Onde anda a petição da FENPROF das 30 mil assinaturas? Onde andam os partidos de esquerda que já deviam ter promovido alguma iniciativa legislativa nesse sentido e estão caladinhos?

    É penoso ver colegas com 40 anos de serviço arrastarem-se pela escola. Por que razão esta não é uma prioridade? Daria lugar aos mais novos que estão sem trabalhar e seria mais do que justo para os que dedicaram a vida inteira ao ensino.

    Os sindicatos parecem ter esquecido esta bandeira! É pena!

      • Bazófias on 3 de Junho de 2016 at 16:22
      • Responder

      As petições da fenprof são tangas para terem destacamentos nas direções sindicais… Alguma vez deram aulas.

    • Bazofias on 3 de Junho de 2016 at 16:20
    • Responder

    Sempre estive nas manifestações, sempre fiz greve. Fui sindicalizado durante 34 anos. Agora basta. Nem mais um cêntimo para organizações sindicais que traíram sempre o primeiro ciclo. Estas manifestações em prol da escola pública é uma maneira do Mário e outros que tal nos trazerem distraidos. Já agora aprendam a contar. Segundo informação de fonte fidedigna nem 2000 pessoas lá estavam e desses muitos nem professores são. Todos nós conhecemos o método dos profissionais das manifestações.

    • Sebastião Coelho on 3 de Junho de 2016 at 22:25
    • Responder

    Sobre este assunto tenho duas opiniões:
    – A escola publica deve ser defendidas todos os dias na escola através de desempenho de qualidade na sala de aula por pelos Professores. Não sendo necessário lembrar à sociedade que defendem o ensino publico.
    – Para mim é uma desilusão os sindicatos de professores não defenderem professores, colegas de profissão, que irão para o desemprego.

    1. Concordo consigo.
      De facto os sindicatos não defendem os professores que há anos vão para o desemprego TODOS os anos em agosto. FALO DOS PROFESSORES DA ESCOLA PÚBLICA que correm o país todos os à espera de um dia terem estabilidade. Muitos há mais de 2 décadas. Apesar de tudo, os professores dos colégios efetivaram ao fim de 3 anos. E agora, ainda vêm ocupar as poucas vagas da escola pública… Não percebo. Porque falam SÓ do desemprego dos professores do privado.?

      1. adenda:”correm o país todos os anos à espera”;

  1. a escola pública tem que ser defendida. É necessário lutar pelas condições de trabalho mas também lutar por um ensino profissional de qualidade. O ensino profissional é o parente pobre, e a escumalha da escola e temos que lutar para se tornar em cursos profissionais sérios. Mais de metade dos alunos não fazem nada, rigorosamente nada e passam (devido às metas curriculares e …) . São indisciplinados, são desordeiros, não têm hábitos de trabalho, os diretores de turma retiram-lhe as faltas… o que interessa são as estatísticas: mantê-los dentro da sala . Não a este tipo de ensino profissional público. Temos o dever de defender isto e disser BASTA, queremos qualidade.

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